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SECRETARIAMENTE AMADA

SECRETARIAMENTE AMADA

Autor:: KayCe
Gênero: Bilionários
Luiza é uma mulher pluz size que finge nao ligar muito pra opinião dos outros. mas ao contrario do que pensam, as ofensas, as indiretas e ate as piadas a machucavam. Só havia uma pessoa que a tratava com respeito, seu chefe. Eles mal se viam, mas falavam muito pelo telefone. Em um momento de fúria da parte dele, suas palavras fazem com que o copo que ja estava cheio transborde. E ninguém estará preparado para oque verá.

Capítulo 1 1

Luiza:

Sento em minha mesa para começar mais um dia puxado na empresa Moore's Interprise.

Mas eu mal me encosto e meu celular corporativo começa a tocar.

- bom dia, Luiza fontes secretaria do senhor Leonardo Moore, em que posso ajudar?- digo toda a frase e penso antes de respirar fundo sabendo do dia cheio que vou ter.

- Sou eu Luiza.- a voz do meu chefe invade a linha.

Droga, devia ter olhada para ver que era ele.

- Bom dia sr. Moore. Deseja alguma coisa? - pergunto.

Ele dificilmente vem para essa filial da empresa e só liga quando é questão de trabalho.

- Sim, preciso que me envie os contratos com os maiores clientes em potencial, imprima alguns que irei te mandar para encaminhar a alguns setores da empresa. As dez haverá uma reunião importante com alguns acionista, a senhorita deve ir me representar e tomar notas.

Vou anotando todas as ordens que ele me dá.

Meu dia já seria cheio sem falar com ele, agora vou ter que lutar contra o tempo e fazer varias coisas enquanto atendo as ligações.

- Consegue fazer tudo isso antes do almoço?- ele pergunta.

Não.

- claro senhor, precisa de mais alguma coisa?- por favor diga não.

- Por enquanto não, se precisar ligo depois do almoço. -Ele diz e desliga.

Ele parece estranho, por mais que ele seja autoritário e muito profissional, de algum jeito ele parecia encomodado com algo.

Esqueço esse assunto, nem sou próxima do meu chefe.

So o vi duas vezes e por mais que ele tenha sido gentil, nem olhou muito para mim.

Não quando estávamos em um evento cheio de modelos.

Ah esse evento, uma das piores s festas que tive que cobrir.

A humilhação de me pararem na porta e perguntarem oque eu estaria fazendo em um evento onde só tinha modelos foi muito. Mas nada comparado aos cochichos das mulheres lá dentro e os olhares de repulsa de alguns homens.

Esqueço esse assunto e vou fazer oque foi me pedido.

Passo a manha todo imprimindo, enviando email para o chefe e contratos por todo o prédio.

Quando dá a hora da reunião arrumo minhas coisas e o caderno de anotação e vou para a sala no andar de baixo.

Quando chego quase todos ja estão ali.

Ouço risadas de umas das mulheres presentes mas não me importo em saber o motivo de suas risadas.

Me sento ao lado da cadeira que sr. Moore deveria ficar e espero a reunião começar.

- Acho que deveríamos vender, seria menos problemas para nossa cabeca.- um dos acionista diz.

- Oque?- pergunto fazendo com que todos na mesa me olham.

Não costumo opinar nas reuniões, mas meu dever é anotar e defender a visão do meu chefe caso necessário.

- Acho que a senhorita ouviu, quando o sr. Moore ler suas anotações ja estaremos negociando com o vendedor e ele não terá outra opção a não ser vender as ações na qual não vemos quase nenhum dinheiro, ou passar vergonha.- ele diz autoritário.

- Não pode negociar uma coisa que não é sua senhor. O contrato precisa da assinatura do sr. Moore, e ele nao quer vender.

- Se não vendermos, isso só nos trará problemas.- ele diz.

Esses homens.

