Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > Prisioneira Do Mafioso Sombrio
Prisioneira Do Mafioso Sombrio

Prisioneira Do Mafioso Sombrio

Autor:: Busnio
Gênero: Romance
Ele comanda toa a máfia russa, foi criado para matar. a ser cruel e sanguinário, mas isso se torna menos frequente quando conhece a mulher idêntica a sua doce mãe, que foi morta por seu pai. Arthur cria laços profundos com a doce estudante de medicina e resolve sequestrá-la para casar-se com ela. Ariel tenta escapar, fugir do seu pior e atual inimigo, seu pretendente, mas é inútil, ela vive um pesadelo, até que...

Capítulo 1 Cap1

– ACORDA SUA IMPRESTÁVEL! - Ouço os gritos de meu pai. Logo, os fortes estrondos na madeira da porta pelas suas grossas batidas. - EU QUERO MEU CAFÉ EM MENOS DE VINTE MINUTOS!

Por um momento eu me assustei pelo fato de ainda não ter me acostumado com suas alterações de humor. Na última batida é um pontapé que faz-me pular na cama.

Céus! Coitada da pobre porta!

Meu pai é Sivan Colucci. Um ex empresário que faliu sua empresa com apostas em cassinos. Infelizmente, somos apenas nós dois a seis longos anos. É quase inacreditável que antes era diferente pois minha mãe era viva. Meu pai era apaixonado. A tratava como uma linda flor, repleta de carinho e atenção, não apenas com ela, mas comigo também.

Mas nada é eterno. Com sua falência, meu pai mudou de um homem gentil a um crápula. Fui iludida ao achar que meu pai fosse se tornar mais presente ao lutar para que sua família seguisse em frente. Mas apenas pensei. Em pouco tempo virou um alcoólatra e adquiriu vício em jogos. Pensei que fosse passageiro. Mas vem sendo assim por seis anos.

Seis longos anos onde presenciei a falência da empresa e acúmulo altos de dívidas. Logo com 16 anos me vi obrigada a procurar emprego devido às suas severas palavras: "Precisa de emprego? Pois bem... Trabalhe!". Tornei-me garçonete para dar a essa casa condições de comprar comida.

Isso foi como um aprendizado. Consegui trabalhar em dois empregos de turnos diferentes. Com dificuldade de muitas noites mal dormidas, estresse, cansaço e fome, conclui o ensino médio. Com o tempo, entrei para a faculdade e com motivação de Giovana e Noah - meus melhores amigos - paguei as dúvidas. De minhas economias consegui um carro. E agora, aos meus 22 anos sou técnica de enfermagem no hospital escola em Los Angeles.

O relógio marcava 04h20. Ainda processando o maldito motivo de ter que me levantar da cama, rastejo para o banheiro. A contra gosto faço minhas higienes e entro em um banho quente.

Renovo minha preguiça deixando ciente que estou indo para missa um dia de trabalho. Um que sempre quis e agora orgulho-me de dizer que é meu! Minha mãe sempre me encorajou a lutar pelos menos sonhos. Não deixei meu pai pai - aquele que deveria me apoiar acima de tudo - destruir meus sonhos.

Ao retornar ao quarto depois de alguns minutos, ajeito meus pertences e com orgulho separo meu lindo jaleco branco. Embora tendo se passado apenas dois meses formada na área de saúde ainda não acredito que sou uma enfermeira. Sei que mamãe estaria extremamente contente vendo meu avanço.

Já pronta, saio do quarto. Desço as escadas e deixo minha bolsa no sofá da sala principal. Vou para a cozinha preparar o café da manhã do meu pai.

Quando ele faliu, não procurou outro emprego. Eu quem sustento a casa e a família desde então. Nossa casa é um apartamento moderno, sofisticado e aconchegante em Nova Jersey.

Separo o café dele e pego algumas torradas com Nutella quando decido ir trabalhar. Com calma, como no como enquanto certifico de que a chave da casa e do meu carro estão na bolsa. Estava prestes a sair quando escuto a voz do meu velho:

- Já vai para o emprego, vadi... digo; Ariel? - Ignorando seu quase insulto, viro-me para olhá-lo. Com seus cabelos desgrenhados e postura de homem derrotado, ele permanecia parado no meio da escada.

