Evelyn
Eu estava na janela de meu quarto aquela manhã quando os sinos tocaram declarando final de uma guerra entre os reinos que durou quase uma década.
Logo as pessoas estavam em euforia, alguns mais contentes que outros. Outros ja desejavam que o rei fizesse um grande banquete para comemorar a paz entre os reinos depois longos oito anos de provocações. Provocações nas quais ainda é um completo mistério para mim. Muitas coisas foram ditas a respeito dela, mas nenhuma coerente o suficiente para mim.
Posso ouvir, daqui de meu quarto, o quanto meu pai, o rei, está furioso. Uma rendição? Ele nunca aceitará ser amigo de alguém do reino de Dazzo. Ja vivemos em paz antes, mas em um determinado dia tudo desabou.
Durante esses oito anos eu ouvi muitas coisas a respeito das pessoas de lá, principalmente do rei. Ele é considerado um dos melhores espadachins de seu reino, além de sua crueldade. Uma vez minha ama me disse, que ele poderia me colocar de joelhos e me chicotear até a morte enquanto se divertia com meus gritos e admirava minha pele rasgada pelo chicote.
É claro que isso me causou calafrios. Mas eu tenho a leve impressão que não é assim, por causa de alguém que conversei a muitos anos atrás. As vezes me pergunto como ela está, pois nunca mais nos vimos depois daquela noite do baile de minha apresentação.
Eu sou a terceira da "sucessão". Meus irmãos que são considerados da sucessão, eu não, bom pelo meu pai é isso que vale. Sou uma mulher, mulheres só servem para ser usadas por seu marido ou dar a luz a crianças, é o que ele diz.
- Alteza, saia dessa janela! Precisa estar pronta quando os convidados de Dazzo chegarem._ Meredith me alerta, me fazendo sair de meus pensamentos enquanto olhava através da janela do quarto.
- Você sabe se ele virá?
- Ele quem, minha princesa? _ Meredith pergunta puxando leve meu braço, me obrigando a sair da janela e ja começando a apertar meu espartilho. Murmuro pelo apertão e ela ri baixo balançando a cabeça em negativa.
- O rei de Dazzo, Mery!
- Não acho que ele viria jantar na mesma mesa que seu pai após todos esses anos em guerra.... _ a senhora ja de feições enrugadas balança a cabeça em negativa enquanto me da a mesma resposta que se passou em minha cabeça.
- Você sabe como ele é?_ pergunto mais uma vez mostrando meu interesse para ela. Tenho poucas recordações de uma conversa antiga, então não sei se é verdade sobre ele ser um homem bonito e agradável.
- Não! Há rumores, mas não valem a pena ser citados. Em todo caso, é melhor se você ser quase um fantasma nesse jantar. Seu pai está cuspindo fogo e não queremos que ele desconte em você se novo...
- Eu tentarei..._ Sussurro voltando apenas meus olhos para a janela.
Sim, ser quase um fantasma. Não ser vista, não falar mais alto do que sussurros. Obediência e recato...
Uma vez questionei meu pai sobre a guerra e ele me disse que, a pessoa que mais sofreria se nossos portões caíssem seria justamente eu. Que eu, princesa de Hartz, seria uma pequena diversão para todos e qualquer homem do exército de Dazzo que quisesse colocar seu pau em uma mulher de sangue nobre... Sempre ficou claro que se nosso reino caísse, eu seria entregue para distrai-los enquanto os herdeiros "legítimos" pudessem fugir em segurança. Eu não tenho a melhor e mais preocupada família. Eu sou um objeto para meu pai, nada mais.
Isso me fez nunca mais questionar. Uma vez uma garota da aldeia foi escolhida pelo meu próprio pai, ela era uma mulher muito bonita, e tinha uma missão, seduzir e matar o rei de Dazzo.
Seu fim trágico é o que fez minha angústia aumentar, ela voltou para Hartz, do "avesso". Quando os guardas a trouxeram eu estava no salão, ela não tinha mais pele por todo o corpo. Foi uma cena aterrorizante. Eu perdi o sono por dias enquanto imaginava como seria o meu fim.
Meredith passa o vestido por cima de minha cabeça, mas meus olhos ainda estão fixos na janela e ela me obriga a virar para encara-la.
- Algo me diz que você vai entrar em problemas se demonstrar tanto interesse em Dazzo assim...
- Eu só estou curiosa como é o rei! _ praguejo e ela me da um tapinha no quadril.
- Mate essa curiosidade antes qhe ela mate você! Agora vá!
Me olho rapidamente no espelho e ajeito uma mecha do cabelo que saía do coque alto e bonito que Mery fez.
- Obrigada..._ a dou um beijo terno na bochecha e me apresso para chegar a sala do trono, onde meu pai passa a maior parte de seu tempo.
***
Uma longa discussão se dava continuidade. Olho para o enviado de Dazzo e depois para meu pai, e vice versa. O mensageiro de Dazzo trouxe as condições para o acordo de paz, mas parece que todas elas irritam meu pai, mesmo que não sejam absurdas. O rapaz parece ter minha idade, o que me surpreende alguém tão jovem em um cargo desses, querendo ou não, ele é responsável por levar respostas para onde quer que seja por ordem do seu rei.
