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Professor Substituto

Professor Substituto

Autor:: Choryah
Gênero: Bilionários
Como filho de um relacionamento extraconjugal, Lohan Martins Lours sempre foi tratado como um bastardo pela família do pai, especialmente pelo irmão mais velho, Luther Lours. Trabalhando como professor substituto em uma universidade, Lohan conhece Nicole Cooper, uma jovem determinada a se formar rapidamente para ajudar a mãe com as despesas. Lohan nunca havia olhado para uma aluna com interesse romântico, mantendo firmemente o lema: "Eu não me envolvo com alunas." No entanto, isso muda quando ele conhece Nicole, a única a incentivá-lo a se vingar pela forma como foi tratado pela família do pai. Decidido a buscar justiça, Lohan transforma Nicole na peça central de seu plano de vingança, mergulhando em um jogo perigoso onde sentimentos e estratégias se entrelaçam.

Capítulo 1 Professor Substituto

Mais um dia típico começava. O sol brilhava alto, mas eu mal tinha tempo para apreciar o clima. Lá estava eu, correndo como sempre para não chegar atrasada à minha aula. Eram as últimas semanas antes da formatura em administração. Finalmente, eu me formaria, mesmo sendo a mais velha da turma. Fiquei dois anos parada devido à depressão causada pela morte do meu pai.

Desviando dos pedestres, me lancei em direção ao imponente edifício da faculdade, sem nem mesmo parar para olhar ao redor, uma decisão que quase me custou um atropelamento.

"Você está cego, idiota?" gritei para o motorista do carro que quase me atropelou.

Minha mente se encheu de preocupação com o possível encontro com Roger na sala de aula.

Ah, Roger, o professor que, embora pudesse ser bastante irritante, era indiscutivelmente eficiente em seu trabalho. Às vezes, penso que, se não fosse por suas aulas desafiadoras, eu talvez não tivesse chegado tão longe.

Respiro fundo enquanto entro no edifício, subindo as escadas correndo, sentindo meu coração martelando no peito como se quisesse escapar.

"Por que minha sala tinha que ser no quarto andar?" murmuro para mim mesma, tentando manter o ritmo frenético. Cada degrau parece uma batalha, mas sei que o verdadeiro culpado é aquele aluno idiota que resolveu quebrar o maldito elevador.

Ao chegar em frente à minha sala, percebo algumas alunas observando pela porta. Fico curiosa para saber o motivo da agitação. Afinal, Roger era quase um senhor de meia idade e de forma alguma atraente.

Com certa dificuldade, me aproximo até alcançar a porta.

"Agora entendi!" sussurro para mim mesma ao ver o motivo da presença das alunas ali.

"Não vai entrar?" disse o homem alto, de cabelos escuros curtos, com uma aparência forte e bastante bonita. Sua voz grave me deixou paralisada por alguns segundos.

"Não vai entrar?" ele perguntou novamente, tirando-me do transe que ele mesmo havia me colocado.

"Ah, sim, claro!" respondi, um pouco atrapalhada, enquanto entrava na sala. Senti meu rosto corar e me apressei para encontrar meu lugar habitual.

"Quem é ele?" sussurrei para Rose, minha colega de sala, que parecia estar petrificada diante da beleza daquele homem.

"Senhorita, além de chegar atrasada, ainda quer conversar durante a aula?" O homem chamou minha atenção, me repreendendo diante de todos.Senti meu rosto queimar de vergonha.

"Desculpe," murmurei, olhando para baixo.

"E vocês..." Ele se virou para a porta, onde as alunas ainda estavam amontoadas.

"Não têm aula?" murmurou, fechando a porta na cara delas.

"O que tem de bonito, tem de estressado." Comentei, achando que ele não iria ouvir, mas me enganei.

"Você, senhorita atrasada, assim que a aula terminar, quero que permaneça na sala." Ele disse sério, olhando para mim.

Rose, que costumava falar mais do que papagaio, naquele dia, resolveu permanecer em silêncio observando aquele homem dar aula.

"E por hoje é só isso." Disse ao terminar a aula.

Todos se levantaram e caminharam em direção à saída, e como de costume, eu também.