- Sim papai. Seu café já está pronto. - Ignoro sua face mal humorada e viro-me para sair.

- É um trabalho sem futuro. Deveria ser uma empresária e não uma enfermeira barata. - Suas palavras contém ódio. Um demônio apoiaria mais minhas decisões do que ele.

Ao destrancar e abrir a porta, digo:

- Para quem perdeu a fama de empresário por jogos baratos não tem direito de opinar nada. Se sou uma enfermeira barata, o que você é?

- Sua vad-

- Bom dia! - Bato a porta antes que prosseguisse com suas ofensas.

Algo que não sou e nunca serei, é uma vadia. Sequer sou festeira e saio com homens para ser chamada assim. E mesmo que tivesse esse costume, pelo que sei, vadia é quem nada faz. Eu ao menos trabalho e tenho dinheiro para curtir com Giovana e Noah. Mas não. Não pretendo envolver-me em algo do gênero tão cedo.

Já no estacionamento, entro no carro coloco meu destino no GPA. Meu horário é um pouco mais que 7h30. Mas como eu moro a 2h de Los Angeles não poderia chegar atrasada. As 04h da manhã já estava no ar.

Ainda abalada pelas ofensas, sigo meu destino. A perda da minha mãe foi forte para ele. Ele a amava, mas isso não justifica seus mala tratos e desprezo. Com seis anos nessa situação eu já deveria estar acostumada, contudo, nunca realmente irei me acostumar. Ainda mais nessa época.

Maldita TPM!

Em meio a um sinal de trânsito, aproveito a parada para distrair minha mente quando coloco o celular no suporte e ligo para Gio. O sinal abriu e, mesmo assim, demora até que sou atendida.

- Hm!? - Ouço seu resmungar sonolento.

_Ora essa! Não é assim que se trata alguém como eu! Abusada..._

- Bom dia sol da manhã! - Cantarolo alegre.

- Ariel, como consegue ser tão alegre às 5h da manhã? Por deus valente, eu quero dormir! - Sorrio. Esse apelido foi dado por ela que afirma eu ter uma semelhança muito grande com uma princesa da Disney. Com um passado ruim, mas nunca desistindo. Uma valente!

_Pelo menos não é Uzumaki..._

- Você não trabalha hoje? - Pergunto.

- Meu chefe me deu folga. E eu prefiro dormir às 11h da noite, mas alguém, que não digo o nome, decidiu me tirar dos meus sonhos eróticos! - Reviro os olhos e sorrio. - Por Deus, Valente! Aquele pedaço de mal caminho ia me mostrar o seu nobre comprimento! Não poderia ter ligado, não sei... umas três horas depois que eu terminasse o que ia fazer?

- Você precisa de um homem.

- Eu preciso é de uma rola! Agora se me permite, voltarei a mimi. - Ouço-a bocejar pelo pelo celular. Contagiosa, também bocejo. - Bom dia sol da manhã...

A ligação é encerrada. No próximo semáforo, coloco uma música linda enquanto, a minha frente, vejo o sol nascer.

Mais um lindo dia..

Capítulo 2 Cap2

Ao chegar no estacionamento subterrâneo do hospital, estaciono o veículo e rapidamente vou para o elevador, conduzo até a recepção. Havia uma boa quantidade de pacientes quando cumprimentei a balconista e os seguranças que haviam ali. Em seguida, segui para minha sala onde havia mais duas enfermeiras novatas. Ambas parecem soberbas. Sempre aparentando serem mesquinhas ao se acharem melhores do que todos. Isso me frustra! Se pelo menos fossem médicas, talvez até tivesse alguma moral.

Eu as evito. Em dois meses não trocamos palavras alguma além do necessário. Às vezes sequer é preciso, já que o Dr. Vladmir, o médico geral do hospital, sempre está presente nas consultas que atendemos. Somos formadas, porém não adaptadas. Ainda estamos em treinamento.

Deposito minha bolsa na mesa que tinha meu nome. As duas enfermeiras logo retiram-se para começar seu turno. Sigo para a lista de alas onde hoje eu seria responsável. Graças a essa lista, não me perco em minhas obrigações na ala de curativos, ressurreição, pediatria, queimados e dentre outros.

