Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > Renascida sem Ti: Uma Nova Vida para Ana
Renascida sem Ti: Uma Nova Vida para Ana

Renascida sem Ti: Uma Nova Vida para Ana

Autor:: Luna
Gênero: Romance
O médico disse que eu precisava de um transplante de rim. O meu marido, Pedro, jurou que me daria o seu, prometendo: "Não te preocupes, meu amor. Eu dou-te o meu. Somos compatíveis." Senti esperança. Mas no dia da cirurgia, quando eu estava pronta para ser levada para a sala de operações, a sua "frágil" irmã, Sofia, ligou com uma suposta emergência. Pedro correu para ela, deixando-me para trás com a promessa de voltar, que nunca cumpriu. A cirurgia foi adiada, e na solidão do quarto, o meu telefone tocou: era ele, a desculpar-se e a dizer que não podia vir, pois Sofia estava com febre. Eu sabia que a família dele sempre a colocava acima de tudo, mas desta vez, a escolha dele custou-me muito mais. Eu obtive um rim de um dador da lista de espera nacional, e a cirurgia foi um sucesso sem ele. Quando Pedro apareceu, indignado pela minha "ausência", confrontei-o: "Tu estavas ocupado. E eu sou a tua mulher. Eu estava a precisar de um rim." A indignação transformou-se em determinação: "Pedro, eu quero o divórcio." Ele, a mãe e a irmã dele não aceitaram, enchendo a minha vida de assédio, mensagens, e até usando o nosso filho, Leo, para me manipular. Por que me abandonou no momento mais vulnerável e agora não me deixa ir? Será que havia algo mais por trás daquela "emergência" e da fragilidade de Sofia? Eu não aguentava mais. Aquele dia no hospital tinha que ser o ponto de viragem. Estava na hora de lutar pela minha liberdade e pela paz do meu filho!

Introdução

O médico disse que eu precisava de um transplante de rim. O meu marido, Pedro, jurou que me daria o seu, prometendo: "Não te preocupes, meu amor. Eu dou-te o meu. Somos compatíveis." Senti esperança.

Mas no dia da cirurgia, quando eu estava pronta para ser levada para a sala de operações, a sua "frágil" irmã, Sofia, ligou com uma suposta emergência. Pedro correu para ela, deixando-me para trás com a promessa de voltar, que nunca cumpriu. A cirurgia foi adiada, e na solidão do quarto, o meu telefone tocou: era ele, a desculpar-se e a dizer que não podia vir, pois Sofia estava com febre. Eu sabia que a família dele sempre a colocava acima de tudo, mas desta vez, a escolha dele custou-me muito mais.

Eu obtive um rim de um dador da lista de espera nacional, e a cirurgia foi um sucesso sem ele. Quando Pedro apareceu, indignado pela minha "ausência", confrontei-o: "Tu estavas ocupado. E eu sou a tua mulher. Eu estava a precisar de um rim." A indignação transformou-se em determinação: "Pedro, eu quero o divórcio."

Ele, a mãe e a irmã dele não aceitaram, enchendo a minha vida de assédio, mensagens, e até usando o nosso filho, Leo, para me manipular. Por que me abandonou no momento mais vulnerável e agora não me deixa ir?

Será que havia algo mais por trás daquela "emergência" e da fragilidade de Sofia? Eu não aguentava mais. Aquele dia no hospital tinha que ser o ponto de viragem. Estava na hora de lutar pela minha liberdade e pela paz do meu filho!

Capítulo 1

Quando o médico me disse que eu precisava de um transplante de rim, o meu marido, Pedro, ficou ao meu lado.

Ele segurou a minha mão com força.

"Não te preocupes, meu amor. Eu dou-te o meu. Somos compatíveis."

Eu olhei para ele, com os olhos cheios de lágrimas.

A minha sogra, Lúcia, que estava sentada no canto, bufou.

"Dar o teu rim? E se algo correr mal? O nosso filho ainda é pequeno, precisa de um pai saudável."

O nosso filho, Leo, tinha apenas cinco anos.

Ignorei-a e foquei-me no Pedro.

"Pedro, não precisas de fazer isto."

"Claro que preciso, Ana. És a minha mulher. Não vou deixar que nada te aconteça."

As suas palavras aqueceram o meu coração, apesar do frio do consultório médico.

Uma semana depois, estávamos no hospital, prontos para a cirurgia.

Eu estava numa maca, a caminho da sala de operações, quando o telefone do Pedro tocou.

Era a sua irmã mais nova, Sofia.

"Pedro! Onde estás? O meu carro avariou no meio da autoestrada! Estou sozinha e está a ficar escuro!"

A voz dela estava cheia de pânico.

Pedro olhou para mim, o seu rosto dividido entre a preocupação por mim e pela sua irmã.

