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Sedução Irresistível

Sedução Irresistível

Autor:: Nalva Martins
Gênero: Romance
Apesar de nascerem gêmeas desde cedo Ellen Axel percebeu a diferente na hora de receber os carinhos e a atenção de seus pais. Tudo do bom e do melhor sempre era para Ruby, porém, isso nunca a incomodou realmente, a final Ellen pode sonhar com a vida simples de uma escritora de romances e ainda os seus pais não se envolveriam no fato de ela amar Daniel Madson, o filho da empregada da mansão Axel. Contudo, uma proposta tende a destruir o seu mudinho quase perfeito. Ellen terá que seduzir o marido de sua irmã por uma noite a fim de produzir um herdeiro valioso, e assim garantir o poder e a ganância dos Axel. Collin Hill é o mais jovem Barão de Luxemburgo e o único herdeiro de uma enorme fortuna que atraiu a ganância da família Axel. Obrigado pelo seu avô Ciro Hill de Luxemburgo a assinar um valioso contrato de casamento com a jovem Ruby Axel, o rapaz prometeu jamais tocá-la e dessa forma a abandonou em plena lua de mel, retornando para a mansão um ano depois. •Um plano sórdido de sedução. •Uma trama de poder quente e envolvente. •Um amor brutal e inesperado. Prepare-se para mergulhar em um romance intenso que promete roubar o seu fôlego em cada página

Capítulo 1 1

Ellen

Quase não havia luz dentro do quarto a não ser a uma luz que vinha do lado de fora e iluminava uma pequena parte do cômodo. Eu estava tão assustada e muito nervosa, mas tinha uma tarefa a fazer e não podia fugir do meu dever. Do canto da parede observei a ampla cama vazia e os meus pensamentos se perderam nas assustadoras imagens do que aconteceria bem ali e em poucos minutos. Trêmula, deslizei as minhas mãos um pouco suadas pela pequena camisola de seda que mal cobriam os meus seios e o meu nervosismo aumentou quando escutei o barulho do seu carro estacionando em frente ao casarão.

É agora.

Penso, soltando uma respiração trêmula pela boca.

Agora não tem como voltar atrás. Portanto, me aproximei da garrafa de uísque que deixei em cima de uma mesinha no canto da parede e servi uma dose em um copo quadrado de vidro transparente, enquanto aguardava a sua entrada no cômodo. Não demorou para porta do quarto se abrir e uma sombra alta, e imponente adentrou o cômodo em silêncio, livrando-se do terno escuro em seguida. Silenciosa, o observei estender a peça do vestuário cuidadosamente sobre uma pequena poltrona e por fim, ele percebeu a minha presença.

- Ruby? - Ele disse e eu estremeci. Contudo, me obriguei a sair do meu esconderijo obscuro, revelando parcialmente a minha presença para ele. O homem se aproximou devagar e eu pude perceber alguns traços seus no meio da semiescuridão.

Olhar firme em um rosto quadrado de feições rígidas e sérias.

- Isso... é para você - Ofereci-lhe o copo com a bebida tentando não deixar transparecer o meu nervosismo. Entretanto, ele apenas trincou o maxilar e se afastou, indo para o outro lado do quarto.

Engoli em seco sem saber o que fazer.

- Não estou a fim de beber. - O Senhor Hill rugiu secamente, me dando as costas e continuou a livrar-se das suas roupas de trabalho. - Eu preciso tomar um banho e dormir um pouco. Amanhã terei um dia cheio.

Não! Suplico em meio ao meu silêncio. Eu não posso deixar isso acontecer.

... Você precisa ser mais ousada, querida irmã. Precisa seduzi-lo ou o plano não dará certo.

A voz de Ruby fez um eco dentro dos meus ouvidos.

Mas, o que posso fazer?

Hill livrou-se da sua camisa e à medida que a sua pele branca se revelava para mim, os meus olhos cobiçaram os músculos que se desenhavam nos reflexos da luz e em meio as sombras. Meu coração quase saiu pela boca quando ele se virou de frente para mim outra vez e um par de olhos rígidos me encaram como se tivesse uma fera enjaulada dentro deles.

Seja ousada, Ellen. Digo para mim mesma, tentando me mexer do meu lugar.

