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Sete dias para me esquecer

Sete dias para me esquecer

Autor:: erica
Gênero: Jogos
Este livro está sendo revisado! Obrigado pela colaboração.

Capítulo 1 O encontro

Era uma tarde de 27 de maio, Débora estava na janela da sala olhando para o imenso jardim, quando uma voz cansada e baixa lhe tirou de seus devaneios.

- Senhorita Débora, com sua permissão.

- Sim Andrade.

-Hoje a noite o Senhor Carlos chegará de sua viagem para os preparativos do vosso casamento, acabei de ser informado que ele estará acompanhado pela família, a senhorita planeja fazer algo diferente para recebê-los.

Débora respirou fundo por alguns segundos, seu olhar ainda estava perdido pelo imenso jardim afora, em seus pensamentos ela procurava uma resposta para tudo o que estava acontecendo.

- Bom, ele realmente está vindo!

Débora murmurou para si mesma, uma dor aguda invadiu sua alma, um traço de rancor brilhou em seu olhar.

- Senhor Andrade o senhor conhece a família do meu futuro esposo melhor do que eu, então sendo assim, deixo tudo em suas mãos, prepare tudo como o senhor achar melhor!

Andrade olhou para os olhos da mulher, não havia sentimentos de felicidade, apenas traços de decepção.

- Sim senhorita, também devo informá-la que eles chegaram às oitos da noite.

- Obrigada Andrade, não se preocupe eu estarei esperando!

Andrade era mordomo da família Park a anos, e nos últimos cinco anos logo após a morte da avó de Débora, ele ficou encarregado de cuidar da jovem até o dia do seu casamento com Carlos.

Débora se mudou para uma das casas que era de seu futuro esposo e morou ali desde então.

Ela era criada como uma filha, apesar de toda a dor do luto, Débora ainda sorria e brincava com Andrade, ela era a luz da casa, uma jovem bonita e alegre.

Mas com a aproximação do casamento essa luz se apagou, e Andrade se sentiu desamparado.

Andrade se retirou da sala com o fardo de lamentação...

- Que garota tola!

O que ele poderia fazer para Débora entender que seu futuro noivo, não era um monstro como diziam?

Débora voltou sua visão para o jardim, uma pequena lágrima desceu pelo seu pequeno rosto, dali uma semana ela estaria casada, o seu coração apertava a cada segundo, quanto mais pensava mais sofria sua alma.

Ela guardava sentimentos por outro homem, um homem nobre e destinto, honrado e amoroso, um homem que a soube conquistar muito bem. Mas agora estava tudo perdido, como esquecer Damon como deixar para trás as juras de amor eternas que eles fizeram, graças a um contrato ela estava presa e destinada a ser de outro, um homem que ela não amava e nem o conhecia pessoalmente.

A noite se aproximava cada vez mais depressa, parecia que Deus queria que aqueles dois par de olhos se encontrassem!

Como seria?

Como o coração reagiria a isso?

Débora estava arruinada!

No andar de cima da casa, em um quarto com belas cortinas e uma decoração quase intacta estava ela.

Em frente a um espelho a moça tentava esconder sua insatisfação...

Uma maquiagem, um par de brincos banhado a ouro ou até mesmo um belo penteado, disfarçaria com graça e estilo seu descontentamento.

Ela lembrava das últimas palavras de sua avó, que sempre falava a ela sobre o futuro casamento e como ela seria feliz fazendo parte da família Park.

- Você será feliz minha filha confie nessa velha que só quer o teu bem, ame para ser amada e perdoe para ser perdoada!

No leito de morte sua vó deu as últimas instruções a ela e pediu para que jurasse que iria cumprir o acordo.

- É para o seu bem minha filha, hoje você não entende as decisões exageradas do seu velho avô mais um dia entenderá, Carlos e você seram uma família perfeita, a família que você nunca teve terá ao lado dele... Me prometa que você vai se casar e viver uma vida boa, escute as palavras dessa velha, me ouça só mais uma vez.

Essas foram as últimas palavras de sua avó, a velha chorava enquanto pronunciava cada palavra, como Débora rejeitaria esse pedido.

...

Segurando um vestido vermelho ela sorriu...

"Decidi tentar o meu melhor vovó por você!"

...

