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Querida, por favor, me perdoe

Querida, por favor, me perdoe

Autor:: Torey Sateriale
Gênero: Moderno
Reunindo coragem, Corynn finalmente decidiu contar a Elliot sobre sua gravidez, mas inesperadamente o viu ajudando outra mulher a sair do carro. Ela ficou com o coração partido, pensando que seus esforços de três anos para conquistar o amor dele foram em vão, e saiu da vida dele. Três anos depois, enquanto Corynn seguia sua vida com outro homem, Elliot lutava contra o arrependimento. Aproveitando o reencontro, ele implorou: "Corynn, vamos nos casar." Balançando a cabeça com um leve sorriso, ela respondeu: "Desculpe, já estou noiva."

Capítulo 1 Vou me casar

Corynn Harper gemeu suavemente enquanto cravava suas unhas nas costas de Elliot Andrews. O suor cobria todo o seu corpo, como se ela tivesse acabado de sair do banho.

Com os lábios entreabertos, ela aproximou a boca da curva do ombro de Elliot conforme o clímax se aproximava. Ela então o mordeu, seus cílios tremulando ligeiramente enquanto seus quadris encontravam os dele. Um instante depois, ela afrouxou o aperto e caiu de costas na cama, seus olhos fechados, sua respiração lenta e profunda.

Embora estivesse se sentindo quente, Corynn não queria se afastar do corpo de Elliot.

Após algum tempo, Elliot a soltou e se levantou. Pegando o roupão cinza pendurado ao pé da cama, ele o vestiu.

Sua voz estava ligeiramente rouca ao falar, mas seu tom era sereno. "Corynn, vou me casar."

Com essas palavras, ela sentiu como se um balde de água fria tivesse sido jogado sobre sua cabeça. Ela foi arrancada bruscamente do momento íntimo que haviam acabado de compartilhar. Sentando-se na cama, seu rosto, outrora rosado, agora tinha perdido toda a cor.

"Então, é melhor terminarmos", acrescentou Elliot, não dando chance para que ela dissesse alguma coisa.

Corynn não teve tempo para se recompor. Seus olhos, que cintilaram com um misto de desejo e paixão há apenas alguns minutos, escureceram. Ela apertou os lençóis com as mãos fechadas em punhos.

A dor ainda marcava seu corpo depois de horas entregue ao amor, e aqui estava Elliot, terminando tudo com ela com a mesma indiferença como que se pedia chá a uma empregada.

De fato, ele estava apenas sendo fiel ao seu caráter usual: implacável e resoluto.

Ela já deveria ter previsto isso.

Mesmo depois de três anos juntos, Corynn nunca conseguiu chegar ao coração frio de Elliot.

Bem, ela fora a responsável por abordá-lo em primeiro lugar. Naturalmente, não havia ninguém em quem colocar a culpa, a não ser em si mesma.

Seus olhos se encheram de lágrimas. Inclinando a cabeça para trás, ela engoliu o gosto amargo que preencheu sua boca. Mesmo não sendo fácil, ela usou todas as suas forças para manter um comportamento normal. "É a jovem senhorita da família Willis?"

Pegando um cigarro, Elliot o acendeu e deu uma tragada. "Sim", confirmou ele lentamente, após soltar um anel de fumaça. "Nossas famílias são amigas há gerações e esse casamento irá me trazer inúmeros benefícios."

Corynn mordeu o lábio inferior e virou a cabeça para o lado, não querendo olhar para ele. Os ombros e costas dela estavam marcados por vários chupões recentes.

"Escute, estamos juntos há três anos. Então quero te compensar pelo tempo em que ficou comigo. Tudo o que precisa fazer é dizer seu preço: dinheiro, uma casa, um carro, qualquer coisa."

"Elliot, não estou aqui para vender meu corpo!"

Elliot jogou o cigarro no cinzeiro e inspirou profundamente. "Sei disso, mas quero ser justo. Além disso, também não quero deixar pontas soltas. Aceite essa compensação e então podemos terminar tudo. Um término limpo."

"Acabei de te dizer, meu corpo não está à venda. Não quero nenhuma compensação sua."

Elliot suspirou suavemente. "Corynn, não seja irracional agora."

Uma resposta mordaz estava na ponta da língua de Corynn, porém, ela reconhecia que tinha se metido nisso por conta própria. Tinha sido ela quem escolhera esse homem.

Elliot era conhecido pelo seu distanciamento e indiferença em relação às mulheres, mas Corynn, com sua teimosia e ilusões, se recusava a aceitar isso. Ela conseguiu dormir com ele na primeira noite em que se conheceram. Além disso, ele nunca reconheceu abertamente que estavam num relacionamento, mas também nunca negou. As coisas foram se sucedendo naturalmente e logo eles começaram a morar juntos.

