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Pérola Negra- Série Comoção 1

Pérola Negra- Série Comoção 1

Autor:: Nhabombe
Gênero: Romance
Ao ter de mudar de escola Mahatma se vê conhecendo um novo tipo de estudantes, não tão novos mas os mas intrometidos que ela já tivera o prazer de conhecer. Bagunceiros, língua solta e cheios de hormônios. Enquanto que Mahatma só quer que o mundo ignore sua existência, Witsel quer que ela a de atenção, o menino precisa de atenção para sustentar seu ego. O que é tão óbvio se tornou mil vezes complicado. E porque não ferrar com tudo com a chegada de Mayara, que depois de muitos anos no anonimato quer retomar o tempo perdido.

Capítulo 1 Prólogo.

Meus cabelos são curtos e escuros, escuros como a noite. A única diferença entre eles, é que a escuridão dos meus cabelos não é suprimida pelo brilho de nenhuma estrela.

Minha antiga escola só vai até o 3 ano do secundário, então fomos transferidos segundo nossas notas para certas escolas da cidade "merda odeio ficar mudando de escola " então amanhã irei para minha nova escola "não que eu me importe de mudar de escola, afinal não sou de construir laços de afinidade, sou social mas não gosto lá muito de me envolver com indigentes.

Minha casa fica perto da estrada sou única filha do meu pai (solteiro infelizmente, ele dedica muita parte de seu tempo ao trabalho e a mim) ele é o melhor pai que eu poderia desejar, ele faz o papel de mãe e pai, meu amigo. Não sei o que seria de mim sem ele. Ele é divertido, não um homem carancudo sério e aposto que isso é que faz nossa amizade dar certo, ele até ensinou Box. Que tipo de pai ensina a filha a lutar?

Apesar deus saber que um dos motivos disso é para eu poder me defender caso sofra algum atentado. Mas isso não tira o brilho a coiso. Cá na praça do meu vai está cheio de delinquentes não pessoas totalmente maldosas só fora da linha.

- minha princesa como está?- diz meu Pai entrando no meu quarto

- sou tudo menos princesa pai

- ok minha lutadora de MMA- diz e sorrio

- estou organizando o uniforme para nova escola juro que se não fosse pobre ( não somos tão pobre assim, mas também não somos ultra ricos, médios. Nossas situação financeira é suportável) eu não estaria naquela creche para gente mimada-digo irritada

- você nem os conhece- diz meu pai eu levanto o olhar- ok minha fofa linda da minha vida só tenta não espancar os rapazes

- posso tentar mas não prometo-digo

━━━━━ • ஜ • ❈ • ஜ • ━━━━━

Minha vida não é muito agitada e dúvido que algum dia o seja. Sair da cama é o que é difícil quando já se fez suas tarefas de casa, é meio de semana e as aulas ainda não começaram.

A tarde tá boa para ficar aí de preguiça!

E fazer o que? Papai já foi trabalhar. Yuri deve estar passando férias, aquela miúda nunca para em casa. Isso não me impede de pegar meu boné calçar meias chinelos e ficar andando feito uma condenada pelo bairro. Terminei minha caminhada no parque, sempre venho aqui quando não tenho nada a fazer. Como já disse não sou alguém de muitos amigos, então não esperem ver uma locomotiva de amigos querendo saber como estou, onde estou, com quem estou. É só eu e Deus mesmo.

Eu tenho a certeza que se alguma vez eu sumisse a única pessoa que sentiria minha falta seria meu pai.

E essas pessoas apressadas cada um com sua vida conturbada, outros levando uma vida mas modesta, outros sendo açoitados pelo diabo. Mas de todos eu tenho inveja das crianças, por isso venho ao parque, como gostaria de poder voltar a minha infância me prender a aquele mundo imaginário que ninguém podia interferir. Um sorriso bobó nasce em meus lábios ao ver um grupinho de crianças devem estar entre os 5-8 anos eles fingem ser super heróis, o parque é o país em perigo os adultos são os inimigos. É engraçado, as vezes dá uma vontade de voltar no tempo que até dói. Mas tenho que encarar a realidade né, o mundo em que um ferra o outro para poder sobreviver. E nós feramos a todos no final de contas.

Capítulo 2 Primeiro capítulo.

