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Seduzione - Nas Mãos do Chefe

Seduzione - Nas Mãos do Chefe

Autor:: Fire Books
Gênero: Romance
Maria Luiza Fernandez, Malu, nunca imaginou que pagaria com a própria liberdade por uma dívida que não era sua. Para continuar viva, ela aceita cair nas mãos do homem mais temido do submundo. Vincenzo Torricelli, o Chefe, não negocia. Frio, dominante e perigoso, ele transforma Malu em parte do seu jogo - uma dívida a ser cobrada. Entre poder, desejo e controle, nasce uma ligação marcada por uma única palavra: Seduzione. Nesta batalha, ninguém sai ileso. Porque quando sentimentos entram no jogo... todos podem perder.

Capítulo 1 Maria Luíza

♤ Algum tempo atrás ♤

Morar em uma comunidade requer muito cuidado por diversos fatores... O por quê? Quanto maior o local, mais perigoso. Tudo se torna foco - seja fofoca, riqueza, saúde e, principalmente, problemas familiares.

As pessoas mesclam entre o trabalho, serem boas ou serem ruins... Algo bem típico das favelas...

Eu me considero uma pessoa boa, sem vícios... Apenas sempre gostei de estar atenta à vida dos famosos, pessoas de sucesso. E tenho um em especial que vocês logo saberão de quem se trata.

Nunca fui deslumbrada, ambiciosa ou algo do tipo, mas, como todo ser humano, estou em busca de algo melhor para a minha vida. Contudo, infelizmente, as coisas mudaram e tomaram proporções inesperadas...

Como comentei antes, comunidades têm seus perigos. E, neles, diversas possibilidades. No meu caso, foi a família - para ser mais exata, o meu irmão mais velho.

Eu, que sonhei com um futuro longe do morro, com um trabalho, uma casa, uma vida tranquila, com apenas o necessário para viver.

Meu pai morreu em um assalto e, de quebra, deixou um irmão mais velho, o Abraão, que foi a minha desgraça.

O desgraçado foi vítima dos traficantes. Ele era alcoólatra e vivia pegando dinheiro emprestado com agiotas para suprir seu vício. Eu tentava de tudo para que ele parasse com isso, mas não conseguia. Até que ele acabou morrendo... e eu herdei suas dívidas com os agiotas. Alguns caras eu até conhecia, pois cresceram comigo na comunidade e, talvez por conta disso, eles não me mataram.

Mas, com certeza, algo muito ruim me esperava, já que eu não poderia pagar a dívida imensa que meu irmão fez com eles. Alguns dias se passaram, e foi aí que descobri que alguns dos caras tinham ligação com a boca. Aí que tudo fodeu de vez. Ao invés de eu dever aos agiotas, passei a ter que prestar contas com os traficantes do morro. Foi aí que o que já estava fedendo apodreceu de vez.

O sub veio até o barraco onde nós morávamos para dizer que a dívida trocou de mão e que eu teria que pagar de qualquer maneira dentro de 24 horas.

As horas passaram e eu com o cu tão apertado que não passava sequer uma agulha, de tanto medo que eu estava. Trovão era o pior chefe da comunidade que eu conhecia. O desgraçado não tinha piedade nem da família, imagina de uma magrela sem graça como eu.

A dívida cresceu tanto que já estava em cem mil reais. E onde eu ia conseguir levantar uma grana dessas em 24 horas? Nem rodando a madrugada inteira na Avenida Atlântica conseguiria isso. Então já estava me acostumando com a minha situação: eu iria morrer depois de ser estuprada da pior maneira possível por aqueles porcos da boca.

Já ouvi várias garotas contando barbaridades que acontecem naquele quartinho nojento que eles usam para tudo - desde desovar corpos a comer umas às outras.

Eu já estava me sentindo um lixo. E o pior de tudo é que só pensava naquele bonitão da revista. Bem que podiam aliviar o meu lado e me dar um presente de misericórdia para essa moribunda virgem, né? Não seria nada mal morrer sendo fodida por aquele gostosão dos olhos azuis.

