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Renascida para Amar de Novo

Renascida para Amar de Novo

Autor:: Hua Kai Bu Xi
Gênero: Moderno
A escuridão fria da cela era minha única companheira, o cheiro de mofo, a lembrança constante da vida que se desfez. Foi na televisão da prisão que a notícia fria me atingiu: o "suicídio" dos meus pais, esmagados pela vergonha após minha condenação injusta. A dor física em meu peito era insuportável, mas o golpe final veio com Lucas, meu ex-namorado, que, com um sorriso cruel e vitorioso, me mostrou o vídeo: a sala dos meus pais, as cartas, a corda. Bati no vidro até meus nós dos dedos sangrarem, a agonia rasgando minha garganta, enquanto ele saboreava cada segundo do meu sofrimento, confirmando que tudo era um plano dele. Minha vida, meu futuro, meus pais, tudo se foi por causa dele e da traição dos seus cúmplices. Na solidão da minha cela, meu coração simplesmente desistiu. Mas então, um raio de sol forte me cegou, e o cheiro não era de mofo, mas de lençóis limpos e do suave perfume da minha mãe. Eu estava de volta ao meu quarto de adolescência, com 18 anos, as mãos sem cicatrizes, o corpo leve e os olhos cheios de esperança. O celular então vibrou na cabeceira, e o nome na tela fez meu sangue gelar: "Lucas". A data: um dia antes do início do meu pesadelo. Eu não estava morta; eu havia renascido. Uma segunda chance para salvar meus pais, para me salvar. E desta vez, eu faria Lucas pagar por cada lágrima, cada humilhação, cada vida destruída.

Introdução

A escuridão fria da cela era minha única companheira, o cheiro de mofo, a lembrança constante da vida que se desfez.

Foi na televisão da prisão que a notícia fria me atingiu: o "suicídio" dos meus pais, esmagados pela vergonha após minha condenação injusta.

A dor física em meu peito era insuportável, mas o golpe final veio com Lucas, meu ex-namorado, que, com um sorriso cruel e vitorioso, me mostrou o vídeo: a sala dos meus pais, as cartas, a corda.

Bati no vidro até meus nós dos dedos sangrarem, a agonia rasgando minha garganta, enquanto ele saboreava cada segundo do meu sofrimento, confirmando que tudo era um plano dele.

Minha vida, meu futuro, meus pais, tudo se foi por causa dele e da traição dos seus cúmplices.

Na solidão da minha cela, meu coração simplesmente desistiu.

Mas então, um raio de sol forte me cegou, e o cheiro não era de mofo, mas de lençóis limpos e do suave perfume da minha mãe.

Eu estava de volta ao meu quarto de adolescência, com 18 anos, as mãos sem cicatrizes, o corpo leve e os olhos cheios de esperança.

O celular então vibrou na cabeceira, e o nome na tela fez meu sangue gelar: "Lucas".

A data: um dia antes do início do meu pesadelo.

Eu não estava morta; eu havia renascido.

Uma segunda chance para salvar meus pais, para me salvar.

E desta vez, eu faria Lucas pagar por cada lágrima, cada humilhação, cada vida destruída.

Capítulo 1

A escuridão fria da cela era a única companheira de Isabela. O cheiro de mofo e desespero impregnava o ar, um lembrete constante de tudo o que ela havia perdido. Do lado de fora, o mundo continuava, mas para ela, o tempo havia parado no dia em que sua vida desmoronou.

A televisão no canto da área comum da prisão transmitia as notícias com uma indiferença cruel. Foi assim que ela soube. Uma manchete fria e impessoal anunciou o "suicídio" de um casal em sua casa, atormentado pela vergonha depois que a filha única foi condenada por sabotagem e homicídio culposo. Seus pais. Honestos, trabalhadores, o porto seguro de Isabela. Destruídos.

A dor era uma coisa física, uma pressão esmagadora em seu peito que a deixava sem ar. Mas o golpe final ainda estava por vir.

Lucas apareceu no dia de visita, não com o olhar de um namorado de luto, mas com um brilho vitorioso nos olhos. Ele se sentou do outro lado do vidro, o sorriso cruel que assombraria Isabela para sempre estampado em seu rosto.

"Eu disse que você pagaria", ele sibilou, sua voz distorcida pelo telefone.

Ele ergueu um tablet, pressionando o play. A tela se iluminou com a imagem granulada de uma câmera de segurança. A sala de estar de seus pais. A mesa com duas cartas. A corda. Isabela gritou, um som gutural de pura agonia, batendo no vidro até seus nós dos dedos sangrarem. Lucas apenas assistiu, saboreando cada segundo de seu sofrimento.

Aquela imagem foi a última coisa que ela viu antes de sucumbir à escuridão. O peso da injustiça, da traição e da perda foi demais. Na solidão de sua cela, seu coração simplesmente desistiu.

...

