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Quando o Amor Vira Armadilha: A Virada da Destino

Quando o Amor Vira Armadilha: A Virada da Destino

Autor:: Shi Hua Tu
Gênero: Romance
Na sala de reuniões da minha própria empresa, o ar estava gélido. O Pedro, meu marido, sentou-se à minha frente com uma frieza cortante, ladeado pela "irmã adotiva", Sofia, cujo sorriso vitorioso me trespassava. "Eva, já assinei o acordo de divórcio. Só falta a tua assinatura." A voz dele, tão gelada quanto o mármore da mesa, me cortou o coração. Os papéis exigiam que eu entregasse todas as minhas ações da empresa, a herança do meu pai, ao Pedro, sem compensação. A empresa que o meu pai construiu, agora levada ao fundo por mim, dizia ele. "Eva, a empresa está à beira da falência por tua causa. Estou apenas a tomar o que é meu por direito." "O teu por direito? Eu confiei em ti. Dei-te a gestão porque disseste que me amavas." A risada suave da Sofia confirmou o inevitável: "Ele só queria o teu dinheiro e a tua empresa. Porque haveria de precisar de ti agora?" Ele desviou o olhar, o silêncio mais devastador que qualquer palavra. O meu filho Leo, apenas cinco anos? "Vais deixá-lo crescer sem pai?" "O Leo vai ficar comigo. Tu não tens dinheiro, nem casa, nem emprego. Ele vai ter uma vida melhor com a Sofia como sua nova mãe." "Nova mãe?!" Um grito de fúria e desespero. Um estalo. A mão do Pedro agarrou-me com força bruta. "Pede desculpa agora!" "Nunca." Ele expulsou-me. "Estás proibida de ver o Leo. Vou certificar-me disso." Enquanto a chuva me encharcava, uma chamada do hospital: "A sua mãe sofreu um ataque cardíaco. Está em estado crítico. Precisa de uma cirurgia de emergência de 50.000 euros. Pagamento adiantado." Cinquenta mil euros que eu não tinha, pois o Pedro congelara as minhas contas. Vendi o meu anel de noivado por uma bagatela, implorei a amigos que me viraram as costas. Então, o telefone tocou. Era ele. "Eu posso pagar a cirurgia dela. Com uma condição: assina os papéis do divórcio, desiste das ações e desaparece da nossa vida para sempre." A vida da minha mãe ou o meu filho. Uma escolha impossível, cruel, desumana! "Eu assino." Foi a minha voz, mas a decisão parecia rasgar a minha alma. Teria mesmo perdido tudo? Será que a minha dor me tornaria refém para sempre? Não! Eu tinha de lutar. Pelo meu filho, pelo legado do meu pai, pela minha própria dignidade. Havia de haver uma maneira de o Pedro pagar pelo que me fez.

Introdução

Na sala de reuniões da minha própria empresa, o ar estava gélido.

O Pedro, meu marido, sentou-se à minha frente com uma frieza cortante, ladeado pela "irmã adotiva", Sofia, cujo sorriso vitorioso me trespassava.

"Eva, já assinei o acordo de divórcio. Só falta a tua assinatura." A voz dele, tão gelada quanto o mármore da mesa, me cortou o coração.

Os papéis exigiam que eu entregasse todas as minhas ações da empresa, a herança do meu pai, ao Pedro, sem compensação. A empresa que o meu pai construiu, agora levada ao fundo por mim, dizia ele. "Eva, a empresa está à beira da falência por tua causa. Estou apenas a tomar o que é meu por direito."

"O teu por direito? Eu confiei em ti. Dei-te a gestão porque disseste que me amavas."

A risada suave da Sofia confirmou o inevitável: "Ele só queria o teu dinheiro e a tua empresa. Porque haveria de precisar de ti agora?"

Ele desviou o olhar, o silêncio mais devastador que qualquer palavra. O meu filho Leo, apenas cinco anos? "Vais deixá-lo crescer sem pai?"

"O Leo vai ficar comigo. Tu não tens dinheiro, nem casa, nem emprego. Ele vai ter uma vida melhor com a Sofia como sua nova mãe."

