A rainha vermelha será um livro ao qual será abordado alguns temas, que a bastante controvérsia e opiniões diferentes.
A Michela enfrentará o machismo dentro de um clã mafioso, onde sua grande maioria são homens egocêntricos.
Quero deixar claro que não estou fazendo apologia ao crime, narcotráfico ou qualquer ato ilegal ou ilícito.
Este é um romance Dark, nada tradicional. Onde são abordados assuntos polêmicos, como temas de consentimento questionável, agressão física e verbal. Ao qual podem gerar gatilhos emocionais.
Reforçando que esse romance tem como plano de fundo a máfia italiana, narcotráfico realizado por cartéis Colombianos e mexicanos . É uma obra fictícia devidamente pesquisada sobre os assuntos abordados.
A autora não apoia e nem tolera esse tipo de comportamento, realizado por alguns personagens na obra.
Se você esta esperando um romance com príncipe encantado, essa leitura não é para você.
Alguns personagens, terão uma certa relutância de aceitação de envolvimento emocional, levando um tempo para começar a se relacionar. Em alguns capítulos haverá alguns momentos nada convencional, com os quais pode ser desconfortáveis para algumas pessoas, com a descrição de certos momentos que para alguns e inaceitável, com fetiches.
Espero pelo comentários dos leitores, assim que me for possível os respondo.
Desde que nasci fui educada para ser uma perfeita dama perante a sociedade, sem demonstrar aos demais quem realmente sou. Fui criada para ser uma socialite fútil, casada com algum milionário. Mal sabem o monstro que habita dentro de mim.
Não demonstro nem ao meu pai , que é o Don da camorra, minhas verdadeiras intenções. Caso o demonstrasse tentaria me impedir, não aceitaria minhas decisões, de provar a todos que sou capaz de herdar o comando da camorra, dentro da nossa organização machista.
Uso meus atrativos fisicos e a beleza para seduzir meus oponentes, enredado em uma teia a qual eu os manipulo como fantoches. Os deixo acreditar que eles que me seduzem.
Os homens são seres desprezíveis, aos quais o que mais lhe importam são, sua satisfação sexual. Os deixo acreditar que realmente estão me seduzindo, para inflamar ainda mais seu ego masculino, na verdade, quem manda sou eu.
Sou eu quem escolhe, se será meu parceiro sexual ou não. Os uso para meus propósitos depois os descartos.
Para mim, os soldados do meu pai não passam de peças como um xadrez, as quais movimento de acordo com meus planos, preparando dia após dia o grande xeque mate, e assumir o posto no lugar do meu pai.
Vou provar a todo o clã da camorra que sou competente, e assumir o lugar do grande Don Giancarlo Campanaro.
Não permitirei que o vagabundo do meu irmão Dino, assuma como Don. Sem esforço nenhum para isso. Lutarei até o fim contra as tradições arcaicas da nossa organização, que coloca a mulher para o papel de mensageira, contadora dos negócios da nossa organização.
Jogarei pesado para alcançar meu maior anseio. Olho em minha volta verificando todo o aeroporto de Nápoles a procura do meu braço direito, a Laura, analiso alguns homens vestidos de ternos pretos circulando.
Disfarçadamente passo a mão sobre o meu vestido, como se fosse ajeita-lo , verificando se meu punhal e minha arma estão fixos no lugar.
Fico em estado de alerta, qualquer movimento estranho, saco a minha arma. Percorri meus olhos pelo local, a procura de câmeras de seguranças, as quais possam me identificar.
Em um gesto premeditado, retiro os fones de ouvidos conectados aos meus telefone. Pressionando-o para desbloquear, ligo para o chefe dos meus soldados.
- Desligue as câmeras de segurança do aeroporto de Nápoles, o Capodichino. - ordenei de imediato sem esperar que falasse algo
- Mas senhora...- Frederico apelidado por mim de Fred me encheria de perguntas, das quais não estou disposta a responder nenhuma.
- Sem mas, apenas faça o que estou mandando. - rosno, enquanto giro meu pescoço para balançar meus cabelos.