- E se a bebida tivesse o meu gosto, querido? - indaguei, me aproximando dele sem pressa, enquanto enchi a minha boca com a bebida de um sabor forte e amargo, e simulei um beijo, levando a minha mão para a sua nuca, a fim de atraí-lo para mim. Os seus lábios tocaram nos meus fazendo uma eletricidade estranha percorrer todo o meu corpo e em segundos, Collin envolveu aminha cintura com os seus braços fortes, prendendo-me ao seu corpo e aprofundo o meu beijo, bebendo o líquido direto da minha boca.

Ofeguei violentamente e ´por Deus, cheguei a desejar que esse beijo não se acabasse, mas ele acabou e o olhar firme de Collin Hill penetrou o meu com uma frieza que era possível sentir nos meus ossos.

- O que deu em você, Ruby? - Ele rosnou ofegante, porém, sem se afastar muito e eu pude sentir o seu hálito quente aquecer sobremaneira a minha pele.

Pensei em fugir do seu aperto, dessa aproximação arrogante, mas precisava manter o meu papel de menina malvada e finalmente levá-lo para a cama. Portanto, abri um sorriso sedutor para ele.

- Por que, você não gostou? - Soltei um tom rouco e sedutor na minha voz e isso fez as suas retinas negras se dilatarem.

- Ah, eu gostei! - Ele sussurrou contra a pele do meu pescoço e iniciou uma trilha escaldante lá. - Eu gostei muito! - Um rugido gelado passou pela sua garganta, fazendo um arrepio descomunal se alastrar pelo corpo inteiro.

Audaciosa, levei o resquício do líquido para a minha boca e o beijei outra vez.

- Ah! - Collin rugiu feito um animal no cio, apalpando a minha bunda com força, enquanto a outra me mantinha colada ao seu corpo e inesperadamente fui tirada do chão direto para os seus braços. - Você está diferente essa noite, Ruby, o que aconteceu? - perguntou arrastando a sua boca ardente para perto do meu ouvido e uma sensação diferente tomou conta de mim. - O que andou fazendo enquanto eu estava longe de casa, hã? - Joguei a minha cabeça para trás, fechando os meus olhos e lhe dei permissão para explorar o meu colo com a sua boca e língua, e ele fez.

- Eu... só estava com saudades de você! - sussurrei, perdida em sensações inexplicáveis.

- Ah, Ruby! - Ele rosnou enquanto caminhava para cama comigo e o meu pobre coração acelerou como um louco prestes a rasgar o meu peito. - Me diga, como você quer que eu faça com você? - Não lhe respondi simplesmente porque eu não sabia o que dizer.

Contudo, acariciei os cabelos da sua nuca e o induzi a me beijar vorazmente, e ele fez. Collin se sentou na beirada da cama, mantendo-me no seu colo e a sua mão me incitou a me mexer em cima dele, permitindo-me sentir a sua dureza debaixo de mim. Um gemido descabido escapou da minha boca e o meu corpo ferveu com esse ato no mesmo instante.

- Você não me respondeu, querida. - Ele cobrou áspero e envolvente. - Você quer que faça forte e bruto, ou com muito carinho?

Céus, estou ardendo de dentro para fora! Pensei perdendo toda a minha coerência e após beijá-lo, sentindo a sua língua invadir a minha boca, sussurrei arrastadamente.

- Eu quero que faça o que você quiser, Collin - sibilei trêmula e desejosa, e tudo virou um caos incandescente bem diante dos meus olhos.

Em uma fração de segundos estava deitada no colchão e a minha camisola literalmente foi arrancada do meu corpo. A sua boca libidinosa se arrastou por minha pele fazendo uma trilha de beijos que me queimava de dentro para fora, fazendo-me contorcer debaixo dele. Suas mãos seguravam os meus seios com posse, apertando-os com destreza e a sua boca os sugava com gula, levando-me ao delírio. Não segurei os gemidos e os sons sussurrantes que escaparam da minha garganta e logo me vi perdidas nas sensações que ele conseguia me causar. Logo a sua trilha de beijos alcançou a meu abdômen e a sua língua serpenteou pelo meu umbigo, causando-me um frisson, fazendo-me desejar mais e mais do seu prazer, até ele chegar mais embaixo e como um animal feroz, rasgou a minha calcinha para alimentar-se da minha intimidade.