Débora desceu as escadas, o vestido vermelho que ela usava destacava as curvas do seu corpo com elegância e suavidade, a calda do seu vestido se arrastava pelos degraus enquanto cada passo era dado por ela, as pedras vermelhas espalhadas pelo vestido valorizavam seu busto e cintura, o rodado ao longo de suas pernas a deixava mais alta e atraente.

Seus longos cabelos negros ondulados valorizavam a formosura do seu rosto, seus olhos negros foram destacados pela maquiagem que a tornava radiante e mais jovem.

Ela estava belíssima!

...

Tomando uma taça de vinho uma mulher cujo os olhos estavam serenos esperava pacientemente.

Ela manteve a calma, depois de duas semanas desespero...

Agora era hora de encarar a realidade...

A sua realidade!

Algumas horas daquela noite, barulhos foram ouvidos do lado de fora.

Ele havia chegado!

"É ele, ele realmente chegou."

Enquanto pensava, seu coração acelerava, e enquanto seu coração acelerava a porta foi aberta...

Em um, dois, três segundos a família Park entrou.

Lia foi a primeira a entrar, ela era mãe de Carlos, conhecia Débora desde que ela era pequena, e para ela era uma honra receber Débora como sua nora.

Quando Lia viu Débora ela andou apressadamente até ela de braços abertos, fazia doze anos que Débora não a via, todas as vezes que Lia ia ao país, ela visitava Débora e sua mãe, porém depois da morte de seu país ela nunca mais compareceu apenas ligava para a avó de Débora para saber como Débora estava.

- Débora querida, que linda mulher você se tornou, vi suas fotos mas não acreditei, na verdade você é mais adorável pessoalmente!

Sua mão acariciava o rosto da pequena jovem mulher, Lia lhe deu um abraço apertado, e esse abraço trouxe um sentimento incomum a Débora.

-Amor olha que moça encantadora!

Senhora Lia se sentia feliz, Débora se sentiu feliz, não era tão ruim como ela imaginou.

Um senhor de meia idade se aproximou de Débora, o sorriso do homem era invejável, o abraço do futuro sogro a pegou de surpresa, mas na verdade foi uma surpresa boa!

- Seja bem vinda a família Débora, estou feliz em revê-la!

- Obrigada senhor...

- Não, não sem senhor me chame de pai!

O Senhor Álvaro era alegre, e isso deixou o ambiente da casa mais alegre.

Logo após foi a vez das irmãs de Carlos, Valéria e Vanuza, as moças eram novas e belas cada uma com sua beleza própria, o abraço também foi forte e as risadas eram altas e aconchegantes.

Débora estava tão ocupada dando atenção a família que ela esqueceu completamente de Carlos, que estava parado perto a entrada observando a cena.

Naquela noite um homem com trages elegantes observava de perto a alegria de sua família...

Mas seus olhos castanhos claros paravam mesmo em uma certa moça com um belo vestido vermelho...

O quão encantadora ela era pessoalmente.

Ele observava cada detalhe feito por Deus, o vestido valorizava as curvas do seu corpo, seus cabelos longos e ondulado negros como a noite brilhavam, qualquer traço no rosto de Débora era perfeito...

Realmente ela era linda.

Carlos era um homem bem sucedido, era do tipo que poderia ter a mulher que quisesse a hora que quisesse. Por onde ele passava arrastava corações, mas ele nunca se envolveu muito tempo com ninguém seu encontro duravam no máximo duas semana, ele sabia do seu compromisso com Débora e estava disposto a honra-lo.

Depois de minutos de conversa com a família, os olhos de Débora encontraram os olhos de Carlos.

Débora ficou séria, ele estava ali olhando para ela a quanto tempo?

Os pais de Carlos subiram para o andar de cima...

Agora naquela imensa sala só havia os dois.

- Olá Senhor Carlos.

Senhor???

Carlos levantou a sombrancelha lentamente, com as mãos no bolso, o homem pareceu meio distante, mas não perdeu a elegância e o charme que possuía.

- Olá!

Carlos entrou e se sentou em uma pequena poutrona, seus olhos olharam para o rosto da mulher que estavam avermelhados.

- Me parece constrangida?

A voz do homem era profunda com um toque de preocupação.

- Não, não está tudo bem Senhor.

???

Senhor? Ele era apenas cinco anos mais velho do que ela, o que essa mulher estava pensando?

