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Rainha do Castelo Próprio

Rainha do Castelo Próprio

Autor:: Helen
Gênero: Romance
A tela do meu celular iluminava meu rosto, refletindo toda a ansiedade e a expectativa. Amanhã eu finalmente conheceria Pedro Albuquerque, meu "príncipe" virtual, herdeiro de uma famosa marca de café. Ele era charmoso, rico e, aparentemente, apaixonado por mim – tudo o que eu sonhava para uma garota pobre do interior com grandes sonhos de ser estilista. Mas a ansiedade não me deixava dormir. Levantei para beber água e ouvi vozes vindo do quarto da minha colega de quarto, Patrícia. Era ela, sussurrando ao telefone. "Sim, Pedro... Ela está aqui, toda animada. Mal sabe ela... Coitadinha." O nome de Pedro fez meu estômago gelar. "Claro que ela acreditou em tudo. Ela é tão ingênua, uma garota pobre do interior. Acha mesmo que um cara como você se interessaria por ela de verdade?" Cada palavra era um soco. "Não se preocupe, eu te ajudo a se livrar dela. Mas e o seu amigo, o João? Ele realmente vai no seu lugar amanhã?" Ele ia me humilhar, me dispensar por meio de um amigo, como se eu fosse um brinquedo. E Patrícia, minha "amiga", era cúmplice. Minhas lágrimas foram engolidas pela fúria. Eu não seria humilhada. Peguei meu celular e sorri amargamente no escuro. Eles queriam um jogo? Eles teriam um. Mas agora, as regras eram minhas.

Introdução

A tela do meu celular iluminava meu rosto, refletindo toda a ansiedade e a expectativa.

Amanhã eu finalmente conheceria Pedro Albuquerque, meu "príncipe" virtual, herdeiro de uma famosa marca de café.

Ele era charmoso, rico e, aparentemente, apaixonado por mim – tudo o que eu sonhava para uma garota pobre do interior com grandes sonhos de ser estilista.

Mas a ansiedade não me deixava dormir.

Levantei para beber água e ouvi vozes vindo do quarto da minha colega de quarto, Patrícia.

Era ela, sussurrando ao telefone.

"Sim, Pedro... Ela está aqui, toda animada. Mal sabe ela... Coitadinha."

O nome de Pedro fez meu estômago gelar.

"Claro que ela acreditou em tudo. Ela é tão ingênua, uma garota pobre do interior. Acha mesmo que um cara como você se interessaria por ela de verdade?"

Cada palavra era um soco.

"Não se preocupe, eu te ajudo a se livrar dela. Mas e o seu amigo, o João? Ele realmente vai no seu lugar amanhã?"

Ele ia me humilhar, me dispensar por meio de um amigo, como se eu fosse um brinquedo.

E Patrícia, minha "amiga", era cúmplice.

Minhas lágrimas foram engolidas pela fúria.

Eu não seria humilhada.

Peguei meu celular e sorri amargamente no escuro.

Eles queriam um jogo? Eles teriam um.

Mas agora, as regras eram minhas.

Capítulo 1

A tela do celular iluminava o rosto de Maria da Graça, refletindo a ansiedade e a expectativa em seus olhos. Faltava apenas um dia para ela finalmente conhecer Pedro Albuquerque, o "príncipe" que ela conheceu online. Herdeiro de uma famosa marca de café de São Paulo, ele era tudo o que ela sonhava: charmoso, rico e, aparentemente, apaixonado por ela.

Do seu pequeno quarto no interior, que dividia com uma colega, ela passara meses conversando com ele, compartilhando seus sonhos de se tornar uma grande estilista e ouvindo sobre a vida glamorosa dele na cidade grande. Ele a incentivou, elogiou seus esboços e prometeu que, quando se encontrassem, a apresentaria a pessoas importantes do mundo da moda.

Ela já estava em São Paulo, hospedada em uma pensão barata com sua colega de quarto, Patrícia, apenas para este encontro. O coração de Maria da Graça batia mais forte só de pensar nele. Amanhã, tudo mudaria.

"Você tem certeza que ele é tudo isso, Graça?", Patrícia perguntou da cama ao lado, lixando as unhas com uma expressão entediada.

"Claro que sim. Ele é incrível", respondeu Maria, sem tirar os olhos do celular, relendo as últimas mensagens carinhosas de Pedro.

Naquela noite, a ansiedade não a deixava dormir. Ela se levantou para beber um copo d'água na cozinha compartilhada da pensão. O lugar estava silencioso e escuro. Quando se aproximou, ouviu vozes vindas do corredor, perto da porta do quarto de Patrícia, que ficara entreaberta.

Era a voz de Patrícia, mas ela falava baixo, quase sussurrando ao telefone. A curiosidade fez Maria da Graça parar.

"Sim, Pedro... Ela está aqui, toda animada. Mal sabe ela... Coitadinha."

O nome "Pedro" fez o estômago de Maria da Graça gelar. Ela se encostou na parede fria, prendendo a respiração para conseguir ouvir melhor.

"Claro que ela acreditou em tudo", continuou Patrícia, com uma risada abafada. "Ela é tão ingênua, uma garota pobre do interior. Acha mesmo que um cara como você se interessaria por ela de verdade?"

Cada palavra era um soco. O mundo de Maria da Graça começou a desmoronar.