- Ah! - Um gemido alto escapou da minha boca e os meus delírios se tornaram insanos. Seus dentes raspavam lá sem piedade alguma, fazendo-me gemer cada vez mais alto e deliberadamente segurei nos seus cabelos com força, mantendo-o ali até finalmente explodir em um orgasmo que fez os meus ouvidos zunirem.

Ofegante, cansada e saciada.

Agora eu só precisava fechar os meus olhos e dormir um pouco, mas os seus planos estavam bem além do meu simples desejo. Collin saiu da cama e bem diante dos meus olhos livrou-se da sua calça e cueca, e não pude evitar de degustar o seu corpo malhado, e cada gominho do seu abdômen, até parar no seu membro rígido que inexplicavelmente fez o meu corpo ferver outra vez. Seus olhos varreram todo o meu corpo, enquanto ele subia no colchão e quando se encaixou no meio das minhas pernas, hesitei.

- Você está bem, se quiser eu posso parar?

- Não! - disse em um rompante. - Quer dizer, eu estou bem.

Por Deus, acabe logo com isso! Roguei mentalmente.

Capítulo 2 2

Ellen

Entretanto, os seus olhos cativaram os meus em uma cobrança palpável e me obriguei a relaxar, fechando os meus olhos em seguida. Contudo, engoli em seco quando ele me penetrou firme e forte.

- Oh! - Não segurei um gemido dolorido que o fez parar imediatamente.

- Ruby?

- Eu... estou bem! - repeti com certa firmeza, tentando esconder a dor da ardência que esse gesto provocou no meio das minhas pernas.

- É normal que sinta esse incômodo na primeira vez. - diz atencioso. Apenas faço um sim com a cabeça para ele. - Mas prometo que você vai gostar do resto - sibila, inclinando-se sobre mim e logo as carícias da sua boca ardente me faz esquecer qualquer incomodo, e Collin chega mais fundo dentro de mim se mexendo logo em seguida.

Oh céus, são movimentos lentos, cálidos e gostosos. Penso enquanto volto a delirar com a exploração que a sua boca provoca em minha pele, até ele voltar a me beijar ardentemente, sempre exigindo e me levando ao meu limite. Os nossos sons preenchem todo o cômodo, se espalham e se encontram. As suas mãos cativam as minhas, mantendo-as na altura da minha cabeça, enquanto o seu olhar penetra firme no meu, porém, sem parar de mexer. Então o seu ritmo ganha força e velocidade, levando ao cume do seu prazer, aumentando o fogo dentro de mim e sem esperar, sou jogada das alturas direto no abismo escuro, e sou violentamente puxada para baixo, paras as águas revoltosas que querem me afogar. Os meus sons se tornam gritos de puro prazer, quando ele me faz explodir em mais um orgasmo. Sem forças, sinto os mus olhos ficarem extremante pesados. Contudo, Collin segura no seu membro ainda rígido e o manuseia por alguns segundos, explodindo logo em seguida.

Não!

Não!

Não!

Lamento dolorosamente por ter falhado na minha maldita missão.

***

No dia seguinte...

- Oh! - Acordo em um sobressalto e percebo que estou no meu quarto. Frustrada, volto a me deitar e fecho os meus olhos pensando na noite passada.

Eu seduzi o meu cunhado, que espécie de pessoa eu sou? Resmungo mentalmente, decepcionada comigo mesma.

O som dos pássaros cantando perto da janela me faz abrir os olhos e encarar uma manhã ensolarada através da larga janela de vidros transparentes. Calem-se, eu não estou com ânimo para suportar tamanha alegria dos céus! Retruco mal-humorada e me viro para encarar o teto. Respiro fundo quando as lembranças da noite passada voltam a preencher a minha mente, e incomodada com os meus pensamentos solto um grunhido frustrado.

Sair da mansão Hill de Luxemburgo na calada da noite até que foi bem fácil. Eu só precisei ter um pouco de paciência para esperá-lo dormir e enfim, trocar de lugar com a minha irmã. Assim que me abri a porta do quarto cuidadosamente encontrei o sorriso satisfeito de Ruby. Contudo, eu não estava nada satisfeita com toda essa história e apenas fechei o meu casaco para sair do cômodo lhe dando passagem. No entanto, antes de realmente fechar a porta a observei se deitar cuidadosamente ao lado do seu marido e se aconchegar debaixo dos lençóis. Só então saí dali o quanto antes dali. Já em casa, durante um banho demorado foi impossível não me lembrar de como me meti em toda essa confusão.

