Sabe aquele casal de amigos que você olha e pensa: ''Eles vão ficar juntos para sempre''. Era isso que eu pensava sobre Alana e Élton, que eles ficariam juntos para sempre. Eles eram um casal tão bonito, juntos que nem se quer dava para desconfiar que ele tinha um caso com a secretária. E agora ele havia largado Alana e ela estava sofrendo. ''Natasha, como ele pode ter feito isso comigo?'' ela reclamava durante o choro no telefone. eu estava boquiaberto, Élton trabalhava na empresa com meu marido, será que ele poderia ter uma amante? Ela me dizia que homem era tudo igual, e que talvez sim. O sentimento de insegurança nunca havia passado em minha mente, mas depois de ver um casamento de doze anos se desfazerem, oque será que poderia acontecer com o meu? ''O Daniel não faria isso, por favor se acalme você está sofrendo''. ''Não seja burra Nat! Homem é tudo igual.''. Mas, Ela estava mesmo certa?
''Homem é tudo igual'' ela disse. Comecei a ficar pensando nisso. Estava sentada em uma cadeira quando havia acabado de atender alguns pacientes e estava mexendo em meu aparelho celular. Ainda mais no aplicativo de mensagens, ouvindo os áudios de choro de Alana, que estava com o humor tão para baixo-que chegava a dar pena-. Eu queria ir lá, mas ela com certeza iriam começar a falar mal de meu marido. Daniel e eu tínhamos nove anos de casados.
A relação ia relativamente bem, eu trabalhava, ele tinha seus negócios, nos encontrávamos durante a noite, e diferente de outros casais que brigavam por conta de atrasos, ele nunca chegou tarde, sempre pontual na hora e jamais se atrasou em nossos compromissos, passávamos algum tempo, juntos ou acabávamos dormindo. Eu não tinha do que reclamar, então o último áudio que ela me enviava era ''Vou dormir... e você minha querida, abra o olho com o seu homem. Com certeza o Dan tem outra igual o Élton teve, se eles são amigos eles encobrem os erros que cometem para se proteger!''
Tentei ignorar. Alana era médica, a reencontrei na mesma festa em que conheci e meu marido. No dia que nos conhecemos eu ainda estava começando a administrar minhas clínicas, eu era uma menina travada e recatada, na verdade, eu nem sabia oque o Dan havia visto em mim. Eu era virgem, inocente em certo modo e totalmente sem um senso de moda. Porém, o casamento aconteceu, o ''amor'' aconteceu de alguma forma que eu até hoje não entendo. Sempre fui muito magra, com um corpo magro sem curvas ou de modo fosse atrativo para homens verem - e minhas roupas não ajudavam isso -. Já houve momentos em que pensei que ele não me amava e que havia se casado comigo por dinheiro, mas em nosso contrato de casamento separava bem os itens... Entretanto, mesmo assim eu me senti levemente insegura.
Arrumei meu jaleco e o coloquei sobre o birô de meu consultório e então segui para a copa, onde algumas enfermeiras merendavam, as cumprimentava e dava bom dia, havia algumas meninas e lá vinha, Alisson. Posso chamar de meu melhor amigo, ele veio correndo até mim, usando o jaleco branco, ele era um médico recém formado que eu tinha o prazer de sempre de conversar.
- Menina que isso que a Alana foi trocada por uma secretaria? eu to totalmente bege. - Ele dizia e suspirei. - Mas... ei, oque você tem? - Ele pergunta.
- Ah? Não, nada é que ela estava conversando comigo por algumas mensagens e me falou umas coisas. mas ela está triste, deprimida. não deve ser nada de mais. - Digo estendendo a mão onde a moça me dava uma caneca com café. Não queria mencionar aquelas bobagens.
- Sei... ela disse algumas coisas que... - Ele me olhava com expressão de surpresa prestando bem atenção, revirei os olhos e abri um sorriso.- Não, nada.
- Entendi... Amiga se você estiver com medo de alguma coisa, saiba que eu sou ótimo detetive e posso te ajudar no que precisar. - Diz ele num tom animado.
- Não, não precisa. - digo abrindo um sorriso e tomando um gole de café -Daniel nunca faria isso comigo.
- Faria o que? - Ele perguntava.
