Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Bilionários > SEGUNDA CHANCE PARA O BILIONÁRIO - SÉRIE AMORES DOS BILIONÁRIOS - PARTE FINAL
SEGUNDA CHANCE PARA O BILIONÁRIO - SÉRIE AMORES DOS BILIONÁRIOS - PARTE FINAL

SEGUNDA CHANCE PARA O BILIONÁRIO - SÉRIE AMORES DOS BILIONÁRIOS - PARTE FINAL

Autor:: Nykka
Gênero: Bilionários
À medida que o relacionamento de Adam e Lunna se aprofunda, desafios inesperados surgem, testando a confiança e as escolhas do casal. Lunna, agora reconhecida por seu talento na confeitaria, vive um momento de êxito, mas também enfrenta sombras do seu passado que começam a ressurgir. Adam, por sua vez, lida com seus próprios sentimentos de arrependimento e a difícil tarefa de equilibrar o amor e as exigências da vida. Enquanto a vida deles parece seguir um rumo promissor, encontros e revelações inesperadas revelam o quão frágeis podem ser os laços que conectam duas pessoas apaixonadas. A verdade sobre o passado de ambos, o impacto de antigas amizades e as escolhas que fizeram no caminho para o amor ameaçam pôr à prova tudo o que conquistaram até agora. O que parecia ser um amor sem obstáculos agora se revela uma jornada cheia de surpresas, dilemas e reencontros. A verdadeira pergunta é: até onde eles estão dispostos a ir para preservar o que construíram, e qual será o custo dessa paixão inabalável? •••••♥••••• Nota importante: Este livro não contém cenas hot, pois esta autora não escreve erotismo. Se escolher embarcar nesta história, seja bem-vindo e aproveite a leitura! Aviso: Este livro aborda temas sensíveis e contém gatilhos. Este é o desfecho da história iniciada na Parte 1 do livro: Segunda Chance para o bilionário - Série Amores dos Bilionários. Se ainda não leu a primeira parte, recomendo que comece por lá para aproveitar plenamente os acontecimentos e entender o desenvolvimento dos personagens.

Capítulo 1 Adam Fiore.

Entramos e a mulher se senta em uma cadeira, sorrindo. Lunna diz algo a Hadja, e caminhamos até a mulher.

- Vamos tomar café no térreo. A visão de lá é magnífica.

- Claro! - responde à moça, pegando sua bolsa. Caminhamos para o térreo.

A visão realmente é magnífica: temos uma vista da praça e do pôr do sol sobre as árvores. Sentamo-nos em uma mesa já arrumada, farta de coisas deliciosas. Olho para Lunna, e ela sorri. Então, quer dizer que ela ligou e pediu para Hadja preparar tudo isso para nós? Hadja aparece e coloca uma xícara na frente da mulher. Minha namorada agradece.

- Então, Lunna, o que você fez nesse tempo? Nunca mais te vi - pergunta a mulher, passando a mão em uma mecha de cabelo.

- Fiz muitas coisas, e uma delas foi este café.

- Ele é seu? - pergunta, quase gritando. Alguns clientes nas outras mesas nos olham. Ela olha para os lados, sorrindo. - Não acredito!

- Sim. Graças à minha mãe, a Kim e, é claro, ao meu namorado, não desisti do meu sonho - responde Lunna, fazendo um carinho em minha mão, que está posicionada sobre a mesa.

A mulher observa o gesto de Lunna e, em seguida, nos encara novamente.

- E você? O que fez? - Lunna nos serve o café, e a mulher pega sua xícara, tomando um gole.

- Eu? Ah, eu estudei e abri uma pequena butique que me dá muito dinheiro. Sempre viajo para lugares incríveis - diz ela, colocando a xícara na mesa.

- Que bom. Achei que estava casada.

- Por quê? - pergunta a mulher, mas parece se arrepender imediatamente.

Olho para Lunna, que agora sorri com deboche.

- Primeiro, deixa eu te apresentar ao Adam, amor - diz ela, voltando-se para mim. - Essa é a Yasmim.

