ATENÇÃO : ESTA OBRA CONTÉM GATILHOS!
CENAS DE SEXO EXPLÍCITO
PALAVRAS OBSCENAS
TORTURAS, MORTES E DROGAS.
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SE POR ACASO SE SENTIR INCOMODADO COM ALGUMA COISA, POR FAVOR NÃO LEIA.
CAPÍTULO 1
Nápoles, Itália
O telemóvel dele toca.
-Fala - ele fala apenas, com a sua voz autoritária.
-Senhor, tivemos a confirmação, o avião caiu no Atlântico.
-Mas que merda - ele fala furioso dando um murro na mesa - quantos corpos?
-Três senhor, incluído o piloto, já foram resgatados.
-São eles?
-São sim senhor, sem sombra de dúvida.
Ele bufa irritado desligando o telemóvel logo de seguida.
-Ele conseguiu acabar também com eles, não foi? - o seu braço direito pergunta mal ele desliga a chamada.
-Claro, agora não tem mais nenhum empecilho. Com toda a certeza foi ele.
-O que pensas fazer?
-Para já nada, eu fiz um trato com eles, vou deixar ela viver bem a vida de solteira, mesmo eles agora estando mortos, eu vou cumprir com a minha palavra até ao fim.
Toronto, Canadá
O Início da Pior Semana da Minha Vida
Isabella White
Narrado por Isabella
O meu telemóvel toca insistentemente enquanto estou a ter uma aula.
Raios, era só o que faltava, nem me lembrei de lhe tirar o som.
- Senhorita White, ou sai e atende esse telemóvel ruidoso ou então o desligue por favor!
O professor Yoshida fala, já sem nenhuma paciência.
- Peço mil desculpas, vou desligar - e desligo, cheia de vergonha.
Parecia mal eu sair para atender, até porque nem conheço o número que me estava a ligar.
Chamo-me Isabella White e tenho 22 anos, estudo arquitetura na Universidade de Toronto, a faculdade de Arquitetura é chamada de John H. Daniels Faculty of Architecture, Landscape and Design.
Um nome bem pomposo não é?
Estou no último ano e quando acabar o meu curso, vou estagiar e depois vou trabalhar para a enorme e requisitada empresa dos meus pais, o meu pai é o CEO e eu quis ser arquiteta por o admirar muito, admiro o seu trabalho, a sua imensa dedicação. A minha mãe não exerce, mas vai com o meu pai, cada vez que eles têm que viajar a trabalho e viajam muito.
A White Architecture, é conhecida em todo o mundo, tem escritórios também em todo o mundo.
Os meus pais viajam muito à conta disso.
Finalmente a aula acaba e o meu telemóvel continua a tocar sem parar.
Mas que urgência esta pessoa que está do outro lado da linha tem em falar comigo?
Decido atender, mas a chamada cai antes de o fazer.
Logo a seguir liga o meu padrinho.
- Estou padrinho, como estás?
- Isabella, está aí na porta na faculdade o motorista, vai ter com ele e vem para casa, agora mesmo - ele ordena.
- Mas ainda tenho mais duas aulas padrinho, o que se passa assim de tão urgente? - pergunto surpresa.
- Vem e falamos aqui na tua casa.
A Pior Semana da Minha Vida
Narrado por Isabella
Yorkville é o bairro mais caro de Toronto, ver celebridades a passear por aqui não é novidade.
Além de estarmos situados bem no centro da cidade, próximos ao cruzamento da Yonge e Bloor e a lojas, restaurantes, supermercados e transportes públicos, boa parte dos prédios oferecem aos moradores uma rigorosa segurança, com câmeras que monitoram os corredores do prédio e guardas de plantão, manobrista e recepcionista disponível 24 horas.
Só mesmo para os endinheirados.
O nosso apartamento fica no 50°andar, uma magnífica cobertura com tudo o que temos direito, a vista daqui, é de tirar o fôlego.
Ao entrar me deparo com o meu padrinho, e pelo semblante dele percebo que ele não tem boas notícias para mim.
Mas o que eu nunca imaginei, era que essas notícias iriam mudar toda a minha vida, toda a minha felicidade, todo o meu rumo.
Três Dias Depois
Imensa Dor
Narrado por Isabella
Entro na minha casa e peço para ninguém me incomodar, não quero ver ninguém, não quero falar com ninguém, não quero estar com ninguém.
Quero morrer para o mundo, tal como os meus pais morreram.
Acabei de vir agora mesmo, de os ver a serem enterrados.
A dor é imensa.