Meu turno agora de manhã seria a ala de parto. Embora eu ache a ala mais linda em que seguro uma vida recém nascida em meus braços e recebo toda essa maravilhosa sensação maternal, sempre me esforço para que a paciente não sinta dor alguma. Embora difícil, que seja confortável. Já eram 10h da manhã quando eu estava auxiliando a médica de dilatação.

- Me dope, por favor! Não aguento mais sentir tanta dor!

A paciente gritava de dor. Embora eu tenha passado da conta de analgésicos para que as dores fossem mínimas, ela não para de reclamar.

- Não posso medicá-la novamente, senhorita! - informo vendo-a reprimir sua dor. - Seu corpo tem quantidades altíssimas de..

- NÃO IMPORTA, PORRA!

Grita. Ela contrai-se e esmaga o canto da cama com toda a força que tem. Pragueja e grita devido a dor. O marido ao seu lado tenta acalmá-la.

- Esse bebê não quer sair! INFERNO!

Eu a ajudava a fazer o exercício para a dilatação. A cada dez minutos eu verificava. Seu marido ajudava-a a manter a calma com carinho e cuidado. Observá-lo orientando-a a cada passo que dava é lindo. A paciente estava dando a luz a uma menina. Não estava muito feliz em ter um bebê, mas o marido estava radiante.

- Minha joaninha, aguente mais um pouquinho! - Ele a incentiva. - Nossa bebezinha irá nascer!

- JOANINHA É UM CARALHO SEU CABEÇUDO!

Ela pragueja e grita. Confiro novamente a dilatação e certifico-me que o bebê deles irá nascer.

- Estou sofrendo para parir sua filha!

- Senhor, por favor, ajude sua esposa a deitar-se. A dilatação já é suficiente para o nascimento de sua filha. - Informo.

- AH! GRAÇA A DEUS!

A mulher fica eufórica sabendo da notícia e deita-se. Logo respirou fundo controlando sua ansiedade.

- Vamos Dylan! Ajude-me!

- Irei diminuir a anestesia. Isso a fará sentir uma dor muito forte na perda de sua barriga. Será a hora que você empurra, certo?

- C-Certo!

Imediatamente começou o procedimento com o máximo de calma possível. Já fiz três partos durante esses dois meses, contudo, o nervosismo ainda atinge-me. Respiro fundo para acalmar-me e não correr o risco de deixar a futura mamãe preocupada.

Não tarda até a paciente começar a sentir as dores do parto. Lembro-a de empurrar e percebo que seu marido estava parecendo um perfeito manequim modelo da vitrine de uma loja.

Céus! Que esse homem não desmaie agora!

- Isso mamãe!

Incentivo-a quando vejo algo similar a um grande caroço em meio ao sangue de sua vagina.

- Estou vendo a cabeça! Empurre!

Ouço um forte barulho na sala. Seu marido havia caído desmaiado e, rapidamente, foi socorrido pelas enfermeiras que estavam me acompanhando.

- Seu frouxo de merda! AH!

Ela esbraveja de raiva e põe mais força. Assusto-me com o bebê escorregando de sua vagina. Pisco três vezes para recompor-me e cortar o cordão umbilical. Enrolou-a em uma manta e a entreguei para a mãe.

- Sua bebê é linda! - Elogio a pequena recém nascida. - Parabéns mamãe!

Ela respira rápido para recuperar o oxigênio perdido pelo esforço. Mas não evitou de sorrir ao ver sua filha.

(...)

Às 11h37 da manhã o parto havia sido encerrado. Seu marido logo acordou e foi levado para a ala das incubadoras onde sua filha estava. Sua esposa adormeceu e passaria mais uma noite no hospital recuperando-se até receber alta na manhã seguinte.

Pego meu celular na bolsa e ligo para Noah, meu amigo que trabalha e mora aqui mesmo em Los Angeles. Seu dom com roupas o levou a ser estilista. O fato de sua orientação sexual nunca me incomodou. Para mim é gratificante ter uma um amigo sem segundas intenções comigo.

- Valente! Como está?!

- Estou ótima, Noah! E você? Te liguei para almoçarmos juntos. Está livre? - Pergunto.

- Para você estou sempre livre. Sabe disso.

- Pergunto apenas por educação. - Sorrio com meu tom convencido.

- Chamou a Gio? Precisamos colocar os babados em dia!

