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Per Sempre Noi – Amor Além do Contrato 🔥 Série: Bella Mia

Per Sempre Noi – Amor Além do Contrato 🔥 Série: Bella Mia

Autor:: Afrodite LesFolies
Gênero: Bilionários
❤️ LIVRO 1: Per sempre Noi – Um Contrato de Amor com o Italiano Sob o sol dourado de Positano, Giovanni Marzano - herdeiro de um império e acostumado a vencer - aceita a aposta mais perigosa da sua vida: contratar uma mulher misteriosa para fingir ser sua namorada por uma semana. Elena não esperava que um simples acordo a colocasse no centro de um jogo entre poder e desejo. O Mediterrâneo se torna cenário de uma farsa cuidadosamente encenada, mas conforme os dias passam, os papéis se confundem, e o que era contrato vira tentação. Entre olhares que queimam e verdades que doem, Giovanni e Elena descobrem que há limites que nem o orgulho pode sustentar - e sentimentos que nenhum contrato é capaz de conter. Quando o desejo se mistura à mentira, o amor pode ser a salvação... ou a ruína definitiva. ❤️ LIVRO 2: Per sempre Noi – Um Amor Proibido com o Italiano Luana Ramírez nunca imaginou que sua nova oportunidade profissional a colocaria frente a frente com Octavio Rinaldi, o advogado mais arrogante - e irresistível - de toda a Itália. Ele dita regras. Ela as desafia. E o choque entre os dois é imediato. O que começa como um embate feroz logo se transforma em um jogo perigoso de provocações, silêncios e desejos reprimidos. A cada encontro, a tensão cresce, o controle escapa e o proibido se torna inevitável. Mas há segredos enterrados sob o luxo e a ambição - verdades capazes de destruir tudo o que eles ousaram sentir. Quando as máscaras caírem, o amor será redenção... ou condena. 🔥 Ele segue regras. Ela as quebra. Mas quando o desejo é mais forte que a razão, quem poderá detê-los?

Capítulo 1 O segredo em seus olhos

Prólogo:

Fascínio e Fogo (Noite do encontro)

Giovanni Marzano

Nunca acreditei em destino, mas naquela noite na boate, ele me pegou de jeito.

Ela estava ali, dançando no centro do palco, uma peruca ruiva emoldurando seu rosto delicado, me fazendo imaginar qual seria a verdadeira cor de seus cabelos. Pequena, com curvas que pareciam feitas para serem seguradas, apertadas... exploradas. Cada movimento daquele corpo era um convite descarado, um chamado para algo primitivo dentro de mim.

Os seios firmes, mal escondidos pela lingerie transparente, eram um pecado por si só. Eu queria abocanhá-los, senti-los enrijecerem contra minha língua enquanto ela arqueava o corpo para mim. Meu desejo era tão palpável que minha excitação se tornou evidente, um peso latejante que pulsava contra a calça.

Eu não era o tipo de homem que pagava para ir para a cama com alguém. Nunca precisei. Mulheres se jogavam em mim o tempo todo, oferecendo saciar todos os meus desejos. Mas aquela pequena mulher me fazia esquecer todas as outras. O que eu queria com ela não era comum, não era suave. Eu queria tomá-la, cravar minhas mãos em suas coxas e marcá-la como minha, mesmo que por uma única noite.

Seus olhos encontraram os meus, e naquele instante o jogo começou. Ela sabia o que estava fazendo, me perguntava se ela sabia o poder que tinha. Seu olhar era um desafio direto, e eu aceitei sem hesitar. Levantei-me, cruzando a distância que nos separava. Quando a puxei pela cintura, ela não recuou. Pelo contrário, inclinou-se contra mim, o calor de seu corpo atravessando minhas roupas e incendiando minha pele, enquanto a pressionava contra minha ereção.

Inclinei-me em sua direção, sua respiração roçando minha boca. Estávamos tão próximos que eu podia sentir o tremor sutil que ela tentava esconder. Nossos lábios quase se tocaram, e eu podia jurar que o mundo inteiro havia parado para aquele momento.

Mas então, como se o universo se recusasse a me dar o que eu queria, o som estridente de um alarme de incêndio ecoou pelo salão. Ela se sobressaltou, e o momento foi quebrado.

Antes que eu pudesse reagir, ela se afastou, deslizando pelos meus braços como areia. Eu a segui pelo caos, determinado a não a perder, mas quando finalmente saímos para o ar fresco da noite, ela já havia desaparecido.

Fiquei ali, com o som do alarme ainda ecoando em meus ouvidos, o gosto do desejo ainda queimando minha boca. Eu não sabia seu nome, mas sabia que precisava encontrá-la novamente.

Uma semana antes

Capítulo 1

Elena Ricci

Eu me encontrava ao lado da cama do hospital, segurando a mão pequena e delicada da minha sobrinha Sofia. Os monitores emitiam "beeps" constantes, mas, naquele momento, tudo o que eu conseguia ouvir era a respiração suave dela. "Você vai ficar bem," sussurrei, mais para mim mesma do que para ela.