Carlos moveu-se confortavelmente na poutrona, antes de falar:

- Venha.

A mulher andou apressadamente, se sentou em uma poutrona a frente, e olhou para o homem bonito bem próximo dela.

Ele sorriu ao olhar o seu belo rosto, e isso a deixou desconfortável.

Seu coração batia...

Ela não o controlava.

Porque seu coração estava batendo tão rápido?

- O que deseja.

- Conhecê-la melhor.

- Do que está falando?

A mente de Débora viajou longe nesse momento, cruzando seus braços ela se sentou mais para trás.

Talvez o sorriso do homem, a levasse a luxúria.

- Você será minha esposa em alguns dias, quero te conhecer melhor até lá.

- Ham.

Débora suspirou, mas o que essa garota está pensando?

Carlos sorriu, pegou uma pequena caixinha em seu palito, e revelou um anel...

Algumas pedrinhas de diamante havia nele...

Que bonito.

- Obrigada Senhor, mas não precisava se incomodar comigo.

- Não me chame assim, não serei seu chefe ou algo parecido, serei seu marido.

Havia um tom de brincadeira na voz do homem, Débora sorriu.

- Desculpe é o costume.

- Então desacostume.

- Está certo.

O anel foi posto no seu dedo, e ela sorriu...

Parece bom.

Olhando para a jovem em sua frente Carlos se sentiu bem, ela era realmente fofa.

- Haa... Posso lhe fazer uma pergunta?

Débora se lembrou de algo, algo muito importante.

- Sim, você pode.

- A empresa de papai, quando posso voltar e cuidar desses assuntos.

- Você quer Isso?

- Sim!

- Ela é sua, não há com que se preocupar.

Débora ficou aliviada com suas palavras, a empresa iria mesmo ficar com ela, ele não iria fazer igual seu avô, que achava as mulheres da família insignificantes.

Para ele ela não era insignificante?

Ela estava errada sobre ele, ele não é um cara mal.

- Obrigada.

A jovem estava feliz, mas o homem estava pensativo.

- Vou subir.

- Eu pedirei para servirem o jantar.

O homem sorriu e subiu as escadas, sua figura era boa, que homem bonito.

Débora ficou sozinha com seus pensamentos:

" Damon o julgou errado, preciso investigar isso melhor, e se eu lhe der uma chance poderei conhecê-lo, e se eu o conhecê-lo saberei quem ele é de verdade."

Capítulo 2 O beijo

As horas passaram depressa naquela noite, a família estava reunida para o jantar felizes, a conversa era boa os risos também, mas naquela mesa de jantar havia um homem de rosto bonito em silêncio.

Naquela época muitas notícias sobre Carlos chegaram aos ouvidos de Débora, as maiorias das notícias eram desagradáveis, uns chegavam a dizer que Carlos Park era um homem sem coração sem escrúpulos, e isso fazia com Débora se afaste mais e mais dele.

Quem se casaria com um homem horrível?

Mas olhando para figura alta a sua frente, algo parecia está errado, seus pensamentos a alertava de quão ruim era esse homem, mais seu coração queria conhecê-lo e ouvi-lo pelo menos uma vez.

- Débora vocês estavam conversando sobre o preparativos para casamento, eu já havia falado a Carlos que há muitas coisas para se fazer.

Lia perguntou atenciosamente, ela podia ler cada expressão no rosto de Débora, a maneira como Débora olhava para Carlos era ilária...

O que essa garota estava pensando?

- Não senhora Lia eu estava perguntando a Carlos sobre a empresa de meu pai.

Ao pronunciar essas palavras Lia estava sem palavras.

Em relação a essa empresa sempre ouve um problema, era difícil para a senhora Lia falar sobre isso.

Era uma dor de cabeça para ela!

- Débora você não deveria se preocupar com isso, apenas aproveite a vida, você ainda é jovem e eu tenho certeza que terá coisas mais importantes para se preocupar!

Débora ouviu cada palavra atentamente...

Porque ela não deveria se preocupar com a herança de sua família?

-Mas senhora Lia eu estudei muito pra isso,eu quero assumir as responsabilidades a partir de agora!

A voz da jovem soou confiante, ela aparentemente era muito inteligente.

