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Reclamada Por Dois

Reclamada Por Dois

Autor:: Cassandra Branca
Gênero: Romance
Livro 2 Vasco um Werewolf e Alexandre um vampiro, partilhavam o sangue da mesma mãe, apesar de serem diferentes , tanto fisicamente como de personalidade , o sangue os unia como aliados e protetores um do outro. Apesar de se darem muito bem e conviverem muitos anos juntos , nunca pensavam que teriam a mesma companheira . Seria possivel manter a unidade entre os dois, ou uma simples humana acabaria por os separar de vez , os tornando em inimigos mortais? Angela, uma simples mulher que levava a sua vida numa existencia pacifica e sem qualquer sobressalto descobre uma noite que existe realidades que estão fora de qualquer imaginação. Além de descobrir a existência de outros seres que vagueiam a noite como predadores aquando um ataque em uma noite de bebidas com amigas, também se dá conta da existência de dois homens que a deixam com o sangue completamente em fogo liquido. Como podia Angela aceitar os sentimentos que nutre por dois estranhos misteriosos? Pior ainda, como poderia sequer pensar em ficar com os dois, perante uma sociedade intolerante que não aceitava nem mesmo uma roupa fora da época.

Capítulo 1 Capitulo 1

Durante meses, Ana, Raquel e Fátima andavam aborrecidas por não aceitar uma saída à noite só para meninas. Mas mesmo relutante, finalmente decidi que não valia a pena perder a amizade delas por causa disso, e com o intuito de ter algum descanso, acabei aceitando. Então lá ia eu toda apaparicada e pronta para beber bastante, mesmo que estivesse atrasada. Ser empregada de mesa às vezes não nos dava a chance de sair à hora certa. Pelo menos para ver se esquecia um pouco da realidade da minha vida amorosa. Hoje ia predisposta a me divertir toda a noite.

Rir, beber, dançar numa saudável noite com as amigas.

Nessa noite decidira usar um vestido de alças, justo, e simples de verão acompanhado por sandálias de salto alto. Me maquilhei suavemente e deixei o cabelo solto, já não me lembrava da ultima vez que me tinha arranjado assim. Isso me fez notar que me andava a desleixar nestes últimos tempos, como não tinha vida social, não ligava muito ao meu aspeto,o que era errado. Depois de me ver ao espelho, durante a semana quando me levantava para trabalhar, o reflexo era de uma mulher cansada e derrotada ,mas agora não era isso que via,o que me incentivava a começar a me cuidar ,no fundo ainda era uma mulher jovem com muito para viver.

Bastou entrar no bar para me arrepender imediatamente de ter ido, estava apinhado de gente e sinceramente já não tinha paciência para aquele tipo de ambiente. Se eu pudesse escolher , iria para um bar calmo, quase vazio, com musica suave, mas já que estava ali, ia tentar. As minhas esperanças de me divertir morreram quando me aproximei da mesa das minhas queridas e mentirosas amigas.

__ Ângelaaaaaaa... - As três mulheres divertidas sentadas numa das mesas rapidamente gritam as palavras com euforia.

__Olá. - Disse secamente encarando as três com uma sobrancelha arqueada. __ Não era uma noite só de mulheres?

Na mesa estavam três moços que não deviam ter mais de 20 anos, mas cheios de uma presunção que me fazia ficar ainda mais irritada com os homens. A minha última relação já tinha acabado há um ano, de um jeito não muito pacifico, algum stress acompanhavam a minha falta de pachorra para aturar mais homens arrogantes que não sabiam como tratar uma mulher.

__ Para quê desperdiçar tanta beleza só com mulheres? - Um dos garotos declara com um sorriso de orelha a orelha.

__ Bom...meninas... - Sorri sem muita vontade ao encará-los. Todos eles estavam vestidos de negro e exibiam muita simpatia, mas sombria, o que me deixava perturbada. Desviando o olhar para as minhas amigas que iriam ser fuziladas logo que estivéssemos a sós eu acrescento. __ O trato era noite de mulheres. - Piscando o olho volto a falar.__ Visto que não é isso que vai ser...- Rapidamente me viro de costas , me preparando para sair.__Vou para casa.