É sempre assim, quando o sr. Moore nao esta eles acham que manda ma empresa.

- Não sei por que se preocupa, toda a gestão da empresa fica a cargo do sr. Moore, vocês só precisam ficar sentados recebendo os lucros e aparecendo em reuniões idiotas como essa.- digo e percebi que passei do limite.

- Quem pensa que é sua vadia gorda? Eu vou me encontrar com um potencial comprador na hora do almoço e na parte da tarde o contrato ja estará pronto para o sr. Moore assinar. Se ele não quiser que venha pessoalmente me dizer isso antes de me encontrar com o cliente.- ele diz e o sorriso que dá em minha direção diz que ele acha que essa discussão ja esta vencida.

Me levanto da cadeira e vou em direção a porta. Ele ainda sorri achando que ganhou.

- Se insistir nesse assunto, até o final do almoço haverá uma intimação do tribunal direcionada ao senhor. Proponho que pense bem.

- esta ameaçando me processar?- ele pergunta se levantando da mesa exaltado.

Todos na sala continua em silêncio, apenas observando.

- Não estou ameaçando, oque esta querendo fazer é considerado prática abusiva, quer vender algo que não é seu e fazer com que meu chefe seja obrigado a vender para que nao passe vergonha, tudo isso para que voce possa lucrar. E alem do mais um processo de injuria cairia muito bem para o meu chefe caso continue com isso.

- Pratica abusiva? Injuria? Injuria contra quem?- ele grita.

- O senhor me ofendeu enquanto eu estava só fazendo meu trabalho, nao vou discutir sobre isso, vai a esse almoço e consequentemente ira também a um tribunal no proximo mês.- com isso eu saio da sala e deixo todos la.

Droga.

Volto para o andar da presidência e pego o celular corporativo ligando para meu chefe que nao atende nenhuma das 5 vezes que liguei.

Deve estar em alguma reunião.

Ligo para o departamento juridico e um advogado sobe.

Explico tudo oque aconteceu para o advogado que vai tomar as devidas providências para que caso a venda seja fechada haja consequência.

Tento ligar novamente para o sr Moore mas nada dele atender.

Droga, que seja.

Pego minha bolsa para ir almoçar e desço pelo elevador.

Distraída mechendo em minha bolsa pego o elevador comum.

Ele vai parando em vários andares por causa da hora do almoço.

Muitas pessoas vão entrando e vou me expremendo no canto do elevador.

- Ta ficando apertado aqui.- um homem que entrou um alguns andares depois de mim diz.

- outras pessoas tem chance de pegar o elevador privativo, mas veio nesse só pra dificultar nossas vidas.- uma mulher diz depois de me olhar.

Levanto minha sombrancelha mas não digo nada.

- até por que caberia duas pessoas no seu lugar.- o mesmo homem que reclamou diz e as pessoas do elevador começa a rir.

Abaixo a cabeca e me encosto mais ainda na parede fria do elevador.

- Vamos rezar para que os cabos não arrebente.

Isso ja é o fim para mim, assim que as portas se abrem no hall eu empurrou todo mundo e saio do elevador.

Ja estou cansada disso.

Caminho pela calçada ate um restaurante perto da empresa.

Assim que me sento e faço o pedido o celular da empresa começa a tocar com mensagens.

Olho para ver se é algo importante e um dos grupos da empresa está ativo e recebendo muitas mensagens.

É apenas um grupo para funcionários interagirem, ideia dos próprios funcionários.

Quando abro a mensagem meu coração se aperta.

Estão falando da reunião.

Se antes ela não foi demitida, agora vai.

Ja estava na hora, ela nao combina nem um pouco com a estética da empresa.

Se vocês vissem hoje no elevador, quase nao coube ninguém por que ela estava junto.

Eu só acho que o sr. Moore a mantem por perto por que não tem chance de ela distrair ele. Nao que isso seja problema ja que ele quase não vem para a empresa.