"Eu disse que queria falar com você, senhorita..." Disse ele, me assustando com sua voz grave e profunda.

"Nicole Cooper."

"Senhorita Cooper, fique, tenho algo a falar com você." Ele disse de forma autoritária, virando-se para sua mesa enquanto organizava sua maleta.

"Sortuda!" Sussurrou Rose em minha direção antes de sair da sala.

"Se for por causa do que disse mais cedo, peço desculpas." Me desculpo, pois sinto que essa é uma versão mais jovem e bonita do rabugento do Roger.

"Não é sobre isso, Roger havia me falado de uma aluna que sempre chega atrasada, mas eu não esperava que fosse tanto." Começou a falar mantendo seus olhos sobre sua maleta.

"A partir de amanhã, espero que chegue um pouco mais cedo, entendido senhorita Cooper?" Ele falou olhando nos meus olhos me fazendo sentir um arrepio percorrer por todo o meu corpo.

Ele se dirigiu até a porta enquanto eu sentia que havia parado de respirar e, antes de sair, ele disse:

"A propósito, me chamo Lohan Martins e serei o professor substituto até que as aulas terminem." Ele sorriu, e de repente, parecia um homem completamente diferente do rabugento de antes.

Já no refeitório, encontro Rose comendo como se nada tivesse acontecido, como se sua amiga não tivesse ficado no abatedouro.

"O que aquele gato disse?" Perguntou ela ao me ver.

"Gato é minha bunda!" Sento perto dela, sentindo que ia explodir de raiva.

"Aquele idiota me fez sentir como se fosse ser sacrificada ali mesmo." Reclamo novamente.

"Aí, amiga... juro que assim que eu o vi só me lembrei daquela fanfic onde a aluna tem um romance com o professor."

"Já te disse para parar de ler essas coisas, não está fazendo bem a você." A interrompi levando minha mão em direção ao lanche dela.

"Ele é tão lindo que me fez desejar ser a aluna daquela fanfic!" Suspirava Rose.

"Tá, ele é bonito! Mas ele parece uma versão bonita do rabugento do Roger e olha que cheguei a pensar que Roger nem era tão chato assim!"

"Sabe o que descobri? Ele tem trinta anos e é um solteirão... talvez Deus tenha ouvido as minhas preces de viver um romance igual às estórias que eu leio." Continuou ela, animada. Ao vê-la daquela forma, me fez pensar que o melhor a se fazer é voltar para casa e cancelar o nosso passeio. Não estava afim de ficar ouvindo ela falar desse professor o tempo todo.

A noite havia chegado, e eu me encontrava em frente ao computador, pesquisando algumas oportunidades de emprego. Estava precisando arrumar algo que me desse dinheiro urgentemente.

Desde que meu pai faleceu, minha mãe assumiu todas as despesas da casa, e ela tem feito de tudo para economizar o que eles juntaram nesse tempo todo. Mas de uns tempos para cá, tenho visto-a cada vez mais preocupada, e eu não queria vê-la assim. Por isso, todas as noites, trabalho como garçonete em alguns lugares.

Isso tem ajudado, mas ainda não é o suficiente para que eu ajude nas despesas.

Deito na cama pronta para dormir, mas ouço meu celular tocar. Era Guto, um amigo que tem me arranjado alguns trabalhos. Dessa vez, o trabalho era em uma boate. Não era o que estava acostumada, mas precisava do dinheiro, por isso decidi aceitar.

"O que está fazendo vestida assim?" Perguntou Guto assim que me viu.

"O que tem minhas roupas?" Olho para minhas roupas, tentando entender o porquê dele dizer aquilo.

"Você viu quanto eles estão pagando pelo trabalho?" Perguntou ele.

"Sim, vi! É bem mais do que os trabalhos nos restaurantes."

"Aqui é uma boate onde somente os caras mais ricos frequentam, e certamente não é para verem mulheres vestidas assim!" Ele apontou para o meu vestido.

"E o que devo fazer?" Pergunto, pois não queria perder aquela oportunidade.

"Vamos ali." Guto segurou na minha mão e me levou a uma loja que havia lá perto e comprou um vestido curto, que se fosse um pouco mais curto certamente viria minha calcinha.