Há dois dias os meus pais resolveram dar uma festa para a alta sociedade em nossa casa. Lembro-me que estava entediada observando os convidados espalhados pela imensa sala e em algum momento vi a minha chance de escapar daquele maldito compromisso. Pensei em fugir para o jardim e quem sabe poder mergulhar no meu mundo imaginário, e assim acrescentar mais uma página para o meu livro de romance. Contudo, fui interceptada bem na saída da mansão.

- O seu pai deseja vê-la no escritório, Senhorita Axel. - Um dos empregados disse, me fazendo bufar em contrariedade. Entretanto, apenas girei nos meus próprios calcanhares e me dirigi para o escritório da casa, encontrando uma inesperada reunião famiGracer.

- Mandou me chamar? - perguntei, observando os rostos sérios da minha mãe e da minha irmã, que me encaravam de um jeito estranho.

- Sente-se, querida. - Mamãe pediu e eu puxei uma cadeira, sentando-me ao lado da minha irmã gêmea.

- Aconteceu alguma coisa? - perguntei quando eles ainda me encaravam sérios.

- Está na hora de você contribuir com essa família de alguma maneira, filha.

Contribuir? O que isso quer dizer?

- Eu não entendi. - Fitei a minha mãe com curiosidade.

- Esse plano é realmente perfeito, mamãe! - Ruby cantarolou, abrindo um sorriso largo.

- Que plano? - Procurei saber.

- Ellen, filha eu preciso que faça algo muito, muito importante para a nossa família. - Papai sibilou, me encarando firme. Apenas meneei a cabeça em concordância.

- Faço o que for preciso por nossa família, papai?

Nunca diga tal coisa sem antes saber o que tem por trás das palavras do seu pai. É um conselho gratuito que dou para qualquer desavisado. Desperto quando o meu pai fica de pé e nos dar as costas para fitar o lado de fora da janela. O ato de levar as suas mãos para atrás do seu corpo me diz que o assunto é bem sério. Portanto, apenas prendo a respiração e o aguardo falar.

- Precisamos de um herdeiro para firmar os nossos laços com a família Hill e assim, teremos o poder de que preciso sobre essa cidade.

Definitivamente não entendi onde eu entro nessa história. Pensei me sentindo meio perdida.

- Ah, nesse caso deveria falar diretamente para a Ruby? - questiono o óbvio. - A final, ela é a esposa do Hill, certo?

- Esse é o problema, querida. - Papai volta a me fitar. - A Ruby não pode ter um filho agora. - Mamãe rebateu me deixando aturdida.

- Ela não pode? - Olho para a minha irmã que tem os olhos fixos nas mãos em seu colo. - Por que ela não pode ter um filho?

Observo os meus pais trocarem olhares e na sequência papai trinca o maxilar.

- Ellen, a sua irmã contraiu uma doença e por isso ela não poderá ter filhos por enquanto. - Franzo o cenho.

- Você contraiu uma doença? - rosno, ficando de pé. - Como assim, ela contraiu uma doença?

- Isso não importa, Ellen! - Papai rebate bruscamente.

- É claro que isso importa! - rebato o fitando com irritação e no ato, Ruby fica de pé, aproximando-se de mim, olhando bem dentro dos meus olhos.

- Você quer mesmo saber como isso aconteceu? - Ela rosna, parece irritada... comigo? E que culpa eu tenho disso?

- Ruby, não! - Mamãe a repreende.

- Eu tenho o direito de saber! - rujo, fazendo-a calar-se.

- Eu me deitei com outros homens e quer saber o porquê? Porque Collin Hill de Luxemburgo é um homem frio, calculista e sem alma. Ele é um verdadeiro ogro!

Meu coração disparou desordenado.

- E eu o odeio por isso!

- Cale a sua boca, Ruby! - Mamãe bradou, porém, ela sorriu para mim.

Definitivamente eu não reconheço essa Ruby em pé na minha frente. Quando ela se tornou essa pessoa vazia e sem pudor?

Balanço a cabeça para despertar desse estado de letargia e volto a encarar o meu pai.

