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Pertencendo aos irmãos Volkov.

Pertencendo aos irmãos Volkov.

Autor:: Jihyo_Gostosa
Gênero: Romance
Uma jovem de vinte e um ano é entregada como forma de pagamento para dois chefes da máfia russa. Seus pais deviam muito dinheiro para eles, e como não tinha, entregou á sua única filha como forma de pagamento. Uma jovem que foi abusada pelos seus próprios pais, agora pertence a dois mafiosos mais perigosos da russa. E o pior é que ela não tem como escapar deles.

Capítulo 1 Prólogo.

23:15 - Casa dos Wilson - Nova York. ― EUA

Quarta-Feira.

Scarlett Wilson.

Sou acorda com um grande barulho no andar de baixo, meu coração só faltou sair da boca por causa do susto. Tomando coragem, eu desço da cama indo até a porta, questiono se eu realmente devo sair ou não. Porque não estou afim de ser repreendida pelos meus pais por causa da minha curiosidade. ― Outra vez escuto o barulho, só que ficou muito mais alto.

Dane-se!

Sai do quarto em passos lentos, o meu coração está tão acelerado que temo ter um ataque cardíaco aqui. Chegando no alto da escada, fiquei escondida e ponho somente a cabeça, para ver o que estava acontecendo. Fico bastante surpresa ao ver meus pais de joelhos e homens com ternos pretos apontando armas para eles.

― Onde está o dinheiro do nosso chefe!!!? ― O homem armado gritou algo que eu não compreendi.

O que ele falou?

― P-Por favor.... E-Eu irei pagar. ― Meu pai implorou.

Pagar? Pagar o que?

― Vocês acham mesmo que nós somos idiotas? Sabemos muito bem que você tinha o dinheiro, não pagou porque não quis!! ― Percebo pelo tom da voz do homem que, ele não parecia nenhum pouco contente pelo o que meu pai disse.

Eu nunca tinha visto meu pai tão apavorado assim. Ele desviou o olhar para o chão e depois virou o seu rosto em minha direção. Senti o ar sair dos meus pulmões quando os nossos olhos se encontraram. ― Congelei de medo ao ver um sorriso malicioso se formar em seu rosto.

― Ali! ― Apontou para mim.

Os homens rapidamente olharam na minha direção.

― Ela pode ser o pagamento. ― Meus olhos saltaram para fora em estado de choque.

O que ele disse? Pagamento? O que? Como assim?

Sentia os olhares dos homens sobre mim.

― Muito bem. ― Disse algo que eu não conseguia entender.

Senti meu corpo congelar mais uma vez de medo, ao ver o homem se aproximando de mim. Eu não conseguia me mover, minha mente gritava para eu correr e me esconder, mas, infelizmente meu corpo não obedeceu.

― Vamos! ― Agarrou meu pulso sem nenhuma delicadeza.

Tropecei em meus próprios pés por causa da sua indelicadeza.

― Anda direito porra!! ― Bradou muito irritado.

Isso fez com que eu me encolhesse.

Olhei para meus pais, se é que eu devo chamá-los de pais. Senti meus olhos lacrimejarem ao ver seus sorrisos de satisfação.

Porquê? Por que isso está acontecendo comigo? Eu sempre soube que eles nunca me amavam, mas não imaginei que iria me vender assim. E o pior de tudo é que eu não entendo o que esses homens estão falando, que língua é essa?

Para onde eu estou sendo levada?

Capítulo 2 Cap 1

23:40 - Aeroporto - Nova York. ― EUA

Quarta-Feira.

Scarlett Wilson.

Fiquei em extremo silêncio, a única coisa que se ouvia dentro desse maldito carro, são as nossas respirações. Para onde eu estou sendo levada? Ansiedade e o medo me deixava com falta de ar, mas eu tentava me acalmar. Porque eu sei que eles não vão me ajudar, não sei o que irão fazer comigo se eu acabar os irritando.

