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Pecado no 50º Andar

Pecado no 50º Andar

Autor:: Mundo Creativo
Gênero: Bilionários
Uma máscara. Uma noite. Um erro que lhe custará a liberdade. Sofia pensou que o exclusivo baile de máscaras seria a sua única oportunidade para ser imprudente. Sem nomes. Sem rostos. Apenas uma noite de paixão desenfreada com um desconhecido de olhos magnéticos e mãos possessivas que a fez esquecer até o próprio nome. Na manhã seguinte, a fantasia acabou. Ao entrar no seu novo emprego como assistente executiva na Thorne Enterprises, o coração de Sofia parou. Sentado na cadeira de couro, com um olhar gélido capaz de congelar o inferno, estava ele. Gabriel Thorne. O CEO mais implacável da cidade. O seu novo chefe. E o homem que a possuiu horas antes contra uma parede. De dia, Gabriel age como se ela não existisse, tratando-a com uma frieza humilhante. Mas quando cai a noite e o escritório fica deserto, o telemóvel dela vibra com mensagens anónimas que não são ordens de trabalho. Ele sabe quem ela é. Ele recorda cada gemido. E agora que a tem sob o seu controlo no 50º andar, não tenciona deixá-la escapar. Gabriel Thorne não mistura negócios com prazer... a menos que o prazer seja um segredo que apenas os dois conhecem. Quanto tempo poderá Sofia resistir ao jogo perverso do seu chefe antes que a tensão sexual expluda e destrua as suas carreiras?

Capítulo 1 A Prisão de Cristal

A luz do sol filtrava-se pelas persianas, ferindo os olhos de Sofia. Mas a dor de cabeça pelo champanhe barato e a falta de sono não eram nada comparadas à dor deliciosa que latejava entre as suas pernas.

Arrastou-se para fora da cama, sentindo cada músculo protestar. Ao entrar no banheiro e deixar cair o lençol, o espelho lhe devolveu uma imagem que mal reconheceu.

Sofia ligou o chuveiro, mas parou um momento para observar os danos. Sua pele pálida era agora uma tela de violência e prazer. Havia marcas roxas, a forma perfeita de dedos grandes e brutais, marcadas na carne macia de seus quadris. Um lembrete visual de como ele a havia segurado, como se quisesse prensá-la na parede.

Entrou na água quente e fechou os olhos, e de repente, a imagem dele nu a assaltou com a força de um golpe físico.

Lembrou-se do momento em que ele baixou as calças. Lembrou-se da visão de suas coxas: grossas, faixas de músculo duro como granito, cobertas de pelos escuros. Não havia nada de suave naquele desconhecido. Seu torso, que ela vislumbrara brevemente entre a abertura da camisa e o smoking desfeito, era uma parede de peitorais definidos e um abdômen marcado que se contraía a cada estocada.

Sofia passou o sabonete pelos seios, sibilando quando seus mamilos, inchados e sensíveis pelo atrito da boca dele, roçaram na esponja. Lembrou-se da veia grossa que palpitava no pescoço dele, o suor brilhando em sua clavícula larga enquanto grunhia o nome dela... não, não o nome dela. Ele nunca perguntou o nome dela.

- Estúpida - sussurrou, apoiando a testa nos azulejos úmidos.

A água corria por suas costas, levando o cheiro dele, mas não a sensação de estar cheia, esticada e possuída. Tocou-se brevemente, apenas um roçar, e seus joelhos quase cederam. Ainda estava dilatada. Ainda o sentia dentro dela.

Mas a fantasia tinha que morrer ali. Hoje era o dia. Thorne Enterprises. O salário que salvaria sua família da ruína.

Uma hora depois, Sofia era outra mulher. Ou pelo menos, fingia ser.

Usava uma blusa de gola alta cor creme - necessária para cobrir a marca avermelhada na base da garganta - e uma saia lápis preta que gritava profissionalismo. Seu cabelo estava preso em um coque apertado, sem um único fio fora do lugar.

O edifício da Thorne Enterprises era uma agulha de cristal e aço que atravessava o céu da cidade, intimidante e frio. Assim como a reputação de seu CEO.

- O Sr. Thorne vai vê-la agora - disse a secretária da recepção, uma mulher de cinquenta anos com cara de poucos amigos.

Sofia assentiu, alisando a saia com as mãos suadas. Segurou a bolsa com força, respirou fundo e empurrou as pesadas portas de mogno.

O escritório era imenso. Paredes de vidro do chão ao teto ofereciam uma vista vertiginosa da cidade. A decoração era minimalista, tudo couro preto e cromo. E lá, atrás de uma mesa que parecia uma fortaleza, estava ele.