- Sim senhora. - me respondeu em forma de continência pelo seu tom.- Entrarei no sistema e farei.
Desliguei meu telefone, da minha bolsa de mão retirei os óculos escuros, os coloquei para disfarçar evitando que percebam aonde percorrerei meu olhar.
Fixei meus olhos nos movimentos dos homens, meu instinto me alertava a cada segundo que aqueles homens não estão aqui a toa. Me sentei aguardando Laura chegar, cruzei as pernas, os homens a minha volta me olhavam com cobiça.
Avistei Laura adentrando no aeroporto, atraindo a atenção dos homens com seu gesto espalhafatoso, vestida com um vestido preto que lhe acentuada cada curva, os cabelos loiros bem escovados lhe caindo sobre os ombros, suas joias lhe chamavam a atenção reluzentes sobre a iluminação do local.
Parou diante de mim com um sorriso debochado, ergueu lentamente os óculos escuros, me deu uma piscadela. A qual dei pouca importância, minha atenção era nos homens espalhados pelo local.
- Vamos?- me indagou , levando o óculos de volta ao seu rosto.- Não reclame, me atrasei, estava resolvendo um assunto que você me ordenou. - se defendeu antes mesmo que diga alguma coisa.
Me levantei preparada para o que poderia acontecer.
- Está irritadiça por que? - Laura sussurrou
- Observe a sua volta. - disse enquanto me reclinava fingidamente em sua direção, como se algo tivesse caído ao chão
Laura rápida girou ficando ao meu lado, atenta ao movimento dos homens que começaram andar inquietos.
Vindo de um dos portões de desembarque apareceu um homem cabelos castanhos escuros bem alinhados em um tapete, a barba bem aparada rente ao rostos, olhos azuis vestindo um terno preto com a camisa de seda azul celeste.
- Porca miséria( e uma expressão italiana utilizada para demostrar admiração,sentimento profundo,dor,surpresa ou desconforto) que homem lindo. - Laura atrás de mim deixou escapar
- Sossegue. - ralhei pela sua atitude exagerada para não chamar atenção - Não passa de mais um ceo arrogante, que se acha superior a todos. - disse com desprezo o fitando disfarçadamente - Que em breve descobriremos em qual empresa trabalha, e vamos extorqui-lo.
Analisei a nossa volta novamente, percorrendo meus olhos no local.
- Vamos .- a chamei iniciando a minha caminhada em direção a saída.
- Nossa Michela!- Exclamou enquanto andava atrás de mim - Cada dia que passa você se torna ainda mas fria. - se queixou se empenhando em me alcançar, queixas essas que dou a mínima importância.
- Laura. - Parei, me virei para ficar a sua frente - Aonde quero chegar necessita disso. Não me conformarei com o papel que nossa organização machista quer nos dar.- rosnei me deixando cheia de ódio em ter que voltar novamente nesse assunto.
Ela destravou as portas do carro, com um gesto fez um sinal para um dos nossos soldados trazer a minha mala, e colocar no porta mala. Assim que o homem se afastou, entramos no carro.
- Não posso me divertir em quanto isso?- me indagou enquanto dirigia rumo a saída do aeroporto - Você deveria fazer o mesmo. - sugeriu com uma gargalhada maliciosa
- Sei bem aonde quero chegar. - desviei meu rosto encarando a passagem de Nápoles, não prestei atenção em nada do que Laura me falava.
- Rainha vermelha. - Laura me chamou pela forma que mais detesto, e riu ao ver minha cara de poucos amigos com a sua gracinha. - Só assim consigo sua atenção.
- Já lhe disse para não me chamar assim. - grunhiu
- Afinal os soldados tem razão. - insistiu Laura nesse maldito assunto - Você é fria, arrogante, calculista. E destrói seus oponentes quando eles menos esperam, por você seu closet era todo vermelho.
Sorri com a visão simplória, mal sabem o que estou planejando. Os soldados para mim são simples peões aos quais o movimento de acordo com meus interreses, como se fosse um grande jogo de xadrez, a cada movimento premeditado e estratégico me levará ao meu maior desejo. Ser a rainha desse jogo, a qual comandará, todas as outras peças.