- O quê? - olho para a moça e depois para Lunna. Como ela pode tratar essa mulher dessa forma?

- Lembra que falei dela para você? Essa que se dizia minha amiga foi quem me traiu com o Romolo. Por isso, achei que estivesse casada!

- Ah! - Yasmim pega a xícara e toma outro gole de café, desviando o olhar para a paisagem.

- Mas agradeço pelo que você fez.

- Oi? Como assim?

- Você me mostrou que perdi tempo com alguém que eu não amava. Na verdade, ser apaixonada é uma coisa, e amar é completamente diferente. Enfrentamos tudo pela outra pessoa, queremos tê-la por perto e fazemos de tudo para vê-la feliz.

- Então, isso quer dizer que...

- Sim, isso mesmo! Adam me fez renascer e me mostrou o que é amor de verdade. Ele me entende e se esforça para compreender quem sou de verdade, algo que, como nós duas sabemos, o Romolo nunca fez de verdade.

- Você não tem raiva de mim? - pergunta Yasmim, mas o tom parece mais uma zombaria.

- Sim, eu tive! Na verdade, por muito tempo, desejei te matar pelo que você fez - responde Lunna, levando a xícara até a boca e tomando um gole de chá. - Mas, depois de muito pensar, senti pena. Você desejou algo que eu não tinha. Você via algo inventado... uma encenação!

Lunna respira fundo antes de continuar:

- Eu sofria abusos naquele relacionamento. Não era abuso sexual, patrimonial ou violência física, mas psicológico. Abuso emocional, financeiro e tecnológico. Quantas vezes fui proibida de falar com minhas amigas? Quantas vezes ele pegou meu celular, fingindo ser eu, e mandou mensagens dizendo que eu estava dormindo ou indisposta?

Lunna faz uma pausa, toma mais um pouco de chá e olha para o pôr do sol.

Eu não sabia disso. Muitas coisas que sei sobre o relacionamento dela com aquele crápula foram contadas pela Kim. Imagino que Lunna não me revelou nem metade.

- Você viu apenas o que eu queria mostrar para as pessoas, o que eu inventava até mesmo para mim! Não era um mar de rosas como você pensava. Quando eu não conseguia mais sustentar aquele castelo que criei, tudo começou a ruir. E eu sei qual é o real problema que você tem, sei por que realmente começou a fazer terapia.

- Então, por que você me deixou me aproximar? A culpa não é minha, e sim sua!

- Sim, realmente, a culpa também foi minha, mas eu não sabia nada sobre a síndrome - responde Lunna, e Yasmim arregala os olhos. - A culpa foi minha porque confiei em você, abri meu coração. Eu te tinha como minha amiga, minha irmã, e você resolveu me apunhalar pelas costas. Nós três temos culpa, mas a sua e a do Romolo são bem maiores que a minha.

- Então você me chamou para tomar café só para jogar na minha cara que a culpa foi minha? Me poupe, Lunna! - rebate Yasmim, desviando o olhar de nós.

- Na verdade, não! - Lunna responde, e Yasmim volta a encará-la. - Eu quis apenas mostrar a você que cresci e agradecer pelo que fez. Hoje sou quem sou porque, de certa forma, você contribuiu para isso. E sei que estava tentando algo com o meu namorado - assim que Lunna termina, olho para ela, surpreso. - Mas ele não é o Romolo. As pessoas não são todas iguais. Ele tem algo que preza muito, e isso se chama caráter.

Sinto vontade de me gabar e de beijá-la naquele momento.

- Se já terminou de se gabar e de culpar, vou embora - diz Yasmim, levantando-se da cadeira. Lunna também se levanta, e faço o mesmo.

- Foi bom te ver, Yasmim - diz Lunna, sorrindo. Acompanho-a.

- Não posso dizer o mesmo, Lunna. E não se preocupe, conheço a saída.

Yasmim se vira e começa a sair. Lunna a segue. Quando passamos por Hadja, Lunna comenta:

- Jogue aquela xícara fora e desinfete o lugar onde aquela mulher se sentou, por favor.

- Sim, senhorita - responde Hadja, indo para o térreo.