- Me trair, eu acho. Eu... bem, acredito que se fossemos nos separar, ele teria culhões para dizer para mim que estava interessado em outra, e não abriria espaço para que eu descobrisse isso sozinha.
Acredito que não faria, não, ele não me trairia talvez fosse um pouco de ingenuidade de minha parte, mas, ele sempre chegava cansado, sexo só acontecia apenas uma vez na semana ou no mês. Acredito que nosso fogo acabou no momento em que fiz um exame e comprovou que eu não poderia ter filhos, mas...não. Parei segurando a caneca de café e fitei o branco do piso e fiquei pensando ''será?''
Fiquei o caminho todo durante o trajeto para casa pensando naquelas bobagens, o que era rim. Eu não queria brigar com meu Dan, então respirei fundo e sorri para chegar em casa, e Ao chegar, lá estava ele, jogado no sofá de pernas cruzadas lendo um livro. Passei por ele e fiquei o olhando, não sei se foi por ansiedade ou medo. Ele abaixou o livro e me olhou abrindo um sorriso, um sorriso que parecia dizer ''estou feliz em te ver''.
- Você está bem? - Ele pergunta fechando o livro.
- Estou. e você? – Questiono cruzando um pouco os braços perto do corpo abrindo um sorriso tímido que mostrava meus dentes.
- Estou. - Ele fecha o livro e se levanta, apenas usando o blusão, ele vem se aproximando de mim e me acaricia no rosto gentilmente. é, já havia feito uma semana desde a última vez. Então ele veio com aquele toque suave em minha blusa, descendo a alça bem devagar. - Você está linda hoje. - Ele dizia aproximando o rosto do meu, não aguentou e soltei uma pergunta:
- Daniel, eu queria saber se você tem uma amante.
- Ah, você queria ou quer?
- Eu quero, Eu quero saber uma coisa...
Ele sorria me encarando.
- Vamos, fala.
- Eu quero saber se você tem uma amante.
- Hm. - Ele se afasta de mim e se apoia no sofá com os braços para trás.
- Não, eu não tenho uma amante. Mas, estou intrigado. Qual motivo de ter me perguntado isso? Acho que eu nunca te dei motivos. Se dei, por favor me diga quais foram para que eu não os cometa novamente.
- Não seja debochado. Élton traiu a Alana, ele tinha uma amante a mais de três anos. e olhando bem eu não sei porquê você se casou comigo. - Digo olhando para ele que cruzava os braços me fitando dos pés a cabeça, ele tinha um jeitinho sério que levava a canhota até o queixo enquanto me ouvia falar. - Dan se você tem outra, eu quero saber. Quero antes que eu acabe me magoando e me entupindo de remédios como a Alana ta fazendo.
- Não é apenas remédios, ela também está bebendo muito, cachaça, pinga...
- Daniel! Você ouviu ao menos o que eu te falei?
- Sabe, é interessante essa pergunta. - Ele diz e arco minhas sobrancelhas sem entender.
- Se eu me lembro bem, o nosso querido amigo que é o Élton disse algo semelhante referente a você, que como eu passo muito tempo no trabalho você poderia acabar enjoando de mim e procurando uma diversão em outro lugar. Eu não tiro a sua razão da pergunta, mas digo com toda clareza do mundo que eu não tenho ninguém além de você. e nem preciso.
Ele diz se aproximando e acariciando meu rosto com a ponta dos dedos gentilmente.
- Foi um choque para mim também ver os dois agora se separando, mas isso não vai acontecer conosco, e os erros de meu
amigo não vão me influenciar a nada, a carne é fraca apenas se você não ama a que come.
- Oque me garante que você...- Solto um suspiro abaixando a minha cabeça, sentindo meu peito ficar então um pouco mais leve - Me desculpa eu estou cansada, passei parte da tarde ouvindo a Alana reclamando em áudios sobre o divorcio por mensagens e... olha pra você, tão forte bonito e viril, tão grande que poderia trabalhar como segurança de seus seguranças.
- E olha pra você, magra de bunda durinha igual a um pêssego e farta que colocaria qualquer homem aos seus pés. - Ele diz dando um sorriso - É só você estalar os dedos que tem qualquer cara que seu coração doce desejar, assim como tem a mim.
