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Por favor, seja minha

Por favor, seja minha

Autor:: VicFigueiredo
Gênero: Romance
Elisabeth foi obrigada pela sua madrasta a se casar com uma pessoa vegetativa. Um marido vegetativo tem três coisas boas: rico, bonito e incapaz de acordar! Robert, que estava em coma há mais de três anos, acordou e descobriu que tinha uma esposa, esposa essa de pele clara, bonita e tem pernas longas. E única coisa que ele foi capaz de dizer "Sem amor, não há necessidade de prosseguir com isso, então, apenas esqueça esse acordo!" Mas, o que poucos sabem, é que em questão de tempo, eles teriam bem mais que um casamento normal e logo estariam planejando o segundo filho.

Capítulo 1 Você quer me casar

-Cale-se! Como você ousa falar assim com seu pai!

- Pai? Você nem é digno de ser chamado assim, e nunca será!

Elisa olhou para cima quando um item vago foi jogado nela, e imediatamente levantou sua mão para bloqueá-lo, mas ainda estava um segundo atrasada.

O cinzeiro caiu pesadamente em sua cabeça, e a dor intensa fez sua visão escurecer!

Em questão de segundos, um líquido quente deslizou lentamente por sua testa, e logo identificou que se tratava de sangue que escorria pelo seu olho esquerdo.

- Quando sua mãe foi embora com você, eu lhe disse que não lhe daria um único centavo! Naquela época, ela teve a coragem de sair sem nada. São apenas mais de dez anos. Para onde foi esse orgulho? Agora que ela não pode mais viver sozinha, ela acha que pode vir até mim para pedir dinheiro? - Jorge Barson olhou para Elisa zombeteiramente.

Na frente dele estava sua própria filha, mas não havia piedade em seus olhos.

- Não, não foi minha mãe que veio até você pedir dinheiro, e sim, sua filha. - Elisa corrigiu seu pai com firmeza. -Na verdade, eu vim implorar.

- Ela te mandou, não foi? Ela nem teve coragem de vir até mim!

Elisa até abriu a boca para argumentar, mas no final, ela apenas se conteve.

- Senhor. Barson, se minha mãe não passar por uma cirurgia logo, ela vai morrer. Por favor, salve a vida dela pelo bem do vovô. - Elisa conteve toda a raiva dentro de si, e implorou ao pai que pela primeira vez em toda a sua vida, ela colocou de lado seu orgulho e personalidade forte.

Ela precisava de dinheiro, e mesmo que tivesse que implorar pelo dinheiro de joelhos, ela não iria se importar com isso, desde que salvasse a vida de sua mãe.

- Pois bem, você quer dinheiro? Posso dar um milhão, quanto mais quinhentos mil, apenas faça com que ela venha a mim pessoalmente e me implore de joelhos! - Ele falou firmemente.

Elisabeth secretamente cerrou as mãos, fazendo suas unhas cravarem na carne das palmas.

-Eu estou te implorando, esse meio milhão pode ser considerado um empréstimo. Eu lhe pagarei de volta cada centavo com juros. - Elisa abaixou a cabeça novamente, implorando sem dignidade.

Sua voz estava rouca agora e seus lábios estavam tão secos que racharam quando ela os abriu. O sangue fluiu na ponta de sua língua, e tinha um gosto salgado e de peixe.

Ela esperou por seu pai o dia todo, e nem havia tomado um gole de água naquele dia, e para sua surpresa, foi isso que ela conseguiu.

- Se ela se recusar a vir, vou preparar um caixão para ela quando ela morrer, e vamos dizer que isso pode ser uma forma de consolo, já que éramos um casal. - Jorge respondeu a sua filha com um olhar de nojo e caminhou ao redor dela.

Elisa tremeu ao ouvir o motor ligar. No segundo andar, uma figura estava na luxuosa escada em espiral, Olivia olhou para Elizabeth e ficou extremamente animada.

Naquela época, quando ela estava cuidadosamente do lado de fora da vila da família Barsan e foi repreendida, Elisa era uma pequena princesa alta e poderosa. Ela nunca esqueceria que Elisa estava usando um lindo vestido de princesa e brilhando!

Quão vergonhoso foi para ela, a filha ilegítima de uma amante, bater à sua porta.

Naquela época, ela era como um rato de rua e era odiada por todos.

Hoje em dia, o que vai, volta, e se tornou a filha amada da família Barson e filha do homem mais rico do Brasil, em contraste, Elisabeth e sua mãe caíram em tal estado.

Se alguém tinha culpa, era a mãe de Elisa, afinal, por que ela teve que se divorciar em primeiro lugar? Ela deveria ter apenas aborrecido com isso por um tempo.

Que homem neste mundo não trairia? Mas, ela também teve que agradecer o divórcio da mãe de Elizabeth, afinal, se isso não tivesse acontecido, ela nunca seria capaz de se tornar a Srta. Barson abertamente,e sua mãe também nunca seria Lady Barson.

Olivia desceu as escadas com uma expressão de regozijo.

- Elisa, olhe o que você fez, papai foi embora por sua causa! Você não tem vergonha? Naquela época, sua mãe insistiu em deixar a família Barson com você e cortou todos os laços com o papai. Até o seu sobrenome foi alterado de volta para o sobrenome de sua mãe. Você ainda tem a coragem de voltar para a família Barson para pedir dinheiro?

