Valentina Maria
- Bom descanso amiga, aproveite seu dia de folga e o fim de semana.
Minha melhor amiga e colega de trabalho, enfermeira Paloma diz me abraçando.
- Cuide bem dos meus pequenos.
- Como você nunca, mas prometo entregar o meu melhor.
Ela diz em tom de brincadeira, nos afastamos, pego meu celular, confiro a hora, ainda me sobra um tempo de passar no supermercado e comprar o que está faltando para meu jantar com Samuel, estamos namorando a três anos e ultimamente eu ando muito frustrada com ele, estou esperando ele oficializar nosso relacionamento e nada, hoje a noite vou fazer um jantar romântico em meu apartamento, Samuel falou que tem algo para me falar, estou com as expectativas alta para essa noite.
- Aproveite a noite com o Samuel.
Paloma fala piscando os olhos, enquanto guardo meu celular na bolsa.
- Tenho certeza que minha noite será maravilhosa.
Falo retribuindo a piscada de olho e me despeço de Paloma saindo da sala das enfermeiras.
Vou caminhando para saída do hospital, para o estacionamento, onde está meu carro, uma SUV maravilhosa na cor grafite, sou apaixonada no meu carro, eu troquei agora no começo do ano, está novinho em folha e todo automático.
Quando estou no caminho dirigindo para o supermercado, que fica perto da minha casa, minha mãe liga, atendo e coloco a ligação no viva voz.
- Oi mãe.
- Ainda está no hospital Tina?
- Não mãe, estou indo para casa, tenho dois dias de folga.
- Vai almoçar com mamãe no domingo? Seu irmão está de namorada nova, parece que ele vai traze-la para conhecermos.
- Mãe, o Vicente nos apresenta uma namorada nova todo mês, mas eu vou sim no domingo e vou levar o Samuel.
Um silêncio se faz na linha, minha mãe não gosta do Samuel, isso desde o dia que o conheceu, eu prefiro acreditar que seja ciúmes de mãe.
- Pode trazer o traste.
- Mãe, se continuar com isso eu não vou.
- Desculpa filha, é que, desculpe, ele vai ser bem recebido por todos.
Conversamos até chegar no supermercado.
- Mãe preciso desligar, estou entrando no supermercado.
- Tudo bem filha, Deus te abençoe e te projeta de todo mal.
Mamãe sempre fala palavras de benção antes de encerrar a ligação, minha mãe dona Ana é muito religiosa, criou meu irmão e eu na igreja católica, embora meu irmão passe longe de qualquer igreja hoje em dia.
Eu tenho 27 anos e sou enfermeira obstetra de um renomado hospital, entrei na faculdade aos 17 anos, sempre gostei muito de estudar, após me formar como enfermeira aos meus 22 anos, fiz minha especialização em obstetrícia, cuido da gestante desde o início da gravidez através do pré-natal, faço partos normais, apenas partos casario é obrigatório um médico obstetra, cuido dos recém nascidos nos primeiros dias de vida até receber alta, eu sou completamente apaixonada por meu trabalho, não há nada que eu me veja fazendo, que não envolva, cuidar, curar e proteger a vida.
Morei com minha mãe até meus 25 anos, foi quando comprei meu apartamento o qual vivo sozinha e eu adoro ter meu lugar, mas sempre estou indo ver minha mãe e meu irmão que ainda mora com ela, tenho uma vida confortável e estabilizada através do meu trabalho e esforço. Meu irmão Vicente tem 23 anos, está estudando engenharia, mas foi reprovado no último semestre, ele é o tipo de jovens que gosta de viver a vida loucamente, e se impressiona facilmente com as coisas, mas eu sou apaixonada nele, e estou sempre a lhe dar conselhos, o incentivando a estudar.
Decido que farei um salmão grelhado para minha noite perfeita com o Samuel, compro um bom pedaço fresco do peixe, o restante do que preciso tenho em casa, eu gosto de ter minha geladeira bem organizada.
