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Renascer das Chamas: A Vingança da Ex-Esposa

Renascer das Chamas: A Vingança da Ex-Esposa

Autor:: aflyingwhale
Gênero: Moderno
Grávida de 8 meses, sozinha em casa, o pânico toma conta quando o fumo enche o meu apartamento no décimo segundo andar. Ligo desesperadamente ao meu marido, Leo, um bombeiro. A sua voz calma garante que está a cinco minutos, mas enquanto luto para respirar, ouço um sussurro do outro lado – a voz sedosa da sua amiga Sofia. De repente, Leo desliga. Ele não estava a caminho, já estava no prédio, com ela. Quando acordei no hospital, a minha barriga estava vazia. A promessa do futuro, o nosso bebé, tinha desaparecido, vítima da sua "escolha". Leo, o "herói", e a sua família, tentaram justificar a sua decisão, alegando que ele seguia o protocolo, que eu era histérica e ingrata por questionar o seu "ato corajoso". A sogra acusou-me de abandonar o meu marido em luto. Mas eu só via a traição. Como pôde ele mentir? Como pôde deixar a sua mulher grávida sufocar para salvar outra mulher? A dor da perda do meu filho, misturada com a raiva e a humilhação do seu abandono e das suas mentiras, era insuportável. Perguntava-me se havia mais podridão por baixo da fachada de herói. Seria esta "amizade" apenas uma desculpa? Decidi que já não o podia ter na minha vida. O divórcio era inevitável. Mas foi uma chamada de um dos colegas de Leo, Miguel, que revelou a verdade chocante: Leo não estava a "chegar" ao prédio naquela noite. Ele JÁ estava no apartamento de Sofia quando o fogo deflagrou, e desceu daquele andar para se juntar à sua equipa. A sua mentira descarada selaria o seu destino e começaria a minha luta pela justiça.

Introdução

Grávida de 8 meses, sozinha em casa, o pânico toma conta quando o fumo enche o meu apartamento no décimo segundo andar.

Ligo desesperadamente ao meu marido, Leo, um bombeiro.

A sua voz calma garante que está a cinco minutos, mas enquanto luto para respirar, ouço um sussurro do outro lado – a voz sedosa da sua amiga Sofia.

De repente, Leo desliga.

Ele não estava a caminho, já estava no prédio, com ela.

Quando acordei no hospital, a minha barriga estava vazia.

A promessa do futuro, o nosso bebé, tinha desaparecido, vítima da sua "escolha".

Leo, o "herói", e a sua família, tentaram justificar a sua decisão, alegando que ele seguia o protocolo, que eu era histérica e ingrata por questionar o seu "ato corajoso".

A sogra acusou-me de abandonar o meu marido em luto.

Mas eu só via a traição.

Como pôde ele mentir?

Como pôde deixar a sua mulher grávida sufocar para salvar outra mulher?

A dor da perda do meu filho, misturada com a raiva e a humilhação do seu abandono e das suas mentiras, era insuportável.

Perguntava-me se havia mais podridão por baixo da fachada de herói.

Seria esta "amizade" apenas uma desculpa?

Decidi que já não o podia ter na minha vida.

O divórcio era inevitável.

Mas foi uma chamada de um dos colegas de Leo, Miguel, que revelou a verdade chocante: Leo não estava a "chegar" ao prédio naquela noite.

Ele JÁ estava no apartamento de Sofia quando o fogo deflagrou, e desceu daquele andar para se juntar à sua equipa.

A sua mentira descarada selaria o seu destino e começaria a minha luta pela justiça.

Capítulo 1

O fogo começou à noite.

O cheiro a queimado acordou-me, um odor acre que arranhava a garganta.

Abri os olhos e vi fumo a entrar por baixo da porta do quarto.

O meu coração parou por um segundo, depois começou a bater descontroladamente.

Estava grávida de oito meses, sozinha em casa. O nosso apartamento ficava no décimo segundo andar.

Peguei no meu telemóvel com as mãos a tremer e liguei para o meu marido, Leo.

Ele atendeu ao segundo toque, a sua voz calma como sempre.

"Clara? O que se passa? Porque é que estás a ligar a esta hora?"

"Leo, fogo! Há um incêndio no prédio!"

A minha voz saiu num grito agudo, cheio de pânico.

Houve um momento de silêncio do outro lado, depois ouvi o som de chaves a tilintar.

"O quê? Onde estás? Estás bem?"

"Estou no quarto, há fumo por todo o lado! Não consigo sair!"

O fumo estava a ficar mais denso, e eu já não conseguia ver o outro lado da sala. Comecei a tossir, o meu corpo a contrair-se violentamente.

"Aguenta, Clara! Eu sou bombeiro, sabes o que fazer. Vai para a varanda, fecha a porta atrás de ti. Estou a cinco minutos de distância. Vou já para aí."

A sua voz era firme, a voz de um profissional. Mas ele era o meu marido, não apenas um bombeiro.

"Leo, por favor, despacha-te!"

"Estou a ir, estou a ir. Amo-te."

Ele desligou.

Rastejei pelo chão, onde o ar era um pouco mais limpo, em direção à varanda. A cada movimento, a minha barriga grande era um obstáculo. O bebé pareceu sentir o meu pânico e começou a mexer-se freneticamente.

"Calma, meu amor, o papá vem salvar-nos."

Sussurrei, mais para me convencer a mim mesma do que ao bebé.

Consegui chegar à varanda e fechei a porta de vidro, mas o fumo já tinha invadido tudo. Lá fora, o ar da noite era frio, mas salvador. Olhei para baixo e vi o caos. Carros de bombeiros, ambulâncias, pessoas a gritar.

