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Seduzida pelo Mafioso

Seduzida pelo Mafioso

Autor:: J.C. Rodrigues Alves
Gênero: Romance
A vida de Talia muda quando se envolve com um homem mais velho, misterioso e sedutor, que desencadeia uma paixão avassaladora em seu coração. O que Talia não sabe é que esse homem, Julian, é quase trinta anos mais velho que ela e um poderoso mafioso. O que começa como um romance proibido rapidamente se transforma em um pesadelo quando Talia descobre que está grávida. A notícia da gravidez desencadeia uma série de eventos que revelam um segredo obscuro do passado de Julian. O homem com quem Talia está envolvida é, na verdade, o objeto da paixão não correspondida de Emma, um homem que ela amou profundamente e que agora está enredado no perigoso mundo da máfia. Talia e Julian agora enfrentam escolhas impossíveis e consequências devastadoras enquanto tentam proteger seu amor e sua família em meio a um perigoso jogo de poder, traição e segredos sombrios. Nessa história de desejo proibido, vingança e redenção, eles terão que lutar contra todos os obstáculos para encontrar o seu próprio caminho e descobrir se o amor pode realmente superar todas as barreiras.

Capítulo 1 1. Talia

Sentada diante do bar, envolta pela música abafada que ecoava pelas paredes, as vozes animadas ao meu redor e o cheiro forte de cerveja não conseguiam dissipar meus pensamentos turbulentos. Mesmo tentando me perder no ambiente barulhento e movimentado, meu coração ainda estava pesado e angustiado pela briga recente com meu namorado Aiden.

Em outro momento daquele relacionamento, talvez estivesse em casa, chorando horrores, assistindo uma comédia romântica e rodeada de todo tipo de doce, para tentar fechar o buraco no meu coração que aquela briga havia causado. Mas não naquela noite, não estava nem um pouco disposta em ficar chorando em meu quarto.

Naquela noite beberia o máximo que conseguiria e consequentemente esqueceria até mesmo de Aiden.

Viro o terceiro shot de tequila, sentindo o ardor da bebida queimar minha garganta.

Fico surpresa com a súbita aparição de um homem de ombros largos ao meu lado, me pego encarando seus olhos intensos enquanto ele se posicionava ao meu lado, apoiando descontraidamente a lateral do corpo no balcão. Seu sorriso parecia genuíno e acolhedor, mas não conseguia evitar sentir uma pontada de nervosismo pela sua aproximação inesperada.

- É sempre bom ver alguém novo por aqui - diz ele com uma voz grave e calorosa, como se estivesse acostumado a iniciar conversas com estranhos - Meu nome é Julian.

Embora meu coração ainda estivesse abalado pela discussão com Aiden, algo na atitude descontraída de Julian me deixou um pouco mais à vontade.

Respondo com um sorriso tímido:

- Prazer, Luce - Minto descaradamente, já que naquela noite não queria ser a Talia que estava tentando não sofrer por mais uma briga em um relacionamento que já se estendia por dois anos, aonde acreditava que estava com o homem perfeito para mim.

Julian inclina a cabeça levemente, demonstrando interesse genuíno.

- Então, o que te trouxe a este lugar hoje à noite Nunca vi você por aqui, então deve ter um bom motivo para estar aqui sozinha hoje - deduz.

Sua percepção me pegou novamente de surpresa, mas ao mesmo tempo, me senti tocada por sua "sensibilidade". Decidi ser honesto.

- Bem, tive uma briga feia com meu namorado recentemente e precisava de um lugar para clarear a cabeça, sabe? - Ele assenti compreensivamente.

- Talvez eu possa ajudar - diz ele, antes de virar o outro shot que o barman havia me servido.

Ergo uma sobrancelha, olhando ele com mais atenção. Seu rosto sem qualquer vestígio de barba, olhos claros que ficavam ressaltados na pele bronzeada e o cabelo comprido ondulado. Qualquer pessoa associaria ele a algum surfista sem dúvida.

Mas acima de tudo, o que mais chamava atenção era que ele aparentava ter idade para ser meu pai. Só que bem mais bonito e atraente que meu próprio pai.

- Como? - pergunto finalmente, intrigada com o homem ao lado.