- Eu não sou tão bonita assim. - Digo levantando o rosto e dando um passo para trás e afastando as mãos de seu corpo.
- Ah! Você é. - ele diz com clareza enquanto me olhava nos olhos. - Eu não vou ser uma vítima dos meus hormônios como o Élton foi, porque eu só quero você. E a única bunda que eu anseio ver todas as quintas feiras é a sua.
Com aquela declaração, me veio um desejo tímido, nossos momentos íntimos eram raros e também curtos. Por isso eu queria saber dele se teríamos como prolongar um pouco mais.
- Então...- viro meu rosto deixando uma mecha cobrir um pouco -Tem como durarmos...mais de trinta segundos? Você é atlético, forte, não é comum que tenha uma ejaculação tão rápida.
- Nossa, e você quer que dure quanto?
- Não sei, talvez ao menos cinco minutos no máximo sabe? Não cronometrado mas que fosse mais duradouro.
- Eu vou fingir que não ouvi isso. - ele diz virando-se de costas para mim e ia andando - Porém vou procurar melhorar a minha duração de ereção. Tem mais alguma coisa que a minha rainha queira de mim? Seu humilde servo espera por mais uma ordem..
- Sim, tem sim! Eu quero que você meu servo e querido marido passe mais tempo comigo.
- Oh, mais tempo com você?
- Sim.
- Está me punindo por que? -Ele diz colocando as mãos na cintura me encarando.
- Daniel! Eu tô falando sério.
- Adoraria minha querida, se é o que você quer -ele diz se virando enquanto jogava-se no sofá. - E eu vou conseguir durar sim mais que trinta segundos. Você vai ter um touro de trinta minutos.
- Eu nunca vi isso. - Digo caminhando querendo tirar aqueles sapatos que machucavam meus pés. -E não tome nenhuma substancia que vá te deixar broxa depois. Eu fui clara?. - digo entrando em nosso quarto.
- Olha pra mim, mulher. A substância química que eu preciso é de você nua na cama me pedindo por mais.
- Então ande, venha para cama comigo agora.
Eu disse estalando os dedos enquanto caminhava para o quarto, começando a me despir no meio do caminho.
Estávamos nós dois deitados na cama. Ele com a cabeça repousada em seu travesseiro com a mão posta em meu quadril, apenas nos olhávamos - era isso que ele queria dizer sobre passarmos mais tempo, juntos? - me questionei. Por instante era bom, um homem tão bonito, mas tão frio, meu marido que eu estava a tanto tempo parecia um enigma para mim. Ele afirmava que não tinha nenhuma outra mulher, mas ele era tão estranho para mim. Eu o amava, porém, nossa relação nunca teve nada impulsiva, nada fora do ''normal'' ou padrão. Talvez a minha exigência tivesse nos levado a esse rumo, eu nunca permiti sexo oral, ou qualquer mudança de posição além de papai-e-mamãe e quando ele ergueu minhas pernas um dia fazendo um frango assado reclamei, me senti envergonhada e imunda.
Eu sempre fui assim, criada por uma família evangélica que me fazia seguir regras, estilo de vestir ''adequado'' me fez criar alguns tabus como não me masturbar ou masturba-lo, ele sempre respeitava isso e me tratava como uma princesa na cama - Literalmente-quando uma vez sugeriu usarmos nossas bocas para algo mais além de beijar recusei, o acusando de loucura. Uma leve fobia de germes me fez pensar que sexo oral era totalmente inadequado e errado. Mas ele respeitava minhas formas de pensar inadequada e também não se colocava sobre mim seus fetiches ou regras, e para falar a verdade eu nem sabia se ele tinha algum fetiche.
- Você quer sair agora a noite? - Questiona ele.
- Não.- respondo fazendo um leve bico - Eu não quero acabar esbarrando no Élton com a ''namorada'' nova sabe? Ah, a Alana é minha amiga.
- É, eu consigo te entender. - ele desce a mão sorrateiramente pondo sobre minhas nádegas, dando um aperto que aos poucos aprofundava os dedos em minha carne por cima do tecido de minha saia. – Mas, já que nós dois estamos aqui.... podíamos fazer algumas coisas para apimentarmos nossa relação.
