Era sábado e Any, baladeira assumida, ansiava por uma noite de curtição. Não importava o tipo ou o local da festa, ela simplesmente ia, sem perder sequer um batizado. Naquela noite, ela saiu com segundas intenções.
Por um acaso, Any conheceu Gegê na entrada de uma festa. Mulheres tinham entrada grátis até as 22h, e Any chegou uns dez minutos atrasada, pegando fila. O segurança não a deixava entrar sem pagar, e ela só tinha dinheiro para consumir, e pouco, uns trinta, quarenta reais no cartão de crédito. Para piorar, a entrada só aceitava dinheiro. Ela estava sozinha; suas amigas já haviam entrado. Tentou ligar várias vezes, mas ninguém atendeu. Any ficou no cantinho, vendo as pessoas entrarem e pensando que o rolê já havia começado com o pé esquerdo, enquanto continuava tentando fazer contato.
Ela estava impecavelmente maquiada, com batom vermelho-sangue, vestindo uma saia preta curta e justa, um cropped branco coberto de pérolas, bem no estilo Anitta, e um salto 15 preto envernizado. Chegou toda "toda", cabeça erguida, metida a madame, mas já estava morrendo de vergonha, plantada ali. Todo mundo que entrava a olhava, e com certeza pensavam que ela não tinha dinheiro ou idade para entrar.
Um moço alto e todo tatuado a olhou quando chegou a vez dele de entrar. Any só o notou por causa do boné de marca e das tatuagens. Ele estava todo vestido de preto, usando corrente, pulseira, um relógio bonito. Ela rapidamente virou o rosto e abaixou o olhar, mexendo no celular. Ele começou a conversar com o segurança com a maior intimidade. Any olhou novamente para a portaria; ele a estava olhando fixamente, falou "oi" e abriu um sorriso lindo. Ela sorriu de volta, super sem graça, disse "oi", virou o rosto e voltou a mexer no celular.
Ele foi até ela, em uns quatro ou cinco passos, parou ao seu lado e disse:
- E aí, tudo bom? Qual seu nome, moça?
Any respondeu, olhando as pessoas da fila e evitando encará-lo:
- Tudo. Anya!
Ele sorriu e falou:
- Prazer, Anya, sou o Gegê e vou colocar você lá dentro, pode ser?
Any o olhou, respondendo séria:
- Como assim?
Ele falou, todo simpático:
- Bora lá, o segurança é meu chegado. Ou não quer entrar?
Any, que nunca foi boba, balançou a cabeça que sim. Foi andando próxima a ele. Quando chegaram para entrar, ele pegou duas pulseiras para ela, sem pagar, e as dele também, sem pagar. Eram da área VIP com open bar. Quando ele colocou a pulseira nela, ela disse "obrigada". Gentilmente, ele a segurou pela mão para passar por uns degraus. Andaram um pouco lado a lado, e ela olhava tudo, procurando suas amigas. Ele então perguntou:
- Você está sozinha? Ou está com alguém?
Any disse que estava procurando as amigas. Ele perguntou se ela queria que ele esperasse para ela encontrá-las. Ela respondeu que não precisava, que estava de boa, e agradeceu novamente por ele tê-la ajudado a entrar na festa. Ele sorriu, beijou o rosto dela e disse:
- Que isso, aproveita a noite. A gente se vê por aí então?!
Any respondeu:
- Gegê, né?! Valeu, te devo uma!
Ele saiu andando. Logo Any encontrou as amigas. Procurou por ele, mas não o viu por um bom tempo. Contou às amigas o que aconteceu, e elas disseram que o cara não podia ser bonito, porque se fosse, ela teria ficado para agradecer a gentileza. Any disse que ele era bonito, estiloso e muito simpático, bom demais para ser verdade, e que só não ficou porque ele sumiu. Elas ficaram super curiosas para vê-lo.
Enquanto dançavam e curtiam, Any o viu lá em cima, na área VIP, encostado na sacada, olhando para ela. Olhou duas vezes discretamente; ele ainda a estava olhando sério, com uma cara quase psicopata. Ela começou a dançar como se fosse para ele, ainda chegou a olhar para ver se ele a estava vendo, e ele continuou olhando na direção dela, até deu um sorrisinho de predador.