E foram essas mensagens que fazem ir ao banheiro chorar.

Não aguento mais os comentários sobre mim.

Deixo que as lagrimas rolem no banheiro e quando acabo jogo uma agua na cara.

Quando estou prestes a sair do banheiro meu celular toca e vejo o numero do sr. Moore.

- Sr. Moore, tentei te...- começo a dizer mais sou interrompida.

- Um processo? Você esta maluca? Oque pensa que estava fazendo?- ele praticamente grita ao fazer as perguntas.

- Eu só estava fazendo meu trabalho.- digo.

- Seu trabalho eu ate entendo, já resolvi com o acionista em questão e ele não ira fazer a venda e eu tambem não o processarei.

- Que bom que tenha dado certo.- digo respirando fundo.

- Não deu nada certo, você também vai retirar seu processo de injuria contra ele.- ele diz como um comando.

- Não mesmo.- digo firme.

- Oque disse?

- Eu disse que não vou retirar meu processo contra ele, ele me ofendeu ao me chamar de vadia gorda.- digo com raiva.

- É, voce não é vadia, algo mais?- ele diz desdenhando.

- Ele também me chamou de gorda, na frente de todos.- Digo e começo a tremer.

Quero socar alguma coisa.

- E você é oque?- Ele grita na outra linha e vejo que esta com raiva.

- Esta no meu horário de almoço, boa tarde sr. Moore.- digo e desligo o telefone.

Estou cansada disso, é essa palhaçada todo dia.

Mas é a primeira vez que esse idiota me trata assim.

Volto para minha mesa puta da vida e nesse meu prato chega.

Olho para a macarronada que eu pedi e nao sinto a minima fome.

- com licença, pode me trazer uma salada?

Capítulo 2 2

Leonardo Moore:

Depois de dar todas as ordens da manhã para Luiza desligou o celular e encaro Bianca a minha frente.

Respiro fundo antes de continuar o assunto.

- Você esta exagerando Bianca, aquilo foi só sexo, você se demitiu por que quis.- digo passando as maos no cabelo.

- Eu me demiti por que achei que nao iria querer se envolver com sua secretária, achei que se eu fizesse isso poderíamos ficar juntos.- ela diz e respiro fundo novamente.

- Bianca, só aconteceu uma vez. Estávamos trabalhando até tarde e rolou um clima. Só isso.- Foi só eu te dito isso que minha manhã foi por agua abaixo.

Ela começou a chorar e não consegui acalma-la ate antes da hora do almoço.

Mal consegui trabalhar e quando ela sai vou verificar meu email para saber se Luiza enviou os emails

Vejo que esta tudo em ordem. Luiza é minha melhor secretária, mas trabalha em uma filial totalmente diferente em outro pais.

Talvez agora com a demissão de bianca eu posso propor essa vaga para ela.

Estamos a dois anos trabalhando juntos e ela nunca me deu trabalho.

Mas penso tarde demais ao ler um email da equipe jurídica.

Luiza mandou processar um dos meu acionistas.

Merda, só precisava disso para piorar oque havia sobrado da minha manha.

Ligo para o advogado responsável pelo processo e peço para que me explique.

E depois de ouvir tudo eu fico puto.

Com todo mundo.

Ligo para o acionista e falo com ele, mas o idiota quer que Luiza retire o processo contra injuria.

Nao sou obrigado, ele estava infringindo a lei. Estou tendo o bom censo de conversar e ele acha que estamos negociando.

Deixo que ele infle seu ego e ligo para Luiza.

Estou bravo e a conversa nao é nada boa.

Me arrependo de cada palavra que disse assim que ela desliga o telefone.

Náo devia ter dito essas palavras, estava com raiva mas isso não justifica.

Não vou pedir para que ela tire mais o processo, aquele idiota que lute.

Asim como eu se ela decidir fazer o mesmo comigo.