A porta se abriu, e uma das enfermeiras encarregadas por seu tratamento, entrou. O seu olhar para mim foi cheio de compaixão.

- Elena, você não deveria ficar aqui a noite toda. Ao menos você, deveria descansar. - Sua voz era suave, mas eu sabia que o conselho era impraticável.

Para mim era muito difícil ficar longe de Sofia e de Julia, afinal elas eram a minha única família.

- Preciso ficar mais um pouco. - Minha voz mal passava de um sussurro.

Ela assentiu e saiu, me deixando sozinha com os meus pensamentos e o peso crescente das dívidas que se acumulavam ao meu redor.

Julia estava enfrentando um desafio extremamente doloroso; sempre fomos unidas, e agora era a minha vez de ajudá-la.

Aproveitei a oportunidade quando outra enfermeira entrou e começou os procedimentos de cura de Sofia para procurar minha irmã. Caminhei pelos corredores do hospital com passos apressados e mente inquieta, até encontrá-la no refeitório. Não precisei procurar muito; lá estava Julia, em sua cadeira de rodas, absorta, perdida em um vazio que parecia maior que ela mesma.

Julia sempre fora uma mulher vibrante, com olhos que carregavam um brilho único e um sorriso que iluminava qualquer ambiente. Mas agora, diante de mim, restava apenas uma sombra do que ela havia sido.

A beleza que costumava ser sua marca parecia apagada, soterrada pelo cansaço que a consumia, pela dor que carregava nos ombros, pelos problemas que a cercavam e, acima de tudo, pelo luto que sufocava seu coração.

- Seu café já esfriou, comeu algo? - Falei enquanto me sentava ao seu lado.

- Não consegui comer, Elena. Estou tão preocupada...

Puxei a cadeira para mais perto, acariciando seus cabelos e envolvendo-a em um abraço.

- Você precisa ser forte por nossa pequena Sofia. Ela vai precisar de nós duas quando acordar deste coma.

Quando nos afastamos um pouco, ela perguntou:

- Elena, como vamos pagar por tudo isso? - Sua voz estava cheia de preocupação.

- Vou dar um jeito, Julia. Sempre dou. Não se preocupe. - Respondi, tentando transmitir confiança.

- Se ao menos eu conseguisse um emprego... - Ela começou com a conversa de sempre.

- Julia, você deveria estar fazendo a fisioterapia. Em breve, espero conseguir dinheiro suficiente para te ajudar a iniciar o tratamento.

Ela soluçou alto e nos abraçamos. Ambas choramos; ela estava exausta, desmotivada e sofrendo, e eu compartilhava de seus sentimentos. Mas eu era a única que podia mudar essa situação.

Quando nos acalmamos, eu me afastei um pouco e entreguei um lenço de papel a ela e enxuguei as minhas próprias lágrimas.

- Vamos conseguir, somos fortes...

- ... porque temos uma à outra para sempre. - Ela completou a frase, algo que repetíamos desde a infância sofrida.

- Agora coma, por favor. Vou ficar com Sofia enquanto você se alimenta.

Ela deu um sorriso fraco e iniciou a sua refeição.

Voltei para o quarto e me sentei na cadeira ao lado do leito de Sofia. Meu celular vibrou e eu olhei para a tela, ignorando o conteúdo da mensagem que chegara, um saldo em aberto de uma fatura do hospital.

Respirei fundo e deletei a mensagem, como se eu fosse capaz de eliminar também a dívida em um passe de mágica.

Mas a tela a seguir me trouxe novamente para a dura realidade, um e-mail do Banco.

"Prezada senhorita Ricci, suas dívidas estão se acumulando. Precisamos de um plano de pagamento. Infelizmente, como não recebemos uma proposta e nenhum pagamento, teremos que tomar providências..."

Senti minha dor de cabeça aumentar, algo que se tornara uma constante nos últimos tempos.

Massageei minhas têmporas, repetindo para mim mesma: "vou conseguir, vou encontrar uma solução, só preciso de um pouco mais de tempo."

Como se fosse um sinal do destino, talvez, meu telefone vibrou com uma mensagem de Luana.

"Eu ainda acho que você deveria estar aqui comigo; hoje está bem movimentado. Pense sobre isso."

A proposta que eu jamais pensaria em aceitar agora parecia ser a minha única saída, devido às respostas negativas para um segundo emprego e o meu visto de trabalho terminando. Apenas a cafeteria não seria suficiente para pagar todas as dívidas e os tratamentos da minha irmã e sobrinha. Muito menos seria garantia de uma renovação da minha permissão de trabalho.

Lembrei-me das promessas que fiz a mim mesma, de nunca me envolver em trabalhos que comprometessem meus princípios. No entanto, diante da situação desesperadora em que me encontrava, sabia que algo precisava mudar.