- Tá maluca, Malu? Essa parada de morte e execução mexeu demais contigo. Até ficou doida, sonhando com um cara de revista.

Eu me bati quando levei um susto com a porta sendo colocada abaixo e fui arrastada às cinco da madrugada, jogada dentro de um carro, sendo levada sei lá para onde.

O carro parou e eles diziam que eu iria pagar a dívida de qualquer jeito.

Eu já estava desesperada. Me arrastaram, jogando-me em um lugar escuro. Fui presa em um quarto sujo, onde esperei para ver o que fariam comigo.

Sempre fui muito corajosa, mas confesso que agora estou com um medo imenso. Não sei o que vai acontecer comigo e com a minha vida. Andando de um lado para o outro naquele quarto escuro, cheio de coisas empilhadas que com certeza foram roubadas, eu pensava em como terminaria a minha vida... Pois, para mim, ela tinha acabado ali.

Chorando e com muito medo, eu esperava ser perdoada, mas, no fundo, sabia que não haveria perdão. Me assustei quando abriram com força a porta de onde eu estava. Era Vinícius, um dos meninos com quem cresci. Agora ele era traficante e, para a minha sorte, foi ele quem conseguiu convencer os outros a não me matar.

- Vem, Malu. Se adianta e facilita a minha situação, que o chefe quer que eu leve você - disse ele com uma voz de quem não queria fazer aquilo.

Eu não disse nada. Apenas saí daquele lugar horrível e fui com ele. Também, o que eu poderia fazer? Meu destino já estava traçado, sem que eu tivesse escolha. Meu coração estava a ponto de ter um ataque. Era agora que eu saberia o que eles iriam fazer comigo. Minhas lágrimas escorriam feito cachoeira. Eu tremia. Estava em pânico.

Chegando a uma sala cheia de homens armados com armas pesadas, parei na frente do tal chefe que eu só conhecia de vista: o desgraçado do Trovão.

O sujeito era um mulato em torno de 1,80m de altura, musculoso, cheio de correntes de ouro no pescoço, tatuagens por todo o corpo, anéis nas duas mãos, pulseiras e um Rolex no pulso esquerdo. Eu fiquei toda excitada só de ver aquele corpo delicioso, sem camisa, completamente exposto da melhor maneira possível.

Mas tudo passou quando tirei os olhos do seu corpo e encarei seus olhos cinzas e sombrios, fazendo-me sentir que estava no próprio inferno.

Todos naquele lugar, que era chamado de escritório do tráfico, me olhavam como se quisessem me devorar. Eu fiquei ainda mais apavorada. Afinal, eu era virgem. Tudo o que conhecia sobre sexo era o que lia em contos eróticos e nas revistas de fofoca - onde estava o meu maior desejo de consumo: o tal homem de olhos azuis, gostosão.

- Você deu sorte, gostosa. Escapou de morrer... - disse Trovão, me observando e tocando no meu cabelo.

- O que vai fazer comigo? - perguntei, assustada, me esquivando.

Ele se aproximou do meu ouvido e falou em um sussurro que arrepiou todos os pelos do meu corpo:

- Vamos te dar de presente para um bacana aí. E tu, gostosinha, vai ficar junto com umas mulheres que querem ganhar a vida vendendo o corpo.

- Quê? Não! Por favor! Me prostituir, não! - tentei levantar, mas ele me empurrou com uma só mão, me fazendo sentar novamente.

- Eu lamento, delícia. Até queria ficar contigo, mas nós temos uma dívida com ele e precisamos pagar. E você vai ser o pagamento. Assim, sua dívida também será quitada com a gente. É isso ou a morte. Escolhe aí que ainda dá tempo.

Ele destravou a pistola. Ao ouvir o estalo, comecei a tremer.

Eu só sabia chorar. Minha vida acabou ali. Eu seria entregue a uma casa onde mulheres se vendem, e eu teria que fazer isso também. Preferia morrer a vender o meu corpo.