Tomei um susto quando a porta do meu lado foi aberta por outro homem. Ele olhou para mim com a sobrancelha franzida e depois para o homem que me trouxe.

― Quem é essa garota? ― Deu para notar que ele está se referindo a mim.

― O pagamento.

Fui forçada a descer do carro sem nenhuma delicadeza, quase que eu caia de cara no chão, esses homens não precisam ficar me empurrando e puxando desse jeito, eu tenho pernas.

Observo o lugar na minha frente e acabo engolindo seco ao reparar que estou em um aeroporto. Eu realmente estou sendo vendida? Isso não é um sonho? Senti mais uma vez meus olhos lacrimejarem.

― Vamos! ― O homem que me trouxe puxou-me pelo braço.

Fomos em direção a um jatinho muito grande, fui obrigada a subir os degraus, porque eu não conseguia dar nenhum passo a mais. Entramos e eu fui guiada até uma poltrona, ele me empurrou para baixo e depois passou o cinto e travou. E depois foi se sentar na poltrona da frente.

Sem perceber as lágrimas começam a cair em meu colo, levo as mãos até o meu rosto tentando esconder. Mas logo comecei a soluçar.

Eu jamais imaginei que aquelas pessoas que um dia me venderiam dessa maneira. Desde criança eu recebia ódio deles por mim, mas eu nunca pensei que eles iriam fazer algo assim. Sempre tentei agradá-los, ignorava os abusos, ignorava tudo que faziam comigo.

Eu só queria ser amada por eles. Infelizmente eu nunca consegui ser reconhecida.

****

Sou acordada por uma mão em meu ombro, me balançando freneticamente.

Eu nem percebi que acabei adormecendo. Acho que foi de tanto chorar.

O homem tirou meu cinto e pegou mais uma vez o meu pulso, como minha pele é escura, não dá para notar o roxo. Mas, eu sei que está roxo. ― Descemos do jatinho e tem um carro todo preto nos esperando. Fui guiada para lá e entrei antes dele me empurrar como sempre, esses homens, além de sequestrar as pessoas, tratam como lixo.

Nem conseguia ver nada direito do lado de fora da janela, porque o vidro é bem escuro.

Onde nós estamos? Que lugar é esse?

Acho que nem passou dez minutos e já sinto o carro parar. O homem do meu lado desceu e deu a volta, abriu a porta para mim e dessa vez agarrou meu braço. ― Pisquei e observei o lugar na minha frente.

Isso é um cassino?

― Vamos!

Fui levada para dentro e fiquei muito surpresa ao ver a quantidade de pessoas no local. Senti alguns olhares sob mim, fiquei com muita vergonha, não por causa dele estar me segurando, e sim, pelo simples fato que eu estou usando uma camisola. Já que fui retirada da minha casa sem poder me trocar.

Subimos alguns degraus e vi uma porta escura, o homem deu duas batidas.

― Entre.

Arrepios subiram pelo meu corpo ao ouvir a voz grossa e grave do outro lado da porta. Engoli seco.

Ele abriu a porta e adentramos o lugar. Fiquei muito surpresa ao ver dois homens bastante altos no local, o primeiro estava sentado digitando algo em seu notebook, enquanto o outro estava em pé ao seu lado. ― O homem que digitava olhou para cima e seus olhos caíram sobre mim.

Desviei rapidamente o olhar para o chão.

― Explique. ― Não sei qual dos dois falou, já que estou olhando para o chão.

Sua voz é bem grossa.

― Aqueles inúteis não tinham dinheiro, então entregaram a garota como forma de pagamento.

― Nos deixem a sós.

― Sim, senhor.

Fiquei sem entender quando o homem do meu lado simplesmente se virou e saiu, deixando-me sozinha com esses dois homens.

Meu Deus!!

― Qual é o seu nome? ― Olhei para cima confusa.

― E-E-Eu.... ― Respirei fundo tentando conter um pouco o nervosismo. ― Eu não entendo.

― Qual é o seu nome? ― Perguntou em inglês.