"Você vai ganhar muito mais. Você é bonita, sabe dançar, já fez aulas, lembra? Só precisa fingir que eles não estão lá. Não é obrigada a tirar toda a roupa, muito menos a ir para a cama com alguém, a menos que queira. O que ganhamos na cafeteria nunca vai ser suficiente para sustentar nossas vidas aqui neste país."

Era impossível afastar a verdade do que ela havia dito, mas o que me corroía era a realidade por trás daquela escolha. Não era sobre o dinheiro, as contas ou a sobrevivência. Era sobre o que aquilo significaria para mim, sobre as promessas que fiz a mim mesma. Ainda assim, ali, segurando aquele cartão, tudo o que restava era a dura constatação: talvez não houvesse outra saída.

Com o coração pesado, peguei meu celular novamente e disquei o número do cartão. Minha voz estava firme quando falei:

- Olá, sou Elena, a amiga de Luana, estou ligando sobre o trabalho na boate...

Fechei os olhos por um momento, sentindo a realidade da minha decisão. Era um caminho sem retorno, mas era o único que eu conseguia enxergar para salvar minha família.

***

Dias atuais...

O aroma de pães recém assados, café fresco e leite quente permeava o ambiente, envolvendo-me completamente. No entanto, esse odor não me despertava apetite; era uma fragrância que eu associava ao estresse e à agitação das manhãs no centro de Milão. Nossos clientes, em sua maioria, eram provenientes da Marzano Group, a luxuosa empresa situada ao lado da cafeteria.

Eles chegavam bem-vestidos, absortos em seus telefones, tablets e laptops, sempre com pressa. Naquela manhã, o frenesi de pessoas parecia ainda mais intenso. Todas as mesas estavam ocupadas, e havia uma fila considerável de pedidos para viagem.

Eu, Luana, e as outras duas atendentes enfrentamos horas de agitação enquanto servíamos as mesas. E quando finalmente pareceu que a movimentação estava se acalmando, fomos confrontados com o caos de organizar tudo: uma pilha de pratos para lavar e materiais para repor.

Após cada uma de nós ser designada para uma área específica da cafeteria, finalmente consegui um momento de paz, até que Luana apareceu ao meu lado, se preparando para organizar sacos de café.

- Você teve sorte ontem à noite. - Ela começou, e eu estava tentando evitar essa conversa.

Toda a situação na boate tinha sido estranha. O homem que pagara por uma dança privada comigo era incrivelmente atraente, e não mentiram quando disseram que ele pagaria bem por algo exclusivo, mesmo sem ter me tocado. A dona do clube fez questão de me dar uma parte do pagamento que ele havia feito. Isso não resolvia todos os meus problemas, mas pelo menos saldaria um dos aluguéis atrasados.

- Foi estranho ontem, com o alarme de incêndio. - Eu disse, tentando desviar o assunto do meu suposto cliente.

- Foi só um cliente bêbado que jogou um cigarro aceso no lixo, e o alarme disparou. Nada demais. - Luana deu de ombros, como se a confusão de ontem fosse algo corriqueiro. Então, com um brilho malicioso no olhar, acrescentou: - Mas me conta, você chegou a dar ao menos um beijo nele...?

- Luana, preciso de você no almoxarifado agora! - A voz de Ava, nossa gerente, interrompeu a conversa.

Continuei colocando as coisas na lava-louças, tentando manter o foco no trabalho e afastar os pensamentos inquietantes que insistiam em me distrair. Assim que terminei, segui para as mesas ainda desorganizadas, empilhando xícaras e limpando restos esquecidos pelos clientes apressados.

De costas para o salão, trabalhava concentrada tentando não me perder em certas lembranças. Enquanto retirava as xícaras e limpava as mesas, uma voz firme e profunda ecoou atrás de mim, me fazendo parar por um instante:

- Bom dia, um expresso, por favor.

Quando me virei para responder, a bandeja caiu instantaneamente dos meus dedos. O som metálico ecoou no ambiente, mas tudo ao meu redor pareceu congelar no instante em que o vi.

Diante de mim, vestindo um terno impecável que delineava seu corpo atlético, estava o mesmo homem da noite anterior.

Ele era muito mais alto do que eu lembrava, tão imponente que parecia dominar o espaço ao seu redor. Seus ombros largos e a postura perfeita exalavam confiança. Cada detalhe parecia cuidadosamente alinhado: o cabelo escuro impecavelmente penteado, o rosto com traços definidos como se esculpido por um artista clássico, olhos claros que carregavam uma intensidade desconcertante.

Seu olhar estava tão surpreso quanto o meu. Eu já não usava a peruca ruiva da noite anterior, mas não seria difícil ele me reconhecer.