- Por favor, me matem. Eu prefiro morrer, mas não me levem para esse lugar. Por tudo que é mais sagrado. Me ajuda, Vinícius! Por favor!

- Desculpa, Malu... mas dessa vez não tenho como te ajudar.

- Lombriga nem é louco de contrariar minhas ordens, filhinha. Palavra de Trovão vira lei. Sem chance, gatinha. Você é gostosa e eles te querem.

[...]

Perdida em pensamentos, nem percebi que havíamos chegado. Era uma casa imensa - tipo uma mansão. Confesso que pensei que seria um puteiro nojento, mas não era. Era luxo.

[...]

- Façam fila. O chefe está chegando para dizer o que cada uma vai fazer...

[...]

Ouço o barulho vindo da escada caracol.

E então ele apareceu.

Descendo os longos degraus de granito com um ar superior. Como um verdadeiro Deus.

Terno preto impecável. Óculos escuros. No pulso esquerdo, um relógio de grife. No direito, uma pulseira de ouro trançada. No dedo mínimo, um solitário de ônix, típico dos mafiosos italianos.

Alto. Forte. Musculoso na medida certa. Barba desenhada. Cabelos cor de chocolate perfeitamente alinhados.

Eu estava olhando para um Deus grego. E, quando ele retirou lentamente os óculos escuros e seus olhos azuis encontraram os meus... Meu coração simplesmente parou.

Era ele.

O homem da revista.

E, pela forma como me encarava, eu soube naquele exato instante... Que meu destino estava prestes a mudar. Mas não fazia ideia se seria para me salvar... Ou para me destruir de vez.

Continua...

Capítulo 2 Inferno

Malu

Rebeca caminhou até ele toda sorridente e oferecida, parou na sua frente e ele logo deu tapa na sua bunda. Depois a abraçou dando um selinho rápido sem tirar os olhos de nós. Aquilo me incomodou, mas ainda não sabia o motivo, até então perceber que tudo seria pior do que eu imaginava.

- Aí estão as garotas chefinho... -Disse ela nos olhando com desdém

- Hum... Magnífico! Vamos ver o que temos hoje... E espero que sejam mulheres que valham a pena e não como na última remessa. - Disse ele nos olhando

- Essas são ótimas chefinho! Eu garanto! - Rebeca fala acariciando o ombro dele

- Assim espero, ou caso contrário já sabe o que acontecerá com sua família. Não é mesmo Rebeca? - o tal homem fala e noto Rebeca mudar a feição no mesmo instante.

O que antes era soberba deu lugar a um olhar de medo que confesso ter me deixado feliz. Era bom saber que aquela maldita tinha o rabo preso e também sabia o que era sentir medo assim como nós. Saio dos meus pensamentos com a voz insuportável do tal Jairo gritando:

- Uma por uma venha aqui na frente... - disse o tal Jairo.

E assim foi feito. Uma a uma foi se apresentando. O tal chefe olhava as meninas, às vezes passava a mão no corpo delas de cima abaixo e dizia o que cada uma teria que fazer.

Eu já assustada demais com aquilo estava suando frio pensando que logo chegaria a minha vez... eu não queria ser entregue ao tal de Jairo. Algumas meninas iriam ser stripper, outras garçonetes e claro que se algum cliente as quisesse elas teriam que ir com eles... e logo chegou a minha vez.

A tal Rebeca me mandou chegar a frente, eu com as mãos trêmulas e segurando uma na outra e com o rosto vermelho de tanto chorar fiz o que ela disse.

- Chefe, eu queria essa pra mim, acho que mereço... - Disse Jairo.

- Calma, calma... Deixa eu vê-la... -Disse ele se aproximando de mim.

Ele pegou minhas mãos e soltou uma da outra com força, deslizou sua mão que era grande em meus braços tirando o meu casaco, minha pele se arrepiou de medo. Ele pegou em meus cabelos colocando pra trás e voltou com as mãos pelo decote da minha blusa e eu engoli seco, as lágrimas escorria em meu rosto.

Apesar do medo e o olhando assim de perto tinha a sensação que já o vi em algum lugar... Apenas não lembro onde.