Tudo tinha acontecido de maneira tão natural, que Corryn acreditou que tinha se tornado uma exceção. No entanto, o tempo provou que tudo não passara de uma ilusão da parte dela.

Olhando discretamente para ele, ela percebeu que ele tinha se afastado. Então ele ao menos iria olhar para ela agora?

Um intenso sentimento de mágoa se apoderou dela. Enxugando as lágrimas, ela inspirou profundamente, apenas para sentir uma repentina onda de náusea. Saindo da cama apressadamente, ela correu para o banheiro.

Franzindo a testa, Elliot a seguiu. "Você está grávida?"

Corynn se dobrou sobre o vaso sanitário e vomitou. A verdade era que ela vinha sentindo isso durante os últimos dois dias, mas não pensou muito nisso, achando apenas que havia comido algo que não lhe fizera bem.

Mas ao ouvir a pergunta de Elliot, seu coração começou a acelerar.

Se ela estivesse mesmo grávida, então talvez...

No entanto, as próximas palavras de Elliot arruinou suas fantasias antes mesmo que ela tivesse a chance de pensar sobre elas.

"Faça um exame para lidarmos com isso imediatamente. Não quero nenhum filho ilegítimo."

Claro que ele diria algo assim, afinal, era o magnata sem coração.

Corynn respirou lentamente. "Isso não será preciso, já fui ao hospital ontem. É somente uma condição antiga que voltou a ressurgir."

O vinco entre as sobrancelhas de Elliot se aprofundou. "Você está insinuando que não irá fazer um teste de gravidez?"

"Conheço meu próprio corpo, está bem? Não se preocupe, não estou carregando um filho seu. Seu casamento poderá prosseguir como planejado. Conheço perfeitamente meu lugar."

Capítulo 2 Grávida

Corynn se dirigiu ao hospital no dia seguinte. Seu coração errou uma batida ao receber os resultados do teste de gravidez.

Nunca passou pela sua cabeça que iria engravidar, não quando se precavia todas as vezes em que faziam sexo. Então, ela não conseguia dizer ao certo quando poderia ter engravidado.

Corynn sentiu um nó no estômago quando o rosto de Elliot brilhou na sua mente.

A seu ver, o bebê que estava no seu ventre era somente dela e Elliot não teria nada a ver com ele. Além disso, seja qual fosse o desejo dele, ela estava decidida a manter o bebê.

Corynn amassou os resultados do teste e o colocou no bolso.

Quando ela estava saindo do hospital, algo atraiu sua atenção, fazendo com que parasse no topo da escada.

Pelas paredes de vidro do prédio, Corynn viu quando Elliot saiu do carro e o contornou. Ele então abriu a porta do passageiro e ajudou uma mulher a descer. Era evidente a gentileza que demonstrava com ela, algo que nunca aconteceu com Corynn.

Enquanto via aquela cena, Corynn sentiu uma pontada no nariz. Elliot nunca demonstrou qualquer ternura durante os três anos em que dormiram juntos.

Ela costumava pensar que fosse algo da personalidade dele e que ele apenas não sabia como se comportar como um namorado adequado. Ele, que parecia não ser do tipo atencioso, nunca lhe deu qualquer presente ou se lembrou de datas importantes.

Mas agora ela percebia que o problema sempre fora ela. Elliot nunca mostrou qualquer afeto por ela porque não a considerava digna.

Nesse caso, por que ele teria ficado com ela? Por que dormir com ela?

Embora tivesse se esforçado, Corynn não conseguiu segurar as lágrimas.

Não havia como negar que a jovem senhorita da família Willis era a esposa ideal para ele. Afinal, ela era uma mulher elegante e sofisticada. Como Corynn poderia ter imaginado que um dia seria aceita na alta sociedade de Orelens?

Secando as lágrimas, ela desceu as escadas correndo.

Parado no meio do saguão, Elliot sentiu que alguém o estava olhando. Ao erguer os olhos para a escada do segundo andar, percebeu que não havia ninguém.

"Há algum problema, Elliot?", perguntou Amanda Willis, ligeiramente confusa.

"Não é nada", respondeu ele. "Vamos lá."

Depois de sair do hospital, Corynn se dirigiu diretamente para a Vila Lark, onde arrumaria suas coisas. Ela olhou para o quarto que tinha decorado cuidadosamente. Ainda ontem, esse lugar parecia quente e aconchegante, como um lar. Agora, era apenas um testemunho da sua insensatez.

Pensando bem, era totalmente ridículo como os sentimentos dela por Elliot não tinham a menor importância para ele. Nem um pouco.

Como se fosse uma dica, seu celular vibrou com uma notificação. Era uma notícia do noivado entre os herdeiros das famílias Andrews e Willis.