"Nova mãe?!" Um grito de fúria e desespero. Um estalo.

A mão do Pedro agarrou-me com força bruta. "Pede desculpa agora!"

"Nunca." Ele expulsou-me. "Estás proibida de ver o Leo. Vou certificar-me disso."

Enquanto a chuva me encharcava, uma chamada do hospital: "A sua mãe sofreu um ataque cardíaco. Está em estado crítico. Precisa de uma cirurgia de emergência de 50.000 euros. Pagamento adiantado." Cinquenta mil euros que eu não tinha, pois o Pedro congelara as minhas contas.

Vendi o meu anel de noivado por uma bagatela, implorei a amigos que me viraram as costas.

Então, o telefone tocou. Era ele. "Eu posso pagar a cirurgia dela. Com uma condição: assina os papéis do divórcio, desiste das ações e desaparece da nossa vida para sempre."

A vida da minha mãe ou o meu filho. Uma escolha impossível, cruel, desumana!

"Eu assino." Foi a minha voz, mas a decisão parecia rasgar a minha alma. Teria mesmo perdido tudo? Será que a minha dor me tornaria refém para sempre?

Não! Eu tinha de lutar. Pelo meu filho, pelo legado do meu pai, pela minha própria dignidade. Havia de haver uma maneira de o Pedro pagar pelo que me fez.

Capítulo 1

Na sala de reuniões da empresa, o ar estava pesado.

O meu marido, Pedro, sentou-se em frente a mim, com uma expressão fria. Ao seu lado estava a sua "irmã adotiva", Sofia, que olhava para mim com um sorriso vitorioso.

"Eva, já assinei o acordo de divórcio. Só falta a tua assinatura."

A voz de Pedro era tão gelada como o mármore da mesa entre nós.

Eu olhei para os papéis. A cláusula mais chocante era a que me obrigava a entregar todas as minhas ações da empresa, que herdei do meu pai, a Pedro, sem qualquer compensação.

"Pedro, esta empresa foi o trabalho da vida do meu pai. As ações são a única coisa que me resta dele."

"E então?", ele interrompeu-me, impaciente, "Eva, a empresa está à beira da falência por tua causa. Se não fosse eu a tomar as rédeas, já terias perdido tudo. Estou apenas a tomar o que é meu por direito."

"Teu por direito?", a minha voz tremeu, "Eu confiei em ti. Dei-te a gestão da empresa porque disseste que me amavas."

Sofia riu-se suavemente, um som que me irritou os nervos.

"Oh, Eva, és tão ingénua. O Pedro nunca te amou. Ele só queria o teu dinheiro e a tua empresa. Agora que ele tem tudo, porque é que precisaria de ti?"

O meu coração afundou-se. Olhei para Pedro, esperando que ele negasse, que dissesse alguma coisa.

Ele apenas desviou o olhar, confirmando as palavras de Sofia com o seu silêncio.

"E o nosso filho?", perguntei, a minha última esperança, "O Leo tem apenas cinco anos. Vais deixar que ele cresça sem pai?"

Pedro finalmente olhou para mim, os seus olhos vazios de qualquer emoção.

"O Leo vai ficar comigo. Tu não tens dinheiro, nem casa, nem emprego. Que tipo de vida lhe podes dar? Ele vai ter uma vida melhor com a Sofia como sua nova mãe."

"Nova mãe?", gritei, levantando-me de repente, "A Sofia nunca será a mãe dele! Eu sou a mãe dele!"

Sofia levantou-se também, o seu rosto contorcido de raiva.

"Tu não mereces ser mãe! Uma mulher que nem sequer consegue manter o seu marido ou a sua empresa! O Leo vai esquecer-se de ti em breve."

A minha mão moveu-se antes que eu pudesse pensar. O som do estalo ecoou na sala silenciosa.

A marca vermelha na bochecha de Sofia era vívida. Ela olhou para mim, chocada, antes de os seus olhos se encherem de lágrimas e ela se virar para Pedro.

"Pedro... ela bateu-me..."

Pedro reagiu instantaneamente. Ele agarrou-me pelo braço, a sua força era esmagadora.

