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Quando o Amor Morre e a Vingança Nasce

Quando o Amor Morre e a Vingança Nasce

Autor:: Qing Cha
Gênero: Moderno
Minha vida com Clara e nosso filho, Leo, parecia perfeita. Eu amava minha família mais que tudo. Então, a explosão. Meu corpo arremessado, a dor excruciante, o cheiro de queimado. Eu era uma alma flutuante, vendo meu filho Leo, de cinco anos, ao lado do meu corpo ensanguentado, gritando por socorro. Ele ligou para a mãe, Clara. Ela apenas bufou: "Pare de mentir, Leo! Estou ocupada com Victor." Vi Clara correr para o amante enquanto Leo, desesperado, ligava para a ambulância. E o pior: quando a ambulância chegou, Clara mandou levarem Victor primeiro, dizendo que Leo era "só um arranhão". Ele correu atrás, gritando, e foi atropelado por um caminhão. Meu filho morreu. Aquela imagem me perseguiu: minha esposa escolhendo um arranhão de amante sobre a vida do nosso filho. A traição, a crueldade, o desespero. Meu último pensamento foi um juramento frio: "Clara... se houver outra vida... nunca mais quero ter nada a ver com você." Acordei suando frio, o coração disparado. Leo dormia tranquilo no quarto ao lado. Peguei o celular: a data... três dias antes da tragédia. Eu renasci. Desta vez, o fogo da vingança queimava. E Clara não faria de mim um tolo novamente.

Introdução

Minha vida com Clara e nosso filho, Leo, parecia perfeita.

Eu amava minha família mais que tudo.

Então, a explosão.

Meu corpo arremessado, a dor excruciante, o cheiro de queimado.

Eu era uma alma flutuante, vendo meu filho Leo, de cinco anos, ao lado do meu corpo ensanguentado, gritando por socorro.

Ele ligou para a mãe, Clara.

Ela apenas bufou: "Pare de mentir, Leo! Estou ocupada com Victor."

Vi Clara correr para o amante enquanto Leo, desesperado, ligava para a ambulância.

E o pior: quando a ambulância chegou, Clara mandou levarem Victor primeiro, dizendo que Leo era "só um arranhão".

Ele correu atrás, gritando, e foi atropelado por um caminhão.

Meu filho morreu.

Aquela imagem me perseguiu: minha esposa escolhendo um arranhão de amante sobre a vida do nosso filho.

A traição, a crueldade, o desespero.

Meu último pensamento foi um juramento frio: "Clara... se houver outra vida... nunca mais quero ter nada a ver com você."

Acordei suando frio, o coração disparado.

Leo dormia tranquilo no quarto ao lado.

Peguei o celular: a data... três dias antes da tragédia.

Eu renasci.

Desta vez, o fogo da vingança queimava.

E Clara não faria de mim um tolo novamente.

Capítulo 1

A explosão foi ensurdecedora.

João Miguel sentiu o corpo ser arremessado, depois uma dor excruciante e o cheiro de gás e queimado.

Ele estava em estado de alma, flutuando.

Viu seu filho, Leo, de cinco anos, ao lado do seu corpo ensanguentado.

Leo chorava, o rostinho sujo de fuligem e lágrimas.

"Papai! Papai, acorda!"

O menino pegou o celular com as mãos trêmulas e ligou para Clara.

"Mamãe, o papai... o papai explodiu! Vem rápido!"

A voz de Clara soou fria do outro lado.

"Leo, para de mentir como seu pai! Ele está bem, só quer chamar atenção. Estou ocupada."

Então, João Miguel ouviu a voz de Victor ao fundo, manhosa.

"Clara, meu amor, tropecei aqui na escada, acho que torci o tornozelo. Dói tanto..."

Clara desligou na cara do filho.

"Victor, querido, estou indo! Não se mexa!"

Leo, desesperado, conseguiu ligar para a ambulância.

Quando a sirene soou ao longe, uma esperança acendeu no coração de João Miguel.

Mas ele viu o carro de Clara chegar primeiro.

