Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Moderno > Quando a Inocência Queimou: O Retorno de Sofia
Quando a Inocência Queimou: O Retorno de Sofia

Quando a Inocência Queimou: O Retorno de Sofia

Autor:: Ting Er Xiao Ling
Gênero: Moderno
Eu estava grávida de nove meses. O meu marido, Marcos, era um bombeiro, o pilar de segurança da nossa família. Construíamos sonhos para o nosso filho por nascer. Até que o cheiro a queimado me acordou. Fumo denso invadia o nosso apartamento no décimo segundo andar. A minha mãe, Laura, doente, tossia sem parar. Liguei ao Marcos, a voz embargada pelo pânico: "Marcos! Há um incêndio! Estamos presas!" Ele respondeu com indiferença brutal: "Estou ocupado. A Helena tem uma fuga de gás." Helena, a sua meia-irmã. Ele desligou a chamada. Abandonou-nos no inferno em chamas. Resgatada por outros, acordei no hospital para a verdade mais devastadora. O meu bebé, o nosso filho, não sobreviveu. Morto pela falta de oxigénio. Quando Marcos apareceu, não veio com arrependimento. Ele culpou-me: "Vês o que fizeste? Causaste este drama!" O pai dele, Ricardo, ligou a reforçar as acusações, chamando-me ingrata. A culpa pela morte do meu filho recaiu sobre mim. A injustiça era insuportável. E a traição... O homem que devia proteger-nos escolheu uma mentira descarada à vida da sua família. Mas, naquele momento de desespero, algo nasceu dentro de mim. A Sofia ingénua, que sempre cedeu, morreu no fogo com o meu filho. Agora, não tinha mais nada a perder. Eles iam descobrir o quão perigosa uma mulher sem nada a perder pode ser. Era a hora da minha vingança.

Introdução

Eu estava grávida de nove meses.

O meu marido, Marcos, era um bombeiro, o pilar de segurança da nossa família.

Construíamos sonhos para o nosso filho por nascer.

Até que o cheiro a queimado me acordou.

Fumo denso invadia o nosso apartamento no décimo segundo andar.

A minha mãe, Laura, doente, tossia sem parar.

Liguei ao Marcos, a voz embargada pelo pânico: "Marcos! Há um incêndio! Estamos presas!"

Ele respondeu com indiferença brutal: "Estou ocupado. A Helena tem uma fuga de gás."

Helena, a sua meia-irmã.

Ele desligou a chamada.

Abandonou-nos no inferno em chamas.

Resgatada por outros, acordei no hospital para a verdade mais devastadora.

O meu bebé, o nosso filho, não sobreviveu.

Morto pela falta de oxigénio.

Quando Marcos apareceu, não veio com arrependimento.

Ele culpou-me: "Vês o que fizeste? Causaste este drama!"

O pai dele, Ricardo, ligou a reforçar as acusações, chamando-me ingrata.

A culpa pela morte do meu filho recaiu sobre mim.

A injustiça era insuportável.

E a traição...

O homem que devia proteger-nos escolheu uma mentira descarada à vida da sua família.

Mas, naquele momento de desespero, algo nasceu dentro de mim.

A Sofia ingénua, que sempre cedeu, morreu no fogo com o meu filho.

Agora, não tinha mais nada a perder.

Eles iam descobrir o quão perigosa uma mulher sem nada a perder pode ser.

Era a hora da minha vingança.

Capítulo 1

O cheiro a queimado acordou-me. Abri os olhos e vi fumo a entrar por debaixo da porta do quarto.

O meu primeiro instinto foi saltar da cama, mas a minha barriga de nove meses abrandou-me. O pânico instalou-se no meu peito.

Corri para a porta, toquei-lhe, estava a ferver. O fogo estava perto.

"Mãe!", gritei, correndo para o quarto dela.

A minha mãe, Laura, estava deitada na cama, fraca por causa da sua doença renal crónica. O fumo já estava a deixá-la a tossir.

"Sofia, o que se passa?"

"Há um incêndio no prédio, temos de sair agora."

