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Primeiro Amor do CEO.

Primeiro Amor do CEO.

Autor:: Grazy Souza
Gênero: Romance
Kevin Stewarth e Hanna Roux se apaixonaram na adolescência, mas foram separados pela família poderosa de Kevin. Ele, herdeiro de uma rede de hotéis, e ela, uma jovem humilde, seguiram vidas diferentes. Dez anos depois, Kevin enfrenta um noivado arranjado, enquanto Hanna tenta superar traumas do passado e cria sua filha, Kethellen. Quando se reencontram em um evento de caridade, os sentimentos reprimidos reaparecem, mas segredos e cicatrizes ameaçam impedi-los de se reconectar. Será que o amor do passado pode superar as sombras que os envolvem?

Capítulo 1 Prólogo

Hanna

- Não quero te deixar ir - Kevin diz com os olhos cheios de carinho, me puxando para mais um abraço, no qual eu deito a cabeça em seu peito.

- Amor, você sabe que está tarde, e eu tenho que ir. - Digo tentando me desvencilhar de seu abraço, mas no fundo querendo que ele me segure e não largue nunca mais.

- Mais um beijo então. - Ele diz fazendo uma carinha de cachorro sem dono.

- E quem resiste essa cara de pidão? - digo, sorrindo.

Eu o beijo, e claro, o beijo é quente, delicioso, com aquele gostinho de quero mais.

- Não provoca, senão eu não te deixo sair deste carro - ele diz, sorrindo. Mordo sua orelha e respondo em sussurros ao seu ouvido:

- Até amanhã, meu amor. - Sorrio travessa, enquanto me afasto dizendo - Preciso entrar e tomar a pílula do dia seguinte. Por mais que eu queira filhos com você, ainda não é o momento.

- Se quiser, podemos treinar mais um pouquinho. - Ele diz com aquele sorriso de molhar a calcinha.

- Olha, tenho duas chamadas perdidas da minha irmã, meus pais devem estar preocupados. - Digo, verificando a hora no visor do celular.

- Deixe-me conhecê-los, assim eles ficam mais tranquilos.

- Vou combinar com eles e te aviso. Preciso ir. - Dou mais um beijo nele e me despeço no final: - Até amanhã, meu amor! Sonha comigo.

- Sempre! - Ele me rouba mais um beijo e diz: - Te amo!

- Também te amo muito. - Sorrio enquanto ele me envia um beijo.

Por mais que eu esteja preocupada por não termos usado preservativo, tenho que admitir que foi maravilhoso, e meu sorriso revela o quanto sou feliz com ele. Assim que entro pelo portão, vejo o carro dele se afastar.

Ainda estou sorrindo quando entro em casa e vejo meus pais e Hazel arrumando malas e caixas.

- O que está acontecendo aqui? - Pergunto, intrigada.

- Apareceu a margarida. Isso são horas de chegar em casa? E ainda com o cabelo molhado? - Meu pai fala furioso, e nunca o vi assim antes.

Olho discretamente para Hazel, que nega com a cabeça e faz sinal de silêncio. Sem entender o que está acontecendo, tento explicar:

- Estava na piscina da casa do meu namorado, a propósito, ele quer conhecer vocês, pa... - Não consigo terminar de falar, pois meu pai interrompe com um tapa no meu rosto.

Olho para ele, assustada, com a mão na face.

- Por sua culpa, eu e sua mãe perdemos o emprego. Agora temos que ir embora como fugitivos no meio da madrugada.

- Não estou entendendo, o que está acontecendo... - Outro tapa arde em meu rosto, mais forte que o primeiro. Cambaleio para o lado e Hazel me ampara.

- Leve essa biscate para longe de mim, antes que eu a mate por desonrar a família.

Começo a chorar, sem saber o que está acontecendo. Meus pais me olham com ódio, e eu nem sei o motivo.

No quarto, com minha mala já pronta por Hazel, ela me abraça e tenta me acalmar.

- Não chora, Han. Ele só está nervoso, logo passa e ele te pede desculpas. - Tento acreditar, mas o que vi nos olhos do meu pai me assustou muito.

- Mas o que aconteceu? Por que ele me culpa pela perda do emprego?

- Porque, de certa forma, foi sua culpa. - Hazel responde, eu a olho, sem entender.

Então, ela me conta tudo, e a dor que sinto é como uma adaga afiada atravessando meu coração.

- Preciso ligar para o Kevin e contar o que está acontecendo. - Digo, entre lágrimas.

Disco rapidamente, mas antes que ele atenda, meu pai toma meu celular e o joga contra a parede, quebrando-o em pedaços.

Ajoelho-me no chão, pegando os pedaços, assustada. Meu pai parecia um monstro, transtornado. Seus olhos estavam dilatados, o rosto vermelho como um tomate maduro, e ele tremia... assim como eu, mas com toda certeza, por motivos completamente diferentes.

