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Segredos do ceo Fagan

Segredos do ceo Fagan

Autor:: Ana Elói
Gênero: Bilionários
Hailey Conway filha de empregados de uma família muito importante, nunca imaginou que seu verdadeiro pai é o dono de uma das maiores transportadoras dos Estados Unidos. Vivendo no meio de tantas mentiras, Hailey acaba se apaixonando pelo futuro CEO da FagTranport. Pensando que Julian Fagan fosse diferente de seus pais, Hailey descobre que está namorando seu próprio irmão. Ou não.

Capítulo 1 C1

A cada movimento que o carro ganhava se aproximando daquele condomínio muitas lembranças preenchiam a minha mente. Quando passamos pelos porteiros do condomínio, alguns ficaram surpresos quando me apresentei, parece que dei uma mudada durante esses anos. Seis anos depois voltei. O lugar não está nada diferente desde a última vez que vi, passei o resto da infância e adolescência aqui. Meus pais, por outro lado, se mantiveram aqui até hoje.

Hoje o sol brilhava irradiando a sua luz lá do alto, Londres não estava tão iluminada quanto Nova York. Milagre o tempo frio ter deixado esse lugar nesses últimos dias. Estamos na temporada do tempo frio, não estou reclamando. Ser recebida por esse tempo maravilhoso é bem aconchegante, mas foi preciso abandonar os casacos.

Quando o taxista parou o carro em frente àquela enorme mansão, ao sair do carro não teve como não parar e olhar para aquela casa tão grande. Nas minhas vindas para cá, quando criança, pensava em como aquela casa podia abrigar as pessoas que não tinham um teto sobre suas cabeças. Era muito inocência da minha parte. Até os dez anos mal convivia com a minha própria mãe, Julian e Audrey Fagan foram os felizardos de conviver com a dona Sarah. Não apenas com ela como também com o Sr. Conway, Javan Conway, meu pai.

- Senhorita Conway? - O homem não muito alto que eu me chamou.

Ao vê-lo se aproximando, os meus olhos se encheram de água. Javan abriu os braços e, como uma menina assustada, diminuiu a distância entre nós, abraçando-o pela cintura com toda a força.

- Minha menina. - Sussurrou afagando meu cabelo.

Me afastei o suficiente para poder olhar em seu rosto, as linhas de expressões mais evidentes do que a seis anos atrás. Seu cabelo sempre bem penteado para trás em um terno feito sob medida. Os Fagan distribuíam uniformes de qualidade impecável aos seus funcionários, todos sempre bem vestidos. A imagem deveria ser preservada sem exceção. Meus pais tiveram bom e o melhor nessa família, mas mesmo assim não deixam de ser funcionários.

- Voltei, papai. - Meu sorriso era pequeno por fora, mas por dentro ele não imaginava o tamanho da felicidade que sentia em estar em seus braços novamente.

Ele passou a mão pelo meu rosto, sorrindo. O senhor da pele amendoada clara é o homem que sempre me incentivou a vencer na vida e não desistir dos meus sonhos.

- Cada dia está mais linda, meu amor. - Segurou em meus ombros. - Entre! A casa continua do mesmo jeito. Encontrará sua mãe na cozinha, deixe que eu pegue suas coisas.

Javan começou a me empurrar em direção à casa, sem me dar chance de oferecer a minha ajuda. Não tem como discutir com esse homem. Em passos rápidos caminho em direção àquela casa, cumprimentei alguns funcionários. Alguns mais novos e outros do tempo de quando morava aqui, todos muito gentis ao falar comigo.

A cozinha imensamente enorme, Sarah sabe certinho onde fica tudo e fico pressionada com isso. Adorava estar com minha mãe quando criança, aprendi a cozinhar com ela, o que me salvou nesses anos que fiquei longe da sua deliciosa comida. Infelizmente meus dotes culinários não eram tão bons quanto os da minha mãe.

Dona Sarah estava de costas para uma das saídas da cozinha, não entrei pela entrada principal. Queria ver a minha mãe quanto antes. Seu cabelo preto com alguns fios esbranquiçados estavam presos em um coque baixo, perfeitamente alinhado. Ela estava concentrada em suas panelas. Dou um sorriso amargurado, todo esse trabalho acabará.