Impossível! Sua voz já era grossa, no inglês seu tom ficou mais ainda rouco.

― Scarlett Wilson.

― Quantos anos?

Abaixei a cabeça mais uma vez por causa do nervosismo.

― Vinte e um.

Eu quero ir embora daqui.

― Bom. ― Ergui meus olhos para cima o vendo cruzar as pernas, dando a ele um ar de superioridade. ― O que você sabe?

O encarei confusa.

― Sabe? E-Eu não entendi.

― Você sabe o motivo de estar aqui? ― Encarou-me de um jeito tão frio que, eu rapidamente desviei o olhar para o chão.

― N-Não muito.... Somente que eu fui dada como pagamento... Pagamento do que? ― Tomei coragem de olhá-lo, mas isso durou somente um segundo, porque eu desviei rapidamente para o chão.

― Seu pai achou uma boa ideia de vim pedir dinheiro emprestado a mim. Mas quando eu fui cobrar, ele simplesmente fugiu com a sua esposa. ― Ele deu um sorriso de lado. ― Como se fosse possível fugir de mim. Eu o deixei viver livre, queria ver até onde ele iria.

Senti minha garganta travar com essa informação.

― O-O-O que..... O que.. Vai acontecer comigo? ― Gaguejei bastante por está segurando o choro.

Ele desviou o seu olhar de mim, para o homem ao seu lado.

― O que você acha, Bóris?

A única coisa que eu consegui entender foi Bóris. Esse é o nome dele?

― Ela é bastante linda. Podemos ficar com ela, já que estamos precisando de alguém para transar. ― Ele deu uma pequena risada que causou calafrios pelo meu corpo.

Acredito que ele falou algo assustador.

― De fato, a última foi um grande pé no saco.

Sentia a minha ansiedade querendo atacar, meu coração batia tão rápido, minhas mãos tremiam. Eu estou com medo.

― Temos uma proposta para você, Scarlett. ― Falou inglês de repente.

― E... E o que seria?

― Você. ― Arregalei os olhos em choque.

― C-C-Como?

― Queremos você como nossa.

Senti uma dor em meu estômago, uma vontade imensa de vomitar.

― D-D-De... De vocês? ― Espero que eu tenha ouvido errado.

― Sim. Isso mesmo que você ouviu. Veja bem, podemos simplesmente te deixar em um bordel. ― Quase que eu caia no chão, porque as minhas pernas falharam. ― Porque a última mulher que tivemos em nossa cama, foi um tremendo pé no saco. Nós nos livramos dela e agora estamos precisando de outra mulher para preencher a vaga.

Eu vou ter um ataque cardíaco aqui.

― Então pode escolher. ― Olhei para ele. ― Ficar conosco ou ir para um bordel.

Ele não está me dando nenhuma opção. Eu só queria que tudo isso fosse um sonho.

― Então? O que vai ser?

Soltei um suspiro.

― Tudo bem. ― Digo derrotada, eu não tinha escolha. ― Eu aceito. ― Era isso ou ir para um bordel.

Eu acabei de assinar a minha sentença para esses demônios.

Eles acabam dando um pequeno sorriso de lado quase idênticos.

― Meu nome é Russell Volkov, e esse ao meu lado é o meu irmão, Bóris Volkov.

Aceno com a cabeça sem conseguir dizer nenhuma palavra.

― Você agora é nossa, Scarlett. Eu espero que não esqueça disso, querida. ― Falou friamente.

Como se fosse possível esquecer.

Capítulo 3 Cap 2

10:15 - Cassino ― Rússia.

Quinta-Feira.

Scarlett Wilson.

Eu ainda me encontrava no mesmo lugar, olhando para o chão. Agora que eu reparei, estou descalça, acho que por causa do nervosismo e o medo, eu não tinha percebido. E o pior de tudo, é que eu terei que me deitar com eles.... Eu acho.

― S-Sinto muito. ― Ergui meus olhos para cima. ― O-O que... O que eu devo fazer?