Estava de costas, olhando pela janela, falando ao telefone em um tom baixo e cortante.

- Eu disse para liquidar os ativos. Não me interessa o choro dos acionistas. Faça.

Aquela voz.

O coração de Sofia parou. O sangue drenou de seu rosto. Aquela voz rouca, autoritária... era a mesma que havia sussurrado minha na escuridão há apenas algumas horas.

Não. Não pode ser. É uma coincidência.

O homem desligou o telefone e girou a cadeira lentamente.

Quando seus olhares se encontraram, o tempo congelou.

Gabriel Thorne era devastadoramente lindo à luz do dia, mas de uma maneira cruel. Cabelos escuros, mandíbula quadrada e uma boca que parecia incapaz de sorrir. Mas eram os olhos que confirmavam o pesadelo de Sofia. Aquelas íris de cor cinza tempestade, frias e analíticas.

Eram os olhos da máscara.

Sofia parou de respirar. Quis correr. Quis vomitar. Quis cair de joelhos. A lembrança daquele corpo poderoso sobre o dela, daquela mesma boca mordendo seu lábio, sobrepôs-se à imagem do homem impecável no terno italiano de três peças que tinha à sua frente.

Gabriel ficou imóvel. Por uma fração de segundo, apenas uma fração, seus olhos se arregalaram levemente. Seu olhar desceu, varrendo o corpo de Sofia com uma familiaridade insultante. Parou em seu pescoço, exatamente onde a gola alta da blusa escondia sua marca. Suas narinas se dilataram levemente, como se ele pudesse sentir seu próprio cheiro nela.

Ele sabia.

Sofia esperou a demissão. Esperou que ele chamasse a segurança.

Em vez disso, Gabriel levantou-se. Ele era enorme. Ocupava todo o espaço. Caminhou ao redor da mesa com a graça predadora de um felino, aproximando-se dela até invadir seu espaço pessoal. Sofia teve que erguer o olhar, tremendo, presa em sua sombra.

- Senhorita... - Gabriel fez uma pausa, consultando mentalmente um arquivo que não tinha diante de si. Ou talvez, saboreando a ironia. - Senhorita Miller.

Sua voz era gelo seco. Não havia traço da paixão da noite anterior. Apenas desprezo corporativo.

- Se-Senhor Thorne - gaguejou ela, odiando-se pela fraqueza na voz.

Ele a rodeou lentamente, como um tubarão inspecionando uma nova aquisição. Parou atrás dela. Sofia sentiu o calor do corpo dele irradiando contra suas costas e os pelos de sua nuca se arrepiaram.

- Seu currículo é... adequado - disse ele, a boca perto do ouvido dela, perto demais. - Mas neste escritório exijo obediência absoluta. Disponibilidade total. Dia... e noite.

Sofia engoliu em seco, o som audível no silêncio tenso.

- Entende o que isso implica? - perguntou ele, baixando o tom.

Ela se virou para enfrentá-lo, reunindo a pouca coragem que lhe restava.

- Venho para trabalhar, Sr. Thorne. Sou uma profissional.

Gabriel olhou nos olhos dela. Um canto de sua boca se curvou para cima, um sorriso que não chegou aos seus olhos e que prometia um inferno.

- Assim espero, Sofia - disse, usando o primeiro nome dela como uma carícia suja. - Porque odeio decepções. E tenho uma memória muito boa.

Virou-se para sua mesa, dando-lhe as costas como se ela não valesse nada.

- Está contratada. Sua mesa fica lá fora. Não me incomode a menos que o prédio esteja em chamas.

Sofia saiu do escritório com as pernas tremendo, fechando a porta atrás de si. Apoiou-se na madeira, tentando acalmar seu coração disparado.

Estava a salvo. Tinha o emprego. Ele não tinha dito nada explícito.

Então, seu celular vibrou no bolso da saia.

Tirou-o com mãos trêmulas. Uma mensagem de um número desconhecido brilhava na tela.

"Você carrega minha marca debaixo dessa blusa. Espero que doa cada vez que você se mova. As minhas costas ainda doem onde você cravou as unhas."

Sofia levantou o olhar para a porta fechada do escritório. Do outro lado, sabia que Gabriel Thorne estava sorrindo.

Capítulo 2 Horas Extras

O silêncio no 50º andar era mais pesado que o ruído do trânsito quarenta e nove andares abaixo. Eram oito da noite. O resto dos funcionários tinha ido embora há horas, as luzes dos cubículos tinham se apagado uma a uma, deixando Sofia sozinha na penumbra da recepção, com a única luz vinda de seu monitor e da fresta sob a porta do escritório de Gabriel.