Olivia veio até Elizabeth e a olhou com desprezo, como se fosse superior.

-Mãe e filha não são tão burras como eu pensei. Vocês não têm vergonha de vir aqui e implorar por misericórdia, quando vocês mesmos abandonaram meu pai sozinho? Vagabundas!! Por que não se vende, você mesma consegue arrumar um homem que lhe dê dinheiro. - Elisa usou toda a sua força para dar um tapa em Olívia, que não estava esperando por essa reação e caiu na mesa de café, uma mancha de sangue de repente transbordando do canto da boca!

- Elisabeth como você ousa me bater? - Olivia gritou com raiva.

- Srta Barson!! - Um dos criados da casa veio até ela e a ajudou a se levantar, e ao ver que ela estava sangrando, ele imediatamente olhou para Elisa. - Como você ousa bater em alguém!

- Quem? Eu bati em alguém? Por acaso, essa mulher pode ser considerada humano?- Elisa respondeu friamente, e cerrou as mãos secretamente, suportou todas as palavras que queria repreender e olhou friamente para a mãe e a filha, já que a Lady da casa não ficaria reclusa por muito tempo.

Suelen estava vestindo uma camisola de marca, e o par de chinelos em seus pés custou quase 20.000 dólares! Já o vestido que Olívia estava usando é uma nova edição limitada para a temporada, valendo mais de 70.000 dólares!

Esta mãe e filha não são ávidas de vaidade, não querem glória e riqueza?

Só o canalha Jorge Barson acreditaria que elas gostam da simplicidade, e quem desejava dinheiro era Elisa e sua mãe.

Neste mundo, é realmente que as pessoas boas não vivem muito e os desastres são deixados por milhares de anos?

Jorge Barson traiu sua esposa, e depois trouxe sua filha com Suelen para morar nesta casa, e quem estava errada nesta história, era a mãe? Por pedir o divorcio?

- Elisabeth, eu conheci seu pai primeiro, mas seu avô insistiu que ele se casasse com sua mãe. Então, quem pegou o homem de quem, afinal? - Os lábios de Suelen se curvaram em um sorriso de escárnio, enquanto olhava para Elisabeth. - E eu nunca quis que seu pai se divorciasse da sua mãe, nunca quis o status de ser a Lady Barson, tudo que eu quis era que minha filha, Olivia, ficasse perto do seu pai. Ela está errada, em querer crescer perto do pai?

- E você realmente não pensou sobre isso?- Elisa perguntou friamente a mulher à sua frente. - Não tenha medo de falar a verdade, Jorge Barson já se foi, não precisa continuar mentindo ou fingindo ser uma boa pessoa. - Suelen sorriu, com a atitude de um vencedor em seu sorriso.

- Minha querida enteada, o que sua mãe fez com seu pai, o fez perder a confiança da classe social e por conta disso, ele ainda a odeia, então nem pense que ele vai te dar um centavo se quer.

Elisabeth segurou sua raiva, pois se ela não precisasse desse dinheiro para salvar a vida de sua mãe, ela definitivamente rasgaria os rostos de Suelen e Olivia em pedaços!

Por que sua mãe fez Jorge Barson perder a posição social? Obviamente, essas duas mulheres sem vergonha queriam estar na primeira posição, forçando sua mãe a se divorciar!

- No entanto, eu tenho um jeito de te dar 500.000 dólares.- Suelen mudou suas palavras.

- O que você quer dizer com isso?- Elisabeth imediatamente perguntou, vendo aonde ela queria chegar.

- Seu avô tem um bom amigo com quem teve um relacionamento ao longo da vida, ele fez um contrato de casamento com esse amigo quando ele era jovem. - Começou falando. - Eu me lembro dele mencionar isso antes de sua morte. No entanto, esse amigo não entrou em contato por muitos anos, mas agora, esse amigo veio de repente à porta e queria que nossa família Barson cumprisse o contrato de casamento. Embora essa família não seja uma família rica e sim uma família pequena, acho que esse casamento não é ruim, afinal, as mulheres sempre querem se casar.

- Você quer me casar?- Elisabeth já havia adivinhado contra o que a mãe e a filha estavam lutando, e ela estava com medo de que um poço maior ainda estivesse esperando por ela

Capítulo 2 Eu vou me casar com ele!

- Como você sabe, nossa família é a família mais rica de todo os Brasil, e se não cumprirmos o nosso compromisso com essa família, você sabe que isso poderá afetar a reputação de seu pai. Pense assim, se você se casar com essa pessoa, certamente ganhará o respeito do seu pai, e tenho certeza que ele lhe dará o dinheiro que precisa. - Suelen tentou persuadi-la, afinal, ela sabia que Elisa era teimosa e não cederia facilmente.

Suelen estava pronta para continuar a persuadi-la, mas a voz de Elisa foi uma rápida, deixando assim, a mulher surpresa.

- Eu vou me casar com ele! Mas eu tenho que conseguir esse meio milhão antes de me casar. - Elisa falou firmemente contra a madastra.

- Querida, se você estiver disposta a se casar com ele e quando seu pai estiver feliz, esses 500.000 doláres não serão difíceis de conseguir, eu dou minha palavra!

- Não! Eu tenho que conseguir o dinheiro antes de estar disposta a me casar com ele! - A atitude de Elisa não deixou espaço para negociação.

