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Sem Limete

Sem Limete

Autor:: M.GRAÇAS
Gênero: Bilionários
Augusto e um homem frio, que não tem nenhum sentimento por ninguém, perdeu seus pais ainda muito pequeno, foi criado pelo tio, que tem ressentimentos e por esse motivo sempre descontou toda sua raiva no pequeno Augusto, que cresceu e se tornou praticamente um ser desprezível por muitos, principalmente pelas mulheres a quais ele usava e abusava. Dono de uma beleza estonteante e sendo um dos mais rico da cidade sempre teve qualquer mulher ao seus pês, mas ao ver a linda Maria Eduarda ele descobre que nem sempre ter dinheiro significar ter alguem. Maria Eduarda, apreendeu desde pequena que a vida não era fácil, e que só com seus esforço e dedicação conseguiria superar tudo que passou quando morava com sua avó, mulher ardilosa que só pensava em dinheiro e não ligava para mais nada. Maria Eduarda achou que sua vida estava melhorando ate cruzar o caminho de um homem que a desejou como nunca tinha desejado outra mulher.

Capítulo 1 MARIA EDUARDA

MARIA EDUARDA

Nunca soube quem era os meus pais, fui criada pela minha avó, até os 12 anos, que não me abandonou rua porque recebia do governo um cheque todo mês, era isso que ela gritava todas as vezes que me batia ou quando eu pedia comida.

Ela quase sempre me deixava sem nada para comer, vivia saindo e gastava todo o dinheiro que não sobrava quase nada, por isso mesmo ainda bem pequena eu sempre fazia alguns trabalhos para as vizinhas que sabiam das minhas necessidades e sempre compartilhavam comigo sua comida e algumas roubas usadas.

Hoje e mais um dia em que a minha avó vai receber o pagamento e só Deus sabe quando ira voltar para casa. Dessa vez ela apenas passou o dia fora, chegou me encarrou e não disse nada, tinha em suas mãos um saco de pão.

___Tome, coma ____falou ela indo para a escada, se virou e me encarou e disse novamente.

___Se eu fosse voce comeria e guardava um pouco para amanhã, nunca se sabe quando irei ser boazinha novamente.

Fiz o que ela mandou, apenas comi um pão dos 5 que estavam no saco, guardei o resto, me arrumei e fui dormir.

Acordei na manhã seguinte, e estranhei que a minha avó não tinha vindo me chamar para ir à escola, desci os degraus ainda sonolenta e percebi que a casa estava totalmente em silencio. Revolvi voltar para cima, fui direto ao seu quarto, mas assim que abrir a porta vi que as gavetas e o guarda roupas estavam todos aberto e não havia nenhuma roupa dentro deles.

Sair desesperada correndo, desci as escadas já chorando, procurei por toda a casa e foi aí que percebi que a porta da sala estava trancada.

Fui até a cozinha, tentei abrir a porta dos fundos mais também estava trancada, em cima da mesa estava os pães e uma garrafa de água.

Sem saber o que fazer fiquei ali por dois dias esperado que ela voltasse, mas isso não aconteceu, quem veio por dois dias bater na porta era o dono da casa, que tentava de todas as maneiras entrar, até parecia que sabia que eu estava escondida.

Mesmo ficando em silencio todas as vezes que ele vinha, parecia que ele não acreditava que a casa estava vazia.

Duas noites se passaram então eu estava na sala sentada no chão, quando escutei um barulho forte na porta da cozinha, fui andando devagar sem fazer nenhum barulho e foi ai que vi que ele tinha conseguiu entrar, sair correndo para me esconder mas não tinha a aonde, então entrei dentro de um pequeno armário que ficava na sala, vi que ele procurou por todos os cantos, até que me encontrou escondida.

___Saia daí sua maldita, quero o meu dinheiro e não vou sair daqui sem ele.

___Por favor senhor eu não tenho, a minha avó saiu e me deixou aqui sozinha sem nada, nem mesmo deixou algo para eu comer.