Um raio de sol forte atingiu seus olhos. Isabela piscou, confusa. O cheiro não era de mofo, mas de lençóis limpos e do perfume suave de sua mãe. Ela se sentou abruptamente, o coração martelando contra as costelas. As paredes eram rosa claro, cobertas com pôsteres de times de futebol. Seu quarto. O quarto de sua adolescência.

Ela olhou para as mãos. Lisas, sem calos ou cicatrizes da prisão. Seu corpo estava leve, forte. Ela correu para o espelho. A garota que a encarava de volta tinha dezoito anos, os olhos brilhantes de esperança, a pele impecável. Não havia sinal da mulher quebrada e vazia que ela havia se tornado.

Seu celular vibrou na mesinha de cabeceira. O nome na tela fez seu sangue gelar.

"Lucas".

Com as mãos trêmulas, ela olhou a data. Um dia antes da fatídica audição de Lucas. Um dia antes do "aniversário" de Mariana. Um dia antes do início do fim.

Ela não estava morta. Ela havia renascido. Uma onda de alívio tão intensa a atingiu que suas pernas cederam, e ela caiu de joelhos, chorando silenciosamente. Não eram lágrimas de dor, mas de uma gratidão avassaladora. Ela tinha uma segunda chance. Uma chance de salvar seus pais. Uma chance de se salvar.

O telefone continuou a vibrar. Desta vez, ela atendeu, a voz fria e controlada.

"Alô?"

"Isa! Finalmente! Onde você está? Estou tão animado para amanhã!" A voz de Lucas era a mesma, cheia de um otimismo ingênuo que agora soava para ela como pura estupidez.

Na vida passada, ela teria compartilhado de sua excitação, oferecido palavras de encorajamento. Agora, ela sentia apenas um vazio gelado.

"Estou em casa", respondeu ela, seca.

Houve uma pausa. "Em casa? O que aconteceu? Você está brava com alguma coisa?"

Ao fundo, ela ouviu risadas. A voz de um dos amigos de Lucas, Felipe, soou clara: "Ih, Lucas, a patroa tá de coleira curta, hein? Ciumenta como sempre."

Outra voz, a de Mariana, se sobrepôs, melosa e falsa. "Deixa ela, Felipe. A Isa só se preocupa com o Lucas. É fofo."

Na vida passada, essas palavras a teriam ferido, a teriam feito se defender. Agora, elas eram apenas ruído branco. A raiva era uma emoção quente, e tudo o que Isabela sentia era gelo.

"Lucas, sua audição é amanhã de manhã," ela disse, sua voz monótona. "Você deveria estar descansando."

"Eu sei, eu sei! Mas a Mari está dando uma festa de 'pré-celebração' do meu sucesso! E é aniversário dela, não posso fazer essa desfeita. Vai ser rápido, eu prometo," ele disse, a empolgação em sua voz a enojava. "Você deveria vir! Vamos comemorar juntos!"

Comemorar. Ele não tinha ideia de que estava caminhando direto para a armadilha que arruinaria sua carreira antes mesmo de começar. E desta vez, Isabela não moveria um dedo para impedi-lo.

"Não, obrigada. Tenho mais o que fazer," ela disse.

Antes que ele pudesse responder, ela ouviu Mariana sussurrar ao fundo, apenas alto o suficiente para ser ouvida: "Eu já falei com o produtor, ele adora a ideia. Disse que um músico que sabe se divertir tem mais 'personalidade'. A gente só precisa garantir que você beba o suficiente para relaxar de verdade antes de amanhã..."

A confirmação. A prova da sabotagem, dita com uma naturalidade assustadora. Na vida passada, ela teria gritado, confrontado Lucas, implorado para ele ouvir. Teria sido acusada de ciúme, teria iniciado a briga que levou a todo o resto.

Desta vez, um sorriso frio tocou os lábios de Isabela. Ela não disse nada. Apenas desligou a chamada, o clique do encerramento soando como o primeiro prego no caixão do futuro de Lucas. Ela não iria intervir. Ela não seria a salvadora. Ela seria a espectadora.

E ela iria aproveitar cada segundo da queda dele. A lei do retorno, afinal, podia ser lenta, mas era implacável. E ela estava de volta para garantir que a conta dele chegasse.

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Capítulo 2

Isabela olhou ao redor do quarto de Lucas. Era um santuário para a ambição dele, com guitarras penduradas na parede e partituras espalhadas pela escrivaninha. Ela esteve ali inúmeras vezes, apoiando seus sonhos, ouvindo suas composições. Agora, o lugar a sufocava. Ela precisava sair.

Ela começou a juntar suas coisas metodicamente: um livro que estava lendo, seu carregador de celular, um moletom que havia esquecido ali. Cada item era um elo com um passado que ela queria apagar. Ela enfiou tudo em sua mochila, o movimento rápido e decidido. Seu objetivo era um só: pegar o que era seu e desaparecer da vida dele antes que a noite caísse.

Quando estava prestes a sair pela porta, Lucas entrou, o celular ainda na mão, uma expressão de irritação no rosto.

