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Sacrificou Tudo Por Um Homem Desalmado

Sacrificou Tudo Por Um Homem Desalmado

Autor:: Dan Ruo Tu Mi
Gênero: Bilionários
Eu vendi minha alma pelo meu noivo, Leonardo Monteiro. Liquidei minha empresa e entreguei toda a minha herança para salvar seu império da construção da ruína. Ele me agradeceu demolindo o legado dos meus pais - a ala infantil de um hospital - para construir apartamentos de luxo para sua amante, Carla. E bem quando eu tentava me recuperar da traição, descobri que estava grávida. Mas, da minha cama de hospital, ouvi as palavras que estilhaçaram o que restava do meu mundo. "O filho dela... é um erro. Uma complicação", Leonardo sussurrou para Carla ao telefone. "Você e o nosso filho são o futuro." Ele me chamou de parasita, disse que eu vivia da sua generosidade, transformando cada sacrifício que fiz em uma fraqueza. O homem cujo novo império foi construído sobre as cinzas da minha família não apenas me traiu; ele me apagou. Naquela noite, Carla me amarrou a uma cadeira e me torturou com um aparelho de eletrochoque, tentando ferir nosso filho ainda não nascido. Quando Leonardo me encontrou, destruída no chão, ele escolheu confortá-la, dizendo que eu precisava "fazer sacrifícios pela família". Enquanto ele me carregava de volta para nossa jaula dourada, minha mente se tornou assustadoramente calma. Ele achava que eu não era nada sem ele. Estava prestes a descobrir o quão errado estava.

Capítulo 1

Eu vendi minha alma pelo meu noivo, Leonardo Monteiro. Liquidei minha empresa e entreguei toda a minha herança para salvar seu império da construção da ruína.

Ele me agradeceu demolindo o legado dos meus pais - a ala infantil de um hospital - para construir apartamentos de luxo para sua amante, Carla. E bem quando eu tentava me recuperar da traição, descobri que estava grávida.

Mas, da minha cama de hospital, ouvi as palavras que estilhaçaram o que restava do meu mundo.

"O filho dela... é um erro. Uma complicação", Leonardo sussurrou para Carla ao telefone. "Você e o nosso filho são o futuro."

Ele me chamou de parasita, disse que eu vivia da sua generosidade, transformando cada sacrifício que fiz em uma fraqueza. O homem cujo novo império foi construído sobre as cinzas da minha família não apenas me traiu; ele me apagou.

Naquela noite, Carla me amarrou a uma cadeira e me torturou com um aparelho de eletrochoque, tentando ferir nosso filho ainda não nascido. Quando Leonardo me encontrou, destruída no chão, ele escolheu confortá-la, dizendo que eu precisava "fazer sacrifícios pela família".

Enquanto ele me carregava de volta para nossa jaula dourada, minha mente se tornou assustadoramente calma. Ele achava que eu não era nada sem ele. Estava prestes a descobrir o quão errado estava.

Capítulo 1

Ponto de Vista: Beatriz Alencar

Eu vendi minha alma pelo meu noivo, Leonardo Monteiro, e ele me agradeceu demolindo o legado dos meus pais.

"Você tem certeza disso, Bia?" A voz de Mariana era um chiado suave no viva-voz do telefone, um fio fino de sanidade no silêncio estéril do escritório de advocacia. "Liquidar tudo? A empresa que você construiu do zero?"

Eu encarei o documento sobre a mesa de mogno. O papel era novo, a tinta de um preto duro e implacável. Representava o fim de tudo que eu era e o começo do que quer que eu estivesse me tornando por ele.

"O Léo precisa, Mari", eu disse, minha voz mais vazia do que eu pretendia. "A Construtora Monteiro está à beira do colapso. É o único jeito."

"O Léo precisava de você quando seus pais ainda estavam vivos, e eles praticamente entregaram o escritório de arquitetura deles de bandeja para se fundir com a empresa falida dele. Você deu a ele sua herança. Agora está dando seu futuro? Quando isso vai parar?"

A caneta em minha mão parecia pesada, um peso pequeno e denso me puxando para uma decisão que eu sabia, no fundo, ser um erro. Pressionei a ponta na linha da assinatura.

"Isso é diferente", sussurrei, mais para mim mesma do que para ela. "Isso é por nós. Pelo nosso casamento."

"É mesmo?" ela insistiu, sua voz afiada com um ceticismo que me recusei a reconhecer. "Ou é só por ele? De novo?"