Antes mesmo de Yasmim alcançar a porta, ela se abre, e um homem entra. Está vestido de terno e a encara com uma expressão severa.

- O que faz aqui? Deveria estar trabalhando - diz ele, agarrando-a pelo braço. - Estou perdendo dinheiro. Anda! Preciso ganhar dinheiro com esse seu corpinho.

Ele a arrasta para fora. Lunna se vira para mim, com os olhos arregalados.

Ela pega minha mão e me leva para dentro da confeitaria, indo direto ao escritório. Assim que entramos, ela se senta no sofá e permanece parada, olhando para o nada. Vou até o telefone, digito o ramal da cafeteria e peço um café para nós dois. Desligo e me sento ao lado dela.

Lunna me olha, visivelmente perturbada.

- Eu já vi aquele cara! Quando ainda fazíamos terapia, ele às vezes estava na porta da clínica ou da confeitaria onde estávamos.

- Você sabe quem é ele?

- Acho que sim.

- Ele é dono de algumas casas noturnas aqui em Boston e, como a prostituição é crime por lei, usa esses lugares para promovê-la. Pelo que presenciamos, ela é uma de suas "meninas" - digo, fazendo aspas com os dedos.

- Então, toda aquela história dela ter uma butique e viajar não é totalmente mentira.

- Pode ser verdade sobre a butique, mas acompanhantes de luxo também viajam para diversos lugares.

- Eu até sei como ela veio parar nisso!

- Como?

- Depois que tudo aconteceu, algumas mulheres do nosso grupo de terapia vieram falar comigo e me contaram o real motivo de a Yasmim ter sessões com a psicóloga e fazer terapia.

Ouço bater na porta.

- Pode entrar - digo, e Samira entra com nosso café. Ela coloca a bandeja sobre a mesa, agradecemos e ela sai, fechando a porta.

- Então, descobri que a Yasmim tem a síndrome de Afrodite.

- Que negócio é esse? Nunca ouvi falar.

- É pouco conhecida, e a pessoa só descobre que tem quando procura ajuda psicológica. Afrodite, como conhecemos na mitologia, representa a beleza, a fertilidade, o amor e a sexualidade. Mas, na psicologia junguiana, qualquer mulher e qualquer homem possuem em seu psiquismo uma Afrodite. Ela representa tudo o que é irracional, inconsciente e admirável, mas que pode ser esmagador por não ter nenhuma consciência. A síndrome de Afrodite é mais comum do que pensamos.

Lunna toma um gole de café antes de continuar.

- Quando isso acontece, a pessoa fica viciada em seduzir, porque a sedução é o maior trunfo. Elas podem seduzir pessoas de qualquer sexo, conquistando benefícios no dia a dia e até coisas valiosas. Essas pessoas conseguem tudo o que querem com sedução. Sentirem-se desejadas é o que mais importa, e muitas vezes nem precisam concretizar a conquista. Para elas, o mais importante é despertar o desejo, e isso pode ser feito de forma consciente ou inconsciente. Quem tem essa síndrome não vê problema em olhar, sorrir de maneira sedutora ou até se fazer de donzela em perigo para conquistar homens protetores - explica ela, olhando para mim.

Lunna toma outro gole de café, fecha os olhos, os abre e repousa a xícara na mesa antes de prosseguir.

- Pessoas assim sofrem muito, porque acreditam que outras mulheres estão competindo com elas. Existe uma necessidade constante de serem cuidadas, admiradas e muitas vezes amadas; por isso agem assim. Acredito que o Romolo descobriu isso e a dispensou, porque pessoas assim não conseguem parar.

- Por isso, ela estava sempre me olhando! Eu já estava ficando incomodado.

- Sim. Elas não sabem quando parar. Nossas mãos dadas, o carinho... tudo isso chamou a atenção dela. Ela não está totalmente inconsciente; sabe muito bem o que faz. Acredito que o Romolo quis algo mais com ela. Até porque ele mesmo disse que ela era sua amante preferida. Mas, aparentemente, ela não conseguiu estabelecer um vínculo verdadeiro com ele.