Any foi pegar bebida, distraindo-se um pouco. Quando voltou a olhar, ele havia saído de lá, e ela o perdeu de vista. Uns vinte minutos depois, ou mais, sentiu uma mão em seu braço, segurando-a bem de leve. Virou-se para ver: era Gegê. Ela sorriu e disse "oi". Ele se aproximou e falou:
- Vamos sair daqui? Está muito barulho!
Any respondeu, toda feliz, mas tentando disfarçar a empolgação:
- Tá, só deixa eu avisar as meninas. Me dá um minuto!
Ela disse às amigas que ia dar uma volta. Ele a pegou pela mão e foi andando na frente, guiando. Any percebeu que estavam indo em direção à saída e perguntou, curiosa:
- Onde a gente vai?
Ele respondeu, bem de boa:
- Vou te levar para casa, vamos? A minha casa!
Any respondeu, recuando e soltando a mão dele:
- Não, espera, eu não...
Ela balançou a cabeça em negativa. Ele perguntou, debochado:
- Não quer ir comigo? Qual foi? Tá com medo?
Any sorriu e falou, mexendo no cabelo, cheia de graça, que não podia ir e deixar a amiga. Ela estava inventando desculpas porque realmente estava com um pouco de medo; não conhecia o cara, nunca o vira na vida, né? Ele chegou bem perto da boca dela, beijou o cantinho, colocou a mão no meio do cabelo, na nuca, deu uma puxada na cabeça dela e falou em seu ouvido enquanto a puxava pela cintura contra ele:
- Posso? Estou louco para beijar sua boca, morena!
Any respondeu, sorrindo sutilmente e mordendo os lábios:
- Pode!
Ela sentiu o cheiro dele, a pele, colocou as mãos em seu rosto sutilmente. Ele se aproximou e a beijou. Começou devagar, aumentando a intensidade. Desde o início, ela sentiu que encaixava, que havia química. Quando percebeu, estavam dando aqueles beijões de perder o fôlego. Ele tinha uma pegada que a fez perder o fôlego super rápido; era todo um conjunto: a mão no cabelo, na cintura.
Ficaram se agarrando um tempo perto da saída, sem conversar nada. Ele a chamou para voltar à festa, junto com ele, disse que queria levá-la para onde ele estava e que levaria ela e a amiga embora depois. Any avisou a amiga por mensagem, e de mãos dadas, foram para lá.
Quando subiram, Any ficou meio sem jeito; um monte de gente metida, super bem vestida. Ela nem falou com ninguém para conversar. Ele se encostou no canto, abraçado com ela. Ficaram se beijando o tempo todo. Havia mais homens do que mulheres lá também, e as poucas mulheres nem fizeram muita questão de falar com ela. Um amigo dele o chamou de canto, conversaram um pouco mexendo no celular, e depois ele ficou meio travado com ela, parecia que estava com o pensamento distante, meio aéreo, até parou de beijar e nem ficou mais abraçado.
Any disse que era melhor ela voltar para onde estavam as amigas. Ele disse que já dava para irem embora, deu um selinho e falou:
- Vamos?!
Any foi falar com a amiga, que também já queria ir. Encontraram-na na saída. Ele não ficou de mãos dadas depois que saíram da muvuca. Caminharam indo para o estacionamento. O carro dele era um Golf, impecável, com rodas bonitas, rebaixado, Insulfilm, muito lindo mesmo.
Entraram no carro. Ele se aproximou para colocar o cinto nela e falou, quase a beijando:
- Tem que andar na linha no meu carona, moça!
Any falou rindo, lambendo os lábios e provocando:
- Ou não. O que você faz com quem não se comporta no seu carro?
Ele se afastou, sorriu e falou:
- Deixo a pé. Ué?!
Ela deu risada. Ele fez carinho na mão dela rapidinho. Levaram a amiga dela primeiro. Foram ouvindo músicas estilo Hungria, Tribo da Periferia. Ele ficou meio quieto o caminho todo. Quando a deixaram na casa dela, a amiga perguntou se Any ia dormir lá. Ele olhou para Any e falou sério:
- Se você quiser, te trago depois ou de manhã, você que sabe, sei lá.