Ele sorri maliciosamente, erguendo um dos cantos da boca rosada em um sorriso sexy, que ascendeu algo rapidamente em mim: adrenalina misturada com tesão.

No momento em que Julian abre a porta do quarto com o pé, sem parar de me beijar, sinto uma mistura intensa de sensações. Seus lábios eram como um imã, impossíveis de resistir. Ele me agarrou com firmeza, como se estivéssemos no meio de uma tempestade no mar, e eu estivesse agarrado a ele com a esperança de que ele fosse meu único bote salva vidas.

O beijo era diferente de qualquer outro que já havia tido com Aiden. Era intenso, carinhoso e, ao mesmo tempo, carregado de uma energia agressiva que aumentava o desejo entre nós. Suas mãos seguravam minha cintura com firmeza, enquanto eu enlaçava seu pescoço, querendo me fundir completamente a ele.

Nossos lábios se encontravam e se afastavam em uma coreografia descontrolada, como ondas inquietas em um mar revolto. Cada movimento era arrebatador, roubando meu fôlego e fazendo meu coração bater descompassadamente. Era como se estivéssemos nos entregando a um desejo avassalador, sem pensar nas consequências.

A agressividade do beijo só aumentava a atração entre nós. Era como se estivéssemos buscando aliviar todas as tensões e emoções reprimidas em um único momento de intimidade ardente. Nossas línguas dançavam freneticamente, explorando e reivindicando cada centímetro da boca um do outro.

A medida que o tempo passava, o beijo se tornava ainda mais voraz, como se estivéssemos desafiando um ao outro a nos entregar completamente, sem reservas. Não havia espaço para o autocontrole, apenas para a paixão desenfreada que nos consumia.

Enquanto continuávamos a nos beijar, eu me perdia no momento, sem pensar em mais nada além daquele contato intenso. Principalmente em Aiden.

Quando nossas bocas se separam novamente, estamos ofegante, respirando pelos lábios entre abertos, mantínhamos nossos olhares fixos um no outro e como se lesse meu olhar, Julian me vira de repente contra seu corpo, roçando sutilmente seu pênis entre minhas nádegas, antes de curvar meu corpo bruscamente sob a cama.

- Desculpa, querida, não sou carinhoso - As mãos dele abrem as minhas nádegas, ainda cobertas pelo vestido vinho que havia escolhido para aquela noite, assim como a meia calça preta - Muito menos paciente - Ele ergue a barra do vestido, até a enrolar em minha cintura, desferindo por último um tapa forte - E também sei que vocês mulheres, preferem algo mais... - Ele rasga minha meia calça de repente, fazendo com que meu corpo estremecesse de repente - intenso - Ele se abaixa em um pouco, colocando em seguida a cabeça entre as minhas pernas e chupando todo o local com vontade. Fecho meus olhos com força, rebolando em sua boca, tentando aproveitar o máximo de sua língua naquele local que estava tão sensível.

Julian percebe, pois ri e se afasta de repente, meu quadril ainda se mexe como se buscasse o contato, pouco antes da frustração me tomar.

Sinto novamente um tapa em uma das nádegas, seguida pelos dedos dele apertando a pele macia. Algo úmido, porém quente, é o que sinto em seguida, descendo lentamente pelo espaço entre minhas nádegas, até chegar na entrada da minha boceta, que já estava completamente lumbrificada e pronta para receber o pênis de Julian.

E foi exatamente o que recebi, de uma vez, me rasgando de uma vez por sua grossura e seu tamanho. Um gemido de dor e prazer escapa da minha garganta, inicialmente senti um pouco de dor pela entrada brusca, no instante seguinte, já sentia novamente o prazer irradiando meu corpo.

- Estou certo, Luce? - Ele sussurra debruçado sob meu corpo, segurando meu queixo, com a boca perto do meu ouvido - Posso ser mais carinhoso, comum, se quiser - Ele aperta com mais força meu queixo, levantando.

- Eu não quero que seja comum - rosno - Quero que seja você e que me faça gozar - Minha voz soa como uma ordem.

Julian sorri contra meu cabelo, se enterrando o máximo que conseguia dentro de mim, mantendo seu corpo sob o meu.