Chego em meu apartamento e acendo a luz.
- Pompom!
Como sempre e todas as noites não tenho resposta, gatos! Deixo o peixe na pia da cozinha e vou até o cantinho do sofá, onde pompom dorme, minha gatinha persa cinza, ela sente minha presença e levanta a cabeça me olhando com sua carinha linda amassadinha e seus olhos muito amarelados parecem sempre estarem de mal humor, então ela abre sua boca bocejando preguiçosamente.
- Mamã chegou filha, estava com saudades?
Ela baixa a cabeça me ignorando completamente.
- Eu sei que você ama, só não gosta de demostrar.
Falo acariciando sua cabecinha e recebendo um miado fraco, olho seu potinho de água ao lado e o pego para trocar por água fresca e também colocar sua ração, assim que pompom ouve o barulho da ração caindo no seu potinho, ela levanta e se espreguiçando lentamente, seu corpo é rechonchudo parecido com uma bola, seu rabo cheio lembra a um espanador.
- Pompom você está obesa, precisa fazer um regimezinho.
Ela me olhar com sua expressão ainda mais fechada, parecendo ter entendido.
- Tudo bem pompom, depois não diga que não quis ajuda-la.
Digo e vou para meu quarto, antes de começa a preparar o jantar tomo um banho, escolho um vestido bonito, preto de alcinhas fininhas, no meio da minha coxa, tenho um corpo bem brasileiro, pernas grossas, bunda grande, barriga chapada, me considero uma mulher bonita, pois sempre estou me cuidando, todos os dias antes de ir ao trabalho acordo cedo e treino na academia do condomínio, me alimento bem, sou vaidosa estou sempre cuidando da pele, dos meus cabelos castanhos que batem no meio das minhas costas, entre o liso e o ondulado, meus olhos são grandes e verdes, minha boca são cheias, meu único problema gritante é ser baixinha, eu não nasci com altura, mas não podemos ter tudo.
Já pronta prendo os cabelos num coque no alto da cabeça e vou para cozinha preparar o jantar, começo temperando o peixe, em seguida preparo a salada, faço uma massa fresca de macarrão e um delicioso molho caseiro de tomate e manjericão que o Samuel ama, coloco o peixe para grelhar e espero que ele traga o vinho, eu não sou feminista, longe disso, mas eu sempre tive uma queda por homens cavalheiros, que abram a porta do carro, tragam o vinho para o jantar romântico, comprem chocolates em formato de coração e todas essas coisas consideradas bregas e cafonas, mas guardo tudo para mim, não quero que meu companheiro meu julgue.
Quando a campanha toca, sei que é o Samuel, ele tem autorização para subir ao meu apartamento em qualquer horário.
- Comporte-se pompom, nada de rugir para o Samuel, seja boazinha.
Falo apontando o dedo para pompom, que está me olhando, como se pergunta-se cadê o meu peixe? Ela sentiu o cheiro do peixe e desde então não saiu da cozinha, obvio que eu separei o da pompom sem temperos, apenas grelhei está esfriando. A pompom não gosta de visitas e não gosta do Samuel, ela sempre se arrepia para ele soltando pequenos rugidos e ele também não gosta da pompom diz que tem alergia a gatos, esse é um problema que terei que resolver depois quando casarmos, afinal eu nunca abandonaria minha pompom, eu tenho uma tatuagem da minha gata em meu braço, logo abaixo do ombro.
Abro a porta encontro o Samuel, com sua típica camisa polo, ele tem uma de todas as cores, a de hoje é bege, sua calça jeans e seu tênis branco.
- Boa noite Samuel.
Comprimento olhando suas mãos vazias, ele não trouxe o vinho.
- Boa noite Valentina, esse cheiro de peixe é aqui? Espero que seja, estou passando mal de fome.
Ele diz entrando sem me dá um beijinho.
