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Perigoso Jogo do Amor com Meu Chefe

Perigoso Jogo do Amor com Meu Chefe

Autor:: OPAL FRAZIER
Gênero: Romance
Uma noite, com a luxúria fluindo no ar, Deanna e Dario tiveram uma noite de paixão sem fim. Mais tarde, quando se encontraram novamente, eles tinham seus próprios objetivos. Ela ficava ao lado dele, enquanto ele desfrutava da companhia dela. Mesmo sabendo que esses momentos eram apenas parte de um acordo, eles decidiram aproveitá-los o máximo possível. No entanto, Dario cometeu o erro de se apaixonar por ela, e seu coração se partiu quando ela o abandonou impiedosamente. Um dia, Deanna voltou, parecendo mais bonita do que nunca. Dario se aproximou e perguntou: "Por que você fugiu?" Deanna sorriu amargamente: "Porque o jogo do amor acabou." Em resposta, Dario a pressionou contra a parede, seus olhos ardendo de desejo. "Não, o jogo apenas começou!"

Capítulo 1 Fogo ardente

No Venzo Bar.

Usando uma saia preta curta e justa, que realçava seus quadris, Deanna Miller tropeçou para fora do bar.

Havia um rubor em sua pele sedosa, provocado pelo efeito do álcool. De alguma forma, suas feições delicadas pareciam ainda mais atraentes agora.

Ela colocou atrás da orelha uma mecha de sua franja que havia escapado teimosamente. Aquele simples movimento parecia fascinar todos os presentes. Nem mesmo o segurança conseguia despregar os olhos dela.

Abrindo a porta traseira de um carro preto, Deanna entrou.

Um suspiro involuntário escapou de seus lábios quando ela se sentou no que pensava ser o assento do veículo, até se dar conta de que estava sentada no colo de um homem. Arqueando as sobrancelhas, o homem disse imediatamente: "Mas que descaramento da sua parte!"

Deanna gritou sobressaltada, e então se virou para encará-lo.

Foi então que viu um belo rosto.

O homem tinha seus vinte e poucos anos. Suas sobrancelhas grossas estavam bem aparadas, e havia uma expressão insondável em seu rosto. Era impossível saber o que ele estava pensando.

Perplexa, Deanna ficou de queixo caído.

"Dario?"

"Uau! Você ainda sabe quem eu sou", o homem disse em tom de zombaria.

Deanna deu uma risadinha em resposta.

"Claro que sim. Como posso esquecer meu lindo primo postiço", ela respondeu, ainda sentada no colo dele.

Dario Archer, noivo de sua prima, era o homem mais nobre da cidade de Weappolis.

Como ela poderia tê-lo esquecido?

Sem contar que, três horas antes, eles haviam jantado juntos.

Uma expressão fria surgiu nos olhos dele.

"Por que está sentada no meu colo, então?"

Deanna não tinha um pingo de medo dele. Parecendo bastante à vontade, ela se encostou nele e passou a desenhar círculos em seu peito definido. "Está com medo de que a minha prima descubra?"

Agarrando repentinamente a sua mão errante, Dario olhou em seus olhos com uma expressão vazia.

"Por que eu deveria ter medo?", ele replicou em uma voz profunda e ressonante.

Deanna então encostou o rosto contra o peito dele.

"Então... você quer isso?"

A voz dela estava repleta de luxúria. Isso representava uma verdadeira tentação para qualquer homem que a ouvisse.

Intrigado, Dario a encarou.

Ele apenas apertou os lábios, sem dizer uma única palavra.

Sorrindo languidamente, Deanna passou os braços em volta do seu pescoço.

Ele sentiu imediatamente o calor do corpo dela, e então esse calor atingiu o seu próprio sangue. Até mesmo a temperatura dentro do carro parecia ter aumentado.

Foi nesse momento que o celular de Dario tocou.

Deanna logo olhou para o nome que aparecia na tela.