Capítulo 2 2. Julian

Deitado de bruços, com os braços embaixo da cabeça, quase mergulhado em um estado de sonolência, por ter dormido apenas uma hora desde que o dia amanheceu, percebi Luce se movendo pelo quarto, sendo o máximo possível discreta e silenciosa ao se vestir, mas seus movimentos graciosos capturaram minha atenção mesmo através das pálpebras semi fechadas.

A luz suave do quarto delineava suas formas enquanto ela recolhia suas roupas com delicadeza. O jeito como ela pegava as peças com cuidado, revelando sutileza em cada gesto, prendeu minha atenção. A mente ainda sonolenta, mas curiosa, eu a observava de relance, tentando não ser intrusivo em sua privacidade.

Seu olhar concentrado e sua expressão tranquila transmitiam uma sensação de paz. Era como se estivesse testemunhando um momento de intimidade, onde Luce estava em sintonia com sua própria essência. O quarto ganhava vida com sua presença, e o ar parecia carregado com uma energia suave e cativante.

Enquanto ela se vestia, eu me perdia em pequenos detalhes: o movimento gracioso dos cabelos, a maneira como suas mãos encontravam o fecho do colar, a delicadeza ao deslizar as pulseiras em seus pulsos. Tudo parecia acontecer em câmera lenta, e cada gesto dela se tornava um pequeno espetáculo aos meus olhos.

Ao terminar de se vestir, ela se virou em minha direção. Por um breve instante, nossos olhares se cruzaram, e tenho a impressão que não era para estar acordado, nunca estava.

- Não se preocupe que não quero que me leve até a porta - diz ela de repente, pegando a bolsa largada em um canto do quarto.

- Nem o café da manhã do hotel? - sugiro sem perceber, não entendo por quê aquelas palavras saíram com tanta facilidade, sendo que aquele não era o roteiro de sempre - O café da manhã deles é muito bom - finalizo com total convicção.

Já que aquela não era a primeira vez que estava naquele hotel, muito menos naquela cama. O quarto sempre estava reservado para mim e para as possíveis aventuras que encontrava.

Um sorriso discreto se formou em seus lábios, e então ela se dirigiu para fora do quarto, deixando para trás a leve fragrância de sua presença.

Sorrio para mim mesma, lembrando da noite naquele quarto, havia sido quente, muito quente e este era um dos motivos pelos qual gostava de mulheres mais novas, quase inexperientes.

Inicialmente quando vi Luce virando shot de tequilas um atrás do outro, logo deduzi que fosse alguma frustração referente algum relacionamento. A maioria das mulheres que encontrava naquele bar, tinham quase o mesmo problema e naquele momento eu decidia ser na solução.

E estava convicto que naquele noite, havia sido o de Luce, pelo modo como me arranhava e se contorcia em baixo de mim, desejando me sentir por completo. E não satisfeito apenas com um orgasmo, precisei fazer ela gozar mais três vezes, assistindo atentamente ela se desmanchar a cada orgasmo, revirando os olhos nas órbitas e enfiando suas unhas em minha pele.

Decido me levantar, apesar da vontade de continuar dormindo, e segui para o banho. A água quente ajudou a despertar meus sentidos e me preparar para o dia que estava por vir. Após me secar e me vestir adequadamente, percebi que algo estava faltando para começar minha manhã de forma satisfatória: um café forte e revigorante.

A ideia de tomar o café do hotel não me entusiasmava. Ele parecia insosso e sem personalidade, algo que não me satisfaria de verdade. Queria algo especial, um café que me envolvesse com seu aroma e sabor, algo que me ajudasse a enfrentar o dia com energia e prazer. E não ficar em um lugar com casais apaixonados, desfrutando o café da manhã incrível do hotel.

Me lembro de um café charmoso e aconchegante que havia descoberto alguns quarteirões adiante. Era um local encantador, com uma atmosfera acolhedora e um café delicioso.

Eu queria experimentar novamente aquele sabor único e aproveitar um momento só meu.

Decidi sair em busca desse café especial. Enquanto caminhava pelas ruas, podia sentir o ar fresco da manhã e a ansiedade por esse encontro com o café perfeito. Chegando ao local, a atmosfera agradável logo me envolveu. O aroma de grãos recém moídos impregnava o ambiente, e eu sabia que estava prestes a ter uma experiência sensorial incrível.