Ela desceu, nem olhou para ele ou Leo.

Correu para a casa vizinha, onde Victor estava.

Minutos depois, a ambulância chegou.

Clara saiu com Victor amparado, um pequeno arranhão no braço.

"Moço, meu noivo aqui se machucou feio, levem ele primeiro! O outro é só um arranhão, pode esperar."

Os paramédicos, confusos, obedeceram.

Leo gritou.

"Não! Meu papai! Meu papai precisa de ajuda!"

Ele correu atrás da ambulância que se afastava, levando Victor.

Um caminhão surgiu na esquina, rápido demais.

João Miguel viu, impotente, seu filho ser atingido.

O mundo escureceu.

Seu último pensamento foi um juramento.

"Clara... se houver outra vida... nunca mais quero ter nada a ver com você."

João Miguel acordou suando frio, o coração disparado.

A dor da explosão, a imagem de Leo... tudo vívido.

Olhou em volta. Seu quarto. Seu corpo intacto.

Correu para o quarto de Leo. O menino dormia tranquilo.

Um alívio imenso o invadiu, seguido de uma confusão gelada.

Pegou o celular. A data: três dias antes do "acidente".

Ele renasceu.

A lembrança da traição e da crueldade de Clara queimava em sua mente.

Abriu o Instagram.

Uma postagem recente de Victor.

Uma foto de duas mãos dadas. A mão feminina com uma mancha de nascença inconfundível no dedo anelar. A mão de Clara.

A legenda: "28 anos, ela me pediu em casamento e disse que quer nos dar um lar 😎".

O post era de cinco dias atrás.

João Miguel sentiu o sangue ferver.

Então, o pedido de casamento veio antes mesmo do vídeo do motel.

Há três dias, um vídeo de Clara e Victor saindo de um motel tinha viralizado.

Para abafar o escândalo de Victor ser amante de uma mulher casada, Clara tinha vindo com uma conversa mole.

"João, querido, vamos fazer um divórcio de fachada? Só para acalmar a mídia. Depois a gente anula tudo."

Na vida passada, ele, cego de amor e querendo protegê-la, aceitou sair sem nada.

Desta vez, não.

A dor da morte, a morte de Leo... era um fogo que consumia qualquer resquício de sentimento por ela.

Clara entrou no quarto, bocejando.

"Bom dia, amor. Dormiu bem?"

João Miguel a encarou, os olhos frios.

"Clara, sobre o vídeo... e sobre o seu pedido de casamento para o Victor."

Clara empalideceu.

"Como você...?"

"Não importa como eu sei. Quero o divórcio."

Ela suspirou, um misto de irritação e alívio.

"João, já te falei, é só uma fachada..."

"Não," ele a cortou. "É um divórcio de verdade. E quero metade de tudo que construímos juntos. Nossos bens."

Clara o olhou, chocada.

"Metade? Você ficou louco? Você sempre disse que não se importava com dinheiro!"

"As pessoas mudam, Clara. Especialmente depois de certas... revelações."

A determinação em seus olhos era algo que ela nunca tinha visto.

Capítulo 2

Clara ficou atordoada por um momento, depois uma expressão de alívio tomou conta de seu rosto.

"Ah, então você concorda com o divórcio de fachada! Que bom, João! Fiquei com medo que você fizesse um escândalo por causa daquele vídeo idiota."

Ela parecia genuinamente feliz, como se ele tivesse lhe tirado um peso enorme das costas.

João Miguel sentiu um nó na garganta. Fachada? Ela ainda não tinha entendido.

"Não é de fachada, Clara. É para valer."

"Claro, claro," ela disse, impaciente, já pegando o telefone. "Vou ligar para o meu advogado agora mesmo. Quanto antes resolvermos isso, melhor para a imagem do Victor."

A prioridade dela era sempre Victor.

Ele respirou fundo. "Metade dos bens, Clara. Não abro mão."

Ela parou, o telefone a meio caminho da orelha.

"Metade? João, isso é um absurdo! A maior parte da fortuna veio da minha família, da construtora."

