Sinopse:
Até onde você iria por Amor?
Smiley não mede esforços e nem possui limites, para fazer com que Adeline se sinta desejada e amada após uma vida de abusos e sofrimentos.
Adeline já passou por muita coisa em sua vida, a culpa que ela carrega, muitos teriam dificuldades em lidar, mas ela faz o que pode e tenta encontrar o bom da vida. Ela é uma pessoa carinhosa e amorosa que passou pelo inferno e voltou, mas quando sozinha, seu passado vem rastejando, e quanto mais o tempo passa, mais difícil é ser ou ver qualquer felicidade em seu futuro.
Smiley nunca esperou ser praticamente derrubado por essa doce e pequena mulher, mas no momento em que a vê, ele está determinado a fazê-la sua. Adeline não é como tantas mulheres que cairiam a seus pés. Ela tem cicatrizes e demônios, que Smiley precisará combater junto com ela, se ele planeja encontrar alguma felicidade juntos.
Às vezes, será cheio de mal e de dor, mas o resultado final, vale cada minuto.
Capítulo 1
LANE:
"Bom dia Anjo."
Minha filha sai de seu quarto, seus olhos mal se abrem e seus pés se arrastam pelo chão, antes de se sentar no sofá ao meu lado. Ela boceja e esfrega os olhos. Eu tiro o cobertor da parte de trás do sofá e coloco em torno dela.
Seus olhos se abrem e ela me dá um sorriso doce. Eu envolvo meu braço ao redor dela, puxando-a para perto. Todas as manhãs, tenho certeza que temos um momento como esse. Eu quero ter cada momento com ela que eu posso, porque eu senti muito sua falta.
"Amo você, papai", ela sussurra.
Meus olhos se fecham enquanto tento morder minha raiva. Minha filha entrou na minha vida quando tinha oito anos e eu perdi uma grande parte de sua infância. Eu nem sabia que ela existia até um ano atrás.
Eu sou o presidente do Grim Sinners MC. Eu assumi depois que meu pai deixou o cargo há três
anos. Minha filha entrou em minha vida sob as circunstâncias mais fodidas.
Minha mente volta para o momento em que recebi o telefonema ...
Um ano antes
"DOIS FILHOS DA PUTA CORRERAM por aquela
porta," meu VP grita e eu vou atrás deles, minha arma sendo puxada. Os homens param de correr e se viram. Suas mãos estão levantadas, seus olhos arregalados com puro medo. "Sinto muito", gagueja o da esquerda, e reviro os olhos. O que eles acham que farei? Deixe-los em paz? Idiota.
O da esquerda me encara e seus joelhos começam a se dobrar. O outro cara parece que já cagou em suas calças, a julgar pela mancha marrom que estou vendo nelas.Esta não é a primeira vez. Os dois pareciam fodidos.
Inclino a cabeça - vou brincar um pouco com eles. Eu aponto minha arma para a esquerda e ele grita. "Por favor! Eu não farei isso de novo!
Eu rio alto. "Fazer o que, filho da puta?"
Ele fica pálido e olha para o amigo com a merda nas calças. Ele engole e o suor em sua garganta brilha como um maldito farol. "Traficar mulheres e meninas."
Eu congelo em minhas pernas. "Meninas?" Raiva é algo que eu me acostumei. A raiva é uma parte do meu ser.
"Adolescentes", ele sussurra. Isso faz com que matá-los seja muito mais fácil; eles não merecem respirar mais um segundo.
Meu telefone toca no meu bolso de trás e interrompe meus pensamentos. mantenho minha arma apontada para eles e trago meu telefone ao meu ouvido. "Tudo bem?" Pergunto ao presidente do Devil Souls MC.
"Sim, cara, eu tenho que te dizer uma coisa."
Eu me preparo, pensando no que poderia ter acontecido. "O que é, Kyle?"
"Tem uma garotinha aqui embaixo no porão. Ela diz que tem sete anos. Está dizendo que é sua filha e o nome de sua mãe é Marie. Havia uma carta ao lado dela com seu nome, parece que ela seria usada para extorquir dinheiro de resgate de você."
Dor e medo me atingiram de uma só vez. Eu engulo em seco. "Eu tenho uma filha?" Eu repito para ter certeza que o que eu estou ouvindo é verdade. Ela pode até não ser minha filha.
"Eu acho que sim, cara", diz Kyle, cansado.
