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Salvação ou Pesadelo: O Jogo Dela

Salvação ou Pesadelo: O Jogo Dela

Autor:: Yi Xi Yu Huan
Gênero: Moderno
Eu achava que tinha encontrado a salvação. Depois que meus pais morreram num acidente terrível, deixando um vazio e dívidas, Sofia, uma advogada linda e inteligente, apareceu como um anjo. Ela me tirou do fundo do poço, me amou, e por dois anos, construímos uma vida juntos. Eu estava planejando uma surpresa romântica, flores na mão, sonhando com casamento e futuro. Mas então, ouvi Sofia falando baixinho no nosso escritório, com uma tensão que eu nunca tinha ouvido antes. "O caso do Ricardo está encerrado. Ninguém vai desenterrar isso." Ricardo, o amigo dela que eu nunca gostei. E o que veio a seguir me gelou o sangue, fez meu estômago embrulhar. "Eu faria qualquer coisa por ele. Se isso significa arriscar minha carreira, que seja. Ele merece ser feliz, e eu vou garantir isso. Ninguém vai descobrir. Eu cuidei de tudo anos atrás. As provas foram... ajustadas. O relatório foi finalizado. Acabou." Meu mundo desabou. Provas ajustadas? A ficha caiu brutalmente, com a força de um soco. O caso do Ricardo? O tal acidente? Era o acidente dos meus pais. Ele estava dirigindo o outro carro. E ela, a mulher que me "resgatou", me "consolou", que me abraçava enquanto eu chorava, não era um anjo. Ela era sua cúmplice. Ela se aproximou de mim para me vigiar, para me impedir de descobrir a verdade, para proteger o homem que tirou tudo de mim. Nosso relacionamento, nossa vida, era tudo uma farsa. Eu não era o amor da vida dela; eu era apenas o dano colateral. Naquele momento, toda a dor e traição se transformaram em uma clareza fria e afiada. Eu não ia apenas sofrer. Eu não ia apenas confrontá-la. Eu ia desaparecer. E quando eu sumisse, levaria comigo a verdade, pronta para explodir e destruir o mundo perfeito que ela construiu sobre os ossos da minha família. Meu jogo de mestre estava apenas começando.

Introdução

Eu achava que tinha encontrado a salvação.

Depois que meus pais morreram num acidente terrível, deixando um vazio e dívidas, Sofia, uma advogada linda e inteligente, apareceu como um anjo.

Ela me tirou do fundo do poço, me amou, e por dois anos, construímos uma vida juntos.

Eu estava planejando uma surpresa romântica, flores na mão, sonhando com casamento e futuro.

Mas então, ouvi Sofia falando baixinho no nosso escritório, com uma tensão que eu nunca tinha ouvido antes.

"O caso do Ricardo está encerrado. Ninguém vai desenterrar isso."

Ricardo, o amigo dela que eu nunca gostei.

E o que veio a seguir me gelou o sangue, fez meu estômago embrulhar.

"Eu faria qualquer coisa por ele. Se isso significa arriscar minha carreira, que seja. Ele merece ser feliz, e eu vou garantir isso. Ninguém vai descobrir. Eu cuidei de tudo anos atrás. As provas foram... ajustadas. O relatório foi finalizado. Acabou."

Meu mundo desabou.

Provas ajustadas?

A ficha caiu brutalmente, com a força de um soco.

O caso do Ricardo?

O tal acidente?

Era o acidente dos meus pais.

Ele estava dirigindo o outro carro.

E ela, a mulher que me "resgatou", me "consolou", que me abraçava enquanto eu chorava, não era um anjo.

Ela era sua cúmplice.

Ela se aproximou de mim para me vigiar, para me impedir de descobrir a verdade, para proteger o homem que tirou tudo de mim.

Nosso relacionamento, nossa vida, era tudo uma farsa.

Eu não era o amor da vida dela; eu era apenas o dano colateral.

Naquele momento, toda a dor e traição se transformaram em uma clareza fria e afiada.

Eu não ia apenas sofrer.

Eu não ia apenas confrontá-la.

Eu ia desaparecer.

E quando eu sumisse, levaria comigo a verdade, pronta para explodir e destruir o mundo perfeito que ela construiu sobre os ossos da minha família.

Meu jogo de mestre estava apenas começando.

Capítulo 1

Eu achava que tinha encontrado a salvação, mas era só o começo de um pesadelo ainda maior.

Minha vida tinha desmoronado anos atrás, quando meus pais morreram num acidente de carro que a polícia nunca resolveu direito, deixando um rastro de dívidas e um vazio que parecia impossível de preencher. Eu estava no fundo do poço, trabalhando em qualquer coisa para sobreviver, mal conseguindo pagar as contas.