___Aquela velha maldita está me devendo três meses de aluguel, e fugiu sem me pagar e ainda deixando esse estorno na minha casa.

___ por favor senhor não tenho para onde ir ___ supliquei.

___pouco me importa, se ela te abandonou, eu quero receber o meu dinheiro ___ disse ele.

___como eu poderei pagar se não tenho, sou ainda uma criança, trabalho para as vizinhas para poder comer e me vestir.

___terá que me pagar de um jeito ou de outro menina, daqui eu so saiu quando receber o que me deve.

___Senhor por favor eu imploro, não me machuque eu não tenho culpa, se ela foi embora e não o pagou.

___Se ela não paga, será você quem vai pagar, agora venha aqui, que vou exigir o meu pagamento.

Sair correndo pelas escadas, tentei trancar a porta do meu quarto mas não conseguir, ele me arrastou para a cama, tirou o cinto da sua cintura e começou a me bater sem parar , meu corpo estava doendo e sangrando, eu só tinha doze anos e paguei caro porque a minha avó, não pagou o aluguei por três meses e ainda me deixou sem nada, nem mesmo comida.

___Quero que pegue as suas coisas e saia da minha casa ainda hoje, ou eu juro que, o que fiz será pouco, se eu votar a vê-la novamente.

___por favor eu não tenho para onde ir e estou muito machucada.

___Pouco me importa, quero você fora daqui, espero não voltar e encontrar esse seu corpo dentro da minha casa, ou eu arrasto até a rua e jogo eu mesmo você lá.

Ele falou isso e saiu, ouvi a porta da sala sendo aberta, me levantei como pude, fui até ao banheiro e me lavei, havia tanto sangue que eu não sabia de onde estava saindo sendo que os dois lugares que ele entrou em mim doía muito.

Eu estava desesperada pois eu nunca tinha saído de casa para um lugar longe, só mesmo na vizinhança, e agora eu não sabia para onde ir, depois que me lavei, peguei uma roupa que cobria todo o meu corpo, peguei a única mochila que tinha e coloquei algumas pesas de roupas e um cobertor dentro dela, o único par de sapato, e o chinelo estava nos meus pês, eu ainda não estava acreditando em tudo que me aconteceu em apenas dois dias, os meus olhos se encheram de lagrimas, não só pelo que passei, mas pelo que a minha avó fez comigo.

Limpei as lagrimas e fui descendo com muita dificuldade as escadas e quando cheguei na porta a mesma estava destrancada, fui andando pela rua, parei na casa de uma senhora que eu sempre ajudava, bati em sua porta e contei tudo que tinha me acontecido, ela apenas me disse que me daria um pouco de comida, mas que eu não poderia ficar em sua casa, já que seu marido não ia admitir ter outra boca para alimentar além de seus filhos.

Ela além de me dá comida me entregou uma cartela de remédio, e uma garrafa de agua, disse que o remédio iria me ajudar com a dor, sem pensar duas vezes tomei o remédio, agradeci e sair, com o que ela tinha me dado, eu esperava conseguir um cantinho para dormir essa noite pelo menos.

Fui para debaixo de uma ponte, havia algumas pessoas, eles me concederam um cantinho, arrumei a minha cama com o que trouxe, e como estava toda dolorida e cansada peguei no sono pesado.

Capítulo 2 AUGUSTO

Augusto

Hoje quero tirar todo meu estresse que passei no dia, e nada melhor do que me saciar com uma puta, que não tem sentimentos ou pudor com o que eu faço com elas, já todos só servem para o bel prazer, nenhuma merece a minha consideração ou carinho, pois elas só existem para um proposito, me dá prazer, além disso elas são todas sujas.

___Onde pensa que vai? ___ pergunto para a mulher em minha frente.

___Não esqueça que está sendo paga para me servir.

___Já fez o que queria, deve estar bem satisfeito___ diz ela.

___Por acaso eu disse que já estou satisfeito? ___questiono ela, que fica parada em minha frente so me olhando, então volte para a cama e fique lá. Vou até ela e a uso novamente, sem me importar com a sua dor, só o meu prazer.

