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Quando o Destino é Reescrito

Quando o Destino é Reescrito

Autor:: Man Yaorao
Gênero: Moderno
Paula me encarou, seus olhos brilhavam com uma luz estranha e triunfante. Ela, minha vizinha e amiga de infância, parecia uma completa estranha. "Ana Lúcia," ela disse, com a voz carregada de veneno. "Sua vida perfeita, de agora em diante, é toda minha." Eu não entendi suas palavras, apenas a vi ir embora, deixando um eco assustador. Foi como se uma nuvem negra pairasse sobre nossa casa. Meu pai perdeu o emprego inexplicavelmente, minha mãe foi evitada pela comunidade, e meus amigos se afastaram. A família de Paula prosperava, sempre um passo à frente, como se soubesse todos os nossos movimentos. Venderam colheitas antes da praga, compraram ações que subiriam no dia seguinte. O golpe maior veio com a troca de terras, nosso gramado fértil pelo baldio deles. Em nossa desesperadora situação financeira, não podíamos recusar. Seis meses depois, o terreno baldio foi desapropriado por uma fortuna. A família de Paula ficou rica da noite para o dia, e nós, com uma dívida impagável. Até que uma enchente destruiu nossa casa e plantação, jogando-nos em um abrigo público. Foi ali, em meio à desgraça, que Paula veio, impecável e fria. "Eu sou uma renascida," ela revelou, com um sorriso cruel. "Nesta vida, a sorte, a riqueza e a felicidade de sua família eram originalmente de vocês. Eu fiz com que minha família seguisse a trajetória de vida de vocês, mas sempre um passo à frente. Nesta vida, você sempre estará abaixo de mim. Sua vida perfeita é minha." Aquilo era demais, impossível de aceitar. Não havia um roteiro fixo para a vida. Naquela noite, vendo meus pais devastados, tomei uma decisão. Se ela queria roubar nosso futuro, nós o mudaríamos completamente. Nós mudaríamos o roteiro.

Introdução

Paula me encarou, seus olhos brilhavam com uma luz estranha e triunfante.

Ela, minha vizinha e amiga de infância, parecia uma completa estranha.

"Ana Lúcia," ela disse, com a voz carregada de veneno.

"Sua vida perfeita, de agora em diante, é toda minha."

Eu não entendi suas palavras, apenas a vi ir embora, deixando um eco assustador.

Foi como se uma nuvem negra pairasse sobre nossa casa.

Meu pai perdeu o emprego inexplicavelmente, minha mãe foi evitada pela comunidade, e meus amigos se afastaram.

A família de Paula prosperava, sempre um passo à frente, como se soubesse todos os nossos movimentos.

Venderam colheitas antes da praga, compraram ações que subiriam no dia seguinte.

O golpe maior veio com a troca de terras, nosso gramado fértil pelo baldio deles.

Em nossa desesperadora situação financeira, não podíamos recusar.

Seis meses depois, o terreno baldio foi desapropriado por uma fortuna.

A família de Paula ficou rica da noite para o dia, e nós, com uma dívida impagável.

Até que uma enchente destruiu nossa casa e plantação, jogando-nos em um abrigo público.

Foi ali, em meio à desgraça, que Paula veio, impecável e fria.

"Eu sou uma renascida," ela revelou, com um sorriso cruel. "Nesta vida, a sorte, a riqueza e a felicidade de sua família eram originalmente de vocês. Eu fiz com que minha família seguisse a trajetória de vida de vocês, mas sempre um passo à frente. Nesta vida, você sempre estará abaixo de mim. Sua vida perfeita é minha."

Aquilo era demais, impossível de aceitar.

Não havia um roteiro fixo para a vida.

Naquela noite, vendo meus pais devastados, tomei uma decisão.

Se ela queria roubar nosso futuro, nós o mudaríamos completamente.

Nós mudaríamos o roteiro.

Capítulo 1

Paula me encarou, seus olhos brilhavam com uma luz estranha e triunfante.

Ela era minha vizinha, a garota com quem cresci.

Mas naquele momento, ela parecia uma completa estranha.

"Ana Lúcia," ela disse, com a voz baixa e carregada de um veneno que eu nunca tinha ouvido antes.

"Sua vida perfeita, de agora em diante, é toda minha."

Eu não entendi.

Fiquei parada, confusa, enquanto ela se virava e ia embora, deixando-me com aquelas palavras ecoando na minha cabeça.

A partir daquele dia, tudo começou a desmoronar.

Foi como se uma nuvem negra tivesse parado em cima da nossa casa.