- Se você conseguir uma certidão de casamento com essa pessoa, não precisa procurar seu pai por esses quinhentos mil, eu mesma irei compensá-la com meu próprio dinheiro. No entanto, você pode esquecer de receber um único centavo até vermos a certidão de casamento. - Suelen também era uma pessoa experiente, ela não agiria até que visse que o sucesso era certo.

- Combinado, mas saiba que se eu não conseguir o dinheiro, vamos lutar até a morte! - Elisa respondeu friamente.

- Ah, e antes que eu me esqueça, o filho dessa família parece estar em estado vegetativo. Ele está em coma há três anos, então, sugiro que pense com cuidado! - Olivia cobriu o rosto e a lembrou com um sorriso de escárnio, afinal sua meia irmã ficou feliz quando descobriu que poderia conseguir o dinheiro de forma fácil, e também sabia que ela não tinha outra escolha a não ser aceitar isso, mas infelizmente, Elisa foi mais esperta e não mostrou seu desespero a aquelas duas víboras.

Elisa apenas sorriu levemente. - Eu vou me casar com ele! - Ela ainda parecia determinada.

Afinal, se fosse uma pessoa normal, certamente estaria morrendo de medo, mas um vegetal não era o mesmo que não se casar com ninguém? O que um vegetal poderia fazer com ela?

- Elisa, você tem que pensar nisso. Se você concordar, vou informar a família e me encontrar com eles amanhã.

- Ok. - Elisa assentiu. - Vou pessoalmente com a certidão de casamento para recolher o dinheiro, mas se você se atrever a pregar alguma peça em mim, eu posso arruinar a reputação de Jorge Barson sozinha sem aquela família fazer uma cena! - Com isso, Elisa virou e saiu.

- Idiota e estupida, como você ousa me ameaçar? - Suelen falou irritada.

- Mas, mãe, se Elisa se casar com aquele vegetal, ela nunca mais poderá roubar o Yan de mim?

- Por que ela deveria arrancá-lo de você? Você realmente acha que aquela família é fácil de provocar?! Não foi fácil para eles conseguir uma esposa por um vegetal, então, não importa o que aconteça, eles têm um controle firme sobre Elisa! E se Elisa se casar, ela será torturada até a morte!

Elisabeth foi ao hospital visitar a mãe e depois voltou exausta para o apartamento alugado, e ao chegar em casa percebeu que eram quase onze horas da noite, e sua voz estava rouca demais para falar.

A tela do telefone de repente se iluminou com uma mensagem.

[Flor de Lys]: Elisa, você não vai transmitir hoje? Há mais de 3.000 pessoas esperando por você para convencê-los a dormir!

Elisa deu um leve sorriso e digitou de volta: Estou resfriado hoje. Minha garganta está rouca demais para falar. Não consigo fazer a transmissão. Talvez eu não consiga fazer uma transmissão nos próximos dias.

[Flor de Lys]: Ah, então descanse bem. Eu vou esperar por você.

[Elisa Samers]: Obrigado.

Depois de responder à mensagem, Elisa desabou no sofá.

A conta da cirurgia de sua mãe estava praticamente paga e ela finalmente podia relaxar um pouco, afinal, Elisa começou a fazer transmissão ao vivo para ganhar dinheiro e arrecadar o pouco que conseguia para a cirurgia de sua mãe, no entanto, depois de transmitir por tanto tempo, não ganhou muito. Mas, todos os dias, milhares de pessoas assistiam sua transmissão para dormir, mas o que adiantava? Isso não pagava as taxas da cirurgia da mãe e se elas não fossem pagas... Ela estava até pensando em mostrar o rosto, ou se vender!

De qualquer forma, ela só tinha que pegar o dinheiro, pois ela poderia perder tudo, menos sua mãe, e felizmente, a questão do dinheiro foi resolvida.

Pensando nos rostos de Suelen e de sua filha, Olivia sentiu nojo, e era verdade que as pessoas boas não viviam muito e as pessoas más viviam mil anos?

Depois de pensar em tantas coisas, Elisa arrastou seu corpo cansado e foi tomar um banho quente, encontrou um comprimido para resfriado e comeu antes de adormecer. Ela não pensou na família que iria conhecer amanhã ou no fato de que ela iria se casar com um vegetal.

Em um sanatório privado no Rio de Janeiro.

Um homem estava deitado em uma cama de hospital, ele dormia tranquilamente, e até sua respiração era muito, muito leve.

Se não fosse pelos sons rítmicos dos instrumentos em ambos os lados da cama, indicando que suas várias condições vitais eram normais e estáveis, as pessoas pensariam que ele já estava morto.

Embora o homem estivesse deitado há três anos, ele não mostrava nenhum sinal de desleixo, nem mesmo barba por fazer.

Aquele rosto era extraordinariamente bonito.

Suas sobrancelhas eram escuras como tinta, e seus cílios eram longos e grossos como dois pincéis pequenos. Quão atraentes seriam aqueles olhos quando abrissem?

Mesmo deitado, podia-se dizer que ele era alto, tinha cerca de 1,9 metros de altura.

Nos últimos três anos, ele dependia de fluidos nutritivos para manter sua vida, e poderia perceber o quão magro e fraco estava, sua pele também exalava uma brancura fria anormal.

Aquele sentimento indescritível de estar quebrado foi de partir o coração.