- Vamos me diga como foi na Colômbia?- Laura mudou o assunto, seus olhos azuis fixados no meu rosto, de esgueira enquanto dirigia - Espero ser bem recompensada. Sou jovem demais para morrer!- disse em um gesto dramático se fazendo de vítima.- Ainda não aproveitei todos os prazeres que a vida pode me dar.- Laura segurava o riso. - Não quero nem pensar o que Don Campanaro fará comigo se descobrir que estou lhe encobrindo.
- Nunca descobrirá. - afirmei confiante - você será bem recompensada por isso. Na Colômbia foi péssimo, o quartel de Medelin é fiel ao acordo com os Ndrangheta.
- Trouxe algum presente para mim?- me cobrou descaradamente - Espero que não seja vermelho.
Dei um sorriso sem graça, afinal Trouxe um lindo vestido para a Laura, porém é vermelho. A cor me atrai, e algo que chama minha atenção. A grande parte das minhas roupas são vermelhas.
- Não sei por que ainda pergunto. - a vi revirar os olhos - Espero uma quantia generosa na minha conta, dona Michela.
- Pode deixar. - disse enquanto fazia a transferência bancária.
- Espero que desista dessa loucura! - Laura discordava das minhas decisões, apesar de me apoiar em cada movimento que dou.
Avistei a minha frente os portões da nossa mansão, não aceito ser apenas a filha de um mafioso, quero ser a herdeira do comando da máfia, a sucessora do meu pai.
Buscarei meus meios para alcançar meu desejo. Laura parou o carro diante a porta principal, desci do carro observei a mansão , observando cada detalhe da arquitetura da mansão campanaro, passada de geração para geração da família.
A mansão Campanaro fica na ilha de Capri, a ilha encanta turista por causa da sua paisagem acidentada, costa repleta de enseadas e centro comercial que reúne grandes grifes mais sofisticadas do mundo. A mansão faz jus a elegância da ilha,com três andares, piscina de borda infinita,heliporto, duas salas de jantar com vista para o oceano, três suítes Master com closet remodeladas, com mais algumas suítes mais simples, um amplo escritório aonde meu pai faz as principais reuniões com seus capos.
Como em todo castelo há uma hierárquia, no castelo dos campanaro não é diferente. O sucessor direto do meu pai é o vagabundo do meu irmão, com juramento de sangue. Do qual farei desejar nunca ter aceitado.
Me revolta ver o Dino em vez de se esforçar para ser o sucessor do nosso pai, usufruir do status que o sobrenome Campanaro lhe dá, em constantes orgias regadas a bebidas e drogas.
Quem fez todo o treinamento foi eu, me esforcei dia após dia, aprendendo a usar armas, as aulas de lutas marciais. Dino se aproveitou da minha ingenuidade, me colocando para fazer todo treinamento no seu lugar, subornou alguns soldados para confirma que era ele quem estava fazendo.
Até o dia que despertei, e comecei enxergar que estava sendo usada pelo meu querido irmão. O esforço e a dedicação eram meus, quem recebia as recompensas era ele.
Sorridente caminhou em minha direção o Don Campanaro, meu pai. Vi Laura abaixar a cabeça em sinal de respeito, enquanto olhei em sua direção. Seu rosto demonstrava cansaço, suas olheiras denunciavam que passou a noite em claro, seus cabelos grisalhos bem alinhados , seus olhos azuis tinha um brilho diferente misterioso.
- Don Campanaro.- Laura o comprimento mantendo a cabeça baixa
Meu pai assentiu, a tensão que era visível em Laura aos poucos começou a se dissipar.
- Espero que você não resolva mais se esconder de mim. Naquele maldito apartamento, que ainda tacarei fogo.- disse abrindo um sorriso brincalhão- Michela tenho um novo desafio para você. - afirmou papai com um brilho diferente
- Qual seria? - perguntei no auge da minha curiosidade, tentando dissipar a tensão visível no ar - Pai não estava me escondendo, apenas tirei uns dias para descansar. - me aproximei beijando-lhe sua bochecha me defendendo, me deu um sorriso sem jeito, por causa da minha demonstração de carinho perante os soldados. - Te amo, e agradeço o senhor por respeitar, e me permitir esses dias de descanso.
