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Proibida do Mafioso

Proibida do Mafioso

Autor:: mamy chris
Gênero: Romance
Bella é uma garota tímida e ingênua com o futuro planejado pela família tradicional. Enrico Russo é um mafioso amado e odiado com um misterioso passado. Em um dia comum na vida da Bella, ela se viu em meio a violência, um homem sendo espancado e por um impulso ela acaba salvando o misterioso homem. O que ela não esperava era que esse homem ia virar a vida dela do avesso. Quando o misterioso invade o seu mundo, a tirando da rotina e dando-lhe uma nova vida. Em meio ao caos da vida do crime, os dois se veem entregues à paixão. Em meio ao fogo cruzado, a decisão de deixá-la ir ou viver esse grande amor? O que acontecerá quando dois mundos opostos se cruzam? Será que o amor sobreviverá em meio ao caos da vida do crime? Ou o crime acabará com esse amor? E Bella será que vai se render e se tornar a garota da máfia?

Capítulo 1 Minha salvadora

Bella Greco

Vêneto-Itália

Vêneto-ItáliaA chuva trazia saudades das férias e dos amigos da Fazenda da minha avó. Fui criada em uma pequena cidade de Veneto na tradicional educação para casar e ser mãe. Aqui posso ser eu a simples garota que adora música e aproveitar a família. Mas após lutar e estudar muito, eu ganhei uma bolsa de estudos em Roma. Estudarei música no maior observatório de música e mudarei em breve para morar com um dos meus tios.Nunca tive um namorado e muito menos um amor daqueles que te faz perder o ar como dizem as novelas e os livros. Mas foi porque eu não quero atrapalhar meus estudos.Meu dia começou como todos os dias. Não mudava a rotina da pequena cidade, eu dividia o meu dia na faculdade e o curso extra de música. E todos os dias eu deixava a minha agenda organizada. Os horários e até a roupa que eu ia usar. Tenho apenas uma meta em minha vida: me formar e ser a melhor musicista.Olho pela janela da sala de música e vejo que a chuva estava fraca. E eu viajei nos meus planos em Roma, eu queria fazer tantas coisas e uma delas eu ia ser a melhor violonista daquele lugar. Estudo muito para isso.- Bella, a aula já acabou. - Ouço, no fundo, a voz e acabo rindo do que eu estava pensando. - Pensando em macho, eu aposto. Minha amiga Meire, estudamos juntas desde pequenas.- Na minha viagem a Roma. Mas o que aconteceu?- Não poderá ir caminhando hoje Bella? Minha amiga Meire falava olhando para um dos meus amigos quase implorando por carona - E ainda precisa comprar a decoração da festa.- Vou até a cidade e compro tudo amanhã. Mas hoje quero apenas ir para casa, ainda preciso terminar a minha aula particular.Saio dos pensamentos e ouço gritos pelos corredores.- Bella, eu te vejo a noite.- Murilo, eu não vou à festa e você sabe que não curto o que rola.- Você é careta demais, garota precisa se soltar e ser uma garota da sua idade.- Chega! - Você reclama muito.Eu sorri e sai o mais rápido possível do campus e eu ainda tinha que andar dois quarteirões para pegar o ônibus. E quando olho meu celular, eu estava atrasada para minha aula de música extra com a madame-Vênus.Quando viro a esquina eu estava com tanta pressa segurando meu violino e assim me viro ouço gritos e gemidos e eu me assusto.- O que é isso? E quando tento ir embora deixar para lá o que havia acabado de ouvir, o meu coração não deixou ele me cobrar para ajuda e ouço de novo.- SOCORRO! - E ouço os gritos com voz de homens e gemidos de dor e não conseguir deixar para trás e acabo olhando pela esquina do prédio e vejo quatro homens gritando:- Maldito vai morrer!- Mata ele de uma vez. - Outro, grita.Estou com medo e, ao mesmo tempo, procurando uma forma de ajuda. Não consigo me calar e mesmo sem saber eu agir pelo meu impulso e grito:- A polícia!Grito e meu coração acelerado e as pernas bambas. Eu ainda olho e os vejo correndo com a arma na cintura, minhas pernas bambas e eu quase não tenho voz por medo. Espero e corro até ele para ajudá-lo e mesmo sem forças eu me aproximo e deixo minhas coisas no chão. E eu não tinha muito o que fazer me aproximando dele, eu vejo estar muito machucado. Eu ainda me ajoelho.Olha para ele e vejo o rosto todo ensanguentado, o corpo marcado inchado, eu toco meus dedos sobre seu rosto e virou para mim. Meus olhos batem ao dele, naquele momento e vejo um par de olhos azuis encontrando os meus e é como se não houvesse mais nada, como se em toda minha vida eu estivesse para viver esse momento. O penetrante e envolvente olhar desse estranho me envolve como despindo até a minha alma e por uma fração de segundos é como se já o conhecesse bem antes desse momento.Saio dos devaneios daquele momento tão profundo de alma quando ouço seu gemido e seu dedo aperta a minha mão.- Moço, por favor não mexe. - Eu procurava o que fazer e dizer a ele parecia que ia morrer ali - Vou chamar o socorro.E em meios gemidos ele apenas sussurrou tão fraco e eu ainda encontro meu rosto para ouvir e ele diz:- Não... "Minha salvadora."E o que eu ia fazer? Não podia chamar a polícia e nem o socorro e eu o ajudei a levantar e tirá-lo daquele lugar tão visível. E o encosto no muro da fábrica e fico ao lado dele e ainda em transe por tudo que aconteceu e vejo alguns homens se aproximando e um carro preto. Eu me assusto depois do que houve com ele, poderia ser os homens de novo para matá-lo. Tremi e pego o violino e eu não tinha saída. Olhando para ele quase morto e o carro preto que parou e desceu vários homens armados do carro. E a minha cabeça gritava:"Vou morrer". Ele aperta meu dedo quase desmaiado ali no chão e suja a minha mão de sangue.

