Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > SE HOUVER AMANHÃ
SE HOUVER AMANHÃ

SE HOUVER AMANHÃ

Autor:: JessicaElane
Gênero: Romance
Tracy é uma moça linda, meiga completamente apaixonada pelo o seu noivo Charles, mas o seu abandono e as armadilhas da vida, fará com que toda a sua vida mude completamente Escritor norte-americano Sidney Sheldon

Capítulo 1 Adeus

NOVA ORLEANS

QUINTA FEIRA, 20 DE FEVEREIRO

23 HORAS

Ela se despiu lentamente, em devaneio; quando ficou nua, escolheu um negligê vermelho-vivo para usar, a fim de que o sangue não ficasse em evidência. Doris Whitney olhou ao redor pela última vez, para se certificar de que o quarto agradável, que tanto amará, ao longo dos últimos trinta anos, se encontrava arrumado e impecável. Abriu a gaveta da mesinha de cabeceira e tirou a arma, com todo cuidado. Colocou-a ao lado do telefone e discou para a filha na Filadélfia.

▪︎ Tracy... senti vontade de repente de ouvir o som da sua voz, querida.

▪︎ Que surpresa boa, mamãe.

▪︎ Espero não Tê-la acordado.

▪︎ Não acordou. Eu estava lendo. Charles e eu íamos sair para jantar fora, mas o tempo está horrível. Neva muito por aqui. Como está aí?

" Santo Deus, estamos falando sobre o tempo", pensou Doris Whitney, " quando há tanta coisa que quero lhe dizer. E não posso."

▪︎ Mãe você ainda esta aí?

Doris Whitney olhou pela janela.

▪︎ Está chovendo.

E ela pensou: " Como é melodramaticamente apropriado. Parece até um filme de Alfred Hitchock."

▪︎ Que barulho é esse, mamãe?

"Trovoada". Tão absorta em seus pensamentos, Doris nem percebeu. Nova Orleans enfrentava uma tempestade. "Chuva continua", Adisera o homem da previsão do tempo. "Dezenove graus em Nova Orleans. Ao cair da noite haverá chuvas torrenciais, acompanhadas de trovoadas. Não se esqueçam de sair com o guarda-chuva." Ela não ia precisar de um guarda-chuva.

▪︎ É uma trovoada, Tracy. ▪︎ Ela forçou um tom de jovialidade na voz. ▪︎ conte-me o que esta acontecendo aí na Filadélfia.

▪︎ Eu me sinto como uma princesa num conto de fadas, mamãe. Nunca imaginei que alguém pudesse ser tão feliz. E amanhã à noite conhecerei os pais de Charles.

Ela engrossou a voz, como se estivesse fazendo uma proclamação oficial, ao dizer:

▪︎ Os Stanhope, de Chestnut Hill. ▪︎ Tracy soltou uma risada. ▪︎ Eles são uma instituição. Estou muito ansiosa.

▪︎ Não se preucupe. Tenho certeza de que eles vão adorá-la, querida

▪︎ Charles diz que não tem a menor importância. Ele me ama. E eu o adoro. Mal posso esperar o momento em que você o conhecerá. Ele é fantástico.

▪︎ Tenho certeza que é mesmo. ▪︎ Ela jamais conheceria Charles. Nem teria um neto no colo. "Não! Não devo pensar nisso" . Ele sabe como é sortudo por tê-la, meu bem?

▪︎ É o que estou lhe dizendo. ▪︎ Tracy sorriu. ▪︎ Mas já chega de falar de mim. Conte-me o que está acontecendo por aí. Como se sente?

"você goza de perfeita saúde Doris" , foram as palavras do Dr. Rush. "Viverá até os 100 anos". Uma das pequenas ironias da vida.

▪︎ Eu me sinto maravilhosa. ▪︎ "Falando com você."

▪︎ Já tem um namorado? ▪︎Indagiu Tracy, meio zombeteira.

Desde que o pai de Tracy morrera, cinco anos antes, Doris Whitney jamais considerara a possibilidade de sair com outro homem, apesar do incentivo da filha.