Havia dois homens guardando a cama, um usava um jaleco branco e tinha olhos com aros dourados, que estava olhando para um instrumento na cabeceira, fazendo anotações, enquanto o outro usava calças cargo verde-exército e uma regata preta.

Ele segurou um telefone na mão e esperou ansiosamente.

- Dra. Bai, esse streamer não está transmitindo hoje. Ela sempre foi muito pontual. Por que ela de repente parou de transmitir hoje?

- Eu não a conheço, então como eu saberia por que ela não fez uma transmissão?- Dra. Bai folheou os dados registrados pelo instrumento e disse: - As ondas cerebrais do Sr Fischer não reagiram hoje.

- Então o que vamos fazer? Estou preocupado com essa streamer, o que será que houve? - O homem pareceu nem dar atenção ao que a mulher falava.

- E O que isso tem a ver comigo?

- Se eu soubesse, teria mandado um foguete para ela! - Charles parecia irritado.

- Agora, podemos ter certeza absoluta de que a voz dessa garota pode estimular as ondas cerebrais do Sr Fischer, pois está é a primeira vez em três anos que ele não reagiu aos sons do mundo exterior. Precisamos encontrar essa garota e trazer ela para perto dele, quem sabe assim, se ele ouvir a voz dela todos os dias, não acabe acordando?

- Dra. Bai, o que você disse é verdade? Se for, eu vou encontrar essa garota imediatamente!

- Mas, antes de tudo, não podemos deixar a Madame Fischer e nem o Sr. Fischer saber disso, receio que se o tratamento não der certo, eles podem acabar tendo uma falsa esperança e isso não será bom.

- Entendido. -Charles assentiu.

- E lembre-se que não podemos revelar nenhuma informação, não queremos que o Sr. Fischer atraia um bando de lobos e tigres antes de acordar, isso é apenas mais estresse antes da hora.

- Sim, afinal, todo mundo pensa que ele ainda está se recuperando no exterior! - Charles imediatamente assentiu.

....

Talvez por causa do remédio para resfriado, ela dormiu profundamente, e nem mesmo foi acordada quando seu telefone tocou, mas a pessoa do outro lado não desistiu, até que ela atendeu a chamada, era Olivia, como imaginava.

Quando ela atendeu, houve muita conversa do outro lado.

- Elisa, por favor, chegue no máximo meia hora no centro de convenções, ao lado haverá um café, e lembre-se de se vestir bem e não nos envergonhe. - Após isso, a linha caiu.

Sem ter o que fazer, Elisa se levantou e começou a se arrumar, ela não estava lá para impressionar ninguém, afinal o cara estava em estado vegetativo, não iria se importar como ela estaria, então, vestiu uma camisa branca, jeans e um casaco de lã cinza esfumaçado.

Ela tinha 168 cm de altura e pesava apenas 70 kilos, e como ela dançava desde a escola primária, ela parecia particularmente elegante.

Apesar disso, ela não era magra como os padrões pediam, ela tinha curvilínea em todos os lugares certos, e não gorda em lugares onde não deveria estar.

De acordo com outros, sua carne sabia onde crescer, mas a deles tinha vontade própria.

Após acabar de se arrumar, Elisa pegou um elástico e o amarrou em um rabo de cavalo baixo, olhou para si mesma no espelho, e sorriu, sussurrando num suspiro que tudo ficaria bem, e que logo as coisas deveriam se ajeitar, ela estava fazendo isso por um bem maior.

O café que havia marcado o encontro, tratava-se de um dos cafés mais luxuosos e caros de todo Rio de Janeiro, e se não houvesse um reserva com antecedência, você não conseguiria uma mesa, não importa quem você fosse.

Mesmo Olivia sendo filha do grande Jorge Barson, não conseguia reservar com tanta facilidade.

- Mãe, quem é essa mulher? Como ela pode reservar um lugar no Caffes York? - Olivia se perguntou.

- Minha querida filha, eles sabem que nossa família é a mais rica de Rio de Janeiro, e sabe que está ganhando uma oportunidade por casar seu filho vegetativo com uma das filhas de Barson. - Suelen respondeu para a filha. - Lógico que estão tentando se inflar às nossas próprias custas! - Suelen tentou adivinhar.

- Você tem razão! - Olivia assentiu. - Eles devem ter pensado que eu era a envolvida no casamento, então eles decidiram fazer uma reserva neste caffe, afinal, quem não quer ser da família Barson?

- Você acha mesmo que vou deixar um vegetal se casar com minha filha? Que eles continue sonhando!

Do lado de fora, Elisa estacionou sua bicicleta compartilhada e olhou para cima, ela sabia que este era um lugar onde os nobres se reuniam para fechar negócios e conversar entre si. Quando criança, ela havia visitado duas ou três vezes, e apenas deu risada como um dia já fez parte deste meio. Estava prestes a entrar quando seu telefone tocou.

- Olá, este é o telefone de Elisa Samers? - Falou uma voz masculina desconhecida ao telefone.

Elisabeth ficou um pouco surpreso, pois era um número desconhecido e se sentiu na defensiva.

- Quem é Você? Como você encontrou minhas informações de contato? - Sua voz ainda estava um pouco rouca, diferente da voz pura e calmante na transmissão ao vivo, pois na transmissão, sua voz poderia provocar um incêndio violento a qualquer momento.