- Existem homens que aceitam isso?

- Sim, existem, e nem ligam! Alguns até se excitam com mulheres que têm essa característica. A Yasmim procurou ajuda porque isso estava se tornando compulsivo e prejudicando sua vida. Ouvi comentários de que ela se envolvia com alguns homens que também faziam terapia. Ela conhece sua "identidade, Afrodite" e sabe como viver com mais qualidade de vida e prazer. Mas, agora, trabalhando em uma casa noturna, tudo isso aflora ainda mais. Muitas vezes, quem tem essa síndrome nem quer sexo; querem apenas a emoção do momento, de se sentirem desejadas.

- Então isso explica muita coisa. Por isso, ela disse que você tinha culpa.

- Sim. Mas, naquela época, eu não sabia de nada. Só sabia do motivo das terapias porque ela mesma contou... e mentiu.

- Tenho pena. Deve ser difícil viver essa vida, ainda mais com a síndrome.

- Sim. Mas ela poderia ter buscado outro caminho. Porém, não sabemos se essa escolha a faz feliz.

- Feliz?

- Sim. Ela está em um lugar onde é desejada por vários homens. Mas, como te disse, muitas vezes elas não querem sexo. Só que, nesse mundo, as coisas não funcionam assim.

- Verdade. Mas agora chega de falar dela - digo, aproximando-me mais. - Quero beijar minha namorada superinteligente, linda, guerreira...

Faço um carinho em seu rosto.

- Eu te amo, Lunna. Sinto muito, de verdade, por tudo o que você passou. Sempre vou me culpar pelo seu sofrimento.

- Por quê?

- Porque eu estava cego e não via que você era a mulher da minha vida.

Ela sorri, meio sem jeito, abaixando a cabeça. Levanto seu rosto e olho em seus olhos incríveis.

- Eu te amo e não vou deixar você ir. Nunca! - digo, e a beijo.

Capítulo 2 Lunna Rivera - Dias depois...

Acordo com o celular tocando. Sem abrir os olhos, começo a procurá-lo no criado mudo e acabo derrubando algo no chão.

- Que droga! - resmungo, abrindo os olhos e pegando o celular. - Alô?

- Oi, filha! Me desculpe ligar assim, mas já estamos indo embora para casa. - Assim que ela fala, meu sono desaparece imediatamente.

- Oi, mamãe! Por que só me avisa agora?

- É que desembarcamos antes do previsto, então chegaremos umas 10h30 em casa. Estevam está comigo e tenho algo para te contar. - Suspiro, já pensando que lá vem mais uma novidade bombástica da minha mãe. - Quero almoçar com todos, então ligue para a Kim e peça para ela trazer a nossa princesinha. Estou com muitas saudades de todos vocês... Ah, e não se esqueça do Adam.

- Ok, mamãe, aviso todo mundo assim que amanhecer.

- Tudo bem. Até daqui a pouco, filha.

- Até, mamãe. Cuidado no caminho.

- Pode deixar.

Ela desliga, e eu aproveito para mandar mensagens para a Kim e para o Adam, avisando que mamãe está voltando e que quer todos aqui para o almoço. Coloco o celular no criado-mudo e me aconchego em meio aos travesseiros.

•••••♥•••••

Há um barulho insistente que não me deixa dormir. Viro-me para o outro lado, colocando um travesseiro sobre a cabeça para abafar o ruído, mas o som continua insistente.

- Eu só quero dormir! - reclamo, sentando-me na cama enquanto a campainha toca mais uma vez.

Levanto-me apressada, pego o robe e o visto. Caminho até a porta com vontade de matar alguém, e assim que a abro, vejo Kim e Adam sorrindo. No entanto, ao olharem para a minha cara, os sorrisos desaparecem. Adam levanta Natálie na frente do rosto, parecendo a cena do filme O Rei Leão, quando Rafiki ergue Simba no penhasco. Ela me olha sorrindo, e minha carranca se desfaz ao ver aquele sorriso de dois dentinhos.

- Didi! - ela grita, balançando as perninhas e esticando os bracinhos.