- De qualquer maneira você precisaria de ajuda no começo, Carlos estará ocupado nesses últimos meses, há muito o que fazer, então quem lhe ajudaria com esses negócios?

- A senhora não deveria falar por mim.

Carlos olhou para sua mãe firmemente, o rosto do homem continuava sem emoção.

- É certo que eu a ajudarei!

- Carlos?

De acordo com o plano, Débora não poderia tomar conta da empresa...

No princípio seu velho avó tinha medo da garota cometer erros gravíssimos, em sua visão uma mulher era incapaz de cuidar desses negócios, então afirmou no contrato que Débora ficaria impossibilitada de administrar os negócios da família, o velho ancião da família Park concordou.

Afinal de contas todos saíriam ganhando.

Depois de sua morte todos os seus bem ficaram sobre a responsabilidade de Carlos.

No princípio Carlos não fazia questão desse negócio, mas pensando na garota desamparada ele resolveu tirar um pouco do seu tempo para resolver essa questão!

- Eu cuidarei desse assunto da minha maneira.

O homem bonito falou, ele era realmente confiante.

Um silêncio percorreu o ambiente, um ar frio entrou pela a janela, naturalmente a última palavra séria a de Carlos.

- Você tem certeza meu filho?

A voz do velho era gentil, ele se dirigiu ao filho com amor, isso era raro.

- Débora será minha esposa, como não posso cuidar dela nesse aspecto.

As palavras do homem eram firmes e clara...

Pensando bem que marido ele seria se deixasse sua esposa arruinada.

Um velho antes da morte disse que não, mas agora Débora estaria sobre os cuidados dele, e ele não negaria o que é dela a ela!

- Você tem razão, um bom homem sabe o que é melhor para sua mulher, você será um bom marido!

A voz do velho estava cheia de orgulho...

Ninguém se quer se preocupou com que Lia disse, mas as queixas dela eram certas.

...

Após o jantar, um homem alto sentado a baixo de uma pequena árvore aos fundos de um imenso jardim, estava colocando seus pensamentos em ordens.

Débora o viu a distância, na verdade ela o estava procurando.

Havia pequenas luzes que iluminava o imenso jardim, parecia vagalume coloridos iluminando o chão para a jovem mulher passar.

Naquela noite escura somente algumas estrelas teimosas brilhavam nós altos céus, enquanto aqui na terra uma mulher mais teimosa ainda tentava consertar um erro que na verdade não foi ela quem fez.

O passado foi cruel com ela, mas ela não tinha medo de encara-ló novamente.

Por mais que as decisões de seus familiares fossem duras para com ela, havia alguém que estava disposto a reverter essa situação.

Pelo o menos eram o que o seu coração dizia.

Débora viu de longe as costas do homem que procurava, ela caminhou em passos lentos, e enquanto caminhava suas mãos eram apertadas uma a outra.

O vento gentilmente soprava em seu formoso rosto.

Naquela noite escura um nervosismo tomou conta do seu coração, e isso na verdade era uma coisa boa, o frio na barriga lhe proporcionava uma sensação nunca sentida antes, deveria ser pelo medo de errar.

Mas ela tinha medo de errar com quem?

Com ele?

A fragrância do homem foi sentida a alguns metros de distância, e o quão bom era aquela fragrância...

Ela poderia sentir esse perfume para sempre.

Ele parecia um homem adorável!

Enquanto seus passos se aproximavam dele, uma sensação estranha foi tomando conta de seu corpo.

Porque ela sentiu uma imensa vontade de está ali...

Porque ela estava indo para ele naquele momento?

- Olá posso me sentar aqui.

A voz tímida da mulher foi ouvida bem próxima ao homem.

Carlos sorriu ao ouvir sua delicada e doce voz.

Aos seus ouvidos a voz da mulher tornou-se adorável.

O homem se virou, estendendo sua grande mão, pegando e apoiando a mão pequena da mulher.

Débora sentiu uma pequena vertigem ao olhar nos olhos do homem bonito, seu cérebro dizia uma coisa, mas seu coração estava tomando outro rumo.

Era um pouco desconfortável aquela sensação, o coração não se acalmava, a barriga não aquietava e as pernas não queriam ir embora.

O quão tola ela era?

-Desculpa pelo o que aconteceu no jantar, deveria te deixado o assunto somente entres nós, sua mãe me pareceu zangada.

