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Salva pelo CEO

Salva pelo CEO

Autor:: Ana Elói
Gênero: Romance
Sou fiel a minha profissão e sou fiel ao meu marido. Até ai nenhum problema. As coisas começa a complicar quando te digo que sou policial... Tá bom ainda não é a parte complicada, mas é a ponta do iceberg. Meu marido é o criminoso mais temido em Atlanta. Como uma policial pode se envolver com um criminoso? Simples. Ela ver uma versão dele que ninguém ver e acha que pode tirar ele dessa vida. Engano meu.

Capítulo 1 C1

"Não." "Por favor, não me mate."

"Tenho filhos." "Por favor... NÃO..."

Silêncio.

Silêncio.

Silêncio.

O que dizer quando você mata alguém? Suponho que não tem muito o que falar quando acaba de matar, não é a primeira e não será a última vez que farei isso. Taylor Moore, foi a vítima da vez. Casado e pai de dois filhos. No auge dos quarenta anos. Taylor é diretor-executivo de uma empresa e aproveitador de menores de idade, fora que deve dinheiro para muita gente. Resumindo mais um serviço feito.

Mais um de muitos.

Tiro o silenciador da minha arma o guardando dentro da minha bolsa, tirei a peruca loira e as luvas colocando em uma sacola plástica. Todo um disfarce para ter o mesmo fim. Respiro fundo, dando uma última olhada no corpo. Peguei minha bolsa e a sacola saindo do quarto, saí pela porta dos fundos que dava em um beco. Finalmente saindo daquele nojento bordel. Joguei a sacola plástica na caçamba de lixo e saí do beco.

Virei a esquina com os passos apressados, preciso ficar o mais longe daqui. Passei a mão pelo cabelo e pisquei várias vezes tentando esquecer a imagem do homem que acabei de matar, mas não vou esquecer. Para falar a verdade nunca esquecerei nenhum deles. Por mais que eu tente, eles vão me assombrar para sempre.

Não tenho que reclamar, não tenho porque reclamar... Estou certa em fazer isso. Estou livrando o mundo de pessoas como ele. Evitando que realizem novas vítimas.

Andei mais rápido pela calçada. Sentindo o vento frio, eu apertei a jaqueta em meu corpo. Até então a rua estava vazia, apenas os prédios sendo testemunhas da minha presença ali. A noite está fria e bem iluminada. Eu segui pela rua principal. Quando viro a esquina, eu acabei esbarrando em alguém. Dou um passo para trás, recuperando equilíbrio e vendo quem era. Um homem. Parece que não estou tão sozinha assim. Principais características: alto, 1,90 de altura. Branco, careca e um sorriso nada acolhedor.

- Oi! gracinha. - O homem falou.

Não vale minha atenção. Escolho não responder ele e continuo andando, mas o homem não tinha as mesmas intenções que eu. Ele segurou no meu braço e me puxou fazendo eu parar na sua frente. Ele aperta meu braço com força.

- Já vai embora? Por quê?

Porque você fede e é um idiota, apenas a fim de pega a primeira mulher que passasse na sua frente e infelizmente fui a sortuda para não falar ao contrário. Mais uma categoria de homem que deveria ser eliminado na face da terra. Porém, fiquei em silêncio não respondendo sua pergunta.

É melhor eu pensar em como me livrar dessa situação.

- Fala algo! - O careca exigiu, impaciente, mas continuei calada. - Ah, não quer falar? Tudo bem! Vou fazer você falar, ou melhor, gritar de prazer.

O careca soltou meu braço e me empurrou, cair no chão. Lutar com ele levaria muito tempo, ele tem uma vantagem que é sua força. Encaro ele. Ele começou a tirar o cinto e eu coloquei a mão na bolsa pronta para pegar minha arma e atirar nele.

Infelizmente fará barulho por esta sem o silenciador, mas seria rápido e logo eu estaria longe dali. A rua está vazia. Sem testemunha. Será menos um. E pensando pelo lado bom, ele não fará outras vítimas.

O homem agora está com as mãos nos botões da calça, ele dá alguns passos em minha direção sorrindo. Devolvi o sorriso. Só mais uns passos e sua morte será rápida, eu sinto a adrenalina passando pelo meu corpo... Eu solto a arma na bolsa e segurei minha bolsa contra o meu corpo vendo uma Ferrari branca parar.