- Sarah Conway? - A chamei.

Sarah parou o que estava fazendo imediatamente, antes mesmo que terminasse de dizer o seu nome e se virou, éramos tão parecidas fisicamente. Ambas com tom de cabelo preto, pele amendoada e com os olhos castanhos escuros. Me via muito nela no futuro, uma versão mais velha minha. Sarah levou suas mãos à boca, não acreditando que estivesse realmente ali.

- Não é possível. - Deu alguns passos em minha direção. - Ah, já estamos no início de dezembro. Me perdi completamente nas datas. - Nos abraçamos.

- Vejo que anda com muito trabalho por aqui para não lembrar a data que sua filha estaria de volta. - Não deixei de dar uma alfinetada quando a soltei.

- Ah, querida. - Dar um tapinha de leve em meu braço. - Pare, por favor. Não me faz me sentir mal, você sabe como é a correria no mês de dezembro. Daqui a algumas semanas é natal e sabe que essa família ama comemorar as festas de final de ano.

Sabia muito bem. O que significa mais trabalho para minha mãe. Sarah é a funcionária mais antiga da família Fagan. Se tornando a governanta da casa, deve conhecer esse lugar mais do que os próprios donos. Mas a cozinha é o seu lugar preferido, ninguém mexe em suas panelas sem autorização da Sarah Conway.

- Sei, mas as coisas estão para mudar. - Sorri, um sorriso vitorioso e dou mais um abraço.

Que saudades estava da minha família.

- Como assim, meu amor? - Estranhou minha reação, mas meu sorriso parecia contagiá-la.

Não sou a melhor pessoa para demonstrar meus sentimentos, e muito menos me comunicar com as pessoas. Como diz o Sr. Fagan, sou uma menininha observadora.

Bem, no mundo dos negócios difere e pude me aperfeiçoar muito nesse tempo fora. Ser observador é fundamental nessa área onde tem muitos predadores, mas sou mais comunicativa. Estudei sobre finanças e me aperfeiçoando em países diferentes, me esforcei demais para que conseguisse a minha estabilidade financeira e pudesse voltar para dar o melhor para meus pais.

Além de devolver todo o dinheiro a família Fagan por pagarem a minha faculdade, um presente que quiseram me dar pelo tempo que meus pais estão com eles e por ser uma ótima aluno no tempo da escola. No fim acredito que eles viam futuro em mim, essa família não um ponto sem nó. Hoje em dia sou contratada por grandes empresários, quanto ao financeiro ou participando de alguma negociação, fazendo com que o meu cliente ganhe o melhor possível.

- Mãe, eu estou muito bem estabilizada financeiramente. - Segurei em seus braços não contendo a minha alegria. - Você e o papai podem escolher onde querem morar.

Estou finalmente podendo realizar um sonho, dediquei a minha vida para esse momento. Meus pais não precisam trabalhar para mais ninguém, podem estar aqui há anos e serem tratados muito bem. Porém, ainda são funcionários. Lentamente observei o seu sorriso sumindo.

- Podemos ir hoje mesmo se você quiser, sei que tem que cumprir pelo menos um mês... - Dou de ombros. - Vamos conseguir alguém para te substituir aqui.

- Querida, eu...

- Olha, quem está aqui. - A Sra. Fagan entrou na cozinha.

Capítulo 2 C2

A mulher dona de uns olhos verdes-claro, sua pele branca como a neve e cabelos loiros em um tom puxado para o dourado me olhava com um leve sorriso em seu rosto. Suas mãos em frente ao corpo com tamanha elegância como se fosse a rainha da Inglaterra. Nos olhava com atenção.

A nossa relação entre a gente era ótima quando vim morar definitivamente aqui com os meus pais, mas as coisas mudaram depois que decidi devolver todo o dinheiro que sua família pagou pelos meus estudos na faculdade. Não sei se ela levou como ingratidão o que fiz, mas não me sentia bem pelo dinheiro gasto. Meus pais sempre pagaram a escola para mim, o valor não se comparava ao da faculdade, mas deram um jeito.