-Eu sei de algo bom, como orar, Por que não oramos juntos? - Questiono pegando a mão dele pondo sobre meu ombro, ele abre um sorriso neutro nos lábios enquanto me observa de forma maldosa.
- Ah, você não vai querer rezar comigo.
- Não entendi, por qual motivo não iria?
- Você quer saber oque peço a Deus quando rezo?- Ele questiona enquanto o olho e respondo movendo a cabeça afirmando. - ''Querido Deus, obrigado por me dar uma mulher incrivelmente gostosa qual eu sou louco por ela, e eu desejo que ela se solte comigo. Amém''
-Eu não entendi, eu não sou tão puritana assim. .Eu sou? - Questiono me sentando de joelhos na cama enquanto ele fazia o mesmo, abrindo mais a camisa – Não sou solta suficiente na cama?
- Meu amor, se você se soltasse um pouquinho mais, e deixasse com que eu chupasse essa linda parte íntima sua... Olha, seriamos um casal bem mais feliz. - ele diz pondo as mãos sobre as minhas.- Já somos casados a tanto tempo, eu sei que acabamos entrando em uma rotina. e quero sair dela. Olha esse divorcio do Élton também está mexendo comigo e eu não quero perder a mulher que amo.
- Eu também não quero te perder meu amor. - Digo me aproximando um pouco dele envolvendo os braços em seu pescoço - Eu te amo Dan. Eu te amo, e posso sim deixar de ser puritana por nós dois.
- ótimo! Então vamos fazer um acordo? O que acha.- ele diz ignorando minhas palavras de amor e tirando os braços envolta de meu pescoço. -Vamos a partir de agora tentar surpreender um ao outro, não vamos forçar, mas vamos tentar fazer coisas que não esperamos que o outro faça. Tem interesse na ideia?
- Me parece um bom acordo, eu aceito - digo abrindo um sorriso o dando um selinho gentil, e com essa proposta me veio uma ideia em minha cabeça, qual já imaginava que talvez ele iria gostar -- e quer saber, vou mostrar agora que posso ser soltinha.
- Ah é?- Ele se demonstrava ansioso após minhas palavras, com um sorriso maldoso, sinto meu rosto arder e queimar, Me levanto e o empurro onde acaba deitando-se sobre o travesseiro, pondo as mãos abaixo da cabeça. – Vamos nessa gatinha, me surpreenda.
- Tá. – a sensação da vergonha deixava meu rosto ardendo, mas engoli e crei coragem para fazer o que já havia visto em algum filme ou vídeo, Naquele momento eu me levanto e começo a tentar algum número sensual, movimentando os quadris em movimento de ''S'' como se fosse uma serpente, . levo a mão para frente onde dou um rosnado como de um ''tigre''., porém saiu com falha.
- Raawr! - Grunhi
- Oque é isso, uma gatinha? – Sua gargalhada ecoa no quarto, mas sua alegria era bastante visível.
- Era pra ser uma tigresa, uma tigresa bem selvagem.. - digo movendo o quadril para o lado e nesse balançar ao dar um passo para trás meu pé enganchava no lençol levando-me ao chão em uma queda. Sentada, literalmente cai de bunda.
- Ai! A minha bunda.
- Nat! - ele diz descendo da cama rapidamente onde me ajuda a me levantar, e fico passando a mão na bunda.- você está bem? Machucou?
- Eu não acredito que quando tento fazer um strip-tease caio de bunda no chão.- digo querendo afundar meu rosto em meio aos travesseiros, mas o olhava juntando as sobrancelhas.
- Você não fez isso antes ou fez? Não se preocupe, eu gostei - ele questiona então me encolho bastante envergonhada, e puxa e me abraça, Conseguindo me confortarem seus braços torneados. - Estava linda, calma...
A dor era tolerável, mas causei um pouco de drama para poder então ter um momento duradouro com meu marido,. Por isso o jeito foi ter que me deitar na cama, ele por sua vez levanta minha saia e começa a passar um gel de massagem em minhas nádegas, movendo suas mãos grossas para cima e para baixo, fecho os olhos relaxando. era um gel de hortelã que causava uma leve refrescância na pele, o que me deixava bem relaxada.
- Não era assim que eu planejava passar a noite. - digo escondendo o rosto com meus cabelos. Enquanto na televisão assistíamos uma série de comédia romântica na televisão.