De fato, ele estava ali, imóvel, com um olhar que parecia me despir, reconhecendo cada curva que ele havia explorado na noite passada. O perfume dele chegou até mim, inebriante e convidativo, trazendo de volta a sensação de estar em seus braços na noite anterior, quando o mundo parecia ter desaparecido ao nosso redor.

Sua expressão era uma mistura de surpresa e uma espécie de admiração velada, como se estivesse vendo algo precioso e inesperado. Em meio ao caos do café, havia uma quietude em seu olhar, uma intensidade que me envolveu, fazendo-me sentir nua sob o peso daqueles olhos.

Capítulo 2 O reencontro inesperado

Capítulo 2

Agachei-me rapidamente para recolher a bagunça, e ele se abaixou junto comigo, ajudando-me a recolher os itens.

- Você está bem? Machucou-se? - Ele perguntou, segurando meu pulso enquanto eu segurava uma xícara quebrada.

Fiquei perdida em seu olhar intenso, mas quando estava prestes a responder, a voz de Ava me fez levantar rapidamente, me desvencilhando do homem.

- Me perdoe, Senhor. Elena, por favor, vá chamar o Roger para limpar essa bagunça e ajude as meninas na cozinha. Eu mesma vou atender.

Não tive coragem de olhar para o homem à minha frente, apenas concordei com a cabeça e saí dali o mais rápido que pude, meu coração disparado.

Encontrei Roger na porta da cozinha, ele já estava preparando o balde e os materiais de limpeza.

- Ava pediu para você limpar...

- Sim, foi impossível não ouvir a voz irritante dela. Não sei como você aguenta a implicância dela com você. Estou indo limpar. - Ele sorriu gentilmente.

Ava era realmente uma gerente difícil, tratava todos como se fôssemos seus escravos, não colaboradores.

Todos os olhares estavam em mim. Ava já tinha feito coisas piores por muito menos, com certeza ela descontaria o valor das xícaras quebradas do meu salário. E o fato de ela mesma se oferecer para atender o cliente dizia muito sobre quem ele era, ela só dava atenção a pessoas de alta classe. A julgar pelo terno caro, ele provavelmente trabalhava em alguma empresa poderosa da região.

Comecei a ajudar na cozinha quando Luana se aproximou.

- Ele nunca vem aqui; normalmente, um de seus funcionários vem buscar o café. Mas parece que ele já sabe onde encontrar a dançarina mais quente do La Signorine. - Ela sussurrou.

Olhei para ela assustada.

- Não fale isso aqui.

- Ninguém está ouvindo, fique calma. Você despertou o interesse do poderoso Vice-CEO da Marzano Group.

Me segurei na pia e olhei assustada para minha amiga. Não, não poderia ser ele, ela o conhecia? Mesmo que ela estivesse certa sobre quem ele era, ele não estaria ali por minha causa. A empresa Marzano ficava próxima, e todos costumavam pegar café ali. Eu não entendia por que, pois com certeza eles tinham cafeterias de última geração em cada uma de suas cozinhas. Mas tinha que admitir que, apesar do ambiente de trabalho insalubre, a cafeteria onde eu trabalhava era muito famosa, e o confeiteiro do local era um chef premiado.

Tentei continuar colocando tudo em ordem e cortando pedaços de bolo para serem levados para a vitrine, mas Luana estava ali, observando minha reação.

- Não me olhe assim, ele não veio aqui por mim, provavelmente se cansou de estar em seu escritório e veio comer um pedaço do famoso bolo do Chef. - Insisti.

- Se você diz... - ela provocou.

Ajudei Luana e Vick a levar todos os doces e bolos para a vitrine. Discretamente, notei que o homem ainda estava lá, e seu olhar parecia ter se dirigido a mim, apesar de estar ocupado ao telefone. Parecia que aquelas palavras eram para mim.

Vi quando ele retirou algo do bolso, disse algumas palavras e entregou a Roger quando ele passou perto da mesa empurrando seu carrinho de limpeza. Em seguida, ele se levantou e saiu com seu andar imponente, como se o mundo inteiro lhe pertencesse.

Quando fui guardar algumas bandejas no almoxarifado, Roger sorriu e se aproximou.

- O homem da mesa 10 pediu para te entregar isso. Ele quer falar contigo. - Ele me entregou o cartão e continuou - ...normalmente, não faço esse tipo de recado, mas ele me deu 100 euros para fazer isso, então estou apenas cumprindo o que me foi designado.

Ele riu e saiu do cômodo. Voltei meu olhar com mais calma para o cartão elegante em minha mão. Era preto, com um papel fosco, e nele estava estampado, em elegantes letras douradas:

Giovanni Marzano – Vice CEO da Marzano Group +398966400--

O que ele queria comigo, eu ficaria sem saber. Não ligaria para ele, mas algo me fez guardar o seu cartão de visitas no bolso da minha calça e voltar ao trabalho.