Volto para a minha cadeira e abro a garrafa que está sobre a mesa, pego um charuto e acendo, me sento na cadeira e fico olhando a mulher toda arreganhada e suja na cama, ela nem imagina o que a espera, ainda não descontei todo o meu ódio pelo dia de hoje, apena comecei.

___Já me usou como queria___ fala ela se levantado da cama.

___ agora preciso ir embora, tenho outros clientes ainda essa noite, o dono do Bordel não aceita que eu passe a noite com apena um cliente, já que tenho um valor expressivo para lhe entregar, se ficar aqui com certeza serei despedida e não posso perder o meu emprego ___diz ela.

___Quem decide isso sou eu, volte para a cama como mandei __ falo e posso ver que ela não gostou, como se eu me importasse com o que ela pensa.

___Não irei fazer isso, estou toda machucada, não foi para isso que vir aqui, fui usada e abusada por você, não foi o bastante? ____ fala ela apavorada.

__Já mandei você continuar deitada, não me desobedeça novamente ou vai se arrepender ___ digo já com vontade de matar essa puta do inferno.

___O que vai fazer? me matar! sabe que sou contratada e que se desaparecer eles iram me procurar, além do mais você foi o meu último cliente ___diz ela.

___Nunca ouviu falar que o dinheiro compra tudo, até mesmo a morte de uma pessoa como você, insignificante que vive se vendendo para quem paga mais, acha mesmo que o dono do Bordel vai se preocupar com uma puta como você.

___Eu não quero morrer, tenho família ___ só faço isso para levar comida para eles, não estou nessa vida porque quero, fui obrigada.

___Todas como você sempre dizem a mesma coisa, que foram obrigadas, isso para mim a uma desculpa esfarrapada de pessoas que querem uma vida fácil.

___Para você e muito fácil falar, nasceu em berço de ouro, não e mesmo.

Não respondi, preferir ignorá-la odeio quando uma mulher me desobedece, elas vem da mesma escola, são burras demais, estou de saco cheio dessa merda, me levanto ainda com a toalha enrolada na minha cintura, devolvo o copo na mesinha, mas continuo com o meu charuto, vou até ela, fecho a minha mão, seguro firme a sua cabeça e lhe dou um soco que a faz cair da cama, ela bate a cabeça na parede, sangue começa a sair de sua boca, ela tenta se levantar, mas não consegue.

Arrasto e levo novamente para a cama, seguro o meu charuto que está com brasa bem vermelha, então subo na cama, prendo-a com as minhas pernas, consigo ver o medo em seus olhos.

___Sabe que mulheres como você foram feitas para obedecer, não sabe, então caralho quando qualquer homem mandar você fazer alguma coisa, mantenha essa sua boca de merda calada___ falo.

Então, seguro firme a sua perna e com a minha outra mão tiro o charuto dos meus lábios e passo, uma, duas, três vezes em sua cocha, os seus gritos são música para os meus ouvidos.

Sento-me em cima de suas pernas, ela começa de debater, então pego a sua mão, queimo dedo por dedo, as lagrimas agora escorrem de seus olhos como cachoeiras.

___Pare por favor, está doendo muito, eu juro que farei o que você quiser ___diz ela, em desespero.

___Mas já estou fazendo, continue gritando isso me deixa com muito mais tesão___ falo rindo dela.

Ela fica muda, arranco a toalha do meu corpo, puxo ela com força para que fique de costa para mim, quanto vejo que ela está na posição que desejo, posiciono o meu pau na sua entrada, e meto de uma vez no seu cu, ela grita, tenta se soltar, mas não consegue, seguro firme a sua cintura a mantendo no lugar, enquanto vou entrando e saindo com força dela, pego novamente o meu charuto, e começo a marca a sua pele, ela volta a grita, e com isso intensifico mais ainda as minhas entocadas, e continuo queimando sua bunda, costa, não me importo com a sua dor ,só o meu prazer e importante, ela foi feita para isso e nada mais, todas são simplesmente descartáveis.