Sabe quando sua cabeça fala "NÃOOO" e seu corpo fala "SIMMM"? Any disse para a amiga que ia ficar com ele um pouco e ir para a casa dela. Ele perguntou onde ela morava. Ela disse o bairro. Conversaram mais para se conhecer. Ele disse onde morava, que dividia a casa com um primo que nunca ficava lá. Any disse que estudava e que morava com o pai e a madrasta. Ele disse que tinha um estúdio de tatuagem e piercing.
Chegaram à casa dele; era uma casa bonita, portão eletrônico fechado, muro alto. Ele guardou o carro na garagem. Entraram na casa, que era bem arrumadinha para ter só homem morando. Assim que entraram na sala, ele fechou a porta e começou a beijá-la, encostou-a na parede, tirou o boné. Any jogou a bolsa no sofá. Ele a arrastou, sentou e a colocou no colo dele. Sem dizer nada, tudo foi acontecendo naturalmente. Any nem estava bêbada e não era acostumada a fazer aquilo: sexo no primeiro encontro.
Estavam apenas se beijando, ele passando as mãos nas costas e braços dela. Pararam de beijar e se olharam. Any sorriu e falou:
- Quantas tatuagens você tem?
Ele disse que já havia perdido a conta, mas que tinha cerca de 80% do corpo tatuado, ou melhor, "rabiscado", como o avô dele dizia. Any falou, tirando a camiseta dele:
- Então, deixa eu contar.
Ele estava meio sério, sorriu e falou que ela ia demorar muito para isso. Any respondeu, beijando o pescoço dele:
- Tudo bem, tenho a noite toda para você!
Ela foi beijando, descendo: peito, barriga. Abriu a calça dele, o ajudou a tirar a calça e os tênis. Ele a colocou deitada no sofá, tirou o sapato dela, foi beijando as pernas, tirou a saia, voltou a beijá-la e ficou em cima dela. Louca para ter logo, Any se mexeu para sair de baixo, sentou de costas e pediu para ele abrir o cropped. Ele abriu o zíper e deu beijinhos nas costas dela. Any ficou só de calcinha. Ele a colocou de quatro no sofá. Não era bem o que ela estava esperando, mas deixou e se empinou toda.
Sem pressa, ele foi tocando-a intimamente, massageando seu clitóris, brincando com seu corpo e a provocando. A cada movimento, Any suspirava, ansiosa, esperando ser logo tomada por ele. Ela estava super molhada, até latejando. Ele colocou camisinha, se aproximou, e foi invadindo-a devagar. Any o sentiu deslizando cada vez mais fundo, e gemeu baixinho, tentando se conter. Ele deslizava suas mãos pelo corpo todo, apertou seus seios e começou a masturbá-la enquanto a penetrava lentamente.
Any já estava maluquinha com aquele homem. Na agitação, quase chegando ao orgasmo, buscou a mão dele para segurar; estava no quadril dela. Ela apertou. Ele disse rindo, parando com tudo:
- O que foi?
Any falou ofegante, ainda segurando a mão dele perto da cintura:
- Não para, me aperta!
Ele se afastou, foi sentando, e falou:
- Vem aqui.
Any foi por cima, sentou no colo dele, começou a rebolar, beijando muito. Ele lhe deu um puxão no cabelo, encarando-a nos olhos, e falou:
- Eu te disse para aproveitar a noite, mas acho que você levou isso muito a sério! Vai com calma aí, morena!
Any sorriu, gemendo de prazer, e não parou. Ele lhe deu alguns puxões no cabelo. Ela entendeu que era para ir mais devagar quando ele fizesse isso. Foi ficando cansada e começou a parar de se mexer um pouco. Ficaram só se beijando naquela posição mesmo, sendo um só. Então, ela voltava a sentar e ficava se segurando. Chegaram ao êxtase juntos. Any estava acabada, o abraçou e deitou em seu ombro. Ele a segurou forte. Ficaram quietos, sentindo aquela corrente de energia que percorria seus corpos cansados e satisfeitos.
Ele lhe deu um beijo e falou, tirando-a de cima:
- Não vai dormir aí não, né?!
Any sorriu e disse que ainda não. Ele foi ao banheiro, voltou com uma toalha. Any falou, se enrolando:
- Posso jogar uma água no corpo?