Carlos sorriu, essa mulher parecia adorável, olhando para o rosto encantador da jovem ele não pode deixar de se sentir terno.

- Está tudo bem, não há com o que se preocupar.

Naquela noite o homem sentiu vontade de tê-la em seus braços, e assim ele o fez.

Uma grande mão puxou Débora, que caiu em braços fortes e seguros...

Débora sentiu que teria um ataque, quando seu coração não respondia ao que os seus olhos viam.

- Quero lhe perguntar algo, posso?

Débora olhou para o rosto do homem, ela estava tão perto, seu corpo estava ficando tão quente...

Mas porque se a noite era fria?

Inconsequentemente a mulher balançou a cabeça...

Lhe faltaram palavras, lhe faltava ar!

- Você realmente quer se casar comigo?

O rosto do homem estava calmo e sua voz suave como o vento.

Débora suspirou:

-Eu esperei até agora, porque não me casaria?

O homem olhou nos olhos da mulher em seu colo, suas mãos acariciava seu longos cabelos, ele sorriu com suas palavras.

É certo que Carlos sabia de todo o seu passado, mas as escolhas era dela, ele não podia fazer nada naquela época.

Mas agora ela seria definitivamente sua esposa, os ponteiros teriam que se ajustados.

- Você esperou? Está bem você esperou, agora vou lhe fazer outra pergunta, porque você adiou a nossa união naquela época para agora, porque me afastou todas as vezes que tentei me aproximar de você a um motivo sensato para isso?

A voz do homem continuava gentil, Débora mordeu seus lábios inferior enquanto abaixava sua cabeça, ela não tinha uma explicação sensata para isso.

Naquela tempo, ela evitou Carlos por causa de Damon, mas como ela diria isso a seu futuro esposo...

Ela estaria arruinada!

Ouve silêncio...

E mais silêncio...

O homem sorriu e tocou gentilmente seu adorável rosto.

- Eu entendo você, na verdade a culpa é minha, então não vamos levar em consideração o que já passou, eu estou disposto a recomeçar desde que você queira estar ao meu lado!

- Eu quero!

As pequenas estrelas brilhavam naquele céu escuro lá em cima, e aqui em baixos dois olhos castanhos brilharam ao olhar dois olhos negros com profundidade.

Os olhos meigos da mulher o tocaram profundamente, os cabelos negros como a noite o enfeitiçaram, a boca pequena com os lábios rosados o chamava para um beijo...

Mas ele se controlou.

- Então estarei disposto a cuidar de você, você não terá mais que se preocupar com o futuro, eu cuidarei de tudo, eu estarei com você pro que der e vier!

O homem sorriu gentilmente, e sua mãos voltaram acariciar os longos cabelos negros da mulher, enquanto ele continuava a falar:

- Isso é bem mais do que uma promessa, tudo será do seu jeito, no seu tempo eu não mudarei nada.

Naquela noite, naquele banco, naquele exato momento, o amor dava sinais, os lábios de um homem foi selado, e aquele beijo durou mais do que o esperado!

Capítulo 3 Eu estava errada

Após um longo beijo as bochechas da garota ficaram vermelhas, deveria ser pela iniciativa tomada ou não.

Como ela pode?

Sua cabeça pairou sobre o pescoço do homem bonito, enquanto seus olhos se fechavam e seus braços o abraçavam.

Na verdade ela não queria sair dali...

Talvez não tivesse coragem de olhar para ele!

Ou talvez ela gostasse de estar ali!

Naquele imenso jardim ouve um silêncio espantoso, a pequena mulher nos braços do homem bonito pensava, como seria sua vida se antes ela estivesse corrido para ele, e não o afastado.

- No que está pensando?

A voz rouca do homem estava cheia de ternura.

- Eu estava errada, me desculpe.

Seu rosto estava enterrado sobre o pescoço dele, enquanto ele acariciava seus longos cabelos ondulados, ela se deliciava com seu toque e seu perfume.

- Não há motivos para isso, não podemos consertar tudo, mas se você estiver disposta podemos recomeçar.

A jovem sorriu energeticamente, levantou-se depressa e olhou para o homem.

- Eu estou, mas se não der certo?

Havia uma sombra de dúvida nós olhos da mulher, mas o que ela estava pensando, no futuro ele seria o marido dela, e é claro que como seu marido ele faria de tudo para dar certo!