"Foda-se!" Eu passo ao redor da sala, certificando- me de não tirar meus olhos dos homens no chão. "Estou a caminho agora. Se ela é minha, eu saberei."
"Eu desligo e enfio meu telefone no bolso.
Um dos homens funga. Volto toda a minha atenção para ele, olho-o nos olhos e puxo o gatilho; então eu me volto para o outro homem. Em segundos, ambos estão no chão, com uma bala na testa.
Eu corro para fora do quarto. Meus homens estão todos em pé ao redor da sala de estar esperando por mim para lhes dizer o que fazer a seguir.
"Vamos montar." Eles não hesitam; correm para fora comigo logo atrás deles; minha motocicleta é a mais próxima da casa.
Eu saio da garagem e vou direto para Kyle. Dor é o que eu sinto, uma pontada no peito quando penso que realmente pode ser minha filha. Principalmente sobre o que ela poderia ter passado. Apenas merda passa pela minha cabeça.
Chegamos à casa dez minutos depois e todas as almas do diabo estão na varanda esperando por nós. Minhas mãos estão apertadas contra os meus lados enquanto eu vou até a varanda.
Meus homens esperam perto da minha moto, no limite; eles não sabem o que está acontecendo. Nem mesmo eu sei o que diabos está acontecendo comigo mesmo.
Kyle aparece na porta e ajuda uma garotinha a sair da varanda. Ela tem longos cabelos castanhos, está vestindo uma camisa masculina que pendura em suas canelas e segura um cobertor. Ela levanta a cabeça e eu respiro fundo.
Minha filha.
Ela parece muito comigo e com minha irmã. Ela tem meus olhos verde-musgo, meu queixo e minhas covinhas, e o resto de suas feições são da minha irmã.
Foda-me
Minhas pernas se dobram e eu caio de joelhos. Eu posso enfrentar muitas coisas, ser um SEAL, a probabilidade de cem homens contra mim, mas não posso emfrentar a visão desta menina diante de mim.
Minha filha.
Uma filha que eu não conhecia, uma filha de quem perdi tudo há anos.
"Essa é a minha filha", eu sussurro, sem tirar os olhos dela. Ela deixa cair o cobertor e corre em minha direção. Ela me conhece? Ela pára quando me alcança, e é preciso todo o meu controle para não agarrá-la.
Solto uma respiração profunda e suavizo meu rosto. Uma coisa que eu não quero é que ela tenha medo de mim. "Venha aqui, Baby." Eu estendo a mão e pego a sua. Isso é tudo que ela precisa antes de cair no meu peito. Seus pequenos braços envolvem meu pescoço e ela começa a chorar alto.
Meu coração se quebra em milhões de pedaços.. "Posso morar com você agora? Eu não gosto da
casa da mamãe. Ela não levanta da cama e eu fico sozinha.. A raiva me varre e estou pronto para matar tudo o que levou minha filha para longe de mim todos esses anos.
"Sim, Baby, você nunca vai ter que me deixar de novo", eu prometo a ela e digo essas palavras com cada pedacinho do meu ser. Eu vou derrubar quem tentar ficar no meu caminho com esta menina. Eu não estou perdendo outro segundo de sua vida.
Ela é minha filha. Não há como negar isso. "Podemos ir para casa agora?" Ela sussurra, e eu a
sinto enrijecer como se estivesse com medo da minha resposta. Eu a pego e não a deixo ir. "Estou levando-a para casa."
Esse foi o momento que mudou minha vida para sempre.
"PAPAI , posso comer algumas panquecas?"
Depois de colocá-la de volta no sofá, vou para a cozinha e começo a fazer a massa. Ela tem que estar na escola em uma hora. Quando as panquecas ficam prontas, grito para ela vir até a cozinha. Ela entra na sala, com o cabelo preso em um dos lados da cabeça, parecendo um zumbizinho. Ela não é uma pessoa matinal nem um pouco. Eu me viro, tentando não rir.
"Você sabe, papai, eu sei uma maneira de passarmos mais tempo juntos."
Meu quadril está encostado no balcão, cruzo meus braços sobre o peito e olho para ela. Aposto que é algo a ver com não ir à escola.
"Você poderia me deixar faltar à escola e eu poderia passar o dia todo com você." Ela me olha e me dá o seu melhor sorriso. Ela faz quela carinha de gatinho do Shrek, mas eu não vou ceder nisso. "Papai, por favor." Insiste.