Sou tirada dos meus delírios pela voz insuportável da Rebeca...

Mas, sim... Só pode ser delírios, ou de onde mais eu o conheceria?

Ele parece ser muito rico e importante, pessoas como eu só o conheceria em uma situação infeliz como essa que me encontro.

- Essa garota é uma mosca morta chefinho, dá ela logo pro Jairo que ele vai mostrar pra ela o que acontece com menininhas medrosas e assustadas aqui... - Disse Rebeca e meu coração disparou na mesma hora.

Ele não disse nada, apenas continuou a sua análise por cada centímetro do meu corpo. Pela primeira vez na vida senti meu corpo estremecer, minhas mãos suarem, um arrepio que vinha do meu cóccix até a minha espinha me causando sensações indecifráveis. Ele me devorava e me despia somente com seu olhar. Eu estava hipnotizada por aquele homem e com a sensação de que o conhecia de algum lugar. Mas, de onde? Onde eu conheceria um homem desses morando numa favela? Nunca!

- Acorde e desperte para sua realidade Malu, esse homem é seu carrasco de agora em diante e você não tem escolhas. Aliás pensando bem tem sim, dormir com ele ou ser morta. - penso enquanto ele continua me cercando

Não sabia o que era pior, morrer ou perder minha virgindade com um bêbado velho porco qualquer. Até que se fosse com esse homem delicioso e misterioso como esse eu não poderia reclamar.

- Cale-se Malu! Parece que esse olhar devorador desse sujeito te hipnotizou e você já está dizendo desatinos.

Continuo no meu transe com ele caminhando em volta do meu corpo e saio no mesmo instante quando sinto que ele parou atrás de mim. Colocou meus cabelos pro lado e passou seus dedos pelo meu ombro direito, eu tremia de medo, sua outra mão subia pela minha coxa e parou no meu bumbum dando um leve aperto. Eu o olhei intensamente por cima dos ombros e respirei fundo já implorando que ele continuasse... Então ele voltou pra minha frente dizendo:

- Já vou dizer o que fazer com ela... - Ele disse... - Agora Rebeca, explique o básico para todas as "ragazze". (garotas)

- Ok chefe.. então vadias. - Rebeca tenta falar e ele logo a interrompe

- Eu disse ragazze (garotas) e não puttanas (putas). Cappicce (Entendeu) Rebeca? - ele fala friamente

- Sim chefinho! Mas, sempre as tratei assim. - Rebeca responde sem graça por ter sido chamada atenção bem na nossa frente

- Isso era antes dessas ragazze chegarem. De agora em diante cada uma será chamada pelo nome de guerra. Não é porque serão acompanhantes de luxo que vão ser tratadas como lixo. Entendeu? - ele falou duramente olhando para a maldita da Rebecca e percebo todas sorrirem desfarçadamente. Elas nos olha furiosa, porém continua falando.

- Então... Garotas... Vocês farão o que lhes foi designado, se algum cliente quiser algo a mais vocês devem obedecer e nunca esqueçam que eles sempre tem razão. No fim do mês receberão o esperado, aqui vocês terão disponibilidades em tudo com relação a integridade física de vocês, pois sempre terão que estar belíssimas... Precisam malhar para ajudar a manter a forma, precisam evoluir o corpo, a linguagem, vocabulário, aprender outros idiomas e a medida que forem evoluindo também vão subindo de cargo. Não toleramos brigas, ofensas entre vocês. Briguem e serão punidas na mesma hora. Descumpram as ordens e serão punidas exemplarmente. Não façam o que os clientes querem e serão punidas... Como já perceberam eu coordeno tudo por aqui na La Casa. Me obedeçam, façam o que eu disser e se não fizerem serão punidas também da pior maneira possível. - ela fala olhando em nossos olhos e principalmente nos meus depois do seu chefinho bonitão tem apalpado todo o meu corpo na frente de todos.

