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Romance Mafioso

Romance Mafioso

Autor:: Bre Macedo
Gênero: Romance
Matteo Moretti era um impiedoso mafioso italiano, mas além da truculência mafiosa ele também era um professor universitário, Matteo fazia parte da máfia pois era um legado familiar, mas no seu coração sempre prevaleceu a humanidade. O destino de Matteo e de Sophia Mancini se cruzam mais de uma vez, e em nenhuma dessas vezes é escolha dos dois se encontrarem, mas o universo os une. Sophia é uma estudante de psicologia que acaba de iniciar um divorcio de um casamento arranjado com um mafioso. As coincidências da vida desses dois será um prato cheio para enriquecer esse romance, e quando menos esperarem estarão apaixonados um pelo outro!

Capítulo 1 O início dos problemas.

SOPHIA MANCINI

Eu não sei como suportei tudo isso em uma só tarde.

Vejamos, meus pais adotivos morreram e como prêmio eu fui arrastada para um casamento arranjado que estava estipulado no testamento deles. O noivo eu nem mesmo sabia quem era, mas diante das circunstâncias não me restou muita escolha se não aceitar. Além dos prejuízos financeiros que eu teria caso não aceitasse, eu também me sentia obrigada a realizar o último desejo dos meu pais, afinal eles mudaram todo o rumo da minha vida, ao me adotarem.

Faria isso para herdar a empresa, com certeza. Mas também faria por eles. O dinheiro me ajudaria a decifrar o mistério por trás desse "acidente" que os matou, isso era o mais importante para mim. Se não herdasse seus bens, como pagaria por detetives?

Assim que o advogado da nossa família leu o testamento e essa bomba foi jogada no meu colo, eu sabia que estava ferrada. Os acionistas estavam no meu cangote, tudo o que queriam era assumir logo a empresa de pedras preciosas em Sicília que os meus pais batalharam muito para manter durante anos.

Então no dia seguinte quando recebi apenas um advogado com um contrato de casamento em nome de Matteo Moretti, eu apenas pensei em como aquele imbecil criminoso era arrogante e insensível.

Porra, eu não esperava que ele aparecesse na minha casa com flores ou que chegasse pronto para consumar nosso casamento, mas eu apenas queria que o meu casamento tivesse sido melhor organizado, afinal seriam 3 anos de contrato, mas tudo o que recebi foi um extenso contrato detalhando todas as condições do meu noivo, além da separação total de bens e a garantia de que eu não me desse bem nessa relação.

Ótimo, incrível.

O meu casamento havia começado com os dois pés esquerdos. E eu só podia aceitar.

MATTEO MORETTI

O que diabos estava passando na cabeça do meu avô quando ele decidiu que seria uma boa ideia ceder as chantagens dos Mancini, porque eles queriam tanto que eu me cassasse com sua filha adotiva?

O fato de terem salvo a vida do velho Aldo Moretti, meu avô, não os dava direito de o chantageá-lo a ponto de ele me forçar a assumir uma droga de casamento com uma mulher que eu nunca nem vi.

Mas, apesar de aceitar as suas exigências, eu faria as coisas do meu jeito. Se essa mulher achava mesmo que seria fácil esse casamento oportunista, estava muito enganada.

O meu advogado encaminhou o contrato de casamento que havia elaborado para ela, e nada me deixou mais feliz do que saber que sua reação foi péssima á aquilo, eu queria que ela realmente ficasse tão insatisfeita e infeliz quanto eu estava.

Com o contrato assinado e o meu avô mais tranquilo, eu pude relaxar um pouco mais. Seriam três anos de um casamento sem amor, e pouco me importava , eu não pretendia nem mesmo vê-la. Mas saber que ela pretendia se mudar para a casa da minha família, onde morei durante toda a minha vida e agora dividia apenas com o meu avô Aldo, me fez odiar ainda mais aquela mulher.

Eu não seria capaz de dividir o meu teto com alguém como ela, sempre vivi em meio a mafiosos, criminosos e todo o tipo de gente, mas o que os falecidos pais da Sophia Mancini e ela própria estavam fazendo, era demais. E eu não participaria.

Tecnicamente eu já havia me casado, então a minha parte do acordo já estava cumprida, agora esperar que eu bancaria o casal feliz com ela, era demais.