- Diga ao seu rei para vir negociar essas condições!_ meu pai rosna se inclinando no trono. Ele está vermelho como uma pimenta, enquanto o mensageiro o encara entediado.
- Majestade, o rei de Dazzo ja está a caminho. Mas ele pede que pelo menos o banquete seja servido está noite...
Meus irmãos estão compartilhando da mesma indignação, quando eu não vejo nada de errado.
- Meu pai..._ o chamo levantando minha voz um pouco mais alto que um sussurro e todo o salão se cala para me ouvir e o mensageiro de Dazzo se vira me encarando de frente.
- Não vê que estamos tratando de assuntos delicados?_ meu irmão mais velho me repreende, então balbucio e olho para meu pai com uma expressão dura. Eu deveria ter ficado calada, mas alguém precisa dizer a verdade.
- Eu somente queria dizer que nosso povo tem sofrido com a guerra... E ... E.... As condições do reino de Dazzo ... não parecem ruins ..._ a medida que falo minha voz vai sumindo e a cor vermelha aparecendo no rosto de meu pai.
Ele se levanta calmo de seu trono, e olho para o mensageiro que sorriu sutilmente e acebou com a cabeça de um jeito cortes. Me parece ser uma boa pessoa.
Os passos de meu pai trazem de volta minha atenção a ele, me curvo rapidamente em respeito e ele para diante de mim, com as mãos juntas atrás das costas olhando diretamente em meu rosto.
Seu braço se move, acertando as costas de sua mão em meu rosto com uma força absurda me arrancando um grunhido baixo. Permaneço imóvel após levar a mão a boca sentindo o gosto metálico de sangue na ponta de minha língua. Sue braço ainda está parado no ar, até que ele o recolhe de volta com tranquilidade para atrás das costas.
- Suma da minha frente antes que eu te castigue de verdade por se enfiar em assuntos que não lhe dizem respeito!
- Sim meu pai..._ sussurro quase sem voz e o reverencio, me apresso saindo sem olhar para trás enquanto ouço os murmúrios dos que ficaram no salão.
Vou direto para a biblioteca e respiro fundo me garrando a uma prateleira. Limpo com os dedos o sangue de meu lábio cortando e não me permito chorar por tal humilhação. Ando pelas prateleiras recobrando minha dignidade e escolho um livro que me chama atenção. Por mim passaria todo o meu tempo escondida aqui, aproveitando os livros longe dos insultos e barbaridade dessa família.
Ando pelos corredores, ouvindo os sussurros dos criados quando me vêem passar. Escondo o corte em neu lábio com a capa do livro e mantenho meus olhos no chão enquanto vou ao jardim leste para disfrutar de um pouco de silêncio. Um lugar distante e silencioso.
Archie
Caminho olhando o castelo, ninguém me viu entrar e ninguém suspeita quem eu sou. Quero olhar com calma todos os detalhes deste lugar antes de o fazer cair de vez. Não consigo parar de pensar em Dandara. Eu quero demolir cada pedra desse lugar para que não sobre nem mesmo as ruínas
Através das muretas, vejo um pequeno jardim cercado, e de baixo de uma boa sombra de um salgueiro e cercados baixos de roseiras, uma bela garota se deleita silenciosa de um livro. A maneira como seus olhos percorrem as páginas com serenidade me faz questionar se ela ao menos sabe que está sendo observada.
Coloco as mãos atrás das costas, e caminho sem pressa em sua direção. Sou um amante de literatura por isso qualquer livro me chama atenção, ainda mais nas mãos de uma jovem bonita de cabelos pretos ondulados, pele alva, nariz delicado e cílios fartos. Ela realmente é uma garota exuberante. O modo pacífico como aproveita da leitura e do silêncio do lugar parece capturar por um momento minha atenção.
- Este deve ser bom... _ comento parando na distância de três passos e ela ergue seus olhos castanhos claros, redondos e charmosos, parecendo um pouco surpresa como assustada.
- Realmente é. Perdão, é a primeira vez que o vejo...como deveria me dirigir a vós?
Ela sairá correndo quando contar? Vai chorar desesperada? Vai mudar drasticamente seu comportamento?
Vamos nos divertir um pouco com a mente da moça que não me olhou com nenhum pingo de arrogância em suas feições. Ela continua sentada sobre o gramado com seu corpo escorado na árvore.
- Majestade...
Ela me olha de certa forma ainda mais surpresa, suas sobrancelhas arqueiam sutilmente e são apertadas enquanto fecha o livro em sua mão e se colocando de pé apressada. Penso que ela sairá correndo mas apenas faz um breve cumprimento de cortesia e um aceno sutil com a cabeça de forma serena. Seu olhar parece investigativo e intrigado sobre minha pessoa.
- Bem-vindo a Hartz, majestade. Gosta de ler?
- Um pouco. Já li alguns, confesso, mas não muitos... _ dou um passo a frente e ela sorri sutilmente em minha resposta.
- A biblioteca real de Hartz possuí uma boa variedade, majestade. Caso sinto o desejo, eu poderia levá-lo pessoalmente.