Quem estava ligando era Jeannie Miller, sua prima.

Dario então atendeu a ligação.

"Você ainda está no Venzor Bar, Dario?", a voz feminina perguntou do outro lado. "Por acaso você está bêbado? Volte logo para casa, por favor."

Com um sorriso malicioso no rosto, Deanna decidiu intervir e falou ao telefone. "Meu Deus, como você é irritante, Jeannie. Pare de nos perturbar, por favor."

No instante seguinte, Jeannie gritou: "Quem está com você, Dario? É você, Deanna?"

Naquele momento, Deanna estava pressionando seus lábios contra os de Dario.

Deliberadamente, ela soltou um suspiro e gemeu alto.

Assim, o celular caiu com um baque.

No instante seguinte, Deanna sentiu as mãos de Dario agarrando a sua cintura.

Os lábios dele se curvaram em um sorriso.

Puxando o corpo dela para mais perto, ele olhou em seus olhos.

"Você deveria saber que um homem nunca irá recusar uma mulher que se jogue em cima dele."

Deanna abriu levemente a boca, e um sutil odor de álcool invadiu as narinas dele.

"As mulheres também não deixam um homem excelente como você escapar..."

O carro então começou a sacudir freneticamente, até que por fim, tudo se acalmou.

Superando um certo desconforto, Deanna vestiu sua saia.

Já vestido, Dario estava recostado no banco com as pernas cruzadas. Ele acendeu calmamente um cigarro e soltou um anel de fumaça. Em um instante, o cheiro de sexo se dissipou.

Estreitando os olhos, ele a encarou com indiferença, como se nada tivesse acontecido.

Se tinha uma coisa que Deanna detestava, era cheiro de cigarro. Franzindo o cenho, ela sacudiu a mão no intuito de afastar a fumaça. "Nada mal. Vou te dar nota setenta de cem."

Rindo, ela abriu a porta do carro.

Dario franziu o cenho, uma expressão sombria em seus olhos.

Como ela se atrevia a lhe atribuir uma nota? Setenta?!

Erguendo os olhos, ele olhou para o espelho retrovisor.

Seus lábios se curvaram desdenhosamente quando ele viu Deanna cambalear para a frente.

Ela era uma atriz e tanto.

Deanna, no entanto, não lhe deu chance de observá-la um pouco mais. Ela logo chamou um táxi e foi embora.

Cerca de vinte minutos depois, ela estava de volta à casa de sua família.

Observando o edifício familiar, Deanna contraiu a mandíbula.

Aquela mansão pertencia a ela originalmente. Mas no período em que ela estava na universidade, seu tio, Vernon Miller, a passou para o seu nome, tornando-se dono do imóvel.

Como se isso não bastasse, seus pais haviam morrido em um estranho acidente de carro. Então, uma outra notícia a atingiu como uma bomba, deixando-a despedaçada. O Grupo Miller, administrado por seus pais, estava com uma dívida de milhões de dólares e, em consequência disso, havia decretado falência.

Vernon então lidou com toda a bagunça, na tentativa de salvar os negócios da família.

Quando Deanna retornou, seus pais foram enterrados e Vernon se tornou oficialmente o responsável pela empresa.

Misteriosamente, várias pessoas de confiança próximas do seu pai também haviam desaparecido sem motivo aparente e sem deixarem qualquer rastro.

Todos esses fatos juntos pareciam bastante suspeitos.

Seus lábios se curvaram em um sorriso de escárnio quando ela se lembrou da arrogância de Jeannie.

Se descobrisse que eles estavam envolvidos de alguma forma com a morte de seus pais, Deanna iria puni-los severamente, fazendo com que se arrependessem até seu último suspiro.

O que havia acontecido hoje não tinha sido uma mera coincidência. Tudo fazia parte do plano arquitetado por Deanna.

Sabendo que toda semana Dario costumava passar algum tempo no Venzor Bar, ela então foi até lá e o seduziu.