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Giovanni Marzano

Dirigindo pelas ruas já familiares a caminho da Marzano Group, meus pensamentos oscilavam entre a misteriosa dançarina da noite passada e a reunião familiar inevitável que me aguardava. A imagem dela, dançando exclusivamente para mim, me perseguia, uma tortura doce, em contraste com a amarga disputa pelo controle da empresa.

Ao chegar ao prédio, o manobrista correu para abrir a porta do meu carro, sua reverência exagerada apenas aumentando minha irritação.

- Bom dia, Sr. Marzano - disse ele, forçando um sorriso.

- Bom dia - respondi secamente, passando por ele sem outra palavra. Estava acostumado com a atenção, mas naquela manhã, tudo me irritava.

Decidi parar na cafeteria ao lado antes de encarar a reunião. Ao entrar, a tranquilidade foi quebrada pela bela silhueta da garconete arrumando as mesas, pedi o meu café e quando ela se virou, o lugar se encheu com o som de xícaras se estilhaçando no chão. Era ela - a dançarina.

Seus cabelos ruivos da noite anterior agora eram longos e castanhos, presos num penteado disciplinado, revelando uma beleza ainda mais impressionante. Nossos olhares se encontraram, e ela desviou rapidamente, corando. Elena Ricci - este era seu nome que li em seu crachá. Enquanto eu estava surpreso e curioso, ela estava assustada, tentei falar com ela que nem abriu a boca enquanto eu a ajudava a recolher os cacos.

- Posso ajudá-lo, Sr. Marzano? - A gerente apareceu, tirando-me do transe depois de mandar a garota embora.

- Um café expresso, por favor - pedi, sem conseguir tirar os olhos de Elena que se afastava, parecendo fugir.

Sentei-me numa mesa afastada, observando-a enquanto ela sumia para o que deveria ser a cozinha. Havia uma tentação de pedir que fosse ela a me servir, mas sabia que isso poderia complicar ainda mais sua situação.

Enquanto me perdia em pensamentos sobre Elena e recusava chamadas e e-mails, a frustração crescia por não a ver retornar ao salão. O turbilhão de mensagens e ligações só reforçava o quão infernal seria o meu dia.

Meu café chegou, e, enquanto o saboreava, o telefone tocou novamente. Desta vez, atendi.

- Me dê boas notícias, Octavio, porque o meu dia começou complicado - adverti.

- Giovanni, a situação é difícil. Seu irmão está determinado a assumir o controle total - a voz do meu advogado soou preocupada.

As lembranças dos últimos três anos, evitando cada encontro familiar, cada ligação do meu irmão Michele, que agora estava com a minha ex-noiva, me atormentavam.

- Eu sei, Octavio - resmunguei, minha irritação crescendo.

- Ele é o favorito do conselho para o posto de CEO. - Meu advogado e grande amigo falou o que sempre fora óbvio para mim.

- Eu sou mais competente - insisti, irritado.

Nesse momento, Elena voltou ao salão, repondo doces na vitrine. Seus olhares furtivos e o rubor em suas bochechas me cativavam.

- Sua imagem de playboy irresponsável não ajuda. Lembre-se, muitos no conselho são conservadores - Octavio me alertou.

- Eu vou resolver isso, Octavio. Aguarde instruções - interrompi, já com um plano se formando em minha mente.

Desliguei o telefone e deixei algumas notas sobre a mesa. Elena havia desaparecido de vista novamente. Chamei um funcionário que passava, entreguei-lhe uma boa quantia em dinheiro, meu cartão de visitas e um recado para Elena.

Saindo da cafeteria, liguei para Adriano, meu investigador.

- Preciso de tudo sobre Elena Ricci, ela trabalha na grande cafeteria próximo ao Grupo Marzano, e seja rápido - ordenei, me concentrando na ideia se solidificando em minha mente.

- Sim, Senhor. Farei imediatamente. - Respondeu e eu desliguei.

Enquanto caminhava para o escritório, as preocupações com a reunião me assombravam. Todos me viam como o irmão impulsivo e descomprometido. Mas eu era mais que isso. Se a imagem era o problema, eu a mudaria. A qualquer custo.

O desejo por Elena, a dor da traição de meu irmão e minha ex-noiva, e a determinação em vencer se misturavam. Eu não iria desistir, não agora, não depois de tudo que passei.

Naquela sala de reunião, enfrentaria meu pai e meu irmão. Agora, com um novo objetivo em mente, estava pronto para mostrar que eu era o verdadeiro herdeiro da Marzano Group e algo me dizia que Elena Ricci seria a chave para tudo isso.

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Meu secretário, Damiano, veio atrás de mim enquanto eu entrava em minha sala em busca do laptop. Com um suspiro, ouvi suas palavras rápidas.

- Sr. Marzano, seu pai e Michele já estão na sala de reunião.

- Obrigado, Damiano - respondi, respirando fundo. Caminhei a passos firmes para a sala, a determinação pulsando em cada passo.