Ela é como a vadia que o rei mandou para me matar, achando que podia se insinuar cheia de si mesma porque o rei dela a disse que a beleza era imensurável e ela ganharia mais ouro do que pudesse carregar. Rolo meus olhos pelo jardim isolado desprotegido.
- Gentil de sua parte, mas eu não terei muito tempo para passeios...
- Oh!_ ela acena novamente como se estivesse pedindo desculpas e levanta seu rosto completamente e desvia para as roseiras.
Reparo melhor na beleza de seu rosto e vejo o corte em seu lábio. Parece feito recente, mas quem teria batido em uma moça aparentemente bem educada.
- Quem fez isso com você? _ pergunto sério e ela me olha de relance e cobre o lábio com as pontas dos dedos.
- Eu cai... _ ela sussurra abaixando novamente os olhos.
- Com bastante força pelo que noto. Já "cai" muitas vezes e sei como é o inchaço dessa queda. _ Comento sugestivo arqueando a sobrancelha, mostrando que estou ciente de sua mentira e ela cora.
- Não foi nada, majestade. Apenas um pequeno descuido meu.
- Entendo ... Você não tem medo?_ pergunto intrigado ao ver que ela nem mesmo treme diante de mim.
Ela me olha receosa, buscando algo em meu rosto brevemente.
- Se eu disser a verdade, arrancará minha pele?
Riu baixo. É eu mandei fazer isso, sei do que ela está falando. Respiro fundo e solto devagar a olhando de soslaio. Pelo menos ela é sincera com seus pensamentos.
- Talvez!
- Então não..._ ela nega desviando seus olhos para o livro marrom em suas mãos.
- Mas posso mandar arrancar por mentir!
A vejo encolher os ombros e estreito as sobrancelhas enquanto ela balança a cabeça em negativa um pouco tensa.
- Desculpe, majestade. Não tive intenção de ofender... Eu ...
- Está tudo bem! Não ofende! _ dou um sorriso surik tranquilo e ela respira ao se lembrar que precisava o fazer, o alívio nítido em seus olhos. _ Apenas me diga como sou chamado aqui e eu lhe perdoarei por mentir.
Ela parece ainda mais tensa e pensativa, apertando os lábios e tombando a cabeça para o lado enquanto olhava fixamente para o gramado verde e baixo do jardim.
- Digamos que tirano ..._ ela sussurra a última palavra com muito receio, morde internamente o lábio inferior e o solta receosa. _ ainda seja um termo suave.
- Hum..._ concordo balançando a cabeça em positiva._ Está perdoada!
- Vossa majestade é?
- Sim! Digamos que tirano realmente seja uma palavra suave para mim. Me chame de monstro se quiser, eu realmente sou! Eu sempre serei um monstro para meus inimigos!
- Não me parece ser ..._ ela confessa abaixando agora os olhos para o livro frente ao corpo.
- Você é uma criatura intrigante... Alguns tremem quando ouvem sobre o rei de Dazzo, mas você diz que não pareço ser um monstro, nem mesmo treme ... Quem é você?
Ela me olha novamente surpresa e bate na própria testa desajeitada, me tirando uma risada confusa de suas ações singelas. Ela se inclina, sempre olhando para o chão, mostrando uma submissão impressionante, mas isso me é incomodador.
- Eu sou Evelyn, princesa de Hartz.... Pode me chamar de Eve, se quiser..._ ela parece temerosa e novamente meus olhos caem no corte em seus lábios rosados e carnudos.
Quem teria coragem de bater em uma princesa?
- Eu deveria saber que alguém tão bem educada deveria ser uma princesa. Desculpe minha falta de modos, alteza!
- Oh, eu que peço seu perdão por aparecer diante de ti de forma tão descuidada. Eu não pretendia atrapalhar...
Aceno singelo e ambos olhamos em direção aos sinos que indicam que meus representantes chegaram. Ela aponta para mim e depois intrigada para o sino.
- Oh!_ ela exclama cobrindo a boca. _ Eu preciso ir agora. Posso me retirar majestade?
Ela pede para se retirar quando está na própria casa?
- É claro, alteza. Foi um grande prazer conhecê-la.
Ela acenou cortês com a cabeça, se afastou apressada, mas parou na distância de poucos metros e olhou por cima do ombro em minha direção.
- Majestade, estou feliz que os reinos estejam finalmente em paz. Espero que possamos nos ver de novo para conversar. Foi agradável, como uma pessoa me disse uma vez .. _ foi tudo que disse e se apressou quase correndo para dentro do castelo.
Quem disse a ela que eu era uma pessoa agradável ?
Uma garota intrigante, educada, parecendo de bom caráter. Nenhuma insinuação e com o comportamento adorável, mas é uma pena que seu destino seja cruel, pois não perdoarei aqueles que mancharam Dazzo! Não perdoarei os que fizeram minha irmã definhar até a morte!
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⚠️ Meus queridos leitores, se você está lendo esse cantinho de recados peço um minuto da sua atenção. Algumas coisas importantes serão esclarecidas aqui. Por que? Porque é necessário e vocês entenderão exatamente o motivo desses avisos.