Corynn já conseguia sentir a zombaria do público por causa disso. De qualquer forma, ela sempre foi motivo de chacota e, apesar de Elliot tê-la protegido até certo ponto das críticas mais severas, ele nunca as bloqueou completamente.

Agora, ele tinha tornado público seus planos de casamento com outra mulher, o que só a faria parecer ainda mais ridícula.

Corynn também mantinha o desejo de se casar com Elliot, mas agora ficou comprovado que isso sempre foi algo unilateral. Elliot nunca reconheceu publicamente que ela era sua namorada.

Engolindo seu desgosto, Corynn arrumou rapidamente as roupas que havia comprado e jogou numa mala. Ela terminou bem rápido, já que não havia muita coisa. Em seguida, entrou em contato com um serviço de limpeza e os instruiu a restaurar a vila ao seu aspecto original de três anos atrás.

Depois de tudo resolvido, ela olhou uma última vez para a casa que compartilhara com Elliot. Em seguida, saiu da Vila Lark sem olhar para trás.

Ela nunca foi de se prender a algo que sabia estar fora do seu alcance. E, assim como ela havia dito a Elliot, ela conhecia perfeitamente seu lugar, ciente de que não poderia se comparar à senhorita Willis.

Puxando sua mala consigo, Corynn voltou para a casa da sua família.

Por três anos, ela envergonhou profundamente seus pais com sua perseguição audaciosa e descarada a Elliot. Como resultado, sua relação com os pais tinha sido prejudicada. Era extremamente raro ela ligar para eles, a não ser em feriados especiais.

Agora do lado de fora da casa dos pais, os olhos de Corynn estavam cheios de lágrimas não derramadas.

Ela estava quase alcançando a maçaneta quando ouviu o som de conversas do outro lado da porta.

Hesitante, Corynn parou. Ela estava ciente de que era a responsável por ter semeado a discórdia entre sua família, tudo por causa de um homem.

Se agachando, ela abraçou os joelhos enquanto um misto de dor e vergonha se apoderava dela.

Ela tinha dedicado tanto a Elliot e abdicado de ainda mais por ele, porém, como agradecimento, ele iria se casar com outra pessoa.

As palavras que ele dissera na noite anterior continuavam reverberando na mente dela.

Corynn precisou de alguns minutos para recuperar a compostura. Se levantando, ela inspirou profundamente e entrou na casa. "Mãe! Pai! Estou de volta."

A conversa parou bruscamente quando seus pais se viraram para ela ao mesmo tempo.

Capítulo 3 Pedindo a ajuda dele

"Então você ainda lembra que tem pais?", exclamou Erick Harper, pai de Corynn, enquanto olhava furiosamente para ela.

Shirley Harper, sua esposa, lançou um olhar de reprovação para ele antes de se aproximar da filha.

"Corynn", começou ela, segurando a mão da jovem. "É bom ter você aqui outra vez. Venha se sentar."

Como estavam acompanhando as notícias sobre Elliot, os pais de Corynn estavam cientes de que ele iria se casar. Ao ver o estado lamentável da filha, a irritação de Erick ganhou vida outra vez. "Sempre te avisei para não se envolver com aquele tipo de homem, mas você nunca me deu ouvidos! Está feliz agora?"

"Erick, o que está fazendo? Não percebe o quão chateada ela já está?"

"Você faz ideia do que as pessoas estão comentando sobre nossa família? Eles estão dizendo que somos delirantes e sem vergonha por sonhar que um dia poderíamos fazer parte da renomada família Andrews!"

Shirley obviamente estava ciente disso, mas não via razão para colocar a culpa em Corynn.

"Sei agora o quanto errei anteriormente", disse Corynn, sua voz baixa. Abaixando a cabeça, ela parecia a personificação do arrependimento.

Erick bufou. Quando estava prestes a dizer mais alguma coisa, seu celular começou a tocar.

"O que disse?", exclamou Erick ao atender a ligação. Ele se levantou, a preocupação transparecendo no seu rosto.

"O que houve?" Preocupadas, Shirley e Corynn olharam para ele.

"Há um problema com a empresa", explicou Erick após desligar. "A família Mason rompeu o contrato e desistiu do projeto antes de concluí-lo."

Essas colaborações geralmente envolviam diversos contratos para assegurar a operação adequada. Nesse caso, a família Mason deveria pagar uma multa por quebra de contrato. Embora isso fosse bom, a empresa de Erick tinha usado todos os recursos restantes para a compra dos materiais necessários para o projeto. Se eles não prosseguissem com o projeto, todos os materiais seriam desperdiçados e a empresa não conseguiria reaver o dinheiro usado.

"O que nós faremos?", perguntou Shirley ansiosamente. "Eles estão cientes de que terão que pagar uma multa?"

"Ah, certamente sabem. No entanto, isso não será nada perto das nossas perdas. Preciso conversar adequadamente com a família Mason."