Ela continua caminhando a nossa frente dizendo:

- Haverá um médico que examinará vocês toda semana, ele passará os remédios anticoncepcionais e cuidará da saúde de todas vocês. E aprendam duas regras importantes nesse ramo que levarão vocês a ruína no mesmo instante. Regra número um: Não engravidem jamais e a mais importante de todas que leva qualquer uma de nós se igualar as outras mulheres. Regra número dois: Nunca se apaixonem.

Os homens querem seu amor, seu tempo, sua atenção e seu corpo? Então terão que pagar por isso.

- Muito bem Rebeca... - Disse o chefe sentado na sua poltrona fumando seu charuto e me analisando sem piscar os olhos, mas continua falando:

- Jairo é o encarregado de supervisionar o trabalho de vocês "ragazze", caso tenham algum problema com algum cliente procure ele e relatem tudo, pois ele vai resolver... Agora, Rebeca vai mostrar onde vocês vão ficar... - disse o chefe friamente, porém sua beleza era de enlouquecer qualquer mulher.

- E a mosca morta ali? O que faço com ela? - Disse ela apontando pra mim.

- Essa leva pro meu quarto... - Disse ele me fazendo gelar

- Quê? Como assim? Cê tá brincando né Vincenzo? - Gritou a tal Rebeca incrédula e me fez lembrar de onde eu o conhecia.

- Ouça bem nunca mais diga o meu nome no salão e muito menos dê ataques de ciúmes como se você tivesse direitos para isso. Entendeu? - ele segura firme no braço de Rebeca e rosna palavras num tom baixo, mas no fundo todas sabíamos do que se tratava

Rebeca continua paralisada sem dizer sequer uma palavra e ele continua a falar, mas dessa vez mais alto.

- O que você ouviu Rebeca. Leva a moça pro meu quarto. AGORAAAA!!! - ele grita e ela fica vermelha de raiva

- Porra chefe, pensei que o senhor daria ela pra mim... - Disse Jairo.

- Disse bem... pensou. Mas, pensou errado como sempre. Agora a leve pro meu quarto Rebeca, é uma ordem. - ele fala e sinto meu coração gelar

- Sim chefinho... O senhor quem manda! - disse ela morrendo de raiva me puxando pelo braço - Vem logo garota!

Subimos a escada, ela apertava o meu braço e me puxava para cima pelo corredor imenso que havia, chegando na última porta ela abriu e entrou me puxando, soltou meu braço com força e ficou me analisando de cima a baixo.

- Não sei o que o chefe viu em você sua mosca morta sem graça... - Dizia ela segurando meu queixo eu viro o rosto e ela continua - Só te aviso uma coisa, ele é meu! Se você der uma de espertinha e oferecida eu acabo com você vadia.

- Eu não queria estar aqui se quer saber... - Respondi com raiva tirando forças nem sei de onde

- Nossa! Criou coragem pra falar, foi vadia? - ele fala sarcástica

- Vai a merda ordinária! - grito e ela dá um tapa no meu rosto segurando meu braço com força falando

- Isso foi só um aviso vadia. Eu quero que se recuse à ele o máximo que você puder. Se ele tentar se aproximar dê um jeito dele desistir de você. Se ele me trocar por você eu te mato piranha... - Ela disse soltando meu braço me jogando no chão, saindo do quarto e me deixando sozinha.

Eu respirei fundo e chorei mais ainda pensando:

- O que esse cara quer comigo?

Preciso sair daqui, fugir, dar um jeito de sumir no mundo. Eu estou com muito medo, não sei o que ele vai fazer comigo agora...

Eu olhava em volta do quarto e ele era bem grande, com uma cama imensa, era como um quarto de hotel de luxo desses que mostram na televisão... Tudo muito luxuoso e requintado. Não era cafona como esses pulgueiros chamados de motel que existem por aí.