Ele disse, mexendo no celular:
- Claro, vai lá.
Any foi e fechou a porta, aproveitando para fuçar as gavetas do gabinete no banheiro. Tomou banho e, quando saiu, ele estava encostado na porta do quarto. Ela se aproximou e deu um beijinho. Ele mexeu no cabelo dela, deu um beijão e a levou para a cama. Any foi deitando, já nua. Ele ficou por cima. Logo voltaram a transar; dessa vez demorou ainda mais, nem trocaram a posição. Estava muito bom. Ele foi bem intenso com ela, uma pegada bruta, e Any gostou muito de ficar com ele.
Tomaram banho juntos. Ele falou para ela dormir lá. Como estava muito tarde, ela acabou ficando. Ele lhe deu uma camiseta dele para vestir, juntou as coisas dela e as colocou no quarto, tudo arrumadinho. Any deitou primeiro. Ele foi e deitou abraçado. Ainda se beijaram um tempo antes de pegar no sono.
Dormiram até tarde. Quando Any acordou, ele não estava no quarto. Ela ficou meio sem jeito de sair andando pela casa; não tinha nem o número dele para mandar uma mensagem. Vestiu-se e ficou esperando ele, sentadinha na cama. Ele voltou para o quarto, lhe deu "bom dia", pegou uma camiseta e falou:
- Vamos, vou te levar!
Any o sentiu um pouco seco, diferente, mas não era o primeiro homem que na manhã seguinte se comportava assim; era um comportamento bem típico, até. Ele lhe ofereceu café da manhã, mas como pareceu uma formalidade, ela não quis. Saíram. No trajeto, ele perguntou se ela trabalhava, estudava, sua idade. Any falou séria:
- Eu só estudo, faço direito e tenho 19!
Ele respondeu:
- Maneiro, entendi.
Ficaram quietos. Quando chegaram perto de casa, Any pediu para ele a deixar no bairro mesmo, mas não na frente de casa. Mostrou onde queria ficar. Não trocaram nem o contato; ele não pediu, ela também não. Despediram-se com um beijo no rosto. Ele ficou a olhando descer, deu tchau e buzinou. Any ficou pensando no quanto ele era estranho e gostoso, uma combinação chata, aliás. Foi para casa, tomou banho e deitou. Procurou as redes sociais dele e não achou. Ficou super curiosa e até pensou que ele tinha namorada.
Menti lindamente para o pai e a madrasta sobre onde dormiu. Mais de duas semanas se passaram, e Any até deixou para lá, não ficou pensando nele.
Uma noite, ela estava correndo na avenida com a amiga Fernanda e viu Gegê em uma rodinha, bem no caminho. Chamou a amiga para trocar de calçada, mas Fernanda não quis, de pirraça, ainda disse que não havia por que desviar, porque ele nem iria lembrar dela. Any não olhou para eles, e assim que passaram, ele a chamou: "Anya". Ela parou e olhou para trás, surpresa. Ele foi indo até ela. Fernanda começou a rir muito, e Any ficou toda sem jeito. Ele falou simpático:
- E aí, morena, você sumiu, hein... Tudo bom?
Any respondeu sem dar muita ousadia:
- É, considerando que não tenho seu contato e nem você o meu. Tudo ótimo, e você?
Ele sorriu e respondeu:
- Tudo em cima. Me passa seu número aí, curti muito você!
Any falou que estava com um número novo e que não sabia de cabeça ainda. A amiga falou:
- Eu passo para você, anota aí, eu tenho aqui.
Any olhou para ela dando sinal, mas ela passou assim mesmo. Any falou, se afastando:
- A gente já vai indo. Tchau!
Ele disse que ia mandar mensagem. As duas voltaram a correr. Fernanda riu dela o resto do caminho, disse que seria a madrinha do casamento. No mesmo dia, ele ligou para Any, a chamou para sair. Ela estava na rua ainda com Fernanda, disse que estava em semana de provas e que estava muito atarefada. Ele percebeu que ela não estava a fim e não insistiu, nem conversaram mais.