O chefe dos meus soldados se aproximou discretamente, tentando se misturar entre os demais soldados. Para que meu pai não o percebesse, olhei-o de soslaio, fiz um gesto para sair dali. Antes que meu pai pudesse olhar em sua direção, o abracei para desviar sua atenção.
Seguimos para dentro da mansão, com Laura no nosso encalço. Para meu desgosto dei de cara com o vagabundo do meu irmão. O Dino é uma cópia do meu pai mais jovem, com os cabelos castanhos escuros, olhos azuis, a barba bem aparada e rente ao rosto, em compensação puxei a beleza da minha mãe, o gênio e a astúcia do meu pai.
- Olha papai quem resolveu dar o ar da graça.- irônico me encarou
- Diferente de você, eu trabalho para os interesses da camorra. - rosnei me soltando do abraço do meu pai.
Caminhei irritada com a provocação, os meus saltos ecoavam contra o mármore , mostrando a tensão que se instalou no ambiente.
- Se não está satisfeito, ocupe meu lugar, realizando as minhas tarefas.- cuspi as palavras o encarando de frente. Sei perfeitamente que não o fará, Dino quer saber apenas da boa vida.
- Vamos parar com isso. - Meu pai aumentou seu tom de voz, retirou da sua cintura sua arma, deu um tiro para o alto, em uma tentativa fútil de acabar com a nossa rixa.
Ainda não me dei por vencida!
- Michela no escritório agora. - Meu pai ordenou, nos dando as costas, seu tom autoritário e o respeito que tenho por ele me fez o segui-lo.
- Laura me espere no meu quarto. - dei a ordem pouco me importando se iria gostar ou não
De esgueira vi Dino se aproximando dela.
- Estava sentindo sua falta. A sua beleza nessa casa. - parei de caminhar para ouvir, a cantada barata do cafajeste que tenho como irmão. - O que acha de irmos jantar juntos?- a convidou
- Acorda Dino. - me virei para ver o que Laura iria fazer, deu um leve tapinha no rosto do meu irmão, como se faz com uma pessoa desmaiada para acordar.- Nem você se tornando o Don da camorra. - respondeu sarcástica - Me deixarei seduzir por você e suas cantadas de quinta, vá usa-las com suas prostitutas baratas. - deu um sorriso de satisfação ao ouvir suas palavras - Está vendo? - Laura desceu com as mãos pelo corpo o mostrando sensual. - Nesse corpinho aqui você não encosta querido. - disse passando a mão no queixo dele - Limpe a baba querido.- Girou e caminhou em direção às escadas seguindo para o meu quarto.
Voltei para o meu caminho ir ao escritório do meu pai, certamente receber um sermão por enfrentar o Dino. Parei diante da porta, levei minha mão a maçaneta respirei fundo para escutar mais um sermão do meu pai.
Nasci em um berço de mafiosos. Sou filho de Don Bruno Colombo, o Don que comanda o clã mafioso Ndrangheta. O nome da nossa organização vem de uma palavra grega, que significa coragem e lealdade.
Sou treinado desde da minha infância, para assumir o lugar do meu pai. Me tornei um homem frio, calculista, em certos momentos sinto prazer em ver minha vítimas sendo torturadas, o desespero em seus olhos .
A primeira pessoa que torturei, eu tinha apenas 9 anos de idade, queria deixar meu pai orgulhoso, ao demostrar frieza com o maldito traidor, que traiu o nosso clã, abrindo sua maldita boca, se aliando a inimigos.
Fui apelidado pelos soldados do meu pai de Estripador, apesar da minha pouca idade, tive uma atitude inesperada até para os homens mais experientes. Com uma faca abri o abdômen do homem, retirei suas vísceras. O comentário dos soldados, eu seria um homem cruel e sanguinário, pelo brilho que viram nos meus olhos, enquanto abria a barriga do homem, como se fosse um animal qualquer.