Abri a porta sem bater. Meu irmão, ao lado de nosso pai, mostrava algo em seu laptop. O sorriso de meu pai, Paolo Marzano era caloroso, mas carregado de expectativa.

- Bom dia, filho. Você está atrasado.

- Bom dia - disse, sem olhar para Michele, que me encarava com uma expressão mista de censura e desafio.

- Eu te liguei, Giovanni. Para avisar que nos reuniríamos mais cedo, mas como sempre, você ignorou minhas chamadas - repreendeu Michele.

Sem uma palavra, abri meu laptop, virando a tela para nosso pai.

- Estes são os meus números, pai. Números não mentem. Eu sou o melhor para assumir a liderança do Grupo Marzano - declarei, apontando para os gráficos que mostravam meu sucesso e lucratividade.

Meu pai abaixou a cabeça, fechando meu laptop com um gesto suave.

- Filho, por favor... Vocês precisam conversar. Quando eu não estiver mais aqui, restarão apenas vocês e sua mãe - disse ele, sua voz carregada de um peso emocional.

- Ah, por favor, pai, não comece com isso... - comecei, mas Michele interrompeu.

- Papai tem razão, Giovanni. E, além disso, eu sou a imagem da empresa. Sou responsável. As matérias que saem sobre mim nos jornais são bem diferentes dos seus escândalos...

A vontade de bater em Michele cresceu em mim, mas olhei novamente para o nosso pai, contendo minha ira.

- Tudo bem, pai. Mas antes de qualquer coisa, quero propor uma disputa justa. Os quinze dias em Capri servirão para mostrar a todos quem merece o posto de CEO do Grupo. Vamos ver com quem os clientes se sentirão mais à vontade, com quem os associados preferem depositar seu apoio. Eu sou muito mais do que vocês veem, e vou provar isso - falei, minha voz firme e confiante.

O sorriso de papai se alargou, um vislumbre de aprovação em seus olhos.

- Tudo bem, mas se o seu irmão se sair melhor do que você, quero que aceite a derrota e que o perdoe.

Levantei-me, olhando diretamente nos olhos de meu pai.

- Não há nada para se perdoar, pai. Mas se isso te deixa em paz, aceitarei a derrota e manterei um contato profissional com ele - respondi, minha voz carregada de resolução.

Michele parecia surpreso e talvez um pouco triste com minhas palavras.

- Tudo bem. - Disse Michele, quase em um sussurro, depois continuou: - Vamos comunicar aos associados. Eles devem estar chegando para a reunião do conselho.

Papai sorriu, e logo as batidas na porta indicaram o fim da nossa conversa privada. Era hora de o jogo começar, e eu me sentia mais do que pronto para ser o vencedor.

Capítulo 3 A proposta

Capítulo 3

Elena Ricci

Acordei suada, molhada e com os mamilos enrijecidos, um sonho que tinha ido muito além do que acontecera naquela noite na boate. Eu estava ficando louca, sonhar com Giovanni realizando algo que jamais aconteceria. Aquela noite nem um beijo aconteceu e eu sinceramente não queria me envolver com um homem como ele.

Aquele meu trabalho na boate era algo temporário e eu não queria me envolver com alguém que eu veria em outras situações, quando fosse dia.

Me levantei apressada, meu carro estava quebrado e eu tinha que correr, pois dependia da carona de Luana para ir ao trabalho, visto que sua mãe se ofereceu a me ajudar.

Me preparei rapidamente, nem enxuguei os cabelos e já estava recebendo uma mensagem de minha amiga avisando que em um minuto estaria ali.

Peguei minha bolsa apressadamente e todo o conteúdo caiu antes que eu abrisse a porta. Colocando tudo na bolsa, me peguei segurando o cartão de Giovanni em minha mão e o seu recado na mente, ele queria falar comigo. Era este o objetivo dele, quando enviara aquele cartão para mim.

Ignorei o pensamento, ajeitei tudo na bolsa e sai de casa, trancando a chave e saindo devagar para não acordar o porteiro. Mas foi em vão, pois quando tentei abrir a porta sem fazer barulho fui interrompida.

- Senhorita Ricci, bom dia. Eu tenho um recado do proprietário, ele disse que recebeu um dos aluguéis atrasados, mas ele disse que te dará apenas duas semanas para pagar os outros três meses atrasados, antes dele emitir uma ordem de despejo.

Meu rosto esquentou de vergonha, segurei o choro e dei um sorriso fraco.

- Bom dia, obrigada por me avisar, vou resolver isto em tempo, por favor avise-o.

- Farei isto, sinto muito Senhorita. - Ele acenou enquanto eu saia.

O carro de Maria estava parado e logo Luana abriu a porta para mim dando um grande sorriso.

- Bom dia, obrigada por passarem aqui. - Comentei

- Imagina, querida. Temos que nos ajudar neste País, juntas vamos conseguir. - Maria sorriu.

- Relaxa, Elena. Mamãe te adora, quem não gosta de você?