De repente a porta se abriu e entrou alguém, nem tive coragem de olhar pra trás. Meu medo misturado com assombro não permitiam que eu tivesse nenhuma reação. Passando a minha frente eu vi que era o tal chefe que eu tinha certeza que já conhecia de algum lugar e ao ouvir o nome Vincenzo tive a completa certeza de quem se tratava. Ele era o homem por quem eu estava fascinada desde que vi pela primeira vez naquela revista de famosos. Meu sonho de consumo, o homem que eu me entregaria sem exitar... mas, agora que sei quem existe por trás de Vincenzo Torricelli percebo o quanto fui tola e mais uma fã deslumbrada que imaginou que existia um príncipe encantado por trás desse ser perverso, mas que mesmo assim me excitava somente com seu olhar.

Ele caminhou até uma poltrona de couro preto, pegou um charuto dentro de uma caixa que havia na mesa ao lado, retirou um isqueiro dourado do bolso acendeu e se sentou. Olhou pra mim e disse:

- Sai come servire un uomo come me piccola?

- Como? Não entendo. - Falo mais nervosa do que nunca e ele se levanta vindo em minha direção sussurrando no meu ouvido me deixando completamente excitada.

- Sabe como servir um homem como eu, bebê?

Engulo em seco tremendo por çompleto ao ouvir sua voz rouca, gostosa e sensual tão próxima ao meu ouvido. Ele percebe minha situação morde o nódulo da minha orelha arrancando um gemido de me no mesmo momento... - Ahhhhhhhhh...

E me vira de uma só vez ficando diante dele a poucos milímetros dos seus lábios. O olho como se estivesse hipnotizada e ele somente diz:

- Me serve uma bebida bebê! Por enquanto é só isso que desejo de você criança!

Engulo em seco, sinto seu pau duro encostando no meu corpo. Ele aperta minha bunda e segura minha mão dizendo: - Toque! Sinta! Gosta do que sente?

Eu só salivava com àquela sensação única, minha boceta estava implorando por seu toque. Ele acaricia minha bunda e de repente sua mão rápida já estava na minha boceta, me fazendo estremecer completamente. Abro um pouco mais as pernas sentindo seu toque e gemendo baixinho:

- Ahhhhhh... delícia...

Eu nunca havia sentido aquilo ou nada parecido. Afinal, eu ainda era virgem. Nem mesmo me tocar eu nunca havia conseguido fazer. Porque? Primeiro por vergonha e segundo por não saber nem por onde começar.

Quando penso em apoiar minha mão no meu ombro ele para de imediato dizendo:

- Nada de toques! Capicce? - outra vez ele fala algo que não entendo, mas em seguida continua falando - Agora sirva a minha bebida!

Assinto ainda ofegante e me afasto servindo a bebida que ele pediu. Ele senta novamente na poltrona com seu olhar dominador e lhe entrego o copo me sentando na outra poltrona imediatamente.

Ele bebe rapidamente sua vodca e me olha chamando com as pontas dos dedos. Me levanto e me aproximo dele que fala fazendo eu arrepiar todo o corpo mesmo sem entender do que se tratava. Mas, no fundo eu sabia que estava perdida e completamente fodida nas mãos desse homem. Ele me olha com um sorrisinho e somente diz:

- Preparati piccola, perché il divertimento è appena iniziato.

(Se prepare bebê, porque a brincadeira está só começando.)

Capítulo 3 O chefe

Malu

Continuo sentada na poltrona me sentindo uma peça no mostruário sendo constantemente observada. Eu estava aterrorizada e ao mesmo tempo decepcionada por saber que o cara que eu tanto desejava na verdade não passava de um mafioso. E pior ainda, comerciante... porém, de mulheres.

Ele me olha atentamente, retira seus óculos colocando na mesa ao lado, bebe sua vodca e logo em seguida dá outro trago no seu charuto apagando logo em seguida. Eu não sabia o que fazer... Não sabia se chorava, gritava ou tentava mata-lo. Mas, o que uma garota franzina como eu poderia fazer com um homem musculoso e indiscutivelmente delicioso como ele? Absolutamente nada!