"Não se preocupe, eu te ajudo a se livrar dela. Mas e o seu amigo, o João? Ele realmente vai no seu lugar amanhã?"

Houve uma pausa. Maria da Graça podia imaginar Pedro do outro lado da linha, confirmando o plano com sua voz arrogante que ela agora percebia ser falsa.

"Entendi. Então o plano é esse: o João vai encontrá-la, diz que você não pôde ir e a dispensa. Simples assim. Ela vai ficar arrasada, mas quem se importa? É só um brinquedinho pra você, não é?"

A raiva substituiu o choque. Uma fúria fria e cortante subiu por sua espinha. Então era isso. Um brinquedo. Uma "garota pobre e ingênua". A humilhação que ele planejou para ela era cruel, calculada. E Patrícia, sua colega de quarto, era cúmplice.

Ela voltou para o quarto em silêncio, o coração pesado, mas a mente surpreendentemente clara. As lágrimas que ameaçavam cair foram engolidas pela determinação. Ela não seria humilhada. Ela não daria a eles esse gostinho.

Ela se deitou na cama e fingiu estar dormindo quando Patrícia entrou no quarto minutos depois, movendo-se sorrateiramente.

Maria da Graça pegou seu celular debaixo do travesseiro. Com os dedos firmes, ela abriu a conversa com Pedro. O plano dele era enviar um amigo para dispensá-la. Perfeito. O jogo tinha acabado de mudar de tabuleiro.

Ela digitou uma mensagem, a mais doce e ingênua que conseguiu formular.

"Oi, Pedro! Estou tão ansiosa para amanhã! Mal posso esperar para finalmente te ver. <3"

Ela enviou e desligou o celular. Um sorriso amargo brotou em seus lábios no escuro. Eles queriam um jogo? Eles teriam um. Mas agora, as regras eram dela. Ela iria ao encontro, mas não para ser a vítima. Ela iria para virar a mesa. E o amigo misterioso, João, seria a peça principal de sua vingança.

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Capítulo 2

Do outro lado da linha, Pedro Albuquerque riu ao ler a mensagem de Maria da Graça. Ele estava em seu apartamento luxuoso, com uma vista panorâmica de São Paulo, ao lado de seu amigo, João Mendes.

"Olha isso, João", disse Pedro, mostrando o celular com desdém. "A caipira está toda animada. 'Mal posso esperar para finalmente te ver'. Patético."

João, que estava sentado em uma poltrona de couro com um copo de uísque na mão, apenas ergueu uma sobrancelha. Ele não disse nada, apenas observou Pedro com uma expressão indecifrável.

"Eu não acredito que você realmente conversou com essa garota por meses", continuou Pedro, jogando-se no sofá. "Sério, que saco. Eu não tenho tempo nem paciência pra lidar com esse tipo de drama. Ainda bem que você vai resolver isso pra mim."

"Eu ainda não disse que iria", respondeu João, sua voz calma e grave contrastando com a agitação de Pedro.

"Ah, qual é? Você tem que ir. Eu não vou encontrar com ela. Imagina? Eu, Pedro Albuquerque, com uma garota que provavelmente ainda usa bota de caubói. Minha reputação iria pro lixo."

João tomou um gole de sua bebida, seus olhos fixos em Pedro.

"E por que eu deveria ir?", ele perguntou.

"Porque você é meu amigo! E porque eu te pago bem para resolver meus problemas. Considere isso um... serviço. Vá lá, encontre a garota, seja legal, diga que eu tive uma emergência de família, sei lá. Dê um dinheirinho pra ela comprar uma passagem de volta pro fim de mundo de onde ela veio e pronto. Fim da história."

João permaneceu em silêncio por um momento, o gelo tilintando em seu copo. Havia algo na forma como Pedro falava de Maria da Graça que o incomodava profundamente. A crueldade casual, o desprezo total.

"Eu vou", disse João, finalmente.

Pedro abriu um sorriso vitorioso. "Eu sabia! Você é o melhor, cara."

"Mas com uma condição", acrescentou João. "Você não vai interferir. Deixe tudo comigo."

"Fechado", disse Pedro, já pegando seu próprio celular para ligar para outra garota. "Só se livre dela. Não quero mais ouvir o nome Maria da Graça."

João observou o amigo, uma pontada de desgosto surgindo dentro dele. Ele conhecia Pedro desde a infância. Sabia de sua arrogância, de sua superficialidade. Mas desta vez, parecia diferente. Havia uma maldade calculada que João não estava disposto a ignorar.

"Por que você está tão interessado nisso, afinal?", Pedro perguntou de repente, olhando para João com uma desconfiança passageira. "Não é do seu feitio se meter nos meus rolos."

"Talvez eu esteja apenas curioso", respondeu João, com um encolher de ombros. "Quero ver como é essa 'garota pobre e ingênua' que conseguiu sua atenção por tanto tempo."

A resposta pareceu satisfazer Pedro, que voltou sua atenção para o telefone.

"Tanto faz. Apenas termine com isso", ele disse, já com a voz mudada, mais suave, para a pessoa do outro lado da linha.

João terminou seu uísque em um gole. Ele tinha seus próprios motivos para ir àquele encontro. Motivos que Pedro, em sua arrogância, jamais conseguiria compreender. Ele iria encontrar Maria da Graça. Mas dispensá-la? Isso ele ainda não tinha decidido.

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