Foi quando Sofia apareceu.

Ela era linda, inteligente, uma advogada de sucesso que parecia um anjo enviado para me resgatar. Ela me ouviu, me apoiou, e com o tempo, o que começou como amizade virou amor. Pela primeira vez em muito tempo, eu me senti seguro, feliz, como se o passado doloroso pudesse finalmente ficar para trás. Morávamos juntos há dois anos, e eu estava começando a pensar em futuro, em casamento, em tudo o que eu tinha perdido.

Hoje à noite, eu cheguei em casa mais cedo, trazendo flores, planejando uma surpresa. A casa estava silenciosa, mas ouvi a voz de Sofia vindo do nosso escritório. Ela estava no telefone, e o tom dela era tenso, diferente do normal.

Parei no corredor, sem querer interromper.

"Marcos, eu já disse que não vou mudar de ideia," ela dizia, a voz baixa mas firme. "O caso do Ricardo está encerrado. Ninguém vai desenterrar isso."

Ricardo. O nome me causou um arrepio. Ricardo era um amigo de longa data dela, um cara charmoso e rico que eu nunca gostei muito. Havia algo nele que me deixava desconfortável, mas Sofia sempre o defendia.

A voz do outro lado, provavelmente seu colega de trabalho, parecia agitada, mas eu só ouvia o lado de Sofia.

"Eu não me importo com as 'consequências profissionais', Marcos. Você não entende."

Houve uma pausa.

"Eu faria qualquer coisa por ele. Qualquer coisa. Se isso significa arriscar minha carreira para garantir que ele fique bem, então que seja. Ele merece ser feliz, e eu vou garantir isso, não importa o custo."

Aquelas palavras me atingiram. Não era só lealdade de amiga, havia algo mais, uma devoção quase desesperada.

"Você está sendo ridículo," ela continuou, a voz subindo um pouco. "Ninguém vai descobrir. Eu cuidei de tudo anos atrás. As provas foram... ajustadas. O relatório foi finalizado. Acabou."

Meu sangue gelou. Provas ajustadas? Que caso era esse?

"Sua moralidade não me interessa agora, Marcos! O que importa é proteger quem é importante. E o Ricardo é importante. Mais importante que qualquer regra estúpida ou qualquer outra pessoa."

Outra pessoa.

Eu.

Ela estava falando de mim?

A ficha caiu de uma forma lenta e brutal. O "caso antigo" que ela estava encobrindo, o acidente que ela mencionou que as "provas foram ajustadas"... só podia ser um. O acidente que matou meus pais. Ricardo estava dirigindo o outro carro. Na época, a investigação concluiu que foi culpa dos meus pais, que o carro deles teve uma falha mecânica. Ricardo saiu ileso, sem nenhuma acusação.

Eu me aproximei de Sofia na época, destruído, e ela me "consolou". Ela me ajudou a lidar com a papelada, com o luto. Ela me segurou enquanto eu chorava.

Agora, tudo fazia um sentido horrível.

Não foi um resgate. Não foi amor.

Foi vigilância.

Ela se aproximou de mim para garantir que eu nunca descobrisse a verdade, para me manter sob controle, para proteger o verdadeiro culpado. Nosso relacionamento, minha casa, minha felicidade percebida... era tudo uma farsa. Uma mentira elaborada para proteger o homem que ela amava, o homem que destruiu a minha vida.

Eu recuei em silêncio, o buquê de flores caindo da minha mão e espalhando pétalas pelo chão. O cheiro delas de repente me pareceu enjoativo, como o cheiro de um funeral.

Eu não era o amor da vida dela.

Eu era o dano colateral.

Capítulo 2

Eu me escondi no quarto de hóspedes, o cômodo que mal usávamos, e fechei a porta sem fazer barulho. Minhas mãos tremiam. Eu me sentei no chão frio, tentando processar o que tinha acabado de ouvir. A conversa continuou por mais alguns minutos, com Sofia repetindo com firmeza sua lealdade a Ricardo e dispensando as preocupações de Marcos como se fossem um incômodo menor.

"Ele vai superar," ouvi ela dizer, e senti um nó no estômago ao perceber que ela estava falando de mim. "O Leo precisa de mim. Ele não vai a lugar nenhum."

A certeza na voz dela era a parte mais cruel. Ela não estava apenas me enganando, ela estava confiante na minha ignorância, na minha dependência.

Cada memória feliz dos últimos dois anos se transformou em veneno. O jeito que ela me olhava, os jantares que preparava, as vezes que me abraçava quando eu tinha pesadelos com o acidente. Tudo era uma performance. Uma atuação para manter o fantoche quieto. Ela não estava me curando; estava administrando a minha dor para que não virasse um problema para o verdadeiro amor da vida dela.

