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Pretexto Mais-Que-Perfeito

Pretexto Mais-Que-Perfeito

Autor:: Agnela
Gênero: Romance
Elira, jovem de vinte e dois anos, acaba de sair de um convento onde sua mãe a deixou com apenas quatro anos, com sua tia freira. Mas depois da idade adulta, se viu obrigada a sair do conforto para o mundo exterior. Onde teve a infelicidade de se deparar com Ying-Yang, os dois melhores amigos mais perigosos e safados de Nova-York. Reynaud Scott e Devil Collins. Mas apenas um. Foi louco o suficiente de arranjar o pretexto mais que perfeito para se casar com a noiva do melhor amigo.

Capítulo 1 O princípio das dores

Pov: Desculpas por vezes são necessárias e acontecem. Todos nós somos enganados ou enganamos alguém para termos o que queremos, mas até que ponto iríamos para manter a nossa mentira, por alguma causa que acreditamos ser por um BOM motivo

#Devil

- Quem é você? - ela olhou para Ray e depois para mim - onde estou?

Nós, olhamos um para o outro confusos.

- Você não se lembra de nós? Do que aconteceu? - perguntou Ray,

que se levantou da poltrona onde estava sentado.

- Não!

Ray olhou para mim com os olhos brilhando. Não conseguia entender o que queria.

- Sou Raynaud Scott, sou...- ele hesitou por alguns instantes, olhou para mim e fez um sinal com a cabeça- sou o melhor amigo do seu noivo.

Fiquei confuso, não consegui acompanhar o que ele estava fazendo. Ela é noiva dele, a mulher que ele tanto queria casar, como pode empurrá-la para mim dessa forma?

- Ray- seu nome saiu num sussurro.

Mas ele apenas olhou de relance para mim e voltou para a mulher deitada na cama confusa.

- O nome do seu noivo é Devil Collins. Não se lembra? - perguntou esperançoso.

Ela abanou lentamente a cabeça. Seus olhos estavam confusos parando em mim e no Ray. Fui até ele e o puxei para longe dela.

- O que pensa que está fazendo? - sussurrei, também confuso.

Parecia que ele estava me testando.

- Faz esse favor para mim! Quando ela recuperar a memória eu a reconquisto outra vez.

- Acha que é assim tão fácil? Você só pode estar brincando- falei indignado.

- Ainda não estou pronto para algo como o casamento, só de pensar nisso fico arrepiado, olha- falou mostrando os pelos do braço arrepiados.

- Então não deveria ter pedido ela em casamento- ralhei.

- Eu quero me casar com ela! Mas não agora. E não posso correr o risco de terminar e ela ficar com outro homem, pensar nisso me deixa atordoado. Só posso confiar em você. Faz isso por mim amigo.

- Você perdeu a cabeça.- murmurei.

- Acho que sim! Leva ela para tua casa, mas não durmam no mesmo quarto, ela é conservadora nunca vai achar estranho. Ela não é muito de toque físicos e a proximidades. Será apenas por um tempo. Depois eu vou pegar ela. Prometo.

- Raynaud, você está me entregando sua noiva? - minha voz saiu roca.

•••

Um ano antes.

-Trabalho, trabalho nada mais que isso? A vida não precisa ser sobre

isso o tempo todo- Meu melhor amigo falou entrando em meu escritório.

-Seja bem-vindo Ray, mesmo que tenha perdido os modos, ainda continua elegante- respondi sem olhar para ele.

-O que acha? Gostou?

-Da falta de educação encoberta por um terno de dez mil dólares? - respondi finalmente levantando a cabeça.- sim, achei um máximo.

-Que mal humor todo é esse? Precisa mesmo disso logo pela manhã? - Ray se sentou e abriu o seu paletó. O homem de preto com os cabelos pretos parcialmente desarrumados que acha que é tendência decidiu interromper o meu trabalho.

- Tem uma festa amanhã, topa ir comigo?

-Estamos no início da semana Senhor Scott.-Olhei no fundo dos seus olhos pretos.

-Nada de festas! Devo lhe lembrar que me pagas para fazer isso direito?