Com o passar do tempo fui tomando cada vez mais gosto, fiz treinamento pesado de defesa pessoal, aprendi a utilizar armas de médio e grande porte arma-las e desarma-las, a montar ou desmontar.
Minha primeira missão foi aos 15 anos , comandei nossos soldados na invasão do esconderijo do nosso inimigo, usando a estratégia que me foi ensinada pelo meu avô.
Me tornei o capó mais jovem da nossa organização, assumi meu cargo com 17 anos, deixando meu pai orgulhoso. Apesar que alguns homens da nossa organização foram contra, por acharem que era muito novo. Tive o prazer de lhes mostrar que estavam errados.
O comando da máfia, nos é passado de geração para geração. De pai para filho, como herança. Quando o Don não tem filhos e chega a uma certa idade avançada, tem que tomar a decisão de apadrinhar e escolher seu sucessor.
Nossa organização comanda o narcotráfico de cocaína, por toda Europa, temos acordos fechados com o cartel colombiano Medelin, de onde meu pai conheceu a minha mãe uma bela colombiana filha do chefe do cartel de Medelin. Minha mãe é neta do lendário Pablo Escobar um dos maiores traficantes e fundador do cartel de Medelin. Minhas férias escolares passei na Colômbia, recebendo treinamento do meu avô, Juan Escobar.
Meu avô sempre me dizia " Domenico, você tem que estar preparado, a qualquer momento terá que assumir o poder. Aqui na Colômbia.". Meu avô é um excelente guerrilheiro, participou de algumas guerras sangrentas, seus inimigos lutam para lhe tirar o comando do narcotráfico da América do Sul.
Um dos seus conselhos é sempre estar um passo a frente. Afinal, a qualquer momento posso a ter que assumir o comando aqui na Itália ou na Colômbia.
Meu avô, Don Domenico Colombo, fechou à alguns anos, um acordo com Los zetas e os Sinaloa, meu pai tem se empenhado em manter um bom relacionamento e nossa parceria.
Sou o orgulho dos meus pais, e o próximo Don da Ndrangheta, ou a qualquer momento se for necessário assumir o controle do cartel de Medelin.
Já tive várias mulheres em minha cama, nenhuma conseguiu atrair a minha atenção por mais de uma noite, regada a sexo. Apesar de que algumas realizam os meus desejos mais sórdidos. As mulheres para mim é para me afundar e saciar meus desejos, masculinos mais obscuros.
Nem as mulheres mais experientes sexualmente conseguiram, me saciar por completo, algo está faltando. Eu tenho a mulher que quiser, até as que se fazem de mais difíceis, acabam se rendendo a mim. Só para ter a sensação de vitória e domínio sobre elas, após uma noite de sexo, as descarto.
Apesar da cobrança que pesa sobre mim, em encontrar uma mulher e casar, ter um filho para continuidade da família. Encontrar uma mulher como minha mãe, não é nada fácil, envolvida com os negócios da família, treinada para se defender cortando a garganta do seu inimigo sem dó e nem piedade.
Minha mente está em expandir os nossos negócios, a venda da cocaína por mais territórios europeus, avançar nossas vendas e chegar a Holanda, Polônia, Irlanda do Norte, Noruega, Suécia e a Turquia.
Conforme escutei o piloto anunciar que iremos aterrizar,apertei minha mão na poltrona irado, com a incompetente do chefe dos meus soldados, Dario invés de marcar meu vôo direto para um dos aeroportos da Calábria, me faz a merda de marcar meu vôo de volta para Nápoles.
Quando me deu a notícia, que terei que ir para Calábria de carro por que não conseguiu um helicóptero, minha vontade é chegar e a primeira coisa a fazer é apertar sua garganta até ficar sem ar. Ter o prazer de vê-lo sufocando com as minhas mãos ao redor do seu pescoço fino.
