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Senhor Gloomy- O Mafioso

Senhor Gloomy- O Mafioso

Autor:: Pyetra Souza
Gênero: Romance
Gloomy é o Capo mais temido da Itália, desde pequeno foi ensinado a ser um homem frio e cruel, incapaz de sentir emoções. Para seu azar tudo desanda ainda mais ao descobrir um misterioso inimigo que está obcecado em o derrubar. Olivia, uma jovem confeiteira vê o seu mundo virar ao avesso quando um estranho aparece gravemente ferido em sua confeitaria. O encontro repentino dos dois pode causar muito mais do que eles imaginam, quando o oponente misterioso de Gloomy descobre a reação dele com a confeiteira e começa a ameaça-la dias depois, usando seu irmão como refém. O homem mais perverso da Itália é capaz de tudo para proteger seu território, assim como Olivia é capaz de tudo para proteger seu irmão, porém até onde iriam para proteger seus interesses? Seriam capaz de passar por cima do amor pra isso?

Capítulo 1 Prólogo

A Itália é conhecida por seus belos pontos turísticos, mas um país tão receptivo também pode conter seu lado obscuro e seus dias de guerra.

Passos ecoam pela rua deserta em direção a um beco sem saída.

Sobre o chão frio, encontra-se o corpo de um homem morto... ninguém menos que Carlos Romeno, Rival do Senhor Gloomy.

Seu assassino limpa suas digitais com cuidado da arma, com um lenço que destaca a letra V. Jogando-a no lixo em seguida... assobiando ao passar pelo corpo debruçado, indo embora.

Uma Semana Depois..

- Olivia, minha querida.. Esses doces estão maravilhosos, como você consegue?

Diz Senhora Ravello ao morder seu Cannoli se deliciando com o recheio de chocolate e a casca crocante do mesmo.

Olivia trabalha em uma padaria da cidade de Roma, seus doces são bem conhecidos e fazem sucesso com os clientes... Principalmente os turistas.

- É muito gentíl da sua parte Senhora Ravello. Fico agradecida.

Ela responde enquanto abre a massa no balcão para descansar e fermentar.

- Ah me chame de Adelaide. Odeio formalidades.. - A senhora sorri amigável para Olivia.

Ao sair de trás do balcão, Olivia carrega uma bandeja com croissant's cobertos por açúcar refinado que acabaram de ficar prontos, o cheiro da massa recém saída do forno preenche todo o lugar... fazendo Olivia fechar os olhos para sentir o inebriante aroma.

Diferente do seu irmão, Felipe, Olivia sempre foi honesta e responsável.

Trabalha desde cedo para se sustentar, pois não aguentava mais conviver com sua tia que não a dava nem se quer um minuto de paz em Chicago.

Seu maior desejo é ser uma confeiteira bem reconhecida, e por isso mudou-se para Itália juntamente com seu irmão, querendo aprender muito mais para publicar seu livro de receitas. Desde nova ela sonha com isso, desde que sua mãe a ensinou fazer seu primeiro doce, na pequena cozinha de sua casa.

Relembrando o passado, Olivia mal escuta a Senhora Ravello lhe chamar...

Ela só percebe que algo está errado quando braços firmes a tocam depois de ouvir um barulho estrondoso da porta ao fechar atrás dela.

- Mio Dio, o que houve com você?

Ela branda ao ver um homem ferido se contorcer de dor com as mãos em seu abdômen, caindo.. em seu chão em seguida.

Ela rapidamente se ajoelha deixando a bandeja em um canto, levantando a cabeça do estranho para ajudá-lo

Ela rapidamente se ajoelha deixando a bandeja em um canto, levantando a cabeça do estranho para ajudá-lo.

O homem ao vê-la, sussurra com a voz falha quando ela o toca, abrindo os lábios lentamente pela dor aguda que sente.

- Tranque.. tranque as portas.

- Não, Eu tenho que cuidar de você primeiro.. olha como está. - Ela abre sua camisa vendo mais sangue ainda sair da pele do homem.

Entretando ele a puxa para mais perto de si... segurando firme suas mãos, determinado para que o ouça.

A senhora Ravello apenas observa de longe, pois ela sabe a identidade do homem que emana poder nessa padaria... amedrontada demais para fazer alguma coisa, ela continua parada em seu lugar.

- Tranque AGORA! - Ele grita com ela, a fazendo se levantar imediatamente para satisfazer seu pedido.

Ao trancar as portas, Olivia corre para a outra janela.. conseguindo assim fechar todo o lugar.

