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Quando a fortuna bate à porta

Quando a fortuna bate à porta

Autor:: Simeon Kyle
Gênero: Moderno
"Pobre fracassado! Como ousa dizer que é digno de mim? Nunca mais quero ver sua cara!" A namorada de Brian o traiu com outro homem, mas em vez de pedir desculpa, ela o insultou na frente de todos. Para ela, os homens pobres simplesmente não mereciam respeito. Mas o que Brian poderia fazer? Jurando que enriqueceria e esfregaria na cara daqueles dois canalhas... No mesmo dia, ele recebeu uma ligação de uma funcionário da família: "Parabéns, senhor! Seu teste terminou. A mesada deste ano foi depositada no seu cofre. Por favor, vá conferir pessoalmente." Pensando que deviam ser uns poucos mil, Brian se perguntava se realmente precisava ir conferir. Afinal, sua família tinha apenas uma empresa pequena. Mas no momento em que abriu o cofre do banco, ele congelou. Ouro, joias, maços de notas... O que ele não sabia era que os negócios da sua família valiam pelo menos um trilhão.

Capítulo 1 Você é um completo perdedor

Brian Tennant estava ocupado trabalhando, limpando as mesas da cantina da Universidade de Everin.

Naquele momento, ele usava um avental e um par de luvas de borracha, que eram necessários para o trabalho.

Ele também recolheu todas as garrafas plásticas sobre as mesas e as colocou na grande sacola a seu lado.

"Mais dez garrafas e ela ficará cheia. Assim poderei vendê-las por vinte dólares! Finalmente terei dinheiro suficiente para comprar algo para comer amanhã. Que maravilha!", murmurou Brian para si, se animando. Ele olhou para a sacola quase cheia com entusiasmo.

Não muito longe dali, Jeanne Hall viu o que Brian estava fazendo e franziu a testa.

Após olhar para Kim Percival, que estava sentado à sua frente, ela perguntou com desgosto: "Kim, quem é aquele cara ali? Por que ele é tão pobre assim?"

Kim era um estudante de finanças bem conhecido que vinha de uma família rica. Diziam que o patrimônio de sua família já ultrapassava os dez milhões de dólares.

"Pobre? Não julgue um livro pela capa. Conhece a garota popular, Rosy Stevens, não é? Ele é o namorado dela e lhe dá uma mesada de três mil dólares todo mês."

Enquanto dizia isso, Kim olhou para Brian com uma expressão amarga.

Ao ouvir isso, Jeanne olhou duas vezes. Olhando para o homem que trabalhava arduamente com as garrafas, ela perguntou incrédula: "Está brincando comigo? Como Rosy pode estar com ele?"

Kim franziu o nariz em desdém e respondeu: "Porque ele é um puxa-saco descarado quando está com Rosy."

Percebendo a confusão no rosto de Jeanne, Kim abriu um sorriso malicioso e disse: "Olha, vou te mostrar."

Ele se levantou e jogou de propósito os restos de sua comida no chão. Depois, gritou para Brian: "Ei, você aí! Venha cá e limpe essa bagunça."

Sem pensar duas vezes, Brian foi até lá e se agachou para limpar os restos de comida.

De repente, ele sentiu um líquido gelado encharcar seu cabelo.

Ao erguer a cabeça em choque, viu que Kim havia derramado uma garrafa de bebida sobre sua cabeça.

Brian se levantou imediatamente. Com os punhos cerrados, ele encarou Kim, e as veias de sua testa saltaram.

Kim revirou os olhos tranquilamente. Em vez de ficar com medo, ele deu um tapinha na bochecha dele e zombou: "Qual é o problema? Quer me bater?"

Os olhos de Brian ardiam em fúria. No entanto, antes que pudesse dar um soco em Kim, ele refletiu sobre sua situação.

Ele havia se esforçado muito para conseguir esse emprego na cantina. Além do salário, ele tinha permissão para recolher garrafas e vendê-las para ganhar um dinheiro extra.