Percebi uma troca de olhares entre eles dois, isso me deixou um pouco inquieta.

― Vai aprender com o tempo. ― Isso não me ajuda. ― Agora, venha aqui.

Senti minhas mãos suarem, minha garganta ficar seca. Expiro pelo nariz e depois solto lentamente pela boca, caminho em passos lentos até ele, tendo que passar pelo Bóris que não tirava os olhos de mim. Isso me causou um enorme calafrio pelo meu corpo. ― Parando no seu lado o encarei.

― Você é virgem? ― Perguntou sem nenhuma enrolação, foi curto e grosso.

Acabei ficando sem jeito, claro que eu sou virgem, virgem em tudo.

― Pela sua expressão, eu acredito que sim.

Eu nem consigo olhá-lo diretamente, por causa do seu olhar, dá um ar de perigo. E acredito que essa minha intuição, nunca falha.

― Como você agora é a nossa mulher, tem permissão de nos chamar pelos nossos nomes. ― Falou, fiquei congelada quando ele agarrou a minha cintura e puxou-me para o seu colo.

Sem consegui me conter, acabei corando por ficar nessa posição.

― Vamos, tente me chamar pelo meu nome. ― Segurou meu queixo, forçando-me a encará-lo.

Isso é simplesmente impossível! Eu não consigo. Eu quero muito desviar, mas pôr causa da sua mão segurando meu queixo, eu não posso.

― Diga meu nome, querida. ― Travei ao sentir sua mão deslizando pela minha coxa. ― Diga.

― R-R-Russell. ― Ele deu um simples sorriso sem mostrar os dentes.

― Boa menina. Como foi uma boa menina, merece um prêmio. ― Fiquem sem entender.

Prêmio?

Arfei surpresa ao sentir seus lábios contra os meus, como sua mão ainda se encontrava no meu queixo, ele empurrou para baixo, fazendo eu abrir a boca. Ele enfiou sua língua, fechei os olhos com força ao sentir sua língua explorar a minha boca. Uma pequena mordida em meus lábios causou arrepios pelo meu corpo, sua mão que segurava meu queixou, deslizou para a minha nuca. ― Separou as nossas bocas, rapidamente puxei o ar para os meus pulmões.

― Você agora é nossa, nunca se esqueça disso. ― Passou o polegar em meus lábios inchados.

Eu ainda me encontrava fora de mim, por causa desse maldito beijo. Foi o meu primeiro beijo. Fui retirada dos meus pensamentos com o som da minha barriga roncando, senti uma enorme vontade de cobrir meu rosto.

― Nós já terminamos as coisas por aqui, podemos ir para casa. ― Eu rapidamente saltei para fora do seu colo, mas como eu sou desastrada. Tropecei em meus próprios pés mais uma vez.

Fechei os olhos esperando a queda, rapidamente sou segurada por um forte braço. Abrindo meus olhos percebi que era o seu irmão, o Bóris.

― O-Obrig.... ― Sou interrompida pelos seus lábios devorando os meus em um jeito bruto.

Eu tive que apoia minhas mãos em seu enorme peitoral para me manter no lugar, só que parecia que eu estava apoiada em pedra.

Sua língua adentra a minha boca, tirando da minha análise. Apertei com força a sua camisa ao sentir seus dentes morderem de leve meus lábios, suspirei entre o beijo. ― Ele separou a nossa boca ao notar que eu precisava respirar. Eu rapidamente puxei o ar mais uma vez para os meus pulmões.

― Sim, de fato você é nossa. ― Fiquei muito surpresa ao notar o quanto a sua voz era ronca em inglês.

Afastei rapidamente dele.

― Vamos. ― Russell passou por nós. O Bóris o seguiu sem dizer mais nenhuma palavra.

Rapidamente alcanço eles dois.

― P-Para onde vamos? ― Pergunto com cautela.