Depois de voltar para o estranho ela vê que ele adormeceu... Então começa a cuidar de seu ferimento com cuidado, o limpando devidamente com antisséptico, Olivia nota várias cicatrizes por seu abdômen, sentindo também os gomos de sua barriga de tanquinho ao passar as pontas de seus dedos lentamente por ela.

- Não desça mais que isso.

Ela se assusta ao sentir as mãos do estranho em seu pulso por repreende-la, ficando com as maçãs de seu rosto vermelhas de vergonha.

Capítulo 2 Parte

– Minha querida, eu vou subir. Por favor Senhor Gloomy... não faça nada a ela, essa menina é especial, é um anjo. não a machuque.

Senhora Ravello diz preocupada, mas confiante em Gloomy.

Felizmente Olivia não mora sozinha, desde que seu irmão foi preso ela está com Adelaide, alugou o pequeno espaço do comércio e pôde ficar em segurança, assim deixando seu irmão tranquilo enquanto está na cadeia.

– Não se preocupe Adelaide.

Responde Gloomy. Olivia os olha sem entender nada, enquanto Adelaide sobe os degraus da escada de caracol.

– Então... quem é você?

Ela o pergunta se afastando depois de se levantar com a caixa de primeiros socorros em mãos.

Por sua vez Gloomy que fica surpreso ao ver que ela realmente não sabe quem ele é, levantando o cenho incrédulo diante dela.

– Gloomy... Meu nome é Gloomy.

Ele diz a ela ao se sentar encostando na parede ainda sem camisa, depois de pegar um cigarro no bolso de sua calça.

Não pensando duas vezes Olivia toma de seus lábios... deixando-o nervoso por sua audácia. Mas invés de confronta-la ele sorri diabolicamente... mostrando seus lábios cortados.

– Não fume aqui dentro, faz mal pra você e para meu estabelecimento.

– Ah, se não fosse por Adelaide.

Gloomy resmunga levantando a cabeça dramaticamente ao brandar sua gargalhada pelo lugar.

– Olha aqui, seja você quem for, eu não tenho medo de você. Então me respeite se quiser o mesmo.

Olivia arruma suas coisas, guardando os alimentos frescos corretamente, por sorte era apenas uma bandeja que havia feito. Ela já estava quase no horário de fechar mesmo, de qualquer maneira não trabalhará mais hoje.

– Você quer que eu chame a polícia? – Ela o pergunta.

– Você é Hilária, deveria ser comediante.

– Eu vou fingir que não ouvi. – Ela responde.

Mas de repente Gloomy se levanta e a pega com agilidade cobrindo sua boca para que não grite, no momento certo em que duas pessoas param no lado de fora protestando entrar.

– Xii... – Sussurra para ela para que possa entender.

Em silêncio esperando o perigo passar, os dois notam-se que estão tão próximos quanto uma vela a queimar pela chama. Olivia cessa sua respiração como se ele pudesse a ouvir, enquanto o coração dos dois se agitam.

Sentindo o calor do hálito de Gloomy em sua pele, Olivia se arrepia.

O contato tão repentino a pegou de surpresa, ele a segura por trás tão perto que sente seu cheiro de shampoo de melancia quando seu nariz roça os cabelos dela, enviando uma sensação que não a sentiu antes por nenhuma mulher... deixando-o viajar em sua pele macia.

Entretanto, ele é despertado por seu celular que vibra em seu bolso, com a mensagem de seus capangas dizendo que estão no lado de fora, Olivia continua parada esperando que ele a solte com as mãos ainda em sua boca, sentindo o calor do momento.

Ao vira-la, Gloomy faz algo inesperado.

Pegando seu queixo após destampar sua boca carnuda e rosa.

– Já que não vamos nós ver mais, obrigado por salvar minha vida.

Ele segura seu pescoço em uma leve pressionada trazendo seu rosto de encontro ao dela... dando-lhe um beijo digno de um Adeus, Olivia não reclama, pois sentiu o mesmo por ele.

E na cabeça dela, é apenas um beijo.

Gloomy à solta com resiliência, não entendendo o que se passa com seus sentimentos. logo ele, O impiedoso Senhor Gloomy.

Depois de conseguir manter uma distância, eles descolam seus lábios um do outro sorrindo, Gloomy cambaleia ao andar, mas partindo mesmo assim. Deixando um vazio que nunca sentiu em seu peito.

Capítulo 3 Parte

No dia seguinte...

Olivia levantou-se cedo para visitar seu irmão Felipe na cadeia. Quando chega na sala de visitas, espera por ele, no meio das outras pessoas... batendo os dedos na mesa ansiosa para vê-lo e saber se está bem.

– Eu já te disse pra não vir nesse lugar Olivia.

Ele resmunga quando senta à sua frente, com uma carranca no rosto por vê-la lá.