- É, fiz salmão.
- Saí, saí pra lá, não vem não, Valentina, sua gata está rosando e me olhando daquele jeito.
Reviro os olhos entrando, as vezes o Samuel gosta de implicar com a pompom.
- Ela não é bem um leão, passa Samuel, você não estava com fome? Vamos comer.
- Ei amor, calma, parece nervosa, eu sempre falo que você trabalha demais, dá um beijinho aqui no seu Samuel.
Ele diz vindo até mim e enfim me dando um beijo, Samuel me beija tão lento, como se tivesse medo de machucar minha boca, mal sinto sua língua, quando nos separamos não estou com falta de ar, afinal esse tipo de beijo que lhe tirar o ar, que deixa sua respiração entrecortada, falhando, sua pele quente, que te deixa de calcinha molhada, só deve existir em filmes e novelas.
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Valentina Maria
- Valentina, eu nunca vi isso em toda minha vida!
Samuel fala comendo seu peixe, olhando para minha gatinha, parecendo indignado.
- Isso está errado.
Ele volta a falar, olhando com uma cara estranha para pompom, que come um belo pedaço de Salmão em seu pote de comida.
- Gato comendo Salmão gralhado, você está estragando essa gata, por isso ela é assim!
Não consigo mais ouvir as lamurias de Samuel contra minha gata rasgo o verbo:
- Se não quer vê é só fechar os olhos, eu compro salmão para minha gata quantas vezes eu quiser, a pompom é muito amada e querida por mim, você está parecendo um velho gagá reclamão!
Samuel olha para mim com sua cara de indignação e não fala nada, o que é ótimo e assim continuamos nossa jantar, tomando um vinho que eu abri do meu estoque.
Eu adotei a pompom quando vim morar nesse apartamento a dois anos atrás e desde então somos companheiras, ela já era uma gatinha adolescente quando a conheci, pois ela era uma gatinha de uma senhora que morou aqui antes de mim, a senhora mudou-se e a pompom continuava sempre a voltar aqui, comprei um pote de água e comida e nunca mais ela foi embora.
Quando terminamos o jantar, fomos nos sentar no sofá.
- Amor, o que você tem para falar comigo?
- Jajá eu falo, me dá um beijo amor, eu estava louco de saudades de você, dessa sua boca gostosa.
Samuel me beija e nos beijamos, acabamos fazendo amor no sofá, ele está sentado no sofá e eu sentada por cima dele, da última vez que transamos ele ficou por cima e gozou muito rápido, eu acabei não gozando, agora estou por cima par ver se assim consigo gozar.
- Valentina eu vou gozar!
- Calma Samuel, segura um pouco mais, eu to quase lá.
Falo e levo a mão até minha boceta acariciando meu clitóris enquanto sento nele, ou corre o risco de eu ficar na mão.
- Valentina sua bocetinha é muito gostosa, eu não aguento!
Dito isso, o pior acontece, Samuel goza, sinto seu pau amolecer dentro de mim, eu não gozei.
- Merda!
Acabo xingando saindo de cima dele, completamente frustrada, olho para ele, e o vejo com aquela cara de grogue que ele fica sempre que goza, ao menos ele se deu bem hoje, Samuel se livra da camisinha gozada, a verdade é que eu ainda estou cheia de tesão, não posso pedir para Samuel me chupar, pois ele meio que tem frescura com isso, então fico a chupar dedos.
- Valentina, eu vou precisar viajar!
- Viajar de novo? Você acabou de voltar nem fazem cinco dias, esse domingo temos almoço em familia, o Vicente quer nos apresentar sua nova namorada.
- Valentina, sabemos que sua família não gosta de mim e seu irmão é um dom Juan!
- Até parece que você nunca teve a idade dele.
Falo defendendo meu irmão, o Samuel tem 30 anos e quer pagar de santo.