Então primeiro aviso : Levem em consideração o contexto histórico! Não tentem olhar para o hoje. Porque nossa realidade de vida contemporânea é muito diferente!
Segundo: tenham em mente que a vingança pode cegar uma pessoa e afetar suas decisões.
Terceiro: sejam respeitosos, por favor. Eu gosto muito dos meus leitores e sempre tento me comunicar com vocês. Por mais que a história seja difícil nesse início, e até muito difícil de engolir, peço que dê uma chance antes de desistirem logo no início. Não vou obrigar você a ficar, muito menos vou discutir e lhe faltar com respeito.
Esses avisos não estão aqui atoa! Se eu vim até aqui escrever, é porque tenho um motivo.
Além disso, não façam pdf e nem distribuam. Estou sempre de olho. Isso prejudica muito o escritor tanto no emocional (porque isso banaliza todos os esforços do escritor) quando nos lucros do trabalho dele. Então pessoal, peço com todo meu coração, que não façam pdf dos meus livros, como uma forma de respeitar o meu trabalho e minha pessoa.
O livro está disponível em modelo físico para venda. Caso se interesse siga minha página no Instagram @autoraj.k.Carvalho e fique por dentro de novidades.
É isso... Obrigada pela atenção!
Enfim... estão avisados, em...
Boa leitura !
- Que homem detestável! Eu o mataria se fosse meu pai!
Rupert se junta ao meu lado, bufando sozinho com seus pensamentos e claramente irritado com algo.
- Matar o pai de quem?_ pergunto em um sussurro enquanto olho para o grande castelo de Hartz.
- O rei!_ ele murmura quase inaudível. _ Ele é um monstro! _ arqueio a sobrancelha e Rupert suspira. _ Depois de você, é claro!
- Ele te maltratou?
- Ele não seria louco! Mas eu vi com meus próprios olhos ele bater na própria filha como se ela fosse nada! _ ele se revolta ainda mais demostrando como rei bateu na moça. _ Simplesmente porque a bonita e educada moça deu sua nobre e respeitável opinião sobre o povo ter sofrido do mais e que as condições do tratado de paz não serem ruins!
Minha mente me leva rapidamente em um flash de memória ao lábio cortado e inchado que agora sei exatamente como aconteceu e quem o fez.
- Você realmente acredita que eu vim até aqui para um tratado de paz?_ pergunto cético e Rupert se vira desconcertado procurando respostas em meu rosto.
- Para que então me mandou até aqui?
- Porque eu precisava que eles me deixassem entrar... Nem que fosse com uma boa mentira!
- Você é detestável! _ ele bufa e suspira logo em seguida._ Meu rei, por favor, poupe aqueles que forem bons...a princesa...
- Por que eu faria isso?
- Porque seu melhor amigo está pedindo...
- Eu não vejo meu melhor amigo aqui. Onde ele está Rupert? Eu não o vejo! _ procuro e o vejo fazer uma careta de desgosto. _ Ela deve ser falsa como a que o pai dela mandou para Dazzo...
- Claro... Provavelmente ela quase perdeu um dente por sua falsidade enquanto defendia a paz... Eu posso jurar que aquele tapa a fez sangrar...
- Então ela me agradecera por livra-la dessa vida!
- Eu não teria tanta certeza que ela ficaria assim tão grata ..._ Rupert protesta e as portas do castelo se abrem para mim e meus acompanhantes.
- Não importa o que ela sinta. O rei e todos os outros vão pagar pelo que fizeram a minha irmã!
Eve
Respiro fundo prendendo por alguns segundos o ar quando o rei entra na sala do trono acompanhado por uma comitiva de soldados e porta-bandeiras, além do mensageiro que vinha logo atrás.
O rei é um homem bonito, daqueles que fazem as pernas ficarem tremendo e o coração bater forte, muito diferente do que um dia imaginei. Ele tem olhos verdes intensos, alto, forte, e sua presença faz jus junto de sua postura impecável. Seus são cabelos escuros e lisos, a barba por fazer, e sua pele levemente bronzeada em um tom bonito. O rei de Dazzo deve ter seus quase 30 anos.
Seus olhar recai rapidamente em mim e abaixo meus olhos para o chão.
Estou alinhada ao lado do trono em uma fileira depois dos meus dois irmãos que ficam de pé ao lado de meu pai.
- Rei Friedrich, rainha Isabella... _ O rei de Dazzo acena sutilmente com a cabeça em cumprimento e vejo seu corpo se direcionar em minha direção. _ Princesa Eve... _ sua voz rouca retumba com um trovão por meu corpo fazendo todos os pelinhos de meu corpo arrepiar.
Os olhos de meus irmãos e de todos no salão caem sobre mim, fazendo minhas orelhas arderem. Levanto meu rosto e aceno com elegância.
- Majestade... _ sussurro em cumprimento e ele volta encarar o meu pai que claramente está irritado.
- Rei Archie..._ meu pai claramente zomba de seu título e fico tensa com o que pode vir está noite. _ Então você realmente veio.
- Não era comigo que queria negociar as condições do acordo de paz? Estou aqui agora!