Dias depois, ele mandou mensagem falando que ia ter uma festa e que podia arrumar convites de graça para ela. Any disse que ia ver com as meninas se elas queriam ir; ela até queria, mas ninguém queria ir com ela. Um dia antes da festa, ela falou para ele que agradecia, mas que não ia conseguir ir porque as amigas não estavam a fim. Ele disse que ela podia ir com ele, que ele a buscaria até. Any demorou para responder, ficou pensando, depois topou. Não sabia o que vestir. Ficou bastante ansiosa. Colocou um vestido de um ombro só, curtinho, azul Royal, e salto alto nude. Seu cabelo estava longo, na altura do bumbum, preto, e ela fez uns cachos nas pontas. Uma maquiagem bem forte, cheia de brilho. Colocou uma lingerie combinando, preta, e saiu cheia de más intenções.
Marcaram de se encontrar na esquina de casa. Ele passou para buscá-la no horário combinado. Ele estava sozinho, todo cheiroso. Quando ela entrou no carro, foi para beijar o rosto e ele, a boca. Deram um beijinho. Ele começou a conversar, estava bem animado falando da festa. Chegaram; tinha bastante gente, era um baile funk com vários DJs. Any desceu do carro se ajeitando, puxando o vestido, mexendo no cabelo. Ele pegou na mão dela. Ela achou bem estranha a mudança de comportamento, mas tinha bastante gente, era melhor assim para não se perder.
Assim que entraram, ele foi para junto dos amigos, apresentou Any a todos educadamente. Teve um momento em que Any sentiu que estava sendo exibida como um troféu aos amigos dele, e ele nem estava lhe dando atenção. Ela não estava se sentindo à vontade cercada de estranhos. Logo falou que estava querendo ir embora, mas que ele não precisava se preocupar com ela. Ele perguntou por que, o que estava pegando com ela. Any respondeu:
- Não é nada demais, só sei lá, não conheço ninguém, fico meio excluída, mas aproveita sua festa aí, eu estou numa boa... Sério!
Ele respondeu sério:
- Não, eu te levo, de boa, você não quer esperar o show?
Any ficou sem graça, queria ir embora, mas não queria ser chata. Pegou no rosto dele e deu o primeiro beijo da noite. Ele a segurou pela cintura, trocaram alguns beijos. Depois ele ficou mais perto dela e se curtiram, bebendo, ela dançando na frente dele, o atiçando muito. Quando o show acabou, ele perguntou se ela queria ir embora. Any respondeu:
- Mas a gente vai ficar ou você vai me levar para casa?
Ele respondeu rindo:
- Se depender de mim, fico a noite toda com você, mas é você que manda, morena!
Any respondeu, abraçada com ele e virando um copão de bebida:
- Quero ficar mais com você, só que em outro lugar, pode ser?
Ele respondeu rindo com maldade:
- É você que manda!
Logo se despediram do pessoal. Any pegou mais um copão e saíram de mãos dadas da festa. Ele a levou para a casa dele. Assim que Any entrou, tirou os sapatos na sala. Ele a levou para o quarto no colo, a colocou deitada e falou que eu estava dando muito trabalho, me sentei e respondi tirando o vestido. Any sentou e respondeu, tirando o vestido:
- E você não quer trabalhar?
Ele estava tirando a roupa em pé, olhando para ela, sorriu e disse:
- Eu que vou te dar trabalho agora, que eu estou doido para te pegar a noite toda.
Any foi engatinhando até a beirada da cama, falou esticando a mão:
- Vem aqui.
Ele se aproximou só de cueca, segurou a mão dela e a beijou. Any falou de forma provocativa, alisando o elástico da cueca dele:
- Posso? Te chupar?
Ele disse que sim, se ela quisesse. Any falou, o tocando por cima ainda:
- E você quer?
Ele disse "por favor" com maldade. Any abaixou a cueca e o beijou. Foi batendo uma para ele e logo começou a chupar. Não era algo que ela fazia sempre também, mas para ele, ela fez. Essa vez foi melhor do que a primeira. Ele colocou música, foi super atencioso com ela, como se estivesse querendo ganhar pontos, a chupou bastante. Começaram a transar beijando. Ele ficou por cima e realmente lhe deu trabalho. Ficaram a noite toda se pegando, foram dormir quase de manhã. Any dormiu antes dele, até.