Agarrei no telemóvel e liguei para o meu marido, Marcos. Ele era bombeiro, ele saberia o que fazer, ele viria salvar-nos.

A chamada demorou a ser atendida. O som do crepitar da madeira a arder lá fora estava a ficar mais alto.

Finalmente, ele atendeu. A sua voz estava irritada.

"O que é? Estou ocupado."

"Marcos! Há um incêndio! Estamos presas no apartamento, no décimo segundo andar!" A minha voz tremia. "O fumo está por todo o lado, a mãe não consegue respirar bem!"

Houve uma pausa. Eu esperava que ele dissesse que estava a caminho.

Em vez disso, ele suspirou. "Sofia, não faças drama. Já deves ter ligado para o 112, eles tratam disso."

"Mas tu és bombeiro! Podes chegar aqui mais depressa! Por favor, Marcos!"

"Não posso. A Helena ligou-me, está com um problema grave na casa dela. Uma fuga de gás. Tenho de ir ter com ela primeiro, é mais perto."

A Helena. A sua meia-irmã.

"Uma fuga de gás? Marcos, o nosso prédio está a arder! Nós vamos morrer aqui!"

"Para de exagerar. A Helena está sozinha e assustada. Tu tens a tua mãe contigo. Os meus colegas chegam aí em breve. Tenho de ir."

Ele desligou.

Olhei para o telemóvel, incrédula. Ele desligou-me na cara.

A minha mãe agarrou-se ao meu braço, a sua respiração era um assobio fraco. "Ele... ele não vem?"

As lágrimas misturaram-se com o suor no meu rosto. O fumo era tão denso que os meus olhos ardiam.

O meu marido, o pai do meu filho por nascer, escolheu a sua meia-irmã em vez de nós. Num incêndio.

Senti uma dor aguda na minha barriga. Não era do fogo, era algo diferente. O meu bebé.

Caí de joelhos, o desespero era uma coisa física, pesada, a esmagar-me.

Capítulo 2

Perdi a noção do tempo. O som das sirenes aproximou-se, mas parecia vir de muito longe.

A minha mãe desmaiou ao meu lado. Eu agarrei-me à minha barriga, a dor vinha em ondas.

A porta do apartamento foi arrombada. Um bombeiro com uma máscara de oxigénio entrou na sala cheia de fumo. Não era o Marcos.

"Encontrei-os! Duas vítimas, uma delas grávida!"

Ele levantou-me nos braços. O seu movimento era urgente e cuidadoso. Outros bombeiros entraram e levaram a minha mãe.

A última coisa que vi antes de desmaiar foi o rosto do bombeiro desconhecido, os seus olhos cheios de preocupação.

Acordei num quarto de hospital branco e estéril. O cheiro a antissético substituiu o cheiro a fumo.

A minha mãe estava na cama ao lado, ligada a uma máquina que apitava ritmicamente.

Instintivamente, a minha mão foi para a minha barriga.

Estava lisa. Vazia.

Uma médica entrou no quarto, o seu rosto era uma máscara de compaixão profissional.

"Sofia, sou a Dra. Alves. Você inalou muito fumo e o seu corpo entrou em choque. Tivemos de fazer uma cesariana de emergência."

Eu agarrei os lençóis. "O meu bebé... onde está o meu bebé? É um menino?"

A médica hesitou. O seu silêncio foi a resposta mais alta que alguma vez ouvi.

"Lamento muito. Devido à falta de oxigénio, o seu filho... ele não sobreviveu."

O mundo parou. O som da máquina da minha mãe tornou-se um zumbido distante. O ar nos meus pulmões desapareceu.

Não chorei. Não gritei. Apenas fiquei ali deitada, um buraco vazio onde o meu filho e o meu coração costumavam estar.

A dor do incêndio, o medo, a traição do Marcos, tudo desapareceu, substituído por um vazio frio e infinito.

O meu bebé. O meu menino. Tinha passado um ano a tentar engravidar. Tinha passado nove meses a protegê-lo, a falar com ele, a sonhar com o seu rosto.

E agora, ele tinha desaparecido. Porque o pai dele estava ocupado demais para nos salvar.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022