Eu queria chorar e gritar a minha mãe e cadê a voz? Não saia. E dei dois passos para trás e um deles grita:- Chefe? - Eu me assusto quando o outro desce armado e já sai carregando-o. E um deles grita e eu fico ali parada ainda em choque. - Valeu moça.Balanço a cabeça ainda me recuperando do que aconteceu e quando percebo outro carro preto e eu corro sem parar entrando na primeira loja e não sei como tive coragem de ajudá-lo. Porque meus joelhos não mexem. Chego em casa e corro para meu quarto, eu tinha que procurar algo e já imaginei que seriam bandidos.Afinal eles tinham armas e falam gírias que somente no morro eles usavam. Tudo aquilo não me sai da cabeça. Eu não consigo nem dormir pensando no que aconteceu.- Quem é aquele homem?

Capítulo 2 cadelinha do mafioso

Bella Greco

É importante porque os outros pareciam desesperados.

Chego à porta da faculdade atrasada como todos os dias e quando levanto o rosto eu me assusto o carro preto. Eu ainda finjo não perceber quando sou segurada pelo braço e deixo meu violino cair. E me retrair para trás.- Moça viemos agradecer por ajudar o nosso chefe.- Não precisa e eu estou atrasada.Entro correndo e com medo eu ainda olho para trás e eles ainda estavam lá me encarando. E quando a entro na sala eu me assusto a Meire chega gritando:- O que foi aquilo, Bella?- Ajudei o amigo dele e agora eles querem agradecer.- Eles não podem ficar aqui, são bandidos.- Como sabe disso? - Grito com ela assustada e eu já tinha imaginado que seria. - É muito exagerada.- Olha a roupa e as tatuagens e veja isso. - Ela me passa o celular e fica brava comigo. - É muito ingênua.Eu seguro o celular e me sento porque quase cai dura ao ver que realmente eles são traficantes. Ainda olho de novo na foto, queria ver se ele estava ali. Mas foi em vão.Eles ficaram ali o tempo todo e isso estava incomodando a todos e observo o pessoal me encarando e cochichando. E meu professor ainda reclama.- É impossível dar aula assim. Eu abaixo os olhos com vergonha. - Seus amigos Bella?Quando ouço meu nome aí que eu quase morri de vergonha. Balanço a cabeça negando, não tive coragem de abrir a boca. Eu ainda olho pela janela e lá estavam eles encarando a sala e eu não tinha o que fazer. Tive medo do que eles fariam.- Mande-os embora, Bella. - Meire diz irritada. Veja aquele com dente de ouro é arrepiante.- Me arrependo de salvar aquele homem e agora não tenho paz.Achei que eles iriam embora, mas quando eu saí do campus dou de cara com eles e o carro preto com a porta aberta me mandando entrar. Eu ainda olho para um deles que parecia ser o chefe porque dava ordem o tempo todo e a cada palavra que sai da sua boca era um palavrão. Penso em não entrar no carro, mas um deles pega o meu violino e coloca no carro. Não tive escolhas.Mantive-me calada o tempo todo e com medo, a música alta, o cheiro do cigarro e o rádio na mão e outro falando sem parar. Eu me encolhi no canto do carro e respiro quando vejo que me deixou na porta da minha casa.- Se cuida madame. - Ele me deu o violino - Amanhã venho te buscar.- Não precisa. - Levantei o rosto e ele me encara tinha uma enorme tatuagem no rosto - Vou sozinha.- E para sua segurança madame.Entrei em casa quase molhando as calças de medo. Mas não tinha como sair deles e a única salvação é que eu ia me mudar de cidade. Eu ainda respiro aliviada.Mas os dias foram iguais, eles estavam na porta da minha casa me esperando e me deixaram na faculdade. E quando eu ia sair estavam lá de novo. Eu já não aguentava mais viver assim perseguida por eles e todos na faculdade já estavam me olhando com outros olhos.