"Ana, eu..."

"Vai," eu disse, forçando um sorriso. "Ela precisa de ti. Eu fico bem."

Eu sabia que a cirurgia podia esperar algumas horas. A segurança da Sofia era mais importante naquele momento.

Ele hesitou.

"Eu volto o mais rápido possível. Prometo."

Ele beijou-me a testa e correu para fora do hospital.

Eu observei-o partir, um sentimento estranho a instalar-se no meu peito.

As horas passaram.

A minha cirurgia foi adiada.

A equipa médica esperou, mas o Pedro não voltou.

As minhas chamadas iam diretamente para o correio de voz.

Finalmente, à noite, o meu telefone tocou. Era ele.

"Ana, desculpa. Tive de levar a Sofia a casa, ela estava em choque. E depois tive de tratar do reboque do carro dela. Foi um caos."

A sua voz soava cansada.

"Está tudo bem," eu menti. "Quando podes vir?"

Houve uma pausa.

"Sobre isso... a Sofia está com febre alta agora. Acho que apanhou um susto muito grande. Não a posso deixar sozinha."

"Pedro, a nossa cirurgia..."

"Podemos remarcá-la, certo? É só uma questão de alguns dias. A saúde da Sofia é frágil, tu sabes."

Sim, eu sabia. Todos na família sabiam como a Sofia era "frágil".

Desliguei o telefone, o quarto do hospital de repente a parecer muito mais frio e vazio.

A minha sogra, Lúcia, entrou no quarto nesse momento, com um sorriso triunfante.

"Eu disse-te. Um homem deve sempre colocar a sua família de sangue em primeiro lugar."

As suas palavras não me magoaram. Apenas confirmaram o que eu já começava a sentir.

Naquela noite, recebi uma chamada do hospital.

Encontraram um dador compatível da lista de espera nacional.

A cirurgia seria na manhã seguinte.

Eu não disse nada ao Pedro.

Capítulo 2

A cirurgia foi um sucesso.

Acordei a sentir-me fraca, mas viva.

A primeira coisa que vi foi a minha melhor amiga, Clara, sentada ao lado da minha cama.

"Como te sentes?" ela perguntou, a sua voz suave.

"Melhor," murmurei. "Obrigada por teres vindo."

"Claro que vim. Onde está o Pedro?"

Eu encolhi os ombros, não querendo falar sobre ele.

O meu telefone estava na mesa de cabeceira, com dezenas de chamadas perdidas e mensagens do Pedro.

"Ana, onde estás? Porque não atendes?"

"A cirurgia foi remarcada? Porque é que ninguém me avisou?"

"Ana, responde-me, por favor! Estou a ficar preocupado!"

Clara pegou no telefone e leu as mensagens.

Ela olhou para mim, os seus olhos a arder de raiva.

"Este idiota. Ele realmente achou que ias esperar por ele para sempre?"

Eu não respondi. Apenas fechei os olhos.

Mais tarde naquele dia, o Pedro apareceu no hospital.

Ele parecia desesperado.

"Ana! Graças a Deus! Porque é que não me disseste nada? Eu teria vindo!"

"Tu estavas ocupado," eu disse, a minha voz sem emoção.

"A Sofia precisava de mim! Ela é minha irmã!"

"E eu sou a tua mulher. Eu estava a precisar de um rim."

Ele ficou sem palavras, a culpa estampada no seu rosto.

"Eu sei, eu sei. Desculpa. Mas agora estás bem, certo? O importante é que a cirurgia correu bem."

Ele tentou pegar na minha mão, mas eu afastei-a.

"Pedro, eu quero o divórcio."

As palavras saíram da minha boca antes que eu pudesse detê-las.

Mas no momento em que as disse, soube que eram verdadeiras.

O rosto do Pedro ficou pálido.

"O quê? Divórcio? Porquê? Por causa disto? Ana, foi uma emergência!"

"Uma emergência que te fez esquecer que a tua mulher estava prestes a passar por uma cirurgia de vida ou morte," eu disse calmamente.

"Isso não é justo! Eu não me esqueci! Eu só... tive de estabelecer prioridades."

"Exato," eu concordei. "E tu fizeste a tua escolha."

A porta do quarto abriu-se e a minha sogra, Lúcia, entrou, seguida por Sofia, que parecia perfeitamente saudável.

"O que se passa aqui?" Lúcia perguntou, a sua voz aguda. "Porque é que estás a perturbar o meu filho?"

Sofia olhou para mim com os seus grandes olhos inocentes.

"Cunhada, estás zangada comigo? Eu não queria causar problemas."

Eu olhei para os três. A família perfeita.

De repente, senti-me como uma estranha.

"Saiam," eu disse, a minha voz baixa mas firme. "Quero ficar sozinha."

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022