- Para de pensar assim Malu! Não perca o foco! Esse sujeito não é o Vincenzo Torricelli que você sempre amou olhar e sonhar quando folheava aquelas revistas de celebridades. Esse sujeito é o chefe... ou capo como os ilatianos costumam chamar. Ele pisca e estão todos aos seus pés. Ordena e logo é feito. Manda... E logo é saciado... Ai como eu gostaria de ser saciada, devorada e totalmente usada por esse homem. Ahhhhhh!!! Maluuuuu... - Me repreendo mentalmente quando ouço sua voz rouca, firme e muito... mas muito sexy em minha direção me causando sensações inigualáveis e também um susto sem igual.

Olho em sua direção e ele me observa como uma fera que estava a ponto de abocanhar sua presa dizendo:

- Qual é o seu nome? - Perguntou ele me observando.

- Maria Luiza Fernandez, mas os íntimos me chamam de Malu. Mas, isso com certeza não será o seu caso. - respondo seria, mas tremendo por dentro

- Prefiro chama-la de Maria Luiza, mas quanto ao sermos íntimos ja é outra conversa. Fique ciente de que pra você eu sou e sempre serei chamado de Chefe. OK Maria Luíza? - ele fala firme

- Tenho opção? - ele me olha como se formasse uma interrogação na mente e antes que dissesse algo, eu continuo - Pelo seu semblante a resposta é não. E a minha à sua pergunta é Sim Senhor... eu já compreendi sua ordem... CHEFE!

Ele continua me encarando e aquilo me causava muito medo.

- Ai merda! Agora você morre mesmo Malu! Porque tem que falar mais do que a boca garota? Respira... respira e inspira Maria Luiza... tudo vai ficar bem... tudo vai passar e logo você vai despertar desse pesadelo. - fecho os olhos, respiro fundo e levo um susto com a sua voz próxima ao meu ouvido que me fez gritar na hora de susto.

- Ahhhhhh... O que vai fazer comigo? Vou morrer? - disparo sem pensar

- Fique tranquila Maria Luiza, eu não fiz nada demais. Até agora! - ele fala e me arrepio de medo

Ele gira a poltrona me colocando frente a ele e segura na minha nuca com sua mão grande, macia e muito quente falando bem próximo aos meus lábios...

- Sabe meu nome Maria Luiza?

- Não! - 'Ai merda! Que mentira Malu! É claro que você sabe. Porque não esfregou isso na cara dele agora mesmo?

Sei lá o que tá acontecendo comigo, nunca fui medrosa assim e muito menos na frente de um homem. Mas, esse sujeito já me destruía só naquelas fotos imagina assim... cara a cara... Respira e inspira Malu... Não perca o foco... Foco!

Penso e ele continua com suas mentiras:

- Me chamo Lorenzo, mas aqui ninguém me chama pelo nome, somente de chefe. Entendeu Maria Luiza? - ele fala e sinto uma raiva tomando conta dos meus pensamentos

- Ai já é demais! Tá usando até o nome do irmão dele pra tentar me enganar? Ele vai ver só agora. Se tá achando que vou aceitar tudo isso quieta ele tá muito enganado. Aí meu paizinho... que decepção com esse homem. Como pude me enganar tanto com esse safado, gostoso e delicioso. Maluuuuu... Não perca o foco... respira e inspira... -penso e levo um susto com sua voz novamente no meu ouvido

- Entendeu tudo Maria Luiza?

- Sim CHEFE! Entendi tudinho e não precisa gritar porque não sou surda. Sou uma prisioneira, mas tenho todos os sentidos em perfeito estado. - falo sem pensar e me repreendo mentalmente

- Ai Maria Luiza... já éstou vendo que você vai dar trabalho. Mas, logo você vai aprender a lição e quem manda por aqui. - Ele fala e eu continuo pensando

'Pobre coitado e mentiroso... você ainda não viu nada Vincenzo safado! Foco Malu... Foco! - saio do seus pensamentos falando outra vez

- E outra, será que pode me chamar de Malu se não for pedir muito?