Quando gozo, a jogo para fora da cama, então falo.

___se vista e vá embora, amanhã cedo mandarei o dinheiro para o seu chefe___ digo me virando.

Volto para a minha cadeira novamente, pego o copo e encho, acendo outro charuto, enquanto fico olhando-a se arrastar pegando os trapos velhos que a cobria, segurava na parece, mas quando as tocava sentia dor nos dedos, assim que ela se vestiu, abriu a porta e sumiu da minha vista, peguei o celular e liguei para o meu motorista.

___Leve essa puta e a deixe no mesmo lugar, sem conversa entendeu? ___ peça para o Vicente lhe dá o mesmo tratamento que as outras, quero que ele me ligue amanhã cedo___ dou a ordem.

___Sim senhor____ responde ele.

Me levanto, subo as escadas, tranco a porta atrás de mim, vou para o meu quarto, preciso tomar um banho e tirar o cheiro ridículo dela, que porra essa mulher tem que usar esses perfumes baratos.

Depois de quase uma hora me limpando do cheiro daquela infeliz que parecia impregnando no meu corpo, saio do chuveiro, volto para o quarto, vou para o closet e pego a calça e camisa do pijama, as coloco, não uso cueca para dormir, odeio algo me apertando.

Desço novamente, dessa vez vou para a cozinha, procuro algo para comer, vejo que a Dona Júlia deixou o meu prato já pronto, quando término deixo o que usei dentro da pia e volto para o meu quarto, espero que essa noite eu consiga dormir sem precisar usar novamente o remédio.

Capítulo 3 MARIA EDUARDA

Maria Eduarda

Foram dias muito difíceis, perambulando pelas ruas de Portugal, suja sem comida, sem roupas descentes, ninguém se importava com o estado em que me encontrava, sentia que não via luz no final do túnel, que o meu destino nunca iria mudar, como uma menina de 12 anos poderia viver assim no mundo, já não me importava com as lagrimas que caiam todos os dias, com a dor no peito ou mesmo quando a minha barriga roncava de fome, sempre que isso acontecia bebia agua para tentar matar a fome.

Até agora eu não entendia o porquê da minha avó ter ido embora e me deixando para traz, sem nada para comer, sozinha nunca casa vazia e ainda devendo e o dono não teve compaixão pela minha idade e tive que pagar caro, essas lembranças me machucam tanto que não consigo conter as lágrimas que caiem sem parar, olho para o céu e pergunto a Deus o porquê ela fez isso comigo, será que ela nunca me amou. Limpo as lagrimas e me levanto do chão duro, vou, mas uma vez a procura de algo para comer.

Já se passaram quase uma hora andando por todos os lugares da cidade procurando um lugar para ficar ou algo para comer e ainda não encontrei nada, parei perto de um pequeno prédio para descansar, foi então que achei um pedaço de papel no chão, peguei tinha o endereço de um acampamento para pessoa indigente, ou melhor sem teto, perguntei para algumas pessoas que passavam na rua onde ficava, mas algumas nem respondia, outras nem me olhavam parecia que eu tinha uma doença contagiosa ou algo assim, mas um senhor vendo que ninguém me ajudava, veio até a mim e tomou o papel das minhas mãos, leio o que estava escrito, me olhou e me indicou o caminho correto, mas mandou eu tomar cuidado já que eu era uma criança e com certeza sempre existia pessoas que iria tirar proveito de mim.

Eu agradeci a ajuda e seguir o caminho que ele tinha me indicado, foram mais uma hora andando.

Cheguei ao acampamento que ficava no extremo sul da cidade, assim que cheguei, fui recebida pelo responsável, que me explicou como tudo funcionada e depois disso fui levada a uma tenda onde me deram comida e um lugar para dormir, não me questionaram o porquê de estar na rua, com certeza isso já era comum acontecer com certeza. .