- É muito presunçoso de sua parte vir até aqui pedindo por paz e ainda exigir condições!_ Meu irmão mais velho reverbera com autoridade.
E apenas suspiro pesadamente sem que me ouçam. Não sei porque estão se alfinetando quando pedem por paz.
- Presunçoso, primeiro príncipe de Hartz? Sabe o que acho presunçoso? Mandar uma aldeã ao meu reino, para uma tentativa fracassada de sedução. Ela nem era tão boa assim... _ O rei de Dazzo zomba repousando sua mão com tranquilidade sobre o cabo prateado bem lustrado de sua espada. _ E com certeza ela não era a melhor assassina que vocês ja mandaram...
Todos se calam com o afronte e cubro a boca para esconder meu riso. Ele os fez engolirem seus egos inflados rapidamente.
- Do que está rindo?_ Meu irmão do meio cochicha revoltado e finjo vômito de uma forma convincente que o faz se afastar um pouco e cutucar nosso irmão mais velho. _ Eve está mal... Avise o pai antes que ela nos traga vergonha.
Eu realmente prefiro não ficar aqui vendo essa discussão idiota.
Meu irmão mais velho cochicha no ouvido de meu pai que da sua autorização para minha saída.
Desço os degraus e faço um demorado cumprimento cortês, ao levantar meus rosto ele acena singelo com a cabeça e solto um pequeno sorriso que claramente ele o viu.
- Vamos falar sobre as condições ou ficaremos nos alfinetando como dois camponeses brigando por uma vaca?
Ronco enquanto seguro meu riso o máximo que posso, apertando meu nariz. O rei de Dazzo parece alguém interessante para conversar, justamente pela maneira como ele afronta meu pai sem receios. Alguém que meu pai não pode bater.
Archie
Ao menos o banquete foi dado. Corto com tranquilidade a carne e com paciência, levantando meus olhos para a cabeceira oposta a mim, onde o rei se senta parecendo querer também cortar o prato com a faca. Encaro fixadamente o pedaço de carne e a volto para o prato.
Olho para o corte no lábio da princesa, ela parece sentir um pouco de dor ao mastigar, por isso demora mais do que as outras pessoas na mesa para comer. Pigarrateio chamando atenção de todos.
- Princesa Eve...
Ela congela, seus ombros se tornam rígidos e a assisto colocar as talheres sobre a mesa em um gesto silencioso e me olhar diretamente.
- Sim, majestade.
- Sua boca está melhor?
Ela toca o lábio e abaixa a cabeça em concordância.
- Sim, majestade. Obrigada por perguntar.
- Posso perguntar quem fez isto? _ pergunto calmo e vejo o olhar de Rupert em mim e depois amigável na princesa.
- Eu fiz! _ o rei rosnou me olhando friamente nos olhos. _ Eu a eduquei!
- Educação? Com essa força?..._ arqueio as duas sobrancelhas e coloco as talheres sobre a mesa.
- Ela é minha filha, eu a educo como bem entendo! Com a força que eu quiser...
- E minha irmã? Você fez dela como bem entendia... E ela não era sua filha! _ rosno com o maxilar apertado. _ Se lembra dela, não é? A bastarda de Dazzo...
O cômodo a meia luz fica silencioso com um clima tenso. Não desvio meu olhar daquele homem, e não me importo sobre os olhares dos outros. Mas algumas coisas precisam ser ditas para refrescar a memória do monstro a minha frente.
Rupert fica tenso ao meu lado e apenas aceno com o queixo para que ele saia se assim preferir. Ele concorda, e o vejo se aproximar da princesa contra minhas ordens.
- Alteza, eu gostaria de ver a biblioteca...
- Agora?_ ela se vira na cadeira intrigada.
- Uma criada pode te mostrar!_ a rainha fiz em tom de arrogância e aperto a sobrancelha.
- Não quero uma criada!_ rosno e Rupert fica mais tenso.
- Vamos alteza... Por favor... _ Rupert insiste e ela se levanta mas o rei bate o garfo na mesa me encarando.
- Você fica Evelyn! _ ele rosnou e a princesa estagnou sem saber o que fazer, ela olha para Rupert abatida e depois para mim abaixando seus olhos dizendo: " Sinto muito, majestade"
- Sim, meu rei... _ ela sussurra abaixando seus olhos para o colo e mal pisca.
Me levanto sem pressa, e Rupert fica tenso, aceno singelo com a cabeça e me retiro de meu lugar.
Saio da sala e ouço um estrondo na mesa de jantar.
- COMO VOCÊ OUSA A SE LEVANTAR SUA GAROTA ESTÚPIDA?!
Fecho minhas mãos em punhos e Rupert me alcança tenso e muito bravo, com seu rosto vermelho como uma pimenta.
- Por favor, Archie ... Todos menos ela!
- Saia!_ rosno e ele para ficando para trás enquanto sigo em direção ao meu aposento.
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Boa leitura!
❤️
##esse capítulo possui gatilho##
Eve
Aliso meu pescoço um pouco tenso e jogo água sobre meus ombros. O jantar foi um fiasco, além do meu pai quase me exilar depois do ocorrido. Eu só queria ajudar...
