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Redenção: Coração Ardente

Redenção: Coração Ardente

Autor:: Letícia Uymi
Gênero: Romance
Em uma terra vasta, coberta pela natureza, rodeada pelo mar e com diversas variedades na fauna e flora. Existia cinco reinos, esses viviam em paz, até um conflito entre dois reinos acabar causando guerra seguida de guerra. Em meio a tanto ódio e matança, ninguém imaginava que era possível cultivar lindas histórias de amor e amizade.

Capítulo 1 Introdução

Em terras cercadas pelo mar, dominadas por montanhas e com vastos campos onde os coelhos fazem tocas, os pássaros fazem ninhos e as abelhas coletam pólen; Havia cinco reinos: Tsov localizado rente ao mar, Impetu escondido na Savana, Aurum vivia pleno entre as montanhas, Canário sob terras férteis e Samrosa cercada por flores.

Tsov tinha grande poder comercial, aproveitava de sua localização para desbravar o mar e exportar suas mercadorias; Aurum possuía grandes riquezas e exportava para todos os reinos; Samrosa tinha um tratado com Tsov, no qual prometia comercializar suas especiarias em troca de frutos marinhos e produtos de outras terras; Canário tinha sido abençoado com terras férteis, na qual fazia bom uso; Impetu era conhecido por sua Força Ibérica.

Os reinos viviam em harmonia, até que Impetu entrou em crise, devido a infertilidade de suas terras. O Rei, sem outra escolha decidiu fazer um tratado com o Reino de Canário, ele pedia parte de suas terras férteis em troca de proteção. O Rei de Canário não ficou tentado com sua proposta e rejeitou, afinal a paz reinava naquela terra.

Inconformado, O Rei de Impetu marchou com seus guerreiros rumo à Canário, onde o mesmo causou uma chacina, escravizou o povoado que ali habitava, matou o seu rei e capturou seu príncipe como forma de manter os escravos e outros reinos "na linha".

Capítulo 2 O Príncipe de Canário

Alef estava impassível, já se passara dois anos em confinamento. Dois anos em que seu povo foi escravizado. Dois anos em que seus pais foram brutalmente assassinados. Dois anos, no qual ele planejou sua revolta.

Era a única chance dele e de todo o seu povo injustiçado e brutalizado acabarem com a tirania de Impetu. Seu plano tinha como base: distração, cautela e pura sorte. Mas, o que eles iriam perder? Já tinham ceifado a vida de seus entes queridos e tomado posse de sua liberdade; O povo de Canário não perderia nada, o "pior" que poderia acontecer é terem suas vidas levadas pela sombria morte, na qual encontrariam com seus Deuses.

Ao anoitecer, Alef retirou a *gazua de suas vestes e cuidadosamente forçou a fechadura de sua cela. Um prisioneiro que estava na cela ao lado começou a gritar alertando os guardas sobre a fuga. Não demorou muito para os guardas chegarem e impedirem que Alef arrombasse a cela. Um dos guardas golpeou-o bem forte, fazendo ele perder o equilíbrio, de prontidão o segundo guarda conteve Alef e o arrastou para fora da cela. "Me solta seu verme insolente!"- gritou Alef, tentando se desvencilhar.

O primeiro guarda golpeou-o novamente, porém com mais força.

"Cala-boca! Canário miserável!" – gritou o guarda.

Ao ser golpeado, Alef perdeu a consciência e a recobrou quando se encontrava em uma sala úmida, fria e pouco iluminada. – "Calabouço." – pensou o mesmo.

Alef sentiu algo forte pressionando seu pulso, ao olhar viu que estava suspenso por uma corrente. Sua cabeça latejava de dor, mas ele não sabia definir se era por causa dos golpes ou por estar pensando loucamente em seus planos.

Seus pensamentos foram interrompidos por um barulho estrondoso. – "Alguém está entrando!" – pensou esperançoso, ao mesmo tempo que temia por sua vida.

*Gazua: Item utilizado para forçar fechaduras, geralmente feita de ferro.

Capítulo 3 A Princesa de Impetu

Verônica estava em sua varanda observando os escravos trabalharem nas plantações. Fazia tempo que o castelo de Canário tinha tornado seu segundo lar.

A brisa refrescante da primavera trazia consigo o doce cheiro das flores e o abençoado cheiro da colheita.

Estava à espera de seu pai, que havia visitado Impetu há algumas semanas, mas prometeu retornar hoje.

"Senhora?" – disse Morgana ao tocá-la, acordando-a dos pensamentos no qual estava absorta.

Morgana Jarsdel era uma guerreira de Impetu, era ágil, habilidosa, voraz e leal, uma verdadeira fera! Verônica admirava sua força e lealdade e era grata por ter uma guerreira como ela ao seu lado.

"Morgana?" – disse Verônica ainda olhando para as plantações.

"Aconteceu um incidente nas masmorras..." – relatou receosa. – "Um dos prisioneiros tentou fugir utilizando uma gazua e-"

"Conseguiram captura-lo?" – indagou Verônica, sem querer interrompendo Morgana.

"Sim, mas o prisioneiro-" – respondeu, mas foi interrompida por um suspiro exasperado de Verônica.

"Ele chegou!" – exclamou Verônica inquieta. – "Morgana, devo me retirar e ir receber nosso rei. Mas, confio que você fará o certo." – disse ao se retirar as pressas.

Seu pai estava conversando com um de seus guardas, mas aquietou-se ao perceber a presença de sua filha.

"Como foi de viagem pai?" – perguntou Verônica.

"Meu Rei. Já lhe ensinei que em público deves me chamar de Rei!" – corrigiu-a com raiva, mas sem aumentar a voz. – "Tenha modos!"

"Sim, meu rei." – disse Verônica.

Verônica já estava acostumada com a falta de afeto, mas achava fútil ter que chamá-lo de rei sendo que ele era, de fato, seu genitor. Seu pai alegava que o afeto enfraquecia aqueles que o tinham; Alegava que era como entorpecentes, uma vez que recebia você suplica por mais.

"A viagem foi agradável, Impetu está prosperando sob os comandos de sua rainha." – disse ao perceber a feição de desagrado de sua filha. – "Como Canário esteve durante minha ausência?"

"Comportaram como cervos indefesos e trabalharam o suficiente para ter calos." – relatou.

"Bom." – disse o rei enquanto andava à passos largos em direção ao castelo.

Verônica entendeu aquilo como uma deixa e aguardou até o rei sumir de suas vistas para adentrar o castelo.

Morgana havia sido dispensada por sua princesa, estava incomodada por não ter tido oportunidade de relatar que o fugitivo era o príncipe. Por outro lado, estava grata pela confiança que a mesma depositou sobre sua capacidade.

Ela tinha em mente o que faria; Interrogaria o príncipe quais eram suas intenções com aquela fuga? O que havia o encorajado depois de tanto tempo? Como conseguiu aquela gazua? Ele teve ajuda de algum prisioneiro? Havia persuadido algum guarda?

Eram muitas perguntas, mas ela precisava de respostas, aquela fuga não teria nem começo se ele não tivesse alguma ajuda. Foi então que um detalhe chamou sua atenção: "Por que um de seus súditos teria lhe entregado?" – pensou.

Aquele pequeno detalhe deixou-a incomodada e com muitas suspeitas, ela teria que dar um fim nisso, custe o que custar.

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