Aqui todos tinham uma função, por isso cada um trabalhava no que podia, o acampamento era mantido por doações, os feirante em dia de feira, nos dava tudo que eles não tinham conseguido vender, era dessa forma que conseguíamos as frutas , legumes e verduras a semana toda, como eu era criança, ajudava na cozinha.

Um mês aqui e todos me tratavam bem, havia todo tipo de pessoa nesse lugar a maioria tinham perdido tudo e não tinha para onde ir, algumas eram formadas desempregadas e sem perspectiva de arrumar um novo emprego ou voltar para sua formação, o lugar apesar de ter muitas pessoas era bem organizado, não tinha sujeira, existiam barracas separadas e as coletivas, eu como sou menor durmo com as outras crianças, existiam voluntários que vinham prestar serviços e uma delas era a Anna, uma professora, que ensinava as crianças que ainda não frequentavam a escola, eu me tornei sua aluna, pois não tinha como entrar na escola.

Cinco anos depois

___ Parabéns Maria Eduarda ___fala Anna.

___ Obrigada Anna___ digo emocionada.

___ O que gostaria de ganhar de presente?___ me pergunta ela.

___ Uma casa e uma família, que me amasse de verdade, mas isso é impossível___ falo, com os olhos cheio de lagrimas, pois sei que isso e quase impossível.

___ não fale assim, com certeza vai aparecer uma família que irá te amar muito___ diz ela.

___ A senhora sabe o que me aconteceu, tenho medo do que possa acontecer se encontrar uma família que apena finja me amar ___digo por que não esqueci o que me aconteceu e ainda não entendo por que fui deixada sozinha por quem dizia me amar.

___Eu posso imagino___ vou me mudar no mês que vem para Lisboa, recebi uma proposta de emprego que não posso recusar, o salário e um pouco melhor então resolvi me aventurar___ diz Anna.

___Então, não vamos, mas ter aulas? ____pergunto, já triste com a notícia.

___Eu espero que eles consigam outra pessoa, sinto por ter que abandoná-los, mas infelizmente não posso só pensar em vocês, tenho que pensar em mim também, já não sou tão nova e ainda não estou aposentada___ fala ela com lagrimas nos olhos.

___Eu vou sentir sua falta___ digo indo abraçá-la.

___ Por que não vem morar comigo? Onde vou morar não e tão grande mais tem dois quartos e você pode ficar com um, enquanto não consegue um emprego pode cuidar da casa para mim, o que acha?____ me pergunta ela.

___ Aqui eu trabalho para sobreviver, posso cuidar da sua casa até conseguir um emprego e ajudá-la com a despesa da casa___ se realmente me quiser morando junto.

___Com certeza quero sim, não iria te falar se não fosse verdade, onde vou morar tem muitas lojas que contratam sem experiencia para trabalhar, agora que tem 18 anos pode começar, e vai continuar estudando e quem sabe consiga algo bem melhor no futuro.

___Se for assim, eu aceito ir morar com a senhora ____falo bem emocionada e feliz, porque agora terei uma casa, e vou viver com alguém que gosta de mim de verdade.

___Primeiro não precisa me chamar de senhora, segundo pode ir arrumando as suas coisas, quero que vá comigo ainda hoje, onde estou agora e um pouco pequeno mais cabe outra pessoa, assim vamos nos acostumando a viver juntas até a mudança___ ela diz isso já se levantando da cadeira.

___Jura, vou arrumar as minhas coisas agora mesmo___ falo correndo para a barraca.

___Vá eu vou falar com o responsável pelo acampamento, e te encontra daqui a pouco.

Mudei no mesmo dia, como ela disse a casa era um pouco pequena, mas como eu não tinha muito coisa não ficou apertado.

Enquanto não chegava o dia da nossa mudança eu ajudava a Anna em tudo, quando nos mudamos, o lugar era mais simples, mas bonito, um bairro com muitas casas, uma do lado da outra, o colégio onde era iria dar aula não ficava longe, e era onde eu iria estudar.