- Saia logo do banho, alteza! Vai pegar um resfriado!_ Meredith me repreende e deixo minha cabeça tombar sobre a margem da banheira.
- Mery, eu sou a vergonha do meu pai...
- Você é uma boa menina! De coração bom... Não escute essas coisas que seu pai diz!
- Ele disse que manda me executar na próxima..._ fecho meus olhos e suspiro pesadamente.
Meredith se aproxima, trazendo a toalha, e acena para que eu saia logo. A olho abatida, enquanto ela me da um sorriso amarelo, sento na banheira retirando o excesso de água dos meus cabelos e saio enquanto ela me embrulha com bastante cuidado.
- Então...como ele é?
- O rei de Dazzo é um homem interessante, Mery. Não parece ser o mesmo dos boatos.
- Não se deixe enganar pela aparência! Até o espelho reflete a imagem que não é dele! _ ela me repreende enquanto sento na cama e ela enxuga meus cabelos.
- Mas o mensageiro dele me parece ser alguém respeitável.
- Um mensageiro é apenas um criado. Um criado não tem poder para ser aquilo que tem vontade de ser!
- Não diga isso, Mery. Eu não trato você como uma criada! Você é como uma mãe para mim...
Meredith para de enxugar minha cabeça e afasta a toalha de meu rosto.
- Eu amo você como se fosse minha filha. Mas eu sou sua criada, e você é minha princesa!
Ela abandona a toalha e trás a camisola, vestindo-me primeiro pela cabeça e depois me ajudando a passar os braços pelas mangas longas.
- Não vai demorar para seu pai casar você... Ja está passando da hora, você ja tem 23 anos. A guerra entre Hartz e Dazzo afetou isso, mas acho que logo ótimos pretendentes virão corteja-la.
- O rei de Dazzo tem uma rainha?
- É melhor você nem mesmo pronunciar sobre ele. Ja viu a fúria de seu pai!
- O que o rei quis dizer em relação a irmã dele? Meu pai fez algo a ela?
Meredith para de ajudar a me vestir e pega meu rosto com firmeza em suas mãos e sacode leve.
- Nunca mais pergunte sobre isso! Nunca mais, Evelyn! Então aí sim, seu pai tera motivos para mandar executa-la!
Mesmo confusa concordo com um aceno firme e Meredith me da um beijo terno na testa e acaricia minha bochecha.
- Boa menina! Boa noite minha princesa!
- Boa noite Mery!
Ela sai do quarto apagando a vela deixando o quarto um tanto escuro. Suspiro pesadamente olhando para os respingos de água no chão do quarto próximo a banheira. Afasto os lençóis da cama e me deito tentando afastar os pensamentos de minha cabeça barulhenta.
Foram oito anos de uma guerra que todo o reino mal sabia sobre os motivos verdadeiros dela.
Rolo abraçando o travesseiro enquanto olho para o livro na cômoda. O que será que aconteceu entre a irmã do rei e meu pai?
***
Ouço barulhos estranhos, aperto as sobrancelhas mesmo ainda de olhos fechados, e o som estridente lá fora, e um grito, me faz abrir subitamente quando a porta de meu quarto abriu, e vejo Rupert segurando uma vela e fechando a porta.
- Alteza, você precisa ir! _ ele sussurra, afastando os lençóis da minha cama e me obrigando a ficar de pé. Me estico para pegar meu roupão de seda, mas ele me puxa com mais força. _ Não há tempo, princesa! Rápido!
- O que está acontecendo?_ pergunto afobada ,olhando por cima do ombro para minha enorme janela, enquanto Rupert me puxa para fora.
- Você precisa fugir! Ele vai matar a todos! Mas a senhorita é boa, não merece isso!
- Do que você está falando?_ agarro seu braço tentando faze-lo me soltar. Minha cabeça está girando enquanto tento entender de onde vem todo esse barulho pelo castelo a essa hora da madrugada.
O mensageiro para, só então vejo que seus olhos são azuis como o céu, e seus cabelos longos na altura no ombro e lisos, castanhos claros quase loiros. Ele segura meus ombros com força.
- Alteza,eu não tenho tempo de explicar, mas se os guardas nos acharem, temo pelo que possa acontecer a senhorita. É uma mulher bonita e...
- Qualquer soldado gostaria de enfiar seu pau em uma mulher de sangue nobre..._ sussurro apavorada balançando a cabeça em negativa enquanto repito as palavras de meu pai. O sangue parece fugir de meu corpo e o mensageiro concorda firme.
- A senhorita precisa fugir agora! Eu iria tira-la daqui durante o jantar, mas não fui capaz. _ ele volta a me puxar, mas dessa vez não ofereço resistência.
Estamos quase correndo pelos corredores escuros e posso ouvir minha própria respiração pesada.
- As catatumbas..._ sussurro e ele me olha rapidamente e o puxo para outro corredor.
Paro ofegante diante de uma prateleira velha e começo a tentar empurrar com as costas. O rapaz um pouco mais velho que eu me ajuda a empurrar, ele não era forte como seu rei, nem tão másculo, mas isso não importava.