Se Erick não conseguisse fazer com que continuassem a parceria, ele seria obrigado a declarar falência.

Corynn viu seu pai fazer várias ligações, ouviu seus apelos humildes e suspiros de resignação, e percebeu que a família Mason não iria reconsiderar.

Shirley segurou a mão da filha enquanto esperavam Erick terminar.

"E então?", perguntou ela, após esperar quase uma hora para que ele desligasse.

Ele apenas meneou a cabeça, derrotado.

Um silêncio pesado recaiu sobre os três, sendo interrompido apenas pelos soluços de Shirley. Apesar disso, ela ainda se aproximou para confortar a filha. "Está tudo bem, Corynn. Nós conseguiremos superar isso juntos."

Corynn apenas assentiu, não querendo deixar seus pais ainda mais sobrecarregados com seus próprios problemas.

Naquela mesma noite, Corynn saiu de casa.

Ela enviou uma mensagem para Elliot, mas ele não respondeu. No entanto, ela ainda decidiu ir procurá-lo.

Ela passou horas esperando na Vila Lark, mas ainda não havia nem sinal do homem que queria ver.

Corynn se deu conta tardiamente que ele provavelmente estava com sua noiva. Óbvio! Que motivo ele teria para voltar para aquela casa?

Prestes a ir embora, ela alcançou a porta, quando esta foi aberta pelo lado de fora.

Assim que a viu, Elliot perguntou: "O que ainda continua fazendo aqui?"

Suas palavras pareciam adagas perfurando o coração dela. Ele a odiava tanto assim?

"Preciso falar com você."

"Deixei o cheque e a escritura do imóvel sobre a mesa. Fique à vontade para pegá-los se mudar de ideia." Com uma expressão de desdém, Elliot passou por ela.

Corynn precisou forçar um sorriso. "Não vim até aqui pelo dinheiro."

"Então, o que te trouxe aqui?"

"A empresa da minha família está passando por alguns problemas. Gostaria da sua ajuda para convencer a família Mason a não desistir do contrato, pelo menos até o projeto ser finalizado."

"Corynn, não posso interferir nesse assunto. A pessoa que está apoiando a família Mason é o pai de Amanda, Jeremy."

Corynn inspirou profundamente. Jeremy Willis... o futuro sogro de Elliot. Tudo começou a fazer sentido agora. Não era uma surpresa que Elliot tivesse se recusado a ajudá-la. A família da noiva dele estava atacando a dela, e ele estava só assistindo.

Fantástico.

"Então, ao invés de ficar assistindo à falência da sua família, Corynn, pegue o dinheiro e a propriedade que estou te oferecendo e os use para manter seus pais."

Corynn não estava conseguindo acreditar no que acabara de ouvir. Ela olhou para Elliot como se o estivesse vendo pela primeira vez. Subitamente, ela se deu conta de que nunca o conhecera verdadeiramente.

"Você sabia disso desde o início, não é?", murmurou ela, seus lábios curvados num sorriso de auto zombaria.

Por três anos, ela acreditou que ocupava um lugar especial no coração dele, por menor que fosse. Mas naquele momento, a realidade a atingiu com a força de um tapa.

"Corynn, você não deveria se envolver nisso. Faça o que eu disse. Aceite o dinheiro e a propriedade, e vá embora."

Eles poderiam ter uma noite de paixão, mas ao sair da cama, Elliot continuaria frio e distante como sempre.

Instintivamente, Corynn recuou dois passos. Naquele momento, ela entendeu o significado de ter o coração partido.

Como ela pôde acreditar que conseguiria aquecer um coração que não existia?

"E se eu estiver grávida do seu filho?", perguntou ela, sua voz trêmula. "Você ainda não fará nada para me ajudar?"

"Acho que fui claro o bastante ontem ao dizer que não queria um filho ilegítimo." Elliot falou pacientemente e estreitou os olhos. "Você está grávida?"

Corynn não pôde deixar de zombar. "Você sempre garantiu que eu tomasse os comprimidos, então como poderia estar grávida?"

Ela se sentia completamente devastada. Nunca deveria ter entregado seu coração para Elliot.

"Como não pode me ajudar, é melhor eu ir embora. Meus parabéns pelo noivado. Espero que... espero que você seja feliz."

Corynn não costumava guardar rancor, então ela nunca pensou que haveria um dia em que seria tão complicado desejar felicidade a alguém.

As palavras pareciam presas na sua garganta, mas ela sufocou suas queixas e lembrou a si mesma para aguentar a dor.

"Espero que seja feliz também", respondeu Elliot suavemente.

Corynn abriu a porta e, antes de sair, falou baixinho: "Se eu pudesse voltar atrás, não escolheria te amar novamente, Elliot."

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