Nem Sophia Mancini, nem meu avô me veriam no próximo ano.

Que vivessem esse circo sozinhos.

SOPHIA MANCINI

3 ANOS DEPOIS...

Há 3 anos atrás me mudei para a casa de Aldo Moretti, casa essa em que também vivia o meu marido mafioso Matteo Moretti, a minha ida para sua casa o desconcertou completamente e antes mesmo que a minha mudança chegasse, ele já havia sumido, se mudado para um lugar que nem mesmo Joseph sabia onde ficava.

Eu nunca cheguei a encontrar o Matteo pessoalmente nesses 3 anos, o que era ultrajante já que somos casados. Mas o fato de não ter tido que conviver com o meu marido, era de certa forma um alívio pra mim, eu não estava nem um pouco interessada em brincar de casinha com um estranho e fingir estar feliz, a decisão de Matteo de sequer aparecer para o nosso casamento ou de não estar presente na minha vida nos últimos 3 anos do nosso casamento, não podia ter sido melhor.

Com o fim do nosso contrato de casamento, eu não podia estará mais ansiosa para romper logo com essa farsa e pedir o divórcio, mas assim como no dia do casamento ou nos últimos 3 anos, Matteo sequer fez o favor de aparecer.

A minha relação com Aldo se tornou algo inesperado na minha vida, quando me mudei não esperava que fosse nutrir sentimentos bons por aquele senhor que praticamente me obrigou a casar com o seu neto, assim como os meus falecidos pais. Mas a nossa convivência dentro daquela enorme e solitária mansão, fez com que nós aproximasse.

Então quando o último dia do contrato em que Matteo e eu assinamos chegou ao fim, eu não tive outra escolha a não ser negociar a minha "liberdade" com Aldo, não recebia notícias do meu marido há anos e sinceramente eu não me importava, mas agora eu precisava de sua assinatura nos papéis do nosso divórcio.

-Aldo, bom dia!-eu me sento na grande e suntuosa mesa de jantar dos Moretti, Aldo está sentado na cabeceira da mesa como de costume, lendo o seu jornal despreocupadamente. Observando de longe, esse senhor não se parecia em nada com um mafioso, mas a sua postura rígida e sua confiança astuta davam arrepios, com o passar do tempo eu me acostumei com a sua intimidadora personalidade.

-Sophia, querida! Junte se a mim para o café.-ele apontou para a cadeira do outro lado da mesa, na outra ponta da cabeceira. Nós últimos 3 anos foram assim todas as nossas manhãs, e mesmo fazendo isso todos os dias eu ainda sentia um pouco de abandono ao olhar para nós dois sozinhos naquela mesa gigante, parecia tão solitário.

Me sento na cadeira do outro lado, e Mina a governanta da mansão me serve prontamente um copo de suco de morango, o meu preferido.

Tomo um longo gole, tomando coragem para iniciar o indigesto assunto do divórcio, mas antes que eu diga algo Aldo me surpreende.

Capítulo 2 Fuga.

-Sabe que dia é hoje, não é? -ele coloca o jornal fechado sobre a mesa e volta toda a sua atenção pra mim.

Eu balanço a cabeça em afirmação.

-Sim, é exatamente sobre isso que eu gostaria de falar.-eu decido não rodear muito e já deixar claro a minha posição, sempre agi assim com tudo na vida.

Aldo aguarda que eu prossiga, e então eu digo exatamente o que vou fazer.

-Como você sabe, Matteo não apareceu e não consigo encontrá-lo em lugar algum, hoje se encerra a vigência do nosso contrato, eu não vou esperar nem mais um minuto para iniciar o processo de divórcio.-digo com firmeza.

Aldo me encara por longos segundos, e depois de respirar fundo ele diz:

-Sophia querida, eu realmente gostaria de pedir para que ficasse, o tempo que passei com você nos últimos 3 anos foram adoráveis, mas eu compreendo a situação.-sua voz é compreensiva, o que me assusta. Aldo era sempre muito impositivo, e pensei que sua reação ao meu divórcio do seu neto fosse ser mais negativa.

-Compreende?-mal consigo esconder a surpresa em minha voz.