― Para a sua nova casa. ― Falou sem ao menos se virar. ― Enquanto você se acostuma em ser a nossa mulher, iremos pegar leve.

― Leve? Em que? ― Eu realmente estou sem entender.

Leve? Como assim.

― Isso mesmo, leve. Como você ainda é nova, não iremos leva-la nesse momento.

Ele parou de andar e me encarou, acho que ele percebeu que eu ainda não tinha entendido, porque deu um sorriso.

― Nós não iremos fazer sexo com você nesse momento. ― Senti meus olhos saltarem para fora em choque.

Meu Deus!! Esse homem não tem filtro na boca.

― Como você ainda é virgem, não iremos te forçar a fazer sexo conosco agora. ― Eu agradeço. ― Por enquanto. ― Sorriu e voltou a andar.

Por enquanto? Misericórdia!

Descemos os degraus e reparo que tem mais gente no cassino.

― Nós estamos indo para casa, fique de olho nas coisas, me informe se algo acontecer. ― Falou algo para o homem que me trouxe.

― Sim, chefe.

Fiquei muito confusa, que língua é essa?

Saindo do cassino avisto um carro prateado, sou guiada até ele. O Bóris abriu a porta para mim, enquanto o Russell dava a volta.

― Entre. ― Entrei rapidamente no carro.

Fiquei muito nervosa por está no meio deles dois.

― Onde... Onde eu estou? ― Questiono.

Mordi meus lábios nervosa.

― Rússia. ― Russell respondeu casualmente.

Arregalei os olhos perplexo.

Puta que pariu!!!

― Rússia? ― Perguntei ainda não acreditando.

― Você se acostuma.

Ele vive dizendo isso, mas não tem como alguém se acostumar com isso! Eu fui vendida pelos meus pais, obrigada a ser parceira sexual deles, porque é isso que eu estou sendo. Sinto que a qualquer momento eu fosse surtar.

Senti uma mão em minha coxa, olhei rapidamente para baixo.

― Não pense tanto assim, querida. Pense pelo lado positivo. ― O encarei. ― Você vai estar segura, vai poder fazer o que quiser.

Menos ir embora.

Resolvo não falar nada, assim ajuda a minha saúde mental.

Fico brincando com os dedos das minhas mãos, o cheiro bom do carro está me deixando sonolenta.

Não posso dormir aqui.

É o que eu penso, mas sem conseguir conter, meus olhos se fecham lentamente.

****

Saltando para frente por causa do terrível sonho.

― Merda.

Passo a mão em meu rosto e olhei para o lado.

― Uau. ― Estou em um enorme quarto.

As paredes cinza e as decorações cinza, acabou deixando o lugar muito mais admirável. Admito que esse lugar é muito lindo. Tomei um susto ao escutar batidas de leve na porta.

Será que são eles?

― E-Entra.

A porta é aberta e uma jovem entra no quarto.

― Bom dia, senhorita. ― Franzo a testa em confusão.

― Senhorita? Porque me chama assim? ― Perguntei sem entender.

Ela parecia mais confusa.

― Foi ordem. ― Pisquei em confusão. ― Os patrões ordenaram que todos os empregados lhe chamassem de senhorita.

― E porquê?

― Porque a senhorita é a nova mulher deles. Todas que chegam aqui recebem o mesmo tratamento. ― Faço uma careta com isso.

Eu não quero ser chamada de senhorita.

― Enfim, eu me chamo Jéssica, fui escolhida para preparar suas roupas e o banho.

Pra que isso? Eu tenho minhas próprias mãos.

― Certo. ― Respondo incerta.

Ela dá um sorriso.

― Irei preparar o banho. ― E foi em direção a porta mais escura do quarto.

Soltei um suspiro assim que ela entrou no quarto.

― Que situação horrível.

Passei mais uma vez a mão em meu rosto, olhei para a escrivaninha vendo um relógio.

― Oito horas. ― Eu dormi por muito tempo.

Acredito que chegamos na Rússia ontem de manhã, eu devo tá muito exausta.