"Construímos uma vida juntos. Tivemos um filho. E eu trabalhei duro também, mesmo que você sempre tenha minimizado minha contribuição." Ele pensou na agência de publicidade do pai, que ela "comprou" para ele, mas que na prática usava para se promover e promover os projetos da construtora.

Clara hesitou. Ela precisava desse divórcio rápido para salvar Victor. Um escândalo prolongado poderia arruinar a imagem dele antes mesmo de sua carreira musical decolar.

"Tudo bem," ela cedeu, a contragosto. "Metade. Mas temos que assinar isso o mais rápido possível. Hoje, se possível."

"Por mim, tudo bem," João Miguel respondeu, a voz neutra.

O advogado de Clara chegou em menos de uma hora com os papéis do acordo de divórcio.

Enquanto lia os termos, João Miguel sentia um vazio gelado onde antes havia amor.

Ele se lembrou do dia do casamento, da alegria, das promessas. Tudo reduzido a cláusulas e assinaturas.

Clara andava de um lado para o outro, ansiosa.

"Vamos, João, assina logo. Não temos o dia todo."

Ele ergueu os olhos para ela. Nenhuma tristeza, nenhum arrependimento no rosto dela. Apenas pressa.

Ele assinou.

"Pronto."

Clara sorriu, aliviada. "Ótimo! Vou levar isso para o cartório amanhã cedo. Em breve, estaremos oficialmente divorciados, e o Victor poderá ficar tranquilo."

Ela pegou os papéis e saiu apressada, provavelmente para ligar para Victor e dar as boas notícias.

João Miguel ficou sozinho na sala. O silêncio era pesado.

Leo entrou correndo, um desenho na mão.

"Papai, olha o que eu fiz!"

Era um desenho deles dois, sorrindo, com um sol enorme no céu.

Ele abraçou o filho com força. "Está lindo, campeão."

"Papai, minha barriga está doendo um pouquinho."

João Miguel franziu a testa. "Desde quando, filho?"

"Desde ontem de noite."

Clara voltou à sala, já falando ao telefone, provavelmente com Victor.

"Sim, querido, tudo resolvido! Ele assinou! ... O quê? Lulu está com febre? Oh, meu Deus! Estou indo para aí agora mesmo!"

Ela desligou e pegou a bolsa.

João Miguel a interceptou. "Clara, o Leo não está se sentindo bem. A barriga dele dói."

Ela o olhou com impaciência. "Ah, João, deve ser só manha. Criança é assim mesmo. Lulu está com febre de verdade, preciso ir. O Victor não sabe o que fazer."

Ela comparava o filho deles, que realmente se queixava, com a filha do amante, e claro, a filha do amante era prioridade.

A desilusão de João Miguel se aprofundou, se é que era possível.

"Ele disse que dói desde ontem."

"Então por que não me disse antes?" ela retrucou, já se virando para sair. "Dê um remédio para ele. Tenho que ir."

E ela se foi, sem nem olhar para Leo.

O menino olhou para o pai, os olhinhos tristes.

"A mamãe não gosta mais de mim?"

João Miguel o abraçou. "Claro que gosta, filho. Ela só está... preocupada com a Lulu." Mas as palavras soaram falsas até para ele.

Mais tarde, Clara ligou, eufórica.

"João, o advogado disse que podemos dar entrada no divórcio no cartório amanhã mesmo! Vai ser super rápido!"

Ela parecia mais animada com o divórcio do que esteve no dia do casamento deles.

A ironia era dolorosa.

"Que bom para você, Clara."

"Sim! E para o Victor também!"

Ele desligou. A dor da separação ainda existia, mas a resolução de não repetir os erros do passado era mais forte.

Ele olhou para o anel de casamento em seu dedo.

No dia seguinte, enquanto Clara estava no cartório, radiante, dando entrada no divórcio, João Miguel foi a uma joalheria.

Vendeu o anel. O valor era irrisório perto do que significara um dia.

Com o dinheiro, comprou passagens de ônibus leito para ele e Leo. Para o interior.

Um novo começo. Longe de tudo. Longe dela.

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