Quando ela persuadia as pessoas a dormir, sua voz podia penetrar em seus corações novamente e continuar fazendo cócegas em seus corações com uma pequena pena!

Cada som de sua voz fazia a imaginação correr solta.

Charles não pôde deixar de pensar consigo mesmo: Nos dias de hoje, os seios são falsos e os rostos são falsos. Como uma voz pode ser falsa? Seus pensamentos iniciais foram destruídos!

- Afinal, quem diabos é você? O que você quer de mim? - Elisa tentou perguntar pacientemente.

- Eu apenas gostaria de saber se você irá transmitir ao vivo esta noite? - Perguntou o homem. - Eu prometo que lhe daria bastante foguetes, contanto que você transmita ao vivo todos os dias, eu lhe darei foguetes todos os dias! - Charles já havia desistido de encontrar a voz pessoalmente, e sabia que dar foguetes em uma live era o mesmo que a pessoa ganhar dinheiro, muito dinheiro.

Charles apenas preferiu que ela fizesse apenas a transmissão ao vivo, pois temia que, quando encontrasse a pessoa real, a voz dela não fosse a única coisa falsa. Seria ruim se ela fosse uma Barbie musculosa!

- Eu transmito quando eu quiser, eu tenho liberdade para isso! Você já está me assediando! - Elisa apenas desligou e bloqueou o número.

Charles ligou novamente, mas não conseguiu, será que ele foi bloqueado? Desanimado, não pode deixar de olhar para seu chefe, o Sr Fischer que permanecia inconsciente na cama. O que ele iria fazer?

Elisa apenas guardou o telefone no bolso da calça e caminhou até a porta, sendo recebida por uma recepcionista que educadamente deu um passo à frente.

- Com licença, senhorita, mas em que mesa você está? - Elisa não pode deixar de ficar surpresa, pois mesmo estando vestida simples, não recebeu nenhum olhar de julgamento da moça.

Parecia que o serviço de Caffes York ao longo dos anos ainda era o mesmo, afinal, era um lugar onde os nobres se reuniam. Quem gostaria de fazer sua presença conhecida aqui?

- Mesa reservada em nome da família Fischer? - Elisa falou sem ter certeza, mas foi o que Olivia tinha passado a ela por SMS, e logo a moça sorriu sabendo de quem se tratava.

- Por favor, siga-me, mocinha.

Capítulo 3 Engravidar

Elisa seguiu a recepcionista em silêncio, sempre atenta a tudo ao seu redor, e tudo que ela via, era indescritivelmente luxuoso, logo a recepcionista abriu uma pesada porta revelando um lugar mais reservado, mais chique ainda, e logo se abaixou para dar as boas-vindas a ela.

Já havia várias pessoas nesta sala privada, em uma das pontas estava a Madame Fisher, acompanhada por um funcionário, que logo Melissa deduziu ser seu secretária e um advogado, já do outro lado da mesa, estava Olivia e sua mãe, Suelen, e o íncrivel é que mãe e filha geralmente arrogantes pareciam um pouco rígidas neste momento, como se tivessem que criar uma imagem que só a filha da mulher mais rica de Rio de Janeiro tinha.

Elisa avaliou a Madame Fisher, e logo deduziu que ela era a mãe do homem que ela deveria se casar, e reparou também, que a mulher tinha roupas chiques, estava totalmente de grife dos pés a cabeça. No entanto, ela tinha um olhar era afiado, e Elisa não pode deixar de se perguntar, como alguém com tal aura pode ser de uma família aleatória?

Suelen provavelmente estava sendo lisonjeada todos os dias, pensando que ela havia se tornado uma senhora rica só porque ela comprou alguns produtos de luxo de edição limitada, mas ela não sabia que os verdadeiros bens de luxo eram tesouros nacionais que ela não podia pagar!

O olhar de Madame Fisher passou por Suelen, em seguida, por Olívia, e finalmente parou em Elisa, que retribuiu graciosamente o olhar sem qualquer timidez ou medo da tal Madame.

-Senhora Barson, quem é essa? - Madame Fisher olhou para Elisa.

- Esta também é a filha da nossa Família, mas ela é filha da ex-mulher do meu marido, e assim que soube da proposta, ela tomou a iniciativa de se casar com seu filho. Embora as duas famílias tenham um noivado, nosso querido avô Barson não está mais vivo, e além disso, que época é essa? Não existe mais compromisso prometido. A lei também não apóia. São todas filhas da família Barson, não é o mesmo? Não importa qual filha se case em sua família, certo?

Madame Fisher veio disposta a romper o compromisso que tinha com a família Barson, e depois de ver mais de perto, Olivia e sua mãe, Suelen, ela realmente desprezou, e isso apenas se veio por que ela descobriu que Suelen na verdade nunca foi a verdadeira Madame Barson, ela não passava de uma amante, e se tinha uma coisa que a Madame Fisher odiava, era as amantes, e isso, ela fazia questão de odiar com toda a sua força.

E com isso, era impossível para seu filho se casar com a filha de uma mulher assim, e também era impossível para a família Fisher se envolver com tal família.

No entanto, quando ela viu Elisabeth passar pela porta, algo dentro de si mudou, e logo descartou a ideia, pois achou a garota agradável aos olhos. Sua beleza era limpa e pura.