Se ele batesse em Kim naquele momento, provavelmente perderia o emprego. Então, ele não conseguiria pagar sua faculdade, sem falar nas despesas médicas da mãe de Rosy.

Brian respirou fundo e se esforçou para se acalmar.

Por fim, ele cerrou os dentes e abriu um sorriso forçado. "Não... não quero te bater."

"Ha-ha!"

Ao ver isso, Kim e Jeanne caíram na gargalhada.

"Você é um completo perdedor! Vá comprar um bilhete de loteria para mim. Pode ficar com o troco como recompensa. Depois, entregue este pacote no quarto 1024 do Hotel Galaxy, entendeu?"

Kim pegou uma nota de cem dólares e a jogou no rosto de Brian. Em seguida, ele passou o braço em volta da cintura de Jeanne e os dois saíram, rindo o tempo todo.

Com uma expressão vazia, Brian apanhou o pacote que Kim deixara e pegou a nota de cem dólares do chão.

Ele achou melhor entregar o pacote no hotel primeiro e depois ir comprar o bilhete de loteria para Kim.

Quando pensou no troco que receberia após comprar o bilhete, o descontentamento de Brian desapareceu num instante.

Com o ânimo renovado, ele foi correndo até o quarto 1024 do hotel.

Quando estava prestes a bater na porta, ouviu os gemidos de prazer de uma mulher vindos de dentro do quarto.

A mão de Brian parou no ar, e suas bochechas ficaram vermelhas como tomates de vergonha. No entanto, logo depois, ele percebeu que algo estava errado.

Por que a mulher lá dentro parecia ser Rosy?

Quanto mais ele pensava nisso, mais inquieto ficava. Erguendo o punho, ele bateu na porta duas vezes, gritando: "Abra a porta!"

"Quem é? Que saco!", a garota reclamou em voz alta.

"Não se preocupe, querida. Talvez seja só o entregador. Pedi para Kim comprar alguns brinquedos sexuais para mim. Vou te recompensar depois."

Segundos depois, a porta se abriu.

De repente, os olhos de Brian se arregalaram e sua mente ficou completamente em branco.

Por que diabos Rosy estava lá?

Capítulo 2 Uma humilhação sem precedentes

Quando ele entrou, Rosy estava deitada nua na cama.

Seu corpo impecável podia ser visto claramente da porta.

"Você... Você!"

De repente, a respiração de Brian ficou ofegante. Ele estava tão furioso que não conseguia dizer mais nada. Ao mesmo tempo, uma dor aguda perfurou seu coração.

Rosy também ficou assustada ao ver Brian ali. Com os olhos arregalados de pânico, ela perguntou: "Brian? O que está fazendo aqui?"

As narinas de Brian se dilataram de raiva. "Rosy Stevens! Eu que deveria estar te perguntando isso! Você não disse que foi acompanhar sua mãe?"

Há alguns meses, Rosy havia chorado no ombro de Brian, dizendo que sua mãe estava gravemente doente no hospital e precisava de cerca de 100 mil dólares para cobrir os custos médicos.

Desde então, Brian vinha vivendo com moderação e trabalhando em empregos de meio período até a meia-noite todos os dias, fazendo o possível para conseguir o dinheiro.

Mas o que ele recebeu em troca? A traição de Rosy. Brian não conseguia aceitar isso.

Logo, Rosy se acalmou. Em vez de sentir vergonha ou culpa, ela olhou para Brian com desdém.

"Não se atreva a envolver minha mãe! Bom, agora que você está aqui, é melhor irmos direto ao ponto. Vamos terminar."

Nesse momento, Jonathan Sanders, o homem que abriu a porta, pulou na cama e deu um tapa na bunda de Rosy de brincadeira.

"Querida, não pegue no pé do coitado. Se ele não fosse um idiota inútil, eu não teria sido o primeiro. Vocês ficaram juntos por quanto tempo? Três anos? Ha-ha! Devo agradecê-lo por ter cuidado tão bem de você."

Enquanto falava, Jonathan olhou para Brian com um desgosto evidente, segurando Rosy em seus braços de forma protetora.

"Seu filho da puta, vou te matar!"

