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Secretária de Dia Sumissa de Noite

Secretária de Dia Sumissa de Noite

Autor:: S. Mejjia
Gênero: Bilionários
Silvia Setién acredita que tem o controle de tudo. Jovem, bela e implacável, ela assume a diretoria da agência de publicidade da família em Madri, disposta a provar que a ambição não tem limites. Mas um erro estratégico a coloca nas mãos de quem ela mais despreza: Jorge, o braço direito de seu pai, e Alberto, um fotógrafo brilhante com instintos sádicos. O que começa como um chantagem profissional por um plágio intelectual rapidamente se transforma em um jogo perigoso de dominação. Silvia se vê presa em uma vida dupla: durante o dia, é a diretora executiva impecável que dita as regras no escritório; à noite, é forçada a se tornar uma mulher que ela nunca imaginou existir - uma sumissa absoluta, reduzida a um objeto de prazer e punição. Entre sessões de fotos humilhantes, câmeras escondidas e ordens inegociáveis, Silvia descobre que o luxo e o status têm um preço amargo. Mas, à medida que as correntes se apertam, ela percebe que o medo é o único muro que a impede de explorar os cantos mais obscuros de seus próprios desejos. Em um mundo onde a lealdade foi substituída pela obediência, ela terá que decidir se luta para recuperar sua liberdade ou se aceita o par de botas cor-de-rosa como o símbolo definitivo de sua nova e perturbadora realidade.

Capítulo 1 Início

O celular tocou em um momento ruim; Silvia estava nua, levantando-se da cama, quando o aparelho começou a vibrar dentro da bolsa. O professor Castell, ainda deitado e meio sonolento pelo prazer, olhou com interesse para a garota. Tinha seios discretamente grandes, erguidos; em algumas horas, provavelmente nem ele mesmo acreditaria que tinha ido para a cama com aquele espetáculo de mulher.

Silvia correu, vasculhou entre suas roupas, abandonadas na mais completa desordem, e tirou de uma bolsa minúscula o maldito aparelho. Tinha ideia de quem poderia ser; fazia alguns dias que seu pai sofrera um infarto e, de vez em quando, sua irmã Alicia ligava para dar notícias. Apesar da gravidade, ela havia permanecido em Barcelona. O problema a pegou em uma época ruim: tinha que apresentar seu TCC perante a banca e tinha que se expor diante do presidente dela, um tal professor Castell. Estava certa, já fazia tempo, de que obteria uma nota magnífica, totalmente condizente com o brilho do seu histórico acadêmico.

Atendeu o telefone um pouco tensa, como se temesse que quem ligava pudesse adivinhar o quão embaraçosa era sua situação. Não era Alicia; era seu próprio pai, direto do vilarejo, e ela sabia o que aquilo significava. "Publicidade Setién" era uma empresa familiar e o velho a vinha dirigindo desde a fundação; agora era ela quem deveria assumir o comando. Naturalmente disse que sim, que sairia imediatamente, e se despediu com algumas desculpas vagas.

Em Barcelona, estava tudo resolvido. O professor Castell era assunto encerrado, o projeto estava acabado e ela tinha garantido seu sucesso; nada mais a segurava ali. O resto eram futilidades que se resolviam com a conta bancária. Nem sequer havia parado para pensar no custo do apartamento que tinha em Madri, em pleno Paseo de la Castellana, mas era sua propriedade, vazio para quando tivesse vontade de morar lá. Às vezes se dava conta de que as pessoas normais não viviam assim, de que era uma "filhinha de papai"; então ligava para ele, choramingava um pouco e conseguia uns dois milhões. Havia coisas que era melhor deixar bem claras.

Apesar de querer ir direto para Madri, teve que passar em Villamela; detestava dirigir em viagens longas, mas a visita à casa da família era obrigatória. Naquele vilarejo, quase todo de propriedade dos Setién, ela se sentia como uma rainha sem corte; os moradores ficavam olhando seu BMW zero quilômetro com uma mistura de espanto e inveja. Era um mundo que tinha ficado pequeno para ela, mas não havia nada a fazer; seu pai ia se isolar lá, fugindo das tensões da vida empresarial, e era ali que ela teria que ouvir a inevitável coleção de conselhos. As coisas eram assim.