Para ela, seu corpo não era nada comparado à vingança que tinha em mente.

Dentro desse plano, conquistar Dario era uma tarefa crucial. Uma vez que conseguisse isso, ela podeira lidar facilmente com a família de Jeannie.

Este pensamento a fez sorrir, e ela então abriu a porta.

Ao entrar, logo avistou Jeannie sentada no sofá da sala. Assim que viu Deanna, ela se levantou em um salto.

"Sua cadela, era você no telefone, não era?", ela perguntou em um tom cheio de veneno.

Tirando os sapatos de salto alto, Deanna disse com uma voz desdenhosa: "Sim, mas e daí?"

"Sua vadia! Como se atreve a roubar meu homem?", Jeannnie agora fervia de raiva. No segundo seguinte, ela ergueu a mão para estapear Deanna.

Capítulo 2 Rivais no amor

Antes que o tapa atingisse o rosto de Deanna, ela agarrou a mão de Jeannie no ar.

Havia uma expressão firme nos olhos claros de Deanna. Não havia qualquer sinal agora de que estivesse bêbada.

Se livrando da mão de Jeannie, ela chegou mais perto da prima. "Então eu roubei seu homem? Quer saber de uma coisa? Eu não preciso disso. Dê uma olhada em você mesma. Você não é nada atraente. E nunca seria capaz de satisfazê-lo."

Ela então deu risada e subiu a escada para o andar superior.

Nesse momento, a ira de Jeannie atingiu o seu ápice. Cerrando os dentes, ela correu atrás de Deanna.

"Pare, sua vadia!"

A despeito disso, no entanto, a porta foi fechada na sua cara.

Jeannie estava espumando de raiva. Ela passou a chutar a porta uma e outra vez.

De dentro do quarto, uma doce canção e o som de água corrente podiam ser ouvidos.

Deanna estava dentro da suíte tomando banho.

Ela passou os olhos pelo sangue que havia em sua calcinha branca e franziu o cenho.

Nos planos e sonhos de Deanna, sua primeira vez seria uma ocasião absolutamente romântica e especial, no entanto, não esperava perder a virgindade justamente dentro de um carro.

Dario era um homem bruto. Definitivamente não sabia como ser carinhoso com as mulheres.

Ainda assim, o coração dela estava tomado por uma sensação prazerosa de dever cumprido. Embora Dario nunca prestasse atenção em mulheres, Deanna havia conseguido fazer sexo com ele naquela noite.

Ao se lembrar do rosto inexpressivo de Dario enquanto fumava, ela riu desdenhosamente.

Ele era muito bom em seu puritanismo fingido.

Mas ela tinha visto a indisfarçável luxúria nos olhos dele.

Deanna caiu em si quando pensou nos olhos profundos dele. Com isso, simplesmente jogou sua calcinha no lixo.

Embora três meses já tivessem se passado desde o seu retorno, Vernon não permitia que ela trabalhasse no Grupo Miller.

Parecia bastante óbvio que ele tinha receio de que ela acabasse descobrindo a verdade.

Mas já que Vernon a tinha proibido de trabalhar na empresa da família, Deanna decidiu que trabalharia na empresa de Dario. Ela precisava se familiarizar com as pessoas pertencentes ao círculo dos negócios, no intuito de descobrir a verdade sobre a morte de seus pais.

No dia seguinte.

Quando Deanna acordou, Jeannie já tinha saído para a empresa.

Descendo rapidamente, ela viu sua tia, Lisa Miller, mas não se deu ao trabalho de lhe dirigir a palavra.

Como Vernon não estava em casa no momento, não havia a menor necessidade de as duas fingirem.

Depois de tomar um café da manhã simples, Deanna foi para a empresa de Dario.

Chegando lá, ela bateu na porta do escritório do CEO. Para sua total consternação, no entanto, foi Jeannie quem abriu a porta.