Acordei fiz minhas tarefas de casa fiz o café para o meu pai quando voltar do trabalho às 9 horas lavei os dentes tomei banho e veste o uniforme " horrível da escola" as miúdas usam saias e os rapazes calças essa é norma "mais quem disse que eu sigo a norma" uso calças cor de vinho e uma camisa branca, sapatilha preta, boné cor de vinho, auriculares pretos e meu celular J1, escutando música de Raul Seixas, Canto para minha morte. Entre outras músicas dele, não sou a fã número dele, mas gosto da forma que ele se expressa em suas músicas.

Retiro tudo que disse, isso não é escola, é colégio. A escola onde eu estava não chega nem aos pés desse edifício, mal entrei muita gente ficou me encarando, nem ligo mas, já me acostumei com esse tipo de olhar mas se continuarem me olhando assim vou bater em alguém.

- eu serei o vosso diretor de turma- diz o senhor que aparenta ter seus 27 anos é loiro, bonito e sexy por sinal, mais quem se importa? Eu de certeza que não, já as garotas a minha frente dando suspiros sim- Ei você levante

Ele aponta para mim, já imagino qual deve ser o motivo, não é preciso muito gênio para saber o porque, isso parece mas um convento do que escola. Não, o fato de ter rapazes muda um pouco as coisas, está mas para um castelo que abriga princesas e seus futuros príncipes. Clichê né?

Me levanto

- você não percebe que as alunas usam saia nesta instituição-diz o mesmo

- percebi não sou cega-digo

- você é petulante. Isso que alunos dessa instituição são crianças mimadas que fazem o que lhes da na telha só porque vossos pais são ricos, pois bem amanhã só me aparessa de saia.

- primeiro eu não sou mimada, segundo as minhas vestes não representam a minha vida financeira, terceiro eu não estou aqui porque quero sim porque não tenho escolha- o professor fica calado por alguns segundos, depois indireta a postura

- e ainda é rebelde. Acha que isso é casa da mãe Joana que você vai me dirigir a palavra como bem entender? E se não gosta de estar na escola então não venha.

- se fosse a casa da mãe Joana de certeza que eu não teria de ver sua cara mal humorada...e apesar da minha "rebeldia" professor eu sei que preciso estudar para ser alguém

- então deveria saber também que precisa de me respeitar se quiser estudar. Para sala do diretor agora.- diz apontando para a porta enquanto os alunos começam a cochichar, dou um suspiro e tirou meus pés da madeira em forma de banco, passou pelo professor em direção a saída, passo pelos corredores vazios da escola em direção ao gabinete do diretor. Não está tão silencioso assim mas dá para o gasto tem poucos alunos andando pelo corredor por estarem em suas dividas salas tendo aulas. Giro a maçaneta e abro a porta sem bater

- não lhe ensinaram a bater na porta antes de entrar?- o diretor magro alto tem cara de que já foi atleta ou trabalhou no ginásio, ele é moreno de cabelos curtos quase nem se nota que tem cabelo ali

- para ser sincera meu pai me ensinou a bater em pessoas não em portas- murmurou mas tenho impressão que ele ouviu porque logo de seguida tirou sua atenção dos papéis e focou em mim

- o que lhe trás aqui?- questionou ignorando meu comentário, colou minhas mãos apoiadas ao redor dos braços da cadeira de madeira que está de frente a mesa do diretor

- acredite se quiser mais não foi por vontade própria- volto a murmurar- o meu diretor de turma me mandou para cá

- porquê?

- não sei!

- não sabe?- franziu o cenho- seu diretor de turma ti tira da sala por simples caprichos?

- eu acho que sim!

- senhorita. - bradou antes de prosseguir com o discurso

E por consequência disso acabei não tendo as últimas três aulas, passei esse tempo esfregando o chão da lanchonete até que eu conseguisse ver meu reflexo, sem falar de que tinham intrometidos que passavam para rir de mim só não tiraram fotos porque ameacei jogar água neles e quebrar seus celulares e algumas partes de seus corpos é claro. A todo caso voltei para casa tão exausta que nem notei quando foi que tirei meu uniforme e me joguei na cama.

Capítulo 3 Segundo capítulo.

