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Reconstruindo Minha Vida

Reconstruindo Minha Vida

Autor:: Sovereignty
Gênero: Romance
Meu casamento de dois anos com Ana parecia perfeito, até que, no auge da festa de aniversário dos meus pais, me vi sozinho, cobrindo as ausências dela com mentiras. Mas a mentira real explodiu na minha cara: uma foto no Instagram de mãos entrelaçadas, as dela sem a aliança, e uma legenda de "amor verdadeiro" assinada pela minha esposa e o ex-namorado dela, Pedro. A humilhação me queimou, e a verdade se materializou: eu era o marido traído, o último a saber, enquanto Ana, do outro lado da linha, ainda tinha a audácia de me chamar de louco e paranoico, preocupada apenas com sua "imagem". Nunca entendi como a pessoa que jurei amar podia ser tão cruel, tão fria, descaradamente me humilhando sem um pingo de remorso. Mas essa traição não seria esquecida; meu plano de vingança estava apenas começando, e eles provariam do próprio veneno do "amor inabalável" que tanto pregavam, mas sob minhas regras.

Introdução

Meu casamento de dois anos com Ana parecia perfeito, até que, no auge da festa de aniversário dos meus pais, me vi sozinho, cobrindo as ausências dela com mentiras.

Mas a mentira real explodiu na minha cara: uma foto no Instagram de mãos entrelaçadas, as dela sem a aliança, e uma legenda de "amor verdadeiro" assinada pela minha esposa e o ex-namorado dela, Pedro.

A humilhação me queimou, e a verdade se materializou: eu era o marido traído, o último a saber, enquanto Ana, do outro lado da linha, ainda tinha a audácia de me chamar de louco e paranoico, preocupada apenas com sua "imagem".

Nunca entendi como a pessoa que jurei amar podia ser tão cruel, tão fria, descaradamente me humilhando sem um pingo de remorso.

Mas essa traição não seria esquecida; meu plano de vingança estava apenas começando, e eles provariam do próprio veneno do "amor inabalável" que tanto pregavam, mas sob minhas regras.

Capítulo 1

A razão pela qual meu casamento de dois anos acabou foi simples, a ponto de ser um clichê de novela. Minha esposa me traiu com o ex-namorado do ensino médio, um amor do passado que ela jurava ter superado. O plano de vingança, no entanto, não foi nada clichê. Eu queria que eles provassem na própria pele o "amor inabalável" que tanto pregavam, mas em circunstâncias um pouco diferentes. Eu queria ver o que aconteceria quando ela ficasse com as dívidas dele, e ele, com a minha fortuna que ela tanto desprezou.

A festa de aniversário de casamento dos meus pais estava no auge, a casa cheia de parentes e amigos, a música animada preenchendo o ar. Todos me perguntavam a mesma coisa, com sorrisos curiosos.

"Cadê a Ana, João? Uma festa tão importante e ela não veio?"

Eu repetia a desculpa que ela me deu por mensagem, uma mentira que arranhava minha garganta toda vez que eu a pronunciava.

"Ah, ela teve uma reunião de trabalho de última hora, inadiável. Sabe como é, a carreira dela está decolando."

Mas a verdade era que eu não sabia onde ela estava. A desconfiança já era uma semente podre crescendo no meu peito há meses, alimentada por noites em que ela chegava tarde, pelo cheiro de um perfume masculino que não era o meu, pelo celular que ela virava para baixo sempre que eu entrava no quarto.

Entediado das conversas vazias, me afastei para um canto do jardim, peguei meu celular e, por um impulso masoquista, abri o Instagram. E lá estava ela. Uma foto postada por um perfil que eu não conhecia, um tal de "Pedro Silva". A foto era um close de duas mãos entrelaçadas sobre uma mesa de bar. Uma das mãos era inconfundivelmente a de Ana, eu conhecia cada detalhe daquela pele, daquelas unhas sempre bem-feitas. Mas algo estava faltando. O dedo anelar dela estava nu, sem a aliança de casamento que eu coloquei ali dois anos atrás. A outra mão, masculina, usava um relógio caro que eu nunca tinha visto.

A legenda da foto era um soco no estômago: "Com meu amor verdadeiro. O passado, o presente e o futuro. Te amo, A."

O ar sumiu dos meus pulmões. O som da festa pareceu distante, um zumbido abafado. Era real. A suspeita, a angústia, tudo se materializou naquela imagem idiota numa tela de celular. A humilhação queimou meu rosto. Ali, diante de toda a minha família, eu era oficialmente o marido traído, o último a saber.

A raiva subiu como lava, quente e incontrolável. Meus dedos tremeram, mas eu consegui digitar um comentário abaixo da foto, para que todos os amigos deles vissem.

"Que bonito, hein, Ana? Aproveitando bem a 'reunião de trabalho'. E você, Pedro, cuidando bem da esposa dos outros?"

Não demorou nem trinta segundos. A notificação de que meu comentário foi apagado piscou na tela, seguida pela mensagem de que o perfil havia me bloqueado. Patético. Covarde.

Meu celular tocou imediatamente. Era ela. A voz de Ana saiu estridente e cheia de uma fúria fabricada.

"Você ficou louco, João? O que você pensa que está fazendo? Querendo estragar a minha vida, a minha imagem?"

Eu ri. Uma risada seca, sem humor algum.

"Sua imagem? Que imagem, Ana? A de esposa dedicada que você vende para a minha família enquanto está na cama com outro? A imagem de mulher de negócios bem-sucedida que, na verdade, é só uma vagabunda?"

"Não fale assim comigo! Você não tem o direito! Você é um doente, um paranoico! Eu não te devo satisfações da minha vida!"

A audácia dela era inacreditável. Ela me traía, me humilhava, e ainda se colocava na posição de vítima. O amor que eu um dia senti por ela se desintegrou, virando pó e cinzas.

