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Renascida: O Preço da Fertilidade

Renascida: O Preço da Fertilidade

Autor:: Bink Moisson
Gênero: Horror
Eu era Maria, a mulher mais fértil de todo o império, e por isso, fui entregue como noiva ao príncipe Carlos, doente e à beira da morte. Três meses após nosso casamento, engravidei de gêmeos, e o príncipe, milagrosamente, começou a se recuperar. Mas no dia do parto, não foi a parteira que entrou no quarto, e sim Carlos, com uma espada fria. Ele abriu meu ventre, tirou meus filhos ensanguentados e os jogou pela janela aos cães selvagens. Meu útero foi dilacerado, garantindo que eu nunca mais tivesse filhos. Lançada num caixão com um general morto, sufocada na escuridão, me perguntava por que tamanha crueldade. Toda a minha comunidade foi massacrada sob a acusação de "traição imperial". Então, eu abri os olhos novamente, de volta ao dia em que tudo começou, e desta vez, eu não sorriria e confirmaria minha "bênção".

Introdução

Eu era Maria, a mulher mais fértil de todo o império, e por isso, fui entregue como noiva ao príncipe Carlos, doente e à beira da morte.

Três meses após nosso casamento, engravidei de gêmeos, e o príncipe, milagrosamente, começou a se recuperar.

Mas no dia do parto, não foi a parteira que entrou no quarto, e sim Carlos, com uma espada fria. Ele abriu meu ventre, tirou meus filhos ensanguentados e os jogou pela janela aos cães selvagens. Meu útero foi dilacerado, garantindo que eu nunca mais tivesse filhos.

Lançada num caixão com um general morto, sufocada na escuridão, me perguntava por que tamanha crueldade. Toda a minha comunidade foi massacrada sob a acusação de "traição imperial".

Então, eu abri os olhos novamente, de volta ao dia em que tudo começou, e desta vez, eu não sorriria e confirmaria minha "bênção".

Capítulo 1

Na minha vida passada, eu era conhecida como a mulher mais fértil do império.

Minha comunidade era famosa por isso, e eu era a mais notável de todas. Por causa dessa fama, fui entregue como noiva da "sorte" ao príncipe Carlos, que estava doente e à beira da morte.

Três meses depois de nosso casamento, engravidei de gêmeos.

O príncipe, que os médicos diziam não ter salvação, começou a se recuperar milagrosamente. Disseram que era a minha "nutrição" que o estava curando.

O imperador ficou radiante. Ele segurou minha mão e prometeu que, assim que meus filhos nascessem, eu seria nomeada princesa herdeira.

Eu acreditei nele. Acreditei na felicidade que parecia estar ao meu alcance.

No dia do parto, a dor era insuportável, mas eu estava feliz. Finalmente, meus filhos viriam ao mundo.

Mas foi o príncipe, meu marido, quem entrou no quarto, não a parteira. Ele carregava uma espada longa e fria.

O sorriso em seu rosto era cruel.

"Finalmente chegou a hora", ele disse.

Antes que eu pudesse perguntar o que ele queria dizer, ele enfiou a espada na minha barriga.

A dor foi tão intensa que me tirou o fôlego. Ele abriu meu ventre, tirou meus dois filhos ensanguentados e, sem nem mesmo olhar para eles, jogou-os pela janela para os cães selvagens que esperavam lá embaixo.

Eu ouvi os ganidos famintos.

O sangue jorrava de mim, manchando os lençóis de seda. Eu olhei para ele, sem entender.

"Por quê?", eu sussurrei, a vida se esvaindo de mim a cada segundo. "Eles são seus filhos."

Ele riu, um som oco e terrível.

"Eles, e você, me impediram de ficar com a mulher que eu amo. Por sua causa, Clara morreu. Você arruinou minha vida."

Com a ponta da espada, ele destruiu meu útero por dentro, garantindo que eu nunca mais pudesse ter filhos.

Depois, ele me arrastou para fora da cama e me jogou no caixão de um general que havia morrido recentemente. O corpo frio do homem estava ao meu lado.

"Você vai morrer com ele", ele cuspiu as palavras.

A tampa do caixão foi fechada e pregada.

No escuro, o cheiro de morte e meu próprio sangue me sufocavam. Eu gritei até meus pulmões arderem, mas ninguém me ouviu.

Morri sufocada, presa na escuridão ao lado de um estranho.

Não demorou muito para que a notícia da minha "traição" se espalhasse. Sob a acusação de enganar a família imperial, todas as mulheres da minha comunidade foram arrastadas de suas casas e executadas. Nenhuma sobreviveu.

Mas então... eu abri os olhos.

A luz do sol entrava pela janela do grande salão do palácio. Eu estava de pé, vestida com um simples vestido branco.

Diante de mim, sentada no trono, estava a imperatriz.

Sua voz era exatamente como eu me lembrava, cheia de uma autoridade fria.

"Maria, ouvi dizer que você vem de uma comunidade de mulheres muito férteis e que você é a mais abençoada de todas. Diga-me, esses rumores são verdadeiros?"