Uma brecha aparece e arfo mostrando a ele o esperando ir primeiro. O rapaz pega minhas duas mãos e deixa a vela em minhas mãos.
- Fuja! Fuja para o mais longe de puder! Alteza, saiba que estou fazendo isso porque é a primeira monarca que conheci de bom coração. Você não merece esse destino cruel!
Meus olhos enchem de lágrimas e ele me empurra, me obrigando a passar sozinha pela passagem estreita.
- Não sinta raiva de Archie ... Seu pai fez coisas horríveis com Dandara, a irmã do rei. Ele está apenas buscando vingança a ela. Eu sei que é um pedido idiota, mas não se esqueça disso.
- Não me esquecerei. Obrigada..._ fungo e o vejo começar a fechar a passagem novamente.
Me viro usando a vela para iluminar o corredor estreito, escuros cheio de aranhas. Sinto um calafrio ao ouvir os gritos baixos devido a distância e começo a andar sem saber ao certo para onde ir.
Archie
Olho fixamente para o trono carmesim com adornos dourados em ouro e pedras preciosas. Respiro fundo enquanto mantenho minha postura com as mãos juntas atrás das costas.
- Majestade, ela não estava no quarto..._ um dos meus soldados me avisa em um sussurro baixo.
- Isso é obra de Rupert. Eu lidarei devidamente com ele depois!
- Devo prende-lo se acha-lo?_ Willy, meu guarda real pergunta séria.
- Não! Apenas o leve para o acampamento... Ele tem o coração mole!_ rosno entre os dentes olhando por cima do ombro, encarando o monstro que estrupou minha irmã junto de três soldados da guarda real dele.
- Eu vou matar você, seu desgraçado!
- Não sou eu que estou de joelhos com uma faca na garganta! _ me viro para o soldado ainda esperando minha permissão para sair. _ Verifique as saídas das catatumbas!
- Sim, meu rei!_ ele responde convicto saindo rápido e volto a olhar para o trono a minha frente.
Abro as mãos esticando meus dedos e volto a aperta-los. Quero cortar a garganta desse monstro, mas não agora. Eu sinto muito pela princesa, mas ela será a moeda pela qual o rei Friedrich pagará o preço por seu maior erro!
Ele e todos estes arrogantes de merda! Eu vou esfola-los vivos, vou desmembra-los pedaço por pedaço. Menos a princesa Eve... Serei rápido com ela, para que sofra menos dor física. Não a machucarei cortando sua carne ou a esfolando, ela me odiará, mas a darei um fim rápido e indolor depois de usá-la para minha vingança. Friederich verá com os próprios olhos e se agonizar pela filha.
- Majestade!_ um guarda anuncia e ouço grunhidos femininos.
Me viro de frente para vê-la se debatendo, tentando se soltar. Seus olhos estão áspero e decididos, o que me intriga já que eu esperava pavor nelas. Eles param diante de mim, ela me encara com os olhos se enchendo de lágrimas, seu corpo tremendo tanto que ela mal consegue respirar, quanto mais tenta mais ar parece lhe faltar.
- Eu não preciso de todos... Apenas do rei de merda!_ comento baixo e ela abaixa os olhos e os fecha com força tentando controlar o próprio corpo trêmulo.
Levanto meus olhos para os monarcas atrás de nós. Desvio primeiramente o primeiro príncipe, e um dos guardas o degola com rapidez, deslizando a adaga sobre a pele de seu pescoço enquanto assisto seu sangue jorrar para fora e enquanto ele se debate no chão. Olho para a rainha que recebe o mesmo fim.
Eve convulsiona o corpo, enquanto lágrimas despejam de sua boca e seu choro é apertado em seus dentes cerrados. Ela pode os ouvir engasgar com o próprio sangue, mas não pode vê-los. Cubro seus ouvidos como um ato de compaixão, mesmo que cada um de seus braços estejam sendo segurados por um guarda. Não sei se ela tem algum tipo de afeto por essa família, mas eu não teria se estivesse em seu lugar.
Seu rosto molhado por lágrimas quentes umedece minhas mãos. Enquanto isso assisto o segundo príncipe morrer no chão em seus últimos engasgos.
- SEU DESGRAÇADO! MEUS FILHOS! VOCÊ MATOU OS MEUS FILHOS!
- Eu matei... Mas creio que você não se importará com o que acontecerá com esta aqui, não é mesmo? Você mesmo a trata como um cão sarnento...
- Tire suas mãos nojentas de Evelyn!
- Tirar minhas mãos? Eu colocarei muito mais do que minhas mãos nela! Como você fez com a minha irmã! _ rosno com o maxilar cerrado e me afasto sem pressa. _ Você se lembra ou devo lembrá-lo?
Me sento sobre o trono carmesim, e espalmo minhas mãos sobre o encosto dos braços. Aceno com o queixo e cada um dos guardas agarra uma parte da gola da fina camisola e puxa com força, rasgando o tecido com facilidade. A ouço gritar mesmo que sua voz não tenha saído. Evelyn se debate tentando cobrir seu corpo exposto.
- Se você tocar nela....