Bastou que ela visse Deanna para que o sorriso desaparecesse instantaneamente de seu rosto.

"O que você está fazendo aqui?" Jeannie perguntou em um tom frio.

Abrindo um sorriso para ela, Deanna se espremeu para dentro pela fresta da porta.

"Vim aqui falar com Dario. Obviamente."

Sentando junto à sua mesa, Dario estava folheando alguns documentos. Ao ouvir a voz de Deanna, ele ergueu as sobrancelhas.

Caminhando até a mesa, Jeannie tratou de bloquear a visão de Dario.

Embora estivesse furiosa, ela fez o possível para parecer gentil e atenciosa. "Dario está ocupado no momento. Se tem algo a dizer para ele, pode falar comigo."

Dando de ombros, Deanna abriu um sorriso para ela. "Ué, mas você não é a esposa do CEO. Então não adianta te contar."

Fazendo um grande esforço para não estapear Deanna, Jeannie cerrou os dentes. "Do que você está falando? Estou noiva de Dario. Em breve iremos nos casar."

"Sim, mas ainda não estão casados. Estou certa?"

Com um sorriso debochado no rosto, Deanna passou por sua prima e parou diante de Dario.

"E aí?", largando de lado o documento que tinha em mãos, Dario a encarou.

Sua expressão era fria e distante, como se nada tivesse acontecido entre eles na noite anterior.

Parecia que eram apenas conhecidos casuais, sem terem nada de especial a ver um com o outro.

Mas isso não surpreendeu Deanna nem um pouco. Ela sabia que esse tipo de comportamento era típico dos homens.

Um brilho zombeteiro cruzou os olhos dela. No entanto, ela mudou rapidamente de expressão e esboçou um sorriso doce.

"Faz três meses que retornei, Dario. Evidentemente, não posso ficar em casa o dia todo. Isso é algo terrivelmente entediante. Então, gostaria de trabalhar aqui na sua empresa. Será que você pode me contratar?", ela perguntou, se inclinando para ele.

Quando ela se curvou, parte do seu decote foi revelado.

Sua aparência era bastante atraente.

Jeannie estava a ponto de explodir em fúria. Jamais poderia acreditar que os dois tivessem feito sexo.

Afinal de contas, ela já estava com Dario há mais de um ano. E durante esse tempo, mesmo diante das tentativas dela de seduzi-lo, ele nunca havia feito um movimento sequer nessa direção. Jeanna simplesmente não podia acreditar que Deanna tinha conseguido seduzir seu noivo.

Isso foi reforçado pela frieza com que Dario tratou sua prima, o que a fez suspirar aliviada.

Mas, ainda assim, ela jamais iria permitir que Deanna trabalhasse na empresa dele.

"Você acabou de se graduar, Deanna", ela disse, fingindo preocupação. "Este é um momento muito precioso em sua vida. Você deve explorar o mundo e apenas se divertir. Por que toda essa pressa para trabalhar? Seu tio não quer que você trabalhe no Grupo Miller justamente por se preocupar com o seu bem-estar. Ele não iria suportar te ver trabalhando."

Suas palavras fizeram Deanna dar risada. "Uau! É sério? Pensei que ele apenas estivesse com receio de que eu pudesse descobrir algo."

O sorriso de Jeannie ficou petrificado.

"Que diabos você está dizendo agora? Do que nós temos medo?"

"Quem sabe?", Deanna comentou, e então voltou a olhar para Dario.

"Você pode considerar isso como um favor pela ajuda que te ofereci ontem à noite?"

A malícia estava estampada no rosto dela.

Como era atrevida!

Afinal de contas, havia sido ela quem o tinha seduzido na noite anterior.

O olhar arguto de Dario pousou brevemente no pescoço de Deanna antes de ele voltar ao trabalho.

"Nossa empresa não costuma entreter pessoas preguiçosas."