__ Heiiiii...calma aí!!! - Ana se levanta rapidamente, segurando Ângela pelo braço. __ Eles se sentaram aqui, mas não significa que fiquem. - A puxando de volta para junto da mesa , ela sorri de lado. __ Não te livras de nós assim tão facilmente.

__ Esta noite é para apanhares uma daquelas bebedeiras bem feias. - Fátima acrescenta divertida. __ Andas muito eremita, ultimamente.

__Não sei ...mocinhas. - Um dos moços as encara sombrio. __ Penso que vocês não se livram assim tão facilmente ..- Esboçando um sorriso sarcástico ele acrescenta. __ De nós também.

__ Bom se querem uma noite só nossa...- Declaro irritada pela presunção daqueles garotos. Homens sempre pensavam que podiam manipular nossos desejos para que fossemos submissas as suas vontades.__ Então sugiro sairmos daqui e irmos a outro lado. - Nem esperei por resposta, virando costas de imediato solto as palavras um pouco farta daquela conversa .__ Se não, vou para casa.- Me dirigindo à saída respiro fundo quando o ar da noite me refresca em oposição à temperatura alta e abafante daquele local. __Como é que elas gostam deste tipo de lugar, isso nunca vou perceber. - Murmurei estremecendo de imediato, não só pelo vento fresco mas também por alguns frequentadores que ali estavam a fumar perto da porta e que nos olhavam com sorriso predador.

__ Porque é o mistério do próprio local, que nos estimula a viver um pouco de perigo. - Raquel surgiu por detrás de Ângela. __ Fizeste bem em vir. - A abraçando com carinho ela acrescenta .__Estava preocupada contigo.

__ Não pode ser só casa-trabalho, trabalho-casa. __ As meninas rodeiam Ângela , a abraçando também.

__Sabem, não ando com muita disposição para saídas ultimamente. - De imediato retribuo o abraço. __Mas obrigado pela preocupação e o carinho. - Sorrindo amplamente as encaro. __Vai me fazer bem estar convosco.

Logo que avançamos cem metros, o riso que nos unia cessou. À nossa frente apareceram de repente os três moços do bar. Vinham com umas expressões ameaçadoras e os rostos um pouco diferentes do que me lembrava. Eles avançaram, mas nós não nos mexemos e colocamos uma postura de desafio. Éramos quatro e mesmo sendo mulheres podíamos seguramente os colocar na ordem.

__ Meninos! - Ana disse com um suspiro.__Vocês têm que perceber uma rejeição.

Quando a Ana falava assim, é porque estava a perder a paciência e com os seus já trinta e cinco anos anos, ela já não tinha muita. Todas nos andávamos entre os vinte e os quarenta . A Fátima tinha trinta e dois, a Raquel trinta e quatro eu já estava a caminho dos trinta . Eles rodearam-nos rapidamente e sem dar conta já estávamos a ser agarradas.

Senti um puxão no meu braço e de imediato percebi que o moço que tinha falado comigo no bar me agarrava e me olhava com um sorriso irónico. Mas havia outra coisa nele que me chamou a atenção,seus dentes. "Presas ... aquilo eram presas?".Eu arregalei os olhos e ofeguei.

Não,não era possível. Não podia ser. Ele empurrou me contra uma parede se debruçando sobre mim.

__ Então és das que não gosta de homens ...- O garoto lambe os lábios se mostrando orgulhoso de seus caninos grandes e afiados. __ Vou te mostrar que não é assim tão mau.- Sorrindo malicioso seus olhos param em seus seios. __ Depois de mim não vais querer outra coisa.

__ Sua besta arrogante !!!- Ao ouvir aquilo, uma onda de náusea apoderou se de mim. Com presas ou não, ele era um homem igual aos outros por isso nem hesitei. Depois de lhe acertar com o joelho entre as pernas com toda a força que tinha, ele solta um grito estrondoso, mas segundos depois sou eu que sinto uma dor profunda em meu rosto e corpo quando me sinto ser lançada contra um caixote do lixo, naquele beco sujo e escuro.

