Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Aventura > Sequestrada pelo CEO mafioso (Irmãos Rodrigues Livro 3)
Sequestrada pelo CEO mafioso (Irmãos Rodrigues Livro 3)

Sequestrada pelo CEO mafioso (Irmãos Rodrigues Livro 3)

Autor:: Chloe Reymond
Gênero: Aventura
Se tornar um Rodrigues deu a Antônio o poder que ele precisava para punir todo tipo de violência, usando mais violência. Chamado de Senhor Silêncio, por ninguém nunca ouvir sua voz, Antônio faz de tudo para colocar as mãos em Jessica Prates, uma mulher que negocia com a vida de inocentes. Quando ele finalmente acha consegue, sua vida vira de cabeça para baixo ao descobrir que puniu a mulher errada. Agora Antônio precisa pagar pelo que fez e proteger a irmã de sua maior inimiga, enquanto seu coração morto desperta e a deseja como nunca imaginou que desejaria alguém. ATENÇÃO: NECESSÁRIO LER OS PRIMEIROS LIVROS PARA ENTENDER ESTE. * Contém cenas adultas com linguagem sexual e violência. Pode conter gatilhos. *O tema foi desenvolvido baseado apenas na imaginação da autora, sem considerar outras ficções ou a realidade.

Capítulo 1 A CRIANÇA DO PASSADO

O tema máfia/crime (assim como os outros temas) foi desenvolvido baseado apenas na imaginação da autora, sem considerar acontecimentos reais e sem inspiração em outras ficções ou realidades.

Pode conter gatilhos. Contém certos trechos de linguagem adulta e violência.

Quando duas almas quebradas se amam

Só existe um caminho

Tornar-se uma única alma brilhante

Antônio

Não sai do carro, estava parado no mesmo lugar de sempre, toda noite desde que comecei a morar aqui. E como sempre não sai do veículo por longos minutos.

A casa continuava igual. Moro aqui desde que sai da mansão Rodrigues. Foi aqui onde vivi meus primeiros anos, com meus pais biológicos. Um imóvel pequeno, com dois quartos, sala conjugada e banheiro. Na frente uma fachada pintada de amarelo e um pequeno jardim com alguns brinquedos de madeira pintados de cores berrantes. Não tive coragem de tirar nenhum. A casa ficou abandonada por anos, a tinta dos brinquedos desbotadas e sua estrutura comprometida pelo tempo, mas não consegui me livrar deles.

Parado dentro do carro, minha mente faz uma viagem ao passado. A mesma viagem de todas as noites.

Se é cientificamente possível eu não sei, mas me recordo de cada merda da minha infância. Assim como me lembro de alguns momentos tão felizes que me dá vontade de morrer.

Antes do meu aniversário de cinco anos consigo me lembrar de abraços carinhosos, beijos de boa noite, doces e promessas para comer legumes. Eles estavam lá para me fazer sorrir quando eu chorava, para me olhar de cara feia quando fazia birra, eles estavam lá para me amar. Ai simplesmente se foram, levados por um motorista bêbado quando vinham do shopping onde compraram um presente para mim. A minha tia estava comigo naquele dia. Não me lembro bem do rosto dela. Nem sei o que a levou a me deixar. Não houve nenhum parente disposto a cuidar de mim.

Eu me vi naquele lugar.

Sentia muita falta dos meus pais, da minha casa, do meu quarto, de carinho, de tudo que não tinha aqui. Mas as crianças eram legais, gostavam de mim e isso amenizava um pouco.

Meu nome lá era 99. Todos tinham nomes assim.

Passei meses antes de descobrir que perder meus pais foi apenas o início do inferno.

Demorei para perceber que aquilo não era normal. Aquele homem me tocava demais, não fazia isso com nenhuma outra criança.

Eu ouvia as pessoas dizendo que ele estava me ensinando a me tornar chefe, mas não era isso que ele fazia. Se me ensinava alguma coisa era como ter nojo do ser humano.

Eu tinha que ficar sentado na mesa de madeira enquanto ele cozinhava. Uma mão no que fazia e outra dentro do meu short, apertando, alisando. Dizia coisas como "É um segredo nosso", "se contar para alguém eu corto seus dedos e essa minhoquinha" Falava e ria.

Mesmo com medo de perder meus dedos ou outras partes do meu corpo, contei para a diretora do orfanato.

Nunca vou esquecer suas palavras.

"Você não tem ninguém, garoto. Devia parar de inventar mentiras sobre um pai de família. Pare de falar asneiras e agradeça por ter um teto e comida."

Eu parei de falar. Literalmente.

Não falei que fui chamado novamente para "ajudar" na cozinha e fui castigado por contar. O primeiro castigo foi aquela boca nojenta beijando a minha.

Não falei quando, achando insuficiente, a boca nojenta estava em outras partes do meu corpo.

Não falei quando, ainda sendo insuficiente, ele quis a minha boca no seu corpo nojento. Eu não queria. Tentei fugir e ele me forçou segurando meu cabelo. Por isso achei uma tesoura escondida e cortei ele todo.