O desembarque foi tranquilo, apesar do meu mal humor aumentar a cada segundo. A cada passo que dou em direção ao Hall de entrada do aeroporto, aperto minha mão de ódio, por estar nesse local. Ao lembrar da sugestão que o imbecil do Dario, que me disse " aproveite e conheça a cidade", no auge da minha raiva, o mandei para o inferno.
Avistei meus homens inquietos, vindo em minha direção. Percorri meus olhos pelo local, analisando cuidadosamente a procura do Dario. Parei meu olhar diante das duas moças, uma se abaixava fingidamente para pegar algo no chão.
Enquanto a outra loira me olhou diretamente. Dando um sorriso, abaixando seu olhar em direção a outra. Notei que falava algo uma com a outra, ia voltar a minha atenção para os meus homens quanto a morena se ergueu.
Engoli em seco, com a visão que tive da bela morena, seu vestido na cor vermelha constratando , com sua pele bronzeada pelo sol, seus cabelos soltos caindo ondulados pelos ombros abaixo,seus seios médios, suas pernas bem torneadas, de saltos altos assim como gosto, sua cintura fina, seu traseiro arrebitado, em minha mente veio uma imagem sórdida.
Balancei a cabeça afastando meus pensamentos sórdidos. Acabei me esquecendo do ódio que estou, fiquei parado observando as duas se afastarem.
- Senhor. - um dos soldados me chamou, me despertando.
Balancei a cabeça, afirmativo. O soldado como os demais se mantiveram de cabeça baixa.
- Aonde está o Dario?- rosnei de ódio, já fiz a varredura e não o vi.
- Senhor, ele lhe aguarda no carro. - me informou um dos homens.
Dario está me testando? Minha paciência é zero quando se trata de pessoas, que brincam com a sorte, com joguinhos. Cerrei meus punhos, senti minha testa se franzir, meus olhos semicerrarem, minha respiração começou a ficar pesada.
Com passadas rápidas ,comecei a caminhar sendo seguido pelos meus soldados. Ouvi alguns murmúrios, aos quais dei pouca importância. Passei a mão ao redor da minha cintura, afastando o paletó a procura da minha arma, fixada no coldre, mais acima no coldre do tórax tenho outra. Tenho que está sempre preparado, caso seja uma armadilha.
Dario que não abuse da sorte. Não hesitarei em descarrega-la em cima. Meus olhos procuravam pelo meu carro, trinquei meu maxilar tenso.
O desgraçado encostado no meu carro, com óculos escuros como se nada tivesse acontecendo. Ódio crescia a cada segundo dentro de mim, por culpa da sua incompetência. Dario é um homem de estatura media, seus músculos bem definidos por horas de exercícios físicos quase diariamente, seus cabelos são cortados rente ao couro cabeludo, sua barba bem aparada, seus olhos negros, formam um conjunto aceitável.
- Domenico. - disse abrindo os braços vindo me abraçar, de imediato desviei rejeitando o contato. - Está mal humorado.
- ME DÊ AS CHAVES DO CARRO. - Rosnei , apertei meus dedos com firmeza contra a palma da minha mãos, cravando as unhas na minha carne. Caso contrário enforcaria Dario ali diante do aeroporto, com várias testemunhas - Não estou de bom humor para joguinhos. - avisei.
- Preparei uma surpresa para você. - deu um sorriso cinico, me deu as chaves do meu carro.
Ao abrir a porta do meu carro, me deparo com duas mulheres. Uma loira de cabelos curtos, seios fartos, olhos azuis e uma ruiva, cabelos longos olhos azuis e um rosto belo.
- Mas que merda é essa Dario?- Vociferei.
- Elas te farão companhia. - disse com satisfação, se acreditou que me agradaria se enganou, aumentou o meu ódio ainda mais.
Minha respiração ficou pesada, senti minhas pupilas dilatarem e minha visão focar no rosto, do estúpido do Dario.
- Tire essas duas agora. - rosnei dando alguns passos em sua direção.
- Nossa, tão lindo e mal humorado.- escutei a loira comentar.
- Deve ser uma delicia na cama. - a ruiva me olhou passando a língua nos lábios.
- Sumam da minha frente. - ordenei.