"Isso não faz o meu estilo." Comentei, me sentindo desconfortável.

"Sabe o que não faz o seu estilo? Ver sua mãe se matar de trabalhar e não conseguir dar conta das coisas, isso não faz o seu estilo! E outra, não é para você dormir com eles, e sim apenas para servir bebidas com um sorriso no rosto."

"Tá bom!" Apenas concordei, pois as palavras de Guto estavam corretas.

Assim que comecei a servir as bebidas, já senti alguns olhares sobre mim, e isso era desconfortante.

"É só por uma noite... e o dinheiro é bom!" Repetia a mim mesma enquanto forçava um sorriso para os clientes.

"Senhorita Cooper, vá servir na área reservada." Ordenou o dono da boate.

"Área reservada?" Pensei sem dizer uma palavra.

Me dirijo até a escada que me levaria até a área reservada, totalmente arrependida por ter aceitado aquele emprego. Afinal, se naquele lugar onde todos estavam presentes aqueles homens me olhavam como se fossem me devorar, o que iria acontecer em um lugar mais reservado? Mas mesmo assim, decido ir e paro em frente a uma sala fechada. Bato na porta e ouço uma voz me permitindo entrar.

"Professor!"

Fico surpresa ao ver que um dos homens que ali estavam era o professor substituto, e ao lado dele havia duas mulheres que, ao julgar pela aparência, não se tratavam apenas de garçonetes.

Capítulo 2 O que aconteceu com ele

A surpresa não estava apenas estampada no meu rosto, mas também no rosto dele, que me olhou de cima a baixo como se estivesse desaprovando a forma como estava vestida. "As... as bebidas." Gaguejo, desviando o olhar dele e indo em direção à mesa.

Enquanto coloco as garrafas sobre a mesa, ouço o homem do lado esquerdo falar comigo. "É a primeira vez que trabalha aqui?" Perguntou ele, com seus olhos sobre minhas pernas.

"Sim!" Respondo, tirando a atenção do que estava fazendo e quase derrubando a garrafa da minha mão.

"Cuidado!" Disse o homem, segurando na minha mão.

"Desculpa!" Puxei minha mão da dele e comecei a servir os copos que estavam vazios. Ao terminar de servir, me virei em direção à saída, mas fui parada pelo mesmo homem que antes segurou a minha mão, mas dessa vez sua mão estava sobre o meu braço.

"Para onde você vai? Vamos nos divertir um pouco." Ele me jogou no sofá e se sentou do meu lado.

"Eu preciso voltar ao meu trabalho." Insisti, tentando me levantar.

"Não se preocupe, pode trabalhar aqui... eu pago bem!"

O homem colocou sua mão sobre minha perna, e em um movimento involuntário, peguei a garrafa e o acertei.

"Você está louca, vagabunda!" Ele gritou, levantando sua mão para me acertar, mas foi impedido por Lohan, que até o momento havia permanecido sem fazer nada.

"Se acalme! Você procurou por isso!" Ele disse de forma séria, seu olhar parecia perdido e profundo, totalmente diferente de quando ele estava dando aula.

"Como vou me acalmar quando ela me acertou com uma garrafa?" Indagou o homem.

"Ela é apenas uma garçonete, não uma prostituta como essas que você trouxe!" Ele soltou a mão do homem e virou os olhos para mim.

"Agora vá embora!" Ao ouvi-lo, apenas me retirei daquela sala, e ao chegar em frente àquela enorme escada, senti como se tudo estivesse girando e me apoiei na parede.

"É por isso que chega atrasada na sala de aula?" Lohan disse, se aproximando. Olhei para ele e o vi com sua mão direita no bolso da sua calça, enquanto com a esquerda afrouxava a sua gravata.

"Não enche!" Mesmo tonta, tentei descer as escadas, mas meu pé pisou em falso, e quando achei que iria me quebrar toda naquela queda, senti quando Lohan me puxou pelo braço, fazendo-me bater contra seu peito.

Naquele momento, vi tudo escurecer, mas antes de desmaiar, senti quando a mão dele me segurou pela cintura.

"Minha cabeça vai explodir!" Reclamo, levando minhas mãos às minhas têmporas.