- Estão achando que você faz parte da gangue deles. Meire dizia sem se sentar ao meu lado.- Que droga, eu apenas ajudei aquele homem. - Fiz uma boa ação e tirei a minha vida do lugar, parecia que eu não ia ter paz. - Deveria ter deixado ele morrer.- Deveria Bella. - Ela disse e ia saindo - Ele é um traficante, não merece piedade.Não consigo ver com os olhos deles, eu sei que ele é errado. Mas todos temos o direito a viver. Eu me irritei com aquilo, eu sabia que ia ter que dar um basta e sair antes da aula terminar. E quando passo por eles a porta do carro aberta para me levar e eu viro à esquerda e não entro e vejo quando ele veio atrás de mim e gritou:- Madame entre no carro e uma ordem.- Não... é a partir de hoje quero todos longe de mim e do campus.- Só estamos agradecendo por ajuda, o chefe e cuidado para não acontecer nada.- Me arrependo de ajudá-lo. Ele se assusta ao me ver gritando com ele no meio da rua. - Quero a minha vida de volta.- Ele vai ficar uma fera pela desobediência.- Diz para seu chefe que eu o mandei. - Mostrei o dedo para ele o porquê da minha boca jamais ia sair um palavrão. - Que morra!Grito e entro no ônibus e ainda respiro aliviada de poder ir para casa sem os seguranças mafiosos.Coloco meu fone de ouvido e aumento o volume para ouvir a sinfonia de beethoven. Ainda dei um sorriso e olho pela janela e o ônibus parou bruscamente. Me assusto quando meu corpo volta com o arranco e tiro o fone olhando assustada.E olho para os lados todos olhando para fora do ônibus e eu me levanto e quando observo o carro preto parado é um homem todo de preto parado fumando e eu respiro sem força era o próprio diabo ali parado.Eu não tinha para onde correr e ouço todos gritando ao mesmo tempo, e o motorista praguejando.- Maldito gangue do inferno deveria morrer todos. - Ele batia no volante. - E o chefe. Ele gritou assustado, parecia que ele tinha visto Deus.E quando olho a senhora rezava com um terço na mão e a outra chorava e eu sem ação.Me sento no banco e não tinha como me esconder e só podia ser ele porque todos estavam com medo. Quando um de seus homens chega até o meu assento e me puxa pelo braço.- Me solta maldito!Ele me arranca do ônibus e eu ainda arrumo meus cabelos no lugar e levanto o rosto com ódio de todos e ainda passando vergonha. E para minha surpresa vejo o próprio parado com os cabelos negros voando ao vento, a camisa aberta mostrando o abdômen, a pele maltratada pelo sol. Respiro fundo, criando coragem para olhar nos olhos dele, porque as minhas pernas moles e o coração saindo pela boca. Aquele homem me tirou do chão e eu não consigo me mover e mesmo irritada olho em seu rosto. E aí eu me perdi. Os lindos olhos azuis como o mar, a boca grande. E vem apenas a cena do ataque e lembro do sangue que escondeu esse lindo rosto e tão perfeito parecer um Deus grego.- Entre no carro. - Ele disse com voz grossa e rude - Não tem escolha e sabe disso.Eu não tinha escolha e depois de tudo ele ainda queria mandar em mim. Eu poderia lembrá-lo que salvei a vida dele e dizer um monte. Mas a minha cabeça dizia isso e o resto do corpo e o coração diziam ao contrário. E o meu corpo me traiu se movendo e obedecendo como uma "cadelinha".