Um homem moreno sai do carro vindo em minha direção. Ele tem um olhar determinado e furioso. Perco alguns segundos no seu olhar, o verde é hipnotizante. O moreno empurrou o homem careca com força para o lado e se agachou na minha frente me olhando preocupado.

Prendo o ar por alguns segundos.

- Você está bem? - Sua voz rouca combinou perfeitamente com ele.

Ele olhou meu rosto com atenção e desceu seu olhar pelo meu corpo em busca de machucados. Quem é ele? Faço um gesto de cabeça concordando, assim que ele me olha em busca de respostas, mas ele me olha de novo de modo a tirar sua própria conclusão.

Ele passou seu braço em volta da minha cintura e com a mão livre segurou uma das minhas mão, me ajudando a levantar. O moreno me manteve perto do seu corpo. Sinto seu corpo rígido. Ele está com raiva, mesmo que seu rosto não demonstra isso.

- Sai daqui "playboy"! Essa mina é minha. - O careca gritou de raiva, fechando novamente os botões da calça.

O moreno voltou a ficar sério e se posicionou na minha frente como se fosse para me proteger, ergui uma sobrancelha. Um estranho querendo me proteger? Nunca fizeram isso. Quer ser o herói? Sinto vontade de revirar os olhos, mas por fora finjo estar assustada. Faço o papel de vítima.

- Você não encostará um dedo nela. - Sua voz foi firme. - Então faz um favor para nós e vai embora.

Ele deu uma oportunidade para que o outro fosse embora e não fiquei surpresa quando aquele cara negou. O careca riu vindo em nossa direção, pronto para uma briga, mas o moreno estava preparado e pelo porte físico não fiquei surpresa quando em um movimento rápido que ele fez. O moreno acertou seu nariz em cheio.

O careca começou a gemer de dor enquanto o seu nariz sangrava. Moreno não se importou em bater mais no homem, aposto que julgou ser perda de tempo. Com um soco já chora como um bebê. Que patético! Um homem daquele tamanho só servia para fazer medo.

Ele só sabia usar sua força para amedrontar os mais fracos. Pensar nisso me deixa com mais raiva, imagino quantas vítimas ele deve ter feito. Imbecil!

O moreno veio até mim e segurou na minha mão me puxando em direção do seu carro, sem falar nada, apenas o seguir. Sentei no banco de carona e ele sentou no de motorista nos tirando dali. Não faço questão de olhar para o careca, ele teve sorte. Não foi aquele fim que imaginei para ele.

Capítulo 2 C2

- Você está bem mesmo? - Ele chamou minha atenção. Encarei o moreno e assenti. - Meu nome é Dominic e o seu?

Ele olhou-me rapidamente antes de voltar sua atenção para a estrada. Com esse movimento algumas mechas do seu cabelo caíram em seu rosto. Eu olhava seu rosto com mais detalhe e ele percebeu isso. Dominic sorriu de canto. Foi um sorriso contido, mas muito bonito.

- Kendall.

- É um prazer te conhecer Kendall. - Ele não tirou os olhos da estrada. - Então quer ir em alguma delegacia...

- Não! - Falei rapidamente.

A delegacia envolve muita gente e como esse incidente foi perto da boate a oportunidade de descobrirem sobre o corpo antes do tempo é maior. Não posso arriscar, sem polícia vão demorar para descobrir o corpo. Assim tenho tempo para ir embora. Não descobriram que matei o homem do bordel. Sem polícia! Dominic me olha por alguns segundos confuso pelo jeito que falei.

- Você apareceu e me ajudou. - Suavizei minha voz. - Agora quero esquecer isso.

Dominic fez um gesto de cabeça concordando e deu de ombros. Ele não insistiu e isso é bom.

- Você quer que eu te deixe onde? - Perguntou.

Olhei ao redor. Estou muito longe da minha casa, mas mesmo que estivesse perto não deixaria ele me levar até em casa. Eu não conheço ele e também não quero conhecê-lo. Preciso chegar em casa logo. Eu já perdi muito tempo. Preciso me livrar dele. Hum! Não preciso ser rude fazendo isso.