- Vamos deixar o Vicente para lá, não quero brigar com você, eu vou viajar a trabalho minha linda, surgiu outro problema na empresa do meu pai, só eu posso resolver.
Samuel trabalha na empresa do pai dele, que fica em outra cidade, ele trabalha a distância, do escritório que ele tem no apartamento dele, mas quando surge algum problema que ele nunca me explica ao certo o que é, ele sempre tem que ir pessoalmente, eu nunca conheci a familia do Samuel, mas quando oficializarmos nossa relação, quero fazer um jantar e juntar todo mundo.
- E quando você vai voltar?
Pergunto me sentindo para baixo.
- Será apenas o fim de semana querida, segunda feira estou de volta.
Suspiro fadigada, mais um fim de semana sozinha, segunda feira eu volto a trabalhar no hospital e nos veremos poucos vezes, não vejo a hora de casarmos e morarmos juntos, então nossos problemas todos estariam resolvidos.
- Eu preciso ir minha lida, arrumar malas, essas coisas chatas, você sabe como é!
Samuel se despede de mim com um beijo.
- Eu te amo Valentina, nunca esqueça que você é a mulher da minha vida.
- Eu também te amo Samuel e vou sentir sua falta.
Falo e nos beijamos de novo, ele vai embora e eu fico sozinha com a pompom, achei que hoje ele me pediria em casamento, me entregaria um anel, mas tudo no seu tempo, a verdade é que eu quero casar, morar numa casa com um quintal grande, cuidar de uma horta, e principalmente ter filhos, quero três crianças lindas e saudáveis correndo pelo quintal, risadas e bagunças, quero tudo isso com o Samuel.
Eu conheço o Samuel a três anos, o conhecei no hospital, fiz um curativo em seu braço, ele tinha sido mordido por um cachorro grande, conversamos e eu gostei do jeito sério dele, ele também gostou de mim, pois pediu meu número de telefone, começamos a conversar por mensagem, até que ele me convidou para jantar e aconteceu o primeiro beijo, não nos largamos mais.
As coisas com Samuel é tudo muito calma, sem grandes emoções, ele é o tipo do cara certinho e eu sei que com ele terei uma vida tranquila e estável, tudo que eu procuro, tem o fato dele ter alergia a gatos, mas sempre que ele vem em minha casa ele toma antialérgico, e vai ser sempre assim: O Samuel, eu,a pompom e nossos futuros filhos.
Douglas
- Chefe as paradas chegaram e essas são das boas!
- Mandem descer a carga para o depósito 2, Rambo e eu logo vamos conferir.
- Firmeza chefe.
- E o x9?
Pergunto querendo saber se minha ordem de busca já foi executada.
- O vacilão já está detido chefe, nos fundos da casa.
Assinto e digo que ele já pode ir, Alfredinho sai carregando seu fuzil nas costas que é bem maior que seu tronco magro, o que é normal, aqui, todos estão sempre armados e preparados para qualquer situação, trago meu cigarro soltando a fumaça branca que impregna seu cheiro no ambiente, olhando vista do morro do pimenta, minha fortaleza fica na parte mais alta, onde ninguém pode subir, ao menos que eu autorize, aqui no morro da pimenta, eu sou o advogado e o juiz, o que prende e o que manda soltar, quem vive e quem morre eu decido, sou Deus e o Diabo, nessa terra de meu Deus, cada um tem a sentença que merece, de acordo com seu crime.
- O que você vai fazer com o Jeferson? Ele é cria daqui, a mãe dele vai enlouquecer.
Jeferson é a porra do X9 que passou informação nossa para policia, quando foi pego com drogas que nem eram dele, aqui a lei é do cão, abri a boca come areia.
- Traiu a familia, vai rodar, sabe que não passo pano para vacilão, a mãe dele deve me agradece por eu estar pensando em lhe mandar o corpo para ela poder chorar sobre ele.