-E se eu te pagar para ir a festa comigo? Vá! Vamos, menos um dia de trabalho não vai levar a empresa a falência.

Ray é filho único, mimado pelos pais e sempre com a razão. Somos amigos desde que me lembro, trabalho com ele faz 4 anos, desde que deixei minha família e tudo ligado a eles.

-Eu posso recusar? -perguntei me levantando e servindo um copo com água para tomar.

-Não! Como Dono da empresa, eu lhe ordeno que vá a festa comigo.

- És o dono, mas sou seu chefe- retruquei.

- Tanto faz, diz que sim. Eu preciso pegar umas gatinhas.

-Eu também preciso- sussurrei, não esperando que ele me ouvisse.

- Viu, eu sabia, então vamos, que depois de amanhã o bicho vai pegar fogo cá na empresa.

- O seu pai outra vez?

- Sim, meu tio quer que meu primo seja o vice-presidente da empresa, e meu pai espera que eu lhe ensine tudo.

- Você? - falei com um tom de deboche.

- Sim eu- repetiu, dessa vez mais firme.

- Boa sorte com isso.

- E sobre a festa, vou levar a Bia se não te importas.

- Não mesmo. Faça o que quiser com ela- revirei os olhos.

- És o melhor amigo que um homem sacana como eu poderia ter.- Ray disse se levantando.

O nosso momento foi interrompido por Aline, minha secretária. Que de uma saia bege e blusa de seda preta entrou na sala, estava elegante, os cabelos ondulados caindo sobre os ombros com o lado esquerdo sutilmente colocado por trás da orelha, deixando os seus brincos de diamantes a mostra.

- Senhor Collins! A reunião com a equipa de marketing vai começar dentro de 23 minutos.

Ray olhou para Aline, com olhos de quem tinha fome, e estava sedento por mais.

- Tudo bem Aline, pode-se retirar.

- Sim senhor.

Aline saiu, deixando seu perfume leve, mas carregado de sensualidade no ar.

- Já disse para não olhar assim para minha secretária- minha voz saiu mais grave do que queria.

- Eu olhei com os olhos, como mais eu poderia ter olhado? - Ray mente muito mal, pelo menos para mim.

- Com os mesmos olhos que olhas para todas.

- Isso é por causa de Bia?

- Não!

- Eu sei que ela é tua ex, mas não fui eu quem a procurou quando terminou com ela sem nenhuma explicação - Ray se levantou, um homem de 1.91 de altura ficou a minha frente.

- Ela dormiu com você por minha causa, só juntou o útil ao agradável.

Ter esse tipo de conversa era desgastante. Tinha tudo para dar errado e Ray sabia disso.

- Até quando eu te traio, com sua namorada, precisa ser por tua causa?

- Eu sou o centro do mundo meu caro!

- Você é um grande idiota - murmurou Ray, olhando nos meus olhos.

"Eu sei, você nem imagina o quanto".

- Eu não presto meu amigo.- Dei duas palmadas em seu ombro e voltei para minha mesa.

Ray ficou parado no mesmo local por alguns segundos até se virar e dirigir-se até a porta.

- Prestando ou não! Vai a festa, estaremos todos esperando por ti.

Ray falou antes de finalmente sair. Nunca acaba bem quando falamos sobre esse tipo de assunto.

Na reunião, a equipa de marketing tentava me convencer com seus métodos arcaicos de divulgação. Enquanto eu fingia que lia seus relatórios forjados.

- Parem com essa palhaçada- falei, interrompendo a apresentação da mulher à frente do projeto

Capítulo 2 CEO

Todos viraram o olhar para mim, mas eu mantive os olhos fixos nos gráficos sem ler os dados.

- Aconteceu alguma coisa senhor Collins - Aline perguntou, baixo.

- Aconteceu tudo! - murmurei. Finalmente levantei os olhos para todos, que me encararam com certo medo. O silêncio da sala de reuniões era tão intenso que se podia ouvir o som das almas implorando redenção.- o que significa isso? - joguei os documentos por cima da mesa, alguns deram um curto pulo, outros travaram a respiração na garganta.