Aceno com a mão para traze-la até mim, e vejo que as pernas da princesa estão fracas de mais para andar, então eles a arrastam. Toco a ponta de seu queixo a obrigando a levantar a cabeça e me olhar. Ela o faz tentando respirar enquanto seu corpo sacode em uma nova onda de choro.
- Eu serei rápido com você, porque me mostrou gentileza... Eu não vou machucar você como ele fez com a minha irmã! Não vou Evelyn! Mas terei que fazer isso com você para fazê-lo provar do próprio veneno. Seja forte, eu sei que você é! _ sussurro para que apenas ela me ouça.
A vejo tentar parar, concordando. Sei que é difícil, mas ela está tentando. Ela não tem culpa pelos atos de seu pai monstruoso, mas é minha vingança, minha promessa à minha irmã que não deixaria nem mesmo o pó dos que fizeram isso com ela.
Envolto sua cintura e a coloco sentada em meu colo de costas para mim. Os guardas a soltam e ela agarra sua camisola rasgada enquanto engasgava com o próprio choro tentando controla-lo, enquanto desço os trapos de seus ombros, expondo completamente seu corpo.
Olho fixamente para Friedrich que se debate com seus olhos brilhantes em fúria sobre mim. Minhas mãos alisam a pele macia da garota em meu colo, subindo pela coxa, barriga e apalpou um seio rechonchudo. Evelyn se encolhe contra meu corpo e belisco o bico de seu seio enquanto a ouço controlar sua vontade de gritar.
- Você realmente tem uma bela filha... Uma boa garota, obediente... E corajosa! Olhe para ela como faz de tudo até mesmo aqui para não chorar...
Massageio seu seio com cuidado, não quero machuca-la. E viro meu rosto para olha-la, seus lábios estão tremendo mesmo com os dentes cerrados, seu corpo continua tremendo sobre o meu enquanto seus olhos estão aflitos.
As palavras de Rupert invadem minha mente implorando misericórdia por ela, mas minha promessa a Dandara e a imagem de seu corpo sem vida em meus braços bagunça minhas decisões.
- Eu serei rápido e superficial..._ repito mais uma vez sem mover meus lábios e ela fecha os olhos e concorda mesmo que isso esteja rasgando sua dignidade.
A coloco de pé, mesmo que eu tenha que mate-la assim para que seu corpo não despenque no chão sem forças. Empurro devagar suas costas enquanto minha outra mão passa por baixo de sua barriga a mantendo de pé.
Abro minha calça expondo meu membro que não está muito rijo pela situação. A última coisa que eu queria era estuprar uma garota inocente.
- Você pode gritar agora, princesa..._ comento me enterrando superficial nela, e sinto seu hímem romper sobre meu pau.
Ela grunhiu alto, mas não grita e me sinto péssimo fazendo isso, mas não posso agora.
Friedrich grita alterado ao me ver comendo sua filha diante dele.
- Você acha que acabou? Depois de mim outros viram... Quantos eu quiser que venha!
- Seu...
Aceno forte com a cabeça e o guarda o leva arrastado. Assim que ele retirado do salão, saio de dentro da princesa vendo o sangue escorrer por suas pernas e machado meu membro.
O guardo ainda a mantendo perto de mim, agora completamente de pé, passo a mão receoso no topo de sua cabeça.
- Você foi forte e corajosa..._ Sussurro baixinho abatido me sentindo hediondo.
- Majestade, nós podemos com ela?_ o primeiro guarda se oferece claramente excitado.
- NÃO! Ela é minha posse! E ninguém vai tocar nela! Agora saiam!
Rapidamente eles saem e guio Evelyn para o trono e a coloco sentada. Corto um pedaço de sua camisola rasgada e a limpo com cuidado. Seus olhos estão fixados nos corpos de sua família no chão .
- Não olhe para lá! Olhe para mim Evelyn! _ pego o seu rosto a obrigando a olhar para mim. _ Apenas olhe para mim agora certo? _ sussurro e ela acena fechando os olhos com força. _ Eu vou te dar duas alternativas. A primeira, eu posso dar a você um veneno que vai mata-la em pouco tempo sem dor...
- E a segunda?_ ela pergunta com seu corpo voltando a convulsionar.
- Eu posso levá-la comigo para Dazzo. E eu juro que ninguém, nuca mais, machucaria você! Não vou pedir seu perdão...Eu disse a você que eu era um monstro! E eu fui um monstro com você! Mas a escolha é sua...
- Me dê o veneno! _ ela chora, e afundo seu rosto em meu ombro.
Estou me sentindo péssimo. E não há nada que eu possa fazer para consertar isto.
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Capítulo difícil de escrever e foi exatamente para esse capítulo todos os meus inúmeros avisos. Volto a recordar: contexto histórico, decisões afetadas, respeito.
... Não estou romantizando o que Archie fez! Quero deixar claro que não sou apoiadora de estupros! Isso é abominável! Enfim... Quero que saibam que isso aconteceu com a Evelyn por um motivo importante futuramente... e deixar claro que essa será a única vez. A partir de agora, não tentem olhar com tanto ódio, veja entre as linhas, vá além das simples palavras aqui, busque a razão pela qual elas foram ditas.