"Você não me deve satisfações?", repeti, a voz baixa e perigosamente calma. "Você está certa. A partir de hoje, você não me deve mais nada. E eu também não te devo nada."

"O que você quer dizer com isso?"

"Quero dizer que acabou, Ana. Nosso casamento acabou. Quando você decidir voltar para casa, se é que vai voltar, espero que suas malas já estejam prontas. Quero o divórcio. E quero que você e seu amante sumam da minha vida."

Desliguei o telefone antes que ela pudesse responder. O zumbido na minha cabeça parou. Pela primeira vez em meses, o silêncio não era de angústia, mas de uma clareza fria e cortante. A festa continuava lá dentro, mas para mim, ela já tinha acabado. A minha vingança, no entanto, estava apenas começando.

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Capítulo 2

No dia seguinte, a raiva deu lugar a uma determinação gelada. Eu precisava olhar nos olhos do homem que ajudou a destruir meu casamento. Não foi difícil encontrar Pedro Silva. Uma busca rápida online revelou que ele trabalhava como "consultor financeiro" em um pequeno escritório no centro da cidade, uma fachada para o que eu logo descobriria ser uma vida de pequenos golpes e grandes dívidas.

Parei meu carro em frente ao prédio comercial sem graça. Quando entrei no escritório minúsculo, o encontrei atrás de uma mesa de madeira barata, falando ao telefone com uma intimidade que me revirou o estômago. Ele sorria, a voz macia. Era óbvio que estava falando com Ana.

Quando me viu, seu sorriso vacilou por um segundo antes de se transformar em um esgar de arrogância. Ele encerrou a ligação.

"Pois não?"

"João. O marido da Ana", eu disse, sem rodeios.

Ele recostou-se na cadeira, tentando parecer relaxado, superior.

"Ah, o marido. Imaginei que você apareceria em algum momento. E daí? Veio fazer uma cena?"

"Não. Cena é o que vocês dois fizeram ontem à noite. Eu vim apenas para entender uma coisa."

"Entender o quê? Que ela não te ama mais? Que ela sempre me amou? Algumas coisas são simples, cara. Supere."

A calma dele era irritante. Ele agia como se tivesse todo o direito, como se eu fosse um mero obstáculo a ser removido. Enquanto ele falava, uma sensação estranha percorreu meu corpo, uma espécie de zumbido elétrico atrás dos meus olhos. Uma tela azul translúcida, como uma interface de computador, piscou na minha frente, sobrepondo-se à imagem do escritório mofado.

`[Sistema de Vingança Ativado]`

`[Analisando Alvo: Pedro Silva]`

Eu pisquei, achando que o estresse estava me causando alucinações. Mas a tela continuava lá, nítida e estável.

`[Alvo: Pedro Silva]`

`[Status: Amante da Esposa do Anfitrião]`

`[Análise Financeira: Dívida Total - R$ 527.480,30]`

`[Fontes da Dívida: Agiotas, Empréstimos Bancários Não Pagos, Cartões de Crédito Estourados]`

`[Motivação Principal: Aproximar-se de Ana para obter acesso ao seu patrimônio (avaliado incorretamente como sendo dela) e quitar dívidas pessoais.]`

Tudo ficou claro. O queixo de Pedro, a sua pose de vencedor, tudo não passava de uma farsa. Ele não era um rival apaixonado, era um parasita. Um oportunista desesperado. A raiva que eu sentia se transformou em um desprezo profundo.

Eu sorri, um sorriso genuíno pela primeira vez em muito tempo.

"Você tem razão", eu disse, minha voz mudando, agora cheia de uma nova confiança. "Algumas coisas são bem simples. Por exemplo, uma dívida de mais de quinhentos mil reais. Isso é bem simples de entender, não é?"

A arrogância no rosto de Pedro se desfez como um castelo de areia. Seus olhos se arregalaram, a cor sumiu de seu rosto.

"Do que... do que você está falando? Eu não sei do que você está falando."

"Ah, você sabe sim, Pedro. Agiotas, bancos, cartões de crédito... Deve ser difícil dormir à noite, não é? Imagino que a Ana seja sua grande esperança. A salvação financeira. Você acha que o dinheiro dela, que na verdade é meu, vai resolver todos os seus problemas."

Ele se levantou de um salto, derrubando uma pilha de papéis da mesa. O pânico estava estampado em seu rosto.

"Quem é você? Como você sabe disso? Você andou me investigando?"

"Digamos que eu tenho minhas fontes. Fontes que me dizem que você é só um aproveitador barato, vendendo uma história de amor eterno para uma mulher tola o suficiente para acreditar. Mas o jogo acabou, Pedro. A fonte de dinheiro secou."

Ele me olhou, o medo se misturando com o ódio. Ele abriu a boca para falar, mas nenhum som saiu. Ele parecia um peixe fora d'água, buscando ar. Sem dizer mais uma palavra, ele me empurrou para o lado, correu para fora do escritório e desapareceu escada abaixo, como o rato que ele era.

Eu fiquei parado no meio da sala vazia, o cheiro de desespero ainda no ar. A tela azul na minha frente piscou novamente.

`[Alvo Amedrontado. Missão Inicial Concluída.]`

`[Análise da Situação: Traição motivada por ganância e nostalgia mal resolvida. Potencial de Vingança: Elevado.]`

Saí do prédio e voltei para o meu carro. O plano inicial era simples: me divorciar e esquecê-los. Mas o sistema, fosse lá o que fosse aquilo, me deu uma ideia muito melhor. Uma ideia muito mais justa. Eu não ia apenas me livrar deles. Eu ia dar a eles exatamente o que eles achavam que queriam, e assistir enquanto isso os destruía.

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