Volto ao trabalho pensando em todo momento como eu a tratei.

Nao vou mentir, um dos motivos de eu a ter contratado foi sua aparência.

Querendo ou nao, bianca nao foi a única secretaria com que eu transei. Queria alguem que nao abrisse as pernas e alguem que se fizesse eu nao cederia.

Foi idiotice pensar assim, Luiza é uma das minhas melhores secretarias e mesmo só a tendo visto duas vezes e falado com ela só por telefone, sua voz é doce e nao mereceria ser tratada assim.

Tento esquecer esse assunto e começo a trabalhar.

Por mais que o dia tenha sido cheio, o jeito que eu a tratei nao sai da minha cabeca.

Ela pode achar que vai ser demitida.

Em uma tentativa para tentar deixar claro que ela ainda tem se emprego eu mando uma mensagem.

Preciso que encontre alguem para produzir o evento da Moore em 2 meses, ficara responsável por supervisionar.

Luiza:

OK.

Respiro fundo, venho fazendo muito isso hoje.

Espero que ela esqueça esse assunto.

2 meses depois:

Estou no avião indo para minha filial do Brasil.

O evento sera hoje e não pude vir antes por causa dos compromissos com outras filiais

À dois meses que quero pedir desculpas pessoalmente para Luiza, depois daquela ligação soa voz soa indiferente e fria. Nao doce e sorridente, como nas poucas vezes que nos falamos.

Vou diretamente para a empresa assim que o avião pousa e quando chego la sua mesa esta vazia.

Falta uma hora para o evento, ela deve estar em casa se arrumando.

Vou para meu apartamento e vejo que tudo esta arrumando e limpo.

Tomo um banho quente para relaxar e depois procuro um ótimo smoking para vestir.

Assim que acabo olho o relógio e vejo que esta quase na hora.

Não estou nem um pouco animado para me encontrar com os acionistas.

Depois da ultima reunião com Luiza, proibi que houvessem reuniões sem a minha presença, desde então tenho feito chamada de video em todas as reuniões de acionistas, e em nenhuma delas Luiza apareceu.

Nao era necessário.

Era só conversas idiotas e cobranças sobre Luiza não ter tirado o processo.

Mas irei resolver isso hoje.

Pego meu carro ma garagem e vou para o local do evento.

Antes que eu possa entregar a chave do meu carro para ser estacionado os flashes das câmeras me cegam.

Passo por eles sem responder nenhuma pergunta e entro no evento.

O certo era eu ter vindo acompanhado, mas nao tive tempo de procurar uma acompanhante.

- sr. Moore?- uma mulher loira e alta para ao meu lado.

- Sim, em que posso ajudar?- pergunto.

A mulher é uma beldade em pessoa.

- Sou ana, Luiza me contratou Lara ser sua acompanhante hoje.- ela diz

Esta ai o por que de Luiza ser minha melhor secretaria.

- claro ana, me acompanha?- estendo meu braço para ela que o pega e começamos a andar.

Em poucos minutos de conversa com ana descubro que ela é modelo.

Uma mulher agradável ja que não gosto de tagarelas.

É educada e só fala quando falam com ela.

A mulher perfeita para esse tipo de evento.

Olho para todos os lados a procura de Luiza que aparenta ainda não ter chegado.

Ainda esta cedo e sei que ela não se sente confortável com eventos.

A uma mesa distante encontro alguns amigos e deixo ana conversando com suas acompanhantes.

- E ai cara.- Roberto diz pegando minha mao.

- E ai.- digo soltando um suspiro e olhando ao redor.

- Ja esta cansado? Mal começou.- Júlio diz rindo.

- Nem me diga.- digo.

- vi que estava bem acompanhado, ela é bem famosa.- Roberto diz.

- Luiza a contratou para me acompanhar, não tive tempo para arranjar alguem.

- Luiza é sua secretaria?- Júlio diz.