- Oi, amor da dinda! - digo, pegando-a dos braços do Adam. Ela me abraça apertado. - Que saudade de você, meu amor.

- Sade, Didi! - diz, sorrindo, e me dá um beijo de boca aberta, deixando meu rosto todo babado.

Caminho com ela no colo até o sofá e me sento, fazendo carinho em sua barriguinha.

- Daqui a pouco sua mãe está chegando - diz Kim, e eu arregalo os olhos.

- O quê?

- Você mandou mensagem às 5h da manhã dizendo que sua mãe estava voltando, então viemos.

- Mas... achei que fosse um sonho.

- Amor, você precisa pegar mais leve no trabalho. Não pode se sobrecarregar assim - Adam diz. Olho para ele e vejo sua expressão séria. Sei que estou em falta. Não nos vemos há alguns dias porque estou atolada de trabalho e ele, de reuniões.

- Eu sei. Vou resolver isso, só preciso ajeitar as coisas primeiro. Estamos recebendo muitos pedidos, o café está bombando. Temos que abrir mais cedo e estamos fechando bem depois do horário. - Coloco Nate no colo da Kim e me levanto do sofá. - Vou tomar um banho e começar a preparar o almoço.

Caminho para o meu quarto e entro no banheiro.

•••••♥•••••

Assim que saio, vejo Adam sentado na cama, de cabeça baixa. O quarto está arrumado e até mesmo uma roupa foi escolhida e estendida para mim.

- Não precisa cozinhar, pedi para entregarem o almoço. Ah, sua mãe me mandou uma mensagem dizendo que o voo dela atrasou. Seu celular está descarregado? - Adam pergunta.

Caminho até meu celular, vejo que está desligado e o coloco para carregar.

- Me desculpe, Adam. Sei que está chateado comigo por não ter tempo, mas vou te recompensar.

- Como? - ele diz, levantando a cabeça.

- Hum! - murmuro, me aproximando dele. Sento-me ao seu lado e lhe dou um beijo. Em seguida, faço um carinho em seu rosto e sorrio. - Vou pensar em como te recompensar. Obrigada por ser esse namorado maravilhoso.

Ele sorri e me beija novamente.

- Adam! - Kim grita do corredor e eu me afasto. Ele se levanta com uma expressão de desespero.

- É o meu dia de trocar a fralda da Nate - ele diz, olhando para o teto e pressionando o polegar contra a testa. - Preciso me preparar... Talvez de um psicólogo também. - Ele fala, saindo do quarto.

- Boa sorte! - grito, e ele aparece novamente na porta.

- Vou precisar - responde, antes de desaparecer no corredor.

Levanto-me, pego minha roupa e vou para o closet me arrumar.

•••••♥•••••

Minha mãe finalmente chegou, e foi uma alegria só. Ela está tão linda e radiante! Nem parece aquela mulher que vivia trancada em casa, reclamando de tudo e sempre de cara fechada.

O Estevam, por sua vez, é tão simpático! Um senhor bonito, carinhoso e extremamente cuidadoso com ela.

- Lunna, temos uma notícia para te dar - minha mãe diz, olhando para Estevam, que sorri e segura sua mão.

- Eu gostaria de pedir a mão da sua mãe em casamento - Estevam anuncia, e eu sorrio. - Prometo cuidar dela, estar sempre ao lado dela e amá-la com todo o meu coração.

- Que lindo! - Kim exclama.

- Então, Lunna, você me concede a mão da sua mãe? - ele pergunta.

- Sim, claro! Confio que você vai cuidar dela e desejo, do fundo do meu coração, que sejam muito felizes.

- Obrigada, minha filha - minha mãe diz, sorrindo emocionada.

- Essa era a notícia que tinham para me contar? É maravilhosa!

- Sim, mas... - ela pausa e respira fundo. - Queremos comunicar que, após casarmos, vou me mudar com Estevam para Málaga.

- Mas... mamãe! - digo, segurando sua mão. - Por que tão longe? Não quero ficar sozinha.