Capítulo 2 Capitulo 2

__ Ângela!!!Ângela!!!!-Raquel grita apavorada ao ver sua amiga completamente inerte. __Meu Deus...-Se ajoelhando ao lado de Ângela, sua voz começa a tremer. __Diz qualquer ..por favor...

__ Eu...estou bem...-Ouço uma voz aflita, em pânico, e pisco os olhos várias vezes tentando focar a imagem que estava perante mim. O rosto de Raquel rapidamente surge , o que aproveito para estender a mão para que me ajudasse a levantar, mas na mesma hora solto um gemido profundo com a dor que me ataca de novo.

__ Não !!!Não te levantes!!! – Ana quase grita também ao correr para perto de Ângela e Raquel.__ Podes ter algo partido.

__Não se preocupem ...só estou um pouco dolorida. – Eu volto a gemer ao me endireitar. __ E vocês? – Eu olho ao redor para verificar se estavam todas bem. __ A Fátima?

__ Estou aqui. – Rapidamente Fátima responde correndo para perto de suas amigas.__Estou bem!

__ Chamaram ajuda? - As encaro com surpresa ao notar que Fátima vinha acompanhada com dois homens altos e entroncados, o que me fez franzir o sobrolho .

__ Não! Quem chamou foi o dono do bar. - Ana explica de imediato . __ Ele reparou que nos seguiram quando saímos.

__ Alexandre e o Vasco apareceram na hora certa. – Fátima aponta para os dois homens estranhamente atraentes.

__ Bom...na altura certa para nós. -Raquel morde o lábio. __ Não sabíamos onde estavas se não ouvíssemos o grito. Balançando a cabeça, suspira frustrada. __ Aquele maldito te levou para longe de nós.

__ Sim...- Fiquei em silêncio um momento pensando que provavelmente afastou-se porque queria mostrar o que ele realmente era. Respiro fundo, nunca poderia dizer isso a ninguém, não iriam acreditar em mim. Vampiros não existiam...isso era o que sempre tinha pensado. O homem mais alto se aproximou rapidamente, me analisando com uma expressão estranha, séria , me fitando intensamente. Ele tinha lindos olhos azuis e começava a me incomodar com aquele olhar enigmático e hipnotizante. __ Então...- Me afastando um pouco dele, finjo uma certa preocupação pelo estado sujo do vestido, questionando com voz firme .__ Conseguiram apanha-los?

__Ainda não!- Rapidamente Vasco se aproxima, olhando a moça intensamente ,simplesmente inspira na sua direção, acrescentando firme. __ Mas iremos.

__Dizes que estás bem...- Alexandre evita respirar o doce aroma que surge daquela fêmea, a olhando intensamente ele só declara com indiferença.__ Mas estás a sangrar !

__ O quê?- De imediato verifico meu corpo, realmente um grande corte era visível no meu braço cobrindo totalmente a minha pele com um manto avermelhado.__ Não tem importância... - Sorrio timidamente quando o outro homem se coloca do meu lado, me olhando com uma expressão curiosa. __É só um arranhão. – As meninas correram para mim e logo me verificaram o braço ,as pernas e o resto do meu corpo. Eu apertei os lábios em fúria quando elas começaram a levantar o vestido ali mesmo. __ MENINAS! - Gritei alto e em mau tom ,o que as faz pular na mesma hora . __ O que pensam que estão a fazer? – Subtilmente acenei para os dois homens que estavam ainda ali presentes resmungando entre dentes. __ Não estamos propriamente em casa!!!!

__ Oh, desculpa !!!!- Ana de imediato cessa sua apreciação suspirando preocupada. __Mas temos que nos certificar que estás mesmo bem!

__Eu estou bem!– Comecei a andar e mordi o lábio para engolir um gemido de dor que insistia em latejar na minha anca. __ Quantas mais vezes tenho que falar para acreditarem em mim .- Devia ter um hematoma ali e dos grandes. __Só quero ir para casa. – De repente a minha passagem é bloqueada.