- Do Brasil sim, você tem que ver, ela é gordinha e muito fofa.- Roberto fala e eu o olho.

- Acho bom não fazer comentários assim perto dela.- digo.

- Uma secretaria gorda Leonardo? Ta arranjando todo jeito de não transar com as secretarias mesmo né?- Júlio fala.

Ambos sabem sobre Bianca e como ela ainda enche o meu saco, e ate ameaças faz para que eu fique com ela.

- Ela é eficiente, estava ate pensando em leva-la para o sede comigo.- digo

- Se eu já não tivesse visto ela, diria que isso ai é só desculpa para traça-la.- Roberto fala.

- você é um idiota...- digo mas a atenção de ambos estão na porta quando uma mulher de vestido vinho entra desacompanhada no evento.

Encaro a mulher na mesma proporção que todos os homens deste salão.

Ela é esbelta e tem um belo corpo.

Ela varre o salão com os olhos ate que nossos olhares se encontram.

Lentamente ela caminha na minha direção.

- Essa ai parece saber oque quer.- Júlio diz se referindo a ela vir diretamente a nós.

- Mas eu vou chegar primeiro.- Roberto diz e caminha em sua direção.

Os dois se encontram no meio do salão e começam a conversar.

Em segundos vejo a cara de confusão no rosto de Roberto ate que ambos caminham ate nós.

A mulher cada vez que se aproxima fica ainda mais deslumbrante.

Quando ela esta quase perto Roberto começa a andar na frente dela e se aproxima de mim.

- Por que não me disse que ela ficou gostosa assim?- ele diz no meu ouvido e eu fico sem entender.

- do que esta falando?- pergunto mas antes que ele possa responder ela começa a falar:

- Boa noite sr. Moore, desculpe pelo atraso.

Essa voz, não e possível.

- Luiza?

Capítulo 3 3

Luiza:

Dois meses, durante dois meses eu tive que lutar contra a vontade de comer tudo oque eu via.

Eu queria de descontar a frustração na comida, mas o desejo de não querer ser humilhada por causa do meu peso e minha aparência era enorme.

Esses dois meses com a organização do evento eu mal ia na empresa e poucas pessoas viram como eu estava ficando.

Ainda estou muito magoada com oque aconteceu comigo, mas prefiro esconder isso.

Assim que chego em casa para me arrumar para o evento e olho o vestido em cima da cama me arrependo amargamente de te-lo comprado.

É a primeira vez que sairei para um evento da empresa depois de conseguir emagrecer 30 quilos.

Foi difícil, achei que ia morrer de fome mais consegui.

Mas esse vestido ainda é demais para essa festa.

Mas agora não tem como voltar atrás.

Tomo um banho bem longo nao me preocupando com horário.

Assim que acabo vou para o quarto e pego vestindo tentando não pensar muito em como ele ficará em mim.

Assim que me visto fico surpresa com oque eu vejo no espelho.

Eu estou deslumbrante nele.

Faco minha maquiagem e depois de colocar o salto eu pego minha bolsa e o tablet que usarei essa noite e saio de casa.

Chamei um uber para me levar e como era noite nao havia tanto trânsito, chegamos em menos de 10 minutos.

Pago o motorista e desço do carro. Os flashes das câmeras apontam para mim, e as perguntas vem junto com as luzes

Entro rapidamente e vasculho o local atrás de meu chefe.

Ainda também não o perdoei, mesmo ele não tendo me demitido depois de eu desligar na cara dele.

Enquanto vasculho o lugar sinto mil olhares em mim. Não gosto disso.

Antes eu passava despercebida.

Quando começo a ficar desconfortável meus olhos se encontram com o de Leonardo e tenho que me segurar para não suspirar.

O homem esta um arraso, como sempre foi.

Caminho em sua direção sem desprender meu olhos deles, mas quando estou no meio do salão sou parada por um dos homens que estavam com ele.