Sabiam que qualquer passo em falso seria fatal.

- O senhor poderia nos dizer o que falta senhor Devil .- falou uma das funcionárias. Ainda com a voz tremendo.

- Ainda dizem que estudaram nas melhores universidades... nem conseguem notar um erro em um relatório- Sussurrei. Minha voz estava grave. Não suporto trabalhar mal.- Alguém aqui nessa sala, pode justificar o seu salário? Caso não, saiam daqui direito para o RH.

O silêncio se estendeu. Ninguém ousou sequer pensar. Olharam uns para os outros.

- Marquem a reunião para daqui a dez minutos, quando encontrarem o erro. - me levantei, e todos se levantaram junto.

- Outra vez senhor? Já é a décima vez só hoje- reclamou um funcionário.

- Se continuarem a trabalhar desse jeito como completos amadores, vamos todos fazer horas extras...olha que eu tenho tempo.

Falei e saí. Ouvi o som das cadeiras sendo ocupadas novamente e as vozes deles reclamando.

Voltei para minha sala e encontrei uma caixa sobre a mesa, por cima, um bilhete com a letra de alguém indesejado.

Amanhã é seu aniversário, vamos comemorar juntos.

Kira.

Depois de ler o bilhete, amassei e joguei no lixo.

Uma raiva imensa tomou conta de mim, fechou os punhos até não aguentar mais.

- Aline- gritei. A mulher nos seus saltos altos finos, entrou correndo.

- Sim senhor Collins.

- Eu já disse que não quero receber nenhuma encomenda, seja lá de quem for- minha voz estava carregada de raiva.

- Senhor, eu não tenho ideia de quem pode ter feito isso, eu estava com o senhor na sala de reuniões.- Disse se justificando.

Respirei fundo, e contei até três, ainda fervendo, mas decidido a não descarregar na mulher com lágrimas nos olhos me virei e baixei o tom.

Jogue no lixo, e que isso não se repita.- falei, olhando para o nada no canto da sala.

- Agora mesmo senhor.- Aline apressou os passos e tirou a caixa por cima da mesa e saiu na mesma velocidade.

Aquele infeliz momento, me deixou instável, o jeito que tenho evitado ficar faz 4 anos. Mas eles, eles não me deixam.

Devil , fica calmo por favor! Quem sabe repetir isso para mim mesmo vai resultar em algo.

Mas a tentativa de esquecer o que veio à tona, não durou muito quando Bia entrou no meu escritório sem bater a porta.

- Vejo que sexo não só transmite DST, mas falta de educação também.

- falei sem olhar para quem entrou, o cheiro de perfume já é bem conhecido.

- Devil Collins, olá!

- Fala logo o que você quer e vai embora.- continuo de costas para ela, olhando para o teto.

- Você não contou a sua família que terminamos?

Suspirei.

- Desembucha.

- Sua irmã ligou para mim, dizendo que prepararam uma surpresa para os teus anos e contavam com a minha presença lá.

- Minha mãe só teve um filho, e esse morreu com ela. Se era só isso, sai daqui.

A mulher de 1.82 andou devagar até onde eu estava. Passou as mãos pelo meu ombro e inclinou-se, tanto que consegui sentir o perfume.

- Estás naqueles momentos? - perguntou, bem perto do meu ouvido.

Por mais que não quisesse, ela sabia como deixar um homem querendo.

- Não me provoca Bianca, estamos no escritório.

- Deixa eu te acalmar e depois posso ir embora. - falou, após uma leve mordida na orelha.

Fechei os olhos sentindo um arrepio se estender pelo corpo.

- Bianca! - me levantei e a coloquei por cima da secretária.- nós terminamos.

- Devil ! - ela me puxou pela gravata, estávamos tão próximos um do outro que podia sentir seu fogo.- Não nos despedimos como deveríamos- sussurrou.

A beijei, com pressa, com vontade, e raiva, no fundo não queria aceitar que ela foi procurar o Ray.