Aldo assente suavemente.

-Sim. Uma mulher como você não merece passar os dias presa à um casamento sem amor, o meu neto sequer apareceu para o casamento, e eu não posso impedi-la de ser feliz. Queria muito poder mudar a situação e mantê-la por perto, mas não creio que seja justo com você.-suas palavras soam carinhosas, e algo dentro de mim se aquece ao ouvi-lo falar dessa forma, jamais havia testemunhado esse seu lado.

-Obrigada Aldo, eu realmente lamento que tudo tenha terminado assim, mas estaria sendo falsa ao dizer que estou triste por estar indo embora.-Aldo admira a minha honestidade, na verdade esse sempre foi um ponto que tivemos em comum.

Eu me preparo para sair da mesa, mas Aldo me chama novamente.

-E quais são os seus próximos passos agora? O que pretende fazer?-ele parece genuinamente interessado nos meus planos.

-Eu consegui um ótimo apartamento próximo à faculdade, já pretendo iniciar a mudança hoje. Mas, eu queria pedir um último favor.-eu digo com receio.

-O que precisar, filha.-sua boa vontade em me ajudar me tranquiliza.

-Eu sei da sua influência e da influência da Máfia, eu posso demorar muito tempo para encontrar Matteo sozinha, mas com a sua ajuda eu sei que vou conseguir resolver esse problema rapidamente.-digo com confiança e Aldo concorda.

-Ele ficará sabendo de pedido de divórcio o mais rápido possível, darei um jeito para que ele saiba.-Aldo diz com firmeza e então chama Mina novamente até a sala de jantar.

-Mina, faça com que meu neto receba o pedido de divórcio ainda hoje, não sei onde ele está escondido, mas sabemos das pessoas que tem acesso à ele, peça para que a amante entregue.-ouvir a palavra amante deveria fazer com que algo se revirasse dentro de mim, mas não, eu só conseguia sentir alívio por estar escapando daquele pesadelo.

Depois de me despedir brevemente de Aldo e Mina, eu peguei os poucos pertences que tinha ali e me mudei para o meu novo apartamento perto do campus da faculdade.

De certa forma a minha vida estava começando agora.

Uma noite de sábado comum, era apenas isso que eu precisava desde que estava finalmente livre do casamento com Matteo, claro que o divorcio ainda não havia sido negociado entre nós pois eu ainda não vira, mas eu sabia que ele não se oporia pois de certa forma também queria se livrar daquele casamento tanto quanto eu.

Eu tinha poucos amigos, e depois do meu casamento com um mafioso eles se tornaram ainda mais escassos, pra ser bem sincera a única amizade que eu possuía de verdade era com a Estella Garcia, minha melhor amiga e colega do curso de Psicologia da Universidade de Palermo.

Estella era uma mulher desinibida e confiante, de quem eu me orgulhava muito de ser amiga. Seu mais recente ato de coragem foi abrir um pequeno bar próximo da Universidade, para inaugurar o local, ela planejou uma festa enorme. Assim era a Estella, forte, badalada e confiante.

Eu não era muito festiva, mas se tem uma coisa que eu nunca consegui foi contrariar os planos da minha amiga, e hoje esses planos incluíam me arrastar para a festa de inauguração do seu bar. Eu queria muito recusar, e ficar em casa, mas não tinha como dizer "não" para a Estella.

Eu estava pronta para dirigir até o bar da Estella quando uma movimentação estranha na minha rua chamou a minha atenção, eu demorei muito tempo para perceber do que se tratava aquilo, até ouvir os primeiros disparos, meu coração acelerou quando vi um homem tentando fugir e se esconder da Máfia. Eu não tive duvidas, acelerei o meu carro em sua direção e o resgatei.

Eu não sabia o que estava fazendo, mas sentia que estava fazendo o certo, o homem que estava sentado no banco do meu carro estava sangrando e machucado, e só de imaginar o que a Máfia poderia fazer com ele caso o pegassem me dava arrepios. Eu havia me envolvido e agora já estava nisso também.