Não tinha recebido ordens para ir embora. E depois de seu aviso sobre a "disponibilidade total", não se atrevia a se mover.

O interfone zumbiu, um som seco que a fez pular na cadeira.

- Entre - disse a voz de Gabriel. Não era uma pergunta.

Sofia levantou-se; suas pernas ainda sentiam o eco fantasma do tremor da manhã. Ao abrir a porta, encontrou-o sentado não atrás da mesa, mas na borda da mesma, com as pernas esticadas e cruzadas nos tornozelos, afrouxando a gravata de seda preta.

O escritório estava na penumbra, iluminado apenas pelo resplendor da cidade noturna através da imensa janela. Gabriel a olhou, seus olhos cinzentos brilhando com uma intenção sombria.

- Tranque a porta - ordenou.

Sofia obedeceu; o clique da tranca soou como uma sentença.

- Aproxime-se.

Ela caminhou até ficar a um metro dele, entre as pernas abertas dele. Podia sentir seu cheiro: sândalo, café caro e aquele feromônio masculino e acre que revirava seu estômago de desejo.

Gabriel não a tocou. Simplesmente a escaneou de cima a baixo.

- Você disse que era uma profissional - murmurou, sua voz rouca baixando o tom. - Vamos ver o quão comprometida você está com seu cargo. Tire a roupa.

O ar congelou nos pulmões de Sofia.

- Sr. Thorne, eu...

- Obediência absoluta, Sofia. Lembra-se? - interrompeu-a, seu tom endurecendo. - Não vou repetir. Tire essa roupa ridícula. Quero ver se as marcas que deixei continuam aí.

Sofia engoliu em seco, suas mãos tremendo enquanto iam aos botões de sua blusa. Um a um, caíram. A saia deslizou para o chão. O sutiã e a calcinha seguiram. Em menos de um minuto, estava completamente nua no meio do escritório do CEO, exposta ao ar condicionado e ao olhar voraz dele.

Gabriel soltou um suspiro áspero. Seus olhos percorreram o corpo dela como mãos físicas. Deteve-se em seus seios, redondos e pálidos, com os mamilos endurecidos e escuros pelo frio e pela excitação. Desceu por sua barriga plana até o triângulo de pelos castanho-claros e as partes internas das coxas, onde as marcas violáceas dos dedos dele da noite anterior se destacavam contra a pele branca como pinturas de guerra.

- Linda - grunhiu ele. - Vire-se.

Ela girou lentamente. Gabriel estendeu a mão e traçou com um dedo quente a curva de suas nádegas, fazendo com que ela arqueasse as costas involuntariamente.

- De joelhos - ordenou ele, dando um tapinha no chão acarpetado.

Sofia ajoelhou-se entre as pernas dele, sentindo-se pequena, vulnerável e terrivelmente excitada. Gabriel não perdeu tempo. Desabotoou o cinto e baixou o zíper. Quando liberó sua ereção, Sofia prendeu a respiração.

Estava duro como uma rocha, grosso e palpitante, com veias azuis marcadas que percorriam o tronco até uma glande larga e avermelhada que já brilhava com uma gota de fluido pré-seminal. O cheiro de sexo, almíscar e homem encheu as narinas de Sofia, embriagando-a.

- Chupe-me - disse ele, colocando uma mão na nuca dela. - Sirva-me.

Sofia não precisou de mais convites. Abriu a boca e envolveu a cabeça do pau dele com os lábios, provando o sabor salgado e metálico de seu desejo. Gabriel sibilou, seus dedos apertando o cabelo dela. Ela começou a mover a cabeça, sua língua traçando o frênulo sensível, chupando com força enquanto tentava acomodar a grossura dele em sua garganta.

Ele se moveu, empurrando os quadris para a frente, forçando-a a aceitá-lo mais fundo, controlando o ritmo com a mão na cabeça dela. Sofia gemia ao redor dele, a fricção da dureza dele contra seu céu da boca e língua enviando descargas elétricas à sua própria virilha, que já estava encharcada.

- Isso... boa menina - ofegou Gabriel, olhando para baixo enquanto ela o devorava. - Você é minha.

Antes que pudesse chegar ao limite, ele a deteve. Agarrou-a pelos braços e a levantou como se não pesasse nada, sentando-a sobre a mesa de madeira fria, afastando papéis e canetas com um gesto do braço.

Empurrou os joelhos dela para abri-los de par em par, expondo sua intimidade à luz da cidade.