Um brilho de felicidade cintilou nos olhos de Jeannie. Ela de fato presumiu que nada havia acontecido entre eles na noite anterior, e que Deanna havia acabado de inventar uma lorota.

"Eu sabia. Você não pode simplesmente se juntar à empresa de Dario para ficar à toa."

Deanna ignorou as palavras de Jeannie. Se encostando na mesa, ela piscou para ele. "Prometo que não vou relaxar. O que acha de eu ser a sua secretária?"

Jeannie já não aguentava mais. "Deanna Miller."

"O que foi?", Deanna lançou um olhar provocador para ela. "Tem medo que eu o roube de você?"

"É evidente que não. Confio plenamente em Dario."

Jeannie se aproximou dele e agarrou o seu braço para exibir o relacionamento entre os dois.

No entanto, Dario franziu o cenho e a empurrou para longe.

A atitude possessiva dela o fez mudar de ideia.

"Daqui a três dias a minha empresa vai realizar uma campanha de recrutamento de funcionários. Se quiser, você pode se inscrever", ele disse com um ar indiferente.

"Verdade? Poxa, obrigada."

A expressão de Dario suavizou quando ele viu o seu rosto sorridente.

Tinha que admitir que o sorriso dela era contagiante.

Com isso, ele se levantou, abriu a porta e saiu.

"Estou indo para uma reunião agora."

"Dario", Jeannie foi atrás dele.

Um sorriso triunfante iluminou o rosto de Deanna. Se infiltrar no círculo dos negócios era o primeiro passo para realizar o seu plano.

Ela havia feito um juramento diante dos túmulos de seus pais, de que descobriria qual tinha sido a causa da morte deles, e também o motivo pelo qual o Grupo Miller havia falido, independentemente de qualquer esforço que fosse necessário para isso.

Depois de refletir por um instante, ela endireitou seus cabelos sedosos, deixou o escritório e entrou no elevador.

Enquanto isso, na sala de conferências, Dario estava olhando para o seu celular.

Ele então olhou para a imagem do vídeo onde Deanna aparecia.

Enquanto ela caminhava com um ar confiante, seus saltos faziam ruído no chão.

Ele se pegou sorrindo ao ver os cabelos lisos e esvoaçantes dela contra o vento.

No instante seguinte, a lembrança de como ela parecia atraente na noite anterior lhe veio à mente.

Então lhe ocorreu que ela possuía experiência com os homens.

Esse pensamento fez com que sua expressão se tornasse imediatamente sombria. Furioso, ele deixou o celular de lado.

"Vamos começar a reunião."

Capítulo 3 A festa

Deanna chegou ao piso inferior.

Já do lado de fora, assim que esticou a mão para chamar um táxi, um carro vermelho parou diante dela.

Com o rosto vermelho de raiva, Jeannie saiu do carro.

Como Dario não estava por perto, ela não precisava mais fingir.

"Eu te proíbo de trabalhar na empresa de Dario, sua cadela."

Um sorriso desdenhoso surgiu nos lábios de Deanna. "Quem diabos você pensa que é para fazer isso? Você não tem o direito de me dizer o que devo ou não fazer."

"Pare de sonhar, vadia. Dario jamais vai se apaixonar por você", Jeannie a amaldiçoou.

Cruzando os braços sobre o peito, Deanna sorriu para ela. "E você acha mesmo que é a pessoa de quem ele gosta? Por acaso não reparou na forma como ele te empurrou? A falta de afeto era mais do que evidente. Se eu fosse você, nunca mais apareceria diante dele."

"Cale essa boca!"

Jeannie já não podia suportá-la. Desejava desesperadamente dar um tapa na cara de Deanna.

No entanto, sua tentativa foi frustrada quando Deanna se esquivou rapidamente, agarrando a sua mão e dando um tapa em cheio no rosto dela.

O impacto do tapa fez com que Jeannie circulasse tropegamente antes de cair no chão. Com isso, a saia justa que usava rasgou.