Ela provocou com um grande sorriso.

- A nossa gerente Ava é uma destas... - Brinquei.

- Ava é uma cobra maldosa com todos, não somente com você. Um dia vamos nos ver livre dela, acredite.

Sorri de sua fala, apesar de toda a dificuldade e as escolhas da vida, Luana era maravilhosa, sensível, com um grande coração e sempre positiva.

- Espero que sim.

- Como está sua irmã, querida? - Maria perguntou dando uma olhada no retrovisor.

- Arrasada como sempre, mas tenho fé que ela vai superar. Estou fazendo de tudo para ajudá-la.

- Ainda fico sem entender como a família do finado marido dela pode ser tão cruel em não ajudar ela e a menina. - Maria falou com a voz chorosa.

Eu entendia, aquele assunto doía em todos que conhecia a história.

- Sim, eles foram cruéis, mas preferimos deixar para lá. Melhor assim do que eles tentarem tomar Sofia da minha irmã, ela não suportaria. - Confessei.

- Um dia vocês vão vencer, querida. Um dia a felicidade vai chegar e permanecer. - Ela disse enquanto estacionava.

Sorri querendo acreditar naquele doce sonho, mas eu sabia muito bem que não era fácil ter esperança quando tudo era desilusão e dor.

Descemos do carro e agradeci mais uma vez, enquanto Maria falava com sua filha eu segui para dentro da cafeteria, eram 5:30 da manhã e as 6 começaríamos a servir. Tudo o que eu precisava era começar o dia de trabalho e me dedicar à exaustão para não pensar no que estava por vir. Aquela noite eu não tinha escolhas, a boate abriria e eu deveria estar ali, caso contrário perderia a vaga para outra.

Não poderia me apegar ao meu orgulho e à minha dignidade à custa do sofrimento e da humilhação da minha irmã e da minha sobrinha. Se alguém tivesse que carregar esse fardo, que fosse eu.

Giovanni Marzano

As fotos espalhadas sobre a minha mesa não deixavam espaço para dúvidas: era ela, Elena Ricci. Diversas informações sobre sua vida estavam organizadas em folhas e mais folhas à minha frente.

No entanto, a ausência de qualquer detalhe sobre sua infância me intrigava profundamente. Era como se uma parte essencial de sua história tivesse sido apagada ou escondida. Ainda assim, o que eu já tinha em mãos era o suficiente para seguir com o plano, mesmo que eu soubesse que minha decisão poderia não gerar o resultado que eu desejava. Pelo menos, teria feito o que julgava ser justo.

Dei um gole no uísque e chequei o relógio. O encontro não demoraria a acontecer.

O som firme de uma batida na porta me tirou dos meus pensamentos. Organizei os papéis rapidamente e autorizei a entrada. Octavio surgiu na sala, carregando uma pasta em mãos. Dentro dela, estava o que eu vinha esperando.

- Finalmente. - Sorri, estendendo a mão para pegar a pasta que ele me entregou.

- Giovanni, você está ficando louco. Você nem a conhece... - disse ele, tentando me fazer reconsiderar.

- Sei o bastante para saber que ela é perfeita. - Respondi, gesticulando para que ele se sentasse, enquanto começava a passar os olhos pelos documentos que havia pedido que ele redigisse.

- Tudo bem, você pode até ter alguma razão, mas nada te garante qual será a reação dela. E, sinceramente, isso pode acabar trazendo mais confusão do que soluções.

- Algum dia eu mudei de ideia com os seus conselhos vazios? - retruquei, sem desviar os olhos do texto à minha frente. - Todos os riscos que corri me fizeram quem sou e me levaram a vencer tudo o que venci até agora.

- Tudo bem, não vou insistir. Mas te dou um conselho: não misture negócios com sexo.

Não respondi. Ele sabia que eu não devia satisfações, muito menos sobre como agiria daquele momento em diante. Era o meu jogo, minhas apostas, e eu não era o tipo de jogador que recuava por medo de perder.

- Está tudo certo. Você redigiu bem. Assim que eu resolver isso, vou te enviar. Agora vá. Tenho uma reunião em dez minutos. - Falei, de forma seca e objetiva.

Octavio sorriu. Apesar de sempre tentar conter meus impulsos com seu tom profissional de advogado, como amigo, ele sabia que era inútil. Sua única opção era trabalhar com o que eu lhe entregava.

- Boa sorte, maluco. - Ele disse, ainda sorrindo, enquanto se levantava.

Assenti levemente, observando-o sair da minha sala.

Meu celular vibrou, interrompendo meus pensamentos. Era uma mensagem que me fez ajeitar a gravata enquanto lia.

"Chefe, estou chegando. A moça está muito nervosa, afinal, não teve muita escolha."

Sorri para mim mesmo. Provavelmente, ela estaria furiosa, e com razão. Mas essa era a única maneira de garantir que ela aceitasse me encontrar em um lugar seguro para mim: o meu escritório.