- Olha é uma forma bem gostosa para terminar essa ocasião, se você me permitir.. - ele diz e aperta levemente minha bunda , viro meu rosto o olhando por de trás de meu ombro.
- Está gostando disso, seu safado? - Perguntei tentando não rir.
-Sim, isso foi um belo incentivo para que eu possa durar mais que míseros 30 segundos.. - ele retruca. - Eu realmente gostei, é a primeira vez que você tenta fazer algo assim para mim.
- Na verdade, eu nunca fiz isso, nem sei como é. - digo empinando mais o bumbum e relaxando com um suspiro.
-Longe de mim querer incentivar esse tipo de comportamento para minha bela esposa religiosa e puritana, Mas, caso tenha interesse, existem muitos tutoriais de dança na internet, e se quiser pratica-los sobre meu pau, terei o prazer de ser sua ferramenta de estudo e prática.
- É mesmo? - Pergunto sentindo a malícia em suas palavras.
- Não brinco dizendo essas coisas - Ele bate forte em minha bunda, o estalo ecoa tão forte no quarto que parecia ter batido em algo elástico. Suspirei sem saber o que dizer.
- Então vou ter prazer em praticar na sua frente.
- Observarei com cuidado para que chegue na performance perfeita.
Encerramos aquele momento de malícia, quando ele me puxava então para perto de si e em meus lábios deferia um beijo, que era o ato mais ardente e apaixonado de meses, mas não passou disso, apenas fiquei acariciando sua nuca, roçando meus dedos com seus cabelos lisos passando pelos meus dedos e minhas unhas o arranhando.
Mesmo após aquele beijo quente, que despertava dentro de mim o desejo por ele, eu não tive coragem para fazermos amor naquela noite.
Uma das coisas ruins de se estar casada e por conta de religião, não era todas as vezes por minha vontade, Na verdade eu apenas fingia estar interessada e dizer que queria, Ele não gostava disso, sempre tentava me excitar, pois uma vez que eu fiz igual vi a minha mãe fazer com meu pai usando uma frase como, ''Venha e faça sua vontade'' ele passou cerca de uma semana sem falar comigo além de ''bom dia, tarde e durma bem'', E quando voltamos a nos falar, ele olhou em meus olhos e me disse com toda frieza do mundo: ''Só vamos fazer quando você realmente estiver afim, não quero que se sinta obrigada a nada''. Como eu já disse antes, fui criada num lar onde mamãe sempre dizia que a mulher deveria obediência ao homem, onde papai era o ''macho alfa dominante''. Eu estava acostumada e por muito tempo cometi o erro de pensar assim também, Foi uma das coisas mais fora de suas expectativas que eu fiz, foi dar início a minha carreira, ter começado faculdade de medicina sem a aprovação - Onde papai tentou várias vezes me tirar, mas ao ver que minhas notas eram boas ele desistiu e ter feito sexo antes de me casar, mas cai entre nós. O Dan tinha um sorriso que me fazia pensar em cometer pecado.
Recordo-me da minha primeira vez perfeitamente. Aviamos tido um jantar agradável em um restaurante francês na zona sul de São Paulo, O clima não havia sido a nosso favor, estava chovendo bastante forte então o convidei para vir comigo para minha casa, foi como convidar o lobo para comer a ovelha indefesa. Ele não me agarrou, nem se quer tentou me seduzir, eu mesma que toquei no assunto, já estávamos namorando a oito meses, e nada havia acontecido. E ainda nem havíamos tocado no assunto. Ao entrarmos ele com a sua doce mania se sentou ao sofá, e eu me perguntava se era o certo a fazer, eu me sentia bem. Aproximei-me lentamente dele e me sentei ao seu lado, pondo as mãos sobre meus joelhos, eu usava uma saia longa e um blusa frouxa preta - nada elegante ou sensual.- e ele cruzou as pernas me olhando. ''Oque foi?'' ele questionou''. ''É que... estamos sozinhos em meu apartamento, está chovendo. e...'' Ele segurou meu rosto e me beijou, como nunca tinha me beijado antes, me pondo deitada no sofá e seu corpo quente sobre o meu, suas mãos ousadamente vinham tocando minhas coxas e apertando minha carne com firmeza. era a primeira vez que eu sentia um toque como aquele. Antes de Dan eu havia tido três namorados, todos da igreja e nada tão sério. Ele havia sido meu primeiro namorado desviado, e me desviou para rumo ao prazer naquela noite. Em meio aquele beijo ele desceu seus lábios pelo meu rosto, queixo até meu pescoço onde murmurei ''Eu nunca fiz isso''. e ele , subindo a mão por de baixo de meu vestido disse ''Oque, sexo no sofá?'' e deu um leve riso.