- Você não vai ficar sozinha, meu amor. Tem o Adam, a Kim, os pais deles... E a Nate! Todos estão ao seu lado, e eu também, mesmo que seja a algumas horas de distância. - Ela sorri, tentando me tranquilizar, e eu retribuo o sorriso.

Seria egoísmo da minha parte ficar triste ou não aceitar que ela viva a vida dela. Todos têm o direito de serem felizes, e minha mãe, mais do que ninguém, merece isso.

- Quero que seja feliz, mamãe, muito feliz!

- E eu quero que você também seja, meu amor. Então, se permita ser.

- E eu estou - digo, lançando um olhar para Adam, que está com a Nate no colo. Ela se lambuza inteira com o glacê de um cupcake, arrancando risadas de todos.

Passamos a tarde conversando e vendo as fotos da viagem da minha mãe. Ela conta, animada, como foi conhecer tantos países. Seu rosto se ilumina a cada detalhe que descreve, e fico tão feliz por vê-la assim, cheia de vida e descobertas.

Capítulo 3 BÔNUS: Romolo Green.

Estou no hospital, atendendo meu último paciente, quando o celular toca. Peço licença, olho para o visor e vejo ser ela. O que será que Yasmim quer? Ela insiste mais uma vez, mas desligo o aparelho.

- Me desculpe, senhora Beey. Só precisa tomar esses remédios e cuidar da pressão. Qualquer coisa, volte. É importante cuidar bem desse coração.

- Obrigada, Dr. Green - ela responde, se levantando. Entrego-lhe a receita com os medicamentos, e ela se despede, saindo do consultório.

Desligo o computador, arrumo minhas coisas e pego minha pasta. Assim que ligo o celular novamente, ele toca de imediato.

- Oi! Yasmim, o que você quer?

- Precisamos conversar.

- Sobre o quê?

- Adam e Lunna - ela diz, e meu coração dispara, mas não é de saudade.

- O que você tem para falar sobre eles, eu não quero ouvir.

- Ah, você vai querer ouvir sim! Estou te esperando no estacionamento - ela diz e desliga.

Respiro profundamente, fecho os olhos por um instante e saio do consultório. Despeço-me de alguns colegas no caminho e sigo para o estacionamento.

•••••♥•••••

Yasmim Frazer.

Ando de um lado para o outro, impaciente. Como ele pode ignorar as minhas ligações? Por tanto tempo, ele correu atrás de mim, mas, quando descobriu quem eu realmente era, desistiu de tudo o que havia entre nós.

Eu realmente me apaixonei por Romolo. Tudo o que Lunna dizia sobre o relacionamento deles era verdade. Aquilo me despertou uma inveja que eu não sabia ser capaz de sentir. Quando ouvi sobre como tudo começou entre eles, sobre o amor deles, eu quis ter aquilo para mim.

Aproveitei-me da fragilidade no relacionamento deles e dos sonhos que Lunna compartilhava comigo. Só precisava de tempo para incentivá-la a acreditar que o meu plano era o certo. Enquanto isso, seduzia Romolo a cada ida à casa dela. Quantas vezes ela estava trabalhando, e eu ia até lá apenas para flertar com ele! Logo ele não resistiu, e eu também não.

Tudo entre nós era magnífico, e ainda mais excitante por ser proibido. Nosso envolvimento tornou-se intenso a ponto de nada mais importar. Foi assim até Lunna descobrir. Apesar de me afeiçoar a ela, meu verdadeiro objetivo era ser desejada por ele - e eu consegui.

Quando percebi estar apaixonada por ele, quis fugir. Mas ele veio atrás de mim, dizendo que também havia se apaixonado. Que nenhuma outra era igual a mim, que eu era sua preferida. Então, me entreguei por completo.

Agora, sinto-me dividida entre os arrependimentos e os que não quero aceitar. Arrependo-me por ter me deixado levar sem medir as consequências. E me arrependo ainda mais porque, quando ele descobriu quem eu era de verdade, me rejeitou. A dor da rejeição foi devastadora. Passei muito tempo mal até que conheci Phillips, e minha vida mudou drasticamente.