A pergunta pairou no ar, densa e sufocante. Um tremor percorreu minha mão. Lembrei-me de estar naquele terreno baldio na semana passada, o lugar onde antes ficava a ala do Hospital das Clínicas. A ala que meus pais, dois dos arquitetos mais celebrados de sua geração, projetaram e financiaram como seu último ato de filantropia antes do trágico acidente.

Leonardo estava ao meu lado, o braço em volta dos meus ombros, não em consolo, mas em triunfo. Ele não tinha me contado. Havia orquestrado a demolição pelas minhas costas, um acordo secreto com a família de Carla Gomes para construir apartamentos de luxo. Para agradá-la. Sua amante.

"É um terreno de primeira, Bia", ele dissera, sua voz suave como pedra polida. "Seus pais teriam entendido. São bons negócios."

Bons negócios. Ele pegou a última e mais querida obra deles - um santuário para crianças doentes - e a transformou em escombros por uma mulher com quem ele estava dormindo. Ele pegou a memória deles e a moeu até virar pó.

Foi nesse momento que eu entendi. A gratidão que ele demonstrou depois que salvei sua empresa da primeira vez não tinha sido real. Tinha azedado e se tornado um direito adquirido. Meu sacrifício não era mais um presente; era uma obrigação.

"Bia? Você ainda está aí?"

Minha garganta se apertou. Eu podia sentir a dor fantasma da ausência deles, um espaço oco no meu peito que nunca cicatrizou. Eles se foram. E a última coisa linda que eles deram ao mundo também se foi. Apagada.

"Eu tenho que fazer isso, Mari." Minha voz era um sussurro rouco. A tinta sangrou da caneta para o papel, uma mancha final e escura. Beatriz Alencar.

"Não, você não tem. Você pode ir embora. Pode deixá-lo."

Soltei uma risada curta e amarga que soou mais como um soluço. "Ele nunca me deixaria ir. Você sabe como ele é. Ele me caçaria até o fim do mundo."

"Então você vai simplesmente assinar e entregar o trabalho da sua vida? Pelo quê? Por um homem que te traiu e depois destruiu a única coisa que você implorou para ele proteger?"

"Não se trata mais de salvar minha empresa", eu disse, minha voz endurecendo. "Trata-se de escapar dele."

Empurrei o documento assinado pela mesa para meu advogado, que me observava com pena nos olhos.

"É o único jeito de ele acreditar que não me resta mais nada", expliquei, meu olhar fixo nos papéis que selavam meu destino. "O único jeito de ele acreditar... que eu me fui."

Mariana ficou em silêncio por um longo momento. Quando falou novamente, sua voz estava embargada por lágrimas não derramadas. "Seus pais... eles ficariam de coração partido ao ver você fazer isso."

Uma única lágrima escapou e traçou um caminho frio pelo meu rosto. Não me dei ao trabalho de enxugá-la.

"Eles já estão de coração partido, Mari", sussurrei, a caneta caindo dos meus dedos dormentes. "Eles morreram no dia em que ele demoliu a memória deles."

Capítulo 2

Ponto de Vista: Beatriz Alencar

Fomos à capela no aniversário da morte dos meus pais. Foi ideia de Leonardo, um grande gesto de arrependimento. Ele se ajoelhou diante das placas memoriais deles, seu rosto bonito uma máscara de tristeza, sua voz embargada por uma dor que parecia ensaiada.

"Eu sinto muito, Sr. e Sra. Alencar", ele murmurou, as mãos unidas. "Eu juro a vocês, vou passar o resto da minha vida compensando a Bia. Nunca mais vou machucá-la."

As palavras eram quase idênticas às que ele usara um ano atrás, quando descobri sobre a Carla. A lembrança fez meu estômago revirar.

"Eles não podem te ouvir, Léo", eu disse, minha voz vazia. "E mesmo que pudessem, duvido que gostariam de ouvir você profanar este lugar com suas mentiras."

Ele se encolheu, um lampejo de culpa cruzando suas feições antes de ser substituído por um remorso praticado. "Bia, por favor. Eu sei que errei. Juro, acabou com a Carla. Não significou nada."

"Significou o suficiente para você demolir a ala do hospital deles."

A promessa tinha gosto de ácido na minha boca. Era uma performance, e eu era a plateia relutante. Já tínhamos passado por isso. No ano passado, depois que encontrei as mensagens de Carla, fiz minhas malas. Ele me seguiu até o túmulo dos meus pais, caindo de joelhos na chuva, implorando, suplicando, prometendo que morreria sem mim. Ele até segurou um caco de um vaso quebrado no pulso, um ato dramático e desesperado que, para minha eterna vergonha, funcionou. Eu fiquei. Eu perdoei. E ele recompensou minha fé passando um trator por cima do meu coração.