"Não apareça na minha frente para passar vergonha."

Lançando um olhar de desprezo para ela, Deanna foi embora.

Jeannie mal podia conter sua raiva. Pegando imediatamente o celular, ela ligou para a sua mãe.

"Deanna me deu um tapa, mãe. Meu Deus, como eu odeio aquela vadia! Não deixe que ela entre em casa..."

Mas Deanna tampouco pretendia voltar para casa. Pegando um táxi, ela se dirigiu até a agência Pioneer Detective e entrou pela porta dos fundos.

"Deanna."

Um homem de óculos surgiu para recebê-la.

Bastante bonito, ele estava em seus vinte e poucos anos. Pelo seu aspecto, parecia um cavalheiro.

Seus olhos se arregalaram de surpresa quando ele a viu.

Desabando no sofá, Deanna soltou um suspiro cansado. "Como está indo a investigação sobre os meus pais, Garrett? Já encontrou alguma pista?"

Franzindo o cenho, Garrett Powell entregou uma pilha de documentos para ela.

"O acidente que os vitimou ocorreu em uma estrada montanhosa no subúrbio de Weappolis. Como não havia câmeras lá, não pudemos ver o que de fato aconteceu. Também não há sinal de testemunhas oculares. No entanto, consegui encontrar algumas pistas sobre o Grupo Miller."

Garrett então lhe entregou outra pilha de documentos. "A empresa faliu porque houve um vazamento de suas informações confidenciais. Foi uma pequena empresa chamada Posh Incorporated que comprou as informações."

Deanna se levantou de um salto.

"E quem é que está a cargo da Posh Incorporated?"

Garrett a encarou. "É um homem chamado Denzel Mitchell. Mas acho que ele é um mero fantoche nesta história."

Com o rosto tenso pela raiva, Deanna pressionou os documentos contra o peito.

Ela então o encarou de volta.

"Por favor, Garrett, me ajude a descobrir mais sobre Denzel."

Depois de lhe entregar uma xícara de café, Garrett se sentou no sofá diante dela. "Nós dois nos conhecemos há muito tempo. Vou te ajudar a descobrir a verdade. Não precisa se preocupar com isso."

Com um ar de gratidão, Deanna pegou o café. "Obrigada."

Garrett abriu um sorriso para ela.

Depois de hesitar por um instante, ele perguntou: "Hoje à noite vou para uma festa. Será que você pode me acompanhar?"

Limpando a garganta, ele prosseguiu: "Várias pessoas do círculo dos negócios vão estar presentes. Se tivermos sorte, talvez possamos encontrar as informações de que precisamos."

O rosto de Deanna se iluminou instantaneamente.

"Tudo bem. De qualquer forma, não tenho mais nada programado para esta noite."

Afinal de contas, ela não iria perder qualquer oportunidade de descobrir a causa da morte de seus pais.

Por volta das sete horas da noite, Deanna chegou ao Hotel Islesbury acompanhada por Garrett. Esse era um dos hotéis mais famosos de Weappolis.

Assim que entrou, ela logo avistou um conhecido.

Com uma taça de vinho na mão, Dario estava entre um grupo de elites empresariais.

Com quase dois metros de altura, ele inevitavelmente se destacava no meio da multidão.

Como se tivesse sentido a sua presença, Dario se virou. Assim que avistou Deanna segurando o braço de Garrett, ele apertou a mandíbula.

Agora, estava ainda mais convencido de que ela era experiente em lidar com os homens.

Depois de ter flertado com ele apenas algumas horas antes, ela agora já estava com outro.

O sorriso congelou no rosto de Deanna. Ela decididamente não esperava encontrar Dario ali.

Coincidentemente, Garrett encontrou um conhecido naquele momento e foi cumprimentá-lo.

Deanna aproveitou a oportunidade e caminhou na direção de Dario, exibindo seu sorriso característico.