Rambo assente, ele é meu braço direito, meu irmão de fé, não nascemos da mesma mãe, mas se fosse escolher alguém nesse mundo para confiar, além da insuportável da Nicole, com certeza seria o Rambo, somos cria dessa comunidade, crescemos juntos, passamos fome juntos e entramos para o mundo do crime juntos!
Nosso começo de vida não foi fácil, praticamente aprendemos a nos virar só, desde criancinhas, meu pai digamos que não foi como os pais que vemos em novelas, aquele que protege sua familia, minha mãe morreu quando eu era muito pequeno, a única pessoa que tentava fazer algo por mim era minha vó, eu a amava mais que tudo, mas ela não podia fazer muita coisa, pois vivia numa pobreza extrema e por todos os lados que olhava tinha drogas com facilidade, mas eu não me deixava levar, por minha vó, queria ser diferente, lhe dar orgulho, mas essa merda de família perfeita não existe e minha vó morreu quando eu tinha 14 anos pelas mãos da pessoa que eu mais odeio no mundo, essa foi uma fase de nossas vidas nos afundamos nas drogas, Rambo e eu, éramos dois viciados tudo isso, é uma merda muito fodida.
Termino o cigarro o amassando no cinzeiro da mesa, ainda não são nem dez hora da manhã e já tenho um mundo de problemas para resolver.
- Vamos Rambo, precisamos ter uma conversinha com o Jeferson.
Saímos do meu escritório pessoal, que fica na parte no térreo da casa de três andares, que construir, olho para as escadas e franzo a sobrancelhas, achando tudo muito quieto.
- Ela ainda está dormindo Douglas.
Rambo fala ao me notar pensativo.
- Estranho, a Nicole nunca dorme até tão tarde.
- Não esqueça que ela está grávida.
- Não me lembre dessa merda, sinto vontade de esgana-la cada vez que lembro disso.
Rosno pisando duro, saindo, indo para fora da casa, para casa dos fundos para ser mais preciso, entro na construção rustica de tijolo sem reboco, aqui é onde deixamos alguns homens presos antes de serem julgados por mim, a maioria nem chegam a entrar aqui, já tem seu final direto e reto.
Encontro Jeferson no chão, amarrado nas mãos e nos pés, a corda visivelmente amarrada mais que o normal, pois seus pés e mãos estão roxos e em algumas partes tem sinais de sangue, como se ele tivesse tentado se livrar das cordas por várias tentativas.
- Eu não falei, eu não falei nada chefe!
É a primeira coisa que ele fala quando me vê, visivelmente magro pelo consumo excessivo de drogas, consigo contar cada uma de suas costelas.
- Você traiu a familia e ainda mente.
Falo calmamente, o olhando fixamente com meus olhos neutros.
- Eu até estava pensando em perdoá-lo, mas assim você me deixa sem opção dezoito!
O chamo de dezoito, por ele já ter alcançado a maioridade.
- Então, eu ainda tenho um chance?
Ele pergunta sabendo que não tem, todos sabem, mas preferem se agarrar a merda da ilusão, antes de responder, tiro uma carteira de cigarro do bolso da minha jaqueta, acendo e calmamente dou uma longa e revigorosa tragada, vejo Jeferson olhar meu cigarro como se ele fosse a coisa mais deliciosa do mundo, talvez eu possa lhe conceder um último prazer antes do seu fim.
- Para mostrar que não sou tão perverso como dizem por ai, vou dividir meu cigarro com você.
Coloco o cigarro em sua boca e o deixo tragar, em seguida o retiro de sua boca o deixando soltar a fumaça, então jogo o cigarro no chão pisando, amassando bem, o apagando por completo.
Quando estou prestes a pegar uma das minhas Glock, sempre carrego duas na cintura, a ouço passos se aproximando abruptamente, rapidamente retiro minhas duas Glock das costas e aponto para quem quer que seja.
- Caralho Jorginho, você ainda vai ganhar uma azeitona na cabeça, se continuar a sempre andar assim.