Na verdade, talvez o que a irritasse fosse que aquele era o território de Alicia; ela mandava e desmandava no casarão da família e tomava as decisões sobre as terras. Não a incomodava que fosse assim, já que não tinha nenhum interesse agropecuário; o que a tirava do sério era ser olhada de cima para baixo e criticada por seu desapego. O que ela podia fazer se era uma mulher do mundo e sufocava no vilarejo? Que Alicia aproveitasse quanto quisesse seu reino feudal, mas que a deixasse viver sua vida.

Aguentar o pai também não era nada agradável, ainda mais agora que ele queria doutriná-la na gestão da Agência. Para todo mundo, Dom Enrique Setién era um grande homem e um empresário modelo, mas ela conhecia o ídolo de perto demais para compartilhar dessa opinião. Ele nem sequer era um empresário de verdade; era apenas um fotógrafo razoável que teve a sorte de não ser contratado pelo jornal onde pediu emprego - se tivesse sido, agora não passaria de um mísero repórter envelhecido na boemia... Mas tudo bem, ao menos tinha trabalhado duro, isso precisava ser reconhecido.

Resistiu a três dias de diretrizes sábias e relatórios detalhados, percebendo claramente que seu pai não queria deixar a empresa e que fora o coração que o obrigara a se afastar. Felizmente, nisso Alicia era uma aliada: estava felicíssima por ter recuperado o velho para seu mausoléu particular. Silvia fingiu que ouvia, mas sem prestar muita atenção; seu pai não entendia que não estava dizendo nada de novo, que ela não teria noção do estado da Agência até ter todos os números na frente dela. No geral, ela já sabia que, se algo sobrava na empresa, era talento e camaradagem... e faria o possível para moderar esses excessos. Na única coisa em que precisava de ajuda, ele não podia aconselhá-la: havia um sócio minoritário, um tal Jorge Cifuentes, com quem não sabia o que fazer. Ele era dono de apenas vinte por cento do negócio, mas o tinha erguido junto com o velho e era muito respeitado pela equipe. Teria como ele aceitar as reformas que ela planejava? Isso teria que ver na hora, mas temia que não fosse fácil. Uma coisa era certa: comandar a empresa era uma oportunidade de ouro.

Em uma manhã qualquer, entrou no carro e partiu para Madri. Ninguém tentou impedi-la; seu mundo e o de Alicia eram incompatíveis demais, e seu pai entendia que, para o bem ou para o mal, alguém precisava assumir as rédeas. Não houve grandes despedidas nem lágrimas; apenas deu a partida e foi embora. Na verdade, todos queriam que aquela comédia terminasse.

Mudar-se para Madri foi simples; ela já tinha morado lá por longos períodos e a casa era impecável. Tinha muitos amigos, principalmente no clube de hipismo; bastaram poucas horas para se sentir em casa novamente.

Capítulo 2 A nova diretora

Embora houvesse várias filiais em outras cidades, a sede central da "Publicidade Setién" ficava em um distrito industrial nos arredores de Madri. A propriedade era bem ampla, com um pequeno estacionamento para a diretoria e dois edifícios; o primeiro, de três andares, abrigava escritórios, laboratórios e estúdios fotográficos; o segundo era apenas um galpão usado como depósito e onde, às vezes, montavam os cenários.

Aquele, em suma, era um lugar onde se trabalhava duro, onde as pessoas estavam acostumadas a ralar muito e a se divertir com a mesma intensidade; ninguém estava feliz com a mudança que estava prestes a ocorrer na direção, e menos ainda Jorge Cifuentes.