"O que farei para fugir dele?"

Capítulo 3 meu anjo

Bella Greco

Eu estava tremendo e, ao mesmo tempo, sabia que se chegasse atrasada ia levar uma surra em casa. Eu ainda me viro e tento disfarçar, mas os joelhos estavam moles. Não posso negar e muito gato.

Achei que ia me livrar dele. Ele acha que o dono do mundo já parou o carro próximo ao morro.

- Eu não posso entrar no morro.

Ele me tirou daquele lugar se enfiando para dentro do morro entre as pequenas casas coloridas e toda organizada com asfalto, ao contrário do que o povo dizia.

- Aqui é o meu mundo a chamamos de "Paraíso" porque temos tudo que precisamos e ao contrário de muitos lugares, odeio a violência.

E todos querendo tocar nele e falar e eu tentando entender como um mafioso era tão adorado assim. Passamos em um beco tão pequeno que tínhamos que passar de lado entre as pedras e aí, sim, eu vi a paisagem do famoso paraíso. Ouço os fogos e barulhos de sirene.

- Fica tranquila é a polícia.

Eu não acreditei, ele disse tão tranquilo. Eu me afasto e ele ficou me olhando e sabia que estava reparando em cada parte do meu corpo, me sentia nua. E quando me movo sinto nas minhas costas a sua respiração quente e o corpo dando fagulhas naquele momento.

"O que está acontecendo comigo?"

Para quebrar o clima, eu me afasto e solto a primeira coisa que vem na cabeça.

- Preciso ir embora.

- Não vou te machucar, meu anjo.

Ele me puxa e eu fico de frente para ele e ali era a hora do beijo e eu sabia que não podia deixar acontecer, é um mafioso. Eu me afasto. Ele riu percebendo que eu não queria. Mas se aproximou e enfiou a mão embaixo dos meus cabelos puxando a minha, nuca sinto a ponta dos dedos dele apertando a nuca e me virou com apenas um puxão e me deixando em êxtase, eu ainda tonta com tudo aquilo e ele me encarou sorridente ao ver que me deixou flutuando.

- Vou te deixar em casa.

Após me mostrar que ele era o gostosão do pedaço e me fazer pegar fogo, ele queria me levar para casa. Desço ainda atordoada com o que aconteceu. E ele falando com os moradores.