Aceitei o dinheiro naquela época, mas devolvi antes mesmo de me formar. Tinha um objetivo que era dar o melhor para os meus pais e estudei, colocava tudo em prática e graças a Deus tendo sucesso nos meus trabalhos.

- Olá, Senhora...

- Ah, Hailey. - Levou a mão ao ar com um leve gesto. - Não comece com as formalidades. É de casa.

Suas últimas palavras não foram muito agradáveis e podia perceber no seu olhar, não sei se foi impressão minha. Sorri em resposta, minha mãe me abraçou de lado. Sarah é um pouco mais baixa que eu.

- Hailey acabou de chegar. - Sarah sorri novamente me olhando, antes de voltar a olhar para Débora.

- É bom vê-la, Hailey. - Seu olhar desceu pelo meu corpo, analisando minhas roupas. - Se ouvir bem... - Olhou em meus olhos. - Pretendem ir para algum lugar hoje?

Sarah dá um sorriso bobo, balançando a cabeça em um gesto de negação.

- Minha menina que chegou bem agitada e está dizendo coisa com coisa...

- Não estou dizendo coisa com coisa. - Interrompi minha mãe. - Acredito que já chegou a hora dos meus pais terem um lugar só para eles e aproveitar as belezas desse mundo.

Débora nada falou, mas as minhas palavras de algum modo mexeram com ela. Não sei se era algo bom ou ruim, Débora mudou bastante comigo. Em passos rápidos gritando pelo nome da minha mãe, Audrey apareceu. Seus olhos se arregalaram ao me ver, muito parecida com a mulher mais velha há alguns metros de distância. Audrey tem olhos verdes, seu cabelo é um tom de castanho-claro, uma mistura com os cabelos negros de seu pai. Ela é uma pessoa muito fofa e divertida, mas sem deixar o lado sério e observadora de seu pai.

- Hailey! - Gritou e correu em minha direção.

Débora levou a mão ao ouvido e fez uma careta pelo grito da filha. Audrey é muito agitada e muita das vezes difícil de acompanhar. Retribuir o abraço, sentia sua falta. Quando fui embora de Nova York tinha dezoito anos, Audrey tinha treze anos e Julian vinte anos. Beijei o seu rosto quando desfizemos o abraço, ela sempre foi a nossa menininha que insistia em brincar conosco e não deixávamos já que era muito mais nova.

- Você chegou! - Ele abriu um sorriso de felicidade ao me ver, mas logo esse sorriso desapareceu. - Por que não me avisou antes? Queria ter ido te buscar.

Estiquei meus braços no ar com um sorriso em um pedido de desculpas.

- Surpresa. - Agitei as mãos no ar.

Audrey estreitou os seus olhos em minha direção.

- Vou te perdoar dessa vez. - Falou.

Débora pigarreia depois que Audrey e eu nos abraçamos novamente, olhamos para ela.

- Continuando a nossa conversa de antes. - Lançou um olhar severo para sua filha que não se incomodou com o olhar da mãe. - Hailey sua mãe não comentou nada sobre viagens, ou sobre ir embora daqui.

- Como assim? - Audrey se afastou um pouco olhando para minha mãe e depois para mim. - Então esse era o seu plano? Voltar e tirar a dona Sarah de mim?

Seu tom era de brincadeira, mas sei como Audrey é apegada a minha mãe. Não tivemos muito contato nesses últimos anos, pouco que falava ela era sempre muito gentil. Audrey é um amor de pessoa, aquelas que dá vontade de colocar em pote e proteger do mundo. E esse era um dos motivos para escolher ficar quieta, não queria falar alguma coisa e acaba sendo rude com a Audrey. Provavelmente não entenderia os meus motivos e não quero magoá-la. Sarah notou isso e resolveu falar por mim.

- Vamos deixar essa conversa de lado, minhas meninas. - Sarah ficou entre nós duas, segurando nossas mãos e nos guiou para a sala de jantar. - Fiz aquele bolo de baunilha com recheio de morango. Sei que vão gostar.