- Claro! Avise a Gio. - Respiro pensando onde possamos ir. - Que tal no Maccheroni Republic?

- Perfeito! Até lá então. - Ele desliga.

Sem demora fui para o estacionamento entrando no carro e indo de encontro a comida e, claro, meus amigos. Por Deus! Aquele parto havia me deixado faminta! Estaciono já no local marcado e adentro no lugar vendo Noah e Gio sentados numa mesa perto da entrada. Vou em direção deles e observo a expressão de Noah ao olhar-me.

- Por Deus, minha Valente! Que olheiras...

- Noites mal dormidas. - Sentei na cadeira. - E você sabe. Papai, acordar mais cedo que o habitual..

- Por que não vem morar em Los Angeles? Seria muito mais fácil para você. - ele sugere.

- Em meu apartamento tem um quarto disponível. - Gio afirma.

- Deixe que seu pai se vire. Você já é maior e não tem obrigação alguma de sustentar ele.

- Vou pensar...

- Ainda vai pensar? Sivan não merece esforço algum da filha que tem, você é um diamante em meio aquele..

- Noah! - Giovana o repreende.

- Me desculpe. Apenas pense com carinho.

- Então. - Gio muda de assunto sorrindo animada. - Como foi seu dia no trabalho?

Pouso minhas costas sobre a madeira da cadeira e respiro profundamente ao lembrar do que fiz antes de vir para o restaurante encontrá-los.

- Bem..

Capítulo 3 Cap3

Chorava enquanto tomava um banho rápido, pensava em todas as suas manipulações que sofri por todo esse tempo, me sentia tola, de acreditar que aquele homem que havia batido em meu rosto mudaria algum dia. Durante anos eu aguentei suas grosseiras, suas ofensas, deboches e até mesmo humilhações, me esforcei para passar por cima de suas palavras que não passaram de ofensas e tentativas frustrantes para que eu desacreditasse de mim mesma.

Eu havia desistido do meu próprio pai nesta noite. Antes de entrar no banho eu liguei para Giovana avisando que logo mais estaria em sua casa, ela me perguntou deixando evidente sua preocupação após escutar meus choros engolidos, mas tratei de desligar e adiantar o processo de sair o quanto antes dessa casa.

Peguei minhas duas malas de tamanho grande que estavam guardadas encima do meu closet e tratei de colocar todos os meus pertences na mala, não deixaria nada para trás, nem mesmo uma foto de lembrança, ele não merecia o que eu fazia por ele. Trabalhei desde nova para que ele não passasse fome e sou retribuída com uma bofetada. Enquanto eu terminava o meu banho escutei batidas na porta por ele.

- Eu.. Me desculpe, não quis fazer aquilo, mas é que você falou de sua mãe e.. - não disse mais nada, deve ter desistido.

Saio do banheiro enrolada no meu roupão e em mãos meus kit de higiene e produtos de pele que estavam na pia do banheiro. As malas estavam quase prontas, me visto com uma calça preta colada e um blusão de frio, já era tarde da noite e ao invés de está dormindo, estou aqui, com olhos lacrimejados arrumando minhas malas.

Já pronta, certifico que estava tudo na mala, não quero deixar nada para trás. Pego minha bolsa onde estava meus documentos, chaves e celular me dirijo para fora daquele quarto que agora não me pertencia mais. Desço as escadas sentindo dificuldade com excesso de bagagem, vejo meu pai sentado em sua poltrona em frente a lareira ligada, por escutar o barulho vindo das escadas ele se vira para trás e arregala os olhos vendo o que aparenta ser, estava indo embora. Parei ao lado do sofá tirando da minha bolsa as chaves da casa e jogo sobre o sofá. Ele me olha como se não estivesse acreditando no que estava vendo.

- O que significa isso?

- Não é óbvio? Estou indo embora.

Não estava mais afim de escutar seus sermões, aquilo não se parecia que somos pai e filha, mas sim dois desconhecidos que não se davam bem mas que moravam sobre o mesmo teto, tomei a iniciativa de sair primeiro.

- Se é por causa da bofetada, me desculpe.

Percebi que falou da boca pra fora, nem ao menos teve coragem para me encarar.

- A bofetada apenas me mostrou que estava na hora de sair do lugar que um dia foi o meu lar.