A dor é enorme.
A dor come a minha alma.
Como é possível eu nunca mais os ver, os meus pais, os meus pilares, os meus tudo na vida.
Como é possível eles terem morrido num estúpido acidente, que ninguém previa, que ninguém imaginava.
Os meus pais viajaram há três semanas para Paris, no nosso jato particular e lá festejaram os seus 25 anos de casados.
Mas ao voltarem e sem ninguém entender muito bem como aconteceu, o jato caiu no Oceano e os meus pais morreram, juntamente com o piloto.
Os corpos foram resgatados no dia seguinte e os trouxeram para os enterrarmos.
E foi isso que acabei de fazer.
Mas a minha dor é ainda maior porque nem os pude ver uma última vez.
Os caixões já estavam selados sem nenhuma hipótese de os abrir.
Acabei de enterrar os meus queridos pais.
Entro no meu quarto e fecho a porta, atiro-me para cima da minha enorme cama e ali choro, berro, grito, me desespero.
O meu desgosto é enorme e não sei como vou ultrapassar esta imensa dor e tristeza que tenho dentro do meu peito.
Sinto-me imensamente sozinha.
Agora, estou sozinha no mundo.
Não tenho irmãos, não tenho tios, nem primos, apenas o meu querido padrinho. Os meus pais queriam ter muitos filhos, mas a minha mãe teve uma grande hemorragia no meu parto e acabou perdendo o útero.
Então dedicaram todo o seu amor e dedicação a mim, a única filha.
Eles não poderiam ter sido melhores pais, sempre estiveram presentes e me deram muito amor. Não fui criada pelas empregadas como muita gente rica faz, não, os meus pais quiseram estar sempre presentes na minha vida e nunca perderam um único evento da minha escola.
Por tudo isso, perder os meus pais é o pior do mundo.
Uma Semana Depois
A Minha Amiga
Narrado por Isabella
Uma semana depois, ainda estou aqui jogada na cama, no escuro, descabelada, ramelosa e acho que uns cinco quilos mais magra.
A Mary já bateu aqui na minha porta tantas vezes que perdi a conta.
Ela é a nossa governanta, ela trabalha aqui em casa desde sempre.
Ela bem me trás comer, mas eu não como nada, nada desce pela minha goela abaixo, por isso, ela vem cá buscar a bandeja e a leva de volta para baixo tal como a trouxe, ela está preocupada com o meu estado, ela é uma querida, gosto muito dela.
Sinto alguém entrar no meu quarto parecendo um furacão, a porta abre batendo na parede, as cortinas abrem de par em par, roubando o escuro do meu quarto, para entrar uma claridade que me cega na hora, as janelas abrem e sinto uma aragem gelada entrar.
Este furacão só pode ter um nome, Zoey Smith.
- Esta merda acaba agora mesmo menina Isabella - ela fala alto demais para os meus ouvidos sensíveis.
Reviro os olhos, a minha amiga é tão teatral.
Atiro com uma das almofadas contra ela e tapo todo o meu corpo, incluindo a cabeça debaixo dos cobertores.
- Deixa-me em paz, Zo, eu não quero ver ninguém. - resmungo por baixo das cobertas.
Ela puxa todas as minhas cobertas e me puxa pelos pés.
- Que nojo, Isa, tu cheiras a porco no chiqueiro, aposto que esse teu corpo magrela nem tem visto água. - ela discute.
Não tem visto mesmo, nem forças tenho para bater uma água nas fuças.
Ela agarra em mim e me puxa para o chuveiro e abre a água no frio comigo vestida e tudo.
- MERDA, ZO, TU QUERES ME GELAR A ALMA? - grito quando a água gelada bate no meu corpo.
- Não quero nem saber sua porquinha, isso lá é jeito de se estar? O que os teus queridos pais devem estar a pensar ao te ver assim?
Olho para ela e começo a chorar.
- Eles estão mortos, já não pensam nada. - falo triste.
Ela tempera a água e tira o meu pijama em silêncio, também com lágrimas nos seus olhos.
- Eu amava os teus pais, mas não podes ficar aqui escondida neste quarto para sempre. É difícil, mas não há nada a fazer. Sei que é cruel, mas a vida continua, Isa. - ela tenta me consolar, mas acho que nada o consegue fazer.
Eu choro em prantos e ela me abraça forte, não se importando com a água que a molha totalmente.
CAPÍTULO 2
Desfrutar da Companhia
Narrado por Isabella
Depois do banho e de vestir um pijama limpo, desço com a Zo para a cozinha.