Não demorou muito até que batidas fracas ecoassem na porta. Não autorizei a entrada de imediato. Preferi caminhar até lá e abrir eu mesmo.

Elena estava ali. Seus cabelos ruivos falsos emolduravam o rosto irritado, e o olhar que me lançou poderia me fulminar se fosse possível. Ela entrou na sala equilibrando-se em saltos altíssimos e usando um vestido vulgar, mas inegavelmente sexy.

- Só estou aqui porque você pagou o mês inteiro do meu trabalho na boate, não me deixando nem mesmo a possibilidade de recusar... - disse ela, andando de um lado para o outro, como se precisasse extravasar a raiva.

Enfiei as mãos nos bolsos da calça, observando-a enquanto ela exalava sua indignação.

- Vou falar com a dona da boate para que devolva o seu dinheiro. Eu só vim aqui para te dizer pessoalmente que não vou ser sua puta por um mês inteiro. Eu estava ali apenas como stripper! Nunca fiz programa algum e não vou fazer! Tudo tem limite! - A voz dela tremia, e a raiva deu lugar a um tom quase choroso.

Senti a tensão pesar nos meus ombros e decidi intervir antes que ela se desgastasse ainda mais.

- Elena, você não será obrigada a fazer sexo comigo e nem com ninguém. Acalme-se. - Falei com tranquilidade, chamando sua atenção para mim.

Ela parou de andar e me encarou, surpresa.

- Como você sabe meu nome? - perguntou, assustada.

Ela estava realmente muito nervosa. Tínhamos nos encontrado dias atrás, em seu trabalho na cafeteria, onde seu uniforme não escondia sua identidade. Mas antes que eu pudesse responder, vi em seus olhos que a memória finalmente lhe ocorreu. Mesmo assim, a dúvida ainda permanecia.

- Deseja beber algo? - perguntei, indo até o bar e servindo um copo de uísque.

Ela continuava me olhando, dividida entre a confusão e a indignação.

- O que está pretendendo com tudo isso?

- Pretendo te explicar, mas preciso que se acalme. Teremos uma longa conversa pela frente.

Enquanto eu lhe entregava o copo, meu olhar se deteve em seu corpo. Sem graça, ela tentou se cobrir, jogando os cabelos ruivos falsos sobre o decote do microvestido.

- Tudo bem... - Ela respirou fundo e, sob meu olhar insistente, finalmente se sentou.

- Elena Ricci, descobri muito sobre você. - Minha voz foi firme, enquanto a observava atentamente.

De repente, a irritação dela deu lugar ao pânico. Seu rosto perdeu a cor.

- Eu...

- Acalme-se. Nada do que vou te dizer agora será para te prejudicar. Elena, digamos que faremos uma parceria.

- Parceria? - Ela repetiu, confusa.

Me inclinei levemente sobre a mesa, mantendo o olhar fixo no dela.

- Sim. Como eu disse, vou precisar de sua ajuda. E, em troca, vou te ajudar. Pelo que percebo, você não gosta do trabalho na boate, e eu posso pagar para que não precise voltar lá. Posso te proporcionar muito mais.

- Você disse que não deseja sexo. Que diabos de serviço eu posso fazer para justificar todo esse dinheiro que você pagou?

- Preciso que viaje comigo. Não será por muito tempo, apenas quinze dias em Capri. Pagarei tudo. Você ficará comigo na villa da minha família e nos melhores hotéis quando eu precisar me deslocar.

Ela piscou, incrédula, e balançou a cabeça.

- Isso é confuso demais.

- Você estará ao meu lado nas reuniões, jantares e negociações. Onde quer que eu precise de sua presença, você estará. Em troca, pagarei o equivalente ao que você ganha na boate e na cafeteria... por um ano completo.

Os olhos dela se arregalaram.

- Não posso abandonar o trabalho na cafeteria. Eu preciso dele para renovar...

- ...sua permissão de trabalho, o que garante ficar legalmente na Itália. - Completei antes que ela terminasse. - Vou garantir que você consiga isso sem precisar continuar naquele emprego.

- Isso é uma loucura. Você poderia fazer essa proposta a qualquer outra mulher. Por que eu?

Fiquei em silêncio por um momento. Era uma boa pergunta. De fato, eu poderia encontrar alguém que aceitasse de bom grado me acompanhar. Mas, desde a noite na boate, Elena não saía da minha mente.

- Não vou mentir. Nem eu mesmo sei te responder isso. Mas, de alguma forma, percebi que você pode me ajudar tanto quanto eu posso te ajudar. Aliás, eu já fiz muito mais do que apenas pagar pelo seu tempo na boate.

Empurrei a pasta preparada especialmente para ela. Desconfiada, suas mãos tremiam enquanto a abria. O silêncio dela era absoluto a cada página que virava, mas os olhos, marejados, denunciavam suas emoções.

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