- Dan, eu nunca transei. - Respondi com a face ardendo em vergonha, ele parou de me tocar e ficou me olhando nos olhos com u ar mais gentil, foi sentando-se no sofá ao seu lado enquanto eu fechava bem as pernas.
- Você...tem vinte anos. - ele diz como se eu ja devesse ter feito, parecia estar surpreso enquanto acariciava meu ombro gentilmente - Então...realmente nunca?
- Nunca. - Falei com meus cabelos cobrindo um pouco meu rosto.
- Eu...só namorei três rapazes, todos eles da igreja, eles sim tentavam todo tempo e eu nunca quis, e já até fui traída. bom, por isso eu... me guardei até hoje para... Alguém que eu sinta que é importante, e que eu confie bastante para isso.
Claro que ele achou estranho, quando nos conhecemos foi em um evento, um daqueles eventos chiques onde só tem pessoas deprimidas, e eu estava com Alana, era casada com Élton ainda, recém casados e me lembro que ele já me olhava de longe, Eles eram amigos e Élton o conhecia e me lembro de ter falado bem, me recordo dele ter sussurrado algo no meu ouvido sobre querer me saborear para deixar a noite ainda mais animada. Respirei profundamente e juntei bem os dentes os rangendo um pouco.
- Olha...- Ele diz pondo a mão sobre a minha coxa - Está certo então, se você não quer, eu entendo e respeito sua vontade. Só, me deixa ficar perto de você... tudo bem?
- Hum!..- toco os joelhos e mordo meu lábio inferior tentando me acalmar - Se você me respeita, e me entende... Mas, me deseja. Qual a razão de nunca ter tentado avançar comigo?
- É que eu não sou um tarado, sabe? E também tem.... - Ele diz juntando as mãos - Alana me disse o seguinte quando começamos a namorar. ''Não tenta levar ela pra cama assim direto, ela gosta de fazer sexo só quando já se tem intimidade''
- Não, sério? Ela disse mesmo isso? - Questionei e ele afirmou com a cabeça.
-Disse mas, eu também queria ser mais intimo seu, pra quando a hora certa chegasse nós dois fizéssemos amor, e que... fosse bom, quando um confiasse ao outro, eu até achei bonito essa ideia de criar um elo com alguém antes de ir pra cama. Eu nunca havia feito isso. - Ele diz me olhando com carinho nos olhos e sinto meu rosto arder um tanto.
- desse modo você costuma levar as suas companheiras logo para o pecado sem mesmo conhecer elas direito?
- Eu tinha o costume de fazer isso, Mas o pecado eu encontrei quando bati meus olhos em você entrando naquele evento, parecendo perdida. eu só queria te conhecer, te dar carinho e também um certo nível de prazer. - Ele diz enquanto apertava minha coxa, mas quando olhei ele retirou, enquanto ainda me olhava. - Mas por você espero o tempo que precisar.
- Então eu acho que...- me viro pondo a mão em minha coxa levantando minha saia lentamente para mostrar minha coxa. - você não vai mais precisar esperar..
- Eu sou lento, isso foi um convite ou foi - Me aproximei dele, com meu coração acelerado, eu estava com tanto medo de o perder que me entreguei não só por amor, por medo de nunca mais o ver, o beijei na tentativa de um beijo mais ousado acabava passando a lingua em seus dentes que tinham um sabor da carne que havíamos comido a pouco tempo, ele cesso o beijo e parecia um pouco assustado. - Parece um convite, ninguém havia ainda lambido meus dentes.
- desculpa eu nunca beijei de língua antes. Eu te machuquei? Estou disposta aprender se quiser me ensinar - Digo passando a mão sobre a boca e ele solta um leve riso, se levantando e estendendo a mão para mim.