Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Moderno > Quebrada, Mas Não Vencida
Quebrada, Mas Não Vencida

Quebrada, Mas Não Vencida

Autor:: Shu Da Xiao Jie
Gênero: Moderno
Acordei no hospital, a garganta seca, o corpo dorido. O meu bebé e a minha mãe? Foi então que Pedro, o meu marido, entrou no quarto escuro. Em vez de me olhar, foi direto para a cama vazia ao meu lado. "Ela não aguentou. Faleceu há uma hora." A voz dele era de uma frieza que me gelou. E o nosso filho? "O bebé... já se foi." O ar saiu dos meus pulmões. Onde estavas, Pedro? Onde estiveste quando eu perdi tudo? "Eu estava com a Sofia. Ela partiu uma perna." Sofia, a ex-namorada que ele dizia ser "só uma amiga". Dias depois, no funeral da minha mãe, ele estava ao meu lado, fazendo o papel de marido dedicado, enquanto Sofia, de muletas, assistia com uma falsa pena. Mas a crueldade não parou aí. Ele teve a audácia de trazer a Sofia para a NOSSA casa, um dia depois de enterrar a minha mãe e o nosso filho. "Ela não consegue subir as escadas do apartamento dela." E quando eu protestei, ele chamou-me "egoísta" e "hormonal". Eu, que acabara de perder tudo! A raiva, a dor e uma incredulidade profunda tomaram conta de mim. Como podia o homem que jurei amar ser tão monstruoso? Eu não conseguia aceitar que esta traição fosse apenas sobre infidelidade. Foi então que o meu advogado me revelou a verdade chocante: o acidente não foi um acidente. Foi um plano. Um plano para me destruir, orquestrado pelas pessoas em quem eu mais confiava.

Introdução

Acordei no hospital, a garganta seca, o corpo dorido. O meu bebé e a minha mãe?

Foi então que Pedro, o meu marido, entrou no quarto escuro. Em vez de me olhar, foi direto para a cama vazia ao meu lado. "Ela não aguentou. Faleceu há uma hora." A voz dele era de uma frieza que me gelou. E o nosso filho? "O bebé... já se foi."

O ar saiu dos meus pulmões. Onde estavas, Pedro? Onde estiveste quando eu perdi tudo? "Eu estava com a Sofia. Ela partiu uma perna." Sofia, a ex-namorada que ele dizia ser "só uma amiga".

Dias depois, no funeral da minha mãe, ele estava ao meu lado, fazendo o papel de marido dedicado, enquanto Sofia, de muletas, assistia com uma falsa pena. Mas a crueldade não parou aí.

Ele teve a audácia de trazer a Sofia para a NOSSA casa, um dia depois de enterrar a minha mãe e o nosso filho. "Ela não consegue subir as escadas do apartamento dela." E quando eu protestei, ele chamou-me "egoísta" e "hormonal". Eu, que acabara de perder tudo!

A raiva, a dor e uma incredulidade profunda tomaram conta de mim. Como podia o homem que jurei amar ser tão monstruoso? Eu não conseguia aceitar que esta traição fosse apenas sobre infidelidade.

Foi então que o meu advogado me revelou a verdade chocante: o acidente não foi um acidente. Foi um plano. Um plano para me destruir, orquestrado pelas pessoas em quem eu mais confiava.

Capítulo 1

Quando acordei, o quarto do hospital estava escuro, apenas a luz do corredor entrava pela porta entreaberta.

A minha garganta estava seca, e o meu corpo inteiro doía.

Olhei para a cama ao meu lado, vazia. Onde estava a minha mãe?

Tentei sentar-me, mas uma dor aguda no meu abdómen fez-me cair de volta nos lençóis.

Então, lembrei-me. O acidente. A cirurgia.

O meu bebé.

A porta abriu-se devagar, e o meu marido, Pedro, entrou. Ele não me olhou.

Em vez disso, foi direto para a cama vazia e começou a arrumar os lençóis que a minha mãe tinha usado.