▪︎ Nada de namorados. ▪︎ Ela mudou de assunto. ▪︎ Como esta o trabalho? Ainda gostando?

▪︎ Adorando. Charles não se incomoda que eu continue a trabalhar depois de nos casarmos.

▪︎ Isso é maravilhoso, meu bem. Ele parece ser um homem muito compreensivo

▪︎ E é mesmo. Você vai confirmar pessoalmente.

Houve uma trovoada mais alta, como uma deixa oportuna dos bastidores. Estava na hora. Não havia mais nada a dizer, exceto uma despedida final.

▪︎ Adeus minha querida.

Doris manteve a voz cuidadosamente firme.

▪︎ Eu a verei no casamento, mamãe. Telefonarei assim que Charles e eu marcamos a data.

▪︎ Está certo. ▪︎Havia uma última coisa a dizer, afinal. ▪︎ Eu amo muito você, Tracy. Muito mesmo.

Lentamente, Doris Whitney repôs o fone no gancho.

Ela pegou a arma. Só havia uma maneira de fazê-lo. Depressa. Doris levantou a arma para têmpora e puxou o gatilho.

Capítulo 2 A vida de tracy

FILADÉLFIA

SEXTA-FEIRA 21 DE FEVEREIRO

8 HORAS

Tracy Whitney saiu do saguão do seu prédio ao encontro da chuva implacável, misturada com neve, que caia sobre as bem polidas limusines que desciam pela Market Street, conduzidas por motoristas uniformizados, e sobre os cortiços abandonados e fechados com tábuas do Norte da Filadélfia. A chuva lavava as limusines, deixado-as ainda mas limpas, as mesmo tempo em que convertia num amotoado de lixo acumulado na frente de casas depauperadas. Tracy Whitney estava a caminho do trabalho. Seu ritmo era ágil enquanto seguia pela Chestnut Street, na direção do banco. Tinha de fazer um esforço para não se pôr a cantar em voz alta. Usava capa e botas amarelas, um chapéu de chuva também amarelo, que mal conseguia conter seus cabelos Castanhos luminosos. Tinha vinte e poucos anos, um rosto exuberante e inteligente, a boca cheia e sensual, olhos faiscante, que podia mudar de um suave verde-musgo para um jade escuro de um momento para outro, um corpo esbelto e atlético. A pele passava por toda a gama de branco translúcido a um rosa profundo, dependendo se estava irritada, cansada ou agitada. A mãe lhe dissera certa vez "Sinceramente, criança, há ocasiões em que nao a reconheço. Você muda de um instante para o outro. "

Agora, enquanto Tracy descia pela rua, as pessoas se viravam para sorrir, invejando a felicidade que brilhava em seu rosto. Ela retribuía com sorrisos.

"É indecente para qualquer pessoa ser tão feliz" , pensou Tracy Whitney. " vou me casar com o homem que amo e terei um filho dele. O que más alguém poderia pedir?"

Ao se aproximar do banco. Tracy olhou para o relógio. Oito horas e vinte minutos. As portas do Philadelphia Trust and Fidelity Bank não se abririam para os empregados antes de dez minutos, mas Clarence Desmond, o vice-presidente sênior, no comando do departamento internacional, já estava desligando o alarme externo e abrindo a porta. Tracy gostava de assistir o ritual matutino. Ficou parada na chuva, esperando, enquanto Desmond entrava no banco e trancava a porta.

Os bancos do mundo inteiro possuem misteriosos processos de segurança e o banco que Tracy trabalhava não era exceção. A rotina jamais variava, a não ser pelo código de segurança, que era mudado todas as semanas. O código daquela semana era persiana parcialmente abaixada, indicando aos empregados que esperavam do lado de fora que uma revista era realizada afim de verificar se não havia intrusos escondidos nas instalações, Clarence Desmond fazia uma busca pelos banheiros, depósitos, caixa-forte e área dos cofres particulares. Somente depois de estar plenamente comvencido de que se encontrava sozinho no interior do banco levantava as persianas, como um sinal de que estava tudo bem.