Eu comecei a rir e beijei o topo de sua cabeça. "Tente de novo, querida."
Ela bufa e volta para suas panquecas.
Ela tenta algo novo todos os dias. Ela gosta da escola quando está lá; é o processo de levantar e ir que é seu problema..
Em seu quarto sua roupa já esta separada para que ela se vista. Tentei vesti-la eu mesmo, mas isso não deu certo. Aparentemente, uma camiseta do AC/ DC, jeans e botas de motoqueiro não são boas para as meninas. Minha irmã assumiu esse departamento.
Eu pego suas roupas para o dia e seus sapatos e os coloco na beira da cama para ela. A ouço entrar em seu quarto para se vestir. Aproveito o momento para tirar a arma da mesinha de cabeceira, colocá-la no coldre e calçar minhas botas.
Mais ou menos um minuto depois, minha porta se abre. "Papai, podemos fazer uma trança hoje?"
Eu aceno e sigo para o banheiro. Levo-a para o balcão e ela se vira para o espelho, me dando as costas. Eu pego a escova de cabelo e um laço da gaveta. Eu corro a escova pelo cabelo dela até que fique sem nó, o que leva um maldito tempo porque ele rola enquanto dorme.
"Trança francesa?" Eu pergunto e ela balança a cabeça. Eu posso parecer meio estranho trançando o cabelo da minha filha, mas eu não me importo de parecer o filho da puta que for se isso faz minha filha feliz. Isso é o mínimo que ela merece.
Um minuto depois: "Feito".
Ela se vira e me abraça. "Você é o melhor." Deus, eu amo essa menina.
"Posso ver o Pops mais tarde?" Minha filha é obcecada pelo meu pai, o que me irrita pra caralho.
"Acho que todos vamos sair para jantar." Costumamos nos reunir uma vez por semana - eu, papai, minha irmã Shaylin e seu homem, Butcher. "Vamos para a escola." Eu a ajudo do topo do balcão. Ela corre para fora da sala para pegar sua mochila.
Quando chegamos à sua escola vinte minutos depois, abro a porta e ajudo-a a descer. Ela desliza a mão na minha e aperta meus dedos. Sentindo que algo está errado, eu olho para ela. "O que foi filha?"
Ela olha para a entrada da escola e de volta para mim, os olhos arregalados. "Você estará aqui quando a escola terminar, papai?"
Eu olho para a escola, tentando controlar minha raiva. Eu odeio que ela ainda tenha essa preocupação de que eu vou deixar sua vida de repente. Minha raiva se dispersa e eu me inclino até estar no nível dos olhos dela. "Ninguém pode te tirar de mim, nem te manter longe de mim. Você é minha menina."
Ela sorri, mostrando o dente da frente ausente. "Tiffany!"
Meus olhos se estreitam. Por que um garotinho está gritando por ela? Porra. "Quem é aquele?"
"Greg", diz ela através de pequenos risos. "Não se preocupe, papai, ele pode escrever pequenos recados para mim, me convidando para almoçar ou lanchar. Mas eu sempre vou marcar o quadrado 'não'".
O que ela porra está dizendo? Eu olho para ela e depois para a pequena merda do outro lado do estacionamento. "Está certo."
Ela se afasta de mim e desliza sua mochila nas costas. "É melhor eu ir para a aula. Até mais tarde. Ela sorri e vira as costas para mim, caminhando para a entrada da escola. Enquanto me inclino de volta para o meu caminhão, vejo as mães que estão deixando seus filhos, olhando para mim.
Eu gosto de uma fodida perseguição, não de ser perseguido. A porta se fecha atrás de Tiffany e eu entro na caminhonete, batendo a porta atrás de mim.
Hora de trabalhar
LANE:
"Jacqueline, não se esqueça de chamar o dono do Dogue Alemão e diga a ele que o cachorro está pronto."
"Pronto, ela responde. Ele estará aqui em algumas horas."
Eu embaralhei os papéis que estou organizando. A carga de trabalho aqui está fora deste mundo, porque eu aceito qualquer cachorro que precise de ajuda. Não consigo os mandar embora, A parte difícil é encontrar casas para todos eles.
Atualmente não possuo nenhum animal. É estranho porque eu sou veterinária, mas perdi meu cachorro há alguns anos e ainda não superei isso. Ele era meu bebê e é como se eu tivesse perdido um filho.Eu não posso passar por isso novamente. Por isso dedico todo o meu tempo a cuidar dos cães de outras pessoas.