Tive que emprestar uma roupa seca a ela.
Mary sorri e me vem dar um beijo.
- Minha querida menina, ainda bem que desceu. - ela diz toda contente.
- Obrigada Mary e desculpe ser uma chata.
Ela mexe no seu avental nervosa.
- Eu gostava muito dos seus pais, eles sempre foram uns patrões excelentes, umas pessoas que não há igual.
Eu me levanto da cadeira e vou abraçá-la.
- Eu sei Mary, eu vou tentar ser como eles, não te preocupes que nada te vai faltar na mesma, tu vais continuar aqui a trabalhar e a aturar-me. Que faria eu nesta imensa casa sem a minha querida Mary?
Ela sorri, um sorriso triste.
- Estarei sempre aqui, até para a aborrecer.
Rimos, mas um sorriso bem triste.
Ela faz um lanche maravilhoso para nós, e como sempre eu gosto que ela se sente connosco a comer.
- O seu padrinho fartou-se de ligar e queria vir aqui na marra, mas eu evitei que ele viesse. Mas ele falou que precisa de falar consigo o mais rápido possível. - ela me informa.
- Vou ligar para ele, mas não agora, agora vou desfrutar da vossa companhia.
E ficamos ali um bom tempo na companhia umas das outras.
O Testamento
Narrado por Isabella
A empresa do meu pai fica a 10 minutos de carro.
Estaciono no parque da empresa e preparo-me para enfrentar todos.
Entro na empresa, e depois de ver os olhares tristes de todos os empregados, os olhares de pena por mim e de me darem os sentimentos, chego finalmente à sala do meu padrinho.
O meu padrinho é o Vice Presidente da White Architecture, era o braço direito do meu pai, conhecem-se desde crianças e sempre foram inseparáveis.
Bato na porta e ouço ele lá dentro a dizer para entrar.
Entro e me deparo com o meu padrinho e o Dr. Christopher Bush.
O Dr. Christopher é advogado da nossa família e da empresa há muitos anos, acho que desde que ela abriu.
Óbvio que percebo logo o que se passa aqui.
O meu padrinho se levanta do seu lugar e nos cumprimentamos.
- Como estás, minha querida? - ele pergunta preocupado.
- Um pouco melhor. - digo apenas.
O Dr. Christopher também se levanta da cadeira onde está sentado e vem me cumprimentar e me dar mais uma vez os sentimentos pela perda dos meus pais, já o tinha feito no funeral, mas por uma questão de respeito, o volta a fazer.
Eu agradeço cabisbaixa e sento-me no lugar vago perto deles, eles sentam-se depois de eu me sentar.
- Bem Isabella, - ele começa enquanto chega para perto de mim uma pasta - isto aqui é o testamento dos teus pais.
Eu olho para a pasta, mas nem tenho coragem de lhe mexer.
- O Dr. Christopher, importa-se de dizer o que aí está? Não o quero ler. - peço num sussurro.
- Mas é claro, o Peter já o leu e viu que está tudo certo. - ele diz.
- Confio em vocês. - eu digo apenas.
- Então é o seguinte, todos os bens e dinheiro e tudo o que os teus pais tinham é teu, tu és a única herdeira de um enorme império. Isso não é novidade.
Eu continuo calada, trocava tudo isso só para ter a companhia dos meus pais.
- O teu pai deixa também o seu lugar de CEO aqui na White Architecture, unicamente para ti.
Eu olho para ele surpresa.
- Para mim?? Não, deve haver aí algum engano. - falo surpreendida.
- Não há engano nenhum, está aqui escrito. - ele cutuca a pasta com um dedo.
Olho para o meu padrinho admirada.
- Mas padrinho, o lugar é teu por direito, na falta do CEO quem sobe para o lugar dele é o Vice Presidente, neste caso, tu. - falo o óbvio.
- Pela lógica é assim, mas eu nunca quis o lugar do teu pai, Vice Presidente para mim está de bom tamanho e o teu pai sabia disso e por isso já tínhamos falado sobre o assunto quando o testamento foi feito, há mais ou menos um ano atrás.
- Mas eu não posso ser a CEO, eu ainda nem acabei a faculdade? - digo em pânico.
- Eu sei, por isso vamos fazer o seguinte, eu fico no teu lugar até acabares a faculdade, falta um ano, por isso também não falta muito, depois tu vens para o teu lugar de CEO e eu volto para o de Vice Presidente. - ele fala calmamente.
Eu ainda estou um pouco abalada com tudo isto.