Abri o vestido dela e a coloquei de bruços sobre a mesa.

- Estou a trabalhar, não faças barulho.

Ela assentiu já com a respiração descompassada.

- Não vou. - antes de introduzir meu membro nela, deslizei a cabeça dele na intimidade molhada.- como eu gosto.

- Para com isso Devil , coloque logo.

- Shhh- introduzi de maneira brusca! - assim é mais prazeroso.

Ela acabou soltando um gemido alto.

- Seu ficante vai ficar sabendo disso - sussurrei.

Ela tampou a boca com as mãos, abafando os gemidos. Com as duas mãos levantei a bunda dela, para evitar aquele som de dois corpos se chocando e para melhor prazer dela e meu.

Mas o som da porta a bater interrompeu por alguns minutos.

- Senhor Collins- chamou Aline entrando sem eu mandar.

A mulher ficou vermelha quando viu Bianca sobre a mesa e eu no meio de suas pernas. Eu arqueei uma sobrancelha, sem parar o que estava fazendo.

- Desculpa senhor...o pessoal do marketing está esperando pelo senhor.- ela desviou o olhar, sua voz estava falha, mas não se retirou. Sabia que aquilo não era novidade pra ela.

- Diz-lhes, que vou demorar duas horas aqui.

- Sim senhor- respondeu e saiu.

Bianca soltou um gemido alto.

- O que foi isso, ficou louco? - perguntou incrédula.

- Fica quieta e baixa, quero a tua boca, agora.

Ela hesitou por alguns segundos e então abaixou. E fez um boquete como ela sabia bem.

- Isso ruivinha- soltei um gemido.- a sua boca é perfeita pra isso.

Por baixo da secretária ela fazia maravilha, e eu caí de braços sobre a mesa, sentindo o impacto. Gozei bem na cara dela.

Depois de uma hora, Bia estava se recompondo.

- Mas calmo agora?

- Obrigada pela ajuda, quando eu voltar não quero te encontrar aqui.- falei e saí.

Bia veio atrás de mim com os passos alargados.

- Espera! - ela segurou-me nos braços.- não vais mesmo me dizer porquê terminou comigo?

- Quer falar disso aqui? - os funcionários olharam para nós. E ela depois de notar os olhares, me soltou.

Chegou mais perto e disse.

- Não pode terminar um relacionamento assim do nada! - sussurrou.

- Não só posso, como já o fiz.- falei e saí de perto dela, entrando na sala de reuniões onde todos se levantaram ao notar a minha presença.

Espero que já resolveram tudo. Tenho outros departamentos para me reunir.

Capítulo 3 Ex-namorada

|DeVil|

Todos olharam para o chefe do departamento de Marketing, Finn.

- Senhor Collins, não encontramos erro algum em nosso relatório.- falou convicto.

- Vocês acham que sou idiota? - meu olhar caiu sobre o homem de meia idade com leves tons de cabelos brancos. - Na semana passada tivemos muitos casos de reclamações, mas consta isso aqui? Ontem percebi uma queda drástica nos produtos que vieram de Boston, alguém falou com os fornecedores?

Todos ficaram calados.

- Amanhã quero uma reunião coletiva com a equipe de produção. Essa empresa está de mal a pior - me levantei, e antes de sair disse - o erro está na página 3, se vão usar relatórios antigos pelo menos se dão o trabalho de me enganar direito.

Saí, Aline veio correndo logo atrás de mim.

- Amanhã logo nas primeiras horas quero todos reunidos, na quintafeira temos uma reunião com o presidente - parei e me virei para ela- Quero que todos os departamentos comandados por mim têm êxito, se ao menos um só falhar, de noite tu pagas.

O rosto da mulher ficou vermelho.

- Sim senhor Collins.

Andei até ao elevador e todos os olhares estavam sobre mim, a minha aparência não ajuda eu sei, mas a minha personalidade eu sei que irrita muito, muita gente.

Duas mulheres na recepção estavam a cochichar alguma coisa assim que viram sair do elevador. Meu terno impecável transmite a mensagem que sempre quis... não chegue perto demais.