Vejo Romolo se aproximando do carro e sorrio. Ele para de caminhar, e sei que ainda mexo com ele.

•••••♥•••••

Romolo Green.

Lá está ela, andando de um lado para o outro. Assim que me vê, para de andar e sorri. É um sorriso lindo, sedutor. Ela ainda mexe comigo, mas sei que Yasmim nunca será para mim.

Volto a caminhar, e, assim que me aproximo, ela praticamente se joga nos meus braços. Afasta-se sorrindo e deposita um beijo ao lado da minha boca. Por alguns instantes, fico sem reação, mas volto a mim e a afasto com cuidado.

- O que você quer, Yasmim?

- Nossa! Para quê tanta agressividade? Custa muito me tratar decentemente? Sou um ser humano, mereço respeito. Então, que tal começar de novo? - ela diz, cruzando os braços e semi-cerrando os olhos.

Mas seu semblante logo muda, e ela acaba rindo. Me pego fazendo o mesmo. Havia me esquecido de como esse som era.

- Ok, ok! Como vai à vida, senhorita Frazer? - digo, com um tom brincalhão. Ela sorri e, por um instante, tudo parece voltar no tempo.

- Muito bem, obrigada por perguntar, senhor Green - diz Yasmim, com uma ênfase sensual que me faz respirar fundo para manter o controle.

- Então, o que você tem para me dizer? Estou cansado e quero ir para casa.

- Ótimo. Vamos, porque o assunto vai te deixar um pouco irritado. Melhor conversarmos em um lugar onde possamos relaxar - responde, aproximando-se para pegar a chave do meu carro no bolso da minha maleta.

Reviro os olhos, fecho o bolso e ela me devolve a chave assim que o destrava antes de entrar no carro, ocupando o banco do passageiro como se já fosse dona do lugar. Caminho até o lado do motorista, coloco minha maleta no banco de trás e logo estamos a caminho. O silêncio entre nós é tão denso quanto o passado que carregamos.

•••••♥•••••

Assim que chegamos à minha casa, abro a porta e entro. Sem pensar muito, largo minha maleta no sofá e começo a me livrar do paletó e da gravata, tentando aliviar a tensão acumulada do dia e da presença dela.

- Se quiser, pode tomar um banho. Vou preparar algo para você comer e depois conversamos - sugere, com uma familiaridade que me incomoda.

- Ok - murmuro, pegando minhas coisas e seguindo para o quarto.

No closet, jogo minha maleta sobre a poltrona e retiro o celular, colocando-o ao lado. Tiro a camisa, o paletó e a gravata, jogando tudo no cesto. Tento me concentrar na rotina, mas minha mente insiste em vagar.

Sento-me na cama, abro o celular e deslizo pela galeria até um álbum secreto. As fotos de Lunna continuam lá, guardadas como feridas que me recuso a deixar cicatrizar. Passo pelas imagens até parar na minha favorita: Lunna dormindo. Seus cabelos ruivos espalhados pelo travesseiro, a camisola de seda branca marcando suavemente as curvas de seu corpo. Ela parecia tão serena, tão intocável.

Eu a amava, mas nossa relação havia se tornado um ciclo frustrante. Desejava-a de todas as formas possíveis, mas sempre que o clima entre nós esquentava, ela recuava, deixando-me vazio e irritado. Não suportei. Comecei a traí-la antes mesmo do casamento da Kim Fiore, em um impulso de buscar fora o que ela negava dentro. Nem mesmo no hotel, durante a cerimônia, consegui me conter.

Não me arrependo. Na época, me convenci de que o que ela não me dava, outras dariam sem que eu precisasse implorar.

Fecho o álbum, deixando o celular na cama e caminho para o banheiro. Tento afastar os pensamentos, mas Yasmim e o que ela tem a dizer sobre Lunna e Fiore ocupam minha mente. Meus pais os viram juntos no hospital, e, embora Lunna tenha negado, a dúvida persiste. Aquela conversa mudou tudo. Foi a última vez que meus pais falaram comigo sobre o assunto, e, desde então, nossas relações nunca mais foram as mesmas.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022