Não demorou muito para que carros da Máfia começassem a nos seguir, a adrenalina no meu corpo estava a mil, e eu nem mesmo temia pela nossa segurança naquele momento, eu apenas queria fugir daqueles Mafiosos e atrapalhar os seus planos de acabar com o homem que eu havia resgatado, pouco me importava o que quer que ele tivesse feito. Eu apenas queria ser um problema para a Máfia, já que ela havia me causado problemas durante toda a minha vida. O estranho apenas observava com interesse enquanto eu nos livrava da situação.

Eu dirigia muito bem, meus pais adotivos sempre prezaram muito pela minha segurança e educação, então não foi muito difícil conseguir me desvencilhar da perseguição daqueles carros, em pouco tempo estava misturados em meio a outras dezenas de carros em uma via movimentada da cidade. Rodei por mais um tempo enquanto me certificava de que não estávamos mais sendo seguidos, e então enfiei o meu carro em um pequeno beco escuro para nos esconder até que a poeira baixasse.

O carro estava um pouco escuro, o que não facilitou muito o trabalho de tentar reconhecer o homem que estava ao meu lado, e o sangue em seu rosto também não ajudava. Eu tinha muitas perguntas para ele, por que estava sendo perseguido pela máfia, o que queriam com ele? Mas sinceramente, eu já tinha me envolvido demais, quanto menos eu soubesse seria melhor.

Capítulo 3 A caminho do bar.

-Você salvou a minha vida.-sua voz era tão forte e grave que até me assustou, me tirando dos meus devaneios.

-Porque estavam atrás de você?-senti devia tentar entender o que estava acontecendo ali, mas minha pergunta foi totalmente ignorada.

-Eu estou impressionado com a sua coragem. Como posso recompensar você? –seus olhos tinham um verde profundo e brilhante, tão brilhante que me fisgou no momento em que os encontrei.

Eu estava pronta para responder, mas ele prosseguiu com sua oferta.

-Dinheiro, poder ou até mesmo o meu corpo. Eu posso te dar tudo o que você desejar.-sua voz era tão imponente que eu sentia dificuldade para não pedir tudo o que ele quisesse me dar.

Eu encarei a sua figura ao meu lado, aproveitando da pouca luz que vinha de fora para analisar bem o seu corpo, e foi a primeira vez desde que o havia resgatado que eu de fato reparei no quão forte e alto ele era. Seu corpo facilmente era duas vezes maior do que o meu, e seus músculos ficavam muito evidentes debaixo da camiseta cinza com gotas do seu sangue.

Eu estava muito perto de tocar o seu corpo e pedir que me recompensasse de forma violenta e carnal, mas o toque do meu celular trouxe a sanidade de volta para a minha mente.

-Alô Estella, eu já estou indo. –desliguei antes mesmo de ouvir a minha amiga responder do outro lado, eu sabia que ela estaria surtando a essa hora já que eu estava atrasada para sua festa de inauguração.

O estranho continuou me olhando enquanto eu desligava o celular e o colocava de volta no porta luvas.

-Preciso ir, quer que eu deixe você em algum lugar no caminho?-disse abruptamente, afastando qualquer ideia que eu possa ter passado sobre nós dois.

Ele não parecia o tipo de homem que aceitava um "não" como resposta, mas para a minha surpresa ele concordou e apenas pediu para que eu o deixasse a alguns quilômetros dali, pois alguém o buscaria.

A tensão entre nós durante o percurso até o seu ponto de parada, era palpável. Estava divida entre querer que ele ficasse e querer que ele saísse logo do meu carro. Estacionei o carro no ponto combinado e esperei que ele descesse, mas passaram se alguns segundo antes dele finalmente se virar pra mim e se despedir.

-Eu posso apenas saber o seu nome?-diante da minha expressão de receio ele continuou.-Apenas quero saber a quem devo agradecer por ter sobrevivido hoje, se não fosse a sua coragem, talvez eu não estivesse mais aqui.

Suas palavras pareciam sinceras, por mais que ele não demonstrasse muitas emoções. Mas eu sabia que aquele não era um homem comum, e que eu me envolveria em muitos problemas se deixasse aquilo ir mais longe do que já tinha ido, então resolvi usar um nome falso.

-Meu nome é Julia. -minto com uma naturalidade impressionante, ele não parece desconfiar que esse não é o meu nome verdadeiro.