"Dario!", ela o chamou docemente.

Arqueando as sobrancelhas, Dario não disse uma palavra e limitou-se a lançar um olhar frio para ela, como se não a conhecesse.

Ousada, Deanna segurou o seu braço. "Você não trouxe a minha prima, trouxe?"

"Não."

Dario pousou sua taça na mesa, mas não rechaçou Deanna.

Houve um breve momento de surpresa entre os presentes.

Eles pareciam todos atônitos. Presenciar Dario demonstrando interesse por uma mulher era algo raro. O fato de ele ter permitido que uma mulher segurasse o seu braço deixou os observadores boquiabertos.

Além disso, parecia que ela era sua prima postiça.

Deanna não dava a mínima para a multidão. Sua reação foi esboçar um sorriso confiante para eles.

"Por que não nos sentamos ali?"

Apesar de franzir levemente as sobrancelhas, ele não fez nada para impedi-la.

"Encontrou outro namorado tão cedo?", ele disse com sarcasmo, se sentando no sofá de couro. "Parece que Jeannie tem razão. Você de fato é selvagem e promíscua."

Passando a mão pelos cabelos, Deanna inclinou a cabeça e abriu um sorriso. "Bem, como você sabe que ele é o meu novo namorado? Está com ciúmes?"

"Ciúmes, eu?", Dario disse com desdém. "Você se valoriza tanto assim?"

Se inclinando levemente para a frente, Deanna insinuou seu decote.

"O que você espera que eu diga sobre isso?", ela perguntou, olhando no fundo dos olhos dele. "Por acaso não se divertiu ontem?"

A expressão de Dario se tornou sombria. "Pare! Não volte a mencionar o que aconteceu ontem."

"Tudo bem. Então vamos falar apenas sobre o que aconteceu hoje", ela disse rindo. "Vou fazer o que você disser se me permitir trabalhar na Yonder Company. E posso te dar o que você quiser."

Se inclinando, ela sussurrou no seu ouvido: "Incluindo o meu corpo."

Inegavelmente era uma oferta tentadora. Qualquer homem em sã consciência acharia muito difícil recusá-la, porque a figura de Deanna era curvilínea e incrivelmente sexy.

"Nunca me interessei pelas mulheres com quem fiz sexo", Dario disse friamente.

"Ah, não seja assim. Nada de tomar decisões precipitadas. Como você vai saber se não fizer uma tentativa?"

Esticando a perna de forma sensual, Deanna roçou suavemente o pé na perna dele.

Dario agarrou seu pé abruptamente, lançando um olhar de advertência para ela.

"Não teste a minha paciência."

Deanna recolheu o pé e apoiou o queixo na palma da mão. "Quer fazer de novo, Dario?"

O momento foi repentinamente interrompido por uma voz raivosa.

"Você não disse que tinha uma reunião importante hoje à noite? Por que... por que está com ela?"

Ao erguer a cabeça, Deanna viu Jennie em uma maquiagem pesada, parada ao lado de Vernon.

"Tio, você voltou!", sorrindo, Deanna se levantou, fingindo estar feliz por vê-lo.

Vernon a saudou de volta: "Como correu tudo bem em Luinburg, pude voltar mais cedo. Você veio com Dario, Deanna?"

"Não, eu vim com um amigo e acabei encontrando o Dario aqui. Meu amigo está trocando umas palavras com seu conhecido, mas já deve estar terminando. Com licença. Vou vê-lo agora."

Deanna se levantou graciosamente e caminhou para o banheiro.

Olhando para o seu reflexo no espelho, ela sorriu friamente.

Por fim, Vernon havia retornado.

Agora ela tinha um palpite de que a verdade sobre a morte de seus pais finalmente viria à tona.

Depois de retocar a maquiagem, Deanna abriu a porta para sair. Nesse momento, foi subitamente puxada por um figura alta, para uma sala privativa perto dali.

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