O contador sênior era sempre o primeiro funcionário a ter acesso ao banco. Ele ocuparia o seu lugar junto ao alarme de emergência, até que todos os outros funcionários entrassem, depois trancaria a

Pontualmente as 8h30 Tracy Whitney entrou no saguão com seus colegas de trabalho, tirou a capa, o chapéu e as botas, enquanto ouvia os outros se queixarem do tempo chuvoso.

▪︎ O maldito vento arrancou-me o guarda-chuva ▪︎ lamentou um caixa ▪︎ estou encharcado.

▪︎Passei por dois patos nadando na Market Street ▪︎ fez graça o chefe dos caixas.

▪︎ A previsão do tempo é de que podemos esperar por mais uma semana assim. Eu gostaria de estar na Flórida.

Tracy sorriu e começou a trabalhar. Era encarregada do departamento de transferência. Até recentemente, a transferência de dinheiro de um banco e de um país para o outro era um processo lento e trabalhoso, que exigia o preenchimento de muitos formulários e dependia dos serviços postais nacionais e internacionais. Com o avanço da informática, a situação mudará dramaticamente, Quantias enormes podiam ser transferidas em segundos. A função de Tracy era organizar as transferências processadas durante a noite e enviá-las para os bancos de destino. Todas as transações eram em código, mudado regularmente para impedir o acesso não autorizado. A cada dia, milhões de dólares passavam pelas mãos de Tracy. Era um trabalho fascinante, o sangue vital que alimentava as artérias dos negócios por todo o globo. Até antes de Charles Stanhope ||| entrar em sua vida a atividade bancária era a coisa mais emocionante do mundo para Tracy.

Durante o almoço Tracy e os colegas conversaram sobre os acontecimentos da manhã. Era uma conversa inebriante.

Débora, uma contadora, anunciou:

▪︎Acabamos de fechar o empréstimo associado de 100 milhões de dólares para a Turquia.

Mae trenton, secretária do vice-presidente do banco, disse:

▪︎ Foi decidido na reunião de diretoria desta manhã a participação na nova linha de crédito para o Peru. A taxa inicial é superior a 5 milhões de dólares

Jon Creighton, o fanático do banco, acrescentou:

▪︎ Soube que vamos entrar no pacote de socorro ao México com 50 milhões. Eles não merecem um único cent...

▪︎ Isso é muito interessante ▪︎ comentou Tracy. ▪︎ Os países que atacam os Estados Unidos por serem muito obcecados por dinheiro são sempre os primeiros a nos suplicarem empréstimo.

Esse fora o assunto sobre qual ela é Charles haviam travado a sua primeira discussão.

TRACY CONHECIA Charles Stanhope ||| num simpósio financeiro. Charles era o orador convidado. Ele dirigia a empresa de investimentos fundada por seu bisavô e fazia muitas operações com o banco para qual Tracy trabalhava. Depois da conferência de Charles, Tracy se aproximará para discordar de sua análise de capacidade das nações do Terceiro Mundo de pagarem as quantias assombrosas que havía tomado emprestado dos bancos do mundo inteiro e dos ocidentais. No começo, Charles se mostrará divertido, mas depois se sentia atraido pelo argumentos da linda moça à sua frente. A discussão se prolongou pelo jantar no velho restaurante Bookbinder's.

No começo Tracy não se impressionara com Charles mesmo sabendo que ele era considerado o melhor partido da Filadélfia. Charles tinha 35 anos, era rico e vitorioso, pertencia a uma das famílias mas tradicionais da região. Com 1,78 metro de altura, cabelos sedosos cor de areia, olhos Castanhos e uma atitude confiante, até mesmo um pouco pedante, ele era um desses ricos maçantes, na opinião de Tracy.

Como se lesse os pensamentos dela, Charles se inclinara sobre a mesa e dissera:

▪︎ Meu pai está convencido de que lhe deram o bebê errado no hospital

▪︎ Como?

