Meu olhos são incapazes de desviar do caixão mesmo já tendo sido enterrado. Minha garganta estava ferida de tanto que gritei, mas nada importa além da minha vingança contra o homem que roubou meu amado pai, o único que amei. Ele era meu tudo único que podia contar.
- Senhora, precisamos ir à máfia para decidir o novo chefe para assumir o lugar do Dom Alessandro. - O soldado que por anos me protegeu falou ao meu lado.
Olhei em seu rosto cansado enquanto falava.
- Eles não precisam de um chefe porque eu sou a nova chefe. - ele me olhou incrédulo.
Nenhuma mulher foi a dona da máfia até agora se fosse aceitar seria a primeira.
Olho para ele com certo deboche, os homens sempre foram machistas, nunca achavam que uma mulher subiria ao poder, mas eu vou demonstrar que não é bem assim, um meio sorriso nasce em minha face, mesmo com muita dor irei mostrar quem sou, pelo meu amado pai.
Não podia fraquejar meu pai me ensinou a lutar para ser dona de mim, agora serei a dona da máfia.
O soldado me olha depois de se afastar sabendo que ninguém poderia me deter, afinal sou Valentina Guerra.
- Papai eu juro que vou fazer o homem que lhe matou pagar por sua morte. enxugue uma lágrima solitária que seria a última que derramarei em minha vida.
Levando minha cabeça e olho para frente, com uma promessa e um objetivo em mente.
Eu juro! Pela minha vida que nunca mais, nunca mais irei derramar uma lágrima se quer, não irei amar. Juro pela memória do meu pai que irei fazê-lo pagar ter matado meu pai e destruído por dentro, por cada lágrima que derramei nos malditos quatro dias que tive que ficar na escuridão
Vou para carro sentindo a chuva começar a cair junto com as lembranças.
Era sábado de manhã meu amado pai estava fumando seu charuto enquanto lia seu jornal, tomei meu café tranquilamente sorrindo para ele que retribui com facilidade, para seus inimigos um homem cruel para mim meu herói assim era meu pai Alexandre Guerra o Dom da máfia Heart Black.
Estávamos em seu jatinho particular viajando para Roma para visitar seu novo capô de lá.
- Valentina, minha princesa, como vai seus estudos? - papa guarda o jornal enquanto fala.
- Estou amando a faculdade de administração apesar de já sabe tudo sobre com gerência uma empresa, afinal você já me ensinou tudo - sorri para ele vendo seu orgulho por mim.
- Tenho orgulho da mulher que está se tornando! - diz em tom de orgulho.
- gracias papá! - falo animada.
- Lembre-se princesa minha eu sempre estarei aqui para você - ele tocou minha mão colocado nela seu anel de Dom - Mesmo que nunca siga meus passos quero que fique com isso.
Meus olhos focam no grande anel de ouro com um rubi cravejado e pequenos diamantes ao seu redor, ao redor das jóias tem o nome da máfia cravado nele, e belíssimo, olho para meu pai com carinho e deposito um beijo em sua face.
Foi nesse momento que tudo mudou para sempre. Uma explosão fez o avião tremer depois perder atitude me segurei em meu pai que me apertou junto ao seu peito sussurrando que tudo ficaria bem, os gritos ecoavam ao nosso redor as luzes vermelhas dava o toque final a cena de terror em minha frente o jatinho começou a cair as janelas explodiram com força do vento, me segurei com mais força ao meu pai mais o impacto do jatinho atingindo a água me tirou do seus braços para longe não lembro de muita coisa mais me lembro bem do silêncio e frio.
Foi a única que sobreviveu à queda do jatinho. Mais fiquei quatro dias sozinha no mar sem ninguém em completa solidão.
Nesse tempo vi minha vida passar diante dos meus olhos, todos momentos que não Iram mais volta, um grito sai de minha boca, uma dor na alma se alastra pelo meu ser, tomando conta do meu coração transformado em trevas.
Um dia já fui luz hoje sou a própria treva
Quando finalmente me encontraram, já era tarde mas não era a mesma coisa. Nunca mais poderei ser .
Volto para presente dando uma última olhada onde enterraram um caixão vazio já que o corpo de meu pai não poderia ser mais encontrado no mar.
Coloco em meu dedo o anel da máfia sentindo o frio do objeto em minha pele trêmula do frio que habitava em mim.
Fecho meus olhos sentindo a água escorrega pela minha pele, abro determinada a enfrentar os mais poderosos homens da máfia para ter minha vingança.