Meu pai, um homem honesto e trabalhador, perdeu o emprego de uma forma inexplicável.

Minha mãe, que sempre foi uma figura querida na comunidade, de repente começou a ser evitada por todos.

Meus amigos, um por um, se afastaram misteriosamente, como se eu tivesse alguma doença contagiosa.

A pior parte era ver a família de Paula prosperar enquanto a nossa afundava.

Cada passo que dávamos, cada decisão que tomávamos, eles pareciam saber de antemão.

Eles compravam as ações certas um dia antes de subirem.

Eles vendiam suas colheitas uma semana antes de uma praga destruir as plantações vizinhas.

Parecia que eles tinham um roteiro da nossa vida e estavam simplesmente vivendo a versão de sucesso um passo à nossa frente.

O golpe mais duro foi a troca de terras.

Meu pai tinha um terreno fértil que era o orgulho da nossa família.

O pai de Paula nos ofereceu uma troca por um terreno baldio, aparentemente inútil, mas nos ofereceu uma quantia em dinheiro que, na nossa situação desesperadora, não podíamos recusar.

Meus pais hesitaram, mas a pressão era demais.

Aceitamos.

Seis meses depois, o governo anunciou um grande projeto de desenvolvimento.

O terreno baldio que trocamos foi desapropriado por uma fortuna.

A família de Paula ficou rica da noite para o dia.

Nós ficamos com a terra que não valia quase nada e a dívida que o dinheiro da troca mal conseguiu cobrir.

A vida se tornou uma luta diária pela sobrevivência.

Até que um desastre natural nos levou ao desespero total.

Uma enchente repentina destruiu nossa casa e a pequena plantação que meu pai tentava cultivar na terra ruim.

Perdemos tudo.

Foi naquela noite, enquanto estávamos abrigados no ginásio da cidade com outras famílias desabrigadas, que Paula veio me procurar.

Ela estava seca, limpa, usando roupas caras.

Ela me olhou com uma mistura de pena e desprezo.

Foi então que ela me contou a verdade.

"Eu sou uma renascida," ela disse, como se estivesse explicando o tempo. "Nesta vida, a sorte que sua família teria, a riqueza, a felicidade... tudo isso era originalmente de vocês."

Eu a encarei, sem palavras. Renascida? O que isso significava?

"Eu fiz com que minha família seguisse a trajetória de vida de vocês, mas sempre um passo à frente. Eu sei o que vai acontecer antes de acontecer," ela continuou, seu sorriso se alargando. "Nesta vida, você sempre estará abaixo de mim. Sua vida perfeita é minha."

Eu não entendia completamente o conceito de "renascer", mas uma coisa eu sabia: a vida não tinha uma trajetória fixa. O destino não era um livro já escrito que ela podia simplesmente roubar e ler.

Naquela noite, no chão frio do ginásio, olhando para meus pais dormindo, exaustos e derrotados, eu tomei uma decisão.

Meu pai acordou e eu contei a ele o que Paula disse.

Minha mãe ouviu, seus olhos se enchendo de uma nova determinação.

Se Paula achava que podia prever e roubar nosso futuro, nós faríamos algo que ela nunca poderia prever.

Nós mudaríamos o roteiro.

Decidimos ir embora, deixar nossa terra natal para trás e começar uma vida completamente diferente, em um lugar onde Paula e suas previsões não pudessem nos alcançar.

Olhando para trás, a rivalidade sempre esteve lá, borbulhando sob a superfície da nossa vizinhança.

Nossas casas eram lado a lado. Nossos quintais eram separados apenas por uma cerca baixa de madeira.

Desde que me entendo por gente, a mãe de Paula, a tia Célia, vivia em uma competição silenciosa e constante com a minha mãe.

Se minha mãe comprava um vaso de flores novo para a varanda, no dia seguinte tia Célia comprava dois, maiores e mais chamativos.

Se meu pai consertava o telhado, o pai de Paula, o tio Roberto, pintava a casa inteira dele com uma cor mais vibrante.

Era uma competição cansativa e mesquinha, mas minha família tentava ignorar.

A educação de Paula era o principal campo de batalha da tia Célia.

Ela era obcecada em fazer Paula ser melhor do que eu em tudo.

"Paula, por que você tirou 9 e a Ana Lúcia tirou 10?", eu ouvia tia Célia gritar pela janela. "Você não tem vergonha? Eu te dou tudo, você tem que ser a primeira!"

Paula cresceu sob essa pressão constante.

Ela não era uma criança má por natureza, eu acho.