__ Sou Alexandre! – O homem aponta para seu acompanhante. __ Este é Vasco. – Ambos a encaram enigmaticamente ao acrescentar. __Será melhor que a acompanhemos a casa!

__ Nem pensar!!! – Eu rapidamente declaro apreensiva, sorrindo forçadamente quando percebo o tom rude com que as palavras tinham saído da minha garganta.__Obrigado por tudo, mas ficaremos bem agora .- Me virando de imediato para as meninas acrescento. __ Elas me acompanham...

Acenando em agradecimento eu lhes dou as costas, saindo em passo apressado para chamar um táxi ,queria chegar a casa o mais rápido que fosse possível. Ana, Fátima e Raquel agradeceram também e me seguiram , entrando no carro que rapidamente forcei a parar ao me colocar mesmo no meio da estrada.

__ E já agora... - Encarando as meninas com um leve sorriso eu declaro firme. __ Esta saída valeu por todas as outras que vocês planeavam.

__ Idiota! - Raquel solta a palavra junto com uma risada. __ Só mesmo tu para dizer piadas numa situação caótica como esta.

__ Quem disse que é piada? – Eu as encaro seriamente , antes de me virar e encarar cautelosamente os dois estranhos que não deixavam de nos observar. __ Vos garanto que tão cedo não vou precisar de mais emoções fortes.

Eu falava sério, meu coração palpitava forte, acelerado , e eu não sabia até que ponto estaria assim só por ter sido atacada por um vampiro, ou também por ser resgatada por aqueles dois homens estranhos. Com um olhar subtil, os encaro, ambos ainda me fitavam intensamente , de imediato meu sangue congela e meu corpo se arrepia. Porque será que eu tinha a sensação de que os ia voltar a ver?

__ Temos um problema!- Alexandre murmura sem deixar de observar as quatro mulheres se afastando

__ Um só???- Vasco levanta a sobrancelha, apreciando o rebolar de cada traseiro das quatro moças.__ Além de todas serem apetecíveis? - Ele sorri malicioso, levantando as sobrancelhas varias vezes divertido.__Qual é o outro ?

__ O que atacou a moça... - Alexandre se mostra sombrio. __ Mostrou suas presas. - passando a mão no cabelo negro frustrado por ter deixado o atacante fugir .__ Ela sabe que era um vampiro.

__ Isso não é bom, nada bom. - Vasco resmunga com semblante sério. __ Aquela besta sabe que não pode atacar humanos... muito menos se revelar.

Alexandre e Vasco chefiavam uma organização para proteger o anonimato de vampiros e de lobisomens . Para continuarem a viver entre os humanos sem problemas, não deviam revelar sua existência, haviam regras , leis que deviam ser cumpridas. Todos os que falhavam em cumprir essa regra eram castigados severamente, por isso é que existiam há séculos vivendo entre humanos.

__ Não temos escolha. - Rosnando Alexandre encara seu irmão.

__ Precisamos controlar os danos colaterais.- Vasco concorda de imediato olhando o táxi que rapidamente segue para o centro da cidade, sem demoras o perseguem no seu Subaru preto metalizado, vidros fumados , subtilmente se misturando com o tráfego noturno.

Depois de me ter despedido das meninas e ter trancado a porta do apartamento, imediatamente segui para o meu quarto, despindo a roupa devagar me olhei no espelho do guarda roupa, realmente em breve iria parecer uma vaca malhada. Suspirando dirigi-me para a banheira, talvez um banho bem quente aliviasse as dores provocadas pelo ataque.

Quando entrei na água tive que me conter para não dar um grito,o grande hematoma na minha anca latejava, apesar de ter mais alguns arranhões, aquela parte era a que estava pior. Somente passado meia hora é que o meu corpo começa a relaxar, o alívio físico surgindo aos poucos, mas o espiritual ainda estava carregado de apreensão e preocupação pelo que tinha presenciado . Vestindo o mínimo de roupa possível tento me manter assim, sem dores, usando uns calções e uma simples blusa de alças . Respirando fundo tento esquecer aquela noite horrível, indo ate a cozinha preparar um café com leite, bem quente antes de tentar dormir. Ia ser extremamente difícil adormecer, sentia como se tivesse sido atropelada por um camião. Suspirando já com a xícara na mão me sobressalto com o som da campainha da porta.