A cada dia estava mais feliz por ter alguém que gostava de mim de verdade, e com isso me tornava uma pessoa melhor, conseguia até mesmo em alguns momentos esquecer tudo que havia passado

Quando completei 18 anos, ganhei um bolo simples e um refrigerante para nós duas comemorar esse grande dia.

Nos dias seguintes ao meu aniversário comecei a entregar o meu currículo nas lojas do bairro e até mesmo em algumas que não ficavam tão perto, mas os dias e os meses foram se passando e nada de eu conseguir um emprego.

As coisas ficaram muito pior quando a Anna sofreu um acidente enquanto voltava para casa ela foi atropelada por um motoqueiro que não prestou socorro a deixou jogada na rua.

Quando foi levada para o hospital, os médicos disseram que ela teria que ficar pelo menos 3 meses em casa, já que ela faturou 3 costelas e os joelhos, não foi nada facial para ela, já que sempre trabalhou ter que ficar em casa e o pior ainda estava por vim.

Quando ela retornou ao colégio foi demitida, já tinha colocado outra professora em seu lugar, o colégio não poderia ficar muito tempo sem a aula que ela dava, a nossa situação começou a ficar muito complicada, tínhamos que economizar cada centavo, já que o dinheiro que ela tinha guardado não iria nos manter por muito tempo, e isso estava me masterizando a cada dia.

Eu saia para procurar emprego, mas não achava, até que conversando com uma mulher, que me contou que tinha uma casa onde estavam precisando de garçonete, mas que o lugar não era frequentado por boas pessoas.

Nesse momento eu precisa de um emprego, não estava me importando onde era, desde que eu pudesse ajudar a Anna com as despesas até ela conseguir um novo emprego, não ligaria onde era a vaga se eles me aceitassem eu iria sim.

Quando parei na porta da casa, foi que entendi o motivo de não ser um lugar bom, era uma Boate, a princípio fiquei com medo de bater na porta, mas a minha situação nesse momento me impede de ir embora, bato na porta e espero que alguem apareça, e não demorou muito, e uma mulher aparece.

___O que quer menina___ pergunta ela.

___Senhora, soube que está precisando de pessoas para trabalhar___ falo.

___Quantos anos tem? ___ me pergunta ela, me olhando de cima a baixo.

___Tenho 18 anos.

___Sabe que lugar e esse? Não tem medo?

___Senhora eu preciso muito trabalhar ___a minha condição me impede de questionar o lugar.

___Venha, entre___ fala ela, saindo da frente para que eu passe.

Assim que passei da porta, me assustei, o lugar era muito grande, bonito, existiam muitas mesas, um palco, e um imenso bar.

___Ja tinha entrado num lugar assim ___ pergunta ela.

___Não ____ respondi ainda admirada com a visão.

___Tenho uma vaga de garçonete, o horário e das 21:00 horas até as 06:00 da manhã____ tudo bem para você.

___Eu aceito e emprego___ sem questionar respondo.

___Será que seus pais vão permitir que trabalhe num lugar desse? ___ ela perguntou.

___Não tenho pais, e a senhora com quem moro não vai ligar___ digo sem ter a certeza de que Anna vai gostar.

___Assim espero, não quero confusão dentro do estabelecimento___ ela fala.

___Não terá senhora, pode ficar sossegada___ afirmo.

___Então ele é seu, precisa preencher uma ficha, acerta o salário e o horário que deverá estar aqui todas as noites.

___Tudo bem senhora____ digo muito feliz.

___Meu nome e Rita, eu sou a gerente, mas o dono mesmo só vem a noite.

___Me chamo Maria Eduarda___ falo.

___Espero sinceramente que goste de trabalhar, aqui o trabalho não é fácil, mas se ganha muito bem.

___Vou gostar, tenho certeza ___digo pois estou feliz de ter encontrado um trabalho.

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