Jorge sabia que havia coisas das quais teria que se despedir para sempre. Mesmo que a "menina" chegasse bem instruída e com ideias de continuidade (o que não seria o caso), a relação de amizade e confiança que ele mantinha com Dom Enrique era irrepetível. Agora havia uma intrusa no comando do negócio, uma jovenzinha fresca em um quadro de funcionários composto quase inteiramente por homens; nem as piadas voltariam a ser as mesmas.

Ele tentava se resignar pensando que, afinal de contas, ela era filha de um amigo. Devia tentar suportá-la, pelo menos enquanto as reformas que ela impusesse não fossem absurdas demais; tinham o objetivo comum de ganhar dinheiro, e isso deveria facilitar as coisas. Mas não adiantava: as entranhas dele se reviravam só de imaginar aquela garota ocupando a diretoria. Embora minoritário, ele também era um sócio capitalista; o cargo deveria ter sido dele.

Há pouco, ele a tinha visto passar rebolando, com a bunda marcada em uma minissaia discreta; levemente provocativa, mas dentro das normas da seriedade. Ele a conhecia desde que era adolescente e ia ver o pai na saída da escola; já naquela época, não ia com a cara dela. De repente, o interfone na sua mesa tocou; pela primeira vez, era chamado ao gabinete da nova diretora. Levantou-se de má vontade, percorreu os poucos metros que o separavam da sala e entrou sem bater.

A moça, cujas pernas graciosas apareciam sob a mesa, destoava do ambiente sério do escritório como flores destoam em cemitérios; mas aquela era uma flor atípica, talvez apenas um amontoado de espinhos cuidadosamente cobertos por belos olhos negros.

- Sente-se - disse Silvia, com um tom de voz doce. - O senhor foi o homem de confiança do meu pai e, por isso, o chamei em primeiro lugar.

Jorge aceitou o convite com receio e se deixou cair em uma das cadeiras de couro em frente à mesa de jacarandá. Milhares de vezes ele teria se sentado naquele mesmo lugar para despachar assuntos com o velho, mas agora as coisas seriam radicalmente diferentes. A moça guardou um breve silêncio e logo foi direto ao ponto.

- Bem, gostaria que tivéssemos um bom clima de trabalho e que o senhor me concedesse o mesmo apoio e dedicação que deu ao meu pai. Como deve imaginar, há muitas coisas que precisam ser mudadas e eu gostaria de contar com a sua colaboração. Meu pai, apesar da experiência dele, não passa de um idoso e vinha adiando aspectos relativos à modernização da empresa. Não podemos esquecer que isto, antes de tudo, é um negócio, não um centro de divulgação artística; se perdermos dinheiro, todos perdem.

- Naturalmente, poderá contar comigo para o que desejar - disse Jorge com suavidade. - Concordo que há muito a modernizar; o avanço nas tecnologias de imagem é tão rápido que, em poucos meses, os equipamentos ficam defasados...

- Lamento informar que meu projeto é bem mais amplo do que uma simples renovação de material - interrompeu ela. - Na verdade, a defasagem do equipamento é apenas a primeira consequência de uma má gestão. Se busco a sua compreensão, é porque há vários funcionários cujos contratos não serão renovados, e eu gostaria que o senhor não os apoiasse... pegaria mal.

Jorge assentiu com a cabeça. Sabia que chegaria a esse ponto. A maldita garota não dava a mínima para a arte ou para os artistas; vinha com seu diploma novinho e seus critérios mercantilistas, disposta a resolver tudo na base do talão de cheques. Não tinha crescido ali, não tinha as mãos sujas de revelador, não sabia o trabalho que dá para fazer uma boa reportagem, nem os riscos que às vezes se corre; a garota só sabia que queria fazer dinheiro o quanto antes.

- A senhora é a dona - disse Jorge, dando de ombros com estoicismo. - Permita-me apenas comentar que há aspectos como a lealdade à empresa que deveriam ser valorizados na hora de selecionar o pessoal. Além disso, nem sempre convém demitir um trabalhador pouco produtivo; se ele for jovem e tiver talento, pode ser um bom investimento.