- Agora é a minha vez - sussurrou, ajoelhando-se diante dela.

Gabriel agarrou os quadris dela e afundou o rosto diretamente em sua virilha.

O primeiro contato de sua língua larga e áspera contra o clitóris dela fez Sofia gritar, jogando a cabeça para trás. Gabriel não teve piedade. Separou os lábios vaginais com os polegares, expondo a carne rosada e úmida, e lambeu da entrada vaginal até o botão sensível com uma pressão perita.

Sua língua era implacável. Adentrava nela, imitava o ato sexual, e depois voltava a torturar seu clitóris com movimentos rápidos e circulares. Sofia se contorcia sobre a mesa, suas mãos agarrando o cabelo preto dele, seus calcanhares batendo na madeira cara.

- Por favor... Gabriel... - gemeu ela, esquecendo o "Sr. Thorne".

O som do nome dele nos lábios dela pareceu excitá-lo mais. Sugou seu clitóris com força, enquanto introduzia dois dedos dentro dela, curvando-os para cima, procurando aquele ponto que a faria explodir.

A combinação de sua língua e seus dedos foi devastadora. A tensão se acumulou no ventre de Sofia como uma mola prestes a se romper.

- Goze para mim - ordenou ele contra a pele molhada dela, a vibração de sua voz enviando-a ao abismo.

O orgasmo a atingiu com uma violência cegante. Sofia gritou, seu corpo convulsionando, suas paredes internas apertando os dedos de Gabriel enquanto os fluidos dela empapavam o queixo e a boca do homem mais poderoso da cidade.

Gabriel não parou até que ela ficasse completamente relaxada, ofegante, com a pele brilhando de suor.

Ele se levantou lentamente, limpando a boca com as costas da mão, com um olhar de satisfação selvagem. Subiu o zíper, escondendo sua própria ereção dolorosa. Não tinha terminado, mas o jogo de controle era mais importante que o alívio imediato.

- Vista-se - disse, sua voz voltando a ser fria, embora seus olhos continuassem ardendo. - Amanhã você tem muito trabalho.

Virou-se para a janela, dando-lhe as costas enquanto ela descia da mesa com as pernas trêmulas, procurando sua roupa espalhada pelo chão.

Sofia vestiu-se apressadamente, sentindo a umidade em sua roupa íntima como um segredo sujo e delicioso. Quando chegou à porta, parou.

- Boa noite, Sr. Thorne.

Gabriel não se virou.

- Descanse, Sofia. O verdadeiro trabalho mal começou.

Quando a porta se fechou, Sofia soube que estava perdida. Não apenas sua carreira estava em jogo. Seu corpo, sua vontade e talvez sua sanidade, agora pertenciam a ele.

Capítulo 3 Negociações Hostis

A sala de reuniões principal da Thorne Enterprises cheirava a café forte, medo e testosterona corporativa.

Doze homens em ternos escuros estavam sentados ao redor da imensa mesa de mogno, mas apenas uma voz importava. Gabriel caminhava de um lado para o outro em frente à tela de projeção, desmantelando a proposta de fusão da empresa rival com uma precisão cirúrgica e impiedosa.

Sofia estava sentada à direita dele, com as costas retas, o bloco de notas aberto e uma caneta na mão. Seu trabalho era tomar notas. Sua realidade era tentar não se contorcer na cadeira.

Usava um vestido azul-marinho, conservador na frente, mas com uma fenda na perna que agora lhe parecia um erro tático. Gabriel não olhara para ela durante toda a manhã. Nem uma palavra sobre o que acontecera em sua mesa na noite anterior. Apenas um "Traga os relatórios para a sala 1" latido pelo interfone.

- Suas projeções são otimistas, Sr. Valdés - disse Gabriel, parando logo atrás da cadeira de Sofia. Sua voz ressoou no peito dela. - Mas neste edifício não trabalhamos com otimismo. Trabalhamos com fatos.

Sofia sentiu o calor do corpo dele a centímetros de seu ombro. O aroma de sua colônia a envolveu, disparando um reflexo condicionado em seu corpo: seu coração acelerou e suas coxas se apertaram instintivamente.

Gabriel apoiou uma mão no encosto da cadeira dela, inclinando-se em direção à mesa para se dirigir aos diretores.

- Sofia, passe-me o detalhamento financeiro do terceiro trimestre - ordenou, sem olhar para ela.

Ela procurou o arquivo com mãos trêmulas e o deslizou para ele. Ao fazê-lo, seus dedos se roçaram. Foi elétrico. Gabriel pegou a pasta com uma mão, mas a outra não voltou para a lateral do corpo.