- Bom Malu... Aqui faço somente o que quero e com você não será diferente. Portanto para mim você sempre será Maria Luiza e ponto final. Se você gosta ou não isso pouco me importa. Você é gostosinha, mas não o suficiente para mudar um homem como eu. - ele fala tirando as mãos da poltrona, se afastando e ficando de costas pra mim e me fazendo morder os lábios aos ver aquela bunda perfeita caminhando bem na minha frente...

- Puta que pariu, será que meu carcereiro não poderia ser velho, barrigudo, banguela e feio? Mas não, o capeta tinha logo que me mandar esse homem gostoso que me enlouquece... Como meu chefinho é lindo. Foco Malu... Foco... Não esqueça que ele é o Vincenzo Safado! - saio dos meus pensamentos com a sua voz

- Maria Luíza eu sei que você não queria estar aqui e que foi enviada pelas mãos do Trovão como pagamento de uma dívida a La Casa. Então para resolver o seu problema e também o meu, eu ficarei com você... - Ele fala e eu logo o interrompo assustada

- O que disse? - Perguntei sem acreditar e em dúvida se isso era um presente ou uma punição

- Isso mesmo que ouviu Maria Luiza! Eu ficarei com você o tempo que desejar! - meu nome nunca soou tão sexy quanto na boca do Vincenzo Safado... Foco Malu... Foco... me repreendo e ele continua

- Vou ficar com você por um tempo até eu saciar todos os meus desejos mais devassos e depois vejo o que você pode fazer por aqui. - Ele fala como se isso fosse a coisa mais normal do mundo

- Eu não quero ter problemas com a Rebeca... - eu disse.

- Problemas? Porque teria? Sou eu quem mando aqui, sou o dono, o chefe e ela assim como todos faz o que eu mando, o que eu quero ou caso contrário é castigada como todos que trabalham nos meus estabelecimentos.

Eu não disse mais nada, apenas ouvi e fiquei de cabeça baixa. O que eu poderia fazer além de aceitar? Era melhor ser dele do que ficar nas mãos desses clientes velhos, bêbados e cheios de doença que numa ereção podem até sofrer um infarto. Mesmo ele não valendo nada continuava sendo um homem lindo, jovem e indiscutivelmente delicioso.

- Preste atenção, aqui não é a sua mansão dos sonhos e muito menos seu playground. O lema aqui é trabalho. Saiba que eu não sou o tipo de cara romântico e apaixonado que trata as mulheres com carinho. Se fizer algo errado eu te castigo, se me aborrecer ou ser abusada novamente como foi a pouco sofrerá as consequências. Então MARIA LUIZA, seja uma menina boazinha e não teremos problemas entre nós. Entendeu? - ele fala e somente respondo fraco

- Sim Chefe! - eu disse bufando sem olha-lo

- Agora vá para o banheiro, tome um banho, faça tudo o que tiver que fazer, pegue na gaveta uma camisola, vista e volte aqui... não demore.

Eu fiquei parada, assustada, não tenho pra onde correr e nem o que fazer pra me livrar disso.

- Está esperando o quê? Vá logo... -disse ele sem paciência

Me levantei e fui, fiz o que ele mandou entrando no banheiro. Tomei um banho, passei hidratante no corpo e me perfumei com uma das águas de colônia que haviam em cima da pia. Voltei vestida com a camisola branca e calcinha na mesma cor que encontrei na gaveta, que por sinal haviam várias camisolas e lingeries de todas as cores. Parando em sua frente, eu fiquei esperando que ele dissesse algo, estava incomodada pois aquela camisola quase mostrava a minha calcinha, era de seda e também marcava muito bem os meus seios.

Ele se levantou e veio até mim.

- Uma pergunta importante... Você é virgem Maria Luiza? - Perguntou ele e eu gelei.

Fiquei nervosa e a resposta não saía da minha boca.

- Responda a minha pergunta. É virgem?

Eu apenas disse que sim com a cabeça, engolindo seco.

- Mais que merda! - Disse ele... - Vem comigo...

Ele pegou em meu braço me puxando, saindo do quarto, descendo as escadas e indo até o salão, me soltou com tudo quase me fazendo cair.

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