- Na próxima esquina.

Estamos bem longe do acontecido.

- Tem certeza? Porque são uma da manhã e na próxima esquina só tem comércios...

- Não estou indo para casa.

Dominic não discutiu, mas acredito que não gostou da ideia. Segundos depois ele parou o carro como eu pedi e me encarou.

- Você é estranha. - Ele me olhou e dessa vez seu sorriso aumentou um pouco. Esses olhos... - Mas foi bom te conhecer. É uma pena que não tenha sido em um momento bom.

O jeito que ele me olha. Eu podia sentir a intensidade do seu olhar. Não tinha raiva ou preocupação. Talvez carinho? É uma sensação boa. Evito olhar para ele. Não pense que só porque me 'salvou' vou para cama com você. Isso não acontecerá. Ele está enganado se pensar que vou cair nesse truque.

Principais características: alto, 1,85 de altura. Sua pele em um leve tom de marrom claro, acredito que sua pele fica facilmente bronzeada. Seu cabelo é preto, um pouco grande, fazendo uma franja sobre a testa. Quando ele apareceu estava em um perfeito topete, agora está levemente bagunçado.

Ocasionalmente ele passa a mão pelo cabelo colocando para trás. Seus olhos são verdes, um tom de verde-escuro. Deve mudar a cor dependendo do tempo. Maxilar levemente marcado. Seus músculos se contraem contra a roupa com seus movimentos. Pelo jeito que ele socou o homem, aposto que faz alguma luta.

- Comerei naquele lanchonete. - Apontei para a lanchonete que estava aberta.

O que estou fazendo? Não tenho que avisar o que farei.

- Posso acompanhá-la se você quiser. - Ele se oferece e olha para a lanchonete.

Não.

- Tudo bem.

Saímos do carro e fomos para a lanchonete em silêncio, o lugar tinha poucas pessoas e é muito agradável. Sentamos na última mesa um de frente para o outro. Ele é lindo, eu não posso dizer ao contrário. Sempre que sorri, o que ele deveria fazer mais vezes, suas covinhas aparecem chamando atenção. Ele sorri com olhar. É bom de se ver.

Seu rosto muda muito quando ele sorri ou quando está sério.

Sua roupa chama minha atenção. Ele está com alguns botões da camisa social aberta e com o casaco do terno dobrado até o cotovelo. Ele tem um jeito mais despojado, ficando mais atraente do que já é mesmo não querendo. Sua gravata deve estar no banco de trás do seu carro nesse exato momento. Depois de um dia cansativo tirar a gravata seria o suficiente para melhorar seu humor.

Não duvido que sua roupa tenha sido elaborada sob medida. As peças ficam perfeitas nele.

Até mesmo a garçonete percebeu isso já que mordia os lábios e olhava para Dominic o tempo todo, enquanto notava nossos pedidos. Dominic é gentil com ela, mas não devolve suas investidas. Querendo se fazer de bom moço ou está apenas esperando eu ir ao banheiro para poder corresponder o desejo dela.

- Depois daqui posso te deixar em casa. - Dominic sugeriu.

Não, você não pode.

- Não precisa.

Dominic inclinou a cabeça para o lado, seu cabelo acompanhou seu movimento. Ele sorriu e coçou a nuca.

- Estou com receio de te deixar ir sozinha e algo acontecer.

Deixei um meio sorriso escapar e abaixei a cabeça para ele não perceber. O que está acontecendo comigo? Ele é perda de tempo. Está me atrasando mais ainda. Ele é igual a todos, essa imagem de gente boa passará assim eu dar espaço para ele.

- Não precisa se preocupar. - Voltei a olhar para ele. Dessa vez seria.

Dominic me encarou por um tempo, sem dizer nada. Agora ele faz o mesmo que eu fiz, ele está me analisando e finjo que não estou percebendo. Pouco tempo depois os nossos pedidos chegaram.

- Você realmente não é muito de falar, não é? - Dominic perguntou depois que a garçonete saiu.

- Não muito.

- Tímida?

- Um pouco. Não sou de conversar com desconhecidos.

- Ah? Não somos completos desconhecidos, somos amigos desde... - Ele olhou o celular. - Alguns minutos atrás.