Desceu.

Sofia parou de respirar quando sentiu a mão grande e quente de Gabriel pousar sobre seu joelho, oculta sob a pesada mesa de madeira.

- Como podem ver na página quatro... - continuou Gabriel com um tom de voz perfeitamente estável, abrindo a pasta com uma mão enquanto a outra começava uma subida lenta e torturante pela coxa dela.

Sofia cravou o olhar em seu bloco de notas, fingindo escrever, mas sua caligrafia era um desastre trêmulo. Os dedos de Gabriel eram firmes, audazes. Acariciaram a pele sensível da parte interna de sua coxa, subindo centímetro a centímetro, empurrando o tecido do vestido para cima.

Ninguém podia vê-los. Todos os olhos estavam fixos em Gabriel ou nos documentos. Mas o risco era palpável. Se alguém deixasse cair uma caneta... se alguém se inclinasse...

- A liquidez é insuficiente - disse Gabriel, e seus dedos roçaram a borda da calcinha de Sofia.

Ela soltou um pequeno suspiro, que rapidamente disfarçou como uma tosse.

Gabriel apertou a coxa dela com força, um aviso silencioso: Controle-se. Depois, com uma destreza assustadora, deslizou a mão sob a renda de sua roupa íntima.

Estava molhada. Vergonhosamente encharcada. Gabriel deve ter sentido, porque seu polegar fez um movimento de aprovação contra a pele escorregadia dela antes de encontrar seu clitóris.

- Senhorita Miller - disse Gabriel de repente, dirigindo-se a ela em voz alta.

Sofia levantou a cabeça de supetão, com os olhos arregalados e as bochechas ardendo. Gabriel a olhava de cima, com uma sobrancelha arqueada e uma expressão de tédio profissional, enquanto seu dedo médio começava a esfregar o clitóris dela com um ritmo circular e lento sob a mesa.

- Sim... sim, senhor? - Sua voz saiu uma oitava mais aguda do que o normal.

- Anotou a objeção do Sr. Valdés?

Gabriel afundou o dedo dentro dela ao mesmo tempo em que fazia a pergunta.

Sofia teve que morder o interior da bochecha para não gemer na frente de toda a diretoria. Seus quadris se moveram imperceptivelmente em direção à mão dele, buscando mais pressão, traindo-a.

- S-sim, Sr. Thorne. Anotada.

- Ótimo. Leia para o grupo.

Era um sádico. Um maldito sádico. Queria vê-la quebrar. Queria ver se ela conseguia manter a fachada de secretária eficiente enquanto ele a tinha empalada em seu dedo.

Com as mãos tremendo violentamente sobre o papel, Sofia tentou decifrar seus próprios rabiscos. Enquanto lia a nota com voz entrecortada, Gabriel aumentou o ritmo. Seu polegar roçava o clitóris dela, seu dedo entrava e saía dela, criando um som úmido que para Sofia parecia ensurdecedor, embora o murmúrio da sala o encobrisse.

- O... o Sr. Valdés sugere que... que os ativos líquidos... - Sofia fechou os olhos por um segundo, sentindo uma onda de prazer percorrer sua coluna. Gabriel girou o dedo dentro dela, atingindo aquele ponto sensível. - Que os ativos são... suficientes.

- Incorreto - disse Gabriel, tirando a mão de supetão.

A perda repentina do contato a deixou vazia, palpitando e à beira do abismo.

Gabriel se endireitou, limpando discretamente os dedos no lenço de bolso, oculto pela mesa, antes de caminhar em direção à cabeceira.

- A reunião acabou. Valdés, sua oferta foi rejeitada. Saiam todos.

Os executivos começaram a recolher suas coisas, murmurando entre si. Sofia ficou paralisada em sua cadeira, incapaz de se levantar. Sentia as pernas como gelatina e a umidade esfriando em sua pele.

Esperou que o último homem saísse. Quando a porta se fechou, deixando Gabriel e ela sozinhos novamente, levantou o olhar.

Gabriel estava apoiado na porta fechada, olhando para ela. Seus olhos brilhavam com um triunfo sombrio.

- Quase gozou enquanto lia as atas, Sofia - disse suavemente. - Muito pouco profissional.

Ela abriu a boca para protestar, mas ele a cortou.

- Limpe-se e vá para o meu escritório em dez minutos. Você tem uma lição a aprender sobre manter a compostura sob pressão.

Virou as costas e saiu, deixando-a sozinha, excitada, frustrada e completamente à sua mercê.

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