- Talento, talento - interrompeu Silvia, sorrindo com superioridade. - Alguém poderia me dizer o que é isso, ou em que unidade se mede? Com essa única palavra, o senhor acabou de resumir o pior dos nossos males; nós precisamos de realidades, de trabalho sério. Nossos clientes não se satisfazem com coisas tão vagas quanto o "talento".

A princípio, Jorge fez menção de responder, mas logo desistiu. O rosto da moça exibia um sorriso irônico; seria uma estupidez tentar explicar algo a ela. Suas ideias pareciam tão claras e definitivas que rebatê-las resultaria apenas em um confronto inútil.

- Esta é a lista dos funcionários que não pretendo manter no quadro - prosseguiu ela. - Como poderá ver, estou eliminando pessoal técnico, repórteres e a maquiadora, e pretendo contratar profissionais de vendas e alguns especialistas em design gráfico computadorizado.

Jorge deu uma olhada no papel e, em poucos segundos, parou de ler. Eram pessoas que trabalhavam ali há muitos anos, em alguns casos, amigos dele. Sentiu a tentação de defendê-los, mas se conteve. Aquilo era pior do que ele tinha imaginado.

Capítulo 3 A nova diretora - parte 2

- E quanto a mim? Onde eu fico? - perguntou ele, sem conseguir evitar um tom de ironia. - Em que lugar me encaixo nesse novo organograma?

Ela pareceu hesitar, por não esperar uma pergunta tão direta. Mas logo se recuperou.

- O senhor... O senhor representa o que há de melhor no modelo antigo; é um excelente produtor e dará à equipe uma sensação de continuidade. No entanto, temo que teremos de liberá-lo de algumas das responsabilidades que vinha exercendo: nomearemos um codiretor comercial para que o senhor possa se dedicar integralmente às suas outras funções. Espero que não se sinta desprestigiado.

- Como queira. Ninguém nunca reclamou por trabalhar menos - respondeu ele, com uma indiferença fingida.

Um silêncio tenso caiu sobre eles. Silvia gostaria de ter tratado melhor o homem de confiança de seu pai, mas queria reerguer a empresa, e isso era impossível sem romper com os velhos costumes. Estava consciente de que travava uma batalha decisiva; Jorge era um diretor de projetos valiosíssimo e, se ela conseguisse empolgá-lo com sua reforma, o caminho para o sucesso estaria traçado. No entanto, percebia que era difícil alguém se empolgar ao ser rebaixado para o segundo plano e, ao mesmo tempo, ver-se separado de vários amigos. Talvez, se conseguisse envolvê-lo em algo importante...

- Mudando de assunto, estive conversando com o representante da Ron Maracagua e eles não estão satisfeitos com a nossa proposta de campanha. Estamos fazendo algo a respeito?

Jorge não teve dificuldade em focar na pergunta; falar de demissões estava sendo desagradável demais.

- Estamos explorando uma nova linha, com novos slogans, designs e fotos diferentes, mas não acredito que terminaremos antes de um mês. Provavelmente, nos interessaria muito uma reportagem de que ouvi falar, feita nas praias de Cuba. O autor é um conhecido meu, Alberto Sagasta, um fotógrafo genial que trabalha para uma agência de notícias.

- Dê-me o telefone dele - disse Silvia, parecendo animada. - Vou tentar comprar as fotos e até o autor, se ele não se vender por um preço muito alto. Precisamos de um fotógrafo de confiança para ajudar a preencher a lacuna deixada pelo meu pai.

A partir daí, a conversa virou um longo monólogo de Silvia, que Jorge encarou como uma mera declaração de intenções, ouvindo apenas trechos esparsos. Não importava o que ela dissesse; aquela garota, acostumada a vencer tudo com facilidade, ia destruir o trabalho de sua vida. Ele tinha ajudado a criar tudo aquilo. Junto com o velho, tinha tirado a "Publicidade Setién" do nada; tinha reunido aquela equipe que agora ela ia desmembrar com uma canetada. A imbecil não sabia como é difícil sintonizar designers, cinegrafistas e roteiristas em uma tarefa comum; quando as pessoas colaboram e esse equilíbrio é atingido, é um crime perdê-lo, jogá-lo fora por uns trocados.