- Você sabe alguma coisa sobre o meu filho? - A senhora Fisher perguntou a Elisabeth.

- Sim, senhora eu sei a situação do seu filho. - Elisa respondeu assentindo com a cabeça.

- E mesmo assim, você está disposta a se casar com alguém que está em coma? Há uma chance de ele nunca acordar, e mesmo assim você terá que protegê-lo para o resto de sua vida e nunca mais sair. Você está disposta a fazer isso também?

- Sim, senhora Fisher, eu estou disposta. -Elisa não hesitou em responder. - Mas com uma condição.

- Então, me diga, qual é a sua condição?

- Eu também sou um ser humano, e não uma empregada, e tenho meu caráter e dignidade. Espero que depois de me casar com seu filho, você não interfira na minha liberdade, pois ainda tenho que terminar meus estudos e escolher minha carreira normalmente no futuro, então, não pense que vou ficar em casa obedientemente, eu definitivamente vou sair para trabalhar.

- Não vejo problemas nenhum em seu pedido, contanto que você não desonre a família Fisher e não faça nada para decepcionar meu filho, posso concordar com essa condição. Eu também preciso assinar um acordo pré-nupcial com você. - A resposta de Madame Fisher foi ainda mais direta, fazendo Elisa se sentir um um pouco estranha, pareciam mais que elas estavam discutindo um negócio, mas isso era claramente um casamento.

Suprimindo o sentimento estranho em seu coração, Elisa assentiu suavemente.

-Como quiser, Madame Fisher.

Em seguida, o advogado que acompanhava a senhora, apresentou um acordo e o colocou na frente de Elisabeth, e ela estava extremamente nervosa, ela nunca tinha experimentado algo assim, e por conta disso, ela estava ainda com mais medo de ser ferrada. Ela leu os termos com infinita seriedade, mesmo não tendo entendido muita coisa, e ao seu lado, Olivia e Suelen se entreolharam e murmuraram.

Naquele dia, quando ela foi vê-los, a Madame Fisher estava sentada em um péssimo Volkswagen, e ainda vestia roupas de uma gripe famosa, mas que já estava ultrapassada para aquelas duas mulheres, revelando que ela era de uma família desconhecida. No entanto, a mesma Madame tinha reservado um lugar privado dentro de uma das maiores cafeteria de Rio de Janeiro, e ainda trouxe consigo seu secretário e o advogado, de repente, eles ficaram um pouco incertos sobre os antecedentes da família Fisher.

Assim que Elisa terminou de ler o contrato, ela apenas deu um suspiro aliviada, pois o conteúdo geral era que ela não estava qualificada para obter uma parte dos bens da família Fisher, nem poderia iniciar um divórcio, e também a família Fisher não iria querer nada dela. Com isso, ela deveria continuar lutando para ser alguém na vida, e ainda, teria que levar seu esposo consigo, o que não deixava de ser injustiça. Mas, como ela precisava do dinheiro que sua madastra havia prometido, ela não tinha o direito de recusar.

E havia outra clausula a favor da família Fisher, pois caso seu filho acordasse e quisesse se divorciar dela porque ele não gostava dela, poderia assim o fazer, então, Elisa chegou a conclusão que isso poderia acontecer também, e não tinha nenhum objeção enquanto a esses termos, pois de qualquer forma, eles não restringiram sua liberdade.

Ela não tinha ilusões sobre o casamento em sua vida, ela estava apenas fazendo isso para salvar a vida de sua mãe, então, sem esperar mais nada, ela simplesmente assinou o contrato a sua frente.

- Você trouxe sua identidade?-Madame Fisher perguntou.

- Sim, eu trouxe.

- Então, vamos pegar a a licença de casamento agora.

- Agora?- Elisabeth se assustou, era algo tão repentino.

- Há espaço para arrependimento agora, caso queira desistir. - Madame Fisher a lembrou novamente. - Depois que registrar seu casamento, não há como se arrepender.

- Não, eu não quero desistir, vamos prosseguir com isso. - Elisa sussurrou de volta, e a Madame se levantou com seus homens, e saiu andando para fora da sala, e em seguida, Elisabeth a seguiu em silêncio, deixando Olivia e Suelen para trás.

- Mãe, eu estou começando a pensar que empurramos Elisabeth para um ninho rico, e não para a fogueira para se queimar. - Olivia falou encarando a mãe. - Eles são da família Fisher, e única família que conheço com esse sobrenome, é a poderosa família Fisher da capital de São Paulo, será que são eles?

- Ninho rico? Você realmente acha que existem pessoas ricas em todos os lugares? Há muitas pessoas com o sobrenome Fisher, e não acho que seja eles, e mesmo que seja, ela nunca conseguirá colocar as mãos no dinheiro da família Fisher, ela está se casando com um homem que nunca poderá acordar.

Olivia apenas pensou sobre isso e sentiu que fazia sentido o que sua mãe estava falando.

Em contra partida, Elisabeth não sabia nada sobre os procedimentos para a certidão de casamento, e tudo o que ela sabia era que ela e Madame Fisher entraram em um carro de luxo e sentaram em um café por um tempo, e não demorou muito para seu secretário que parecia estar na casa dos cinquenta anos chegar, e entregar dois livros vermelhos para Madame Fisher.