Ser albino tem suas vantagens, principalmente se for apenas no cabelo.

Cabelos brancos costumam chamar muita atenção, em jovens principalmente.

- Senhor Collins! O seu carro.- falou o garagista.

- Obrigado.- entrei em um Bugatti La Voiture Noire, um dos carros mais exclusivos e caros já produzidos no mundo.

Um design elegante, agressivo e totalmente preto, com linhas fluidas e aerodinâmicas. Seu nome significa "O Carro Preto" em francês.

Um motor W16 quadriturbo de 8.0 litros com 1.500 cv e 1.600 Nm de torque. Acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 2,4 segundos.

Interior é luxuoso, artesanal, feito com materiais nobres e tecnologia de ponta.

Unidade única. Apenas uma unidade foi fabricada, tornando-o um carro de coleção raríssimo.

Status extremo. Representa o auge do luxo, exclusividade e performance. Seu valor acima de US18 milhões.

Símbolo de poder. Mais do que um carro, é uma obra de arte automotiva, demonstrando que o dono está entre os mais ricos e seletos do planeta.

Ter esse carro é como ter um diamante negro sobre rodas, que tenho... sem pedir permissão a ninguém.

Todas as tardes tenho uma obrigação a cumprir, a única condição para permanecer em liberdade é levar vida normal que tenho. Não me agrada.

Não gosto

Mas estou aqui.

- Senhor Collins, vejo que chegou cedo- falou Ayla, a minha psicóloga.

- Podemos começar? Estou com pressa.

- Tudo bem! Vejo que não tem muita paciência como sempre- murmurou a mulher loira, de 28 anos.- podemos começar desde onde paramos da nossa última sessão?

- Mudamos o assunto, não quero falar sobre isso- falei de forma séria.

- Precisamos senhor Collins, afinal esse ainda é o motivo pelo qual te trás cá todas as segundas-feiras.

- Na verdade não é esse o motivo- meus olhos vagueavam pelo corpo da mulher jovem a minha frente. - Tenho outros incentivos para estar aqui- minha voz saiu, o mais claro e transparente que podia.

- Temos uma relação estreitamente profissional senhor Collins, agora não é o momento.- Ayla olhou para mim, e baixou os óculos até a ponta do nariz.

- Sempre podemos abrir uma excessão, não?

- Ainda temos 45 minutos, vamos falar do que interessa que tal? - desviou o olhar para o meu corte na mão esquerda.- vamos falar desse corte. Foi alguma nova tentativa de raiva?

- Não!

- Devil .

- Não foi! Eu estava a tentar fazer alguma coisa e me cortei, não teve nada...

- E esse...- Ayla tentou puxar outro assunto de mais uma cicatriz visível em meu corpo. Mas eu logo a cortei.

- Sempre começas assim, com as que podes ver e depois terminas com que sinto, não quero falar daquelas pessoas.

- Mas é necessário!

- Tão necessário quanto respirar aposto! Mas não é obrigatório.

Não, nada é.

- Podemos falar sobre qualquer outra coisa?

- Do que quer falar? Conta-me tudo o que quiser, estarei aqui para o ajudar.

- Hoje a Bianca foi até ao meu escritório e... - Deixa-me adivinhar? Transaram?

- Foi só um boquete.

- Ainda conta como transar.

- Não teoricamente! Gozei na boca dela e não dentro. E tu sabes o que penso acerca disso- falei.

- Uma vez cafajeste, sempre cafajeste.- murmurou ela. Enquanto anotava alguma coisa na minha ficha.

- Que um dia tu já amaste - retruquei.

- Quer mesmo falar sobre o passado? Me conta sobre o passado que tanto te assombra.

Me calei, sabia que se abrisse a boca para responder, falaria mais do que fosse preciso.

Ayla sabia o que tinha acontecido perfeitamente e mesmo assim queria me torturar com isso.

- O que pensa que está fazendo ?

- Quero te ajudar a se libertar disso, um dia vais precisar falar comigo ou qualquer outra pessoa.

- Não se preocupa! Quando esse momento chegar, vai simplesmente acontecer sem precisar dessa toda burocracia.