A porta do escritório se abriu e ouvi seus passos no corredor. Prendi a respiração.

"Leo? Chegou mais cedo?"

Sua voz era doce, cheia de uma falsa surpresa e carinho.

Ela abriu a porta do nosso quarto, depois me chamou de novo. Fiquei em silêncio, o coração batendo tão forte que eu tinha certeza que ela podia ouvir.

Finalmente, ela abriu a porta do quarto de hóspedes. A luz do corredor a emoldurou.

"Amor, o que você está fazendo aqui no escuro?" ela perguntou, o tom cheio de uma preocupação fabricada.

Ela se aproximou e se ajoelhou na minha frente. Seu perfume, que eu sempre amei, agora me sufocava.

"Você está bem? Parece pálido."

Ela estendeu a mão para tocar meu rosto, e eu tive que usar toda a minha força de vontade para não recuar. O toque dela queimava. Era o toque de uma traidora, de uma cúmplice.

"Só... um dia cansativo," eu murmurei, a voz saindo rouca.

"Vem, vamos para a cama. Eu cuido de você," ela disse, com a mesma ternura que usou para me enganar por dois anos.

Naquela noite, eu esperei. Esperei até que sua respiração se tornasse profunda e regular, o sono tranquilo de alguém com a consciência limpa, ou de alguém que era mestre em se enganar. Deslizei para fora da cama, o corpo rígido de tensão. Fui até o escritório. O laptop dela estava sobre a mesa, aberto.

Eu sabia a senha. Era a data do aniversário dela. A ironia era doentia.

Comecei a procurar. Não demorou muito. Havia uma pasta protegida por outra senha, mas eu tentei a data de aniversário de Ricardo e funcionou. Meu estômago se revirou.

Dentro, estava o inferno.

Fotos do acidente. Fotos que eu nunca tinha visto. O carro dos meus pais, esmagado. E o carro de Ricardo, com a frente danificada. Havia vídeos de câmeras de segurança de uma loja próxima, a qualidade ruim, mas clara o suficiente. Eu vi o carro de Ricardo, em alta velocidade, passando por um sinal vermelho segundos antes do impacto.

Havia documentos. O relatório policial original, que mencionava a velocidade de Ricardo e a violação do sinal. E havia a versão final, a oficial, com parágrafos inteiros alterados, mencionando uma "possível falha nos freios" do carro dos meus pais. Havia e-mails trocados entre Sofia e outro advogado, discutindo como "mitigar os danos" para Ricardo e "concluir a narrativa" o mais rápido possível.

Era tudo ali, em preto e branco. A prova irrefutável da culpa dele e da cumplicidade dela.

Mas o pior ainda estava por vir.

Dentro daquela pasta, havia outra. O nome era apenas "R.".

Eu cliquei.

Não eram documentos do caso. Eram fotos. Dezenas, talvez centenas de fotos de Ricardo. Ricardo sorrindo em uma festa. Ricardo na praia. Ricardo dormindo, em uma foto que parecia ter sido tirada de perto, intimamente. Eram fotos que mostravam uma obsessão.

Rolei pelas imagens, sentindo um vazio me consumir. Então, eu vi uma foto de um evento da empresa dela, de um ano atrás. Eu estava lá. Nós três estávamos na foto: eu, Sofia e Ricardo, todos sorrindo para a câmera. Mas nesta pasta, a foto estava diferente.

Eu tinha sido cortado.

Era apenas Sofia e Ricardo, sorrindo um para o outro.

Em outra foto, de um piquenique, a mesma coisa. Minha mão, que estava no ombro dela, foi cuidadosamente apagada, deixando apenas a silhueta fantasma dos meus dedos.

Eu não era apenas um dano colateral. Eu era invisível. Um espaço em branco a ser preenchido ou apagado conforme a conveniência dela.

Naquele momento, a dor se transformou em outra coisa. Uma clareza fria e afiada. A tristeza deu lugar a uma determinação gelada.

Eu não ia apenas sofrer. Eu não ia apenas confrontá-la.

Isso era muito pouco.

Eu ia desaparecer.

Abri uma nova aba no navegador e comecei a pesquisar. "Como cancelar um CPF". "Como fechar conta bancária permanentemente". "Rotas de ônibus para a fronteira".

O plano começou a se formar na minha mente, peça por peça. Ela me transformou em um fantasma na vida dela. Agora, eu me tornaria um na vida real. E quando eu sumisse, levaria comigo a verdade, pronta para explodir e destruir o mundo perfeito que ela construiu sobre os ossos da minha família.

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