Ele pega a minha mão e leva até os lábios, um gesto simples e cortês, mas que envia uma eletricidade incomum pelo meu corpo.

-Obrigado Julia, espero poder retribui-la em breve.-então sem dizer mias nenhum palavra, o estranho sai do meu carro, sem me dar a oportunidade de perguntar o seu nome também.

Enquanto dirijo até o bar de Estella eu só consigo pensar em como a minha noite havia sido uma loucura até agora, eu realmente precisava de uma bebida para relaxar e acalmar os meus ânimos.

O som da festa podia ser ouvido de longe, e enquanto estacionava o meu carro pude perceber que aquela seria uma noite longa e animada.

Procurei pelo rosto da Estella no meio da multidão de pessoas que dançavam e bebiam pelo bar lotado, depois de alguns minutos finalmente consegui encontra-la de trás do balcão ao lado de um alto e charmoso barman, ao me ver Estella acenou animadamente.

-Deus, você demorou Sophia! Se perdeu no caminho?-seu tom irônico era familiar e muito recorrente, eu já estava acostumada com isso.

Pedi um drink ao barman e me recostei no balcão.

-Pronta pra ouvir uma história louca e absurda?-perguntei a instigando a ouvir sobre o que aconteceu comigo na última hora.

Diante da sua confirmação empolgada, eu contei pra ela os detalhes do que tinha sido a perseguição alucinante que tive ao lado de um completo e gostoso estranho. No fim da minha historia, Estella estava tão atônita quanto eu.

-Sophia, você não tem medo que venham atras de você? A máfia.-seus olhos demonstravam uma preocupação genuína com a minha segurança, e eu não podia mentir que também estava um pouco receosa quanto a isso, mas a satisfação por ter enfrentado aqueles criminosos era maior.

-Naõ me importo com isso Estella, eles poderiam ter matado aquele homem. Ele não parecia ser do tipo fraco e oprimido não, mas com certeza tinha sido pego desprevenido.-me lembro do porte atlético do homem misterioso, e me delicio com a visão.

Estella balança a cabeça, inconformada.

-Eu ainda não acredito que negou ser recompensada por esse Deus Grego, a forma como você o descreveu me fez ter vontade de me meter em uma confusão assim também, só pra ter a chance de ser recompensada por ele.-ela diz com um deleite impressionante, o que me faz rir da sua reação.

-Você não presta, juro! -digo entre risadas, mas Estella fica seria de repente.

-Estou falando sério, hoje você não sai daqui sem pelo menos beijar um cara gato e eu já até sei quem vou apresentar para você!-ah não, de novo esse papo não, eu já tinha deixado claro inúmeras vezes de que eu não estava a procura de um novo homem na minha vida, ainda mais enquanto ainda permanecia casada.

-Estella, já falamos sobre isso. Eu continuo casada com aquele imbecil que eu sequer conheci pessoalmente até hoje, mas ainda assim sou casada. -eu repito a mesma fala que vinha dizendo pra ela há meses.

Ela balança a cabeça com firmeza e decreta.

-Você vai dar uma chance pra essa pessoa que eu vou te apresentar hoje, apenas uma chance. Essa noite eu não quero sequer ouvir falar nesse seu casamento de fachada, afinal você será uma mulher divorciada em breve!

Era assim, quando Estella Garcia decretava algo não havia como discordar.

Passamos as próximas duas horas conversando e eu ajudei no bar quando o movimento ficou ainda mais intenso do que no inicio, Estella parecia estar em êxtase com o sucesso do lugar, e eu me alegrava por ela.

Eu já estava aliviada por achar que o tal amigo de Estella não fosse mais aparecer, afinal ele estava atrasado há pelo menos 4 horas, e o movimento já estava começando a diminuir, e a multidão se dissipava devagar, ficando presentes apenas um grande grupo de pessoas que tocavam musicas latinas agitadas.

Uma mão macia tocou o meu ombro e eu me virei, Estella estava parada na minha frente com um homem exageradamente bonito e alto, seus ombros eram largos e ostentava músculos muito bem definidos, seus cabelos macios e sedosos brilhavam diante da luz da lua, cabelos bem cortados. Havia algo familiar naquele homem, mas eu não sabia exatamente por quê.

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