- Devil .

- Te espero essa noite em casa, sabes a senha- me levantei.

- Ainda temos 40 min senhor Collins.

- Para mim terminou.

- Por que me fazes perder tempo se nunca vais te abrir comigo? - perguntou, parecia insatisfeita.

- Sou o teu melhor cliente, e ambos sabemos que se não fosse o pelo senhor Ricardo, eu não estaria aqui. - saí, deixando ela sentada.

A raiva e os pensamentos possessivos são a minha única companhia, não conheço uma outra forma de pensar se mais com raiva, ou de viver se não obsessivo por alguma coisa, e nesse momento o meu trabalho é a minha maior obsessão, viciado talvez.

Voltei para o escritório e entrei no elevador, quando chegue em minha sala, me deparei com uma pilha de Documentos para analisar e não só.

Como diretor executivo a pedido de Ricardo, tenho mais trabalho do que deveria, tanto que nem percebi o tempo passar e já eram 22h, Aline bateu a porta e entrou logo em seguida. Caminhou até mim e sentou-se em meu colo.

- Achei que já tinha ido embora.- disse, minha voz estava mais grave do que queria.

- Depois do que eu vi hoje, também quis apagar o enorme fogo que há em mim.

- Quer a minha ajuda?

- Não conheço mais ninguém que possa fazer isso por mim, senhor Collins.- Aline é uma mulher muito atraente, seu corpo tem curvas que deixam todo homem desejando.

- Agora estou trabalhando.- retruquei.

- Assim eu não consigo dormir, e o senhor sabe como eu fico quando estou com insónia- seus lábios estavam muito próximos ao meu ouvido.

- Sei, e eu adoro. - sussurrei antes de a beijar.

Minhas mãos deslizam pelo seu corpo, minha ereção está aposto e entre suas pernas, minhas mãos estão em sua intimidade. - Molhada...

- A culpa é sua, chefinho. - falou dentro dos gemidos.

- Eu amo ser o culpado, só me deixa com mais vontade de socar forte em ti e nessa maravilha que tens entre as pernas.

Rasguei as meias que ela usava, subi a sua saia tirei sua blusa, ela estava ofegante só com o beijo e sabia o que lhe esperava. Tirei-lhe o sutiã com mesma facilidade com que se respira, sua calcinha preta foi brutalmente rasgada, liberando a passagem de sua intimidade.

- Victoria Secret não é? Depois eu compro outra para ti- sussurrei em seu ouvido já com o meu membro deslizando sua intimidade, seu peito arfava e para mim isso é a minha maior satisfação.

- Pára com isso e me coma logo- suplicou ela.

- Menina impaciente, agora vais esperar, e implorar mais um pouco.

Deslizei o meu membro pela sua intimidade, mas não introduzi, querendo que suplicasse ou implorasse ainda mais por ele.

- Senhor Collins, eu imploro, não faz isso comigo.

Eu sorri no canto da boca.

- Assim não princesa, ajoelha-te- falei no seu ouvido- já.

Aline obedece, de joelhos ela passou os seus lábios pelo meu membro, se deliciando dele. De olhos fechados eu me permitia sentir tudo quanto fosse possível. Levantei ela e a coloquei de joelhos sobre a minha cadeira.

Introduzi, sentindo o quão apertada ela estava. Quente, deliciosa.

Foram duas horas de muito prazer até finalmente gozar em sua boca.

Linda menina- sussurrei.

Ela foi até ao banheiro se lavar e vestir. Estava sentado quando vi ela sair, com o típico olhar de inocente.

- Está tarde senhor! Eu vou para casa.- falou se dirigindo até a porta.

- O meu motorista está esperando por você lá embaixo- falei desviando o olhar para os documentos em minha mesa.

Aline ficou parada como se quisesse dizer alguma coisa mas não disse nada.

- Sim senhor - respondeu e saiu.

Parei de trabalhar e me joguei na cadeira, olhei para o teto, aquele dia tinha começado.

Olhei para o relógio e já era meia noite.

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