- Foi apenas um mal entendido.

- Eu não mereço mais passar por tudo que já passei ao longo desses anos, eu fiz de tudo.

- Ariel,eu..

- Eu realmente entendi sua dor em perder a mamãe, eu também sofri, mais eu tratei de seguir minha vida e não afundar nela. Sinto muita falta dela, mas que bom que não está aqui, ela se decepcionaria ao ver o que você se tornou.

Falei tudo que eu estava querendo dizer há anos, já não me importava mais, eu quis feri-lo, pela primeira vez eu quis machuca-lo com palavras, fazer ele sentir na pele, sentir o gosto amargo da decepção, da frustração.

Com uma onda de raiva, ele se levanta da poltrona e aponta para a porta.

- Saia daqui! - ordenou.

- Adeus!

- O que espera? Suma já dessa casa!

Seguro as lágrimas que se formavam em meus olhos para não acabar desmoronando em sua frente. Pego minhas mala e com a cabeça erguida me arrasto para fora, houve um breve silêncio enquanto em destrancava a porta e o escutei falar soando preocupado.

- Quem fará o jantar? Ou arrumar a casa?

- Se precisar de algo é apenas trabalhar. - menciono as mesmas palavras que um dia ele disse para mim.

Abro o porta mala do meu veículo jogando minhas malas dentro e sigo para o banco do motorista. Ao por o cinto enxugo a lágrima que desliza pelo meu rosto e coloco meu celular no suporte adicionando uma música no bluetooth do carro, minha mãe e eu gostávamos de escutar essa música juntas, nos trazia paz, toda vez que podia eu escutava diversas e diversas vezes repetidamente.

Não havia muitos carros no trânsito naquela hora da noite, pude chorar e gritar dentro do veículo enquanto eu dirigia novamente para los Angeles, mas desta vez sem voltar para Malibu, já marcava onze horas da noite, o horário em que eu deveria está dormindo mais ao invés disso estou dentro do carro sentindo mil emoções ao mesmo tempo.

Amanhã iria para o trabalho com olheiras profundas por não estar dormindo. Olho para a tela do celular e vejo diversas mensagens e chamadas perdidas de Noah e Gio, o que não foi nenhuma surpresa, eles estavam preocupados, mas eu não queria falar com ninguém no momento, queria dirigir sem dizer nenhuma palavra para ninguém, aquele era meu momento de descarregar todos os choros em que eu engoli todos esses anos.

Estaciono o carro na garagem do condomínio em que Gio morava e vou até o porta malas tirando as duas malas, pego o elevador e subo até o seu andar enxugando meu rosto. Não sei ao certo o que dizer, se eu quero realmente tocar no assunto em que eu pensei por 40 minutos pensando no carro.

Meus olhos estavam vermelhos e inchados de tanto chorar. Assim que parei na porta de seu apartamento, suspirei controlando o meu nervosismo aflorado e toco sua campanhia, logo escuto seus passos até a porta.

Ela abre e se surpreende por me ver alí, parada na porta de seu apartamento.

- Ariel? Por Deus! Estava preocupada com você.

Gio abre mais a porta do seu apartamento e percebo que Noah também estava em sua casa. Ela abre espaço para que eu passe com minhas mala e logo em seguida tranca a porta.

- O minha valente, o que aquele monstro te fez?

Noah pergunta enquanto segue na minha direção, meus ombros caem e as lágrimas começam a cair pelo meu rosto. Rapidamente ele estende seus braços e me abraça forte enquanto enterro meu rosto em seu moletom.

- Fui muito tola..

- Shh, pequena, isso passou, acabou.

- Fui tão boa para ele e ser retribuída por uma bofetada. - falo em prantos o apertando ainda mais.

- Aquele animal teve coragem de bater em você? - Giovana pergunta sem acreditar.

Sinto o corpo do Noah arquear e me apertar.

- Isso passou meu anjo, respire fundo..

- Está doendo Noah.. - solto um choro alto.

- Gio, vá buscar água para Ariel, sua anta, não fique parada aí! - ele grita com Gio, seguro meu sorriso em um momento como esse.

- Se não fosse por Valente, já teria rodado minha mão na sua cara. - ela o ameaça com tamanha zanga, dá as costas e anda até a cozinha.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022