"Eu já te disse, foi uma decisão de negócios. Não teve nada a ver com ela."

Seu telefone vibrou então, uma vibração baixa e insistente contra a reverência silenciosa do local. Ele olhou para o aparelho, o maxilar tenso.

"É a Carla, não é?" perguntei, embora já soubesse a resposta.

Ele não negou. Apenas me olhou, seus olhos suplicando por uma compreensão que eu não tinha mais para dar. "Ela... não está se sentindo bem. A gravidez dela tem sido difícil."

A palavra 'gravidez' foi um golpe físico. Sugou o ar dos meus pulmões, deixando um vácuo frio e cortante em seu lugar.

"Então você está indo embora", afirmei. Não era uma pergunta.

"Eu volto logo. Prometo. Podemos terminar nossas orações então." Ele se levantou, limpando a poeira de suas calças caras, sua atenção já a quilômetros de distância. Deixou o livro de orações que segurava no chão, esquecido.

Eu o observei ir, um gosto amargo enchendo minha boca. Este era o homem que uma vez passou uma noite inteira rezando terços pela minha mãe quando ela estava doente, orando por sua recuperação com uma sinceridade que me levara às lágrimas. Agora, ele não conseguia nem dedicar uma hora à memória deles.

Fiquei lá a noite toda, o frio do chão de pedra se infiltrando nos meus ossos, uma dor oca que espelhava a da minha alma. Rezei até minha voz ficar rouca, não por ele, mas por meus pais, pela força para fazer o que eu deveria ter feito um ano atrás.

Quando finalmente voltei para casa ao amanhecer, exausta e emocionalmente entorpecida, ele estava esperando. Cheirava a uísque e ao perfume enjoativo de Carla. Ele não disse uma palavra, apenas me puxou para seus braços, seu toque áspero e exigente. Ele me empurrou para a cama, seu peso me esmagando, seus lábios silenciando qualquer protesto antes que pudesse se formar.

Foi desesperado e punitivo, uma posse em vez de um ato de amor. Eu estava cansada demais para lutar, quebrada demais para me importar. Apenas fiquei ali, uma boneca em seus braços, esperando que acabasse. Depois, enquanto ele dormia, notei que ele não havia usado proteção.

A percepção foi um banho de água gelada.

"Léo", eu disse, sacudindo-o para acordar. "Você não..."

Ele resmungou, virando-se. "O quê?"

"Você não usou nada."

Ele ficou em silêncio por um momento, depois soltou uma risada áspera. "Qual a diferença? Não é como se você pudesse engravidar mesmo."

As palavras foram um tapa, mais forte e mais doloroso do que qualquer golpe físico. Minha mão reagiu antes que minha mente pudesse, o estalo da minha palma contra sua bochecha ecoando no quarto silencioso.

Meu coração parecia estar sendo espremido. Anos atrás, um acidente de carro me deixou com lesões internas. Os médicos foram gentis, mas firmes. *Conceber seria um milagre, Sra. Monteiro.* Leonardo tinha sido tão cuidadoso depois, tão terno, sempre consciente da dor que o assunto me causava.

Agora, ele o usava como uma arma. Em seu estupor bêbado, a verdade havia escapado, feia e venenosa. Ele me via como quebrada. Defeituosa.

Uma dor aguda e lancinante atravessou meu baixo-ventre. Eu arquejei, dobrando-me. Uma sensação quente e úmida se espalhou entre minhas pernas. Olhei para baixo.

Sangue. Muito sangue.

A última coisa que vi antes que a escuridão me consumisse foi o lampejo de pânico nos olhos de Leonardo enquanto eu desmaiava.

Capítulo 3

Ponto de Vista: Beatriz Alencar

Acordei com o cheiro estéril de antisséptico e o bipe baixo e rítmico de um monitor cardíaco. Meu corpo parecia pesado, esvaziado. Através da parede fina do quarto particular, eu podia ouvir a voz de Leonardo, baixa e ansiosa, falando com um médico.

"Ela está bem? O que aconteceu?"

"Sua esposa está grávida, Sr. Monteiro", a voz do médico era calma, profissional. "Cerca de seis semanas. O sangramento foi causado por estresse emocional severo e esforço físico. Ela precisa de repouso absoluto. Vocês tiveram muita sorte de não perder o bebê."

Grávida. A palavra não fazia sentido. Era um milagre pelo qual eu havia parado de rezar anos atrás. Minha mão instintivamente foi para minha barriga, um tremor de incredulidade e uma onda feroz e desconhecida de proteção me invadindo. Um bebê. Nosso bebê.