Audrey deu alguns pulinhos, porque esse era o bolo preferido dela. Não gosto de morango, eu como, mas não é a minha fruta preferida. Notei o olhar de Débora conforme passamos por ela, a mesma não fez questão de ir conosco comer o bolo. Audrey começou a contar como está sendo bom trabalhar na empresa de seus pais, donos de uma das maiores transportadoras. A família Fagan mantém essa empresa há 100 anos.

Era bom ver o entusiasmo dela. Trabalhando ao lado do gerente executivo que logo assumiria esse lugar, a mulher de vinte anos que está do meu lado não me surpreendeu com suas conquistas. Tem pais bem rígidos, mas tendo certeza que Audrey mostrou para seus pais que consegue ajudar seu irmão nos negócios da família.

- Julian deve se tornar CEO antes do Natal. - Se aproximou de mim como se fosse contar um segredo. - Ouvir a conversa do meu pai com alguns acionistas, mas não conta para ninguém.

Fingi que tinha um zíper em minha boca e fiz sinal de que estava fechando, ela riu. E continuamos conversando, minha mãe pediu licença e voltou para seu trabalho. Nesse final de semana a família Fagan teria um jantar aqui. Sarah poderia fugir por enquanto de mim, mas não iria escapar.

- Ai meu Deus! - Audrey diz olhando para a tela do seu celular. - Desculpa, Hailey, mas preciso ir. - Nos levantamos. - Esqueci completamente do compromisso que tinha.

- Ei, tudo bem. - Dou mais um abraço nela. - Mas tarde nos falamos.

Audrey não prestava mais atenção em mim e se apressou, saindo correndo sem olhar para trás. Parecia muito preocupada com o seu compromisso que acabou esquecendo. Pensei em procurar a minha mãe ou até mesmo meu pai e colocar as minhas ideias em ação. Sarah não apareceu muito confiante em minhas palavras. Decidir ir pelo caminho mais longo, quem sabe não encontrava com o Sr. Fagan e ele pudesse me ajudar a convencer os meus pais.

Capítulo 3 C3

Não demorei muito para encontrar um dos donos da casa, mas não era esse Sr. Fagan que estava procurando. Na entrada da sala de frente para a entrada principal da casa, pude ver Julian descendo as escadas. Sua testa levemente franzida parecia estar pensando em algo. Seja lá o que estivesse pensando, não parecia ser uma coisa boa. Encostei no batente da porta observando ele em silêncio.

Julian está usando smoking que deixou sua pele com mais destaque, seu cabelo está com os fios bem alinhados para trás deixando seu cabelo castanho bem escuro do que o normal. O olhar sério em seu rosto era bem diferente do jovem de anos atrás que vi pela última vez, Julian está duas vezes maior do que me lembro. Era um homem que gostava de academia e imagino que não seja diferente hoje em dia, seus olhos são da mesma tonalidade que os meus. Seus traços do seu rosto são bem marcantes, mostrando os anos vividos. Aos vinte e sete anos, Julian continua um homem lindo.

Levando a mão no bolso de trás da calça, Julian para e faz uma careta, soltando um xingamento baixo. Ao se virar para subir as escadas novamente, ele me viu. Arqueou a sobrancelha em uma tentativa de me reconhecer.

- Hailey? - Perguntou em meio a incerteza.

Me afastei do batente da porta caminhando em sua direção.

- Estou tão diferente assim?

Um sorriso frouxo surgiu em seus lábios. Julian colocou as suas mãos no bolso da frente da calça, passando a língua preguiçosamente pelos lábios.

- Não me leve a mal, mas agora você tem peitos. - Meu sorriso sumiu e o dele aumentou.

Minha blusa não tem um decote exagerado, é uma peça bem desenhada na área dos seios e que sem o meu silicone não ficaria tão bonita nessa blusa.

- Precisei de alguns ml de silicone, mas é claro que não passaria despercebido por você. - Brinquei.

Julian não disfarça ao olhar para meus seios. O ar de preocupação que tinha antes de me ver parecia ter sumido.

- Quantos ml? - Perguntou curioso.