Estou determinada a tudo em busca de vingança, não terei salvação, e nem mesmo aceitarei qualquer redenção, o homem que destruiu minha vida vai pagar caro.
Entro no carro sobre o olhar do soldado, um caminho silencioso até a sede da máfia onde os conselhos estava se reunindo.
[...]
Entro no salão sob o olhar de todos que me olhavam torto por ser mulher mas ninguém falava nada.
Meu olhar estava firme quando fui até o centro da sala, os homens estavam sentados em círculo e eu analisei meus movimentos para poder me crucificar ao menor erro. Com a cabeça erguida foi em direção a cadeira que era o sonho de qualquer um ali.
Cento de cabeça erguida na cadeira que um dia foi de meu pai e hoje eu assumo o lugar que é meu por direito.
Alguns homens falam atrasado pela minha audácia mas eu os calo com meu olhar frio.
- Sou Valentina Guerra, filha de Alexandre Guerra. Eu tenho direito a essa cadeira, minha família governou essa organização por muitos séculos enchendo seus bolsos de dinheiro. Agora exijo a lei suprema da vingança e honra minha família. Eu exijo a cabeça do responsável pela morte de meu pai. Como mãos de ferro eu vou liderar vocês para vingança, junto vamos limpar a honra da família.
Que os jogos comecem
Todos me olham com certa desconfiança mas abaixam a cabeça e assentem.
Uma nova era começou, um novo tempo, uma nova história!
VALENTINA GUERRA
____Roma ____
Uma semana depois de ter assumido meu lugar por direito, vejo o tamanho do peso que meu pai carregava nas costas. Mas não vou desistir agora, não antes de saciar a fome de vingança que crescia em meio às minhas feridas abertas em minha alma.
Estava disposta a tudo para ter minha vingança até mesmo me submeter aos testes que o conselho exigiu para eu mostrar meu valor para organização. Ou morrer tentando.
Não sou mulher desistir sempre lutei pelo meu ideal, meu papa me ensinou que não devo temer a nada nem a ninguém, não devo ter medo de me arriscar, pois a vida é muito curta o tempo que passei no mar me fez amadurecer, me deu propósito e me fez conhecer meus demônios interiores que se alimentava de minha raiva com sede igual ou maior a minha.
Termino de passar o batom vermelho nos lábios, essa será minha cor por diante. Vermelho seja a cor ou sangue que vou derramar.
Avalio o vestido que estou vestido por mais alguns segundos na cor vermelha também, ele tem um decote na frente, e segura minha cintura com destreza fazendo mostras as curvas que tenho me deixando satisfeita.
Não posso fraquejar em nenhum sentido, para todos serei a rainha da máfia, símbolo de poder, seja para os homens como para as mulheres. Saio do meu quarto com passos calmos sobre meu salto vermelho.
Sabia que não seria fácil dobrar o conselho aos meus pés mas não vou desistir. Hoje vou fazer minha primeira prova.
( ... )
Seguro minha taça de vinho esperando que conselho chegue, sinto o sabor do líquido vermelho divagar saboreado lentamente, não era tola para saber que seria testada diversas vezes pelo conselho e os homens sob meu comando.
Respirou fundo pensando e calculando cada passo, cada palavra que iria dar ou falar, sei que eles iriam me avaliar dos pés a cabeça e como filha de um dos homens mais respeitados da máfia eu deveria ter a mesma força que meu papa teve ou mais.
Eles entram na sala me avaliando, mantenho minha postura, se eles acham que vão me amedrontar com seus rostos severos estão enganados.
- Valentina Guerra compreende que você não poderá ser um Dom pois é composto só ocupado por homens, mas Dama da máfia é título que foi cedido para mulheres que assumem papel do homem no comando. - Stefan é o primeiro a falar.
Sorrio fria para ele, não vou deixar ser humilhada por eles com seu título.
Ser dama da máfia é como uma professora substituta que a qualquer momento pode perder o cargo. Se não posso ser o Don série a rainha. Mas nunca uma dama.
- Não! Não Compreendo , pelo que sei as mulheres hoje em dia estamos ganhando a liberdade escolher e assumir o cargo que bem entendemos. Seja na máfia ou fora dela. - pronuncio me levantando e me inclinado sobre a mesa deixando a mostra o decote que dava para meus seios, vejo o olhar de todos sobre eles me deixando satisfeita.
- Mas assumir o posto de Don sem passar pelos testes é um absurdo - um gritou enfurecido.
Sorri de canto colocando minhas mãos na cintura.
- Eu vou fazer os testes malditos. Não tenho medo de nada e de ninguém. - falei com frieza na voz vendo eles sorriem achando que vou desistir no primeiro teste.