Brian não aguentava mais. Cerrando os punhos, ele avançou contra os dois com uma raiva cega.

No entanto, Jonathan já esperava por isso. Ele simplesmente levantou a perna e chutou Brian no peito, o fazendo voar.

Jonathan era muito mais forte do que Brian, sem contar o fato de que Brian sofria de desnutrição há muito tempo. Como ele poderia ter alguma chance?

Olhando para Brian, que se contorcia no chão, Jonathan zombou com desprezo e gritou, irritado: "Que droga!"

Rosy apoiou a cabeça no ombro de Jonathan e disse em tom suave: "Acalme-se, querido. Peça para os seguranças o levarem embora. Quero você na cama comigo!"

Jonathan bufou, mas achou que o que ela disse era razoável, então ligou para a recepcionista.

Em pouco tempo, vários seguranças fortes entraram no quarto e expulsaram Brian do hotel.

Brian suportou a humilhação e voltou para a escola, machucado e exausto.

A traição de Rosy e o rosto presunçoso de Jonathan não paravam de se repetir em sua mente. Ele caminhava em transe, sem saber o que fazer.

Quando voltou para o dormitório, encontrou Kim e os outros no saguão, conversando e rindo.

Assim que Kim viu que Brian havia voltado, zombou em voz alta: "Ei, pobretão! O que achou da namorada do Jonathan? Ela não é uma gostosa?"

"Como um perdedor sem dinheiro como ele pode achar que merece uma garota bonita como Rosy?"

Kim e os outros continuaram zombando de Brian sem piedade.

Brian cerrou os punhos e gritou com eles: "Dinheiro, dinheiro, dinheiro! Vocês acham que podem intimidar os pobres só porque têm dinheiro? Vão para o inferno!"

"Claro! O dinheiro faz o mundo girar. Olhe para você, você não tem dinheiro, então sua namorada te traiu e encontrou um homem que tem."

Ao ouvir o escárnio da multidão, Brian cerrou os punhos com tanta força que suas unhas se cravaram na pele.

Seus olhos estavam vermelhos, mas ele não disse mais nada. Em vez disso, foi para o seu quarto com a cabeça baixa.

Brian só tinha um pensamento em mente:

Rosy e todos os outros que o menosprezavam pagariam pelo que fizeram.

Na manhã seguinte, Brian acordou com o celular tocando. Ele atendeu à ligação, atordoado.

A voz de um homem idoso soou do outro lado da linha: "Senhor Tennant, sou eu."

Capítulo 3 Cofre

De repente, Brian se sentou na cama num pulo, e a lembrança do passado ressurgiu em sua mente.

Quando tinha apenas sete anos, ele deixou a família para morar sozinho.

Por mais de uma década, Brian foi proibido de usar qualquer recurso familiar. Ele foi proibido de usar até mesmo as habilidades que aprendera com a família.

No entanto, parecia que sua família finalmente estava prestes a retirar a proibição.

De repente, a voz de Charles Bailey surgiu, interrompendo seus pensamentos.

"Senhor Tennant, uma pequena empresa foi transferida para o seu nome. Sua ajuda de custo da última década foi depositada no Citibank. Você só precisa ir ao banco para sacá-la. O número do seu cofre é 001."

"Está bem."

Após dizer isso, Brian desligou o telefone, atordoado.

Com um sorriso amargo, ele murmurou: "É só uma ajuda de custo. Por que se dariam ao trabalho de usar um cofre? Quanto dinheiro pode ter lá? Que aborrecimento!"

De qualquer forma, dinheiro extra era sempre bem-vindo. Após lavar o rosto rapidamente, Brian saiu.

Chegando no Citibank, ele se aproximou do balcão mais próximo. "Olá, gostaria de acessar meu cofre."

Ao ouvi-lo, a atendente olhou para Brian e arqueou uma sobrancelha em descrença.

Então, ela zombou: "É óbvio que você não tem dinheiro. Como ousa fingir que tem um cofre aqui? Qual será a próxima? Vai me dizer que é o dono deste banco?"