A resposta de Leonardo foi um som engasgado. "Grávida? Eu... eu não sabia. Vou cuidar dela. Eu juro."

Mas sua voz não tinha o choque alegre que eu esperaria. Estava tensa, forçada. Enquanto eu estava ali, um som novo e estridente chegou até mim do corredor - a voz aguda e indignada de Carla Gomes.

"Como assim não posso entrar? Léo! Você está aí? Esqueceu que prometeu me levar para minha consulta?"

Meu sangue gelou. Ela estava aqui.

"Carla, agora não", a voz de Leonardo era um sussurro áspero.

"Agora não?" ela gritou. "Você me deixa na clínica para correr até aqui por ela? E eu? E o nosso bebê? Você vai nos abandonar só porque aquela vadia estéril milagrosamente engravidou?"

O veneno em suas palavras era chocante, mas foi a resposta de Leonardo que estilhaçou os últimos vestígios da minha esperança.

"Claro que não", ele a acalmou, sua voz gotejando uma ternura que ele não me mostrava há anos. "O filho dela... é um erro. Uma complicação. Não muda nada. Você e nosso filho são o futuro da família Monteiro."

Um erro. Uma complicação.

"Mas e se ela usar o bebê para te segurar?" a voz de Carla estava tingida de falsa preocupação. "E se ela não te der o divórcio?"

Houve uma longa pausa, e então a voz de Leonardo, mais fria do que eu já tinha ouvido, cortou o silêncio. "Ela não vai. A Bia não é nada sem mim. Ela é uma gênia da tecnologia decadente vivendo da minha generosidade. Uma parasita. Ela precisa de mim mais do que eu preciso dela. Ela vai fazer o que for mandada."

Parasita. A palavra ecoou no espaço oco onde meu coração costumava estar. A fortuna que eu despejei em sua empresa, o legado de meus pais sobre o qual ele construiu seu novo império - tudo isso distorcido em uma narrativa feia de dependência. Ele não apenas me traiu; ele me apagou.

"E a herança?" Carla pressionou, sua ganância mal disfarçada. "O império da construção Monteiro... deveria ir para o nosso filho. Não para... aquilo."

"Vai", disse Leonardo, sua voz plana e final. "O filho dela não tem direito a nada. Confie em mim."

Carla deu uma risadinha, um som triunfante e feio. "Ah, Léo, eu sabia que você me amava mais."

Ouvi o som distinto de um beijo, seguido por seus passos se afastando. Pressionei minha mão contra o batente da porta, minhas unhas cravando na madeira, a dor física uma âncora entorpecente em um mar de agonia emocional. O legado da minha família, o império que meus pais construíram, seria entregue ao filho da mulher que ajudou a destruí-los.

Uma raiva, fria e pura, queimou dentro de mim. Não se tratava mais apenas de um casamento desfeito. Tratava-se do meu filho. Dos meus pais. Do meu mundo inteiro.

Ele achava que eu não era nada sem ele. Estava prestes a descobrir o quão errado estava. Eu não deixaria meu filho nascer nesta teia de mentiras e crueldade. Nós desapareceríamos. Nós seríamos livres.

Mais tarde naquela tarde, Leonardo voltou, seu rosto um retrato perfeito de preocupação. Ele carregava uma garrafa térmica de sopa que alegava ter feito ele mesmo.

"Bia, meu amor", ele disse, sua voz tingida de um calor ensaiado. "O médico me deu a notícia. Um bebê! Você acredita? Vamos ser uma família." Ele era um ator brilhante. Até tinha nomes escolhidos, pintando um belo quadro de um futuro que eu agora sabia ser uma mentira.

Eu entrei no jogo, um sorriso frágil no rosto, minha mente a mil. Deixei-o cuidar de mim, deixei-o acreditar que sua performance estava funcionando. No dia seguinte, fingindo precisar de um check-up de rotina, fui escoltada do meu quarto por uma enfermeira. Leonardo, sempre o marido preocupado, começou a me seguir, mas seu telefone tocou. Era Carla, claro. Ele me acenou para continuar, prometendo me alcançar.

Ele nunca o fez.

Enquanto eu estava sentada na cadeira de coleta de sangue, outra enfermeira se aproximou, seu sorriso tenso e artificial. Eu não a reconheci. Antes que eu pudesse questionar, senti uma picada aguda no meu braço. Não era a picada familiar de uma agulha tirando sangue. Isso era diferente. Mais frio. Uma sensação estranha e lenta começou a subir pelo meu braço.

Meus olhos se arregalaram de terror. Isso não era um exame de sangue.

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