- Isso é seu, e pode deixar que eu vou ficar com a cópia de Roberts. - E estendeu um dos livros para Elisa, que nem ousou olhar para ela enquanto guardava a certidão de casamento. - Aqui está meio milhão. Pegue primeiro. - Falou a senhora Fisher colocando outro cartão na frente de Elisa, e antes que ela pudesse falar alguma coisa, a madame continuou a falar. - Eu verifiquei, e eu sei por que você está disposta a se casar com Roberts, e vou deixar uma coisa clara a você, se Roberts não estivesse em coma por três anos, seu destino não teria cruzado o dele, e mesmo que ele estivesse inconsciente, você teria sorte em se casar com ele! - Elisa não respondeu nada, e apenas pensou que provavelmente, todas as mães achavam que seus filhos eram os melhores do mundo.

Por outro lado, a senhora Fisher gostou da maneira submissa de sua futura nora.

- Fique com este cartão, ele é seu, e vou pedir que alguém transfira 15 mil doláres para você todos os meses, esse dinheiro é para que você possa viver bem, e por enquanto, deve manter isso em segredo, ninguém pode saber com quem você se casou.

Elisa segurou o cartão e ficou extremamente chocada com o que sua sogra havia acabado de falar, o dinheiro que ela precisava bem aqui, na sua frente, e além disso, ela receberia um bom dinheiro por mês, somente por se casar com uma pessoa em como, e agora, ela tinha certeza que ela faria isso mesmo que ele não fosse um humano.

Definitivamente não havia opções para o divórcio em seu casamento, apenas a viuvez.

Ao mesmo tempo, ela começou a murmurar para si mesma, que tipo de família era a família Fisher? Tão misteriosa e ao mesmo tempo poderosa.

- Venha comigo para conhecer Robert. - Ela falou se levantando da mesa, e em seguida, Elisa se levantou e tentou acompanhar a senhora em sua frente. Afinal, ela também estava curiosa sobre a aparência de seu marido, lógico que ela poderia dar apenas uma olhada na foto na certidão de casamento, mas ela fizesse isso agora, poderia ser bruto. Apesar que com o dinheiro que ela iria ganhar, nem importava como ele era.

Não demorou muito, eles logo chegaram no hospital particular, e assim que Elisa desceu do carro, ela olhou ao redor, e percebeu que havia câmeras de vigilância em todo o pátio murado. Passaram por três postos de guarda apenas entrando, e ela não pode deixar de perguntar, que tipo de homem morava aqui? Em que tipo de família ela se casou?

Ela não ousou insistir nisso, e apenas seguiu a senhora a sua frente até uma vila isolada, onde várias pessoas vestidas como enfermeiras imediatamente conduziram Madame Fisher.

- Esta é a nova esposa de Roberts, mais tarde, irei providenciar o reconhecimento facial, mas de agora a diante ela irá cuidar do meu filho aqui com frequência.

- Sim, senhora. - A enfermeira concordou.

Quando Elisa e a Madame Fisher saíram, seus olhos estavam cheios de surpresa, então, essa garota de aparência comum era na verdade a a nova madame Fisher?

Hoje em dia, algumas pessoas estão realmente dispostas a fazer qualquer coisa por dinheiro, e com isso, a desprezavam do fundo de seus corações. O Sr. Fisher estava inconsciente, então, como ele poderia se casar e ter filhos?

Mas, mal sabia Elisa, que na verdade, ela era apenas uma ferramenta de fertilidade para a família Fisher, que para eles, ela deveria ter um filho custe o que custar, e que se não fosse pelo dinheiro, quem iria querer se casar com um homem em coma?

Elisa a seguiu até a enfermaria, e foi quando viu o homem dormindo na cama, e logo seus olhos ficaram vidrados por um momento, e tinha que admitir, o homem era realmente lindo, e definitivamente, ela dava razão a madame Fisher falar o que tinha falado mais cedo, pois mesmo que este homem estivesse inconsciente, ela sentia que ele estava realmente fora do seu alcance.

A Madame Fisher caminhou em direção à cama, e seu olhar suavizou quando ela olhou para seu filho.

- Roberts, querido, a mamãe está aqui para vê-lo. - Falou passando a mão delicadamente em seu filho. - Dra. Bai, como está Roberts esses dias?

- Ele está bastante estável. - Dra. Bai respondeu suavemente, e em seguida, olhou para Elisa. - Esta é a jovem senhora a qual a madame havia comentado?

- Sim, ela mesmo. - Madame Fisher respondeu. - Elisabeth, venha aqui, eu tenho algo para te dizer. - Elisa apenas desviou o olhar e seguiu a Madame até o sofá, e a Dra. Bai também se aproximou com um prontuário médico em suas mãos.

- Você sabe qual é meu objetivo final ao deixar você se casar com Roberts? - A senhora perguntou encarando Elisa, que negou com a cabeça, afinal, ela não queria nem tentar adivinhar quais eram os planos daquela mulher na sua frente.

- Eu não faço ideia, minha senhora. - Respondeu.

- Eu acho que séria melhor se você me chamasse de sogra, ou mãe em vez de senhora ou madame Fisher. - Ignorou a pergunta de Elisa, a deixando um pouco envergonhada, mas ela ainda abriu a boca e disse: "Sogra".

A Madame Fisher tirou outro maço de dinheiro de sua bolsa, e colocou na mão de Elisa, que estava encantada com tantas recompensas em pouco tempo.