- Ok, eu ainda não entendi por que estou aqui? O que vocês querem de mim? - indaguei nervosa.

- Eu preciso que se deite com o Hill de Luxemburgo, filha.

- O QUÊ? - gritei exasperada. - A caso o Senhor tem noção do que está me pedindo, papai? - interpelei agitada, mas ele apenas endureceu as suas feições.

- Como eu disse, precisamos de um herdeiro, Ellen e a sua irmã não pode nos dar isso no momento. Portanto, você fará isso por nós.

Arfei violentamente olhando de um para o outro.

Meneei a cabeça em um não.

- O Senhor não pode fazer isso comigo! - supliquei, sentindo a minha voz tremular com as lágrimas que começavam a se formar e um gosto amargo tomou conta do meu paladar. - Pai, por favor!

- Escute, Ellen, isso não é um pedido, é uma ordem. Você fará o que estou e não se fala mais nisso!

- Pai, eu nem o conheço, nunca sequer o vi na minha frente. Como farei isso com um desconhecido?

- Relaxe, irmãzinha, você terá a chance de conhecê-lo amanhã à noite. - Ruby ralha um tanto debochada. Contudo, contorno a mesa e vou para perto do meu pai.

- Pai, o Senhor não ver que isso é uma loucura?

- Calma, minha linda criança! - Mamãe diz se aproximando e leva as suas mãos para os meus ombros, fazendo-me fitá-la. - Não se preocupe, após o nascimento do bebê a Ruby assumirá o seu lugar de esposa na casa e você estará livre para fazer o que quiser.

As lágrimas escapam dos meus olhos e molham o meu rosto, porque eu bem sei, que não poderei escapar disso.

Capítulo 3 3

Ellen

- Ai meu Deus! - Ruby sibila pausadamente, expressando tamanha admiração e a sua empolgação é palpável. Contudo, estou assustada com tamanha semelhança.

Quer dizer, somo gêmeas, mas eu sempre fiz de tudo para manter uma diferença notável entre nós. Por exemplo, ambas temos cabelos lisos e ruivos. Contudo, pintei o meu de loiro e os mantive caracolados. Ruby costuma usar maquiagens fortes e sensuais, porém, prefiro algo simples e meigo como eu. Acho que isso diz muito sobre nós duas. Entretanto, estou me vendo um uma cópia nítida da minha irmã gêmea diante de um espelho de corpo inteiro.

Observo o seu sorriso extremamente largo direcionado a mim e bufo de frustração quando penso que terei mais uma noite com o meu cunhado devido o meu primeiro fracasso na primeira noite.

- E então? - Mamãe adentra o quarto, parando completamente estarrecida bem na entrada dele. - Oh, gêmeas outra vez! - Ela vibra se aproximando. - Nuca concordei com essa mudança tão radical entre vocês duas. - Ela sibila deslizando as pontas dos seus dedos pelos meus cabelos

- Use esse perfume, Ellen. - Ruby me estende um frasco pequeno com um líquido azulado e mesmo sem vontade borrifo um pouco na região do meu pescoço e pulsos. - Você está perfeita!

Reviro os olhos para essa afirmação.

- Agora vista o sobretudo, o carro está lhe aguardando na frente da casa.

- Vá logo, filha, antes que o Hill perceba a ausência da sua irmã. - Mamãe ordena, enquanto a sua mão empurra a base da minha coluna, fazendo-me andar apressadamente pelo largo corredor da casa.

Dentro do automóvel extremamente luxuoso não consigo relaxar. Não quando penso no que terei que me transformar apenas para ajudar a minha ansiosa família a conquistar o seu maldito legado, tornando-se mais uma família poderosa da alta sociedade com suas regalias. Um herdeiro para o Hill de Luxemburgo seria como um pelo e vantajoso pote de ouro no fim do arco-íris. Depois disso, ninguém poderá segurar o punho de ferro do Senhor Marlon Axel e claro, que a sua poderosa filha será a mulher mais observada e invejada entre as mulheres dos mais imponentes magnatas desta cidade.

E eu só queria o meu cantinho ao sol sem nada disso por perto.