________________________________________

Kevin

Sei que sou jovem para pensar em casamento. Semana que vem completo dezoito anos, mas toda vez que tenho que deixar Hanna em casa, é uma tortura. Minha vontade é sequestrá-la para mim. Sorrio, imaginando como seria estar no paraíso com ela sempre ao meu lado.

Chego em casa e me surpreendo ao encontrar meu pai na sala.

- Na próxima vez que quiser "comer" uma puta, tenha a decência de não ser na casa dos seus pais.

- Ela não é puta, é minha namorada. - Respondo sem hesitar.

- Você fará dezoito anos em breve e terá responsabilidades na empresa. Não tem tempo para essas "putinhas".

- Já falei que ela não é puta. - Falo entre os dentes, tentando controlar a raiva e a vontade de socar meu pai por desrespeitar a mulher que amo.

- Ela não tem sobrenome. Não serve para você. - Meu pai diz com um tom de nojo.

- Eu não me importo com o sobrenome dela. O que importa para mim é o que sinto por ela e o que ela sente por mim.

Ele começa a rir, zombando dos meus sentimentos, e isso me deixa ainda mais irritado.

- Moleque tolo, nem saiu das fraldas direito e quer me falar sobre amor. - Ele solta outra gargalhada antes de dizer algo que me enfurece ainda mais: - Se depender de mim, você nunca ficará com ela.

Dito isso, ele sai da sala, me deixando sozinho. Estou tão nervoso que agradeço a Deus por ele ter ido, mais um minuto ouvindo ele insultar minha garota, e eu não responderia por mim, mesmo sendo o meu pai.

Vou para o meu quarto, pego o celular no caminho e vejo uma chamada perdida da Hanna. Tento retornar, mas só cai na caixa postal.

Capítulo 2 1- Coração quebrado.

Kevin

10 anos depois...

- Senhor... Digo, Kevin, seu pai disse que quer falar com vo... você. - Minha nova secretária, Violet, avisa. A antiga entrou em licença-maternidade, e sua auxiliar assumiu o cargo.

Não sou um daqueles empresários arrogantes que exigem formalidades o tempo todo. Claro, em reuniões formais, isso é indispensável, mas no dia a dia, odeio ser chamado de "senhor".

- Ele ainda está na empresa, Violet?

- Não, saiu há cerca de dez minutos. - Ela responde com confiança.

- Então falo com ele amanhã. Se houver qualquer emergência, pode me ligar.

- Certo. Até amanhã, Kevin. - Ela sorri.

- Até amanhã, Violet.

Pego meu blazer e me dirijo ao elevador. Assim que as portas se abrem, vejo Ashley prestes a sair. Instintivamente, me escondo atrás de uma pilastra. Violet me vê, arregalando os olhos, surpresa, e logo tenta segurar o riso. Faço um sinal de silêncio com o dedo e imploro com o olhar para que ela distraia Ashley. Violet, sempre eficiente, faz um leve aceno de cabeça e inicia uma conversa com Ashley.

Aproveito a deixa, sigo rapidamente para as escadas e, literalmente, fujo dela antes que perceba.

Enquanto desço as escadas apressado, um sorriso involuntário aparece no canto dos meus lábios. Fugir da Ashley virou praticamente um esporte, ela é linda, sem dúvida, muito gostosa. Mas é fútil demais. Não consigo aguentar dez minutos de conversa, imagine um casamento, como meu pai sugeriu uma vez.

O som dos meus passos ecoa no vão das escadas, e não consigo evitar pensar em como minha vida se tornou um jogo de esquivas. Fugir de compromissos indesejados, escapar de conversas vazias e, agora, fugir literalmente de uma mulher com quem meu pai insiste que devo me casar.

Ashley, com toda sua beleza impecável, seria o par perfeito... aos olhos da sociedade. Mas para mim, ela é apenas um reflexo de tudo o que eu não sou e, definitivamente, não quero para mim. Não quero nenhuma mulher, mas, se não tivesse escolha, escolheria uma inteligente, que gostasse das mesmas coisas que eu. Ashley está longe de ser essa mulher, ela é muito vazia, superficial, incapaz de manter uma conversa que vá além do preço da bolsa mais recente no mercado ou das férias em Paris... Meu pai parece cego a isso, o que ele quer é me usar para outra transação. Para ele, um casamento com Ashley seria a aliança ideal: "Duas famílias poderosas unidas." Para mim, seria uma prisão disfarçada de luxo.

Chego ao térreo e, abro a porta que dá acesso ao estacionamento. Respiro fundo, sentindo o alívio de, ao menos por hoje, escapar daquele destino que meu pai parece já ter planejado para mim. Meu celular vibra no bolso e, ao pegar, vejo uma mensagem de Davis:

"Tem uma boate nova inaugurando hoje, consegui open bar. Bora?"

"Com certeza. Passa o endereço e nos encontramos lá."

"Beleza, irmão. Te mando a localização quando chegar."