- O futuro dirá.

Débora se sentiu estranha, ela percebeu que as emoções que lhe perseguiram aquela semana, não era porque ela tinha algum rancor de Carlos por causa desse casamento arranjado, na verdade era somente a ansiedade de conhecê-lo que lhe afligia e torturava.

Aqueles últimos meses foram uma torturara...

Seu rompimento com Damon, as últimas palavras que ele lhe disse...

Na verdade Carlos não parecia ser a pessoa ruim que Damon descrevia...

- Você tem tanta certeza assim?

Os olhos da jovem brilhava, enquanto o interrogação.

- E porque não teria, eu passei dez anos da minha vida protegendo duas mulheres, mas agora eu estou disposto a dá a minha vida por uma!

A mulher estava em pé olhando nos olhos profundos do homem...

Será que ele estava tentando engana- lá...

Ou será que ele estava sendo sincero?

- Vamos entrar...

Ela tentou mudar de assunto, mais...

Enquanto Débora se virava um par de mãos a puxou, e ela caiu em braços conhecidos.

Um beijo foi dado, mas agora foi o homem quem beijou a mulher...

Estava tudo perfeito, era perfeito, era pra ser, e assim foi!

......

Dentro da casa, no quarto de Débora, duas jovens mulher esperavam ansiosamente pela futura cunhada.

- Você acha que ela gosta dele, e se ela fazer nosso único irmão sofrer?

Vanusa estava impaciente, enquanto interrogava a irmã.

- Você não deveria se meter nesse assunto, Carlos sabe o que faz, mas se algo der errado nós lutaremos com ela por ele.

Vanusa e Valéria eram mimadas por Carlos desde de pequenas, as irmãs amavam o irmão a ponto de comprarem as próprias brigas dele.

Se Débora estivesse disposta a não tratar bem seu único irmão, ela teria que aprende uma lição!

Enquanto conversavam um telefone tocou...

Já era mais das onze da noite, na tê-la do celular aparecia a seguinte palavra...

MEU!

Com os braços cruzados olhando para o telefone Vanuza achou fez uma careta.

- Quem ligaria para uma mulher comprometida uma hora dessa?

Olhando para o telefone que não parava de tocar, a garota atendeu.

- Alô...

- Débora, porque demorou para responder minhas mensagens onde você estava?

- Quem é?

O telefone do outro lado foi desligado, as jovens ficaram curiosas.

Quem poderia ser?

Débora tinha um amante?

Enquanto discutiam entre si sobre esse assunto a porta do quarto se abriu Débora e Carlos apareceu.

- Então vocês estão aqui meninas?

- Carlos o que você faz aqui com ela?

Vanuza estava aborrecida, se Carlos não estive junto de Débora naquele exato momento algo ruim poderia acontecer.

- Calma Vanusa vamos conversar com ela primeiro, deve haver uma explicação para isso.

Vanessa tentava acalmar os ânimos de Vanusa, mas a garota não queiria ouvi-la.

- O que está acontecendo, porque está agindo assim Vanusa?

indagou Carlos.

Vanusa levantou sua mão, seu olhar era provocativo e zombeteiro.

Em sua mão levantada estava o celular de Débora, na mesma hora Débora entendeu o que havia acontecido.

- Pode sair Carlos, deixe eu conversar com elas.

O olhar do homem era frio, seus olhos foram de Débora a Vanusa e parou no celular.

Vendo a confusão tão tarde da noite, Vanessa interveio.

- Tudo bem, tudo bem, é a noite das garotas os homens estão fora, deixe-nos ficar a sós com nossa cunhada.

Vanusa empurrou o irmão para fora, não foi uma tarefa fácil, mas ela conseguiu.

Trancando a porta a garota suspirou alíviada.

Ufa...Ele realmente se foi.

- Venha aqui garota...

Vanesa correu até a irmã e tomou o celular.

- Me desculpe, nós não deveria mexer na suas coisas, porém seu celular estava tocando muito e caiu várias mensagens, achamos que fosse algo urgente, nós perdoe.

A garota se curvou graciosamente, suas duas mãos segurava cuidadosamente o celular.

- Não há problema, não tem com que se desculpar...

Débora tentou o seu melhor para esconder sua raiva, mas nesse exato momento...