Ao abrir os meus olhos, percebi que estava dentro de um carro. Nesse momento, sinto meu coração acelerar e olho para as minhas roupas com medo de que alguém tenha feito algo comigo.

"Não se preocupe, não costumo tocar em nenhuma mulher sem a permissão dela, e muito menos em alunas." Disse Lohan, olhando fixamente para mim.

"O que eu estou fazendo aqui?"

"Queria que eu tivesse deixado-a naquela boate depois do que fez e ainda desacordada?" Seus olhos se desviaram de mim e se puseram sobre a janela do carro, enquanto seu motorista nos levava para algum lugar que não me era conhecido.

"Para onde está me levando?" Pergunto, receosa, mas de certa forma aliviada, pois sei que pelo menos ao lado dele estou segura.

"A minha casa! Mas não se preocupe, assim que ele me deixar em casa, vai deixá-la na sua." Ele respondeu sem olhar para mim.

Percorremos todo o caminho em silêncio, e só percebi que havíamos chegado quando o carro parou em frente a um luxuoso hotel.

"Pensei que tivesse dito que iria para casa." Comentei novamente, achando que tinha sussurrado, mas ele ouviu.

"Para mim, é uma casa!" Seus olhos se encontraram com os meus, deixando-me sem jeito.

"Não era para você ter ouvido..." Tentei me explicar.

"Eu sei!" Disse ele sorrindo. Pela primeira vez naquela noite, o semblante sombrio desapareceu do seu rosto, dando lugar ao mesmo sorriso que ele me deu na sala de aula.

Ele abriu a porta do carro para sair, mas antes de sair, perguntou:

"O que fazia naquele tipo de boate?"

"Precisava do dinheiro, digo, preciso do dinheiro, mas em minha defesa, achava que era como os outros trabalhos de garçonete que que costumo prestar para os restaurantes."

"Entendi!" Sem sequer olhar para mim, ele abriu a porta do carro e se aproximou do motorista. Depois de alguns segundos, ele retornou, tirou sua carteira do bolso e me deu algumas notas de dinheiro.

"Aqui! É bem mais do que você receberia naquele lugar."

"Eu não quero o seu dinheiro!" Recusei, me senti ofendida e lhe entreguei o dinheiro, mas ele insistiu.

"Disse que estava precisando do dinheiro..." Ele jogou o dinheiro próximo a mim.

"Veja isso como forma de pagamento pelo entretenimento que causou hoje... fazia tempo que não me divertia."

Ao dizer isso, ele se dirigiu até a entrada do hotel, e o motorista me deixou na porta da minha casa.

De banho tomado, deito sobre a minha cama e olho em direção à minha escrivaninha, onde está o dinheiro que Lohan havia me entregado. "Que tipo de professor é ele?" Questiono antes de pegar no sono.

No dia seguinte, corro apressadamente para a faculdade, pedindo aos céus que não permitissem que eu me atrasasse novamente. "Obrigada!" Olho para cima para agradecer por ter chegado antes do professor, mas não vejo o céu e sim o teto da faculdade.

Caminho em direção a Rose, que aguardava ansiosamente a chegada do professor.

"Bom dia!" Disse ela com um sorriso radiante nos lábios.

"É sério, para de ler essas fanfics!" Digo, olhando para as olheiras que haviam em seus olhos, denunciando que ela não havia dormido direito na noite anterior.

"Silêncio, o professor chegou!" Ela se ajeitou na cadeira, e eu me virei em direção a ele, sentindo meu coração disparar e minhas mãos suarem.

Ele estava radiante naquela manhã, suas vestes ainda eram escuras, mas seus cabelos estavam propositalmente bagunçados, e sua camisa levemente levantada até o cotovelo dando um charme a mais na sua aparência.

"O que está fazendo?" Me repreendo ao perceber que estava igual a Rose, olhando para Lohan de forma abobalhada.

Naquele dia, Lohan decidiu passar um teste surpresa que nos ajudaria com a nota da prova final. Ele caminhava de cadeira em cadeira, olhando para todos os testes e explicando o que estava errado. Ao sentir que ele estava se aproximando de mim, minhas mãos tremeram, fazendo-me marcar a questão errada.

"Essa é uma questão simples, senhorita Cooper!" disse ele olhando para o meu teste.