- Ola senhorita, me chamo Roberto.- Roberto diz galanteador.

Esse idiota nao esta me reconhecendo?

Vivia fazendo piadas sobre mim.

- Eu sei quem é você Roberto, agora eu posso ir ate meu chefe? Tenho que trabalhar.- digo mostrando o tablet para ele.

- trabalhar?- ele pergunta confuso enquento me analisa.- Luiza?

Respiro fundo e volto a andar.

Ele me segue mas nao diz nada, quando estamos perto do sr. Moore ele se apressa para lhe dizer algo

- Do que esta falando? - ele pergunta para Roberto.

Antes que a conversa deles se prolongue decido começar meu trabalho.

- Boa noite sr. Moore, me desculpe pelo atraso.- digo e durante um momento vejo ele ficar confuso.

- Luiza?

- Sim senhor, ja se encontrou com o governador? Ele tem mostrado bastante interesse em conversar com o senhor.- digo pegando meu tablet e vendo em que mesa o governador foi colocado.

Não recebo resposta alguma e isso faz com que eu o olho.

Ele ainda parece surpreso.

- Algum problema sr. Moore?- pergunto.

- Não, é que você esta diferente da ultima vez que nos vimos.- ele diz me observando.

- ja fazem 9'meses senhor, mudei nesse tempo.- digo e não querendo prolongar essa conversa mudo de assunto.- Quer ir se encontrar com o governador agora?

- claro, podemos ir.- ele diz ajeitando o smoking para ir.

- Espere senhor.- falo e ele para.- Ana?- eu a chamo.

Ela vem ate mim com um sorriso nos lábios olhando o vestido.

Ela com certeza aprovou a escolha.

- Voce precisa acompanhar o sr. Moore.- digo.- eu vou na frente para mostrar a mesa do governador.

Começo a caminhar entre as mesas lentamente, sei que as pessoas vão parar para cumprimentar meu chefe e chegar a uma mesa a apenas alguns metros de distância pode levar no mínimo meia hora.

Quando finalmente chegamos ate o governador eu toco em seu ombro e ele me olha abrindo um sorriso.

- Senhorita Luiza, voce esta linda.- ele diz me elogiando.

Abro um sorriso, seu elogio é sem maldade alguma. Ele é um senhor de quase 50 anos e esta acompanhado de sua bela esposa.

- obrigada Jorge. Sr. Moore esse é o governador do nosso estado de sao Paulo.- apresento ele e ambos engajam em uma conversa sobre política.

- esta arrasando Luiza.- ana fala ao meu lado.

Ana é uma amiga de faculdade que seguiu a carreira de modelo, e quando perguntei oque eu deveria vestir, ele mandou eu comprar algo lindo e ousado.

E aqui estou eu com esse vestido e com muita gente me olhando.

- ainda acho uma péssima ideia.- digo e ela rí.

Sr. Moore nos olha rapidamente antes de voltar a conversar com o governador.

- Não me disse que seu chefe é um pedaço de mal caminho.- ela comenta.

- Nem precisava, voce ja sabia disso.

- Sabia mesmo, mas não é nada comparado as fotos.- ela diz e eu sorrio.

Não mesmo.

Leonardo Moore é dono de uma beleza indescritível.

Paramos de conversar para que ana faça sala para a esposa do governador assim que eles acabam a conversa nos dirigimos até um dos homens que acabou de assinar contrato com a empresa.

Os dois homens engajam em uma conversa sobre negocio que chega a me entediar.

- seria rude de minha parte perguntar qual das duas beldades esta te acompanhando essa noite?- O homem pergunta.

Seu olhar cheio de malícia para cima de mim e de ana me pertuba.

- Essa é ana, ela é modelo em uma das revista de moda mais conceituada do Brasil.- digo apresentando ela.

Ana o cumprimenta educadamente, e de alguma maneira ele a para de olhar e se encarrega de me encarar.