▪︎Sou um retrocesso. Não acho que o dinheiro é o fim de tudo e a coisas mais importantes na vida. Mas, por favor jamais conte ao meu pai que eu lhe disse isso.

Havia nele uma despretensão tão encantadora que Tracy passou a apreciá-la. "Imagino como seria esta casada com alguém assim... um homem da alta sociedade ."

O pai de Tracy levará a maior parte de sua vida para construir um negócio que os Stanhope achariam insignificante. "Os Stanhope e os Whitney jamais se misturariam", pensará ela. "Óleo e água. E os Stanhope são o óleo. E por que estou reagindo como uma idiota? É ego demais. Um homem me convida para jantar e já estou decidindo se quero ou não me casar com ele. Provavelmente nunca mais tornaremos a nos encontrar..."

Charles estava dizendo nesse momento:

▪︎ Por acaso está livre para jartarmos de novo amanhã?

Capítulo 3 Gravidez inesperada

AFILADÉLFIA ERA uma cidade espetacular. Nas noites de sábado, Tracy e Charles iam ao balé ou assistiam Riccardo Muti conduzir a sinfonia da Filadélfia. Durante as semanas, exploravam New Market e o singular amontoado de lojas de Society Hiil, andavam pelo museu de Arte da Filadélfia e o museu Rodin.

Tracy parará um dia diante da estátua de O Pensador. Olhará para Charles e sorrira.

– É você!

Charles não se interessava por exercício, mas Tracy adorava. Assim nas manhãs de domingo, ela corria pela West River Drive ou pelo passeio que acompanhava o Rio Schuylkill. Nas tardes de sábado frequentava uma aula de Tai Chi Chuan. Depois de uma hora de exercício, exausta más exultante, ia se encontrar com Charles, no apartamento dele. Ele era um cozinheiro de gourmet e gostava de preparar pratos esotérico para ela.

Charles era a pessoa mas meticulosa que Tracy já conhecerá. Certo dia ela chegará atrasada 15 minutos para jantar e a contrariedade de Charles acabará com a sua noite. Depois disso; jurara que seria sempre pontual com ele.

Tracy tinha muito pouca experiência sexual, mas lhe parecerá que Charles fazia amor da mesma maneira que levava a sua vida: meticulosamente, sempre da maneira conveniente. Houvera uma ocasião em que Tracy decidira ser ousada e anticonvencional na cama. Charles ficará tão tão chocado que chegou a se perguntar se ela não seria uma maníaca sexual.

A gravidez foi inesperada; quando aconteceu. Tracy se descobrira dominada pela incerteza. Charles não levantara a questão do casamento e ela não queria que ele se sentisse na obrigação de se casar por causa do bebê. Não tinha certeza se poderia enfrentar um aborto, mas a alternativa era uma opção igualmente angustiante. Poderia criar um filho sem a ajuda do pai? Isso seria justo com a criança?

Uma noite, depois do jantar, Tracy resolveu da a notícia a Charles. Preparará um cassoult para ele em seu próprio apartamento, mas acabará deixando-o queimar, de tanto nervosismo. Ao por a carne chamuscada na mesa, ela esquecerá o discurso cuidadosamente ensaiado e balbuciara desordenadamente:

- Sinto muito, Charles Eu... estou grávida

Houvera um silêncio insuportavelmente prolongado. Quando Tracy já estava preste a rompê-lo, Charles dissera:

- Vamos nos casar, é claro.

Tracy experimentará um sensação de grande alívio.

- Não quero que você pense que eu... Não precisa se casar comigo por causa disso.

Ele levantara a mão para impedi-la de continuar.

- Quero me casará com você, Tracy. Tenho certeza que será uma esposa maravilhosa. - É claro que meu pai é minha mãe ficarão um tanto surpresos.

Charles sorrira e a beijara. Tracy indagara, suavemente:

– Por que eles ficarão surpresos?

Charles suspirara.

- Querida, creio que você não compreende em que está se metendo. Os Stanhope sempre se casam... e saiba que estou usando aspas... "com sua própria espécie". Com famílias tradicionais da Filadélfia.