Era o mesmo dia. O mesmo momento que selou meu destino terrível.

Desta vez, eu não sorriria e confirmaria.

Com um movimento rápido, ajoelhei-me no chão frio de mármore.

"Majestade", eu disse, minha voz firme, sem um pingo de hesitação. "Isso é apenas um boato. Uma mentira."

Capítulo 2

A imperatriz franziu a testa, a decepção clara em seu rosto.

"Um boato?", ela repetiu, a voz tingida de impaciência. "Todos no império falam sobre sua fertilidade milagrosa. Você está me dizendo que tudo não passa de uma invenção?"

"Sim, Majestade", respondi, mantendo a cabeça baixa. "Sou apenas uma mulher comum. Não possuo tal dom."

Em minha vida anterior, eu havia confirmado o boato com orgulho, pensando que era uma bênção. Essa bênção me levou a um casamento real, mas também a uma morte horrível. Desta vez, eu escolheria um caminho diferente, mesmo que isso significasse viver na obscuridade.

A imperatriz suspirou, um som pesado no silêncio do salão.

"Que pena. Meu filho, o príncipe Carlos, está muito doente. Os médicos disseram que ele não tem muito tempo. Eu esperava que você pudesse ser a cura dele, que pudesse lhe dar um herdeiro para garantir a linhagem."

Ela me olhou com seus olhos calculistas.

"Mesmo que seja um boato, não temos nada a perder. A proposta de casamento continua de pé. Você se casará com o príncipe."

Meu coração gelou. Mesmo negando, ela ainda queria me forçar a entrar naquela jaula de ouro. A história estava se repetindo.

"Majestade, eu..."

"Ela mente!"

Uma voz fria e furiosa cortou o ar.

Virei a cabeça e o vi. O príncipe Carlos, apoiado em dois guardas, estava parado na entrada do salão. Ele estava pálido e magro, a doença o consumindo, mas seus olhos queimavam com o mesmo ódio que eu vi antes de ele me matar.

Ele também renasceu.

Meu corpo inteiro tremeu, não de medo, mas de uma raiva profunda e visceral.

Ele caminhou lentamente em minha direção, seus passos ecoando no salão.

"Mãe, essa mulher está mentindo para a senhora", ele disse, sua voz cheia de desprezo. "Ela inventou esses rumores sobre si mesma para poder se casar comigo e se tornar uma princesa. Ela é uma alpinista social desprezível."

Eu o encarei, o homem que rasgou meu ventre e assassinou meus filhos. Como ele ousa me acusar?

"Eu sei o que ela quer", continuou o príncipe, seu olhar fixo em mim. "Ela quer o poder, o título. E eu não vou permitir."

Ele se virou para a imperatriz.

"Mãe, uma mulher que ousa mentir para a família imperial deve ser punida. Sugiro cem chibatadas em praça pública para que todos saibam o preço de enganar a coroa."

Cem chibatadas. Ele queria me humilhar e me destruir desde o início.

A imperatriz parecia abalada pela crueldade da sugestão. "Carlos, isso é muito severo. Ela é apenas uma garota..."

Mas antes que ela pudesse terminar, eu me levantei. A raiva me deu uma força que eu não sabia que tinha.

"Príncipe Carlos", eu disse, minha voz soando mais alta e clara do que eu esperava. "Eu não sei por que o senhor me odeia tanto, mas eu nunca quis me casar com o senhor."

Virei-me para a imperatriz, que me olhava confusa.

"Majestade, eu imploro que retire a proposta de casamento. Eu, Maria, jamais me casaria com um homem tão cruel e injusto como o príncipe Carlos."

O silêncio no salão era total. Chamar o príncipe herdeiro de cruel e injusto na frente da imperatriz era uma sentença de morte. Mas eu já havia morrido uma vez. Eu não tinha mais nada a perder.

Carlos ficou chocado. Ele esperava que eu implorasse por perdão, não que eu o rejeitasse.

"Sua insolente! Como ousa?!", ele gritou, seu rosto pálido ficando vermelho de raiva.

A imperatriz olhou de seu filho furioso para mim, que permanecia de pé, desafiadora. Uma expressão de cansaço cruzou seu rosto. Ela estava farta do drama, farta da doença de seu filho, farta de tudo.

"Chega, Carlos", disse ela, sua voz soando exausta. "Se a moça não quer se casar, não podemos forçá-la."

Ela se virou para mim, seus olhos me estudando.

"Sua petição é concedida, Maria. O noivado está cancelado. No entanto, você não pode deixar a capital. Ficará em uma das vilas da família real até segunda ordem."

Carlos me lançou um olhar cheio de suspeita. Ele não acreditava em mim. Ele achava que isso era algum tipo de truque, um plano mais elaborado para prendê-lo. Seus olhos diziam que ele não me deixaria em paz.

Eu fiz uma reverência.

"Obrigada, Majestade."

Ao sair do salão, senti o olhar de Carlos queimando em minhas costas. A guerra entre nós estava apenas começando.

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