O que ganhei foi o pior dos castigos, no meu aniversário de seis anos, aquela coisa nojenta entrando em mim de maneira dolorosa e humilhante. Ninguém entrava na cozinha quando ele estava cozinhando. A porta ficava trancada, ele tinha a oportunidade perfeita para fazer o que quisesse comigo. E fez, durante tanto tempo que perdi a conta. Era quase todo dia. Eu não falava mais, não reclamava mais. Me sentia cada dia mais morto, só esperando o momento em que teria coragem suficiente para pegar um de suas facas e enfiar em meu peito.

Me parecia o único jeito de escapar disso. Eu era só um menino fraco que lutou até cansar e perder.

Mas eu não estava tão sozinho quanto imaginava. Eu tinha três irmãos que estavam sempre comigo, mesmo eu não abrindo espaço para eles. Eles conversavam comigo, tentavam me fazer sorrir... Até que um deles finalmente conseguiu.

Eu nunca vou esquecer o dia em que sai de lá. Nunca vou esquecer a imagem do meu amigo e irmão cravando uma faca no pescoço daquele homem. O vi sangrar até morrer, e gostei do que via.

Naquele dia reaprendi a sorrir. Descobri, com sete anos, como é bom ver um desgraçado sofrendo e morrendo.

Sempre soube que esse tipo de monstro não merece viver. Hoje tenho o prazer de acabar com todos que posso. Hoje sou Antônio Rodrigues, o filho da puta sádico que tortura sem piedade todos que já causaram mal a crianças como o 99 do meu passado.

Com as lembranças renovando novamente minha força, sai do carro e entrei em casa, onde me esperavam um banho e minha cama, depois de mais um dia procurando Sampaio.

Quando eu te pegar, você vai desejar já ter morrido.

Capítulo 2 SAMPAIO

Antônio

O desgraçado do Sampaio age como fosse imune. Mas não é. Ele estava na cobertura dele. Depois de procurar o desgraçado em vários lugares onde poderia estar, descobri que estava embaixo do meu nariz. Ele devia estar rindo de nós, mas não vai rir por muito tempo.

Fui sozinho. Seguranças ou outros assassinos levantaria suspeitas.

Aluguei um apartamento no prédio, de onde, com a ajuda de André, desligamos a câmeras de segurança tempo o suficiente para eu sair do meu apartamento e entrar no dele.

Subi e toquei a campainha tranquilamente. Obvio que ele não abriu. O azar dele é que não precisava. Usar sistema de segurança em porta tem suas desvantagens. Assim como fez com as câmeras, meu irmão abriu a porta remotamente. Às vezes gostaria de ter o dom dele. O meu se resume a matar mesmo.

"Enfim sós!"

Coloquei meu celular para reproduzir essa fala clichê ― que gravei de algum personagem ― ao entrar e encontrar o projeto malfeito de homem pela casa com um roupão branco.

Ele arregalou os olhos.

Mostrei a arma e fechei a porta atrás de mim.

― O que você quer? Posso te dar o que quiser se não me matar. Eu tenho dinheiro, tenho poder.

Acho que não tem tanto assim, ou estaria melhor protegido.

Se ele achou mesmo que a segurança do prédio era suficiente, sua inteligência é que não era.

Ele caiu sentado no sofá enquanto me olhava.

― Eu sei que você não fala. Pode escrever. Escreva a quantia que quiser ― mostrou com a cabeça um bloco de notas na mesa de centro.

Balancei a cabeça negando e rindo.

Depois fui realmente até o bloco de notas, peguei e escrevi:

"Seu tempo acabou."

― Por favor, eu tenho família.

Dei de ombros e busquei uma cadeira na cozinha. Tinha lugar de apoiar os braços, era perfeita.

O amarei na cadeira, com carinho para não deixar marcas. E novamente escrevi no bloco de notas.

"Fique quieto para não deixar marcas."

Esse negócio vai ser útil.

― Filho da puta, me deixa sair daqui. ― Ele começou a gritar.

Tive que cobrir sua boca. Não gosto que falem de mamãe.

Ele continuou implorando.

Sentei no sofá e procurei um livro. Havia bastante títulos. Achei um de Agatha Christie e comecei a ler. Ficaríamos alguns dias sozinhos.

Dormi em sua cama. Mexi em suas coisas, sempre tomando cuidado para não deixar vestígios. Queria que pensassem que ele esteve esses dias isolado em casa, sozinho. Não deixei que morresse de fome ou de sede.

No segundo dia lhe entreguei papel e caneta. Deu trabalho, mas ele escreveu uma carta de suicídio confessando seus crimes.

Quando Alexandre voltou da lua de mel, fiz contato e ele ordenou o suicídio do canalha. O motivo de ficar no apartamento foi para não atrapalhar a lua de mel do meu irmão e nem correr o risco de perder o cliente de vista.

Já sabia o destino do miserável, então era só finalizar meu trabalho.

Com a arma na sua cabeça, fiz ele entrar na banheira e joguei um aparelho elétrico, dessas coisas que mulheres usam para secar cabelo. Pelo jeito é vaidoso. Tem várias coisas para cuidar da beleza no banheiro.