Meu corpo tremia de tanto ódio que estou do Dario, e a merda das suas atitudes sem me consultar.
Vi as duas mulheres se afastarem, queixosas. Pouco estou me importando, apenas quero chegar logo na Calábria.
Entrei no meu carro e saí a toda velocidade, fazendo barulho com os pneus contra o asfalto. Deixando os inúteis dos meus soldados para trás.
Conforme o carro tomava velocidade, meus pensamentos voltavam a serem condenados, me controlando e minha respiração voltando ao seu ritmo normal.
Ter que dirigir durante 5 horas e 10 minutos até chegar a Calábria. A melhor decisão que tomei foi vir sozinho, sem ter que suportar a voz do Dario e suas explicações furadas.
Meus músculos estão começando a ficar doloridos e tensos. O cansaço está tomando conta do meu ser, mas não permitirei ser vencido.
Respirei aliviado ao cruzar os portões da nossa mansão na Calábria. A mansão dos Colombo, sai do carro me esticando, dando alívio às minhas pernas e braços doloridos pelas horas viajando.
-Mi hijo( meu filho)! - minha mãe vinha em minha direção de braços abertos para me receber.
Observei a bela morena que vinha em minha direção, minha mãe não perdeu seus velhos hábitos de estar sempre bem arrumada, preparada para qualquer ocasião. Sua beleza e cuidado com a aparência não demonstra a real idade que tem. Mal sabem que por trás dessa bela morena, de cabelos longos e liso, o rosto bem maquiado e as roupas sensuais, as quais provocam ciúmes ao meu pai, esconde uma assassina sanguinária.
- Belíssima como sempre.- a elogiei.
- Espero que dessa vez fique mais tempo em casa. - seus olhos estavam cheios de expectativas - Não permitirei que seu pai ou seu avô ,me tire você pelos próximos dias. - seu comentário foi um aviso, sorri - Apenas uma bela chica (moça).
Meu pai se aproximou, olhando-a com repreensão devido a sua roupa, minha mãe está com um vestido dourado, que ressalta seus seios.
- Yolanda, suas roupas! - Exclamou meu pai Don Bruno Colombo, irritado com o vestido da minha mãe.
- Que tem? - disse com ar de inocência - Domenico está feio esse vestido?
- Está Belíssima. - Meu pai respondeu trincando o maxilar possessivo de ciúmes - A visão é só minha, não quero nenhum dos soldados admirando o que me pertence. Já lhe disse para colocar um casaco.
- Bruno, querido. - se aproximou do meu pai, colocando a mão sobre o peito, deu-lhe um beijo rápido - Deixe de ser ciumento. - minha mãe disse de uma forma manhosa, que fazia meu pai se render aos encantos dela. - Me arrumo assim para você. - minha mãe girou o corpo diante do meu pai.
Desviei meu rosto para sorrir, desde da minha infância presencio isso. Meu pai é possessivo, ciumento, minha mãe não ajuda.
- Vamos entrar. - Meu pai disse quebrando o clima incômodo que se formou para mim.
Senti minha mãe entrelaçar seu braço entre o meu, a olhei de esgueira seu belo sorriso, com o outro braço entrelaçou o do meu pai, que se encontra olhando emburrado para os soldados.
Que obviamente abaixaram seu olhar, em sinal de respeito ao Don do clã Ndrangheta, o desrespeito de qualquer um deles seria sentenciado a morte.
- Vou preparar seus pratos preferidos. - sorridente e alegre com seu jeito receptivo minha mãe falava.
- Quanto a mim? Não terei na preparado de especial por suas mãos?- meu pai levou a mão da minha mãe a beijando, que a deixou corada
- Bruno se comporte. - ralhou com meu pai por causa da sua atitude.
Mais tarde acertarei as contas com Dario. Não aceitarei que o chefe dos meus soldados seja incompetente. Isso tem que mudar, caso contrário me livrarei dele com minhas próprias mãos, dando fim a sua vida miserável.
Tenho grandes planos, que não permitirei serem destruídos por erros dos meus soldados. Comandarei o narcotráfico internacional.