Ao sentir uma mão tocando suavemente meu ombro, meu coração dá um salto. Ao virar o rosto e erguer as sobrancelhas surpreso, me deparei com o rosto familiar de Emma, minha amiga de infância. Um sorriso espontâneo iluminou meu rosto, e automaticamente me virei para abraçar ela.

- Emma! Não acredito que é você! - exclamei com entusiasmo, ainda surpreso e feliz por ver ela ali, na fila do café, em meio a tantas pessoas desconhecidas.

Ela também sorri e me abraçou com carinho.

-Pois é, que coincidência nos encontrarmos assim! Nem imaginava que poderia te ver por aqui - diz ela, com a voz suave e amigável que me lembrava dos tempos de infância - Ainda mora aqui? - Ela me olha com atenção.

- Nunca saí daqui, Emma - Ela assenti, ainda sorrindo.

- Eu sai mas, voltei - diz encolhendo os ombros, me acompanhando a medida que a fila anda.

- Voltou definitivamente? - questiono duvidando da minha capacidade de processar aquela situação, depois da noite que tive.

- É - diz parecendo desconfortável - Estou de volta na cidade em que juramos que nunca mais voltaríamos - Ela suspira, fixando novamente o olhar em mim - Lembra dessa promessa? - pergunta baixo.

Não costumava fazer promessas. Nunca. Não mais. Com certeza desde criança, quando costumava fazer promessas com a mulher que estava naquele momento ao meu lado, aonde um dia, deixaríamos aquela cidade e moraríamos juntos. Obviamente éramos crianças e não tínhamos ideia de como a vida poderia ser cruel, começando com o fato de nos separar por 21 anos.

- Mas estou feliz em estar aqui - Ela cruza o braço com o meu - Pelo menos encontrei você - Antes mesmo que pudesse responder, ela beija o lado do meu rosto, justamente no momento que eu era o próximo da fila - Nos vemos por aí, Armstrong - Dito isto, ela gira os calcanhares, me deixando ali com a sensação que havia voltado no tempo.

- Senhor? - A voz da atendente impaciente, me puxa para a realidade.

Capítulo 3 3. Talia

Com a sensação de exaustão pesando em meus ombros, saí do banheiro vestida em meu roupão macio e aconchegante. A luz suave do dia espreitava pelas frestas das cortinas do quarto ainda fechadas, lançando um brilho fraco e reconfortante no ambiente.

Caminho lentamente até a minha cama, sentindo o toque macio do carpete sob meus pés descalços. Cada passo era uma espécie de alívio após a noite mal dormida que tive. A briga com Aiden ainda pairava em minha mente, mas, naquele momento, eu queria apenas encontrar um pouco de paz e descanso.

Me deito na cama com um suspiro de alívio, sentindo o conforto dos lençóis frescos abraçando meu corpo cansado. O roupão ainda exalava o aroma suave do sabonete que usei no banho, criando uma atmosfera reconfortante ao meu redor.

Enquanto fechava os olhos, tentei desligar os pensamentos e as emoções que me atormentavam. Ainda podia sentir a intensidade do beijo de Julian, a agressividade e o desejo que nos envolveram. Mas, naquela hora, a necessidade de descanso superava qualquer outro pensamento.

Conforme me acomodava na cama, senti a suavidade dos travesseiros abraçando minha cabeça e o aconchego do edredom cobrindo meu corpo.

Ao ser surpreendida pela entrada repentina de minha mãe em meu quarto, meus olhos se abre rapidamente e me sento na cama, surpreso com sua presença. Ainda sonolenta, tento compreender o que estava acontecendo enquanto ela se jogava na cama com um sorriso contagiante estampado em seu rosto.

- Meu Deus, mãe, você me assustou! - exclamo, esboçando um sorriso leve, mesmo diante da confusão do momento.

Ela ri alegremente, parecendo não se importar com o fato de ter me pego de surpresa.

- Desculpe, querida, eu não pude resistir! - Ela continuava sorrindo, algo surpreendente, pois ultimamente ela não sorria.

Enquanto ela falava, ainda tentava despertar completamente, sentindo uma mistura de sonolência. No entanto, o sorriso caloroso de minha mãe era contagiante, e aos poucos, a atmosfera do quarto começou a ficar mais leve.

Coloco um braço ao redor dela.