Mas a inveja e a ambição de sua mãe foram plantadas nela como sementes venenosas, e com o tempo, elas germinaram e tomaram conta de tudo.

Capítulo 2

A competição na escola era implacável.

Na infância, eu não entendia a intensidade daquilo.

Para mim, Paula era minha amiga.

Se eu aprendia algo novo, eu queria ensinar a ela.

Lembro-me de uma vez, na quarta série, que tínhamos uma prova de matemática muito importante.

Eu estudei muito e entendi toda a matéria. Paula estava com dificuldade.

Na noite anterior à prova, ela veio à minha casa, chorando.

"Eu não consigo entender nada, Ana. Minha mãe vai me matar se eu for mal."

Meu coração se partiu por ela.

Passei horas explicando tudo, passo a passo, até ter certeza de que ela tinha entendido.

No dia seguinte, nós duas tiramos a nota máxima.

Eu fiquei feliz por nós duas.

Mas quando contei para minha mãe, ela apenas suspirou.

"Você tem um bom coração, minha filha. Espero que as pessoas saibam valorizar isso."

Na época, eu não entendi o que ela quis dizer.

O ponto de virada veio no final do ensino fundamental.

Havia uma única vaga para um programa de intercâmbio, uma oportunidade de ouro para qualquer um de nós.

A seleção era baseada nas notas e em uma redação.

Eu e Paula éramos as duas finalistas.

Eu me dediquei à redação como nunca. Escrevi sobre meus sonhos, sobre querer ver o mundo.

Paula, por outro lado, parecia estranhamente calma.

No dia do resultado, o diretor anunciou o nome dela.

Eu fiquei desapontada, mas fui parabenizá-la.

Ela me deu um sorriso que não alcançou seus olhos.

"Parece que eu sou melhor, afinal."

Aquelas palavras me atingiram. Não havia alegria em sua voz, apenas um triunfo frio.

Mais tarde, descobri que a redação dela era quase idêntica a uma que havia ganhado um concurso nacional no ano anterior.

Ela havia plagiado.

Mas eu não tinha como provar, e quando tentei falar com um professor, ele me disse para não ser uma "má perdedora".

Depois daquele incidente, Paula mudou.

Aquele intercâmbio nunca aconteceu, pois a escola descobriu a fraude semanas depois, mas o estrago já estava feito. A vaga foi cancelada para todos.

Ela voltou para a escola com uma nova atitude.

Ela não era mais a garota insegura que precisava da minha ajuda.

Ela se tornou arrogante, quase cruel.

No ensino médio, caímos na mesma turma.

Paula rapidamente se tornou a líder de um pequeno grupo.

Ela usava sua nova popularidade para me isolar.

"Não falem com a Ana Lúcia," eu a ouvi sussurrar para as outras garotas. "Ela é invejosa. Tentou roubar minha vaga no intercâmbio."

As pessoas, sem saberem da história toda, acreditaram.

Ela distorceu a verdade de uma forma que me transformou na vilã.

As coisas pioraram.

Ela espalhava boatos maldosos.

Dizia que eu colava nas provas, que eu falava mal dos professores.

Pequenas mentiras que, somadas, criaram uma imagem terrível de mim.

Eu me sentia completamente sozinha.

A hora do intervalo era a pior. Eu me sentia observada, julgada.

Eu costumava me esconder na biblioteca, apenas para não ter que ver os olhares e ouvir os sussurros.

Meu desempenho na escola começou a cair.

Eu estava sempre cansada, triste.

Eu não tinha mais vontade de estudar ou de participar das aulas.

A alegria que eu sentia em aprender havia desaparecido, substituída por um medo constante.

Eu chegava em casa e ia direto para o meu quarto, sem querer conversar.

Meus pais perceberam que algo estava errado.

Minha mãe sentou na minha cama uma noite, preocupada.

"Ana, o que está acontecendo? Você não é mais a mesma."

As lágrimas vieram sem que eu pudesse controlar.

Eu contei tudo.

Sobre Paula, sobre as mentiras, sobre o isolamento.

O rosto do meu pai se fechou em uma expressão de raiva controlada.

"Isso não vai ficar assim," ele disse. "Ninguém mexe com a minha filha."

No dia seguinte, meus pais foram à escola para uma reunião com o diretor.

Eles explicaram a situação, o bullying sistemático, o impacto que estava tendo em mim.

Eles esperavam uma solução, uma intervenção.

Mas eles não sabiam que a guerra não era mais apenas entre crianças.

Ela estava prestes a escalar para um nível muito mais perigoso, o mundo dos adultos.

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