Sou o menino mais popular da escola fico e não me apego essa é minha vida sou inteligente bonito e sexy sou pacote completo de qualquer jovem, é assim como eu me vejo.

Tenho nova das qualidades que possuo e me orgulho delas. Não espero que outros vejam isso por mim, antes de qualquer um me valorizar eu me valorizo primeiro.

Na primeira semana de aulas, não fui para escola. É como uma tradição para mim.

Ligação...

-fala-digo

- você virá escola?- pergunta Mário

- humhum

- tem uma nova gracinha na nossa sala! - fala entusiasmado

- mesmo?- bocejo me virando na cama.

- não acredita? Você já viu alguém ser sancionado no primeiro dia de aulas? Já viu alguma garota usado calças na escola?- agora coçou meu ouvindo

- hum...quem é essa garota?

- se quiser saber melhor vir a escola princesa- diz irônico e cheio de si por me deixar curioso.

- hahaha até mais donzela!

Mário é um ótimo manipulador, só ele para me fazer ir a escola na segunda semana. Por mim eu iria um mês depois, talvez até aí algo interessante já tivesse acontecido, mais no primeiro dia nunca nem se John Travolta implorar, a última e primeira vez que foi a escola no primeiro dia de aulas foi quando eu andava na creche.

Coloquei o maravilhoso uniforme cor de vinho e branco que fica maravilhoso em mim, eu sou uma maravilha, eu sei. Peguei minha mochila e meu celular seguindo para escola, só não vou com o motorista da casa e nem pego o ônibus porque quero ter o previlégio de chegar em cima da hora na escola. Quando cheguei cumprimentei um grupo de amigos depois seguir para sala

- e ai -Mário

- falou! Como vai? - digo parando na porta, observei a minha turma as mesmas pessoas de anos atrás excepto pela garota na última fila de cabelos negros com a cabeça encostado na parede e de olhos fechados não parece increqueira. - é aquela com fones nos ouvidos ?

- em cheio- Mário não se surpreendeu por eu ter sido direto, se ele estivesse mentindo ele ia me carregar de volta para casa

- deixe-me conhecer nossa nova colega.

Deixo Mário para trás seguindo em direção às carteiras da última fila onde se encontra a carne nova no pedaço.

- Oy-digo a cutucando

- Han, Olá algum problema - pergunta me encarando e que olhar, um olhar tão peculiar que se eu olhasse por mas algumas horas descobriria sua essência

- e ai cara você veio! - diz Bartolomeu meu amigo cortando o contato, a moça se vira nos ignorando

- Amoriih você veio! - grita a irritante da Karen, só tivemos alguns lances e ele acha que sinto algo por ela

- Witsel! - diz Ana, ela é uma amiga de infância, mas gosta de mim, o problema que eu só a vejo como amiga.

- mais que droga! Será que dá para continuar a vossa reunião de afinidade lá para outro canto, não é por mal mais estou tentando dormir - diz a morena que a pouco me ignorou, ela está bem irritada

- escuta aqui minha filha se quiser dormir fique na sua casa - aponta o dedo Karen

E antes que a discussão podesse progredir o professor entra na sala a morena se levanta-se da carteira pegando sua mochila e passa pelo professor

- para onde vai? - pergunta o Professor

- a biblioteca dormir - diz a morena

- e a aula? Será que minha aula é menos importante que seu sono senhorita? - professor indignado

-neste momento é! - diz com desdém- além do mais o professor bem disse que quem não estiver disposto a ter aulas que saia

- próxima aula teste! Esteja preparada - professor

Ela não se deu ao luxo de responder ao professor, somente continuou em direção a saída

- essa garota é folgada -Ana cochicha

- e interessante - sussurro

Tivemos as três aulas a "folgada" só apareceu na terceira aula, depois ouve o recreio, na lanchonete todos já estavam em grupinhos e eu como óbvio estou no dos populares, estava conversando normalmente até a morena entrar no refeitório pedir uma bolacha e um refrigerante depois sair

- tá mesmo de olho nela seu galinha -sussura Mário

- quem é ela? - pergunto

- Mahatma, estudante transferida 16 anos inteligente e introvertida. - Mário

- só pode ser nerd - se mete Bartolomeu

- de nerd não tem nada...!- reafirmo

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