Quando chegamos próximo a minha casa ele tirou o capacete e eu não sabia o que fazer e sem olhar para ele eu estava morrendo de vergonha. Ele arrancou um colar que estava no pescoço e me puxou. Ele afastou meus cabelos deslizando os dedos na nuca e eu tremi. E ele coloca o colar e beija a minha nuca.

"Deus, o que ele está fazendo comigo?"

- Para lhe dar sorte e assim. - Respirou - Você pensa em mim.

- É muita ousadia achar que vou pensar em você.

Ele tinha razão, eu fiquei pensando nele. Todos os dias era assim eu saía à porta da casa e lá estava ele me esperando para me levar à faculdade. E depois que terminava meu horário no campus lá estava ele de novo sorridente me esperando.

Os dias com ele era completo, envolventes e ele me contava coisas que eu jamais imaginei. E a cada fim de tarde ao seu lado era diferente, mas eu não podia continuar a sair com ele. Todos no campus comentavam e algumas pessoas se afastaram de mim.

- Me deixe aqui. Ele parou a moto e desceu me encarando e não gostou. - Meus pais não podem saber que faltei de novo.

- Você está com vergonha de mim? Eu entendo.

- Não estou com vergonha de você. Mas meus pais jamais aceitariam.

- Você já disse tudo.

Ele saiu cantando pneus e vi que odiou o que falei. Mas foi melhor assim e tentei trazer a minha vida de volta. Senti falta, não mentirei. Respirei fundo e saí em direção a minha aula com a madame Vênus.

Quando eu ia me aproximando da casa dela, eu fui puxada para trás e a minha mochila caiu ao chão e eu me assusto. E tento equilibrar meu corpo.

- Oi! Gostosa, eu quero você.

Ele me puxou jogando a minha bolsa e me empurra no enorme muro. Grito:

- Me solta! - Tento empurrá-lo com os pés e ele me dá um tapa no rosto, eu sinto queimar. - Socorro! - Grito em meio as lágrimas de angústia ao saber que eu estava sob o controle dele. - Por favor, moço.

Me sinto fraca e, ao mesmo tempo, implorando a Deus para que alguém chegue. Ele levantou a minha saia e apertou a minha coxa. Apertava meu corpo e beijava meu pescoço.

- Não adianta gritar sua vadia. - Ele me deu outro tapa no rosto e eu chorando sinto o corpo dele me empurrando para o muro. - Vou te ensinar o que é homem.

Ele enfiou a mão suja na minha boca tentando tirar a minha calcinha com a outra mão e eu choramingando ali no beco faltava apenas mais um portão para chegar à casa da madame.

- Socorrooooo... sinto o tapa no rosto e meus olhos fecham com o tapa e quando abro ouço o grito:

- Largue ela, filha da puta, eu vou matar você. Ele gritava surrando o homem e arrancar a arma da cintura - Maldito nunca mais tocará uma mulher. - Ele abriu as mãos dele e batia sem piedade com o cabo do revólver e pisava vi o sangue jorra. Em meio ao desespero eu não o reconheci nesse momento. Ele chutava o homem e batia em suas partes íntimas e ele gritava. - Filha da puta desgraçado. Morrerá maluco!

- Pare... Por favor. - Em meio aos gritos ele me encara e me vê caída ao chão em choque com tudo que estava acontecendo e ele larga o homem. - Não quero ver isso.

- Ele mereceu meu anjo. Por favor. - Ele tenta me tocar e eu desviava meu corpo e olho para os olhos dele, eu estava assustada.

- Você está bem? Ele me beija os cabelos e não consigo acreditar que ele tinha dois lados. - Fale algo, me bate e me xinga. Porque esse silêncio enlouquece meu anjo.

- Me leve para casa, por favor. - Eu só queria a minha cama e a minha mãe naquele momento. O susto e o que acabei de presenciar me deixou em choque, eu não conseguia pensar em nada, eu apenas queria chorar.

Quando chegamos na porta de casa desço e ele me entrega as minhas coisas, eu enxugo as lágrimas.

- Obrigado por me ajudar.

- Eu volto, meu anjo.

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