- Seu primeiro teste é a marca da máfia. - Stefan falou fazendo sinal para os soldados entrarem. - Três testes esse é o primeiro.
Engolir em seco mais me mantive firme.
Lentamente o homem vem em minha direção, com ferro em brasa com símbolo da máfia uma rosa com faca atravessada, mas em nenhum momento exime ou recuei se era para mostrar de quem sou filha assim farei.
Me ajoelho no chão como mandando a tradição, estendo minha mão direita onde o anel de meu pai estava.
- juro pelo meu sangue proteger e honra a máfia - minhas palavras saíram firmes de minha boca.
Depois de jurar fidelidade à organização, minhas mãos vão para o fecho do vestido abrindo, deixando minhas costas expostas.
O homem vem em minha direção com a marca na mão, ele se coloca por trás de mim e toca o ferro em brasa em minha pele me fazendo quase soltar um grito de dor, mordo meu lábios para não gritar com tamanha dor.
Sinto gosto do meu sangue em minha boca, minhas costas doíam.
Só uma dor no meio de várias.
Repetir tentando me manter firme na frente deles.
- Amanhã terá segundo teste se ainda for querer ser Dono da máfia - Stefan falou com deboche.
Me levantei sentindo ainda mais dor, mas manteve a firmeza em meu corpo.
- Eu sou a rainha da máfia.... - minha voz ecoou no lugar.
Eles me olham com seu eu não fossem um nada aos olhos de cada mafioso neste lugar mas estou disposta a mostrar quem irá tomar as rédeas por aqui.
VALENTINA GUERRA
O líquido quente do whisky alivia a dor em minhas costas.
- Não deveria desafiar o conselho assim Valentina - minha tia fala trazendo chá para nós, mas assim que ver meu corpo com bebida faz uma careta. - Não é adequado uma mulher beber.
Olho para ela com certa ironia, minha tia e uma mulher sábia a única da minha família que tenho total confiança.
Levo o copo para perto da boca e sinto os aromas de frutas cítricas, leite e chocolate entorpecem o olfato. De cor dourada, como se pronunciasse que ali dentro há ouro em sua forma líquida, ele deixa qualquer que seja o connoisseur de olhos vidrados. Meu paladar entra em estado de excitação ao primeiro gole, quando os suaves sabores de laranja e de maçã, que se dissolvem em uma textura licorosa e levemente gaseificada, são percebidos sobre minha língua, me fazendo relaxar.
- O'Que possui dizer tia o whisky é algo que não abro mão ainda mais do Whisky Chivas Regal Royal Salute! Um dos mais caros do mundo e mais apreciados, ainda mas era o favorito do meu papá.
- péssimo hábito para mulher jovem como você. Mas vou fingir que não estou vendo. - ela serviu o chá para nós.
- A senhora sabe me dizer o que será a próxima prova? - perguntei à queima roupa.
- Não querida mais tenho certeza que conseguirá. - ela bebeu um pouco do chá.
Ela falou as últimas novidades que aconteceram na Cecília, passamos a tarde conversando banalidades.
( ...)
A chuva caia lá fora, encosto meu rosto no vidro frio, como meu ser que antes era quente como Sol no verão.
- Deveria dormir. Amanhã é um grande dia, senhora - O soldado do cemitério falou.
Me viro para ele tentando lembrar seu nome.
- Sou uma senhora. Iam Perder seu segurança particular desde os seus 15 anos. - ele cruzou os braços.
Olho para ele com cautela de uma pantera, analiso suas vestes ele está com uma blusa social branca por dentro com finas linhas de ouro, por cima da camisa está com terno preto impecavelmente passado, sua causa e da mesma cor que o terno o sapato não fica de fora.
- Então Iam Perder eu não preciso de ninguém além de mim. - Olhei de forma atrevida.
Ele sorriu debochado para mim.
- A senhora deseja ser rainha de organização, mas não haja como tal. Sempre desafiando, nunca planejando. Se quer que a rainha do jogo escute mais, observe mais e saiba onde tem traidores e soldados - ele se virou para sair e me deixou muda.
- Você não está sozinha, Valentina Guerra. Você é uma Guerra carregar nas veias o sangue do seu pai escute seu coração em vez da vingança e sairá vitoriosa. - ele saiu.
Peguei o primeiro objeto que vi jogar na porta com raiva das palavras dele que lembrava de meu pai.
Mas ele me fez abrir meus olhos querendo ou não admitir. Tinha traidores ao meu lado só me restava saber quais eram leais a mim.