- Não há problemas, é claro que há, quem é o homem na ligação?

Uma voz chateada e alta soou atrás de Vanessa.

Vanessa sentiu que sua cabeça pularia fora do pescoço.

Se elas começasse uma briga com Débora sem saber da verdade, Carlos as puniria severamente.

Vanusa é louca!

- Vanusa...

Vanessa gritou.

- Meninas seja o que for que deixou vocês aborrecidas, eu posso explicar, por favor não briguem.

- É lógico que você terá que explicar, explicará para mim ou explicará pro meu irmão.

A garota cruzou os braços e bateu o pé.

- Vanusa...

Vanessa revirou os olhos.

- Cala a boca Vanessa...

Vanusa bradou.

Era claro que Vanessa era mais sensata que Vanuza, todos sabiam na regiam em que elas moravam que Vanuza tinha o pavil bem curto...

A garota era uma bomba presta a explodir.

- Vanusa é bom você se acalmar ou então terei que te pedir para sair do meu quarto.

A voz da mulher era firme e confiante, apesar do seu coração está batendo em uma velocidade violenta.

- Essa casa é do meu irmão!

- Vanusa cala a boca agora.

Vanessa gritou.

Naquela noite três jovens mulheres discutiam em um quarto, até que alguém bateu na porta.

- Eu dou três segundos para essa porta ser aberta.

Carlos estava profundamente aborrecido, os gritos de Vanusa se ouvia do escritório.

Isso era realmente uma confusão.

A quanto tempo que Vanusa não fazia um show desses.

- Um,dois...

A porta foi aberta, e o homem entrou.

- O que se passa, porque estão causando problemas.

- Causando problemas? Quem aqui está causando problemas? Eu só quero a verdade.

A garota estava firme e forte no seu showzinho.

Carlos coçou suas têmporas, que naquele momento doíam...

Coitada de Débora.

- Eu sinto muito, e tudo minha culpa,eu...

Débora ia falar quando o homem a sua frente lhe interrompeu...

- Tudo bem não precisa se explicar eu conheço as irmãs que tenho, as duas colocam fogo em água por motivos bobos.

- As duas? Carlos eu não fiz nada desse vez.

Vanessa estava desamparada, realmente ela não teve culpa dessa vez.

Débora sentiu-se inquieta, como aquela noite foi acabar assim.

-As duas saiam do quarto.

As duas jovens saíram, uma após a outra.

Aquele quarto imenso, naquele exato momento, parecia pequeno para os dois que ficaram a sós.

Silêncio.

No rosto do homem não havia nenhuma emoção enquanto olhava para ela, Débora se sentiu sozinha.

Que lástima!

-Conversaremos sobre isso depois, agora descanse.

- Carlos eu, bem...

- Fale.

A voz do homem era calma não parecia está aborrecido.

Mas o que o coração sentia não foi exposto para ela.

- Começamos do zero certo, vamos tentar tudo de novo certo.

O homem sorriu, olhando para a mulher desamparada em sua frente.

- Parece que você não entendeu, mas tudo bem, descanse.

Débora lamentou profundamente, como isso foi acontecer.

Ela decidiu se casar com ele, e agora se ele desistir de se casar com ela.

Ela estava disposta a conhecê-lo, ele parecia um bom homem.

...

Pegando seu celular ela viu as mensagens de Damon...

-Que porra é essa, porque tanta mensagem?

Débora sentiu-se exalta.

( Débora preciso falar com você.)

( Vamos conversar direito.)

( Você deveria pensar melhor no que está fazendo.)

( Ele não é uma boa pessoa, fique longe dele.)

( Me ligue imediatamente.)

( Porque você não responde.)

( Não fique brava comigo.)

Era uma mensagem atrás da outra, Débora estava frustada.

Ela resolveu enviar uma mensagem a Damon.

( Obrigada por estragar tudo! )

Após alguns minutos ela obteve a resposta.

(Débora eu estava preocupado com você, só queria saber como você estava.)

(Nós terminamos Damon, não me ligue mais.)

(Nós demos um tempo Débora, até você acertar tudo com Carlos, você me disse que pediria o divórcio esqueceu. Eu estarei esperando por você!)

Lendo mensagem Débora se sentiu estranha, como explicar isso a Carlos, ela deveria ficar quieta.

...

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