"Onde está a mamã?" perguntei, a minha voz rouca.

Ele finalmente virou-se para mim, o seu rosto sem expressão.

"Ela não aguentou. Faleceu há uma hora."

O ar saiu dos meus pulmões. O quarto ficou em silêncio, exceto pelo som distante de um monitor cardíaco no corredor.

Eu não chorei. Eu não conseguia.

Apenas olhei para ele, para o homem com quem eu era casada há três anos.

"Onde estavas tu, Pedro?"

"Eu estava com a Sofia. Ela partiu uma perna. O carro dela foi atingido por um ramo de árvore que caiu durante a tempestade."

Sofia. A sua ex-namorada. Aquela que ele dizia ser apenas uma amiga.

"Ela estava no hospital aqui perto. Eu tinha de a ajudar. Ela não tem ninguém."

"E nós?" A minha voz era um sussurro. "E a minha mãe? E o nosso filho?"

A sua cara contraiu-se de irritação.

"O que querias que eu fizesse, Lúcia? Eu não sou médico. Não podia salvar a tua mãe. E o bebé... já se foi."

Ele disse aquilo com uma frieza que me gelou os ossos.

"O funeral da tua mãe é depois de amanhã. Eu já tratei de tudo."

Ele terminou de arrumar a cama, transformando-a num espaço limpo e anónimo. Como se a minha mãe nunca tivesse estado ali.

"Descansa. Precisas de recuperar."

Ele virou-se e saiu, fechando a porta atrás de si.

Deixando-me sozinha no escuro com a notícia da morte da minha mãe e o fantasma do meu filho.

Capítulo 2

Dois dias depois, no funeral da minha mãe, eu estava de pé junto à campa aberta, a sentir o vento frio no meu rosto.

Pedro estava ao meu lado, a sua mão no meu ombro, a desempenhar o papel do marido dedicado.

Sofia estava lá, de muletas, o seu pé engessado. Ela olhava para mim com uma expressão de pena que me revirava o estômago.

O meu sogro, o Sr. Alves, aproximou-se de mim depois da cerimónia.

"Lúcia, eu sei que este é um momento difícil. Mas a vida continua."

Ele olhou para Pedro, que estava a ajudar Sofia a caminhar sobre a relva irregular.

"O Pedro tem um bom coração. Ele só quer ajudar toda a gente. A Sofia tem passado por muito."

Eu não disse nada. Apenas assenti, a minha garganta apertada demais para falar.

Mais tarde, em casa, o silêncio era pesado. A casa que partilhávamos parecia agora um lugar estranho.

Pedro entrou na cozinha enquanto eu olhava fixamente para uma chávena de chá.

"A Sofia vai ficar connosco por uns dias."

Eu levantei a cabeça.

"O quê?"

"Ela não consegue subir as escadas do apartamento dela com a perna assim. O nosso quarto de hóspedes está vazio. É só até ela melhorar."

A sua voz era calma, razoável. Como se fosse a coisa mais normal do mundo.

"Não."

Ele franziu a testa.

"O que queres dizer com 'não'?"

"Eu não a quero na minha casa."

"Esta também é a minha casa, Lúcia. E eu já decidi. Ela precisa da nossa ajuda. Não sejas egoísta."

Egoísta.

Eu, que tinha acabado de perder a minha mãe e o meu filho, era egoísta.

A raiva, uma emoção que eu não sentia há dias, começou a borbulhar dentro de mim.

"Ela tem outros amigos. Ela tem família. Porque é que tem de ser aqui?"

"Porque eu ofereci! Porque é isso que as pessoas decentes fazem! Tu devias ter um pouco mais de compaixão, especialmente depois do que aconteceu."

Ele usou a minha perda contra mim.

Eu levantei-me, a minha cadeira arrastou no chão.

"Fora."

"Desculpa?"

"Pega nela e sai da minha casa. Quero o divórcio, Pedro."

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022