Não pude deixar de rir e dessa vez ele deu um sorriso de verdade. Talvez eu possa conversar um pouco. Talvez.

- O que quer saber? - Perguntei.

- Quando vou vê-la novamente? - Dominic não recuou nas palavras e nem no olhar.

Ele é aquela pessoa que vai direto ao assunto. Isso não é bom. Tenho que ter cuidado com o que falo com ele. Dominic é um homem esperto que dá para ver em poucos minutos de conversa, ele tem presença e com certeza tem um cargo alto na empresa onde trabalha. Não acho que a Ferrari seja seu único carro caro.

- Talvez demore, talvez não.

- Não gostei. Precisamos reverter isso. - Dominic tomou um gole do seu refrigerante me olhando atentamente. - Quantos anos?

- Vinte e dois e você?

- Vinte e sete. Cinema ou balada?

- Cinema.

- filme ou série?

- Filme.

- Você gosta de batata frita ou cozida?

- Que pergunta é essa? - Acabei rindo de sua pergunta sem noção.

Esse homem é tão estranho. Enquanto passa uma imagem de homem sério e empresário, ele é totalmente diferente, não deixando essas características te definir. Dominic riu junto comigo e deu de ombros.

- Eu queria fazer perguntas rápidas, mas acabei me enrolando. - Dominic falou, ele pegou um guardanapo para limpar a boca.

- Percebi.

- Tem namorado?

- Você é sempre direto?

- Acho desperdício de tempo ficar enrolando. E também não quero confusão ao meu lado caso eu te veja novamente. - Dominic terminou de comer o hambúrguer. - Já que logo vamos nos ver. - Ele diz confiante.

Ele não me parece um homem que vem comer um lanche em uma lanchonete qualquer, mas ver ele sentado ali e agindo normalmente é como ver uma versão que talvez seja nova para ele mesmo.

- Como pode ter certeza?

Ele me olhou sorrindo e terminou de beber o refrigerante.

- Apenas tenho.

Capítulo 3 C3

Mordi o lábio inferior e terminei de comer, conversamos mais um pouco e foi um custo fazer o Dominic ir embora sem mim, mas ele percebeu que não conseguiria me fazer mudar de ideia e resolveu ir embora. Dominic se despediu beijando minha bochecha e me abraçou forte sussurrando "toma cuidado". É diferente, está em seus braços.

Depois que Dominic entrou na sua Ferrari e foi embora, andei por um tempinho sem mais intromissões dessa vez. Logo achei um táxi. Em meus pensamentos eram divididos entre Dominic e o homem que matei. É perca tempo pensar neles. O homem está morto e não tem volta. E eu não voltaria no tempo para mudar isso.

E Dominic... foi um acaso desnecessário. Não posso confiar nele e não posso dar a ele a chance de se aproximar de mim. Vai me usar como todos. Eles só sabem fazer isso. Peguei o dinheiro para pagar o taxista e sair do carro quando cheguei na mansão do meu pai. Os seguranças liberaram minha passagem. Logo passo pela porta principal, eu fecho atrás de mim.

- Como foi?

Viro-me vendo Marcus Moss no alto da escada, seus olhos brilhavam, como sempre quando eu voltava das minhas "missões". O único homem que posso confiar. Ele nunca me faria mal algum.

- Tudo certo, papai.

Ele me olha com orgulho.

- Oh! Querida. - Sorriu e fez gesto com a mão. - Venha.

Marcus está com sua roupa de dormir. Ele sempre está com roupas elegantes e na hora de dormir não é diferente. Marcus tem bom gosto e boas decisões. Meu pai é um bom homem e não me abandonou nos meus momentos difíceis. Minha mãe escolheu não estar com a gente.

Eu subi as escadas e ele pegou na minha mão, fez um leve carinho antes de caminharmos na direção do seu quarto. Marcus soltou minha mão e deitou na cama me olhando com luxúria, coloquei minha bolsa em cima da poltrona que fica do lado da janela. O tempo está mudando e uma forte chuva está por vir.

Olho para o chão. Não preciso me preocupar com mais nada. Nada pode me machucar enquanto eu estiver aqui. Papai garantiu isso. Estou segura agora.