Ele se contorceu na banheira até morrer. E eu só conseguia pensar que seria muito bom ter uma banheira em casa. Vou comprar uma, preta para combinar com a decoração do meu quarto. Meu banheiro é pequeno, vou colocar na varanda de trás. Vai ser perfeito.

Deixei tudo bem organizado no apartamento do defunto e sai no mesmo esquema de desligar as câmeras de quando entrei.

A primeira coisa que fiz foi ir até uma loja. Escolhi uma banheira que não precisa de instalação e pedi que entregassem no meu endereço.

Para evitar qualquer tipo de suspeita, fiquei morando mais alguns dias no apartamento que aluguei. Só quando a poeira abaixou foi que optei por sair, mas decidi comprar e alugar para outra pessoa. Gosto de ser cuidadoso.

As notícias ficaram agitadas com a morte do Sampaio. Por todo lugar se lia:

"Jogador de basquete suspeito de matar e esquartejar modelo grávida comete suicídio após ficar dias isolados em sua residência. O corpo foi encontrado eletrocutado na banheira e perto dele uma carta confessando o crime que assustou a população. A polícia ainda vai investigar o ocorrido para descartar possível assassinato."

A polícia pode investigar o quanto quiser que será confirmado o suicídio. Eu não deixo rastros.

Capítulo 3 COMEMORANDO 99 MORTES

Antônio

O dia em que matei Sampaio foi um dia especial. Ele era o número 99 na lista de canalhas que apaguei.

Eu estava muito a fim de comemorar. E como se ela tivesse bola de cristal, recebi uma mensagem:

"É meu aniversário. Seja meu presente. E vamos comemorar daquele jeito que você gosta."

Sorri de canto para a mensagem. Era Miriam, uma das minhas parceiras fixas. Eu gosto de controle. Não sou o tipo romântico. Antônio Rodrigues é adepto de cordas, correntes, tapas na cara, na bunda, enforcamento. Gosto de extremos. Claro que sempre com permissão e prazer mútuo. O mundo ficaria chocado se saísse em números a quantidade de pessoas que curtem o misto de dor e prazer. Como já senti muita dor, gosto de proporcionar.

"Claro." Respondi.

Vai ser ótimo comemorar meus 99 com ela. Miriam é minha favorita quando o assunto é sexo, em nenhuma ocasião ela usou palavras de segurança. Ela tem uma certa tara por dor.

Cheguei no apartamento dela e fui recebido por ela vestida apenas com lingerie branca e segurando um bolo.

― Feliz aniversário para mim! ― disse sorridente.

"Feliz aniversário, princesa."

Ela colocou o bolo sobre a mesa e veio me beijar.

― Eu fui má. Por favor, me castigue. ― Não fez rodeios sobre o que queria.

Minha resposta foi pegá-la pelas nádegas e jogar nas costas como um saco de batatas. A levei para o quarto, onde muitas vezes já transamos, e a amarei com pernas e braços abertos na cama. Ela tinha todo tipo de acessórios para isso.

Com as portas do seu guarda-roupa abertas, escolhi chicotes e um vibrador. Seu presente vai ser uma dupla penetração.

Ela ficou empolgada. Gozou só com a antecipação e algumas chicotadas.

― Esse olhar, gato, gozo horrores só de olhar para ele ― disse enquanto eu a desamarrava.

Liguei o vibrador e ela gemeu de antecipação.

― Esse é o melhor aniversário.

Apenas sorri, tirei minha roupa e começamos a brincadeira.

**

Depois que terminamos, vesti minha calça e sentei na cama enquanto abotoava a camisa.

― Amanhã tenho que comemorar com meus pais, mas podemos repetir domingo ― sugeriu.

Dei de ombros. Miriam sabe que nosso negócio é apenas sexo, sabe que tenho outras. Inclusive ela tem um namorado. Às vezes ela demonstra querer mais que isso. Fala bastante sobre brigar com o namorado. É quando deixo claro que se ela terminar com ele vai perder os dois. Gosto das nossas transas e só. Não me vejo capaz de um relacionamento ou uma família.

Se não houver nada mais para fazer, podemos sim repetir a comemoração de hoje. Caso contrário, ela que comemore com o namorado.

Fui para casa. Sempre que posso durmo na minha cama. Apesar da dificuldade para entrar na casa é onde me sinto vivo e seguro.

**

No sábado, o compromisso com Miriam foi adiado. Um cliente de última hora. Alexandre me ligou questionando se eu poderia fazer o serviço rapidinho antes de entrar no outro. Ao ver a ficha, disse sim rapidamente. Seria o meu número 100, mas esse não comemoro. É só mais um.

Peguei meu rifle, subi o prédio e me posicionei. No meu ouvido, os fones tocavam minhas canções favoritas de rock. Assim que avistei a vítima mirei e atirei. Fim. De onde eu estava não conseguia ouvir os gritos, mas podia ver os movimentos.

Guardei minha arma calmamente e fui para a empresa. Afinal, com a história de Sampaio faz dias que não apareço lá. Não posso esquecer que além de assassino, sou CEO. O jeito é "trabalhar" sábado para compensar.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022