"Estás louca, Eva? Pede desculpa à Sofia, agora!"

"Nunca.", cuspi as palavras.

A sua mão apertou-se com mais força. "Então sai. Sai e não voltes mais. Estás proibida de ver o Leo. Vou certificar-me disso."

Ele arrastou-me para fora da sala de reuniões e empurrou-me para o corredor. Os seguranças apareceram imediatamente, bloqueando o meu caminho de volta.

Fiquei ali, humilhada e de coração partido, enquanto a porta se fechava à minha frente, separando-me de tudo o que eu amava.

Capítulo 2

A chuva caía forte quando saí do prédio de escritórios, encharcando-me em segundos. Não tinha para onde ir.

O meu apartamento, a minha casa, agora pertenciam a Pedro. O meu filho estava lá dentro, e eu não podia chegar até ele.

Vaguei pelas ruas sem rumo, o frio a penetrar-me até aos ossos. O meu telemóvel tocou. Era um número desconhecido. Atendi, esperando que pudesse ser uma notícia sobre o Leo.

"É a Sra. Eva Santos?", perguntou uma voz formal.

"Sim."

"Sou do Hospital da Cidade. A sua mãe, a Sra. Clara Santos, sofreu um ataque cardíaco. Ela está em estado crítico."

O mundo pareceu parar. A minha mãe. A única família que me restava.

Corri para o hospital, o meu coração a bater descontroladamente no peito. Encontrei-a na unidade de cuidados intensivos, ligada a máquinas que apitavam ritmicamente.

O médico explicou-me a situação. "Ela precisa de uma cirurgia de bypass de emergência. O custo é de 50.000 euros. Precisamos do pagamento adiantado."

Cinquenta mil euros. Era uma quantia que eu costumava ter facilmente. Agora, não tinha um cêntimo.

Pedro tinha congelado todas as minhas contas.

O desespero tomou conta de mim. Tinha de conseguir o dinheiro. Pela minha mãe.

Lembrei-me do meu anel de noivado de diamantes. A única coisa de valor que ainda tinha.

Corri para a loja de penhores mais próxima, as mãos a tremer enquanto tirava o anel. O homem atrás do balcão examinou-o com um olhar desinteressado.

"Ofereço-lhe 10.000."

"Mas vale pelo menos cinco vezes mais!", protestei.

Ele encolheu os ombros. "Leve ou deixe."

Eu não tinha escolha. Peguei no dinheiro e corri de volta para o hospital. Não era suficiente, mas era um começo.

Passei a noite a ligar a todos os que conhecia, implorando por empréstimos. Amigos que antes me lisonjeavam agora evitavam as minhas chamadas ou davam desculpas esfarrapadas.

O mundo que eu conhecia tinha-se desmoronado.

De manhã, exausta e derrotada, consegui reunir apenas mais 5.000 euros. Ainda estava muito longe.

Sentada no corredor frio do hospital, senti-me completamente sozinha.

Então, o meu telemóvel tocou novamente. Era Pedro.

O meu coração deu um salto. Talvez ele tivesse mudado de ideias. Talvez ele ainda se importasse.

"Eva", disse ele, a sua voz desprovida de qualquer calor, "A Sofia disse-me que a tua mãe está no hospital. Eu posso pagar a cirurgia dela."

Um raio de esperança brilhou através da minha escuridão. "A sério, Pedro? Farias isso?"

"Com uma condição", continuou ele, e eu soube que era bom demais para ser verdade. "Assina os papéis do divórcio, desiste das ações e desaparece da nossa vida para sempre. Se concordares, o dinheiro estará na conta do hospital dentro de uma hora."

A escolha era impossível. A minha mãe ou o meu filho.

"Por favor, Pedro, não me faças escolher."

"A escolha é tua, Eva. A vida da tua mãe está nas tuas mãos."

Ele desligou.

Olhei pela janela para o quarto da minha mãe. O seu rosto estava pálido, a sua respiração superficial. As máquinas apitavam, um lembrete constante do tempo que se esgotava.

Eu não podia deixá-la morrer.

Com lágrimas a escorrerem-me pelo rosto, liguei-lhe de volta.

"Eu assino."

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