- Agora tire a roupa, querida.

- Como o senhor deseja.

P.V. DOMINIC BRANCH

Vou direto ao mini bar da minha sala pegando qualquer bebida e enchendo o meu copo. Sento no sofá e fecho meus olhos não querendo pensar no que aconteceria com aquela mulher se não tivesse chegado a tempo. Cedi em não ir para a delegacia com ela, mas minha vontade era bater naquele homem até ele perder a consciência. Não fiz por vê-la assustada. Senti necessidade em tirar ela dali.

Foi por pouco e reflexo que eu a vi. Vi aquele maldito homem a jogando no chão. Eu sabia suas intenções. Era óbvio. E eu não podia ficar sem fazer nada. Não posso salvar todas, mas o máximo que eu conseguir, farei.

Àquela mulher... Kendall. Com toda certeza será difícil de esquecê-la. Seu rosto vinha constantemente em minha mente desde que nos despedimos. Por alguns segundos pude ter ela em meus braços. Uma mulher simples pelo menos no modo de vestir. Não a vi usando nenhum acessório.

Não é alta, mas tem oportunidades como modelo se quisesse. Uma mulher de poucas palavras. Não sei se era pelo acontecido de antes ou era apenas preciso de mais tempo para se soltar. Mesmo sem falar muito o que me chamou a atenção foi sua risada. Ela fez eu me perder nas palavras e rir com uma vontade que a tempos não faço.

Quero conhecê-la mais. A imagem dela, no chão olhando para aquele homem me veio à mente. Não sei porque me encantei tanto por ela. Ver ela indefesa me deu mais vontade de protegê-la.

Agora aqui sentado no meu sofá, eu faço o menor movimento possível. Tive um dia longo hoje, no final de tudo pelo menos podia conhecer uma bela mulher. E uma mulher com mais vontade de me afastar do que me manter perto.

Sem bajulação. Poucas fazem isso.

Estou assumindo agência de modelo de minha mãe. Uma agência completa tendo o nosso próprio setor de 'marketing', setor de redação, área para avaliação das modelos, estúdios para o trabalho e produzimos nossa própria revista.

Hoje fizemos uma varredura em uma das filiais da agência. Minha mãe e eu fomos em cada pedacinho da agência. De modo a monitorar cada passo e saber de cada detalhe de cada setor. E como a empresa não é pequena, o trabalho foi muito grande.

Ainda tinha documentos para poder revisar. Pessoas falando o tempo todo. Alguns dando sugestões que valiam a pena e outras apenas querendo atenção e a prática de elogios desnecessários. Era essas pessoas que tentava evitar. O que era bem difícil? Sim!

Não é a maioria, mas uma parte dela. Também tem aquelas pessoas que preferem fazer seu trabalho e pronto, falando só o necessário. Eu gostava mais dessas. Tem dias que é um sofrido trabalhar lá ou conviver com certas pessoas que gostam de interferir em minha vida me fazendo perguntas desnecessárias.

Ainda mais o famoso: quando você vai casar, Sr. Branch? Como se minha vida dependesse de um casamento. Ficar perto de uma mulher já era sinal de fofoca. Evito o máximo de contato com as modelos daqui. Não quero estresse e confusão. O máximo que falo são meus amigos de longa data que trabalham aqui. São poucos. De resto prefiro ser profissional.

Passo por tudo isso para no final da noite encontrar uma mulher que quase foi estuprada. Eu massageei as têmporas e bebi o resto da minha bebida. Espero pelo menos ter sonhos bons agora. Sonhar com ela seria bom. Não vou me contentar só com sonhos, mas...

Espero poder vê-la de novo.

Levanto do sofá deixando meu copo em qualquer lugar e vou para o meu quarto. O cansaço já está tomando conta. Tiro minha roupa em movimentos lentos, eu tenho certeza que assim que deitar na cama o sono não vai demorar chegar. Em baixo do chuveiro senti a água pelo meu corpo era como se diminuísse a tensão e cansaço. Só uma boa noite de sono.

Não demorei no banho. As minhas horas de sono estão contadas. Preciso dormir. Amanhã será tão cansativo quanto hoje. Espero que à noite não tenha surpresas.

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