- Mas como eu vou gerir uma empresa destas, acabada de sair da faculdade? Eu preciso primeiro começar por baixo, não ir logo para o lugar mais alto da empresa!
- Eu vou estar aqui para te auxiliar em tudo e inteligente como tu és, vais aprender tudo num piscar de olhos. Eu sei disso e os teus pais também o sabiam. Confia em ti, porque nós também confiamos.
Sinto-me Sozinha
Narrado por Isabella
Uns dias depois volto para a faculdade, custa muito começar uma rotina agora sozinha, tenho muitas saudades deles, de ouvir as suas vozes, as suas conversas, as brincadeiras que eles tinham,
Sinto falta dos seus carinhos, dos seus beijos pela manhã, dos pequenos almoços corridos, mas sempre na companhia deles.
Agora estou aqui na cozinha, a tomar o pequeno almoço sozinha, no silêncio que detesto, não oiço as suas vozes, os seus risos e sinto-me extremamente abandonada.
Como duas pessoas com tanta vida, tanto amor, tanto para viver, desaparecem da face da terra assim, de um momento para o outro, me deixando um vazio do tamanho do universo.
Um Ano Depois
A Apresentação
Narrado por Isabella
O meu carro acabou de parar na estrada e deita fumo pelo capô.
- Ah, mas que merda. - falo irritada, saindo para fora do carro, batendo com a porta do mesmo.
Olho para o fumo que sai do carro e faço uma careta.
Ligo para o reboque e depois de o reboque chegar, apanho um carro de aplicativo e vou para a empresa.
Que lindo, primeiro dia como CEO e não chego a horas, belo exemplo da porra.
Chego na entrada e cumprimento as três telefonistas que estão ali no balcão redondo, elas me cumprimentam muito simpáticas.
Subo então ao meu andar, o 32°andar.
O meu padrinho já ali está à minha espera.
- Bom dia, padrinho, desculpa o atraso, mas como te disse ao telemóvel, o meu carro pifou.
- Não faz mal, os acionistas acabaram de entrar na sala de reuniões. Anda, vamos lá te apresentar. - ele fala todo feliz e orgulhoso.
E nos dirigimos então para a enorme sala.
Aparentemente, todos estavam felizes e contentes que eu fosse a nova CEO, mas convenhamos, que nem todos estavam de acordo que uma recém saída da faculdade chegasse ali e ocupasse o lugar mais cobiçado da empresa.
Mas eu vou fazer ver a todos, que eu sou mais que digna para ocupar o cargo do meu pai e que vou ser uma excelente CEO.
CAPÍTULO 3
Lucas Moore
Narrado por Lucas
Chego ao meu escritório e já lá está o Fred.
Fred Holland é meu amigo há muitos anos, desde o tempo de escola e posteriormente nos tornamos sócios aqui no nosso Stand de automóveis.
Aqui só vendemos e temos carros de luxo, que só os ricos, muito ricos conseguem comprar.
- Bom dia, tudo bem? - cumprimento o Fred, dando uma palmadinha amigável no seu ombro.
- Tudo ótimo, hoje temos três carros para entregar. - ele me informa, pegando uns documentos.
- Ótimo, ótimo. - digo me sentando na minha secretária.
- O negócio está a correr bem. - ele fala, enquanto dá uma vista de olhos nos documentos.
- Ainda bem, tem tudo para dar certo. - digo todo orgulhoso.
Abrimos este nosso negócio há mais ou menos dois anos e meio e foi um bom investimento que fizemos, porque em apenas um ano de negócio aberto, já tínhamos o triplo do que tínhamos investido aqui.
E só tem vindo a crescer e nós vamos ficando ricos no processo.
As coisas não podiam correr melhor.
Que maravilha.
O dia passou normalmente e perto das 17h00 da tarde, entra no stand um enorme raio de sol, que faz despertar alguma coisa dentro de mim.
Ela parece ser uma mulher bem sofisticada.
Veste um vestido de cor marrom e sapatos e bolsa preta, trás uns óculos de sol escuros que os tira mal entra no stand.
O seu batom cor de cereja, faz eu ter vontade de me perder nos seus lábios, é alta e esguia, o seu vestido marca bem as suas generosas curvas, os seus cabelos passam um pouco a altura dos ombros, são castanhos e os seus olhos cor de mel deixam a moldura perfeita.
Vou ao seu encontro e lhe dou o meu mais lindo sorriso, pelo menos tento, mas eu sou lindo, por isso também não preciso me esforçar muito.