- Como você terá que se mudar para este quarto, com certeza terá que contratar alguém, então, este dinheiro é uma pequena ajuda com a taxa de mudança.

- Obrigado, sogra.- Elisa não recusou o dinheiro, e aceitou imediatamente.

Pois com esse dinheiro que ela arrecadou, poderia comprar muitos suplementos para sua mamãe, e também poderia providenciar uma enfermaria mais confortável para sua mãe, e depois de tudo, quando ela estivesse recuperada, poderia alugar uma casa melhor para viver na capital.

Era tão bom ser rica!

Vendo a excitação indisfarçável quando Elisa pegou o dinheiro, Madame Fisher sentiu desdém em seu coração, como era bom amar o dinheiro, e por sorte, a família Fisher não tinha falta de dinheiro.

- Eu vou ser clara com você minha querida, eu quero que você dê à luz uma criança para Roberts. - Madame Fisher falou de uma vez, deixando Elisa sem palavras, contrariando todas suas expectativas, esse dinheiro não era nada fácil. - E antes que você pergunte, Roberts pode estar inconsciente, mas suas funções corporais são tão boas quanto o normal. - Esclareceu a Madame, o que deixou Elisa ainda mais confusa com essa situação.

- Srta Fisher, acredito que posso te chamar assim, certo? O Sr. Roberts é totalmente capaz de engravidar você, mas você tem que confiar em si mesma. - Acrescentou a Dra. Bai, e admito, ela foi bem direta, e Elisa sentiu que algo explodir em sua mente!

- A senhora não falou sobre isso antes do casamento. - Respondeu encarando a Madame Fisher, ela estava se sentindo enganada.

Ela só queria se casar, mas nunca quis ter filhos, e além disso, ela deveria ter um filho com um homem que estava em coma, que nunca poderia acompanhar o filho e muito menos, amar ela.

- Mas, esse não é o dever de uma esposa? Engravidar e dar filhos a seu esposo? - Madame Fisher respondeu calmamente, como se louca aqui fosse Elisa, e ela até abriu a boca, mas se sentiu incapaz de responder.

- E não precisa se preocupar com isso, pois após o nascimento da criança, a família Fisher fará de tudo para dar o melhor a ela, independentemente de ser menino ou menina, ele ou ela será o herdeiro da família Fisher no futuro, e caso você não quiser criá-lo por conta própria, eu pessoalmente criarei essa criança. - Ela falou como se aquilo fosse algo simplesmente normal.

- E se eu discordar disso? - Perguntou Elisa.

- Até onde eu sei, sua mãe não está muito bem, está? Sua vida está em perigo o tempo todo e a tecnologia médica daqui não é considerada de alto nível no país. Já pensou em transferir sua mãe para um hospital da capital paulista e contratar um médico de primeira linha para a cirurgia? -Elisa sabia que a Madame Fisher tinha as palavras e sabia exatamente usar as palavras em seu favor, e as palavras daquela mulher beliscaram seu ponto fraco. -Querida nora, agora você faz parte da família Fisher, e coisas como dinheiro é como nada em nossa família. - E o coração de Elisa parecia que ia saltar para fora de seu corpo a qualquer momento.

- Neste caso, podemos fazer inseminação artificial? - Foi seu último ato de teimosia.

- E se Roberts acordar no futuro? Afinal, a inseminação artificial é diferente de dividir um quarto diretamente. Embora ele esteja inconsciente, eu tenho que proteger sua dignidade. - Madame Fisher respondeu calmamente, e cada palavra tinha uma firmeza implacável.

Elisa secretamente cerrou suas mãos, e suas palmas já estavam molhadas de suor.

Um vegetal em coma tinha dignidade, e então ela? Elisa apenas riu de si mesma, sua dignidade não valia nada aqui, afinal, ela já tinha se vendido a família Fisher, e não tinha como contestar isso.

- Mas, eu ainda tenho meus estudos para terminar, será que podemos programar isso para daqui dois anos? - Elisa perguntou timidamente.

- Não é assim que as coisas funcionam, você tem três meses para engravidar de Roberts, e sugiro que pense com cuidado sobre essa riqueza fácil e o rim de sua mãe. - As pupilas de Elisa se contraíram, havia algo ameaçador em suas palavras, e sua reação parecia ter desagradado sua sogra. - Não basta ter hospitais e médicos de primeira. Você tem que encontrar rins para transplantar para sua mãe. - Ela parecia ter tudo sobre controle em sua vida. - Talvez você planeje usar seu rim para o transplante, mas você é a senhora de nossa família e não vou permitir que você se machuque, por isso estou falando que irei providenciar também a fonte do rim. - A senhora da família apenas encarou sua nora, sem perder a menor expressão em seu rosto, e vendo que Elisa estava franzindo levemente os lábios e parecendo solene, como se estivesse travando uma guerra celestial em seu coração, ela disse levemente. - Você não está estudando artes? Te garanto que não precisa se preocupar em tirar uma licença, Elisa, contanto que você se comporte, seu caminho será suave a partir de agora. - Elisa olhou para Madame Fisher e respirou fundo, agora ela estava horrorizada.

Fazia apenas uma hora desde que Madame Fisher a conheceu e confirmou que ela era casada com Roberts Fisher, e nesta curta hora, ela foi completamente investigada!

Que força formidável.

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