― O banho está pronto, senhorita. ― Saí dos meus pensamentos com a voz da Jéssica.

― Obrigada. ― Ela deu um sorriso.

― Estou aqui para isso.

Só aceita o elogio mulher.

Desci dessa enorme cama e caminho em direção ao banheiro, fiquei abismada com o tamanho. Minha antiga casa cabia aqui dentro, que lugar enorme, meu Jesus do céu. Observo uma imensa banheira, aproximo e vejo que a Jéssica colocou algumas coisas dentro, melhor nem questionar.

Tiro minha camisola e a calcinha colocando no cesto, adentro a banheira sem conseguir conter o gemido de satisfação.

― Isso é realmente bom.

Esfrego meu corpo e observo as minhas cicatrizes que ganhei da minha antiga família.

Será que eles ainda iriam me querer ao ver essas cicatrizes?

Fico mais alguns minutos na banheira, mas resolvo sair, não posso deixar a Jéssica me esperando tanto tempo assim. Entro embaixo do chuveiro retirando as espumas do meu corpo, lavei todo o meu corpo, assim como meus cabelos. ― Vejo um roupão, rapidamente pego.

Saio do quarto e fiquei surpresa ao encontrar a Jéssica em pé no canto da minha cama.

― O que faz parada aí? ― Questionei sem entender esse ato dela.

― As antigas senhoritas me obrigaram a ficar sempre aqui. ― Fiz uma careta de desgosto com isso.

― E porquê? ― Ela deu de ombro, mas logo arregalou seus olhos.

― Me perdoa, senhorita!! ― Caiu de joelhos no chão, isso me assustou.

― O que!?

― Eu não devia ter dado de ombro, eu sinto muito. ― Ela encostou sua testa no chão.

Meu senhor!

Aproximei rapidamente dela.

― Pare com isso, eu não me importo com o que você faz, eu não sou igual aquelas pessoas. Fiquei muito assustada ao ver isso, então, por favor, levante. ― Estendi a mão para ela.

Ela ficou confusa, mas aceitou a minha mão estendida. A puxei para cima e sorri.

― Não precisa se preocupa com isso, eu não vou fazer nada com você. Até porque você é um ser humano.

― Elas nos ordenavam a fazer tudo o que elas queriam, se não fizéssemos o que queriam, sofreríamos as consequências.

― Eles permitiam isso? ― Ela rapidamente negou com a cabeça.

― Não! Eles não sabiam sobre isso, acredito que se soubessem, todos estariam mortos. ― Senti minha pele se arrepiar com isso.

Medo.

― Enfim, senhorita. Eles estão lhe aguardando na sala de jantar, para o café da manhã. E estamos atrasadas, então, por favor, vá se vestir. ― Ela apontou para a roupa em cima da cama.

Nem fodendo eu uso essas roupas. É muito vulgar, aquele short parece mais uma calcinha de tão curta que é.

― Jéssica?

― Sim?

― Tem algo menos.... Digamos, menos vulgar? ― Ela me olhou por alguns segundos e depois acenou.

― Claro, irei pegar.

Ela vai andando até... Aquilo ali é um closet? Minha nossa é enorme. Logo volta com uma calça jeans escura e uma blusa vermelha, também vejo uma calcinha cinza e um sutiã cinza.

― Obrigada, Jéssica. ― Peguei as roupas e voltei para o banheiro.

Fecho a porta e rapidamente começo a me vestir, fiquei surpresa ao ver que as roupas cabiam certinho em mim. Fui até a pia e peguei uma escova de dente fechada, sem muita enrolação, começo a escovar os dentes. ― Pego também uma escova de cabelo e começo a penteá-lo, eu gosto quando ele seca naturalmente.

Estou pronta para enfrenta-lo.

Sai do banheiro já arrumada.

― Bom?

― Está perfeito, senhorita.

― Obrigada.

― Agora vamos, eles estão nos esperando.

Que Deus me ajude.

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