No dia seguinte, Gegê acordou Any com um beijo. Os dois ficaram deitados com preguiça por um tempo. Ele a levou para comer em uma padaria, foi muito gentil e simpático, e depois a levou para casa. À tarde, a convidou para ir à casa dele novamente. Any não o deixou pegá-la em casa, mas foi. Quando ele a pegou, já se beijaram. Assim que chegou, Any conheceu o primo de Gegê que morava lá. Ele estava de saída, e os dois ficaram conversando em segredo, baixinho. Any não pôde ouvir, mas ficou super curiosa.
Eles foram para o quarto. Any já tinha comentado com ele que estava com muito sono por causa da noite anterior e que seu corpo estava ruim por não ter dormido direito. Deitaram, e ele fez carinho nela até ela dormir. Com Gegê, tudo era bem comum, espontâneo. Ela não precisava se preocupar com o que fazer porque ele era muito de boa, tipo "foda-se o mundo". Dormiram quase a tarde toda... Ele a acordou passando a mão nela por baixo da roupa, começou a beijar seu pescoço, foi tirando seu shorts, sua blusinha. Começaram a se beijar. Any adorava o modo dele tocá-la, as mãos deslizavam por seu corpo todo e não só nas áreas de maior interesse, diferente dos outros com quem ela já estivera. Gegê parecia estar realmente ali, curtindo o momento e a tendo por inteira, como se fossem íntimos e se tivessem sentimentos de afeto, que era algo impossível, pelo menos ainda.
Any estava deitada de lingerie, bem à vontade. Ele foi beijando, descendo, começou a beijar sua virilha. Ela falou rindo, tirando a calcinha:
- É claro que você pode!
Ele disse também rindo, ajudando-a a tirar:
- Posso mesmo? Então pede!
Any falou acariciando ele:
- Por favor!
Ele não disse mais nada, olhou-a com aquela cara de quem ia aprontar, começou a chupá-la bem devagar. Any confessou que no começo a incomodou um pouco, mas logo entendeu, óbvio que não tinham pressa, e o orgasmo dela foi muito intenso, ainda que mais demorado para chegar lá. Ela mal respirou. Ele subiu em cima dela, lhe deu um super beijo e disse que ela era uma delícia. Any sorriu e se beijaram. Sem nem perguntar nada, ele já foi pegando a camisinha. Isso pareceu muito responsável para Any, que adorou isso também. Começaram a transar. Ele não só beijava a boca, mas também o rosto, onde alcançava ele ia chupando, beijando igual a um cachorrinho. Às vezes fazia cócegas, e Any ria, se contorcendo toda. Ele disse com deboche:
- Tá achando graça? Olha que eu vou parar, hein!
Any respondeu abraçada com ele, fazendo carinho no rosto, contornando as tatuagens sutilmente com a ponta dos dedos:
- Não pare, por favor, eu ainda estou cheia de vontades de você.
Ele sorriu, disse carinhoso se afastando para trocar de posição:
- É, eu nem imagino, porque foi bem difícil te encontrar. Vem aqui sentar para mim, me mostra o quanto você está com vontade. Por favor!
Any fez o que ele pediu, falou sem se mexer, beijando o pescoço dele:
- Você está me deixando muito excitada, sabia?!
Ele puxou o cabelo dela de leve e disse a abraçando:
- Que bom, então meu plano está dando certo?
Any começou a rebolar lentamente, falou que sim, muito certo. Ficaram muito tempo na mesma posição até acabar. A química foi tão forte que ela só conseguia pensar em quando ia rolar de novo. Sempre foi um pouco insegura, mas com ele Any estava se achando e toda crente que ele estava adorando.
Foi diferente para ela ficar com ele sem ter bebido nada, e o que mais o diferenciava dos outros para Any é que ele curtia o momento, se entregava na cama. Ele não só fazia por fazer, tipo, não ficava trocando toda hora a posição, não tinha pressa para acabar. Foi muito diferente para ela estar com alguém como ele, as músicas eram diferentes, o estilo, o palavreado. Na verdade, ele era meio diferente do gosto dela para homens. Dessa vez, Any não ficou para dormir, já era de noite. Tomou banho e se vestiu. Ele ficou mexendo muito no celular enquanto isso. Tomou banho, se trocou e foi levá-la.