"É que eu não entendi muito bem!"

Sim, era uma questão simples e eu sabia a resposta, mas não podia dizer que havia errado devido a ter ficado nervosa diante dele, já bastava o estranho momento que vivemos na noite anterior.

"Não se preocupe, eu irei te explicar." Disse Lohan, curvando ainda mais o seu corpo em minha direção e apoiando sua mão esquerda na minha cadeira, onde estavam apoiadas as minhas costas.

Lohan começou a explicar, mas confesso que meus olhos estavam sobre o seu braço, mais especificamente sobre suas veias salientes.

"Sua mão é grande." Sussurrei, enquanto me lembrava que aquela mesma mão estava sobre a minha cintura na noite anterior, segurando-me firmemente.

"Não deveria pensar tão alto." Ele sussurrou para mim, com um certo sorriso nos lábios. Senti no mesmo instante minhas bochechas ruborizarem e uma vontade louca de cavar um buraco e enterrar a minha cabeça nele.

"Entendeu?" Ele olhou novamente para mim e apenas assenti com a cabeça e ele se afastou de mim.

"Depois do almoço eu entrego a vocês." Disse ele, saindo da sala.

Naquele dia, a fome fugiu de mim, trazendo estranheza para Rose.

"Nunca te vi recusar comida... fala logo o que aconteceu!"

Rose me conhecia perfeitamente e sabia quando estava ou não bem. Expliquei toda a situação para ela sem envolver o nome de Lohan, e ela logo começou a me shippar com o senhor desconhecido.

"Sério, só para Rose! Qualquer situação você lembra que já leu em algum lugar."

Assim que o almoço terminou, retornamos à sala de aula e encontramos Lohan com uma expressão totalmente diferente de minutos antes. Ele entregou os testes, e pelas expressões dos meus colegas de classe, todos foram bons, mas por que Lohan estava tão sério?

Capítulo 3 A ex-namorada dele

Lohan passou o restante da aula com uma expressão séria, respondendo curtamente e evitando me olhar.

"Será que fiz algo?" questionei a mim mesma. Ao final da aula, sua voz cortou o silêncio: "Senhorita Cooper, permaneça na sala."

"O que você fez agora?" Rose perguntou, mas eu apenas a encarei, confusa com a situação.

Assim que todos saíram, me aproximei da mesa de Lohan e ele colocou um papel sobre ela.

"Pode me explicar isso, senhorita Cooper?"

Peguei o bilhete e li:

"Obrigada por ontem!" Pela expressão dele, pensei que fosse algo grave, mas era apenas um agradecimento.

"Por que fez isso?" Perguntou sério, enquanto me encarava.

"Desculpe desapontá-lo, mas não fui eu! Sou grata pelo que fez, mas não enviei nenhum bilhete." Respondi, já perdendo a paciência.

"Se não foi você, quem foi?"

"Não sei quem foi, mas sei que não fui eu!"

me aproximei ainda mais dele, olhando em seus olhos, entregando-lhe o bilhete.

"E outra coisa, se está preocupado que eu tenha algum interesse em você, pode ficar tranquilo... você é o último homem por quem me interessaria, não faz o meu tipo!" Disse, olhando-o dos pés à cabeça.

Sem esperar por uma resposta, saí da sala, sentindo um golpe no meu ego. Ele pode ser meu professor, mas ficar ofendido por pensar que sinto algo por ele é frustrante demais para meu orgulho.

Enquanto trabalho como garçonete em mais uma noite no restaurante, tudo o que consigo pensar é na atitude arrogante de Lohan mais cedo.

"Quem ele pensa que é?" Estou tão furiosa que mal consigo me concentrar. Decidida a tomar uma atitude, vou até o hotel onde ele está hospedado para devolver o dinheiro que me deu.

Ao chegar em frente ao hotel, sinto a raiva aumentar só de pensar em vê-lo novamente. Entro e pergunto por ele na recepção.

"O senhor Lohan Martins está aqui?"

A recepcionista me olha e diz:

"Você deve ser a senhorita que ele está esperando... pode subir!"