Sigo para o estacionamento, pego minha moto e vou direto para casa. Ainda preciso dar uma olhada em um contrato que esqueci de revisar esta manhã, estou preste a fechar mais um empreendimento na cidade vizinha. Após resolver tudo, tomo um banho e me preparo, pronto para ficar "cheiroso e lindão" para a noite.

Desde que Hanna desapareceu da minha vida sem explicações, eu nunca mais namorei. A dor foi insuportável na época, e desde então prometi que nunca mais deixaria ninguém entrar no meu coração da mesma forma.

Assim que recebo a localização de Davis, pego meu carro esportivo e dirijo em direção a mais uma noite de festa, disposto a enterrar qualquer vestígio de memórias antigas.

Capítulo 3 2 - Se fosse tão fácil assim.

Kevin

Estou no piloto automático. Minhas mãos firmes no volante, os olhos fixos na estrada, mas a mente distante, presa em lembranças que nunca realmente partiram. A cidade lá fora parecia viva, iluminada pelas luzes da noite, mas dentro de mim, tudo estava envolto em uma escuridão que só eu conhecia.

Chego à boate, e o som ensurdecedor da música me atinge como uma onda, me puxando de volta para o presente. Estaciono o carro e saio, sentindo o frio da noite contra minha pele quente. Lá dentro, Davis me espera com aquele sorriso animado de sempre, pronto para mais uma noite de excessos e sex0. Mas, por mais que eu tente, não consigo me sentir animado. Na verdade, não consigo sentir nada.

A boate estava cheia, as luzes pulsantes na batida da música que tocava, o cheiro de álcool se misturava com perfume caro. Mulheres lançam olhares, algumas se aproximam, tocam meu braço, sorriem com promessas silenciosas de uma noite sem compromisso. Elas são lindas, cada uma delas. Mas são apenas rostos, corpos que me atraem por alguns segundos e depois desaparecem, como sombras no escuro.

Davis chega até mim com dois copos na mão, me entregando um.

- Aqui, irmão. Hoje é para esquecer o mundo. - Ele grita sobre a música, batendo o copo contra o meu.

Sorrio pensando ser exatamente o que quero fazer, mas não esquecer o mundo, e sim Hanna. Bebo o líquido âmbar de uma vez, sentindo descer queimando pela garganta.

"Esquecer. Se fosse tão fácil assim." - Penso enquanto peço mais uma dose.

- E aí, cara, fiquei sabendo que fugiu de Ashley de novo. - Ele diz rindo.

- Nem me fala, não sei mais como fugir dela, o pior é meu pai.

Enquanto a noite avança, a bebida ajuda a entorpecer os pensamentos, mas nem o álcool consegue apagar completamente as memórias de Hanna. Seus olhos azuis, seu sorriso... a maneira como ela me olhava, como se eu fosse tudo o que ela precisava. Por que ela foi embora? Por que me deixou sem nenhuma explicação? Essas perguntas nunca me abandonaram, e sei que provavelmente jamais serão respondidas.

Meus olhos vagam pelo lugar, tentando encontrar algo que me distraia, que me tire dessa espiral de pensamentos. É quando vejo uma mulher do outro lado do bar. Algo nela me faz parar. Ela não é como as outras, não é como as mulheres que passam a noite inteira se exibindo, buscando atenção. Ela parece distante, como se estivesse aqui, mas sua mente estivesse em outro lugar, assim como a minha.

Nossos olhares se encontram por um momento, e por algum motivo que não consigo explicar, sinto uma pontada no peito. De repente, a sensação de controle que eu tinha sobre meus sentimentos, sobre meu isolamento, começa a escorregar pelos meus dedos.

Davis se aproxima novamente, animado e já alterado pela bebida.

- Kevin, vem cá! As garotas querem conhecer você. - Ele ri, puxando meu braço.

Eu o sigo, mas minha mente permanece naquele olhar distante, naquela mulher que me parecia tão familiar. Algo nela, o jeito que ela me olhou, me fez sentir vulnerável de novo, como se estivesse abrindo velhas feridas que eu achava terem cicatrizado. O que isso significa? Talvez nada... ou será que poderia ser? Não pode ser... Hanna? Meu coração dispara, e uma sensação que não consigo nomear toma conta de mim. Largo o braço de Davis abruptamente e volto alguns passos, os olhos fixos no lugar onde ela estava.

Mas ela já não está mais lá.

O pânico começa a crescer em meu peito, e eu começo a varrer o local com os olhos, desesperado, como se estivesse procurando um fantasma. Será que era ela? A possibilidade me consome. Olho ao redor, mas não consigo vê-la em meio à multidão, às luzes piscantes, à fumaça densa. Minha respiração fica mais pesada, e uma voz na minha cabeça começa a gritar que talvez, só talvez, eu tenha acabado de ver Hanna, a mulher que destruiu tudo em mim.

Será que minha mente está pregando peças? Ou será que ela realmente estava aqui? Essa dúvida começa a me corroer por dentro, a mesma dúvida que me atormenta desde o dia em que ela desapareceu da minha vida sem deixar rastro.

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