Jorge esperou pacientemente que ela terminasse o discurso e voltou para sua mesa de trabalho, aquele quartinho minúsculo que ele pomposamente chamava de "escritório". Estava indignado, triste e quase se arrependia de ter se dedicado tanto a erguer aquilo. Pela primeira vez na vida, desejou destruir tudo sozinho - talvez não apenas por vingança, mas para dar a muitos sonhos uma morte digna. Deixou passar alguns minutos até ver Carmen, a maquiadora, entrar no gabinete. "A primeira cabeça para a Madame Guilhotina", pensou, "a primeira vítima da nova diretora". Então, olhou ao redor para garantir que estava sozinho e discou um número.

- Alberto?

- Sim, sou eu - soou a voz no fone.

- Escuta, é o Jorge. Liguei porque contei para a Silvia, a filha do Dom Enrique, sobre aquela reportagem magnífica que você fez em Cuba. Ela quer comprá-la e, de quebra, vai tentar te contratar. Estou te avisando para você ficar esperto e arrancar o máximo que puder.

A linha ficou em silêncio por um instante, até que a voz de Alberto surgiu:

- Você vendendo o peixe da Publicidade Setién? Não acredito. Você detesta tanto assim a menina?

- Como um tiro no estômago. Ela vai demitir até a faxineira.

- E essa Dona Silvia é bonita?

- Uma beldade carregada de maldade. Morenaça, olhos negros, vinte e dois anos, peitos grandes e um corpo de cinema. Melhor eu parar, antes que ela me escute.

Alberto calou-se novamente, como se refletisse, e só momentos depois sua voz preencheu o fone de novo.

- Bem, verei o que posso fazer. Se ela quer a reportagem e a mim, provavelmente nos terá; gente assim sempre consegue tudo.

- Realmente, não dá para te entender - disse Jorge, irritado.

- Não se preocupe - respondeu Alberto com jovialidade - você vai entender. Vou dar um jeito de a gente tirar vantagem disso. Me lembre que te devo uma.

Jorge desligou o telefone bruscamente. Ainda guardava fresca na memória a época em que ele e Alberto se metiam em todas as confusões: Índia, Afeganistão, Bangladesh... eram apenas parte de sua jornada sombria como repórteres de guerra. Enquanto Jorge se arriscava, seu amigo sempre fora um "franco-atirador", e tinha a virtude de tirá-lo do sério. Por sorte, e apesar do cinismo, Alberto era do tipo de pessoa em quem se podia confiar; costumava dar o melhor de si nos piores momentos. Será que ele ainda guardava esse fundo de lealdade após os dez anos em que mal se viram? Apenas o telefone e uma ou outra reunião ocasional os mantiveram em contato.

O rosto choroso de Carmen, recém-saída do gabinete da "bruxa", o tirou de seus pensamentos. Ela entrou pela porta aberta e se aproximou para murmurar:

- Sabe de uma coisa? Por mais que você goste dos peitos dela, aquela garota é uma filha da puta.

Ele não respondeu. Carmen era muito sua amiga, mas ele não estava em condições de ouvir nada naquele momento, nem mesmo que concordava plenamente com ela. Ela se afastou em seguida; não devia querer que ninguém a visse naquele estado. O que importava? Ele não podia fazer nada. Nenhuma demissão o entristecera tanto quanto a dela, entre outras coisas porque ela animava toda a equipe e porque fora a única - a única! - que percebera o seu segredinho. Ela percebera e guardara com tanta discrição e carinho que ele não se sentira incomodado. Carmen possuía um nível de percepção humana e de compreensão que ele valorizava imensamente.

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