Para a surpresa de Brian, a atendente não era outra senão a irmã mais velha de Rosy, Anne Stevens.

Anne sempre menosprezou Brian, achando que ele não era bom o suficiente para a irmã dela. Ela vivia tentando convencer Rosy a terminar com ele e, de certa forma, foi um dos motivos pelos quais Rosy o traiu.

Nesse momento, Brian não sentiu necessidade alguma de ser cordial com ela, e disse, impaciente:

"Eu já disse que quero acessar meu cofre."

Anne se levantou, apontou-lhe o dedo, furiosa. "Seu pé-rapado! Como ousa vir aqui?", ela disse, e então gritou:"

Segurança!"

"O que está acontecendo?"

Nesse momento, uma voz agradável veio de trás de Brian.

Ao se virar, ele viu uma bela mulher com meias de seda pretas e saltos altos caminhando em sua direção.

O olhar de Brian foi atraído pelos seios fartos da mulher, que pareciam prestes a escapar do blazer a qualquer momento.

Ao ver sua gerente, Anne rapidamente abriu um sorriso lisonjeiro. "Senhorita Dockery, conheço esse homem. Ele não tem dinheiro, mas afirma ter um cofre particular aqui. Achei que ele só estava tentando causar problemas, por isso chamei a segurança."

Ao ouvir isso, Lisa Dockery olhou para Brian da cabeça aos pés.

Como gerente de uma agência do Citibank, ela se orgulhava de sua capacidade de identificar as pessoas à primeira vista. Embora mantivesse um sorriso gentil, no fundo do coração, ela desprezava Brian.

Como os cofres particulares do Citibank poderiam ter algo a ver com aquele pobre coitado?

"Venha comigo."

Lisa acenou para Brian e o levou até os cofres do banco, embora com relutância.

Se o banco não tivesse estipulado em sua política que os funcionários deveriam atender todos os clientes com atenção, ela mesma teria pedido à segurança para expulsar Brian.

Vendo que Lisa estava atendendo Brian pessoalmente, Anne não se atreveu a dizer mais nada.

Olhando para a figura dele se afastando, ela murmurou para si com um sorriso sinistro: "Vamos ver como isso vai acabar."

Após levar Brian até a área dos cofres particulares do banco, Lisa perguntou educadamente: "Qual é o número do seu cofre?"

"001."

Ao ouvir isso, Lisa ficou atônita. O cofre 001 não era o mais seguro e supremo deles?

Embora estivesse cheia de dúvidas, ela manteve um sorriso educado. "Por favor, coloque sua mão aqui para a leitura da impressão digital. Precisamos confirmar sua identidade."

Brian pressionou obedientemente a palma da mão contra a tela da fechadura inteligente.

"Desculpe, sua identidade não pôde ser confirmada. Por favor, tente novamente."

Ao ouvir aquilo, Lisa sentiu ainda mais aversão por Brian, mas manteve o sorriso e apontou para a fechadura inteligente mais uma vez. "Por favor, tente novamente."

Após pensar por um momento, Brian decidiu usar a outra mão.

A paciência de Lisa estava por um fio e ela tentava encontrar uma desculpa para expulsar Brian.

Esse miserável havia desperdiçado tanto do seu tempo... Quanto mais ela pensava nisso, mais irritada ficava.

No entanto, a voz mecânica da fechadura inteligente interrompeu seus pensamentos. "Identidade confirmada. Você pode entrar."

Ao ouvir isso, Lisa ficou chocada. Como diabos isso era possível? Ele realmente conseguiu abrir a porta do cofre supremo deles! Quem diabos era esse homem?

Mas agora não era o momento de descobrir. Imediatamente, Lisa ajeitou a roupa e abriu seu sorriso mais sincero.

Se esse homem tinha acesso a um cofre supremo no Citibank, então ele devia ser alguém que ela não podia se dar ao luxo de ofender.

Nesse momento, a porta do cofre se abriu lentamente.

Quando Brian deu uma olhada lá dentro, suas pernas amoleceram e ele quase caiu no chão.

"Senhor, o que há de errado?"

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