- Boa tarde, Senhorita, o meu nome é Lucas Moore, um dos proprietários do stand, em que a posso ajudar? - estendo a minha mão para ela todo confiante.
- Boa tarde, Isabella White, muito prazer. - ela coloca a sua mão na minha e os nossos olhares se cruzam.
Ela vinha comprar um carro e já sabia bem o que queria, um McLaren 600 LT, optou por este belíssimo carro desportivo, cinza e preto.
Uma mulher com gostos requintados e muito dinheiro no bolso.
Quatro Anos Depois
A Secretaria
Narrado por Isabella
- Emma, - eu a chamo, ao passar pela porta da cafetaria e a ver mais uma vez na conversa, como se tivesse fora do horário de trabalho - hoje já é a segunda vez que te vejo pelos cantos na conversa - a repreendo mais uma vez.
- Desculpe, Senhorita White, eu prometo que não vai voltar a acontecer.
Olho para ela e faço uma careta.
- Não vai acontecer quando, Emma! Apenas hoje ou nunca mais? É que tu prometes a mesma coisa todas as vezes que te chamo a atenção.
Ela baixa o seu olhar.
- Bem, - digo começando a andar e ela vem logo atrás de mim - os relatórios para a reunião agora das 16h00 da tarde, estão prontos? - pergunto a ela.
- Prontíssimos, Senhorita White. - ela me informa toda orgulhosa e sorridente.
- Ótimo. - digo apenas, entrando na minha sala.
Emma Campbell é a minha secretária à três anos, antes dela, a minha secretária era a Senhora Betina, ela foi secretária do meu pai por anos, uma senhora já com os seus 55 anos, que eu sempre gostei muito, muito profissional, mas pouco tempo depois de eu vir para a empresa, ela teve que pôr um atestado médico e acabou por se reformar, por conta de uma doença, que felizmente ela acabou ultrapassando.
Então depois de várias entrevistas contratei a Emma, embora tenha apenas 25 anos, ela é profissional, trata muito bem os problemas e tem sempre tudo o que peço à mão e organizado, mas o problema da Emma é namoriscar com tudo o que é homem, então apanho ela várias vezes a falar com um ou outro colega, ou sócios, desde que seja homem ela está na conversa e a flertar.
Dizem, eu não sei, porque nunca vi, que ela já comeu mais de metade dos homens aqui da empresa.
Uma mulher muito comilona a meu ver, ahahah.
Eu não quero saber, e nem me interessa quem ela come ou deixa de comer, o que me importa é que ela se comporte na hora do seu expediente, agora o que ela faz lá fora, só a ela diz respeito.
Um Vazio Estranho Dentro de Mim
Narrado por Isabella
Estou a secar os meus cabelos, enquanto o Lucas toma banho.
Pois é, depois de ter comprado o meu McLaren 600 LT no stand do Lucas há quatro anos atrás, começamos a sair e acabamos por começar a namorar um mês depois.
Há dois anos atrás ele veio morar aqui para a minha casa, uma noite passou a duas, as coisas dele começaram a vir e a ficar e quando demos conta, fazíamos vida de casal.
- Hoje estás um pouco aborrecida! - ele fala dentro do box.
- Um pouco amor. - digo suspirando.
- Então o que se passa? Alguma coisa na empresa? - ele pergunta preocupado.
- Ai Lucas, o mesmo de sempre. Adoro a Emma e ela é super profissional, mas a sua mania de andar nos namoricos com tudo o que usa calças por vezes me irrita, porque as pessoas falam sabes. - desabafo.
Ele fica em silêncio por um bocado.
- Já falaste com ela, sobre o assunto? - pergunta por fim.
- Milhares de vezes, ela promete que não volta a acontecer, mas acontece. Enfim, não quero falar mais sobre isso. - mudo de assunto - E tu? Que jantar de negócios tens tu hoje?
- É com o gerente da Mercedes, - ele diz enquanto sai do box e pega a toalha para se limpar - parece que vão lançar um modelo novo e vão apresentar a proposta a ver se temos interesse em vender lá no Stand.
- Parece um bom negócio?
- Acho que sim, mas quero ver o que ele apresenta primeiro.
- O Fred também vai? - pergunto.
- Hoje não, ligou à pouco a dizer que está mal disposto e para ir eu e tratar do negócio, que confia no que eu decidir.
Ele veste-se, perfuma-se, dá-me um beijo nos lábios e já na porta do quarto diz.
- Não esperes por mim amor, não sei a que horas volto.
E sai.
Não sei explicar, mas aquilo fez eu sentir um vazio estranho dentro de mim.