AMELIA:
Minha vida é do trabalho para casa para assistir televisão. Eu não estou no jogo de namoro no momento, mas é por opção. Eu tenho dificuldade em encontrar um cara que não seja um maricas, parece que só atraio aqueles que não possuem bolas. Se eu quisesse buceta eu seria lésbica, o que parece que vai acontecer pelo jeito.
É tão errado querer encontrar um homem para me empurrar contra uma parede, invadir minha boca e me querer como se ele não pudesse nem respirar sem a minha presença? Eu quero que alguém me proteja e me faça sentir segura. Eu quero um bad boy tatuado com um coração de ouro.
Isso é pedir muito? Aparentemente sim. Meu telefone toca na minha mesa.
Jeffery: Eu preciso muito de dinheiro.
O telefone cai da minha mão de volta na minha mesa. Eu não posso lidar com isso agora. Eu amo meu primo, mas ele tem um problema de vício em jogo. Estou tão cansada disso. Isso nunca vai mudar, e ele nunca vai mudar. O tirei de problemas tantas vezes que já perdi as contas e agora não posso mais fazer isso - é hora dele começar a se virar sozinho.
Duas horas depois, eu finalmente terminei minha papelada. Me levanto da cadeira e trago os braços acima da minha cabeça, esticando minha dor nas costas.
"O homem está aqui para o Dogue alemão."
"Ok, eu vou buscá-lo. Apenas faça o cara preencher a papelada necessária. Obrigado."
Ela sai e eu entro no canil. A sala do canil é muito maior do que a maioria dos veterinários, mas, como eu disse, não consigo dar as costas para um cachorro. Alguns estão aqui há um ano porque ninguém os adotou. É triste pois todos eles deveriam ter um lar.
Duke está no último canil à direita. Ele levanta a cabeça e olha para mim com aqueles olhos tristes. "Hoje é seu dia de sorte, garoto. É hora de você ir para casa. Destranco a porta e pego a coleira que está pendurada no gancho na parede. Duke se levanta e caminha na minha direção. Sua cabeça atinge o topo da minha cintura. Com um metro e sessenta e dois, eu sou bem baixinha, mas esse ainda é um cachorro enorme.
Eu o levo até a entrada da sala principal. Ele corre até a porta na minha frente e eu tropeço em meus pés, caio para o lado para não pisar em Duke, não quero machuca- lo.
Mãos fortes envolvem meu braço e me levantam novamente. Odeio ser tão desajeitada
"Você está bem?"
AMELIA:
Eu levanto a cabeça e olho para a pessoa que me pegou.
Oh meu Deus... diante de mim está o homem mais quente do mundo. Calor se espalha por minhas bochechas, mas eu não deixo que isso me impeça de vê-lo. Ele tem cabelos castanho-escuros grossos e olhos verde-musgo que são de morrer. Lábios feitos para beijar. Uma barba grossa que o faz aí dá mais másculo. Ai Jesus. Meus olhos se movem para baixo e vejo músculos e músculos e tatuagens em seus braços e partes de seu pescoço. Ele é uns trinta centímetros mais alto do que eu. Ele também está usando um corte; ele é o presidente do Grim Sinners MC.
Um motociclista? Estou fodida.
LANE:
Puta merda!
A mulher a minha frente é um maldito sonho molhado em carne e osso.. Ela tem curvas nos lugares certos. Uma bunda cheia em forma de coração, seios grandes, coxas grossas e uma cintura pequena. Longos cabelos castanhos e enormes olhos azul-esverdeados, que lhe dão um ar inocente.
Eu estou fodidamente atraído por ela.
Ela olha para baixo e cora, mas continua me examinando.
"Saia comigo", deixo escapar.
Pareço a porra de um adolescente nervoso convidando a rainha do baile para sair.
Ela dá um passo para trás e me dá um enorme sorriso enquanto me entrega a coleira do cachorro. Eu não tiro meus olhos dela.
"Você me quer?"
Ela pergunta e eu dou um passo mais perto. Estou fascinado por esta pequena mulher.
"Venha me pegar."
Ela sussurra a última parte, vira as costas para mim e se afasta. Sua bunda balança enquanto anda
- foda-se
Ela fez essa merda de propósito.