– E já lhe escolheram uma esposa - adivinhara Tracy. Charles a tomara nos braços.

– Isso não tem a menor importância. O que conta é quem eu escolhi, jantaremos com mamãe e papai na próxima sexta-feira. Já é tempo de vocês conhecê-los.

QUANDO FALTAVAM cinco minutos para as 9 horas, Tracy percebeu uma diferença no nível de ruído no banco. Os empregados passavam a falar um pouco más depressa, a se movimentarem um pouco mais rápido. As portas do banco seriam abertas dentro de cinco minutos e tudo tinha de estar pronto. Pela janela da frente, Tracy podia ver os clientes em fila na calçada lá fora, esperando sob a chuva fria.

Tracy obiservava enquanto o guarda do banco distribuía fichas de depósito. Os clientes regulares recebia fichas de depósito com um código pessoal magnético; assim a cada vez que se efetuava um depósito, o computador creditava-o automaticamente na conta apropriada. Mas, frequentemente os clientes apareciam sem suas fichas de depósito e preenchiam o modelo comum.

O guarda levantou os olhos para o relógio na parede. Enquanto o ponteiro das horas se aproximava do nove, ele caminhou para a porta e, de modo solene, a destrancou.

O expediente bancário começará

DURANTE AS HORAS subsequentes, Tracy se manteve ocupada de mais para pensar em qualquer outra coisa. Cada transferência tinha de ser conferida, a fim de certificar-se de que exibia o código correto. Quando havia um débito, ela registrava o número da conta, a quantia e o banco para qual o dinheiro estava sendo transferido. Cada banco possuía o seu próprio número; havia um catálogo confidencial que continha os códigos de todos os principais bancos do mundo.

A manhã passou voando. Tracy planejava aproveitar as horas do almoço para ir ao salão fazer o cabelo e tinha uma hora marcada com Larry Stella. Ela cobrava caro, mas valia a pena, pois ela queria que os pais de Charles a conhecesse em sua melhor aparência. "Tenho de fazer com que eles gostem de mim. Não me importo com quem escolheram para casar Charles", pensou. Tracy. "Ninguém pode fazer Charles tão feliz quanto eu farei."

As 23 horas, quando Tracy pegava a sua capa, Clarence Desmond convocou-a a seu gabinete. Desmond era a própria imagem de um executivo importante. Se o banco fizesse comerciais de televisão, ele seria o porta voz perfeito. Vestia-se de modo conservador, com um ar de autoridade sólida e antiquada, parecia uma pessoa em quem se podia confiar.

- Sente-se Tracy. - Ele se orgulhava de conhecer o primeiro nome de cada empregado. - Um tempo horrível, não é mesmo?

- É, sim.

- Mas as pessoas ainda precisam cuidar dos seus problemas bancários. - Desmond esgotará todo o seu estoque de conversa amena. Inclinou-se sobre a mesa e acrescentou: - Soube que você e Charles Stanhope estão noivos.

Tracy ficou surpresa.

- Ainda não anunciamos. Como...

Desmond sorriu.

- Qualquer coisa que os Stanhope fazem e notícia. Estou muito feliz por você. Presumo que voltará a trabalhar conosco. Depois da lua de mel, é claro. Não gostaríamos de perdê-la. Você é uma das nossas funcionárias mais valiosas.

- Charles e eu conversamos a respeito e concordamos que eu seria mais feliz se continuasse a trabalhar aqui.

Desmond sorriu, satisfeito. Stanhope & Sons era uma das casas de investimentos mais importantes na comunidade financeira e seria maravilhoso se obtivesse sua conta exclusiva para a sucursal que dirigia. Ele recostou-se na cadeira.

- Quando voltar da sua lua de mel, Tracy, haverá uma boa promoção a sua espera, assim como um aumento substancial.

- Puxa, Obrigada! Isso é sensacional!

Ela sabia que merecia e experimentou um sentimento de orgulho. Ficou ansiosa em contar a Charles. Parecia a Tracy que os deuses conspiravam para fazer tudo que podia para inundá-la de felicidade.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022