- Chegamos, Senhora! - O chofer avisa, abrindo a porta para mim e me ajuda a descer do carro em seguida. Como da outra vez, observo a obscura fachada da enorme mansão com suas grandes e retangulares janelas de vidros transparentes e depois a porta larga de madeira maciça, subindo os poucos batentes na sequência, e antes que eu consiga tocar na maçaneta, um lado da porta se abre e uma empregada entra no meu campo de visão.

- Boa noite, Senhora Hill de Luxemburgo!

Hill de Luxemburgo. Me pergunto para que tantos fricotes?

- Boa noite, o Hill já chegou?

- Ainda não, Senhora!

- Ótimo, estarei o esperando em nosso. - Não espero ela responder, apenas sigo direto para as escadas com seus degraus brancos e lustrosos, e em segundos adentro o quarto respirando fundo algumas vezes para acalmar as batidas desenfreadas do meu coração. - Se acalme, Ellen, se acalme! Você precisa conseguir fazer isso essa noite. Por favor! Por favor!

Agoniada, me livro do sobretudo, revelando a camisola extremamente curta e ainda com uma fenda rendada na frente, revelando a calcinha minúscula com o elástico fino contornando o meu quadril. Nervosa, abano os meus cabelos, jogando-os para trás e puxo uma respiração que fica imediatamente presa nos meus pulmões quando noto a porta se abrir. O olhar rígido, porém, faminto do meu cunhado devora o meu corpo de alto a baixo e por fim, os seus olhos encontram os meus outra vez.

Sem dizer uma palavra e sem tirar os seus olhos famintos dos meus, ele começa a tirar a sua gravata, largando-a sobre uma poltrona e depois faz o mesmo com o seu terno de três riscas. Logo os seus dedos hábeis começam a abrir os botões da sua camisa sem qualquer pressa, fazendo-me ansiar por cada pedaço de pele que se revela pouco a pouco. Engulo em seco quando Collin se livra da sua camisa e na sequência as suas mãos se habilitam a abrir o cinto da sua calça.

É ridículo dizer que os meus olhos estão atentos a cada movimento seu? Pois eles estão.

- Vou tomar um banho! - Collin avisa com seu habitual tom gélido, livrando-se das últimas dos sapatos e das calças, ficando apenas de cueca na minha frente. Assim que a porta do banheiro se fecha vou imediatamente para perto de uma janela e fecho os olhos para respirar ar puro.

- Você consegue, Ellen, você consegue!

***

Na manhã seguinte...

- Bom dia, querida! - Mamãe cantarola abrindo as cortinas do meu quarto, permitindo que a luz do dia invada o meu quarto e eu solto um grunhido de desagrado, enfiando um travesseiro na minha cara.

- Por favor, mamãe, me deixe dormir! - resmungo desgostosa.

- Nada disso, mocinha, o dia está lindo lá fora e a mesa do café da manhã já está posta. - Reviro os olhos internamente, me dando por vencida e no ato, salto para fora da cama. - Estamos ansiosos para saber como foi a noite passada.

- Hum! - resmungo, entrando no banheiro e após fechar a porta me olho no espelho.

Estremeço quando penso nos seus beijos se arrastando por minha pele e céus, sinto até os arrepios que ele causa na minha pele.

... Ah, Ruby!

Os sons roucos e firmes que passavam pela sua garganta voltam a preencher os meus ouvidos e eu me pego mordendo meu lábio inferior. Abro os olhos e me encaro no reflexo.

- O que você acha que está fazendo, Ellen Axel? - Repreendo-me baixinho e me força a me livrar das roupas de dormir, para ir para debaixo do chuveiro frio.

- E então? - Mamãe questiona com expectativas minutos depois que me acomodo a mesa farta do café da manhã. - Em resposta me sirvo uma xícara de café, porque eu bem sei que ela não vai gostar nenhum pouco da minha resposta.

- Não vai falar nada, filha? - Papai insiste impaciente.

- Eu não sei o porquê, mas o Collin acordou um tanto atencioso comigo essa manhã. - Ruby comenta me fazendo erguer os olhos para ela.

É estranho afirmar que me senti incomodada com esse seu comentário?

Droga, é claro que é!

- Que droga, Ellen, diga alguma coisa pelo amor de Deus! - Mamãe ralha impetuosa e eu bufo alto, me levantando da cadeira e olho firmemente nos olhos de cada um deles.

- Eu fiz o que vocês me pediram, o querem que diga? - rosno e saio da sala.

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