A conversa era tão natural entre nós, como sempre. Fiquei pensando como seria encontrar Julian depois de tantos anos e fico feliz de ver a naturalidade se manter entre nós. Olhei para os meus seios conferindo aquela perfeita obra de arte. Tem que confessar que paguei por eles antes de devolver o dinheiro para o Sr. Fagan.

- 250ml em cada. - Respondi.

Ele balançou a cabeça, concordou e me olhou.

- Ficou bem natural. Meus parabéns, minha porta não é mais uma porta. - Um sorriso malicioso surgiu em seus lábios, descendo o seu olhar pelo meu corpo. - Conheço uma rata de academia quando vejo uma.

Julian perturbou a minha vida durante a adolescência por não ser uma mulher com os dotes bem preenchidos. Muito pelo contrário, eu era reta igual uma porta, o que me salvava era a bunda. Pelo menos tinha uma bunda bonitinha e com a academia meu corpo ganhou uma forma que me agrada muito. Ele gostava de me ver irritada e fazia com sucesso sempre quando me chamava de porta. Horas depois de ser motivo do meu estresse ele vinha com as suas palavras mesmo dizendo que não importava que eu fosse reta, ele me amaria do mesmo jeito.

- Tive uma grande influência quanto a isso. - Dou de ombros.

Acompanhei Julian pelas redes sociais. Nos seguimos mutuamente, mas não conversamos a anos. Ficamos alguns segundos sem dizer nada um ao outro, um filme passou pela minha cabeça. Não sei se podia considerar Julian meu melhor amigo no tempo que morei aqui, sei que foi um ótimo amigo. Nunca me deixou de lado mesmo que seus amigos não gostassem de mim, conversamos sobre tudo e Julian sempre estava disposto a me ouvir. Talvez fosse meu melhor amigo naquela época, mas nunca poderia considerar ele um irmão.

Julian sorriu e negou com a cabeça querendo afastar algum pensamento. Está tão lindo nessa roupa, um homem sexy e sério na minha frente e agora com os sorrisos que faz seu rosto iluminar, ficava difícil de não reparar. Ele foi o primeiro a tomar alguma atitude e me puxou para um abraço, o lugar que sempre me senti segura quando éramos mais novos. Seus toques continuavam firmes, seja em um simples aperto de mão, Julian era uma pessoa segura de si e demonstrava sempre.

- Hailey me diz que você não é virgem, por favor. - Sua voz foi de súplica.

Tentei me soltar e Julian me abraçou com mais força, rindo de mim. Sentia meu rosto queimar de vergonha e irritação. Não acredito que ele me perguntou isso, Julian vem vivendo o passado mais do que eu.

- Me solta, Julian! - Tentei bater nele, mas a filha da mãe travou meu braço. Apoiei meu queixo em seu peito para poder olhá-lo. - Julian...

- Posso saber o que está acontecendo aqui?!

Me soltei do Julian, rapidamente ficando ao seu lado. Débora não está com uma cara nada boa e olhava para Julian querendo uma explicação, minha existência ali parecia ser insignificante. Me senti incomodada, Julian, por outro lado, endireitou seu corpo e deu um passo à frente.

- Estava dando as boas-vindas a nossa querida Hailey. - Julian estendeu a mão para mim e fiquei tentada a não segurá-la. Débora está muito irritada e não quero que pense que esteja acontecendo algo que não existe.

Suspirei e segurei em sua mão. Julian me pegou de surpresa quando beijou minha mão e piscou para mim.

- Julian... - Débora precisou respirar fundo para controlar seu tom de voz. - Venha comigo. Agora!

Débora segue em direção ao escritório que tem na casa, sem pensar duas vezes sigo na direção contrária e mesmo escutando Julian me chamar apressei meus passos para sair dali. Não sei o que está acontecendo com essa família e não quero fazer parte dessa briga. Julian fez aquilo para provocar sua mãe, ele sempre levou a vida de um jeito mais leve ao contrário dos seus pais. Porém, seus pais não podiam reclamar do seu jeito responsável e leal que Julian é.

Nem tudo são flores e Julian tem o lado ruim dessa família.

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