- Mas o que trouxe você até aqui? - pergunto rouca pelo sono.

Ela deu de ombros de forma descontraída.

- Só estava passando pelo corredor e pensei que seria bom conversarmos um pouco. Afinal, eu sempre amei essas conversas matinais com você - Ela queria contar, só não sabia como.

- Claro, mãe - digo suavemente.

Ainda sentada na cama, observo minha mãe, Emma, se deitar ao meu lado com um suspiro de satisfação. Seus olhos brilham enquanto ela fixa o olhar no teto, parecendo estar revivendo momentos do passado.

- Sabe, querida, algo realmente incrível aconteceu hoje - diz sorrindo - Comentei algumas vezes sobre meu amigo de infância com você, lembra? - pergunta sem me olhar.

- Claro, mãe! Você sempre falou dele - lembro com um suspiro -O que aconteceu? - pergunto curiosa.

- Acredite ou não, eu o encontrei hoje em uma cafeteria da cidade. Parece que o destino decidiu brincar comigo e cruzar nossos caminhos depois de tantos anos - O sorriso aumenta em seu rosto.

Finjo surpresa, apesar do sono.

- Sério? E como foi o encontro? Vocês conversaram muito? - Deito ao seu lado, lutando com o sono.

Ela suspira.

- Foi maravilhoso. A princípio, estávamos um pouco tímidos, afinal, fazia muito tempo desde a última vez que nos vimos. Mas, aos poucos, a conversa fluiu como se o tempo não tivesse passado. Parecia que estávamos ainda naquela época, trocando sorrisos e segredos - diz nostálgica.

- Deve ter sido um momento muito especial para você - Fecho meus olhos por alguns instantes, apenas para descansar as palpébras.

Sinto sua mão acariciando meu rosto.

- Sim, foi. Ele continua o mesmo cara gentil e divertido de antes. E o mais surpreendente é que eu ainda senti aquela faísca, sabe? A mesma que sentia na adolescência. Parecia que nada mudou entre nós - Não conseguia entender como ela poderia sentir a mesma coisa de mais de vinte anos atrás, mas pelo jeito ela sentia.

- É como se o tempo tivesse parado, né? - murmuro.

- Exatamente. Foi como reencontrar uma parte importante do meu passado, e isso trouxe um sentimento de nostalgia e alegria ao mesmo tempo - Ela faz uma breve pausa - E quem sabe o que o futuro reserva, não é? Por enquanto, vou aproveitar a sensação de reviver essa amizade que foi tão importante para mim.

- E está certa - digo tentando fazer com que aquela nossa "conversa" terminasse.

Se apoiando nos cotovelos, ela me olha.

- Passou a noite com Aiden? - questiona, esperando pacientemente pela minha resposta.

- Não quero falar sobre isto - digo virando de costas, ainda com os olhos fechados.

- Só para lembrar... - diz saindo da cama - você ainda tem caixas para desempacotar e seu quarto para arrumar - Ouço seus passos saindo do quarto.

Com a mente ainda ecoando nas palavras de minha mãe sobre o reencontro com seu crush de infância, me vi novamente lutando contra os pensamentos que me atormentavam. Porém, minha mente insistia em me lembrar do desconhecido que me deixou assada. A lembrança de nosso beijo arrebatador era como uma sombra que se recusava a desaparecer. As imagens invadiam minha mente, despertando excitação.

Sua presença intensa mexeu com algo dentro de mim, uma parte desconhecida que ansiava por ser explorada.

Lentamente, tento esvaziar minha mente, concentrando-me em respirar profundamente. Queria encontrar paz, mas o turbilhão de pensamentos e sensações era uma correnteza forte demais para controlar.

Ainda assim, o cansaço gradualmente começou a me vencer, e os limites entre a realidade e o sonho se tornaram tênues. Enquanto minha mente se entregava ao torpor do sono, uma parte de mim ansiava por encontrar o desconhecido novamente, mesmo sabendo que poderia me deixar mais assada novamente.

No mundo dos sonhos, as fronteiras do real e do imaginário se confundiram. Eu me vi em um cenário diferente do qual estava, um lugar onde as regras da realidade não se aplicavam. E lá, encontrei Julian mais uma vez, sua presença misteriosa me envolvendo em um abraço repleto de desejo.

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