O meu telemóvel tocou. Era o Leo.

Atendi imediatamente. "Leo! Onde estás?"

"Estou quase a chegar ao prédio. Ouve, a Sofia também mora aí, dois andares abaixo de ti. Ela não atende o telefone. Estou preocupado."

Sofia. A sua amiga de infância. A vizinha que se mudou para o nosso prédio há seis meses "para estar mais perto dos amigos".

Uma sensação fria percorreu o meu corpo, mais fria que o ar da noite.

"Leo, eu não consigo respirar bem. O bebé..."

"Eu sei, Clara, eu sei. Aguenta firme. Vou tirar-vos daí."

Mas a sua voz estava dividida. Ouvi sirenes a aproximarem-se ao fundo da sua chamada. E depois, ouvi outra voz, fraca, mas clara. A voz de Sofia.

"Leo... ajuda-me... o meu apartamento... está cheio de fumo..."

Ele não estava a falar comigo ao telefone. Ele estava com ela. Ele já estava no prédio.

"Sofia? Consegues ouvir-me? Onde estás?"

A voz dele estava cheia de uma urgência que eu não tinha ouvido quando falou comigo.

A chamada não tinha sido desligada. Eu estava a ouvir tudo.

"Estou perto da escada... não consigo ver nada... Leo, estou com tanto medo..."

"Não te preocupes, estou a ir buscar-te. Já te estou a ver. Vem, dá-me a mão."

O meu mundo desabou.

Ele estava no andar dela. Ele escolheu ir para o andar dela primeiro.

"Leo?" A minha voz era um sussurro quebrado. "Leo, e eu? E o nosso filho?"

Houve um som de estática, e depois silêncio.

Ele tinha desligado.

Olhei para a minha barriga, as lágrimas a escorrerem-me pelo rosto, misturando-se com o suor e a fuligem. O fumo denso começou a infiltrar-se na varanda. A minha tosse tornou-se incontrolável. A última coisa que senti foi uma dor aguda no meu ventre, e depois, tudo ficou escuro.

Capítulo 2

Acordei com o som de um bip constante e um cheiro a antissético.

Uma luz branca e forte feria os meus olhos. Estava num hospital.

Uma enfermeira viu que eu estava acordada e aproximou-se.

"Como se sente?"

A minha garganta estava seca, doía ao falar. "O meu bebé... ele está bem?"

A enfermeira olhou para mim com pena, o seu sorriso profissional desapareceu. Ela não precisou de dizer nada.

Eu sabia.

Olhei para a minha barriga. Estava coberta por um lençol, mas eu sentia-a. Estava vazia. Plana.

O silêncio no quarto era mais alto do que qualquer grito.

A enfermeira colocou uma mão no meu ombro. "A inalação de fumo foi severa. O seu corpo sofreu um grande stress. Fizemos tudo o que podíamos, mas..."

Ela não terminou a frase. Não precisava.

"Onde está o meu marido?" perguntei, a minha voz sem emoção.

"Ele está lá fora. Tem estado aqui desde que a trouxeram. Quer que o chame?"

"Não."

A palavra saiu fria e dura.

Fechei os olhos, mas a imagem da escuridão e o som da voz de Leo a chamar por Sofia não me saíam da cabeça.

Ele escolheu. E a sua escolha custou-me o meu filho.

Um médico entrou mais tarde para me explicar os detalhes. Falou sobre privação de oxigénio, sobre o sofrimento fetal. As suas palavras eram técnicas, distantes. Eram apenas ruído.

A única coisa que eu ouvia era o eco do silêncio no meu ventre.

A porta abriu-se devagarinho. Era o Leo.

Ele parecia exausto. A sua cara estava manchada de fuligem, a sua roupa de bombeiro estava suja. Ele aproximou-se da cama, os seus olhos cheios de uma dor que me pareceu falsa.

"Clara..."

Ele tentou pegar na minha mão. Eu afastei-a.

"Não me toques."

Ele recuou, surpreendido. "Clara, eu... eu sinto muito. Eu..."

"Onde estiveste, Leo?"

"Eu estava a ajudar. O fogo era no décimo andar, mesmo debaixo do apartamento da Sofia. Eu tive de a tirar de lá primeiro, era o procedimento correto. O fogo estava a subir."

A sua desculpa era tão lógica, tão profissional. Tão fria.

"Ela está bem?" perguntei, a minha voz perigosamente calma.

"Sim, ela só inalou um pouco de fumo. Está em observação noutro quarto." Ele fez uma pausa. "Os pais dela estão a caminho."

Claro que está bem. Ele chegou a tempo para ela.

"E o nosso filho, Leo? Ele está bem?"

Perguntei, olhando-o diretamente nos olhos. Vi a sua fachada de herói a quebrar-se. A culpa apareceu, feia e real.

Ele não conseguiu responder. As lágrimas encheram-lhe os olhos.

"Clara, eu não sabia... Eu pensei que tinha tempo..."

"Tempo? Ligaste-me e disseste que estavas a cinco minutos. Mas já estavas no prédio, com ela. Mentiste."

"Não, eu... eu cheguei e ouvi os gritos dela no corredor. Tive de tomar uma decisão numa fração de segundo."

"E tomaste." Levantei a cabeça, sentindo uma força estranha a nascer da minha dor. "Tomaste a tua decisão. Agora eu vou tomar a minha."

Ele olhou para mim, confuso.

"Vamos divorciar-nos, Leo."

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