Decidida a enfrentá-lo e devolver o dinheiro, subo até o quarto em que ele está hospedado. Bato na porta e escuto ele me chamando para entrar, sua surpresa ao me ver é evidente.

"O quê? achou que eu fosse a prostituta que estava esperando?" confronto.

Ele parece confuso e pergunta:

"O que está fazendo aqui? Como conseguiu subir?"

"A recepcionista achou que eu fosse a prostituta que você chamou." Respondi com sarcasmo.

Não sei por que, mas dizer isso só aumenta minha raiva.

"Que prostituta o quê? Você está louca!" Ele nega.

Sem dar chance para mais discussões, jogo o dinheiro sobre ele e me viro para sair.

"Tá louca, mulher!" Ele gritou. Foi a primeira vez que o vi bravo, e naquele momento exato, me arrependi de ter vindo.

"O que acha que está fazendo?" Perguntou ele segurando o meu braço.

"Eu... eu..."

Droga, fiquei tão nervosa que não conseguia formular uma frase sequer.

"Eu o quê, algum gato comeu sua língua?"

Ele perguntou, apertando meu braço ainda mais.

"Me solta!" Disse, puxando meu braço e correndo em direção ao elevador. Seus pés seguiram em minha direção, mas pararam quando ouviu o telefone do hotel tocar.

Em frente ao elevador apertei todos os botões, mas nenhum fez a porta abrir.

Finalmente, quando abriu, senti Lohan me puxar e me levar para o seu quarto.

"O que está fazendo?" Perguntei ao vê-lo fechar a porta.

"Já disse que não toco em nenhuma mulher sem permissão, especialmente alunas." Ele disse ao notar o medo em meu rosto.

"Agora preciso que você entre aqui e permaneça em silêncio."

Tudo aconteceu tão rápido que só percebi que estava em um banheiro quando ouvi uma voz feminina falando com ele.

"Quem é ela?" Pensei, entendendo por que ele me colocou ali dentro. Aquela mulher devia ser alguém importante, e ele não queria que ela me visse ao seu lado.

"Quanto tempo, Lohan..." disse a mulher, seu perfume agradável exalando até no banheiro. "O que quer?" Ouvi ele dar alguns passos, então abrir um pouco a porta do banheiro, e os vi.

A mulher estava elegantemente vestida, olhando para ele de uma forma diferente.

"Será que ela gosta dele?" Me perguntei ao vê-la olhando para ele daquela maneira.

"Com certeza ele gosta dela!" Pensei, sentindo uma pontada de desconforto ao perceber a forma que ele a olhava.

"Você sabe por que estou aqui", ela se aproximou dele, mas ele se afastou, indicando que algo havia acontecido entre os dois.

"Diga àquele homem que não quero me envolver com ele", disse ele, com uma expressão enigmática.

"Aquele homem é seu pai! Ele está doente e deseja ver o filho antes de morrer", ela explicou.

"Aquele homem é apenas meu progenitor, sempre me desprezou por ser um filho bastardo", retrucou ele.

"Não diga isso, olhe o que ele tem feito por você... veja o luxo em que vive, é porque ele te ama", ela argumentou apontando para o luxuoso quarto em que Lohan vivia.

"Da mesma forma que você me amava?"

"Lohan... isso foi há muito tempo."

"Eu sei! Meu irmão deve estar feliz por saber que ele casou com a namorada do próprio irmão." havia ironia em sua voz.

Sentir um certo peso sobre o meu peito ao descobrir um pouco sobre a história de Lohan, e agora entendo por que ele é assim. Fui criada em um lar cheio de amor, e minha mente às vezes se perturba; imagine a dele, que além de ter vivido como um bastardo e sido rejeitado pelo próprio pai, ainda foi trocado pela pessoa que amava e, pior ainda, pelo próprio irmão.

A raiva que estava sentindo por ele se dissipou, mas em compensação, minha raiva se acendeu por ela.

Meu coração acelerou ao vê-la se aproximar dele e perceber que ele cederia a qualquer coisa que ela fizesse. Decidi abrir a porta do banheiro e sair.

"Amor, quando me disse que teria uma conversa calorosa, não sabia que era dessa forma..."

Agora, com os dois olhando para mim, percebi que não foi uma boa ideia ter feito isso.

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