Ele falou, quando estavam chegando no bairro dela, que a gente não podia mais se ver. Any perguntou o porquê, sem entender. Ele disse:
- Não está dando muito certo, Any, se eu fico com você, só fico pensando quando vai ser a próxima vez!
Ele falou bem sério. Any respondeu surpresa:
- O quê? Como assim, Gegê? O problema é você estar gostando demais? Porque eu também estou!
Ele deu risada e respondeu segurando a mão dela:
- Meninas como você não ficam com caras como eu, não dou um mês para você me dispensar.
Ele parou no semáforo, a olhou, Any deu um beijinho e respondeu:
- Se você for legal comigo, pode passar um mês ou um ano, não vou te dispensar por você ser diferente de mim, para de bobeira. E você nem me conhece direito ainda, julgando o livro pela capa? Que feio, malandro!
Ele respondeu:
- Ah, para de caô. Você não sabe do que está falando!
Any respondeu rindo:
- Você me mostra? Eu vou pagar para ver!
Ele deu risada e disse:
- Você que manda, morena!
Any falou que era para ele a chamar de Any. Ele a deixou na esquina. Despediram-se com beijo e abraço. Ele ficou olhando de longe até ela entrar em casa. Antes de dormir, Any recebeu uma mensagem dele:
- Boa noite, dorminhoca.
- Me fez dormir tanto de dia, que vai me fazer ter insônia à noite.
Any respondeu que já estava quase dormindo de novo, deu boa noite. Depois desse dia, eles começaram a conversar bastante por mensagem. No fim de semana, Any teve a iniciativa de chamá-lo para sair, mandou mensagem na sexta-feira:
- A gente vai para onde hoje?
Ele respondeu que não ia dar para a gente se ver, porque ele tinha trabalho até tarde. Any falou que tudo bem e não acreditou, mas ok. No sábado, ele não a respondeu de manhã, Any mandou "bom dia". Ela sentiu que estava sendo boba correndo atrás e não mandou mais nada. Suas amigas a convidaram para sair e ela não sabia o que fazer, ficou em dúvida se ia e se falava com ele, porque ela queria ficar com ele de novo, mas não podia se poupar de sair à toa sem nem saber se ele queria ficar com ela de verdade. Esperou a tarde toda e nada dele a responder o bom dia.
Resolveu sair. À noite, quando estava lá, ele ligou, perguntou o que ela estava fazendo, onde estava. Ela falou a verdade e perguntou o que ele fez o dia todo. Ele falou que estava trabalhando e que ficou sem bateria, perguntou se dava para a gente se ver. Any não queria porque nunca gostou de ser segunda opção e tinha certeza que era caô dele. Falou que não dava porque estava com as amigas. Ele lhe falou:
- Você está brava comigo?
Any respondeu:
- Por que eu deveria estar? Você não me fez nada!
Ele respondeu irônico:
- Sei lá, eu não fui te ver ontem e não te respondi hoje.
Any falou bem tranquila:
- Mas a gente não tem nada, né, Gegê? Você não me deve satisfação, relaxa, eu estou de boa.
Ele perguntou novamente se ela não ia querer encontrá-lo. Any falou que não. Já se despediram e desligaram a ligação.
Any teve a oportunidade de ficar com outros, mas não conseguiu, até quase tentou, mas viu que não estava a fim. Até se arrependeu de ter saído, ela estava chata, azeda.
No dia seguinte, domingo, Any já acordou com mensagem de Gegê. Ele disse já cedo que ia levá-la para sair. Ele não perguntou se ela queria, só deu bom dia e a intimou a sair com ele, falou para ela levar biquíni, toalha, protetor solar, ir preparada. Any perguntou preparada para quê. Ele respondeu que era para ela levar umas coisas. Any respondeu:
- Kkkkk
- Caiu da cama?? Que disposição, hein!
Ele disse que já estava pronto, até, esperando-a. O pai e a madrasta de Any tinham saído. Ela falou para ele pegá-la no portão de casa. Ela disse que estava sozinha. Quando ele chegou, abaixou o som. Any entrou no carro, se beijaram. Ele disse:
- Vou me desculpar com você, gosta de surpresas?