__ Duas da manhã...- Mordi o lábio olhando o relógio durante alguns segundos ate que a campainha volta a soar , agora mais insistente. Quem seria aquela hora? Preocupada com os vizinhos ,lentamente me dirijo á porta, colocando a corrente de segurança, abri um pouco, espreitando cautelosa questiono com voz tremente. __ Quem é?

Nem foi preciso ouvir resposta para que meu coração palpitasse mais forte . De imediato a preocupação é substituída por apreensão e meu corpo congela, assim como meu sangue, pela visita tão inesperada.

Capítulo 3 Capitulo 3

__ Temos um problema!- Alexandre murmura sem deixar de observar as quatro mulheres se afastando

__ Um só???- Vasco levanta a sobrancelha, apreciando o rebolar de cada traseiro das quatro moças.__ Além de todas serem apetecíveis? - Ele sorri malicioso, levantando as sobrancelhas varias vezes divertido.__Qual é o outro ?

__ O que atacou a moça... - Alexandre se mostra sombrio. __ Mostrou suas presas. - passando a mão no cabelo negro frustrado por ter deixado o atacante fugir .__ Ela sabe que era um vampiro.

__ Isso não é bom, nada bom. - Vasco resmunga com semblante sério. __ Aquela besta sabe que não pode atacar humanos... muito menos se revelar.

Alexandre e Vasco chefiavam uma organização para proteger o anonimato de vampiros e de lobisomens . Para continuarem a viver entre os humanos sem problemas, não deviam revelar sua existência, haviam regras , leis que deviam ser cumpridas. Todos os que falhavam em cumprir essa regra eram castigados severamente, por isso é que existiam há séculos vivendo entre humanos.

__ Não temos escolha. - Rosnando Alexandre encara seu irmão.

__ Precisamos controlar os danos colaterais.- Vasco concorda de imediato olhando o táxi que rapidamente segue para o centro da cidade, sem demoras o perseguem no seu Subaru preto metalizado, vidros fumados , subtilmente se misturando com o tráfego noturno.

Depois de me ter despedido das meninas e ter trancado a porta do apartamento, imediatamente segui para o meu quarto, despindo a roupa devagar me olhei no espelho do guarda roupa, realmente em breve iria parecer uma vaca malhada. Suspirando dirigi-me para a banheira, talvez um banho bem quente aliviasse as dores provocadas pelo ataque.

Quando entrei na água tive que me conter para não dar um grito,o grande hematoma na minha anca latejava, apesar de ter mais alguns arranhões, aquela parte era a que estava pior. Somente passado meia hora é que o meu corpo começa a relaxar, o alívio físico surgindo aos poucos, mas o espiritual ainda estava carregado de apreensão e preocupação pelo que tinha presenciado . Vestindo o mínimo de roupa possível tento me manter assim, sem dores, usando uns calções e uma simples blusa de alças . Respirando fundo tento esquecer aquela noite horrível, indo ate a cozinha preparar um café com leite, bem quente antes de tentar dormir. Ia ser extremamente difícil adormecer, sentia como se tivesse sido atropelada por um camião. Suspirando já com a xícara na mão me sobressalto com o som da campainha da porta.

__ Duas da manhã...- Mordi o lábio olhando o relógio durante alguns segundos ate que a campainha volta a soar , agora mais insistente. Quem seria aquela hora? Preocupada com os vizinhos ,lentamente me dirijo á porta, colocando a corrente de segurança, abri um pouco, espreitando cautelosa questiono com voz tremente. __ Quem é?

Nem foi preciso ouvir resposta para que meu coração palpitasse mais forte . De imediato a preocupação é substituída por apreensão e meu corpo congela, assim como meu sangue, pela visita tão inesperada.

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