- Foi mal chefe, mas é a sua irmã, a Nicole.
- O que tem a Nicole caralho?
- Ela saiu se ninguém ver e...
Minha sobrancelha começa a tremer sozinha, sofrendo espasmos e contrações, e apenas Nicole consegue fazer esse feito.
- Ela chegou acompanhada de uma mulher, acho que é uma doutora, o bebê nasceu, tem muito sangue, ela está no quarto dela.
- Caralho Nicole, eu vou te esganar viva!
Falo saindo praticamente correndo, Nicole é atentada, ela veio ao mundo para testar minha paciência, Ela é minha única irmã, minha caçula, sempre foi nós dois e nossa vó, quando minha mãe saia e passava dias fora, eu cuidava dela, mesmo só tendo seis anos e Nicole tinha um aninho, vovó cuidava de nós dois do jeitinho dela, hoje Nicole e eu cuidamos da nossa vó que até o dia que ela se foi, eu tenho 33 e Nicole 21 ela engravidou tão jovem e não tem quem faça essa infeliz falar quem é o pai da criança, ela sabe que no dia que eu souber ele é um cara morto.
Vejo Rambo correr atrás de mim, tão veloz quanto eu, ele também se preocupa com a Nicole como irmão, eu tenho certeza disso.
Entramos em casa, subimos as escadas de três em três degraus, quando entro no quarto de Nicole, vejo a cena que me faz ficar paralisado, minha irmã deitada na cama segurando um bebê que completamente pelado, eu só consigo ver sua cabeleira negra e farta, o bebê está agarrado ao seu peito desnudo, tem uma mulher de costas para mim, cabelos longos, ela parece auxiliar o bebê a mamar.
- Isso, muito bem, você é uma garotinha muito esperta, assim que se mama!
Quando minha irmã nos ver, abre um sorriso e olha para o bebê depois para mim.
- Sua sobrinha nasceu irmão, venha vê-la.
Minha irmã está tão radiante, sua expressão diz que ela quer me mostrar a coisa mais preciosa que ela tem na vida, me aproximo e vejo a bebezinha sugar o bico do peito da minha irmã como se estivesse faminta, seus olhos estão abertos e são enormes olhos castanhos.
- Ela já abre os olhos?
Minha irmã sorrir, me fazendo sentir um idiota.
- Venha ver Rambo, venha ver a Estrela.
Rambo parece desnorteado, andando em câmera lenta, algo me chama atenção e eu deixo de reparar nele e reparo na mulher pequena que agora levanta-se da cama onde estava sentada a poucos, guiando o bebê.
Agora de pé, vejo que ela é realmente muito baixa, os cabelos são cheios e lhe batem as costas como um manto hipnotizante, ela veste um vestido bonito que está com sangue em algumas partes, não consigo não reparar suas pernas grossas e torneadas, subo os olhos e vejo o volume dos seus seios, parecem serem médios, sinto vontade de conferir, eu adoro mamar uma mulher, em todas as partes até que ela goze, uma, duas, três vezes, quantas ela aguentar! O rosto é uma obra de arte a parte, lábios carnudos e contornados, parecendo até que foram desenhados, nariz pequeno e arrebitado apontando para lua, um belo par de olhos verdes, eu sou um bom apreciador das mulheres e esse é um belo exemplar, se Deus fez algo mais gostoso que xoxota de mulher, com certeza guardou só para ele.
A garota me olha com curiosidade, parecendo intrigada, assustada e fascinada.
- Quem é você?
Sua voz é doce, ela definitivamente é refinada, requintada, a típica barbezinha que não se mistura com certos ambientes, delicada demais para alguém como eu.
- Eu sou a Valentina e fiz o parto da sua irmã.
- Venha, quero falar com você!
Digo rude a mandando me seguir, saio do quarto ouvido o barulho dos seus sapatos.