Any respondeu curiosa:
- Se eu não gostar da surpresa, posso falar?
Ele disse que sim, fez piada sobre o tamanho da bolsa dela, que era grande. Eles foram para longe, outra cidade. Any não tinha a menor ideia de onde ele estava a levando. Ele a levou a um clube enorme com parque aquático, pousada, várias atrações. Chegando lá, Any adorou logo de cara, falou que adorava aquele tipo de lugar. Ele foi pagando tudo, e não era nada barato. Pegou um quarto, foram guardar as coisas e se trocar. Ele a ajudou a amarrar o biquíni, lhe deu uns beijinhos de carinho, ficou a encarando com cara de safado sentado na cama. Any falou rindo:
- A gente vai descer, né? Agora?
Ele disse com graça:
- Vamos, né? Aproveitar que está sol, você está precisando de uma cor, um bronze.
Foram para o parque de mãos dadas, conversando. Ele estava falando das tatuagens, disse que Any ia ficar horas só passando protetor nele. Eles aproveitaram bastante o passeio, conversaram muito sobre eles, se conhecendo mesmo. Ele disse que já tinha sido amigado duas vezes, que não queria nada com ninguém tão cedo, mas que se encontrasse alguém que valesse a pena, ia investir todas as fichas. Any falou que nunca tinha tido um relacionamento muito sério, comentou que não tinha mãe e que seu pai pegava muito no pé dela. Ele fez várias perguntas sobre ela, falou da família dele, mãe, irmãs. Eles trocaram bastante carinho o tempo todo.
No fim do dia, quando foram para o quarto, Any falou que estava cansada de tanto ficar na água. Ele disse rindo, debochando:
- Vai dormir?
Any falou rindo, abraçando ele por trás:
- Não, né, dormir eu durmo em casa depois. Vou fazer outras coisas!
Ele perguntou que tipo. Any falou que ia mostrar, depois de tomar banho. Assim que entraram no quarto, ele disse que precisava de uma massagem. Any foi tomar banho primeiro e ele foi em seguida. Any ficou esperando usando uma camiseta dele, fez massagem no corpo todo dele, com seu creme, deu vários beijinhos por tudo, e ele cochilou deitado de bruços. Any deitou ao lado dele, ficou olhando-o dormir, admirando. Ele falou sonolento:
- Amanda, por que parou?
Any falou indignada:
- É Anya! Você está de brincadeira, né?!
Ele deu risada, disse que estava, perguntou o que Any estava fazendo, olhando-o daquele jeito. Any respondeu, deitando ao seu lado:
- Contando suas tatuagens e imaginando com quais tipos de coisas você sonha.
Ele se aproximou, deitou abraçado, disse que sonhava com várias coisas malucas e com ela. Any perguntou rindo:
- Está me chamando de maluca?
Ele disse, acariciando-a por baixo da camiseta:
- Olha, você é meio surtada, não sei se já notou. Estou cansadão, bora cuidar de mim um pouco?
Any encaminhou a mão dele até seus seios:
- Cuidar mais ainda? Você até dormiu com a massagem. Malandro, hein!
Ele disse que não estava tão cansado assim. Começaram a se beijar. Any tirou a camiseta, ficou nua, o puxou para ficar em cima dela. Só fizeram uma vez, mas foi bom e demorado. Any arrumou as coisas deles. Ele disse que não ia lá há muito tempo e que precisava voltar mais vezes. Any falou irônica:
- Comigo, espero!
Ele disse que ia pensar no caso dela. Foi um dia muito bom, Any dormiu no caminho para casa. Ele a acordou quando estavam chegando no bairro e perguntou se podia deixá-la bem perto ou na rua de trás. Para evitar problemas, ela ficou três casas para baixo. Despediu-se rápido e já desceu do carro. O pai de Any estava em casa, ela mentiu como sempre, ele não acreditou nela, mas estava de bom humor, só a ameaçou dizendo que ia começar a segui-la na rua e na casa da Fernanda. Any ficou sorrindo à toa, mal conseguiu dormir de tão radiante que estava. Gegê não mandou mensagem, mas ela nem ligou muito. Começou a achar que aquele era o jeito dele mesmo, mais de boa, sem muita melação.