- Então posso dizer que a senhorita esta desacompanhada.- ele diz para mim.- Adoraria que me fizesse companhia.

Seus olhos gritam sexo.

Sinto nojo, mas não sou mal educada

- Me desculpe, estou trabalhando.- digo e me viro para o sr Moore que encara o homem.- Podemos ir? Tenho que te levar ate os acionistas.

Essa é a parte que eu estava querendo evitar.

Encarar os acionistas sozinha é uma coisa, aguentar seus comentários ao lado do meu chefe é algo totalmente diferente.

- vamos.- ele diz e começamos a caminhar ate a mesa central.

Muitos olhares dos homens sentados a mesa caem sobre mim e ana. Indico o lugares de ambos para que possam se sentar e fico em pé ao lado do sr. Moore.

- Sr. Moore é um prazer ve-lo novamente.- fala um dos acionistas.

- O prazer é todo meu em poder estar de volta.- ele diz.

- Finalmente apareceu depois do vexame que eu passei por causa daquela sua secretaria.- um dos acionistas diz.

Saulo Alves, o idiota que eu processei.

- Aquilo foi realmente um absurdo, onde ja se viu falar daquele jeito com um acionista.- uma das mulher na mesa diz.

É, com certeza eles não me reconheceram.

- Voce devia te-la feito tirar o processo contra mim. Aquela gorda asquerosa esta dificultando minha vida.- Saulo diz.

Vejo que o sr. Moore ia falar algo.

Mas para mim ja deu.

Essa é a gota d'agua do que eu posso suportar.

- Quer saber de uma coisa seu velho caduco? Vai pro inferno, e sobre o processo, farei questão de fazer mais um.- digo e deixo a mesa

Para mim ja deu.

Saio do evento e nao vejo nenhum taxi disponível.

Começo a caminhar a procura de um ponto de ônibus e quando eu encontro rezo para que os ônibus ainda esteja funcionando.

Carros passam na avenida, e nenhum ônibus a vista.

Um carro branco para no acostamento e eu fico olhando.

Segundos depois meu chefe desce do carro fazendo minha espinha gelar.

Droga, eu ia mandar meu pedido de demissão na segunda.

- Luiza?- ele me chama mas eu viro o rosto e continuo a encarar a rua.- Luiza entra no carro, vou te levar para casa.

- Prefiro esperar um ônibus.- digo.

- já esta tarde, nenhum ônibus vai passar essas horas.

- Então eu peço um uber.- digo pegando meu celular da bolsa.

- É perigoso Luiza! Apenas entra na droga do carro que eu vou te levar.- Ele diz e vejo que esta nervoso.

Ergo uma sombrancelhas para ele.

- Tudo bem, hoje você ainda é meu chefe.- digo e vou para o lado passageiro do motorista.

Ele entra no carro e começa a dirigir.

Olho a rua pelo vidro.

Pelo visto vou passar meu domingo elaborando meu currículo e mandando por email o máximo que eu posso.

- Não devia ter se exaltado daquele jeito, eu iria resolver.- ele diz depois de algum tempo em silêncio.

Acabo rindo do que ele disse.

- Resolver como? Concordar com ele e tentar me convencer de tirar o processo?- Pergunto para ele.

- Eu não disse isso Luiza.- ele diz.

- Não precisa, você e aquele idiota compartilham do mesmo pensamento.- digo e é tempo de ele acelerar o carro e parar no acostamento.

- Em dois anos, eu nunca a tratei mal.

- ah não?- digo soando sarcástica.

- Eu estava irritado Luiza, com todo mundo e acabei descontando em você.- ele diz me olhando

- isso não importa mais mesmo.- digo dando de ombros e virando o rosto para a janela.

- Que bom, então vamos esquecer isso e na segunda você..- ele começa a dizer e eu o interrompo.

- Na segunda o senhor vai receber meu pedido demissão.

- Oque?

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