– Se você não estivesse preso eu não teria que vir aqui pra começo de conversa Lipe.

Pegando as mãos de seu irmão ela suspira preocupada quando nota o rosto dele ferido.

– Não é possível... o que é isso? Tem somente uma semana que você está aqui e já se meteu em briga?

– Não viaja Olivia, eu não fiz nada, eles que me atacaram.

– "Eles"? Eu te conheço, pode parar. Seja sincero comigo pelo menos uma vez Felipe. Não procure por briga aqui.

Exclama Olivia brava com seu irmão por ver que ele já está metido em confusão outra vez. Felipe sempre foi assim desde pequeno... uma criança briguenta e desafiadora, na adolescência começaram os crimes pesados, mas nada que o fizesse vir parar aqui onde está, que por sinal... Olivia não sabe o motivo até hoje da sua prisão... que quanto a isso ele é bem reservado. Ela teme que ele piore ao tentar falar sobre, e por isso decide não tocar no assunto pra não o irritar.

Da última vez que brigaram ela não o viu por um bom tempo, ele tem a tendência de agir assim diante do peso das consequências, fugir sempre foi sua saída, como se seus problemas desaparecem também.

– E o que você quer que eu faça? Continuar aceitando as ameaças dos caras lá dentro? Se você realmente me conhece, sabe que isso é uma coisa improvável de acontecer. caia na real Olivia, eu não duro nem um mês aqui.

Felipe olha para o lado com o olhar perdido. transmitindo medo na sua voz em seguida ao falar quase sussurrando.

– Olivia, você sabe que eu te amo, mas não quero vê-la aqui novamente.

Da próxima vez... você pode nem me encontrar vivo. Eu não quero que veja isso, então por favor, não venha mais.

Ele se levanta da cadeira deixando o lugar onde estava... sem olhar para trás, sem olhar para sua irmã, que chora em seguida entristecida.

Olivia se levanta limpando suas bochechas enquanto caminha pelo corredor vasto da prisão... seu coração está em um turbilhão de emoções, ela está tão aflita que acaba se perdendo.

– Droga! Onde estou?

Ela para ao notar que se desviou do caminho de onde veio, diferente dos outros lugares da cadeia... esse lhe causa calafrios pela pouca luz que entra no cômodo, parecendo uma espécie de porão.

– Aqui é uma prisão, não deve ser difícil encontrar um guarda.

Falando pra si mesma ela procura por vozes..., mas nada. Tendo que andar mais e mais para achar alguma coisa.

De repente Olivia ouve alguém falando atrás de uma porta, e agindo por nervosismo ela a abre não gostando do que vê em seguida. Dois homens encapuzados batem no rosto de um outro, exigindo respostas.

– Diga... Onde Gloomy esconde as mercadorias repassadas pela alfândega?

Um dos caras soca seu estômago o fazendo cuspir sangue pela força do golpe.

– Vocês não vão conseguir isso de mim, eu deveria ter contado para Máxsuel quem era o traidor quando tive a chance... que ironia, logo você... A-

Quando o homem está prestes a dizer quem é, o encapuzado o mata com uma arma de fogo, usando um silenciador... revelando seu rosto ao tirar o capuz em seguida... que por medo, Olivia não o olha, se virando para trás.

Entretanto ao se virar ela acaba batendo a porta forte demais ao sair... tendo que correr o mais rápido que pode pelo barulho que fez.

– Vá atrás dela, não a deixe viva! Ela me viu!

O homem alto grita para que o outro corra atrás dela imediatamente, cerrando os punhos ao lado do seu corpo. Olivia faz o que pode para desviar do perigo incessante, mas acaba ficando presa em beco sem saída.

"Como uma prisão tão vigiada pode acontecer tantas coisas por baixo do nariz dos guardas?" Ela se pergunta em pensamentos procurando um lugar para se esconder.

Vendo uma pequena brecha no canto escuro da parede Olivia vai até lá, se escondendo e torcendo para que o seu perseguidor não a ache, ela sabe que ele a seguiu e que sua vida corre perigo.

Depois de alguns minutos ali, Olivia sai do esconderijo achando estar em fim segura, quando se surpreende.

– O que?

– Te peguei princesa.

Agarrada pelo braço ela se debate ao aperto do homem, lutando com toda a sua força ao gritar sem parar pelo corredor.

– Me solta! SOCORRO! SOCORRO!

– Ninguém vai te ouvir aqui, Só os sujos, mas eles não se preocupam com bisbilhoteiros como você.

Segurando-a pela garganta ele começa a estrangula-la, seu rosto fica roxo ao começar a ficar sem ar, enquanto luta pela vida desesperadamente.

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