"O que você pensa que está fazendo desligando na minha cara?" ele perguntou, bloqueando a passagem.

"Estou indo embora, Lucas," ela disse calmamente, tentando passar por ele.

Ele a segurou pelo braço. "Indo embora? Por quê? Por causa de uma festa? Isa, não seja infantil."

"Não tem nada a ver com a festa. Apenas... acabou."

A confusão no rosto dele rapidamente se transformou em raiva. Ele viu a mochila nas costas dela. Com um movimento brusco, ele a arrancou de seus ombros, o conteúdo se espalhando pelo chão.

"Acabou? Você não pode simplesmente terminar comigo na véspera do dia mais importante da minha vida!"

No meio dos itens espalhados, um papel dobrado chamou sua atenção. A ficha de inscrição de Isabela para a seletiva de um time de futebol profissional. A seletiva era em dois dias. Era o sonho dela, a razão pela qual ela treinava incansavelmente desde criança.

Lucas a pegou, seus olhos se estreitando. "O que é isso?"

"É a minha ficha de inscrição para a seletiva. Devolva, Lucas. É importante," ela disse, sua voz finalmente vacilando. Aquele pedaço de papel era seu futuro.

Ele riu, um som amargo e debochado. "Sua seletiva? É por isso que você está assim? Porque eu tenho a minha audição e você não quer que eu tenha meu momento de brilhar?"

Mariana, que o havia seguido para dentro do quarto, colocou a mão no ombro dele. "Lucas, querido, não se estresse com isso. Ela só está tentando tirar o foco de você. É o que pessoas invejosas fazem."

Os amigos dele, Felipe e Rodrigo, concordaram, parados na porta como um coro de idiotas.

"É, cara," disse Felipe. "Ela sempre quer ser o centro das atenções. Deixa essa garota pra lá e vamos pra festa. A Mari preparou tudo pra você."

"Devolve o meu formulário, Lucas," Isabela implorou, o desespero começando a corroer sua calma. "Por favor. Significa tudo para mim."

Ver o desespero dela pareceu alimentar a crueldade dele. Manipulado por Mariana e incentivado por seus amigos, Lucas olhou para o papel em suas mãos e depois para Isabela, um brilho feio em seus olhos.

"Você quer tanto assim? Então pegue."

Com um movimento deliberado e cruel, ele rasgou a ficha de inscrição ao meio. E depois de novo. E de novo. O som do papel sendo rasgado ecoou no silêncio do quarto, cada rasgo um golpe no coração de Isabela. Ele deixou os pedaços esvoaçarem até o chão, como confete em uma celebração macabra.

Isabela ficou paralisada, olhando para os fragmentos de seu sonho espalhados a seus pés. Uma dor aguda, mais profunda do que qualquer ferida física, a atravessou. Naquele momento, qualquer resquício de afeto que ela pudesse ter por ele se desintegrou, transformando-se em pó e cinzas.

Ela não chorou. Não gritou. Ela apenas levantou os olhos e o encarou, e o que ele viu ali o fez recuar um passo. Não era tristeza. Era um vazio gelado, uma promessa silenciosa de retribuição.

Lentamente, ela se ajoelhou, ignorando os pedaços da ficha. Juntou seu livro, seu carregador, seu moletom. Colocou tudo de volta na mochila. Levantou-se, o rosto uma máscara impenetrável.

"Tudo bem," ela disse, a voz surpreendentemente firme. "Você fez sua escolha."

Ela se virou e saiu do quarto, passando por Mariana e pelos outros como se eles não existissem. Lucas ficou ali, no meio dos pedaços de papel, uma sensação desconfortável de que ele não tinha apenas rasgado um formulário, mas sim destruído algo que ele nunca mais conseguiria consertar.

Assim que Isabela estava na rua, longe daquela casa tóxica, ela pegou seu celular. Ela não ligou para reclamar com amigas. Ela não postou nada nas redes sociais. Ela ligou para a única pessoa que importava.

"Pai?" sua voz embargou pela primeira vez.

"Isa? Filha, o que foi? Aconteceu alguma coisa?" a voz calorosa de seu pai a envolveu como um abraço.

"Ele... ele rasgou minha ficha de inscrição," ela sussurrou, a primeira lágrima escorrendo por seu rosto.

Houve um silêncio do outro lado, e então a voz calma de sua mãe. "Onde você está, querida? Venha para casa. A gente dá um jeito. Sempre tem um plano B. Nós estamos aqui com você."

O calor daquelas palavras era o antídoto para o veneno que Lucas havia injetado em sua vida. Ela enxugou a lágrima com as costas da mão. Sim, ela tinha um plano B. Ela tinha uma cópia digital da ficha salva em seu email. Ela não precisava daquele papel. Mas Lucas não sabia disso.

Ele a havia subestimado. Havia subestimado o amor de sua família. E ele pagaria caro por isso. Muito caro.

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